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domingo, 29 de maio de 2011

Escola virtual para o ensino doméstico

A primeira "escola virtual" financiada pelo governo britânico com aulas transmitidas via internet para os alunos que aprendem em regime de ensino doméstico poderá abrir no próximo ano. Vai ser uma escola livre aberta às crianças e aos jovens que actualmente são educados em casa. Se o secretário da Educação aprovar, poderá abrir em Setembro de 2012.

John Edwards, director da Periplus Home Education que vai dirigir a "escola virtual", disse-nos que "existem 80.000 alunos educados em casa sem nenhum apoio governamental. Os seus pais fazem um trabalho fantástico, mas muitos pagam tutores e/ou programas de educação on-line ."

Ler o resto aqui. Vídeo aqui.

sábado, 28 de maio de 2011

Ensino doméstico diz respeito à liberdade

“Educação em casa diz respeito à liberdade: a liberdade de aprender sobre história o dia todo e não por cinquenta minutos, a liberdade de aprender de acordo com a curiosidade e o interesse mais do que pela lista de tópicos de cada série, a liberdade de avançar em áreas de força e de tomar todo o tempo que for necessário para aprender matérias difíceis.”
(Lisa Rivero, p. 77-78)

Fonte: Educação em casa: uma opção para pais engajados

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A escola insalubre

Dr Alexandre Feldman: "Quase tudo é insalubre na escola, a começar pelo fato dela confinar vinte, trinta ou mais alunos em uma sala de aula, e centenas ou milhares de alunos na escola propriamente dita. Está provado que ambientes de convívio humano altamente confinado, como quartéis, prisões, asilos e escolas, em si só, aumentam significativamente o risco de uma série de doenças – não apenas infecciosas, que se espalham mais facilmente em ambientes confinados, mas também hipertensão arterial (pressão alta), gastrite, úlcera, comportamento agressivo e aumento do stressque predispõe a uma série de transtornos mentais. Entenda bem: você não precisa de mais nada, além de um ambiente de confinamento aglomerado, para apertar o gatilho que predispõe a essa série de doenças."

Fonte

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Visita à histórica cidade de Corsham

Gosto muito do centro de Corsham, das casinhas antigas mas bem preservadas.

E dos jardins, sempre bonitos e bem cuidados.

E dos mistérios, pois sob estas ruas existe uma cidade subterrânea com 90 quilómetros de ruas! Construida durante a Guerra Fria com o nome de código Burlington, o seu objectivo era acolher a família real, o Governo e outras quatro mil pessoas em caso de ataque nuclear.

Esta foto mostra o Corsham Court, que nos dias dos reis saxões era propriedade dos reis. Depois de William, o Conquistador, continuou a pertencer à família real. Durante o final do século XIV e início doXV foi parte do dote das rainhas da Inglaterra. Durante o século XVI duas esposas do Rei Henrique VIII viveram aqui, a Catarina de Aragão e a Catarina Parr. E a propriedade foi usada em muitos filmes, por exemplo, no Barry Lyndon.

Como sempre, vemos os ricos e os pobres. Na parte mais moderna, mas perto da antiga, uma senhora a pedir esmola...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

As Casinhas da Inglaterra

Algures não muito longe do aeroporto de Bristol...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ensino doméstico na Irlanda

Para Aoife, mãe de 3 filhos, as manhãs começam normalmente com a filha Riana pedindo uma lição de matemática.

"Ela traz o livro, o seu ábaco, eu mostro-lhe como fazer uma ou duas contas, e depois ela lá as vai fazer."

Aoife está sentada a amamentar o seu bebê no museu infantil de Dublin, onde vai duas vezes por mês com os filhos Joe (6), Riana (5) e Liam (6 meses) encontrar-se com outros membros do Home Education Network.

Aoife é uma entre as mil (ou mais!) mães irlandesas - o número exato é desconhecido - que têm desafiado a tradição educando os filhos em casa.

