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domingo, 31 de julho de 2011

Comida da Jamaica

Ontem, no mercado de S. Nicolau, provámos comida da Jamaica.

Churrasco Jamaicano, ou frango "jerk". Delícia!
Jerk é uma mistura de temperos originária da Jamaica.
Vi uma versão vegetariana com quorn em vez de frango.

sábado, 30 de julho de 2011

A cidade em festa

Este fim de semana a cidade está em festa!

Trata-se do festival anual.

E esta tarde fomos até lá... No parque do castelo, o circo;

no centro (foto abaixo), vários grupos musicais;

e na praça do milénio,

o palco da dança...


Mas o melhor foi mesmo a companhia :-)
Se quiserem, podem ver um video do festival aqui.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Conferência Internacional de Educação Domiciliar

Conferência Internacional do Ensino Doméstico

Décimo encontro anual da Ale, incorporando a
Conferência Europeia da Educação em Casa:
'Educação Domiciliar na Espanha e na Europa: passado, presente e futuro', organizada pela Ale e Learning Unlimited, com a participação dos seguintes oradores e organizações: (e mais hão-de vir...)

Participantes:
(Esperamos e desejamos mais participantes...)


Onde?
D'ador, perto de Gandia.

Quando?
31 Agosto a 4 Setembro.
As camas são em quartos para dez pessoas, em beliches do estilo tatami. As pessoas precisam de trazer sacos-cama (ou lençois, pois o clima é quente nesta época do ano).

Preço
23 euros por dia por pessoa (20 euros para os membros da Ale ou da Learning Unlimited e para os participantes das workshops etc). As crianças até aos 3 anos não pagam se comerem nos pratos dos pais. (21 euros se acamparem, 18 euros para os membros da Ale, etc)

O preço inclui 4 refeições por dia (café da manhã, almoço, lanche e jantar). Vamos chegar ao local às cinco da tarde do dia 31 de Agosto e sair, também às cinco da tarde, no dia 4 de Setembro, por isso as pessoas que ficarem os cinco dias (ou as 4 noites) pagarão 4 dias.


O pagamento é por transferência bancária. Depósito deverá ser pelo menos a metade do valor total da estadia, e o resto do pagamento deverá ser feito antes do dia 1 de Agosto. Contactar daraghmci@hotmail.com para detalhes bancários.

Pessoas que querem menus vegetarianos precisam nos informar disto ao fazerem a reserva. Haverá actividades e oficinas para toda a família, e debates abertos sobre a regulamentação e as metodologias da educação em casa.

Estamos abertos a sugestões e ideias relacionadas, e pedimos doações para a organização do evento. Esperamos proporcionar um fórum para aumentar a consciência da situação do ensino doméstico nos vários países europeus, e fortalecer a conexão entre as pessoas que praticam a educação domiciliar na Espanha e na Europa.

Daragh
(0034) 691489706
daraghmci@hotmail.com

Passeio no porto de Bristol

Ontem ao fim da tarde...







Mais AQUI.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Passeios: Canal de Stroudwater


Os ingleses adoram andar! E ontem lá fomos dar um longo passeio (3 horas sem parar) pelos campos perto de Stroud.


Infelizmente esqueci-me de levar a máquina fotográfica, mas consegui encontrar estas duas fotos na internet, que mostram o Stroudwater Canal por onde andámos na parte final do passeio.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Mundos à Parte


A Zona do Aprendizado, fundada por um grupo de famílias que pratica a educação domiciliar na Ilha de Wight, Reino Unido, produziu este excelente documentário, Worlds Apart, comparando as diferentes leis e perspectivas sobre o ensino doméstico na Inglaterra e na Alemanha.

Anna Ouston: Olá! Tenho 12 anos e o meu estilo de vida poderia ser considerado diferente. Para mim, é normal. Aprendo em regime de ensino doméstico - isso significa que não frequento a escola. Aprendo com os meus amigos e a minha família. Tenho voto naquilo que aprendo, por isso sinto-me entusiasmada durante as aulas, que são geralmente sobre algo que quero aprender.

