Este blog partilha informação sobre o homeschooling e o unschooling - ensino doméstico ou educação domiciliar. Para navegarem o site, usem os links acima e, para os posts de 2011, o botão da pesquisa na barra direita. Facebook: Aprender Sem Escola Email: aprendersemescola@gmail.com

sábado, 30 de abril de 2011

Unschooling e a importância dos elos familiares na aprendizagem

Dayna Martin, falando sobre a importância dos vínculos familiares e como se relacionam com a aprendizagem num excerpto do documentário Class Dismissed: Educação e a Ascensão do Ensino Doméstico nos EUA. Mais aqui.



Acho que o unschooling radical - e viver esta filosofia - é re-priorizar completamente. Fomos tão condicionados a pôr as instituições primeiro, a pôr a escola primeiro, a colocá-la antes da família, antes de tudo mais. E temos que pedir autorização à instituição para estarmos com os nossos filhos. Temos que pedir autorização! Isso não é liberdade! Que ilusão de liberdade! Vocês não percebem que não devíamos ter que fazer isso?

Gosto de explicar às pessoas que uma fundação familiar saudável é a prioridade número 1 para a nossa família, de onde o resto cresce. Por isso adoro priorizar, pôr a conexão familiar em primeiro lugar, antes de todo o resto e, depois, os nossos interesses; e a aprendizagem ocorre como um efeito secundário dessa re-priorização.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A cooperativa alimentar

Conhecem? Aqui há muitas, mas só comecei a usar agora.

Onde moro, não há muito comércio, apenas 2 lojinhas que vendem pouca coisa; e apesar da fraca qualidade, vendem caro. Por isso usava as caixas da Riverford, mas agora resolvi experimentar os sacos da cooperativa alimentar!


Recentemente, um grupo de residentes formou uma cooperativa alimentar e decidi apoiar o projecto, pois dá acesso a produtos locais sem precisar de usar as lojas habituais.


E também porque assim ajudamos o desenvolvimento da comunidade, comprando produtos alimentares produzidos na localidade que são depois distribuidos no centro comunitário.

O melhor, claro, é o resultado: comidinha boa e saudável; neste caso, lentilhas com cenouras e espinafres! Bom apetite!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Eis a natureza


que te convida e te ama


mergulha no seu seio
que ela constantemente te oferece.

Alphonse de Lamartine

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Preocupação com o ambiente escolar leva os pais a optar pelo ensino doméstico

Miles, 6 anos, era bom aluno no jardim de infância. Mas depois de alguns meses na primeira classe começou a ficar para trás. Farta, a mãe agora educa o filho em casa.

"O estado da educação na Califórnia é patético", disse ela. "As aulas estão a ficar cada vez mais lotadas e, com os cortes financeiros, serão anos antes das coisas mudarem para melhor. Miles tinha uma boa professora mas ela era apenas uma para 30 alunos!"

Insatisfeitos com esta situação, um número crescente de pais estão a retirar os filhos da escola para ensiná-los em casa.

A preocupação com o ambiente escolar é a razão principal que os leva a optar pelo ensino doméstico, de acordo com os últimos dados disponíveis.

Ler aqui.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sheldon Richman: Separação Escola - Estado



Quem gosta do som da campainha da escola?
Sheldon Richman certamente que não!

Autor do livro Separating School and State, afirma que

"As escolas, devido à sua estrutura, estão preparando as crianças para um estilo de vida autoritário".

Menciona também o unschooling e a educação em casa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Quero que os meus filhos aprendam a aprender


Regan não ficou satisfeita com a sua experiência escolar. Para ela, a escola parecia ser um jogo. Para ganhar, tinha que descobrir o que o professor queria, e depois fazer o que queriam que ela fizesse. Diz que a escola não expandiu sua mente até ter chegado à faculdade. Por isso decidiu oferecer aos filhos outra opção - a escola em casa.

"Quero que os meus filhos aprendam a aprender, a valorizar a educação e a achar que a aprendizagem, apesar de nem sempre ser fácil e divertida, vale sempre a pena", disse a mãe de cinco filhos. "Isso esteve ausente nos anos que passei na escola".

