Este blog partilha informação sobre o homeschooling e o unschooling - ensino doméstico ou educação domiciliar. Para navegarem o site, usem os links acima e, para os posts de 2011, o botão da pesquisa na barra direita. Facebook: Aprender Sem Escola Email: aprendersemescola@gmail.com

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Unschooling - cura para um sistema de ensino falhado?

Se começássemos outra vez, como criaríamos o melhor ambiente de aprendizagem para os nossos filhos? Organizando as crianças em filas de mesas e cadeiras desconfortáveis, segregando-as por idade e ordem alfabética? Tentando enfiar 7 disciplinas diferentes num dia de 6 horas? Forçando todas as crianças a aprender as mesmas coisas ao mesmo tempo, submetendo-as depois a testes para nos certificarmos de que as coisas ficaram dentro das suas cabeças?

Obviamente que não. Mas o sistema fabril é o sistema actualmente em vigor nas escolas, e muitas famílias estão decidindo que querem algo diferente para os seus filhos, algo mais natural. Uma das formas em que o ensino doméstico se manifesta é o unschooling, um conceito com uma definição diferente para cada criança. A minha estimativa é que um terço das crianças educadas em casa Connecticut seguem esta abordagem.

No unschooling, as crianças aprendem através da experiência de vida, dentro e fora de casa, investigando as coisas que acham interessante. Enquanto muitos homeschoolers limitam-se a seguir um currículo baseado no das escolas públicas, com um dos pais desempenhando o papel de professor, o unschooling é mais solto e mais centrado na criança.

Para a família Pryor, unschooling significa a possibilidade de dar a Maddie, 16 anos de idade, a liberdade de seguir os seus dois interesses principais: fotografia e cozinha gourmet. Depois de comprar os ingredientes para fazer Salada Marroquina de Frango (um prato que também fotografou), Maddie preparou duas fotografias para uma mostra de arte e leu um dos quatro livros actualmente na sua mesa de cabeceira.

Unschooling significa que Finn, 12 anos, tem o tempo livre necessário para aprender a tocar guitarra, aprender a falar norueguês e ensinar programação avançada de computadores a um grupo de outras crianças que também optaram pela não-escola.

À primeira vista, unschooling pode parecer uma noção radical. Mas será?

Ler o artigo aqui.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Palestra da conferência Crescer Sem Escola



Palestra por Mickey and David Colfax, parte da conferência Crescer Sem Escola. Além de serem defensores do unschooling, os Colfaxes também ajudam outros a aprender, razão pela qual David é membro do conselho escolar há mais de 15 anos, além de apresentar um programa de rádio sobre educação. A palestra é cheia de observações sobre o unschooling, política, educação e a escola tradicional. Mickey e David falam sobre a forma como seus filhos, biológicos e adotados, floresceram, vivendo e aprendendo na fazenda, sem um currículo fixo e usando sempre a sua inteligência e iniciativa para forjar as suas vidas.

Vídeo no canal youtube do Pat Farenga.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

MEL – Movimento para a Educação Livre

Passo a divulgar as notícias da Cláudia Sousa:

No passado dia 24, várias famílias estiveram presentes na Ericeira para comemorar o Dia Internacional da Liberdade na Educação, à semelhança do que tem acontecido durante o mês de Setembro em diversos outros países. Deste encontro nasceu o MEL – Movimento para a Educação Livre, que pretende, antes de mais, criar condições para reunir as pessoas interessadas em modalidades alternativas de educação (nomeadamente, ensino doméstico), bem como organizar e concentrar recursos e informação, no sentido de dar suporte às famílias, facilitar a comunicação e o acesso à informação.

