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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Os homeschoolers são idealistas?

Peter Kowalke, um unschooler já crescido, pergunta se os homeschoolers são idealistas. No seu blog, ele escreve:

Somos idealistas porque não vemos a fragilidade humana e os males do mundo como fatos inevitáveis. Tentamos mudar as coisas para o melhor, tentamos melhorar-nos a nós próprios, e tentamos viver de acordo com os nossos ideais. Queremos SER o nosso ideal, e não apenas venerá-lo, por isso arregaçamos as mangas e fazemos dos nossos ideais a nossa realidade.

Será que isso é bom, ou estamos lutando batalhas que não podemos vencer? Será que no fim, após uma longa luta tentando sermos melhor do que a norma, voltaremos ao status quo, ou será que conseguiremos evitar ser ESSE tipo de idealista?

Eu fui educada em casa, e não sei. Talvez sejamos práticos. Vemos outra maneira de fazer as coisas que faz sentido para nós, e vamos em frente. Sabemos que não funcionaria para todos, mas achamos que pode resultar para nós.

Muitas vezes, as pessoas pensam que a existência do ensino doméstico é, na sua essência, uma crítica a um sistema de ensino falhado. Mas a nível individual, não frequentar a escola, mais do que um grito revolucionário, é uma maneira de termos o tempo e o espaço necessários para nos dedicarmos às coisas que nós próprios escolhemos.

Nem todos podem educar em casa. E o ensino doméstico não seria melhor para todos. É verdade, educar fora do sistema exige coragem. Temos que estar dispostos a ser diferentes. Temos que responder a um monte de perguntas do tipo: "E a socialização?" Repetidamente! Para fazermos o ensino doméstico precisamos de auto-confiança; e estamos dispostos a ser diferentes porque acreditamos no valor das nossas convições. E sim, o idealismo pode estar nesta mistura.

Mas para as crianças que não são matriculadas no jardim de infância ou na escola, elas não são idealistas. São apenas crianças.

E quando crescermos, talvez nos tornemos idealistas, porque aprendemos que ser quem somos é uma marivilhosa maneira de estar, e que, educacionalmente, os nossos interesses são significativos, e que as nossas vidas são nossas. Poderemos tentar salvar o mundo, criando fundações e grupos de apoio, começando pequenas revoluções. Ou levando tranquilamente as nossas perspectivas para onde formos, para o nosso trabalho, para os nossos relacionamentos... Não sei...

Como unschoolers e homeschoolers, não temos que lutar nenhuma batalha, podemos simplesmente ser quem somos. A nossa mera existência influencia o status quo. Não temos de mudar o mundo, podemos apenas desfrutar nossas próprias vidas.

Ler o resto AQUI. Kate Fridkis

1 comentário:

Anónimo disse...

Maravilhoso texto! Realmente não existem batalhas, existe sim um mundo maravilhoso a descobrir, uma vida maravilhosa a desfrutar, uma evolução a experimentar, e dar exemplo a quem não descobriu isso ainda, a maravilha da existência.

cassia