Barnes não é contra a escola pública, ela apenas acha que o ensino doméstico é a melhor opção para sua família. Educa dois filhos em casa a tempo inteiro, e os outros dois filhos em idade escolar frequentam o jardim de infância part-time. No entanto, tem planos de os educar em casa para a primeira série.

Ler o artigo aqui.

domingo, 24 de abril de 2011

Allan Watts - o significado de escola



Do you know what Scholarship means? What a school means? The original meaning of a scholar?

Leisure.

We talked of a scholar and a gentleman because a gentleman was a person who had a private income, and he could afford to be a scholar. He didn't have to earn a living. Therefore he could study the classics and poetry and things like that.

Today nothing is more busier than a school! They make you work work work work work because you've got to get through on schedule. They have expedited courses and you go to school so as to get a union card with PHD or something so that you can earn a living. So it's a whole contradiction of scholarship. Scholarship is to study everything that's unimportant. Not necessary for survival. All the charming irrelevancies of life.

But you see the thing is this. If you don't have a room in your life for the playful, life's not worth living. All work and no play makes Jack a dull boy. But if the only reason for which Jack plays is that he can work better afterwards he's not really playing. He's playing because it's good for him. He's not playing at all!

To be a true scholar you have to cultivate an attitude to life where you're not trying to get anything out of it. You pick up a pebble on the beach and look at it. It's beautiful. Don't try to get a sermon out of it. Sermons and Stones and God and everything be damned. Just enjoy it. Don't feel that you've got to salve your conscience by saying that this is for the advancement of your aesthetic understanding. Enjoy the pebble. If you do that you'll become healthy. You become able to be a loving helpful human being. But if you can't do that... If you can only do things because somehow you're going to get something out of it, you're a vulture."

Alan Watts, The Tao of Philosophy

Mais aqui.

sábado, 23 de abril de 2011

Unschooling, homeschooling sem schooling

Entre o léxico em constante expansão da educação alternativa encontramos a tendência para o unschooling.

Unschooling poderia ser melhor definido como homeschooling sem "schooling" (ou "a escola em casa" sem a parte da "escola"). Abstém-se da massificação do ensino a favor da personalização da aprendizagem. Os unschoolers não transformam as suas mesas da cozinha em "secretárias de salas de aula" atulhadas de livros didáticos de matemática e mapas da Ásia.

Em vez disso, unschoolers deixam os filhos tomar a liderança e decidir se querem estudar álgebra ou história. As crianças decidem se preferem passar um dia ou um mês jogando xadrez ou construindo uma catapulta.

Os unschoolers rejeitam testes, trabalhos de casa e fichas de trabalho, acreditando que um dia passado saltitando e correndo descalços por esses campos fora resulta em mais exploração científica do que cultivando uma planta no peitoril da janela.

Frequentemente descrito como "aprendizagem natural" ou "autónoma", o unschooling e sua crença em seguir os interesses das crianças tem algo a ensinar às escolas tradicionais, diz Clark Aldrich, autor de Unschooling Rules: 55 Ways to Unlearn What We Know about Schools and Rediscover Education.

Guru da e-aprendizagem e co-fundador da SimuLearn, Aldrich acredita que em vez de criticar os homeschoolers e unschoolers, a escola deveria aprender com eles.

Continuar a ler aqui.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Vídeo: ensino doméstico no México

Apresento-vos mais uma família de homeschoolers. Laura é argentina e vive no México. Tem duas filhas, Gaia (7) e Zyania (3), que nasceram em casa, de uma forma natural (mais aqui).

O vídeo mostra momentos do primeiro ano de ensino doméstico.



Podem visitar o blog da família aqui.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Vídeo: ensino doméstico na França



O vídeo mostra duas famílias francesas, a primeira a praticar a "escola em casa", a segunda o unschooling, uma forma de aprendizagem livre centrada nos interesses das crianças. O vídeo acaba abruptamente aos 3:30 (ignorem o resto, pois é uma repetição sem som da primeira metade).

Mais aqui.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mansões, veados e balões...

Gostei de ver os balões levantar vôo,
mas prefiro manter os pés na terra

e aproximar-me dos animais

o mais possível...