Estamos, para isso, a elaborar uma mailing list e está já agendada uma sessão de trabalho para o próximo sábado, dia 1 de Outubro, com a seguinte ordem de trabalhos:

  • Reflexão acerca da constituição de associação
  • Identificação de necessidades
  • Constituição de grupos de trabalho MEL

Se estiver interessado em participar na próxima sessão de trabalho e/ou integrar a mailing list, contacte:

claudia.mf.sousa@gmail.com

terça-feira, 27 de setembro de 2011

"Unschooling": aprender fora de casa



Num celeiro cheio de cavalos, vacas e cheiros pungentes da vida numa fazenda, Madeline Jones tira leite de uma vaca. Essa foi uma das tarefas do dia passado na fazenda histórica em Battle Ground. Enquanto as outras garotas da sua idade passam os dias sentadas dentro das quatro paredes da escola, hoje Maddie aprende fora de casa, no meio de vacas e galinhas!

"É muito divertido", diz a menina, de 7 anos de idade. "Eu adoro ir buscar os ovos. E também gosto de ordenhar as vacas."

Madeline, a irmã gêmea, Abigail, e Lily, a irmã mais velha, são educadas em casa. A mãe diz que seguem um método "eclético", mas que se inclinam mais para o unschooling, a forma menos estruturada do homeschooling.

Com o estigma do homeschooling a diminuir, são cada vez mais os pais a optar pelo ensino domiciliar por motivos não-religiosos. E alguns até se sentem livres para desescolarizar os filhos ou praticar uma mistura do ensino doméstico tradicional com o unschooling.

Visualizar artigo aqui.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Passeios: Glastonbury Tor





Ontem não levei a máquina fotográfica mas estas fotos retiradas da internet mostram por onde andámos...
Link: The Terraces of Avalon - Landscape Mysteries -© BBC

domingo, 25 de setembro de 2011

Espanha segue o exemplo da Alemanha e da Suécia

Na Alemanha, a perseguição aos homeschoolers é tão má que uma família obteve asilo político nos Estados Unidos; e na Suécia, trabalhadores sociais já chegaram ao ponto de mandar a polícia raptar crianças educadas em casa. Lá, detectives privados também já salvaram crianças do Estado para as devolverem aos pais. E agora é a vez da Espanha.

Apesar da recente decisão judicial libertando Mila e Rodolfo Gonzalez da proposta ordem judicial exigindo que mandassem o filho para a escola, a situação é sombria.

De acordo com relatórios elaborados pela Associação Internacional de Defesa do Ensino Doméstico, na Espanha, dezenas de famílias que educam os filhos fora da escola estão actualmente envolvidas em disputas.

"Estamos enfrentando uma situação urgente", disse Daragh McInerney, presidente da Asociación por la Libre Educación. "Eu, pessoalmente, estou ciente de pelo menos 25 famílias aqui na Espanha que estão a enfrentar dificuldades com as autoridades devido à sua decisão de praticar o homeschooling".

Donnelly, representante da Associação Internacional de Defesa do Ensino Doméstico, disse que "A maioria dos países europeus têm provisões para os pais que querem educar os filhos fora do sistema. O direito internacional, a Convenção Europeia e diversos outros tratados que a Espanha assinou, todos eles prevêem a liberdade de educação.

Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos. - artigo 26° da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A Espanha não é estranha ao totalitarismo, tendo feito a transição para a democracia apenas em 1975, depois de quase 40 anos sob o ditador Franco, mas este desenvolvimento é um retrocesso enorme para a liberdade. Como país civilizado e parte da democracia ocidental, a Espanha está a seguir o caminho errado."

Sergio Saavedra, um advogado espanhol que começou recentemente a educar seus filhos em casa, disse que esta mudança começou há cerca de um ano: "Em 2010, o Tribunal Constitucional espanhol emitiu um caso que foi desfavorável para homeschoolers. Ouvimos que a administração em Madrid disse aos advogados da acusação para serem mais agressivos com os homeschoolers".

Ler o artigo aqui.

sábado, 24 de setembro de 2011

Urgente: pela legalização do homeschooling no Brasil

Tramitam na Câmara dos Deputados, desde 2008, os Projeto de Lei (PL) 3518/2008 e 4122/2008. Esses projetos, que estão tramitando juntos, propõem a legalização explícita do ensino domiciliar ou homeschooling no Brasil.

