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terça-feira, 29 de novembro de 2011

O homeschooling melhora o desempenho acadêmico

Especialista alemão afirma que a "educação em casa" não limita os direitos de ninguém."

Na Espanha, mais de 2.000 famílias educam os filhos em casa. Estas crianças não tem aulas com outros alunos da escola; são ensinadas pelos pais. O homeschooling é uma realidade em toda a Europa - excepto na Alemanha, onde um decreto do Terceiro Reich, ainda em vigor, tornou o ensino domiciliar ilegal; e em Espanha, onde há um vácuo legal.

No passado fim de semana, a Universidade de Navarra reuniu diversos especialistas de todo o mundo para debater esta opção educacional num Congresso sobre a aprendizagem em família.

Thomas Splieger, da Universidade Friedensau da Alemanha, disse que "a educação em casa, controlada ou supervisionada, não limita os direitos de ninguém nem afeta o bem comum." O especialista alemão concorda com a combinação do homeschooling com a escola (flexischooling), e disse: "pode ser positiva quando combina as suas vantagens em vez das suas limitações." Mas isso "requer uma atitude de abertura para as duas opções."

Pensa que "para que o ensino doméstico seja bem-sucedido, é preciso que os pais estejam muito interessados ​​e envolvidos na educação dos filhos, e que sejam capazes de criar um ambiente que estimula o aprendizado. Neste caso, essa prática aumenta o rendimento acadêmico, mas caso contrário, pode aumentar a ineficiência da educação." Disse em seguida que "os recursos dos pais - seu capital social, cultural e econômico -, influenciam fortemente a trajetória do estudante."

Por sua parte, Madalen Goiria, da Universidade do País Basco, disse que "na Espanha, as regiões autónomas poderiam desempenhar um papel fundamental na concretização da flexibilização do sistema." Referiu-se também às oportunidades que as novas tecnologias nos oferecem, uma vez que "facilitam a criação de centros de educação à distância. E, ao receber educação em casa sem assistência de nenhum centro à distância, as TIC tornam todo o conhecimento acessível aos menores, adaptado às diferentes idades, em quase todas as casas, mesmo as que têm recursos financeiros limitados".

Finalmente, Christine Brabant, da Universidade Católica de Louvain, disse que "a educação escolar e a educação em casa ocorrem em diferentes contextos, onde se encontram soluções diferentes para problemas diferentes", e que "se alguns pais querem educar os filhos em casa e criar ferramentas para o ensino doméstico, a questão não é se o governo deverá permitir-lhes. É sim, como serão apoiados e que normas deverão reger sua prática."

Original AQUI. G. Sánchez de la Nieta

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