A mansão é bem bonita,
adoro esse tom de amarelo!

Em tempos que já lá vão,
quando fazia parte de um grupo de bossa-jazz,
cantei aí dentro.

Os jardins são lindíssimos,

e a vista para a cidade também :-)
Mais aqui, aqui e aqui.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Gelados, esquilos, palácios e castelos...

Aqui estou eu, a partilhar mais umas fotos de outro passeio :-)
O resto do texto foi retirado daqui.

Blaise Castle House é um palácio inglês do século XVIII, construido no interior de uma propriedade (Blaise Castle) nas proximidades de Henbury, Bristol.

A propriedade foi imortalizada por ser descrita como "o mais agradável lugar na Inglaterra" na novela Northanger Abbey de Jane Austen.

O castelo e os seus 2,6 km² de parque estão abertos ao público.
[Conseguem ver o esquilo?]

Numa colina por cima do desfiladeiro fica um castelo fingido. O arquitecto foi Robert Mylne e a data de construção 1766. Apesar de referido como um edifício de jardim, foi habitado até ao século XX, com sumptuosas decorações interiores.

Mais aqui e aqui.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Uma praia sem mar nem areia

Estas "praias" daqui são uma tristeza.
Até as cores são deprimentes.
Tudo cinzento e lamacento!

Está onde a areia? Tá onde o mar?
Quando a maré está vazia nem se vê!

Ah, está lá ao fundo!

E a "areia" está aqui.

Pois é, a praia rochosa e lamacenta do Severn, de difícil acesso e correntes perigosas, não é a mais bonita do mundo (nem do canal de Bristol). Encontra-se na parte estreita do estuário, daí a ponte a separar a Inglaterra do País de Gales, na outra margem.

domingo, 17 de abril de 2011

sábado, 16 de abril de 2011

Os 15 homeschoolers mais extraordinários do mundo

Chatos, não-desportivos, anti-sociais, sem gosto no vestir, politicamente retrógrados, atrasados culturalmente, extremistas religiosos... a lista de estereótipos dos homeschoolers é quase interminável e quase toda negativa. Apesar da crescente popularidade do movimento do ensino doméstico nos Estados Unidos e no mundo, os homeschoolers continuam a ser vistos com desconfiança pela maioria.

Mas como mostra a nossa lista dos 15 homeschoolers mais extraordinários do mundo, eles são extraordinariamente diversificados, desafiando qualquer tentativa de encaixá-los num único molde. Os homeschoolers desta lista são gênios e atletas, conservadores e progressistas, fundamentalistas e hippies, cientistas e artistas. São rurais e urbanos, americanos e internacionais, deficientes e eficientes, negros, brancos, asiáticos e multirraciais.

Embora nem todos tenham o mesmo grau de fama ou notoriedade, cada um possui características e talentos que os levou a se destacarem no mundo e a desafiar as imagens estereotipadas que continuam a dominar a imaginação do público.

Sem mais demora, aqui estão eles!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Blogagem colectiva: a infância

Convidada pela Rute, estou participando na blogagem colectiva sobre as fases da vida, que começou com o nascimento e continua hoje com a infância.

***

O tema deste post é o sofrimento das crianças, ou o sofrimento da infância.

A mensagem é simples


[clicar por favor em cada uma das 3 frases acima]

Os adultos recusam-se a ver. Muitos, sofrendo sem saber de adultismo, nem se apercebem do modo como perpetuam a opressão das crianças, pois fazem-no, claro, "para o seu bem".

O recente massacre escolar no Brasil talvez nos ajude a abrir os olhos e começar ver a escolarização como violência, ou talvez não. Fomos doutrinados e não vemos o que está na cara, por isso ninguém pensa na protecção de menores em risco na escola.

Preferem continuar a perseguição aos homeschoolers (devido em parte ao mito dos especialistas, apesar das provas do contrário que, como sempre, preferem ignorar) com acusações de desamparo e/ou absentismo escolar, ou concentrar suas energias na transformação das escolas em verdadeiras prisões de alta segurança (mais aqui).