"A sua sede de aprender é inacreditável! Nós não fazemos aulas estruturadas, nem x horas de actividades educacionais por dia, mas observei que desde uma idade muito precoce o meu filho queria aprender o alfabeto".

As coisas mudaram muito desde 1980 e 1990, quando a própria Aoife foi educada em casa com seus irmãos. O ensino doméstico emergiu das sombras, com organizações voluntárias, como a HEN, ajudando a criar as estruturas sociais e os modos de colaboração necessários para esta comunidade de pais-educadores.

Ler o artigo aqui.

domingo, 22 de maio de 2011

Visita à famosa catedral de Wells

Quando fomos visitar a cidade medieval de Wells, tivemos a oportunidade de ver a sua famosa catedral.

A construção da catedral começou em 1175, a norte de uma igreja ainda mais antiga. O bispo Reginald de Bohun trouxe o estilo arquitetônico da França, e Wells foi a primeira catedral inglesa a ser construída neste novo estilo gótico.

A primeira fase de construção demorou cerca de oitenta anos, culminando na magnífica face Ocidental.

Na Idade Média, a pedra era pintada e a face Ocidental parecia um livro enorme com imagens muito coloridas. Todas estas esculturas tinham cores brilhantes, e continuam a ser uma das glórias da catedral.

Uma das entradas...

E indo para um dos lados podemos ver o famoso relógio de Wells, o segundo relógio mais antigo da Grã-Bretanha - e provavelmente no mundo!

Data de 1390 e ainda funciona!

A cada trinta minutos podemos ver os cavaleiros a bater nos sinos! Esta parte exterior do relógio está ligada ao mecanismo interior.

Bem, chega de fotos por hoje! Deixo só mais esta, para verem a praça em frente à catedral. Se quiserem, podem ver um vídeo aqui.

sábado, 21 de maio de 2011

Visita à cidade medieval de Wells

Isto é o que vemos ao aproximar-nos do centro da cidade mais pequena da Inglaterra.

E aqui está o mercado, ponto focal da cidade ao longo dos séculos, que continua a vender produtos locais duas vezes por semana. Quando chegámos já estava a fechar :(

Por isso atravessámos o "Olho do Bispo", essa passagem medieval que vêem na foto acima,

e fomos ver a entrada, com ponte levadiça e tudo, para o palácio medieval onde moram os bispos de Bath e Wells há cerca de 800 anos. Lá dentro estão 14 hectares de jardins e a fonte que deu o nome à cidade.

Entretanto, na esquina, fica o Penniless Porch, o pórtico dos "sem-dinheiro", onde ainda hoje encontramos pedintes ali sentados à espera de uma esmola.

E acabo com esta foto de uma rua normal, para verem algumas das casinhas desta pequena cidade :-)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Passeios megalíticos em Stanton Drew

Depois da visita a Avebury ficámos com vontade de visitar o complexo megalítico de Stanton Drew,

especialmente o famoso Grande Círculo, o segundo maior círculo de pedra da Grã-Bretanha (depois de Avebury). O círculo tem cerca de 113 m de diâmetro e tinha provavelmente 30 pedras mas apenas 27 sobreviveram até hoje.

A zona em que se encontram é muito rural, e vimos muitas vacas a pastar perto das pedras.

Todas as pedras têm alturas diferentes, entre 1,4 e 4,4 metros.

Mais para o oeste, no jardim de um pub chamado Druids Arms, encontrámos o "cove", com duas pedras de pé e uma laje deitada entre elas. Estas pedras do "cove" são mineralogicamente diferentes das outras.

Esta foto mostra as mesinhas do outro lado do jardim desse pub

O posicionamento das pedras em Stanton Drew é explicado com teorias de alinhamentos astronômicos e "ley lines" (campo magnético terrestre). Dizem que o local era dedicado a rituais funerários.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Visita a Chew Valley Lake

Infelizmente, começou a chuver, embora aqui não seja de admirar!

Chew Valley Lake é uma grande reserva de água no Vale Chew, Somerset, Inglaterra, e o quinto maior lago artificial no Reino Unido (o maior no sudoeste da Inglaterra), com uma área de 4,9 km².

