MEC lança campanha de astrologia para alunos na internet, mas deleta posts logo depois de críticas de leitores de que tal campanha nasceu da influência de Olavo de Carvalho, que tem histórico de astrólogo, no ministro da Educação
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terça-feira, 15 de novembro de 2011
Vídeo: Silvana troca a escola pelo parque
Ángel Arias e sua esposa Frances, professora de inglês, são o exemplo de uma das várias famílias de Granada que decidiram não mandar os filhos para a escola e educá-los eles próprios a partir de casa.
"A educação de Silvana é tarefa dela, pois é ela quem decide, todos os dias, onde ir e o que aprender. Um dos seus sítios favoritos é o Parque da Ciência, onde ela pode experimentar e aprender diretamente tudo a que é exposta."
Visualizar o artigo, em espanhol, aqui.
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Memórias: Exatamente há 5 anos...

Esta foto foi tirada há exatamente 5 anos, durante um passeio perto da zona onde moravámos naquela altura. De regresso a casa, investigámos a Viagem do Homem (evolução, cromossomas, mutações, etc), uma teoria sobre a origem da vida na Terra chamada panspermia, e um pouco de história: os Mouros na Europa. E depois ainda tivemos tempo para educação sexual e política!
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domingo, 13 de novembro de 2011
Coro de jovens do ensino doméstico
Generation Excellent é um coro de jovens que aprendem em regime de ensino doméstico. O vídeo, filmado há uma semana, mostra o coro cantando "Confio em Deus", numa Igreja Baptista do Condado de Ashe, Carolina do Norte, EUA. Coloco aqui como mais um exemplo das várias formas de socialização organizadas pelas famílias que optam pelo ensino domiciliar.
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sábado, 12 de novembro de 2011
Um dos comentários no facebook fez-me pensar
"Eu estou vendo que a missão de vocês é "informação sobre o ensino doméstico ou educação domicilar", mas todos os posts estão sobre negatividades nas escolas "drogas, violência, abuso..."
A observação foi correcta: a grande maioria dos primeiros posts foram na verdade citações e notícias recentes sobre o aspecto destrutivo do actual sistema escolar. Porquê focalizar nas negatividades das escolas "drogas, violência, abuso..."? Boa pergunta.
Infelizmente, este é um dos motivos que leva muitos pais a considerar o ensino domiciliar (falei sobre este tipo de motivação extrínseca aqui).
Há quem diga que existem dois tipos de pessoas: 1) pessoas mais conscientes da negatividade, que são motivadas a agir pelo desejo de escapar situações negativas; e 2) pessoas atraidas por uma visão positiva, que sabem o que querem e concentram todas as suas energias em transformar essa visão em realidade. Eu devo estar algures no meio pois vejo sempre os dois lados.
Geralmente, quando leio as notícias sobre a violência escolar, primeiro sinto-me indignada, porque adorava viver numa sociedade em que todas as crianças tivessem a oportunidade de aprender num ambiente seguro, em paz, harmonia e liberdade. Depois, sinto uma tristeza enorme, porque sinto o sofrimento dessas crianças e famílias, desesperadas, sem saber o que fazer - "afinal, a escolaridade não é obrigatória? E se não mandar o meu filho para esse inferno escolar não vou acabar sendo denunciado, processado, multado, criminalizado?"
Sei também que muitas dessas crianças estão completamente sozinhas no seu sofrimento porque ainda existem pais que pensam que a escola é como era, e não fazem a menor ideia do que os filhos lá passam. Aí sinto necessidade de fazer algo, de contribuir para o seu bem estar. Por isso tento conscientizar as pessoas para a realidade da violência escolar e para possiveis alternativas, como o ensino domiciliar.