Há uns tempos atrás deu-me para pesquisar a realidade escolar. Como na canção Amazing Grace, I was blind but now I see. E agora convido-vos a ver. Para esse fim, deixo alguns exemplos do sofrimento diário das crianças. Se quiserem mais, cliquem nos 3 primeiros links que iniciam este post.

Vila Real: Aluno de 6 anos alvo de bullying
Agredido desde o início da escola - Uma criança de 6 anos tem sido alvo de várias agressões por parte dos colegas, sido atingido na cabeça e nas pernas, a soco e a pontapé. O pai não esconde a revolta: "Isto é uma vergonha. O meu filho anda a ser agredido há meio ano. Tem chegado a casa com hematomas nas pernas, feridas na barriga, ferimentos na cabeça e os professores não dizem nada".

Criança de 10 anos encontrada na escola com sinais de tortura
Ele estava desacordado e com corte na orelha direita, trauma na região lombar e queimadura leve no tórax. Também há a suspeita de que tenha sofrido abuso sexual.

Menino de 9 anos agredido por diretora de escola particular.
A educadora e proprietária do Colégio riscou o rosto, braços e costas da criança. O aluno teria sido colocado de castigo minutos antes da agressão. Ele deveria ficar isolado, olhando para uma parede durante a aula, e foi flagrado pela professora riscando o concreto.

Menina 12 anos agredida na escola por 19 colegas

Aluno agredido teve de ser hospitalizado
Escolas recusam matrícula de menino em cadeira de rodas
Professor-assistente em actos sexuais com crianca de 2 anos
Criança de 8 anos presa por agredir professora

Acordem, por favor, e lembrem-se que o sofrimento nem sempre é visível...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Documentário: Livre para aprender

Free to Learn: A Radical Experiment in Education

Documentário por Jeff & Raiz Suchak Bhawin

Livre para aprender é um documentário de 70 minutos, que nos mostra os acontecimentos diários na Escola Livre de Albany, Nova York. Como em muitas escolas democráticas, na Escola Livre as crianças decidam por si mesmas como passar os dias.

A Escola Livre, num bairro do centro da cidade, é a única que conseguiu ultrapassar os obstáculos que impedem outras escolas semelhantes de acolher uma gama de alunos economica e racialmente diversa.

Há mais de 30 anos que esta escola alternativa oferece aos seus alunos a liberdade total na aprendizagem . Não há aulas obrigatórias, nem notas, exames ou trabalhos de casa, e as regras são geralmente evitadas. Como último recurso, regras são criadas democraticamente pelos alunos e professores, muitas vezes a pedido de um estudante.

Livre para aprender segue algumas destas crianças à medida que enfrentam os desafios diários e a tarefa de decidirem, por si mesmas, o que fazer a cada dia.

Ver o guia de estudo

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Como criar uma cooperativa de aprendizagem



Iloilo Jones

Objectivos:


1. Educação de qualidade orientada para liberdade dos vossos filhos ou netos;

2. Resgatar as famílias da doutrinação do governo;

3. Criação de modelos educacionais sustentáveis a longo prazo para a comunidade e futuras gerações;

4. Modelar cooperação, instituições voluntárias e independência através das cooperativas de aprendizagem ou escolas comunitárias.

Modelos:


A. Ensino doméstico com um currículo independente e actividades extra-curriculares;

B. Oportunidades de aprendizagem proporcionada por diversas famílias que colaboram para oferecer oportunidades educativas e actividades extra curriculares;

C. Cooperativa de aprendizagem formada por várias famílias que se reunem num único local;

D. Cooperativa de aprendizagem em que as várias famílias se reunem em várias "salas de aulas";

E. Outros modelos limitados apenas pela vossa criatividade, disponibilidade de tempo e disposição para trabalhar.

Estratégias:

i. Optem pelo ensino doméstico, o método histórico e tradicional de educar os filhos;

ii. Mobilizem indivíduos com talento e conhecimentos para expandir e enriquecer o vosso programa de ensino doméstico;

iii. Juntem-se a outros pais que praticam o ensino doméstico para tirarem proveito de recursos externos;

iv. Formem uma cooperativa de aprendizagem para partilhar currículos, ensino, instalações e recursos externos;

v. Recrutem famílias para se juntarem aos vossos esforços;

vi. Comecem uma comunidade de aprendizagem numa sala na vossa igreja, sinagoga, centro comunitário, ou qualquer sítio seguro, limpo e saudável;

vii. Descubram uma igreja com salas não utilizadas durante os dias de semana e mobilizem a Igreja para patrocinar o vosso projecto. Retornem o favor sendo activos nessa comunidade, ajudando com a limpeza e em outros projetos ligados à Igreja.