O lago, criado no início dos anos 1950 e inaugurado pela Rainha Elizabeth II em 1956, fornece água potável a Bristol e à zona circundante da cidade. Parte da água do lago é utilizada para manter o fluxo no rio Chew.

Algumas actividades recreativas são permitidas pelo proprietário (uma companhia de água), como a vela e a pesca da truta.

Antes de terem criado o lago fizeram investigações arqueológicas. Descobriram artefactos romanos e provas de que a zona havia sido ocupada desde o Neolítico.

O lago é um local importante para a fauna. É também um centro nacional para a observação das aves, com mais de 260 espécies registradas. O lago tem aves aquáticas indígenas e migrantes ao longo do ano. A flora e a fauna proporcionam habitats para algumas plantas e insetos menos comuns.

terça-feira, 17 de maio de 2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O currículo oculto da escolaridade obrigatória

O Prolongamento da Infância - John Taylor Gatto


Houve, desde o início, um propósito por trás da escolaridade obrigatória, um propósito que não tinha nada a ver com o que os pais, os filhos e as comunidades queriam. Em vez disso, este grande propósito foi forjado a partir das necessidades de uma economia corporatizada altamente centralizada e de um sistema financeiro resoluto na sua internacionalização; nisso, e também no que era necessário a um Estado político altamente centralizado. A partir da primeira década do século XX a escola passou a ser vista como um ramo da indústria e uma ferramenta de governança. Durante bastante tempo, provocados provavelmente por um clima de ódio e desprezo oficial dirigido contra imigrantes durante o maior deslocamento de pessoas na história, os gestores sociais da escolarização foram muito sinceros sobre o que estavam fazendo. Num discurso que deu perante empresários antes da Primeira Guerra Mundial, Woodrow Wilson fez esta ousada afirmação:

Queremos que uma classe tenha uma educação liberal. Queremos que outra classe, uma classe por necessidade muito maior, abra mão do privilégio de uma educação liberal e seja formada para o desempenho de difíceis tarefas manuais.

Em 1917, os principais postos administrativos da escolarização americana estavam sob o controle de um grupo referido pela imprensa da época como "Education Trust". A primeira reunião desse grupo incluiu representantes dos Rockefeller, Carnegie, Harvard, Stanford, da Universidade de Chicago e da Associação Nacional de Educação. Benjamin Kidd, o evolucionista britânico, escreveu em 1918 que o objectivo principal era "impor na juventude o ideal de subordinação".

No início, o principal alvo era a tradição do trabalho por conta própria nos Estados Unidos. A não ser que o empreendedorismo americano fosse extinto, pelo menos na população comum, os enormes investimentos de capital que a indústria de produção em massa necessitava não seriam justificáveis. Os alunos deveriam aprender a verem-se como empregados competindo pelos favores da gestão. Não como Franklin ou Edison outrora se haviam considerado, como agentes livres e auto-determinados.

Só se poderia conter a ameaça de excesso de produção na América através de uma enorme campanha psicológica. A capacidade dos norte-americanos de pensar como produtores independentes tinha de ser reduzida. Certos escritos de Alexander Inglis contêm uma dica do papel da escolarização neste projecto bem sucedido de redução da tendência das pessoas competirem com as grandes empresas. De 1880 a 1930, entre as classes gerenciais, a superprodução tornou-se uma metáfora de controle e esta ideia teria uma influência profunda no desenvolvimento da escola de massas.