Rebekah Gibson: Acho que a educação domiciliar é simplesmente ter a liberdade de descobrir os nossos próprios interesses e de decidir como é que queremos aprender essas coisas que nos interessam. E é uma forma de vida e de aprendizagem maravilhosa e completamente diferente.

Anna Ouston: O ensino doméstico dá-nos a capacidade de tomar decisões informadas sobre o nosso futuro e a confiança para atingirmos os nossos objectivos. Os nossos predecessores são a prova que a educação domiciliar funciona.

Infelizmente, a minha vida teria sido muito diferente se eu vivesse num país que não me deixasse aprender desta maneira :(

sábado, 23 de julho de 2011

Biodança na Festa no Parque

Uma tarde passada no centro comunitário,


ajudando Brendagh O'Sullivan, facilitadora de Biodança, a encorajar o pessoal a participar nesta Ars Magna ;-)


durante um dia de Festa no Parque.
Viva a Biodança! Viva a Educação Biocêntrica!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Cooperativa de Fruta e Vegetais

Uma tarde passada a pesar e colocar fruta e vegetais em saquinhos individuais,

para ajudar o pessoal do centro comunitário a promover a cooperativa alimentar,

como parte de uma campanha de educação alimentar a fim de encorajar o consumo de fruta e vegetais :-)

Vídeo: Crianças Aqui e Agora



Convido-vos a ver este vídeo sobre uma comunidade de aprendizagem livre, holística e natural na Índia - um exemplo de ambiente de aprendizagem na comunidade fora do sistema educacional da escolaridade obrigatória. Para mais informações, clicar aqui e aqui.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O argumento a favor da liberdade de educação

O argumento a favor da liberdade é que a compulsão nunca é ideal para as crianças mais velhas, como por exemplo os adolescentes, e que nem sequer é viável para as crianças mais pequenas com base na suposição de que algumas famílias não estão à altura da tarefa. Os que defendem a liberdade de educação não afirmam que todas as famílias têm a capacidade necessária para desempenhar esta tarefa. No entanto, diriam que se partimos do princípio que a maioria das famílias são adequadas e impomos a escolaridade obrigatória à mesma, então ficamos muma posição estranha, exigindo que todas as famílias enviem os filhos para a escola apenas porque algumas famílias não compreendem a importância de equipar os filhos com uma formação elementar cognitiva e moral. Mas como podemos justificar forçar a maioria das pessoas a enviar os filhos à escola quando elas o fariam de forma voluntária, apenas porque uma minoria poderia não o fazer?

Esta é certamente uma base insatisfatória para a organização da aprendizagem numa sociedade livre. A única coisa que poderíamos dizer é que algumas famílias não estão à altura da tarefa e que por isso deveriam ser obrigadas a mandar os filhos para a escola. No entanto, por ser insultuoso, este argumento tem implicações ainda mais desagradáveis e eticamente inadequadas do que o nosso regime actual. Se a compulsão fosse mantida por estas razões, restringindo-a a este grupo, o Estado teria a tarefa altamente injusta e politicamente explosiva de decidir que pessoas precisam de ser forçadas a frequentar a escola. (...)

Após esta breve discussão, eu sugiro que o argumento filosófico para o ensino obrigatório e universal, embora possa ter algumas características superficialmente atraentes, é fundamentalmente fraco e contraditório. Não podemos tornar a escola obrigatória sem insultar a maturidade e capacidade da maioria dos cidadãos.