Para as pessoas mais esclarecidas, que sabem da existência desta forma alternativa de educar os filhos e têm a coragem e confiança necessárias para tomar responsabilidade pela educacão dos filhos em países em que o ensino doméstico é praticamente desconhecido, tento apoiá-las traduzindo e partilhando notícias de todo o mundo para que, nos momentos em que se sentem verdadeiras "minorias", se lembrem de que não estão sós, que fazem parte de um movimento global - por isso tento partilhar notícias de todo o mundo, e não apenas a minha experiência pessoal. Seguir uma visão positiva apresenta os seus desafios numa sociedade que tanto nos pressiona a encaixar num só modelo: o modelo por ela sugerido. Somos, afinal, todos iguais, e até os mais corajosos e positivos têm dias dificeis!
A comunidade do ensino domiciliar precisa de apoio. Parte deste apoio é prático: planejar encontros, actividades, e congressos em várias regiões. Mas temos que ser nós, todos nós, a dar esse apoio uns aos outros; cada um dentro da medida que lhe for possivel, claro, mas temos que ser todos nós. Obrigado :-)
A observação foi correcta: a grande maioria dos primeiros posts foram na verdade citações e notícias recentes sobre o aspecto destrutivo do actual sistema escolar. Porquê focalizar nas negatividades das escolas "drogas, violência, abuso..."? Boa pergunta.
Infelizmente, este é um dos motivos que leva muitos pais a considerar o ensino domiciliar (falei sobre este tipo de motivação extrínseca aqui).
Há quem diga que existem dois tipos de pessoas: 1) pessoas mais conscientes da negatividade, que são motivadas a agir pelo desejo de escapar situações negativas; e 2) pessoas atraidas por uma visão positiva, que sabem o que querem e concentram todas as suas energias em transformar essa visão em realidade. Eu devo estar algures no meio pois vejo sempre os dois lados.
Geralmente, quando leio as notícias sobre a violência escolar, primeiro sinto-me indignada, porque adorava viver numa sociedade em que todas as crianças tivessem a oportunidade de aprender num ambiente seguro, em paz, harmonia e liberdade. Depois, sinto uma tristeza enorme, porque sinto o sofrimento dessas crianças e famílias, desesperadas, sem saber o que fazer - "afinal, a escolaridade não é obrigatória? E se não mandar o meu filho para esse inferno escolar não vou acabar sendo denunciado, processado, multado, criminalizado?"
Sei também que muitas dessas crianças estão completamente sozinhas no seu sofrimento porque ainda existem pais que pensam que a escola é como era, e não fazem a menor ideia do que os filhos lá passam. Aí sinto necessidade de fazer algo, de contribuir para o seu bem estar. Por isso tento conscientizar as pessoas para a realidade da violência escolar e para possiveis alternativas, como o ensino domiciliar.
Para as pessoas mais esclarecidas, que sabem da existência desta forma alternativa de educar os filhos e têm a coragem e confiança necessárias para tomar responsabilidade pela educacão dos filhos em países em que o ensino doméstico é praticamente desconhecido, tento apoiá-las traduzindo e partilhando notícias de todo o mundo para que, nos momentos em que se sentem verdadeiras "minorias", se lembrem de que não estão sós, que fazem parte de um movimento global - por isso tento partilhar notícias de todo o mundo, e não apenas a minha experiência pessoal. Seguir uma visão positiva apresenta os seus desafios numa sociedade que tanto nos pressiona a encaixar num só modelo: o modelo por ela sugerido. Somos, afinal, todos iguais, e até os mais corajosos e positivos têm dias dificeis!
A comunidade do ensino domiciliar precisa de apoio. Parte deste apoio é prático: planejar encontros, actividades, e congressos em várias regiões. Mas temos que ser nós, todos nós, a dar esse apoio uns aos outros; cada um dentro da medida que lhe for possivel, claro, mas temos que ser todos nós. Obrigado :-)
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Autismo, Aspergers e Ensino Doméstico
Ontem foi o primeiro dia de um curso de formação sobre o espectro autista, organisado pela Associação Nacional do Autismo do Reino Unido em Bristol. A grande maioria dos participantes tinha filhos no espectro autista. Fiquei surpreendida quando me apercebi que cerca de 65 - 70% dos participantes educa os filhos fora da escola: ensino doméstico, unschooling, ou instrução em casa por um tutor. Nem eu esperava que fossem tantos!