[...] Até que agora, em 15/09/2011, o novo relator, o Dep. Waldir Maranhão, apresentou um novo relatório à CEC sobre esses projetos. E esse segundo relatório também recomenda a rejeição dos dois projetos.

Ler o artigo de Felipe Ortiz AQUI.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pesquisa: experiências das mães que educam filhos com transtorno do espectro autista em casa

Na Austrália, o número de famílias que optam pelo ensino doméstico para seus filhos com necessidades especiais, incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA), tem vindo a aumentar nos últimos anos. No entanto, o nosso conhecimento sobre a experiência dos pais que implementam tais programas é limitado. Este estudo qualitativo foi concebido com o objectivo de investigar as perspectivas das mães que educam filhos com transtorno do espectro autista em casa.

Dez mães foram entrevistadas. A análise do conteúdo temático identificou três temas principais: "experiência escolar", "regresso a casa" e "experiência das mãe enquanto educadoras".

As mães dizem que o ensino doméstico leva a melhorias no bem-estar psicológico e no comportamento dos filhos. A experiência do ensino doméstico foi influenciada pela
  • experiência escolar dos filhos,
  • percepção de escolha por parte dos pais na decisão de praticar a educação domiciliar,
  • e nível de apoio social e educativo disponíveis.
Este estudo tem implicações para pais, educadores e profissionais de saúde quanto às necessidades psicológicas e educacionais das crianças com transtorno do espectro autista.

A pesquisa (18 pgs) foi conduzida por Theresa Kidd, Curtin University of Technology, e Elizabeth Kaczmarek, da Edith Cowan University

Theresa Kidd está concluindo seus estudos de pós-graduação em psicologia clínica, trabalha no setor de deficiência há 20 anos, e tem experiência com grupos que praticam o ensino domiciliar. Um dos interesses de Theresa é trabalhar com indivíduos com TEA e suas famílias.
Email: theresa.kidd@postgrad.curtin.edu.au

Dr. Elizabeth Kaczmarek ensina Psicologia na Universidade Edith Cowan. Elizabeth ajuda famílias a lidar com o estresse, incluindo famílias de militares, mineiros, e famílias com crianças com deficiências de desenvolvimento.
Email: e.kaczmarek@ecu.edu.au

Visualizar o estudo aqui.
http://www.iier.org.au/iier20/kidd.pdf

terça-feira, 20 de setembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Convite para a Comemoração do Dia Internacional da Liberdade na Educação

Passo a divulgar o convite da Claudia Sousa

No próximo sábado, 24 Setembro 2011, vamos comemorar, na Quinta da Pedra - Ericeira, o Dia Internacional da Liberdade na Educação, à semelhança do que tem acontecido durante este mês em diversos países. Entre chá e palavras, a ideia é criarmos um espaço informal de convívio e de partilha de experiências.
Traga família e amigos!

Confirme, por favor, até 5ªf – 22 Setembro, indicando o número de pessoas, para o seguinte contacto: claudia.mf.sousa@gmail.com

Temáticas:
• Comemoração do IFED (Dia Internacional da Liberdade na Educação);
• Feedback sobre alguns aspectos abordados na Conferência Europeia sobre a Educação em Casa (que se realizou em Espanha de 31 agosto 2011 a 4 setembro 2011), incluindo a proposta de constituição de uma Federação Europeia;
• Constituição de uma Associação Portuguesa: Sim ou Não?
• Debate sobre motivações e inseguranças das famílias face ao Ensino Doméstico, em Portugal.

Data: sábado, 24 Setembro 2011 das 14h às 18h

Local:
http://g.co/maps/u5csx
Quinta da Pedra Rua da Fonte 3 – Lapa da Serra – Ericeira

domingo, 18 de setembro de 2011

Historial legislativo sobre o ensino doméstico em Portugal

Resenha do enquadramento legal existente em Portugal, quanto às modalidades de Ensino Doméstico e de Ensino Individual (enviada pela DREL).