Dennis O'Keeffe MA PhD, Professor de Ciências Sociais na Universidade de Buckingham.
Original aqui.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Escolaridade obrigatória: oximoro da modernidade

Em sociedades como a nossa, estamos tão acostumados à ideia da escolaridade obrigatória para os nossos filhos (no nosso país esta experiência remonta há mais de treze décadas) que agora ela parece ser tão inevitável como a morte e os impostos. Mas a verdade é que o argumento intelectual para a compulsão é extremamente fraco e os factos empíricos demonstram a sua absurdidade. Por exemplo, o absentismo escolar, tanto da escola como das aulas, ocorre numa escala enorme em todas as sociedades livres. Muitas crianças, quando não querem, simplesmente não vão às aulas. Obviamente a educação é obrigatória apenas de jure, embora a maioria das pessoas, cumpridoras da lei, pense que isso seja o mesmo que um requisito de facto. Outra consideração importante é a impropriedade de obrigar as crianças a frequentar a escola à força quando o sistema de educação é tão fraco.

O ensino e a aprendizagem são essenciais para a modernidade. Isso não está em questão. Mas a frequência obrigatória é uma ideia muito problemática, tal como sua prática. Este conceito precisa de ser submetido a um debate público. E temos de começar com as palavras "educação obrigatória". Filosoficamente, "educação" é a mais elevada das palavras que implicam a transmissão deliberada de informação de uma pessoa a outra, numa lista de palavras que inclui também "formação", "instrução", "escolaridade", "doutrinação", etc.

Primeiro, os dois componentes de "educação obrigatória" são mutuamente contraditórios, um oximoro. Poderíamos dizer, como Hobhouse em Rousseau, que:

"Na medida em que é educacional,
não pode ser obrigatório;
E na medida em que é obrigatório,
não pode ser educacional"

Sim, poderíamos dizer o mesmo. No entanto, o caso a favor ou contra a compulsão talvez deva ser governado pela definição usada. Nos últimos anos, duas definições principais têm sido usadas no meio acadêmico em geral.

Para R.S. Peters, ex-decano de filosofia da educação, a educação é a busca do conhecimento para fins intrínsecos feita num espírito de livre vontade e dentro de uma perspectiva cognitiva aberta. Então esta definição não suporta a prática da compulsão. (...)

Podemos talvez preferir uma definição de educação essencialmente moral. Podemos vê-la como a busca do bem. Esta visão é tão antiga (como a outra) - remonta a Platão - e historicamente é mais comum. Actualmente é a preferida de John White, social-democrata liberal. Atrai concerteza sociedades modernas ameaçadas pelo crime e pela inutilidade moral e intelectual de tantos pais.

No entanto, esta abordagem também se afunda: podemos obrigar alguém a buscar o bem? Se eu te aprisionar talvez possa fazer com que não faças certas coisas, mas poderei alguma vez obrigar-te a optar pela virtude?

Dennis O'Keeffe MA PhD, Professor de Ciências Sociais na Universidade de Buckingham.

Ler o artigo aqui.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

ENSINO EM CASA NO BRASIL

ANÁLISE HISTÓRICA DE SEUS ASPECTOS LEGAIS
Luciane Muniz Ribeiro Barbosa – Doutoranda FEUSP/bolsista Fapesp

Resumo: O presente estudo tem como objetivo discutir a possibilidade do ensino em casa no Brasil, apresentando uma análise da história da educação no Brasil, bem como da legislação que ao longo do tempo a regulamentou, destacando os debates que permearam as constituintes brasileiras no que diz respeito à liberdade do ensino, oportunizando ou proibindo a educação no lar. Tal análise se mostra necessária tendo em vista a crescente repercussão do tema e o Projeto de Lei 3518/2008, ainda em análise, que propõe alteração da atual LDB, de modo a autorizar o ensino domiciliar na educação básica, no Brasil.

Palavras-chave: Ensino em casa, direito à educação, compulsoriedade do ensino.

Ler AQUI

Ver também: Consultoria Legislativa, Homeschooling no Brasil, por Emile Boudens

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Abandono escolar? Não! Decidir descolarizar, sim!