Eu sei como é difícil para a maioria de nós que cortamos a nossa relva e levamos os nossos cães a passear compreender que a engenharia social a longo prazo existe mesmo, muito menos que começou a dominar a escolaridade compulsoria há quase um século. No entanto, a edição de 1934 de Public Education in the United States Ellwood P. Cubberley é explícita sobre o que aconteceu e porquê. Nas palavras de Cubberley:

Agora é desejável que as crianças não se devam envolver em trabalho produtivo. Pelo contrário, todo o pensamento recente... [é] oposto a que o façam. Tanto os interesses do trabalho organizado como os interesses da nação estão contra o trabalho infantil.1

A declaração ocorre numa secção de Educação Pública intitulada "Um Novo Prolongamento do Período de Dependência", onde Cubberley explica que "a vinda do sistema fabril" ​​fez necessário o prolongamento da infância, privando as crianças da formação e da educação que a fazenda e a vida nas vilas e aldeias costumavam proporcionar. Com o colapso das indústrias caseiras e locais, a morte das tarefas e a extinção do sistema de aprendizes pela produção em grande escala com a sua extrema divisão do trabalho (e a "marcha conquistadora das máquinas"), surgiu um exército de trabalhadores que, de acordo com Cubberley, não sabem nada.

Além disso, a indústria moderna necessitava desse tipo de trabalhadores. Não se podia permitir que o sentimentalismo entravasse o caminho do progresso. De acordo com Cubberley, com "muito ridículo da imprensa pública", o antigo currículo foi posto de lado e substituído pela mudança de objectivos e "uma nova psicologia de instrução que veio até nós do estrangeiro." Essa última referência misteriosa a uma nova psicologia refere-se a práticas de emburrecimento através da escolarização, práticas comuns na Inglaterra, Alemanha e França, as três principais potências mundiais de carvão (com excepção dos Estados Unidos), cada uma das quais já havia convertido sua população comum num proletariado industrial.

Em 1919, Arthur Calhoun, na História Social da Família, notificou os acadêmicos da nação, sobre o que se estava a passar. Calhoun declarou que o maior desejo dos escritores utópicos estava se tornando realidade, que as crianças estavam deixando a família para ficarem "sob a custódia dos especialistas da comunidade". Ele ofereceu uma previsão importante, que com o tempo podemos esperar ver o ensino público "planeado para monitorizar o acasalamento dos inaptos." Três anos mais tarde, John F. Hylan, o prefeito de Nova York, disse num discurso público que as escolas tinham sido apreendidas como um polvo se apodera de sua presa, por um "governo invisível". Ele estava referindo-se especificamente a determinadas acções da Fundação Rockefeller e outros interesses corporativos em Nova York que precederam os motins escolares de 1917.

A decada de 1920 foi um período de bonança para escolaridade obrigatória, bem como para o mercado de acções. Em 1928, um volume bem conceituado intitulado A Sociological Philosophy of Education declarou: "A função dos professores é gerir não só as escolas mas o mundo". Um ano depois, o famoso criador da psicologia educacional, Edward Thorndike, do Columbia Teachers College, anunciou: "as disciplinas académicas são de pouco valor". William Kirkpatrick, seu colega no Teachers College, vangloriou-se em Education and the Social Crisis que a educação tradicional das crianças e dos jovens estava sendo modificada por peritos.

1Este é o mesmo Ellwood P. Cubberley que em 1905 escreveu na sua Dissertação para o Columbia Teachers College que as escolas iriam ser fábricas "onde as matérias-primas, as crianças, serão moldadas e transformadas em produtos acabados... fabricadas tal como pregos, e as especificações para a fabricação virá do governo e da indústria. "

Original

www.johntaylorgatto.com

domingo, 15 de maio de 2011

Adolescência

Blogagem colectiva “Fases da Vida”, proposta pela Rute, do blogue Publicar para Partilhar.

Hoje estou sem muita vontade de escrever, por isso deixo apenas esta foto e um link para o Manual de Libertação dos Adolescentes, que podem ler aqui.

sábado, 14 de maio de 2011

A escola como religião, John T Gatto

Nada sobre a escola é o que parece, nem mesmo o tédio. Demonstrar o que quero dizer é o propósito deste longo ensaio. O meu livro representa uma tentativa de organizar os meus pensamentos, a fim de descobrir o que cinquenta anos de confinamento em salas de aula (como aluno e professor) significam para mim. Esta é uma investigação pessoal das razões que fazem da escola um lugar perigoso. Não é que o pessoal da escola tenha a intenção de magoar as crianças; mas que todos nós, associados à instituição, estamos presos, tal como moscas, na mesma teia de aranha que os vossos filhos estão. Tentamos freneticamente cobrir o nosso próprio pânico, mas temos muito pouco poder para ajudar as moscas mais pequenas.