No Reino Unido já muitos chegaram à conclusão que o processo de dirigir os alunos especiais para o ensino regular não passa de uma forma de abuso. Talvez por isso cada vez mais famílias estejam a optar pela educação em casa.
Uma minoria à espera, com os filhos em casa, mas ainda matriculados numa escola, que a escola resolva o "problema" da educação, dos traumas resultantes do bullying, violência escolar, etc... em geral, são pais que não estão a par do ensino domiciliar, ou que não se julgam capazes de educar os filhos sem o apoio de "profissionais". São crianças negligenciadas pelo sistema, e os pais não sabem para onde se virar, pois a história é sempre a mesma: os "especialistas" são, na melhor das hipóteses, uma perda de tempo ou, na pior, prejudiciais! Porque, infelizmente, quem está atento vê inúmeros casos em que as vítimas - as famílias e/ou as próprias crianças -, são usadas como "bodes expiatórios", sendo culpabilizadas e penalizadas pelos danos de um sistema brutal.
Ver tb: Aspergers, Autism and Co: Walking Your Talk
Reflexões de uma das mães presentes sobre o ensino domiciliar
No Reino Unido já muitos chegaram à conclusão que o processo de dirigir os alunos especiais para o ensino regular não passa de uma forma de abuso. Talvez por isso cada vez mais famílias estejam a optar pela educação em casa.
Uma minoria à espera, com os filhos em casa, mas ainda matriculados numa escola, que a escola resolva o "problema" da educação, dos traumas resultantes do bullying, violência escolar, etc... em geral, são pais que não estão a par do ensino domiciliar, ou que não se julgam capazes de educar os filhos sem o apoio de "profissionais". São crianças negligenciadas pelo sistema, e os pais não sabem para onde se virar, pois a história é sempre a mesma: os "especialistas" são, na melhor das hipóteses, uma perda de tempo ou, na pior, prejudiciais! Porque, infelizmente, quem está atento vê inúmeros casos em que as vítimas - as famílias e/ou as próprias crianças -, são usadas como "bodes expiatórios", sendo culpabilizadas e penalizadas pelos danos de um sistema brutal.
Ver tb: Aspergers, Autism and Co: Walking Your Talk
Reflexões de uma das mães presentes sobre o ensino domiciliar
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Trailer: Educar confiando em Deus
Governo alemão disposto a "forçar" as crianças educadas em casa a irem para a escola
Este é o trailer de um documentário sobre os Dudeks, uma família que pratica o ensino domiciliar na Alemanha. Jürgen Dudek e sua esposa, Rosemarie, corajosamente ensinam os seus oito filhos em casa. Na Alemanha, o ensino doméstico é ilegal desde que Hitler tomou o poder, e a história da família Dudek é uma de constantes conflitos com o Estado. Mais aqui.
Este é o trailer de um documentário sobre os Dudeks, uma família que pratica o ensino domiciliar na Alemanha. Jürgen Dudek e sua esposa, Rosemarie, corajosamente ensinam os seus oito filhos em casa. Na Alemanha, o ensino doméstico é ilegal desde que Hitler tomou o poder, e a história da família Dudek é uma de constantes conflitos com o Estado. Mais aqui.
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
Ensino domiciliar na Nova Zelândia
Jillian e Brian educam os filhos em casa há mais de dez anos. Os filhos sentem orgulho de serem educados em casa. Esta semana tocaram num concerto na biblioteca de Otahuhu. O evento musical foi parte da Semana da Conscientização do Ensino Doméstico.
A família faz muitas excursões e visitas de estudo; além disso, usam livros e a internet. As crianças compartilham seus conhecimentos umas com as outras; quando uma delas não sabe, pergunta a um dos irmãos mais velhos. E se eles não sabem, vão à biblioteca ou pesquisam na internet.