viii. Descubram um centro comunitário com espaço não utilizado e usem essas instalações para salas de aula, aulas, reuniões e talvez a eventual criação da vossa comunidade de aprendizagem, que irá crescer ou ser remodelada para ir ao encontro das necessidades educacionais da comunidade.

Características do modelo:


1. Design Independente: lembrem-se que também podem incluir educação de adultos;

2. Esforcem-se para desenvolver um modelo e depois partilhem com outras pessoas, convidando-as para visitar e aprender;

3. Tomem nota do vosso desenvolvimento e compartilhem os vossos passos com outros;

4. Criem o vosso modelo com base na cooperação, associação voluntária, mínimo ou nenhum envolvimento do governo, sem estruturas de poder, conselho rotativo de directores;

5. Encorajem um alto nível de comprometimento a nível de tempo e energia de todas as famílias, incluindo reparos, manutenção, limpeza, levantamento de fundos, trabalho voluntário;

6. Angariem fundos para o vosso projecto;

7. Trabalhem no sentido de permanecerem livres de dívidas financeiras fazendo que este objectivo seja bem entendido por todos.

Resultados:

A. Crianças sadias e saudáveis ​​com capacidade de pensamento crítico;

B. Crianças alfabetizadas, com capacidade de manter conversas com qualquer pessoa de qualquer idade;

C. Famílias coesas que sabem trabalhar em conjunto para alcançar objectivos comuns;

D. Introdução de modelos para a educação da comunidade baseados na cooperação voluntária;

E. A validação de modelos voluntários quando comparados com modelos de coacção;

F. A introdução do conceito de cooperação na comunidade em geral e a oportunidade de expressar a sua eficácia face à crescente coerção governamental;

G. Um senso de auto-governo, auto-responsabilidade e auto-realização;

H. A criação de uma comunidade baseada na cooperação em vez de coerção, pois o modelo será adoptado noutros paradigmas da existência humana. Divirtam-se!

Original

terça-feira, 12 de abril de 2011

Vídeo: ensino doméstico em Singapura



Em Singapura, Jean transformou um dos quartos em sala de aulas e começou a educar os filhos em casa. A filha mais velha tem 6 anos e meio, e já aprende em regime de ensino doméstico há 4 anos. Jean optou pela aprendizagem fora da escola porque, como cristã, acredita que a responsabilidade pela educação dos filhos pertence aos pais. Diz-nos que se os mandasse para a escola não teria controlo nenhum sobre o ambiente escolar, as amizades, o currículos e os educadores dos filhos.

Link: My Playschool

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O que leva tantos pais ao ensino doméstico?


Até recentemente, a educação em casa era considerada um fenômeno marginal, algo praticado por famílias religiosas que procuravam controlar a educação moral e espiritual dos seus filhos.

Mas a verdade é que - das comunidades hip no Brooklyn às pequenas cidades rurais no sul -, são cada vez mais os pais que estão retirando os filhos das escolas públicas e assumindo o papel de professor a tempo inteiro.

Brian Ray, presidente do National Home Education Research Institute estima que mais de 2 milhões de crianças foram educadas em casa nos Estados Unidos em 2008. Em 1999, o número de alunos estudando em casa era apenas 850.000.

Brian Ray diz-nos que as crianças que aprendem em casa já não encaixam em determinado perfil. Tal como as crianças que frequentam a escola, as crianças educadas em casa vêm de diversos backgrounds religiosos, políticos, econômicos e acadêmicos.

