A Universidade de Navarra partilha as conclusões do II Congresso Nacional sobre Educação em Família. Podem fazer o download aqui.
CONCLUSÕES
1. O ponto de partida necessário é o de que a liberdade de escolher o tipo de educação a dar aos filhos pertence às famílias. Entre os vários tipos de educação, o ensino doméstico é uma opção válida que deve ser reconhecida na Espanha, uma vez que a falta de reconhecimento legal gera incerteza jurídica e, consequentemente, uma falta de normalização.
2. A solução para esta situação tem que ser um objectivo político, de modo que a legislação reconheça uma realidade que já existe e que não é contrária à Constituição Espanhola. Só assim poderemos garantir a tranquilidade na vida das famílias que optam pelo ensino domiciliar e que afeta tanto os pais como os filhos.
3. Necessitamos de estudos sólidos, tanto de acadêmicos como de outros profissionais, do ponto de vista pedagógico, jurídico, sociológico e psicológico, sobre o ensino domiciliar como modalidade de educação. Exemplos de outros países demonstram isto.
4. A grande diversidade do homeschooling na Espanha representa um elemento inovador e enriquecedor dentro do atual panorama educativo.
5. A associação das famílias que optam pelo ensino doméstico permite realizar propostas que fazem um apanhado desta diversidade e ajuda a mitigar possíveis efeitos indesejáveis causados pela falta de reconhecimento do ensino domiciliar.
6. Como opção intermediária entre a educação em casa e a escolaridade a tempo inteiro existem iniciativas para a flexibilização da escola, tanto quanto ao conteúdo curricular como em termos de tempo e horários. Essa flexibilidade poderia permitir uma maior liberdade às famílias que voluntariamente concordassem fazer este tipo de escolaridade com a direção do centro escolar.
7. Hoje em dia podemos adquirir conhecimento por muitas vias, especialmente através do uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC). O papel do educador estará mais orientado a selecionar e promover o conhecimento do que a transmiti-lo.
8. Quer se trate de educação em casa ou na escola, é de extrema importância que as pessoas que ensinam sejam capazes de compreender as necessidades e potencialidades de cada criança a seu cargo para que sejam utilizados os interesses da criança, e não apenas os interesses pré-determinados de um sistema educacional que está evidentemente numa fase de necessidade de revisão.
9. Está demonstrado que o envolvimento das famílias no processo educacional dos filhos é benéfico para a aprendizagem e para o desenvolvimento de competências. As famílias deviam ter apoio adequado para obterem uma adequada orientação acadêmica, pedagógica e tecnológica para facilitar uma melhor utilização das muitas ferramentas e recursos atualmente disponíveis.
10. O homeschooling, as propostas sobre a flexi-escola e outras pedagogias inovadoras trazem elementos de interesse para o debate sobre a melhoria do sistema de educação em geral. Podem ser uma oportunidade para que o governo torne o sistema mais flexivel, contando com uma participação mais efetiva de todos os organismos envolvidos na educação.
Pamplona, 02 de Dezembro de 2011
Carme Urpí (Presidente)
Mª Ángeles Sotés (Coordenadora)
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