O filho mais velho mostrou um interesse precoce pela eletrônica e os pais apoiaram esse interesse.
''Quando ele tinha oito anos ainda não lia muito bem, mas adorava fazer diagramas de circuitos eléctricos'', diz a mãe.
Não é difícil imaginar porquê. O pai é engenheiro eléctrico e leciona no Instituto de Tecnologia de Manukau... e toca diversos instrumentos musicais.
Ler o artigo aqui.
Link: site do homeschooling na Nova Zelândia.
A família faz muitas excursões e visitas de estudo; além disso, usam livros e a internet. As crianças compartilham seus conhecimentos umas com as outras; quando uma delas não sabe, pergunta a um dos irmãos mais velhos. E se eles não sabem, vão à biblioteca ou pesquisam na internet.
O filho mais velho mostrou um interesse precoce pela eletrônica e os pais apoiaram esse interesse.
''Quando ele tinha oito anos ainda não lia muito bem, mas adorava fazer diagramas de circuitos eléctricos'', diz a mãe.
Não é difícil imaginar porquê. O pai é engenheiro eléctrico e leciona no Instituto de Tecnologia de Manukau... e toca diversos instrumentos musicais.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Ensino domiciliar na Tasmânia
Na Tasmânia, uma ilha e um estado da Austrália, o número de crianças educadas em casa aumentou dos 500 aos 600 em apenas cinco anos.
De acordo com Simon Deeth, representante do Home Education Advisory Council, este crescimento ocorreu, em grande parte, porque os pais que optam pelo ensino domiciliar decidem continuar a educar em casa a longo prazo.
Renata Huster ensina o filho André, 11 anos de idade, desde que ele tinha quatro anos. André fala quatro idiomas, adora música clássica e a leitura. Mas o principal objetivo de Renata era que o filho se sentisse feliz dentro de si.
"Quando as crianças vão à escola perdem muitas vezes a sua inocência e sentimento de admiração pelo mundo", disse ela. "Meu objectivo sempre foi ajudar o meu filho a desenvolver a sua auto-estima e sentido de valor próprio."
Passam apenas cerca de uma hora e meia por dia no aprendizado tradicional. No entanto, André, tal como muitas crianças educadas em casa, está acima da média escolar. Reunem-se regularmente com pequenos grupos de crianças educadas em casa.
Antes de ensinar o filho, que nunca frequentou a escola, Renata conheceu crianças educadas em casa e ficou impressionada com a forma que eram educadas e respeitosas.
Um dia típico pode incluir passear e conversar, ler deitado no trampolim, ou ouvir aulas de francês enquanto viajam de carro.
domingo, 6 de novembro de 2011
No Brasil, convictos do ensino domiciliar travam guerra judicial
Pais enfrentam Conselho Tutelar, Ministério Público e até abrem mão de assistência social para ensinar os filhos em casa. Ler o artigo aqui.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Homeschoolers aprendem a língua hebraica
Joel, 18, e sua irmã Hannah, 14, ambos educados fora da escola, usam Skype para aprender hebreu.Na terça-feira, um grupo de homeschoolers reuniu-se na Biblioteca Pública de Fergus Falls para conectar, via Skype, com Evgeny, um instrutor de hebraico.
"Encontramo-nos aqui todas as terça-feiras por volta das 11:45 da manhã para preparar o computador", diz Joel, 18 anos, educado em casa por sua mãe, Maureen. "Ligar para o Sr. Nekrich através do Skype funciona muito bem."
Foi Maureen quem perguntou às outras famílias que praticam o homeschooling na área em que reside se gostariam de aprender a língua hebraica, e a resposta foi muito positiva.
Erin Smith, o Diretor da Biblioteca, disse que esta foi a quinta vez que os homeschoolers usaram a videoconferência em Fergus Falls.