Olhando para trás, para uma carreira docente de trinta anos cheia de prêmios e recompensas, custa-me a acreditar que passei a maior parte da minha vida completamente institucionalizado; é inacreditável que a escolarização centralizada, essa máquina gigantesca de doutrinação e triagem que rouba os filhos aos pais, seja permitida. Será que foi mesmo assim? Foi esta a minha vida? Que Deus me ajude!

A escola é uma religião. Sem entender a sua faceta de sagrada missão, poderíamos chegar à conclusão errada de que o que acontece é o resultado da venalidade ou estupidez humana ou até da luta entre classes. Estas estão presentes na equação, mas nenhuma delas tem muita importância pois mesmo sem elas a escola seguiria na mesma direção. A seguinte afirmação, do Credo Pedagógico de Dewey (1897), dá-nos uma pista para o zeitgeist:

Cada professor deve perceber que ele é um servo social cuja função é a manutenção da ordem social adequada e a asseguração do correto desenvolvimento social. Desta forma, o professor é sempre o profeta do Deus verdadeiro e o introdutor do verdadeiro reino do céu.

Qual é a ordem social "adequada"? O que significa "correto" desenvolvimento social? Se não sabes, és como eu e não como John Dewey, que sabia, ou como os Rockefellers, seus patronos, que também sabiam.

Acontece que, da confusão industrial que se seguiu à Guerra Civil, homens poderosos e sonhadores decidiram o tipo de ordem social que a América precisava, uma muito semelhante à do sistema britânico de que a América tinha escapado cerca de cem anos antes. Essa decisão não foi o resultado de um debate público, como deveria ter sido numa democracia, mas de uma destilação de discussões privadas. Suas ideias contradizem a "carta original americana" [Constituição dos Estados Unidos?] mas isso não os perturbou. Tinham um objetivo fantástico - a racionalização de tudo. O fim da imprevisibilidade histórica, e a sua transformação numa ordem previsível.

A partir dos meados do século, foram implementados certos esquemas utópicos para adiar a maturidade no interesse de um bem maior, seguindo mais ou menos o modelo que Rousseau havia estabelecido no livro Emile. Pelo menos retoricamente. O primeiro objectivo, a ser alcançado por etapas, era uma sociedade ordenada e cientificamente gerida, em que as "melhores pessoas" tomam as decisões sem interferências da tradição democrática. Depois disso, a reprodução humana, o destino evolucionário da espécie, seria possivel. A escolaridade universal, institucionalizada, formal e obrigatória era a prescrição, prolongando a dependência dos jovens para o que antes era tradicionalmente considerado o início da vida adulta. Os indivíduos seriam impedidos de ocupar postos importantes de trabalho até uma idade relativamente avançada. A maturidade seria adiada.

Durante o período pós-Guerra Civil, a infância foi prolongada cerca de quatro anos. Mais tarde, um termo especial foi criado para descrever as crianças mais velhas: a adolescência, um fenômeno até então desconhecido pela raça humana. A infantilização dos jovens não terminou no início do século XX; as leis do trabalho infantil foram estendidas para cobrir cada vez mais tipos de trabalho, e a idade do final da escolaridade obrigatória foi aumentando gradualmente. A maior vitória deste projeto utópico foi fazer da escola a única forma de entrar em certas profissões. A intenção era, em última análise, enredar todos os tipos de trabalho na teia escolar. Na década de 1950 já não era incomum encontrar alunos graduados já com os seus trinta anos continuando a executar recados, continuando à espera de começar suas vidas.

Fonte

www.johntaylorgatto.com

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Tribunal impõe creche obrigatória

Um juiz de Quebeque mandou uma família enviar os seus dois filhos mais novos, com idades entre os três e os cinco anos, para a creche estatal para efeitos de "socialização".