O que leva tantos pais a optar pela aprendizagem fora da escola?
Três mães partilham a sua história aqui.

domingo, 10 de abril de 2011

Um dia de ensino doméstico

Charlotte tem 6 anos e aprende em casa.

sábado, 9 de abril de 2011

Massacre escolar: a escola assassina

O recente tiroteio na escola do Rio de Janeiro que causou 12 mortos e 22 feridos força-nos a perguntar uma vez mais: o que está acontecendo nas escolas? Na tentativa de compreender o que se está a passar - este massacre não é o primeiro nem será o último - sociólogos e educadores têm sugerido várias possíveis causas.

Mas por que será que não se interrogam por que é que estes massacres acontecem em escolas e não em centros comerciais, estações de metro e comboio, estádios de futebol, etc?

Mais aqui.

E pensar que educar os nossos filhos fora do sistema escolar é considerado crime no Brasil! Crime seria obrigar as crianças e jovens a frequentar ambientes destes!

Quem é responsável por estas mortes? O Estado, que impõe a escolaridade obrigatória com promessas ocas de sucesso e ameaças de multa e prisão aos que optam pelo ensino domiciliar? Os pais que delegam a sua responsabilidade ao Estado? Todos nós que nos conformamos e implementamos um sistema violento que leva suas vítimas a cometer actos impensáveis? Dá que pensar...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

John Holt “Como as Crianças Aprendem”

Depois de muitos anos trabalhando em escolas, John Holt ficou profundamente desiludido com o sistema de ensino. Convencido que a reforma escolar não era possível, começou a advogar o homeschooling. Afirmava que seria inútil retirar as crianças da escola para em seguida recriar esse mesmo ambiente escolar em casa. Acreditava que as crianças que crescem num ambiente de aprendizagem rico e estimulante aprendem quando estão prontas para aprender. Holt acreditava que as crianças não deviam ser forçadas a aprender, uma vez que elas aprendem naturalmente quando lhes é dada a liberdade de seguirem os seus próprios interesses e uma rica variedade de recursos. Esta linha de pensamento passou a ser chamada unschooling.


Parte 2 - Parte 3 - Parte 4

Esta é a palestra de John Holt para professores de Gotemburgo, Suécia, em 1982. Ele estava revisando "Como as crianças aprendem" na altura em que estava fazendo sua turnê escandinava, e partilha novos pensamentos e ideias deflagrados pelo seu contacto com homeschoolers. Em 2010 a Suécia proibiu o homeschooling, alegando que o Estado oferece um sistema de educação e por isso as famílias não precisam de educar os filhos em casa. No entanto, como John Holt salienta, a verdade é que o ensino não-requisitado impede o aprendizado, especialmente nas crianças mais novas. Em sua opinião, as escolas deveriam funcionar como bibliotecas públicas, tanto em espírito como em organização.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A situação dos homeschoolers galegos

Original aqui.

O grupo de famílias homeschoolers galegas Educar na Casa lançou recentemente uma campanha contra a entrada do projeto de lei de apoio à família e à convivência no Parlamento Galego. Eis o texto aprovado pelo governo regional que faz do ensino doméstico uma situação de negligência:

Artigo 52. Situações de negligência. Consideram-se situações de negligência as seguintes:

j) A falta de escolarização habitual da criança ou adolescente com o consentimento ou tolerância dos pais ou pessoas que exerçam a guarda.

Como podem ver aqui, as famílias da Galiza que educam em casa receiam que se a lei for aplicada sem nenhum tipo de alteração, a Xunta poderá assumir a guarda e custódia das crianças educadas em casa.

A campanha começou com uma demonstração de blogs após a aprovação do projeto de lei.

As famílias insistem que educar em família não é desamparo e pedem o apoio de todos que acreditam que o homeschooling não deveria ser considerado como negligência mas como a decisão séria que é, tomada pelos pais que, afinal, estão exercendo a sua autoridade parental no interesse dos filhos. Além disso, estas famílias criaram uma página no Facebook, Colectivo Educar na Casa, a que se podem juntar todas s pessoas que, educadas em casa ou não, compreendem a preocupação destas famílias.

Outras ações deste grupo de famílias incluem consciencializar a sociedade da situação preocupante dos homeschoolers galegos através de vários meios, desde vídeos a artigos como mi casa es mi colegio e cando ensinar na casa se convirte num delito.