Visualizar foto e artigo aqui.
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domingo, 30 de outubro de 2011
3º Congresso Internacional Educação Sem Escola na Universidade Nacional de Colômbia
Os casos de famílias e comunidades que decidem educar sem escola e educar em família crescem aceleradamente em diversos países do mundo, incluindo a Colômbia. Este fenómeno é novo para os interesses de investigação científica académica universitária. As grandes problemáticas do abandono escolar, do absentismo escolar e da falta de motivação das crianças, adolescentes e jovens para frequentar a escola, têm directa relação com este campo de investigação académica. Em alguns países, como por exemplo nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Espanha, Noruega e França, a investigação universitária sobre estes temas, denominados generalmente como Homeschooling ou Unschooling, tem vindo a crescer rapidamente.
ANTECEDENTES
A Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Nacional da Colômbia, através do Instituto de Investigação em Educação - IEDU -, assumiu a liderança da investigação académica sobre a Educação Sem Escola, Educação em Família, Auto-aprendizagem Colaborativa e Modelos de Escolas Flexíveis no contexto colombiano e latino-americano.
Segundo as indagações realizadas, a Universidade Nacional da Colômbia é a primeira universidade latino-américa que está investigando estes temas. Em Novembro de 2009 e Dezembro de 2010, o IEDU organizou eventos académicos internacionais sobre a Educação sem Escola e a Educação em Família. Participaram nestes eventos destacados investigadores internacionais que trabalham no campo da educação sem escola e temas afins, provenientes dos Estados Unidos, Canadá, México, Noruega, Reino Unido, Espanha, Roménia e Chile. Estes eventos académicos tiveram e continuam a ter importantes reconhecimentos nacionais e internacionais. No contexto do evento internacional de 2010 generou-se o compromisso de realizar o terceiro congresso internacional em 2011. Os eventos de 2009 e 2010 contaram com a assistência 230 e 278 pessoas, respectivamente.
O IEDU participa desde 2009 na Rede Internacional de Investigadores da Educação Alternativa, Educação Livre e Educação Sem Escola, coordinada pela investigadora Paula Rothermel da Universidade de Durham do Reino Unido. Ela foi uma das palestrantes no evento internacional de 2009 organizado pelo IEDU, e apoiado específicamente pelo Mestrado em Educação, Linha de Investigação em Ciências Sociais.
OBJETIVOS
-Dar continuidade aos 2 eventos internacionais sobre estes mesmos temas dos anos 2009 e 2010.
-Apresentar resultados e avanços na investigação nacional e internacional sobre os fenómenos da Educação sem Escola, Educação em Família, Auto-aprendizagem Colaborativa, Modelos de Escolas Flexiveis.
-Discutir as tendências teóricas, epistemológicas e metodológicas que caracterizam estes fenómenos.
-Continuar a animar o debate científico e académico sobre a Educação sem Escola e a Educação em Família.
-Explorar possibilidades de um debate sobre a política pública relativamente a Educação sem Escola na Colômbia.
- Continuar a propiciar o encontro entre as famílias que optam pela Educação sem Escola, Educação em Família, Auto-aprendizagem Colaborativa, Modelos de Escolas Flexíveis.
-Apresentar o livro sobre Educação sem Escola e Educação em Família que surgiu dos congressos de 2009 e 2010, editado pelo Instituto de Investigação em Educação – IEDU.
Visualizar Programa AQUI
ANTECEDENTES
A Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Nacional da Colômbia, através do Instituto de Investigação em Educação - IEDU -, assumiu a liderança da investigação académica sobre a Educação Sem Escola, Educação em Família, Auto-aprendizagem Colaborativa e Modelos de Escolas Flexíveis no contexto colombiano e latino-americano.