Obrigada, Tianela Manela!

A- Legislação Geral que garante a Liberdade de Ensinar e Aprender

- A Constituição da República Portuguesa estipula no ponto 1 do seu artigo 43.º “É garantida a liberdade de ensinar e aprender.”

- A Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei nº 46/86 de 14 de Outubro, com as alterações introduzidas pela Lei nº 115/1997, de 19 de Setembro e Lei nº 49/2005, de 30 de Agosto) define direitos gerais em matéria de educação e ensino, deveres dos intervenientes, objectivos e critérios de organização e estipula:
«No acesso à educação e na sua prática é garantido a todos os portugueses o respeito pelo princípio da liberdade de aprender e de ensinar, com tolerância para com as escolhas possíveis», designadamente, pela garantia do «direito de criação de escolas particulares e cooperativas» (cf. artigo 2º da Lei nº 46/86, de 14 de Outubro).

- A Lei nº 9/79, de 19 de Março, que fixa as bases do ensino particular e cooperativo, reconhece aos pais a prioridade na escolha do processo educativo e de ensino para os seus filhos (Art.º 1.º, n.º 3) no reconhecimento do direito fundamental de todo o cidadão ao pleno desenvolvimento da sua personalidade, aptidões e potencialidades, nomeadamente através da garantia do acesso à educação e à cultura e do exercício da liberdade de aprender e de ensinar (Art.º 1.º, n.º 1), incumbindo ao Estado criar condições que possibilitem o acesso de todos à educação e à cultura e que permitam igualdade de oportunidades no exercício da livre escolha entre pluralidade de opções de vias educativas e de condições de ensino (Art.º 1.º, n.º 2).

- A Lei n.º 65/79, de 4 de Outubro, sobre a liberdade de ensino estabelece no artigo 1.º “A liberdade do ensino compreende a liberdade de aprender e de ensinar consagrada na Constituição, é expressão da liberdade da pessoa humana e implica que o Estado, no exercício das suas funções educativas, respeite os direitos dos pais de assegurarem a educação e o ensino dos seus filhos em conformidade com as suas convicções.” No artigo 3.º é criado o Conselho para a liberdade do ensino, com a atribuição de velar pelo respeito da liberdade do ensino e de apreciar quaisquer infracções à mesma, nos termos da presente lei.


B- Regulamentação específica para Ensino Doméstico

A regulamentação mais antiga sobre ensino doméstico é a Lei n.º 2 033, de 27 de Junho de 1948, que estipulava que o ensino doméstico podia ser ministrado individualmente no domicílio por parentes até ao 3º grau ou por pessoas que vivessem na mesma economia familiar.

Posteriormente, o Decreto n.º 37 545, de 27 de Junho de 1949, veio regulamentar o Estatuto do Ensino Particular, incluindo também o ensino doméstico e o ensino individual, os quais eram considerados modalidades do ensino particular, estabelecendo:
”Ensino individual, isto é, ministrado a alunos isoladamente”;
”… o ensino individual quando é ministrado no domicílio dos alunos denomina-se de doméstico”.


O Despacho n.º 32, de 21 de Março de 1977, veio definir as habilitações mínimas que as pessoas que pretendiam matricular alunos em Ensino Doméstico deviam possuir, estabelecendo:
- «Ensino primário: ciclo preparatório do ensino secundário ou equivalente»;
- «Ensino preparatório e no curso geral do ensino secundário: curso complementar dos liceus ou equivalente»;
- «Ensino secundário complementar: aprovação em, pelo menos oito cadeiras anuais, ou número equivalente de semestrais, de um curso superior».