Os pais têm mais dois filhos, com sete e nove anos, e no ano passado foram forçados a enviá-los para a escola porque aprendiam em casa em regime de ensino doméstico.

A decisão mais recente de creche obrigatória foi proferida em Março e agora está a ser ouvida pelo Tribunal de Quebec.

Os pais não foram acusados ​​de negligência ou abuso. O médico de família testemunhou, dizendo que os filhos eram saudáveis ​​e bem cuidados. A família, católica, está a ser representada pela Home School Legal Defense Association.

"Estamos a ver um verdadeiro movimento contra a liberdade de educação", disse Paul Faris, presidente da filial canadense da HSLDA.

"Fiquei chocado ao ver isto no Canadá. Teria suspeitas disto na Suécia e Alemanha, pois as suas leis de educação datam do Terceiro Reich", disse Michael Donnelly, diretor de Relações Internacionais da HSLDA.

Ler o artigo aqui.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Autismo, ensino doméstico e dança



James Hobley não sabia ler nem escrever e preferia brincar com seus gatos do que falar com a família. Mas aos oito anos descobriu a dança e sua vida mudou para sempre. Passado uns meses estava ganhando competições de dança.

O incrível talento de James, de 11 anos de idade, foi descoberto pela mãe, que educa o filho em casa. A dança ajudou-o a desenvolver as suas habilidades naturais e a superar as dificuldades causadas ​​pelo autismo.

Neste vídeo podem ver o menino, que aprende em regime de ensino doméstico, a dançar no palco do Britain's Got Talent, com a mãe-professora assistindo. Antes de começar a dançar, um dos juizes pergunta:

Então James, andas na escola?

Não, a minha mãe ensina-me em casa porque sou autista.

Não deixem de ver! James emociona o público e deixa os juizes sem palavras!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Avebury, o maior monumento neolítico da Europa

Fomos visitar Avebury, um sítio mágico. Fica situado na Inglaterra, no condado de Wiltshire, onde encontramos vários círculos de pedra.

É um dos melhores e maiores monumentos Neolíticos da Europa, com cerca de 5.000 anos, ainda mais antigo que Stonehenge, que fica a cerca de 32 km mais ao sul.

Grande parte da vila fica dentro do monumento. A foto acima mostra a igreja anglicana da vila, que tem uma nave saxónica do século XI e onde podemos ver 2 janelas originais desse período. As duas fotos abaixo mostram casinhas típicas da vila.

Para muitos adeptos das religiões pagãs contemporâneas, Avebury é considerada um local sagrado. Eles vêem o monumento como um "templo vivo", que associam aos antepassados e aos espíritos da terra. Normalmente, os ritos pagãos são realizados em público, atraindo multidões de visitantes, especialmente em ocasiões como o solstício de verão.


Os ritos druídicos realizados em Avebury são conhecidos como eisteddfod e envolvem a invocação de Awen (inspiração), normalmente com poemas, canções, histórias e a recitação da Oração e Votos Druidas. Em muitos casos, os druidas dividem-se em dois grupos, um dedicando-se ao Deus e o outro à Deusa.

Este monumento pré-histórico também atrai os que seguem o movimento da Nova Era. Se visitarem, poderão até encontrar alguns radiestesistas usando bastões, pêndulos e outros instrumentos na tentativa de detectar emanações psíquicas.

domingo, 8 de maio de 2011

Cavalos brancos, piqueniques e o misterioso Silbury Hill

Mais um passeio, desta vez até Wiltshire, pois passeando muito se aprende!

Vimos o famoso cavalo branco cortado na relva de uma colina. O cavalo, que tem algumas semelhanças com os cavalos representados nas moedas do final da Idade do Ferro, é de data incerta, mas há quem diga que era um totem da tribo celta dos Iceni (séc. I ou II aC).

Assim fomos passeando, observando e aprendendo, naturalmente, ao nosso ritmo. E quando chegou a hora do almoço, descobrimos o local ideal para o piquenique, muito sossegado e privado, com mesa e tudo! Incrível!

