Tem feito um frio danado, e hoje ainda não parou de nevar!

Mas lá por isso não deixámos de ir à
aula de japonês com a Megumi, perto desta rua. O Daniel gostou e quer continuar.

Eu, é claro, não consegui acompanhá-lo. De vez em quando ficava de boca aberta ouvindo-o responder em japonês, o quê exactamente não me perguntem que não sei!
Durante a aula a Megumi só fala japonês. Eu lá consegui reconhecer uma palavra ou outra mas a maioria entrava-me por um ouvido e saia-me pelo outro. A diferença? A motivação! Ele está motivado, eu não. Ele quer aprender japonês, eu não... Por isso ele retém a informação e eu não.
Dos anos de alemão e latim que "aprendi" na escola não me lembro de nada! Na escola aprendi a passar testes, a memorizar, temporariamente, para esquecer logo de seguida. As notas dos testes não significam nada. Em alemão tive 17, em latim passei à rasquinha. A verdade é que não sei falar nem alemão nem latim. Mas quando vim para aqui os "problemas de memória" desapareceram - do inglês não me esqueço, não! Como
Platão dizia, os conhecimentos adquiridos sob compulsão não ficam na memória.
Voltando à cultura japonesa, andámos a explorar as origens de um dos seus sistemas de escrita, chamado
kanji. Além disso, como tinhamos planeado, fomos experimentar noodles num restaurante japonês. Delícia!!!

Que mais? Em casa, andámos a usar o microscópio e a cozinhar: o Daniel foi comigo às compras, fez esparguete com pesto verde e queijo ralado, e partilhou os chocolates que tinha comprado - a generosidade também se aprende!