O Decreto-Lei n.º 553/80, de 21 de Novembro, veio regulamentar o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo, definindo:

“Ensino individual, aquele que é ministrado por um professor diplomado a um único aluno fora de estabelecimento de ensino;”
e
“Ensino doméstico, aquele que é leccionado, no domicílio do aluno, por um familiar ou por pessoa que com ele habite.” (alíneas a) e b), do nº 4, do Artigo 3º).

Contudo, o disposto no referido normativo não se aplica aquelas modalidades de ensino (alínea a) do n.º 3 do Artigo 3.º).


O Despacho n.º19 944/2002, de 10 de Setembro, determina que o processo de avaliação dos alunos de escolas particulares sem paralelismo pedagógico e dos ensinos doméstico e individual sejam acompanhados pelas respectivas Direcções Regionais de Educação.


C- Outros normativos que referem o ensino doméstico

Para além desta legislação existem outros normativos não directamente relacionados com ensino doméstico, mas que o contemplam em alguns aspectos, tais como:

- Normativos anuais sobre calendarização de provas de exames nacionais e regulamento de exames, sendo os mais recentes o Despacho Normativo nº 7/2011,de 5 de Abril, que regulamenta os exames nacionais do ensino básico e secundário e o Despacho nº 6 025/2011, de 6 de Abril, referente à calendarização de exames.

- Despacho Normativo n.º 1/2005, de 5 de Janeiro, com as alterações introduzidas pelos Despachos Normativos n.º 18/2006, de 14 de Março, n.º 5/2007, de 10 de Janeiro e n.º 6/2010, de 19 de Fevereiro, que estabelece os princípios e os procedimentos a observar na avaliação das aprendizagens e competências aos alunos dos três ciclos do ensino básico, incluindo os do ensino doméstico.

- Portaria n.º 550-D/2004, de 21 de Maio, com as alterações pela Portaria n.º 259/2006, de 14 de Março e pela Portaria n.º 1 322/2007, de 4 de Outubro, que estabelece o regime de organização, funcionamento e avaliação dos cursos científico-humanísticos de nível secundário de educação. É neste normativo que é garantida a possibilidade de validação dos resultados dos alunos do ensino doméstico e individual, através de provas de equivalência á frequência ou de exames nacionais, conforme os casos.

- Despacho Normativo n.º 24/2000, de 11 de Maio, que estabelece as normas relativas a matrículas e transferências dos estabelecimentos de ensino básico e secundário, púbicos, particulares e cooperativos, nomeadamente que a matrícula ou renovação da matrícula nos ensinos individual e doméstico é efectuada pelo encarregado de educação do aluno no estabelecimento de ensino oficial da área da residência, nas mesmas condições e prazos dos correspondentes graus de ensino.


sábado, 17 de setembro de 2011

Tribunal espanhol abandona acusações contra família de homeschoolers

Um juiz do sul da Espanha abandonou recentemente as acusações contra uma família de homeschoolers, aliviando a família do receio de serem obrigados a enviar o filho de volta à escola.

A Associação de Defesa do Ensino Doméstico, uma organização que visa preservar o direito que os pais têm de educar os filhos, ajudou a família Gonzalez com uma petição e um relatório que teve um impacto importante na resposta do juiz.

Numa recente viagem à Espanha para participar numa conferência nacional do ensino domiciliar, o representante da associação teve a oportunidade de se encontrar com a família Gonzalez em pessoa: "Eles não são homeschoolers típicos porque a filha frequenta a escola mas Evan, o filho de 12 anos, aprende em casa por causa dos problemas que teve no sistema de ensino (bullying)."

"O nosso filho quer aprender em casa, e nós queremos educá-lo", disse Rodolfo Gonzalez, o pai do menino. "Nós retirámos-lhe da escola no ano passado, quando ele estava sofrendo com a violência escolar. Ouvi falar do homeschooling, pesquisei na internet, e decidi experimentar. Evan está muito melhor e gosta de aprender em casa."