E bem pertinho do misterioso Silbury Hill, feito de giz e argila escavada nas redondezas. O monte tem 40 metros de altura e abrange cerca de 5 hectares. Os arqueólogos calculam que Silbury Hill foi construído há cerca de 4.750 anos e que foram necessárias 18 milhões de horas - o equivalente a 500 homens a trabalhar diariamente durante 15 anos - para depositar e moldar os 248 mil metros cúbicos de terra.

sábado, 7 de maio de 2011

HSLDA defende o ensino doméstico para crianças com problemas de saúde

Para as crianças que sofrem de problemas crônicos de saúde, o ensino doméstico oferece muitas vantagens. No entanto, às vezes, a doença pode ter consequências para além do centro de saúde. A filha dos Dowds (nome alterado para proteger a privacidade) estava matriculada numa escola pública mas, por causa da mononucleose, não podia comparecer.

Um sinal característico da mononucleose é o aumento do baço, chamado de esplenomegalia. Quando este ocorre, é necessário manter repouso, devido ao risco de ruptura esplênica.

A pediatra recomendou o ensino doméstico devido à sua flexibilidade e por não obrigar a menina a sair de casa. Quando foram encaminhados para o Departamento de Crianças e Famílias por causa do absentismo escolar, a família viu que precisava de fazer algumas mudanças. Decidiram educar a filha em casa e juntaram-se à HSLDA.

O distrito escolar tinha referido os Dowds para o Departamento de Crianças e Famílias devido às ausências da filha por motivo de doença. No entanto, os assistentes sociais devidamente determinaram que a filha estava doente e que não se tratava de uma situação de negligência. No entanto, quando o distrito escolar se apercebeu que a intenção da família era praticar o ensino doméstico, exigiu requisitos adicionais. A família pediu então ajuda à HSLDA.

O advogado Michael Donnelly contactou o distrito escolar e informou-os que a documentação que os Dowds haviam enviado era suficiente perante a lei. A família depressa recebeu uma carta aprovando o programa que haviam escolhido para o ensino doméstico.

***

Outro membro da HSLDA tinha uma filha com a doença de Lyme. A família havia sido investigada várias vezes por causa de familiares que não concordavam com o ensino doméstico. Contudo, a "denuncia" mais recente foi feita por um funcionário dos serviços médicos que queria que a menina fosse para a escola por "razões sociais", e acusando a mãe de "patologizar" a filha com demasiadas visitas ao médico. Apesar da menina estar a ser tratada por um especialista de Lyme e ter sido diagnosticada com Lyme, os assistentes sociais continuavam o seu processo de "avaliação da família", estressando a família.

A doença de Lyme é uma condição perniciosa e pouco conhecida. A HSLDA contactou o Departamento de Crianças e Famílias e ajudou a acelerar o encerramento da investigação, aliviando assim a família.

Essas histórias mostram que o ensino doméstico é uma opção válida para as crianças que sofrem de doenças crônicas. O apoio da HSLDA ajudou estas famílias a manter a confiança para começar e continuar a educar os filhos a partir de casa face aos problemas causados por pessoas mal informadas ou hostis.

Original

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Deseducação - a definição oficial

* Propagação programada e estruturada da ignorância para manter as pessoas num estado de falta de consciência.

* O emburrecimento deliberado e programado da nossa juventude de modo a eliminar qualquer sentido crítico e a criar conformidade com as tendências actuais do emburrecimento a fim de escravizá-los.

Por outras palavras, deseducação significa:

* O facto de que as crianças e os jovens estão carentes de uma autêntica educação;

* A disfunção que surge e se desenvolve a partir da entrada das crianças para a creche ou escola;

* As lacunas presentes em nós - indivíduos, membros da comunidade e da sociedade -, e que depois transmitimos às gerações futuras;

* O sub-desenvolvimento do nosso potencial.