Ver também
Homeschooling Spain
Botons: Portal gallego de educación
Aprender sem escola
Clonlara School: Boletín virtual
Galicia confidencial
Bajo el diente de león
El desamparo gallego

quarta-feira, 6 de abril de 2011

II Congresso sobre o homeschooling na Espanha


A Universidade de Navarra organiza, para Novembro, o II Congresso sobre o homeschooling (educação em família). Uma excelente oportunidade para aprender e partilhar perspectivas diferentes sobre a educação em casa.


De acordo com o artigo mi casa es mi collegio, Carlos Cavo, um professor catedrático da Universidade de Oviedo que está trabalhando numa tese de doutoramento sobre o Home Schooling na Espanha, disse que:

"As crianças recebem uma educação adaptada às suas necessidades. Aprendem quando têm motivação e os horários são ajustados às crianças, e não o contrário."

Entre 2008 e 2009, entrevistou 114 famílias espanholas (ou estrangeiros residentes na Espanha) e fez um perfil do educador em casa.

Mais de 50% são licenciados universitários e 45% se declaram de centro. 76% não praticam nenhuma religião, seguidos por 23% de católicos. As razões são pedagógicos (58%), pessoais (18, 6%), sócio-relacionais (12, 7%), políticos (8,3%) e religiosos (1,9%).

Em Espanha, existem entre 600 e 1.000 crianças que aprendem em casa e não acreditam que a lei vai mudar: "O Estado quer controlar-nos mais. Além disso, há um receio compreensível que algumas minorias, por exemplo grupos de imigrantes, se aproveitem e decidam não escolarizar os filhos."

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ensino doméstico - notícias

O Brasil continua a criminalizar as famílias que praticam o homeschooling, como podem visualizar aqui.

De acordo com Alexandre Magno, especialista em Direito Penal e defensor do homeschooling, não existe nada na Constituição do Brasil que proíba a prática efetivamente. Porém outros pontos da legislação podem ser utilizados contra os responsáveis que optam por ensinar seus filhos em casa. O principal deles é a Lei 8.069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina ser obrigação dos pais matricular seus filhos na rede regular de ensino. Outra é a Lei 9.394/96, da Diretrizes e Bases da Educação que prevê ser dever dos responsáveis efetuar a matrícula dos menores a partir dos sete anos de idade no Ensino Fundamental.

Segundo consta no Código Penal, qualquer comportamento divergente do que é previsto em lei pode ser considerado crime de abandono intelectual, e a pena pode ser de 15 dias a um mês de detenção ou multa.


Entretanto, nos EUA, o homeschooling continua a crescer. Até em pequenas localidades, como Fort Bliss, no Texas, várias famílias dizem que o ensino doméstico é a forma mais eficaz de ensinar os seus filhos.

No entanto, os problemas também continuam. Recentemente, como podem ler aqui, o Supremo Tribunal de New Hampshire decidiu obrigar uma criança a frequentar a escola pública contra a vontade de sua mãe. O tribunal deixou bem claro que não estava deliberando sobre o ensino doméstico ou liberdade religiosa, mas sobre aspectos específicos a este caso. O problema surgiu devido a uma disputa entre os pais, divorciados, que não chegavam a um acordo sobre a forma de educar a filha.

A mãe, que é quem cuida da filha, é cristã e estava educando a menina em casa num ambiente cristão. A filha estava muito bem, tanto academica como socialmente, mas o pai queria que ela fosse exposta à socialização da escola pública. Só que o tribunal foi para lá da socialização, à liberdade religiosa.

O juiz disse que "a defesa vigorosa das suas crenças religiosas por parte da mãe sugere que, como a filha passa a maior parte do tempo com a mãe, ela não teve a oportunidade de considerar seriamente a adopção de outra perspectiva religiosa".
Não admira que os homeschoolers cristãos se sintam perseguidos!


Na Inglaterra, Myrna, uma jovem cantora educada em casa, foi entrevistada recentemente na rádio. Podem ouvi-la aqui.


E, finalmente, um vídeo sobre um infantário sem paredes :-)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Dar e receber; livros, livros e mais livros!