"A aprendizagem não acontece apenas dentro de 4 paredes - a escolaridade sim - e estas duas são muito diferentes", diz Nielsen. Seu subversivo guia para adolescentes The Teenagers Guide to Opting Out Not Dropping Out explica por que ideias educacionais como a aprendizagem natural e o unschooling são importantes: por serem centradas no estudante, iniciadas pelos próprios jovens. Diz que não devemos dividir a aprendizagem por temas ou locais. Em vez disso, o mundo em que vivemos é o ambiente ideal de aprendizagem e a gente aprende engajando nas coisas que nos despertam o interesse.

The Teenagers Guide to Opting Out Not Dropping Out of School

Sabedoria e água salgada

A Beleza da Transição
Da Sociedade Escolarizada à Sociedade Aprendente


Parte 2 - Parte 3

O filme que estão prestes a ver é uma gravação de uma reunião de famílias e indivíduos em Deer Park, Bir, Himachal Pradesh, na Índia, em Abril de 2011. Seu objectivo: discutir e partilhar suas jornadas de aprendizagem.

Esta é uma sessão sobre formas alternativas de facilitar o aprendizado como o ensino doméstico e o unschooling. Os pais revelam o que os levou a pensar em ambientes de aprendizagem alternativos aos do sistema escolar.

Numa altura em que ainda não estava ciente da possibilidade do ensino doméstico, Dola, uma ex-professora de alemão, recordando os 2 anos que passou ajudando a filha a preparar-se para uma entrevista, diz:
Isto traz-me lágrimas aos olhos. Por favor, não façam isto aos vossos filhos. Se não os querem destruir como pessoas, se não os querem ver completamente perdidos, transformados em pessoas que não se conhecem a si mesmos, que não sabem porque motivo estão aqui nem o propósito da sua existência... é tão triste, ver todas estas pessoas à minha volta... à deriva.... querem que os vossos filhos se sintam assim?


Copyleft (L) - Learning Societies Conference 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Citações: Einstein

"Para mim, a escola parece ser a pior coisa, principalmente por usar métodos como o medo, a coerção e a autoridade artificial. Esse tratamento destrói os sentimentos sadios, a sinceridade e a autoconfiança dos alunos e produz sujeitos subservientes."

"Devemos evitar pregar o sucesso aos jovens da forma habitual, como o principal objectivo da vida. O motivo mais importante para trabalhar, na escola e na vida, é o prazer: o prazer de trabalhar, o prazer de ver o resultado do nosso trabalho, e o prazer de saber o valor que esse resultado tem para a comunidade."

***

"Para sermos membros imaculados do rebanho, primeiro temos que ser, nós próprios, carneiros."

"A minoria, a classe dominante actual, tem sob seu controlo a escola, a imprensa e geralmente também a Igreja. Isso permite-lhe organizar e influenciar as emoções das massas e fazer delas sua ferramenta."

Albert Einstein, carta a Sigmund Freud, 30 Julho 1932

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Grupo Parlamentar do Ensino Doméstico

No Reino Unido, o Grupo Parlamentar do Ensino Doméstico tem como objectivo educar o parlamento sobre a educação em casa e oferecer uma plataforma para a enorme variedade de perspectivas sobre a futura política do ensino doméstico. Ver aqui.

Em Portugal e no Brasil penso que isto ainda não existe...

domingo, 10 de julho de 2011

Unschooling é mais que uma alternativa à escola



Unschooling não é apenas uma alternativa
à escola, por Sara McGrath

O termo unschooling significa literalmente não-escola. Eu prefiro deixar o resto da definição à imaginação mas geralmente as pessoas querem uma explanação mais detalhada.

