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sábado, 24 de janeiro de 2009

O que temos andado a fazer

Ontem lá fomos outra vez ao Sítio de Aprender, onde a comunidade de educadores domésticos se reune semanalmente.

Esta foi a única foto que encontrei na internet, é pena não mostrar o parque onde o edifício se encontra, as crianças correndo e brincando, os adultos bebendo chá e trocando ideias, os adolescentes conversando e as famílias aprendendo juntas...

Aqui por casa o interesse pelos desenhos animados japoneses, ou animê, continua, Bleach e Naruto sendo as séries preferidas. Esse interesse vai-se expandindo para outras áreas, como por exemplo as histórias aos quadradinhos japonesas - mangá.

Ontem, por exemplo, devorou estes dois livros. O mangá e o animê são verdadeiras formas de arte. Reparei no tempo que passou com o livro abaixo à esquerda e sugeri: que tal experimentarmos a desenhar Ichigo?

No papel ou computador?

Computador, é claro!

Que software precisamos?

Manga sudio ou corel painter?

Depois de darmos uma olhada nos dois resolvemos instalar corel painter...

Falando em computadores, o dele teve um health check e tem uma placa gráfica nova. Alegria! Ficou com vontade de aprender a diagnosticar e reparar problemas nos computadores e ando agora a ver se encontro um cursinho para ele fazer, num colégio ou à distância através da internet.

Mas voltando ao tema dos desenhos animados, ou seja, ao tópico de levar os interesses das crianças a sério, sem os dividir em "educação" e "brincadeira" ou "passatempos", reparem como o animê levou à arte digital, a novos programas de computador e às artes marciais, que parecem ser uma constante - daí termos ido os dois fazer kick boxing. Havemos de ir a mais uma ou duas aulas mas andamos a pensar experimentar aikido...

O interesse pelo japonês também veio dos animê: já completámos a lição 9 e continuamos a usar jogos educacionais para aprender, como por exemplo este, para aprender as partes do corpo, e este para aprender direcções.

Mas também nos entretemos com inglês - revendo aspectos da gramática, como o uso das vírgulas -, e matemática, fazendo exercícios de multiplicação mental.

E que mais? Ah! amizades: a amiga dele veio cá passar uma tarde no fim de semana passado e ontem conhecemos cinco adolescentes que também aprendem em casa. Além disso, continuamos fotografando. Aqui está uma foto tirada pelo Daniel:

E eu? Experimentei biodança, adorei e hei-de lá voltar. A biodança já chegou a Portugal, por isso experimentem que vale a pena! Além disso, andei a filmar, tivemos uma aula de chi-kung aqui em casa e fui a uma sessão de meditação. Experimentei uma receita do Médio Oriente, lentilhas com espinafres e cominhos - estava uma delícia!

Ah, como a vida é bela quando somos livres para aprender o que queremos, quando queremos, onde queremos, com quem queremos!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Aprender naturalmente

Animação como recurso educacional: Hoje vou partilhar dois exemplos de como a animação pode levar a uma análise de valores éticos.


O meu filho adora anime, especialmente Bleach. Recentemente vi um episódio com ele que abordava o tema da equanimidade, ou seja, da imparcialidade ao ajudarmos os outros. A mensagem era a de que devemos contrariar a tendência de ajudarmos apenas algumas pessoas, ignorarmos outras e odiarmos as restantes. Equanimidade é o desenvolvimento de uma atitude altruista dirigida a todos, sem excepções. Outro episódio salientava a não-violência, com um dos personagens fazendo questão de nunca retaliar ao ser atacado.


Ele também gosta muito de Naruto, uma série de mangá criada por Masashi Kishimoto, e adaptada para anime em 2002. Um dos episódios que vi com ele salientava as vantagens do trabalho de equipa e da cooperação e as desvantagens do egoismo e da competição.

Estes são os dois exemplos que prometi, mas para além da questão dos valores, no caso do meu filho, a animação japonesa despertou-lhe o interesse pelo estudo da língua japonesa!

Conversas à mesa:


Ontem à hora do almoço, reparei como Marcel Duchamp veio naturalmente à conversa, e com ele toda a questão da arte no século XX.

Marcel Duchamp, Fountain, 1917.

Conversámos sobre o urinol de Duchamp, considerado uma das obras mais influentes do século XX. Para ele, o urinol tornou-se uma obra de arte por ter sido apresentado como tal pelo artista. Mas a verdade é que o urinol obteve esse estatuto ao ser exposto numa galeria de arte, o que sugere que o poder das galerias e museus é tão grande quanto o da criatividade artística.

Depois partilhámos uma série de ideias, incluindo mãos agarrando o rato do computador em várias posições...