Anteontem à noite uma amiga manifestou interesse por uns livros que tinha na estante. Assim que pensei em oferecê-los, uma vozinha interior manifestou a sua relutância. Imediatamente outra voz fez-se ouvir, sossegando-a: "não tenhas medo do não-apego, não tenhas receio de os deixa ir".

Como sempre, tinha razão. Ontem à tarde deram-me 4 caixas cheias de livros! Não os contei mas deviam ser pelo menos uns cem. Quanto mais a gente dá, mais recebe.

Como sabem, estou constantemente a destralhar e não gosto de acumular, por isso selecionei os que quero e enchi duas caixas com os restantes, que vou dar a quem queira ou a uma loja da caridade. E assim vamos inovando a nossa biblioteca, sem gastar um tostão.

Ver também:
Economia da generosidade
Economia da generosidade II - Freeconomy

domingo, 3 de abril de 2011

Visita ao centro de permacultura

Ontem visitámos a comunidade de Bowden House, um grupo de pessoas que resolveram aprender a viver de uma forma consciente com os outros, o ambiente e a comunidade. Os seus interesses incluem música, comunicação, sustentabilidade, jardinagem orgânica, biodiversidade, arte e educação.

Juntámo-nos a eles num dos seus dias de acção comunitária.

Passei a maior parte da manhã a preparar um espaço para um dos seus eventos, enquanto outros preferiram trabalhar ao ar livre, como este grupo que aqui vêem preparando o solo para o cultivo.

Uma das minhas tarefas foi preparar a salada para o almoço. Para isso tive de ir ao politunel colher alface e outras folhas verdes.

Durante a pausa para o almoço tive a oportunidade de conversar com outros membros da comunidade, como a Carmella, que trabalha na área da morte digna.

Depois do almoço tive a oportunidade de visitar o Woodshed, um estúdio de arte e escultura que visa a conscientização ambiental, sustentabilidade, desenvolvimento pessoal e partilha de competências.

Algumas famílias que aqui vivem praticam o ensino doméstico e/ou unschooling, educando os filhos fora da escola.

sábado, 2 de abril de 2011

Visita à casa mais assombrada da Inglaterra

Passámos o dia em Bowden House, em tempos conhecida como uma das casas mais assombradas da Inglaterra.

Na época dos Tudor, Bowden House pertencia ao homem mais rico da região.

Continuou a ser propriedade da nobreza até à Segunda Guerra Mundial, quando foi requisitada pelo exército americano. Mais tarde, transformou-se num lar para crianças.

Hoje pertence a um grupo de famílias e indivíduos cujo objectivo é viver de uma forma compassiva e eco-consciente, e criar uma comunidade consciente e autêntica. Cantam, meditam, trabalham e organizam eventos.

Organisam, por exemplo, dias de acção comunitária, em que abrem as portas a pessoas que estão interessadas em saber mais sobre o seu projecto, conhecer os membros da sua comunidade, visitar a propriedade e ajudá-los nas tarefas necessárias.

Vivem num lugar muito bonito, em contacto com o espírito da terra, e cultivam fruta e legumes frescos.

Algumas praticam o ensino doméstico e/ou unschooling, educando os filhos fora da escola.

Continua aqui.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Homeschooler tira as notas mais altas do país

Ontem publiquei um artigo sobre o mito de que os pais não têm conhecimentos suficientemente especializados para ensinar os filhos.

Hoje partilho notícias de mais um caso comprovando que o sucesso dos jovens educados em casa é independente do nível educacional dos pais.

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Maria Gallagher, uma rapariga de 18 anos educada em casa, obteve as notas mais altas da Inglaterra e País de Gales nos seus 4 exames de psicologia.

A mãe, uma hipnoterapeuta de 54 anos de idade, disse estar muito orgulhosa da filha.
"Ela é a prova que o sucesso não tem nada a ver com o background ou classe social. Na nossa família ninguém tem um curso superior e não temos muito dinheiro. Somos pessoas comuns, com uma filha que adora aprender."
Maria foi educada em casa desde os 8 anos de idade. Neste momento tem uma bolsa de estudos na Universidade de Kent em Canterbury, e está a fazer uma licenciatura em Psicologia Clínica Aplicada. O seu objectivo é um doutoramento em neuropsicologia.

Original aqui.