Teresa Blalock, mãe de 4 filhos, no seu artigo Unschooling Defined, afirma que 58% de todos os Americanos encaixam nesta definição pelo simples facto de não irem à escola. A vida sem escola, claro, pode manifestar-se de mais de um milhão de maneiras diferentes. Com o estilo de vida do unschooling é a mesma coisa. A definição de unschooling pode ser pode ser elaborada com adjectivos para descrever a maneira informal de aprender que os unschoolers geralmente adoptam - expressões comuns são: prática, baseada na experiência, dirigida pela criança, motivada pelos interesses naturais. Contudo, estas expressões às vezes dão a impressão que os unschoolers deixam a aprendizagem nas mãos das crianças, que as crianças não recebem ajuda nem orientação dos pais, e que o unschooling exclui maneiras formais de aprender do tipo que é usado nas escolas.

Sherene Silverberg, Norfolk Homeschooling Examiner, no seu artigo Alguns chamam-lhe unschooling, eu digo que é negligência", coloca a questão "como podem John Holt e os unschoolers dizer que se a crianças não iniciarem a aprendizagem então esta é forçada?" Por causa desta percepção errada do termo 'dirigida pela criança' eu prefiro não usar esta expressão. Iniciar não implica forçar, algo que os pais que optam pelo unschooling são totalmente contra. Em vez de obrigar, estes pais apresentam, partilham, participam, orientam os filhos, mas nunca contra a vontade deles. Os unschoolers não vêem a aprendizagem como algo desagradável e por isso acham que não é necessário obrigar as crianças a aprender. Tambem não acreditam que as crianças devam aprender certas coisas em determinadas alturas. As crianças vão aprendendo as coisas à medida que sentem necessidade de as aprender no decurso das suas actividades diárias na sua busca de determinados objectivos.

No dia a dia, focalizo em criar uma vida feliz na companhia dos meus filhos. Não tenho que me preocupar com requesitos de aprendizagem estandardizada nem com dificuldades na aprendizagem pois estas preocupações pertencem à instituição-escola. Partilhamos muitas experiências e conversamos muito. Ajudo os meus filhos quando eles me pedem ajuda e introduzo todo o tipo de coisas, às vezes de propósito, outras vezes espontaneamente porque faz sentido no momento.

Unschooling significa muito mais do que uma maneira de aprender prática, baseada na experiência, dirigida pela criança, etc. E também não descreve uma forma de educação específica, ou uma alternativa específica à escola. Simplesmente retira a escola da nossa frente, e deste modo possibilita o desenvolvimento de várias formas únicas, dinâmicas e individuais de crescer, viver, participar e contribuir para a comunidade.

sábado, 9 de julho de 2011

Ensino doméstico, unschooling, autismo e síndrome de Asperger

AutisticHomeschooling.com é um site que oferece informações sobre o autismo e a síndrome de Asperger. O site aborda vários aspectos desta síndrome e ajuda os pais a aprender a lidar com eles. Oferece também informações sobre o homeschooling e a forma como o ensino doméstico pode ajudar os seus filhos.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Dr Ron Miller define o unschooling




Dr Ricci ensina no Departamento de Educação da Universidade Nipissing, Canadá. Este professor universitário, que tenta incorporar o espírito do unschooling no seu trabalho, entrevistou o
Dr. Ron Miller, um dos pioneiros e líderes no campo da educação holística, durante a sétima Conferência Anual da AERO (Alternative Education Resource Organization), entre 24 e 27 de Junho de 2010 em Albany, NY.

Segue-se uma tradução livre da primeira metade da entrevista

Dr Ricci: Como definirias o unschooling?

Dr Ron Miller: Unschooling é a decisão de buscar a aprendizagem e desenvolvimento fora da estrutura escolar. Ao afirmar que a aprendizagem é na verdade uma actividade humana natural que não precisa ser gerida, moldada e controlada, é uma critica à nossa cultura - e uma forma de nos libertarmos das nossas instituições culturais.

Dr Ricci: Quais são as vantagens do unschooling?