A Associação de Defesa do Ensino Doméstico diz que o clima legal na Espanha, uma nação com uma população de cerca de 40 milhões de pessoas, deixou de ser indiferente em relação ao homeschooling e passou a ser activamente hostil.

Ler o resto do artigo aqui.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Algumas notas sobre o homeschooling

Convido-vos a lerem o trabalho que o Márcio de Carvalho fez para a faculdade. O trabalho, que aborda o ensino doméstico, está publicado em duas partes. Além do ensino domiciliar, o Márcio também aborda algumas diferenças entre a educação "libertária" e "libertadora" e os aspectos teóricos da "teoria crítica".

Para visualizar, clicar algumas-notas-sobre-o-homescooling.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Colectiva Fases da Vida: A Morte


O meu marido morreu há 1 ano e meio. Incrivel como o tempo passa! A imagem foi desenhada por ele no computador. Parece que estava a adivinhar... Mas a morte faz parte da vida, é natural. O Alan era budista, e meditava sobre a morte todos os dias. Uma das meditações envolve imaginar que vamos morrer hoje. Lembrar que a morte é inescapável e que pode chegar de repente, quando a gente menos espera, ajuda-nos a colocar as prioridades em ordem e a saborear cada momento.

Ao morrer, o Alan ensinou-me a dançar com a vida e a viver o não apego. O apego, e não a separação, é o que nos faz sofrer na hora do adeus. Viver o não apego é saber que a cada adeus segue-se um encontro. A vida é um milagre. Já não tenho tempo para desperdiçar com ninharias, nem com chatices ou depressões. O passado já passou. Amanhã é mera fantasia. Só temos o aqui e agora. Esta manhã dancei. Esta noite vou dançar. Momento a momento escolho a felicidade!


Posts sobre a morte aqui, aqui e aqui.
Aceder a todas as participações aqui.

A todos que se sentem tristes ao pensar na morte, eu deixo a mensagem da Celia Cruz!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Coisas que a gente vê...


Clicar na foto para aumentar de tamanho.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

EUA: Arizona opta pelo ensino doméstico

Stephanie Lovett, uma mãe de quatro filhos que reside em Maricopa, não precisa de se preocupar com o regresso às aulas ou reuniões com os professores. Nem precisa de comprar materiais escolares ou de enfrentar o tráfego intenso todos os dias para levar os filhos para a escola. Eles aprendem calmamente, em regime de ensino doméstico.

No Arizona, aproximadamente 22.500 estudantes aprendem desta forma. O crescimento do ensino domiciliar tem sido dramático.

Ler o artigo aqui.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Passeios: New Forest e Salibury



Desta vez as fotos foram retiradas da net, mas dão uma ideia do passeio...

domingo, 11 de setembro de 2011

Pesquisa revela o sucesso do ensino doméstico

Pesquisa feita na Universidade de Mount Allison e na Universidade de Concordia estudou 74 crianças canadenses. Metade aprendia na escola, metade aprendia em regime de ensino doméstico. A pesquisa revelou que o ensino doméstico (estruturado / seguindo um currículo) pode dar às crianças uma enorme vantagem em termos acadêmicos.

Ler aqui, aqui (ou aqui).

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ensino doméstico no wikispaces

Que dizem a isto?
Questões suscitadas pelo ensino doméstico

Perigo do desenvolvimento de sociedades paralelas, através da formação de redes (blogs, associações, etc.) entre os encarregados de educação e outros defensores desta modalidade de ensino, que não se coadunam com os valores de cidadania da comunidade


Todas as famílias homeschoolers que conheci estão completamente integradas na comunidade em que vivem e a sua participação activa contribui de forma positiva para a sociedade. No entanto, muitas são perseguidas por um aparato que não tolera a diversidade, muito menos a liberdade de educação! Afirmar que os encarregados de educação e outros defensores do ensino doméstico não se coadunam com os valores de cidadania da comunidade é falso, difamatório e ofensivo.