Segundo as indagações realizadas, a Universidade Nacional da Colômbia é a primeira universidade latino-américa que está investigando estes temas. Em Novembro de 2009 e Dezembro de 2010, o IEDU organizou eventos académicos internacionais sobre a Educação sem Escola e a Educação em Família. Participaram nestes eventos destacados investigadores internacionais que trabalham no campo da educação sem escola e temas afins, provenientes dos Estados Unidos, Canadá, México, Noruega, Reino Unido, Espanha, Roménia e Chile. Estes eventos académicos tiveram e continuam a ter importantes reconhecimentos nacionais e internacionais. No contexto do evento internacional de 2010 generou-se o compromisso de realizar o terceiro congresso internacional em 2011. Os eventos de 2009 e 2010 contaram com a assistência 230 e 278 pessoas, respectivamente.
O IEDU participa desde 2009 na Rede Internacional de Investigadores da Educação Alternativa, Educação Livre e Educação Sem Escola, coordinada pela investigadora Paula Rothermel da Universidade de Durham do Reino Unido. Ela foi uma das palestrantes no evento internacional de 2009 organizado pelo IEDU, e apoiado específicamente pelo Mestrado em Educação, Linha de Investigação em Ciências Sociais.
OBJETIVOS
-Dar continuidade aos 2 eventos internacionais sobre estes mesmos temas dos anos 2009 e 2010.
-Apresentar resultados e avanços na investigação nacional e internacional sobre os fenómenos da Educação sem Escola, Educação em Família, Auto-aprendizagem Colaborativa, Modelos de Escolas Flexiveis.
-Discutir as tendências teóricas, epistemológicas e metodológicas que caracterizam estes fenómenos.
-Continuar a animar o debate científico e académico sobre a Educação sem Escola e a Educação em Família.
-Explorar possibilidades de um debate sobre a política pública relativamente a Educação sem Escola na Colômbia.
- Continuar a propiciar o encontro entre as famílias que optam pela Educação sem Escola, Educação em Família, Auto-aprendizagem Colaborativa, Modelos de Escolas Flexíveis.
-Apresentar o livro sobre Educação sem Escola e Educação em Família que surgiu dos congressos de 2009 e 2010, editado pelo Instituto de Investigação em Educação – IEDU.
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sábado, 29 de outubro de 2011
Tempos excitantes para o ensino doméstico!

Um dia, faz agora 3 anos, deu-me para pesquisar "ensino doméstico" na internet. Em vez de fazer o que sempre fazia, que era colocar "home education" ou "homeschooling" no motor de busca da Google UK, resolvi usar a língua portuguesa e a Google PT. Fiquei chocada ao ver os resultados: 4 entradas, duas delas minhas.
Foi nesse momento que decidi encher a internet de informação em português sobre a "educação em casa". Queria disseminar informação sobre esta forma de aprendizagem para que as pessoas dos países lusófonos pelo menos estivessem a par da sua existência.
Para mostrar o mundo do homeschooling, resolvi traduzir notícias de todo o mundo. Uma voz interior insistia: "se partilhares apenas a tua experiência, poderão pensar que o ensino domiciliar é algo praticado por meia duzia de gatos pingados, provavelmente passados dos carretos; ou seja, que é coisa de gente esquisita. A tua missão é ajudar as pessoas a compreender que este é um verdadeiro movimento global, praticado por pais dos mais variados backgrounds, de todo o tipo de profissões, níveis de rendimento, educação, etc."
Hoje, pesquisando na net, já não encontramos apenas 4 resultados :-) Se buscarem ensino doméstico (sem colocarem a expressão entre aspas), aparecem 2,200,000 resultados!
Os seguintes resultados foram obtidos colocando conjuntos de palavras entre aspas (comandando o Google a procurar exatamente essas palavras, nessa mesma ordem, sem alterações)
- educação em casa = 281.000 resultados
- homeschooling = 85.800 resultados
- ensino em casa = 49.800 resultados
- aprendizagem autónoma = 42.600 resultados
- ensino domiciliar = 24.800 resultados
- ensino doméstico = 23.900 resultados
- unschooling = 10.500 resultados
- descolarização = 539 resultados
No Brasil, agora temos a Associação Nacional de Ensino Domiciliar. Em Portugal o Movimento Educação Livre está a dar os seus primeiros passos. Vimos, pela primeira vez, a participação de Portugal na Conferência Europeia do Ensino Doméstico.