Dr. Ron Miller: Se confias na natureza humana , se acreditas que aprendemos naturalmente, que temos recursos dentro de nós para irmos ao encontro do mundo, para engajarmos com o mundo e crescermos através dessa experiência, então o unschooling dá [aos nossos filhos] a oportunidade de fazer precisamente isso. O unschooling permite o desabrochar mais natural e orgânico do processo do nosso desenvolvimento e proporciona o espaço necessário para o crescimento. Nas instituições que foram criadas ao redor da aprendizagem, isso é geralmente destruido. Por isso o unschooling é a maneira de libertar os nossos potenciais. E também acomoda as vastas diferenças entre os seres humanos. As pessoas aprendem de formas diferentes, a ritmos diferentes, por motivos diferentes. Quando estamos numa instituição que está tentando estandardizar as coisas e torná-las 'eficientes' perdemos essa diversidade. Por isso o unschooling deixa os individuos ser quem são e seguir o ritmo que lhes é mais natural.

Ver também: Unschooling: educação sem currículo

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Citações: Johann Gottlieb Fichte

As escolas devem moldar as pessoas, e modá-las de tal forma que elas simplesmente não terão a capacidade de querer algo diferente daquilo que você quer que elas queiram.

The schools must fashion the person, and fashion him in such a way that he simply cannot will otherwise than what you wish him to will.

Addresses to the German Nation (1807), Second Address : "The General Nature of the New Education". Chicago and London, The Open Court Publishing Company, 1922, p. 21

segunda-feira, 4 de julho de 2011

15 factos fascinantes sobre a história do ensino doméstico III

7. O número de crianças educadas em casa duplicou entre 1990 e 1995: Graças aos esforços de John Holt e Raymond e Dorothy Moore, o ensino doméstico recebeu atenção dos mass mídia e passou a ter o apoio do público. Em Abril 2005, The Home School Market focalizou nesta questão, de como o número de pais que ensinam os filhos fora do sistema educativo havia duplicado entre 1990 e 1995. A Homeschool Legal Defense Association declara o número de homeschoolers como 1.230.000, incluindo as famílias que valorizam sua independência preferindo não se juntar a organizações.

8. Nos EUA, em tempos já lá vão, o ensino doméstico era ilegal na maioria dos Estados: Antes da década de 1960, os pais que retiravam os filhos das escolas públicas ou privadas eram perseguidos com as leis do absentismo escolar em quase todos os Estados. Oklahoma era a excepção, e nunca penalizou as famílias de homeschoolers. Segundo a Associação de Defesa Judicial Ensino Doméstico, milhares de famílias "desapareceram" a fim de utilizar o método.

9. O Estado versus Massa (New Jersey, 1967) foi o primeiro processo judicial a decidir a favor do homeschooling, facilitando a aceitação do ensino doméstico pelo público. Leis exigindo aos estudantes que estes recebam uma educação na escola ou "em outros lugares" durante determinado período de tempo foram fundamentais na decisão final. Defensores do homeschooling insistiram que o movimento encaixava na definição ("em outros lugares") e eventualmente o tribunal declarou: "Este tribunal concorda com as decisões de que o número de alunos não determina uma escola, e que um certo número de estudantes não precisa estar presente para alcançar uma educação equivalente. "

Podem ler o resto aqui ( em inglês).

domingo, 3 de julho de 2011

15 factos fascinantes sobre a história do ensino doméstico II

Parte I

4. Historicamente, nos EUA, tanto a esquerda como a direita têm apoiado o homeschooling: seus motivos podem ser diferentes, mas o homeschooling é uma das poucas coisas que ambas apoiaram. John Holt, fundador do Growing Without School e autor de vários livros sobre o homeschooling e o unschooling, foi inspirado por muitas filosofias dos anos 1960s e 1970s 'contra o sistema'. Na direita, Raymond Moore (ex-funcionário do Ministério de Educação dos EUA) foi quem promoveu o potencial religioso do homeschooling durante essa mesma época.