E se fosse outra minoria? Por exemplo

Questões suscitadas pelo vegetarianismo

Perigo do desenvolvimento de sociedades paralelas, através da formação de redes (blogs, associações, etc.) entre os vegetarianos e outros defensores desta modalidade alimentar, que não se coadunam com os valores de cidadania da comunidade

ou...

Questões suscitadas pela homossexualidade

Perigo do desenvolvimento de sociedades paralelas, através da formação de redes (blogs, associações, etc.) entre os homossexuais e outros defensores desta modalidade sexual, que não se coadunam com os valores de cidadania da comunidade

ou...?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dr Peter Gray: "A escola é uma prisão!"



Dr Peter Gray é professor de psicologia na Universidade de Boston. Realizou e publicou pesquisas de psicologia educacional, comparativa, evolutiva, e sobre o desenvolvimento; publicou artigos sobre métodos de ensino inovadores e abordagens alternativas à educação; é o autor do livro Psicologia (Worth Publishers), em sua 6 ª edição. Estudou na Universidade de Columbia e obteve um Ph.D. em ciências biológicas na Universidade Rockefeller. Actualmente pesquisa a aprendizagem natural, a escrita e o valor do brincar ao longo de toda a vida. Suas formas de brincar incluem não só pesquisar e escrever, mas também andar de bicicleta, caiaque, esqui e o cultivo de hortaliças.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A melhor coisa do ensino doméstico


Jennifer Krekorian: Para nós, a melhor coisa do ensino doméstico são as manhãs sem pressa. Os nossos dias começam devagarinho, com calma. As crianças sentam-se no sofá e eu leio histórias, e nós todos juntinhos e aconchegadinhos. Eles propõem escrever algo baseado nos seus interesses: uma biografia, uma história, um relatório... Cada criança também mantem o seu diário. A matemática, aprendem com muitos jogos​​. Nós decidimos o que queremos estudar, vamos para a biblioteca buscar livros e resolvemos que projetos queremos fazer. Durante a tarde encontramo-nos com amigos, em casa uns dos outros, ou em vários parques, ou as crianças brincam lá fora no jardim. Como o meu marido sai muito cedo para o trabalho ele volta cedo para casa, lá para as quatro da tarde, geralmente quando preciso de tempo para mim. Aí ele leva-os a jogar futebol ou beisebol, dependendo da época.

Visualisar foto e ler o artigo aqui.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

sábado, 3 de setembro de 2011

Passeios: Clevedon




Mais fotos de Clevedon aqui, aqui e aqui.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Como os unschoolers aprendem a ler


Neste vídeo sobre o unschooling, filmado no ano passado, vemos que as filhas de Beth Fleming adoram ler. Ontem, Beth publicou um artigo oferecendo 5 sugestões para a criação de bons leitores.

1. Leia para eles, leia para eles, leia para eles
2. Deixe-os ler o que eles querem.
3. Ouvir livros em cassetes/CDs, etc
4. Dar-lhes bastante tempo livre para a leitura.
5. Leiam livros, dêem o exemplo!

Podem ler o artigo aqui.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Comemoração do não regresso à escola


EDMONTON - Enquanto a maioria das famílias foram para o shopping comprar o material necessário para a escola, a família Royds não estava nem estava pensando no regresso à escola.

Sofia Royds, 7, e Ella Royds, 5, são educadas em casa pela mãe. Esta quinta-feira, enquanto as outras meninas da mesma idade vão conhecer os novos professores, Sofia e Ella vão comemorar o ensino doméstico no Parque Emily Murphy.

A Sociedade da Aprendizagem em Casa organizou uma festa para as famílias de Alberta que praticam o ensino domiciliar e pessoas interessadas em saber mais. A festa chama-se "comemoração do não regresso à escola."

"É o nosso evento para celebrar o início de mais um ano", disse Catherine Mansaw, a vice-presidente da sociedade. "Faz-nos sentir que estamos a fazer algo igualmente importante, igualmente benéfico".

Visualizar foto e ler artigo aqui.