Traduzido daqui.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Não se pode forçar a excelência, apenas a obediência

Testes, testes e mais testes. Mas qual é o resultado destas avaliações constantes?

"Não se pode forçar a excelência, apenas a obediência. E o ensino dos nossos jovens merece muito mais do que isso. (...) Os danos invisíveis são muitos: ser alfabetizado mas sem gostar de um bom livro pois não há tempo para se ler um livro inteiro apenas por prazer; ser capaz de pronunciar mas sem entender; ser bem comportado, mas sem querer saber; ser disciplinado mas sem ambição; ser um bom cidadão mas sem rebeldia; ser saudável, mas sem espírito de aventura." ~ Fonte

Russell Hobby, secretário-geral da National Association of Head Teachers do Reino Unido.

Essa dos livros é verdade. Lembro-me do meu filho ter lido uns 100 livros no primeiro ano de ensino doméstico.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sê verdadeiro contigo próprio

Educados fora da escola, seguem o seu próprio currículo, se é que seguem algum!


Às 9:30 da manhã, numa quarta-feira, após uma forte chuvada, Spencer, de 13 anos, senta-se no topo de uma colina inspecionando o seu redor. Enquanto a maioria dos miúdos de Albemarle estão sentados numa sala de aula, Spencer está examinando a natureza, observando a mudança das cores das folhas, os novos brotos e evidência de vida animal. A vista é maravilhosa: vários acres intocados e um pequeno riacho. Encostado numa árvore balançando as pernas, está pensativo, calmo e controlado.

O silêncio é rapidamente quebrado pelas gargalhadas dos seus companheiros exploradores. Apesar de ser um dos 500 jovens educados a partir de casa em Charlottesville e Albemarle, não deixa de receber instrução e interagir bastante com os seus colegas. Na verdade, está matriculado num curso através da Living Earth School, uma das várias organizações locais que oferecem apoio aos jovens que optam pelo ensino doméstico. Nesta "escola", onde Spencer é um dos mais velhos do grupo, aprendem uma série de habilidades baseadas na natureza: táticas de sobrevivência, a linguagem das aves, fontes de alimentos, cozinha primitiva, rastreamento de animais, e assim por diante.

Os colegas discutem o impacto das recentes chuvas no local onde se encontram. Spencer olha na direção do acampamento. Uma dúzia de mochilas e lancheiras são colocadas num círculo lá embaixo, onde dois instrutores verificam as actividades do dia. Ouve a chamada para voltar ao acampamento, deixa o topo da colina e vem juntar-se aos outros.

Curiosos? Podem ler o resto aqui.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A importância de confiar na capacidade inata das crianças

Laurie A. Couture fala sobre a importância de confiar na capacidade inata para aprender que todas as crianças possuem, num excerpto do documentário Class Dismissed: Educação e a Ascensão do Ensino Doméstico nos EUA.



Por algum motivo, o sistema não confia no processo orgânico das crianças. Mal elas nascem, tentam forçá-las a fazer algo; tentam forçá-las a ficar de pé, a balbuciar qualquer coisa, a... como se fossem marionetas! E mal atingem os 2 anos de idade começam logo a submetê-las a este processo "educacional" de aprendizagem, de aprender as cores, os animais, a dizer o seu nome, a aprender coisas que seria impossivel que não aprendessem simplesmente através da sua existência. Qualquer criança aprenderia rapidamente os animais mesmo que não fosse ensinada porque as crianças aprendem essas coisas naturalmente. Deixem-me explicar de outra forma: o gênio é muito comum; o problema é que nós reprimimos, sufocamos, esmagamos o gênio das crianças porque não confiamos neste processo orgânico.

domingo, 1 de maio de 2011

Visita às hortas urbanas

Não, não é esta, é outra!

Há vários espaços espalhados pela cidade transformados em hortas urbanas.

Para muitos, o cultivo de alimentos biológicos é um passatempo.

Para outros, parte de um estilo de vida sustentável.

E há quem prefira relaxar à sombra das macieiras ;-)

ou dar uma volta e admirar o ruibarbo...