5. Raymond Moore e sua esposa Dorothy conduziram alguns dos estudos mais influentes do movimento da educação domiciliar. Juntamente com John Holt, os Moores foram as figuras mais influentes do movimento do ensino doméstico na década de 1960 e 1970. Investiram em inúmeros recursos e uniram-se a representantes da Organização Mundial de Saúde, das Universidades de Harvard e Cornell e de outras instituições de ensino e pesquisa a fim de estudarem o impacto do método. Alguns dos resultados demonstraram a conexão de vários distúrbios de aprendizagem e do desenvolvimento à estrutura completamente inflexível e homogênea da escolaridade obrigatória.

6. Better Late than Early foi publicado em 1975: Um dos achados mais influentes de Raymond e Dorothy Moore foi o papel dos pais no desenvolvimento durante a infância. O livro revelou resultados de estudos intensivos feitos em diferentes culturas e níveis socioeconômicos: que as crianças não estão psicologica e emocionalmente preparadas para o ensino estruturado antes dos 8 ou 10 anos. Defensores do homeschooling agarraram-se a esta informação e usaram-na para adaptar os currículos ao desenvolvimento natural dos filhos e à necessidade de fortalecer os laços familiares.

sábado, 2 de julho de 2011

Maneiras simples de viver

Perfil de uma homeschooler (retirado deste artigo).

Patrice Lewis gosta de coisas simples. Isso não significa que ela não esteja bastante ocupada; é muito activa, pois educa os seus dois filhos adolescentes em casa, cultiva seus vegetais e trabalha a partir de casa com o marido.

Lewis, que tem um curso de Zoologia e pós-graduação em Educação Ambiental, é autora do livro Simplicity Primer.

"A simplicidade resulta de um senso de responsabilidade pessoal, e não de saber reciclar latas de alumínio", disse ela. "Isso não tem nada a ver com simplicidade."

Ler mais aqui.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

15 factos fascinantes sobre a história do ensino doméstico

Original aqui

A educação em casa atrai os mais variados tipos de famílias, cada uma delas com suas razões diferentes para optar por este método. Apesar da multitude de ideias equívocas sobre a aptidão social dos alunos e da sua capacidade de tirar um curso superior, o ensino doméstico continua a fazer parte integral do mundo da educação. Mas aqueles que optam pelo homeschooling ficam geralmente tão ocupados com currículos e teorias que nem têm tempo para refletir sobre a história do ensino doméstico. Esta lista não é abrangente, mas contem alguns factos interessantes.

1. Nos Estados Unidos e na Europa, a maioria da educação foi proporcionada em casa até a década de 1830. E só se tornou obrigatória em 1852, tendo sido inicialmente implementada em Massachusetts pelo partido "Know-Nothing". Minorias religiosas e étnicas foram excluídas do ensino obrigatório com base na sua "inferioridade intelectual". A comunidade mórmon, por exemplo, resistiu à lei da escolaridade obrigatória até 1915.

2. A comunidade indígena foi uma das que mais se opôs à escolaridade obrigatória: E, o que não é de surpreender, tornou-se uma das mais marginalizadas depois dos Estados Unidos terem aprovado a lei do ensino obrigatório. Desta forma, sob o pretexto de "progresso", destruiu-se o estilo de vida dos indígenas.

* Ver o documentário Unrepentant: Canada's Genocide, que revela o maior segredo do Canadá: o extermínio deliberado dos povos indígenas e o assassinato de milhares de crianças e jovens em escolas residenciais.

3. Growing Without School foi o primeiro periódico sobre o ensino doméstico na América: Fundado por John Holt em 1977, este boletim deu aos pais-homeschoolers a possibilidade de se conectarem uns com os outros, de trocarem ideias e aprenderem sobre as questões que os afectavam. Infelizmente, terminou em 2001 por razões financeiras mas deixou 143 publicações em seus arquivos. A maioria do conteúdo comemora o unschooling, uma forma de educação altamente flexível, com uma estrutura mínima e um currículo totalmente centrado no estudante.

Continua aqui...