Esta semana, apercebi-me que o número de visitantes deste blog ultrapassou os 100.000, o número de seguidores atingiu os 300 e o número de membros da rede do ensino doméstico ultrapassou os 500!
Os tempos que vivemos são excitantes! Que honra sermos pioneiros deste novo paradigma educacional na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa! Vamos celebrar!
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Pais em ação: ensino doméstico a crescer!
Nos EUA, muitas famílias não sabem que não é a escola que é compulsória mas sim a educação. Nestes últimos 10 anos, o número de alunos educados por meios não tradicionais - em escolas on-line ou em casa -, aumentou de uma maneira incrível. Nos Estados Unidos, mais de 1 milhão e meio de crianças aprende em regime de ensino doméstico e o número continua a crescer!
Link: site de Angela Ardolino.
Fonte
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Autismo: planejamento centrado na pessoa
Passei o dia num curso sobre planejamento positivo de vida: como ajudar os jovens com síndrome de asperger em transição para a idade adulta a planejar o seu futuro. Falámos sobre o planejamento centrado na pessoa, as barreiras à autodeterminação, como aumentar as possibilidades de sucesso no planejamento da vida, etc.
O instrutor, David Moat, oferece apoio e aconselhamento a pessoas com Transtornos do Espectro Autista e uma série de seminários de formação sobre Autismo e Síndrome de Asperger, para além de ser o autor de Asperger Syndrome: Social Integration Skills Training Social. Quando mencionei que o meu filho aprende em casa, David confirmou que o ensino doméstico tem ajudado muitas crianças e jovens com perturbações do espectro do autismo :-)
O instrutor, David Moat, oferece apoio e aconselhamento a pessoas com Transtornos do Espectro Autista e uma série de seminários de formação sobre Autismo e Síndrome de Asperger, para além de ser o autor de Asperger Syndrome: Social Integration Skills Training Social. Quando mencionei que o meu filho aprende em casa, David confirmou que o ensino doméstico tem ajudado muitas crianças e jovens com perturbações do espectro do autismo :-)
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
Entrevista sobre o unschooling
Judy Arnall, especialista em parentalidade e autora do livro best-seller, Discipline Without Distress, fala sobre o unschooling (aprendizagem autónoma) no programa Alberta Prime Time (Canadá). Continua aqui. Mais aqui.
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sábado, 22 de outubro de 2011
A revolução será a educação em casa
O mundo surpreendente, ativo e social dos 'edupunks' de Las Vegas
Elissa Wahl, defensora da educação e veterana do ensino doméstico, orienta a aprendizagem dos três filhos desde que eles nasceram. Brian, 17 anos, recebeu recentemente o diploma do ensino doméstico e agora frequenta o College of Southern Nevada, na esperança de concluir os pré-requisitos necessários para ingressar num programa de gestão e treinamento de animais exóticos em Moorpark College, na Califórnia.
Ler o artigo aqui. Foto de Bill Hughes.
Elissa Wahl, defensora da educação e veterana do ensino doméstico, orienta a aprendizagem dos três filhos desde que eles nasceram. Brian, 17 anos, recebeu recentemente o diploma do ensino doméstico e agora frequenta o College of Southern Nevada, na esperança de concluir os pré-requisitos necessários para ingressar num programa de gestão e treinamento de animais exóticos em Moorpark College, na Califórnia.Ler o artigo aqui. Foto de Bill Hughes.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Brasil rejeita legalização explícita do ensino domiciliar
Fiquei a saber, através do Homeschooling Brasil, e passo a citar, que a Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados reuniu-se ontem, dia 19 de Outubro de 2011, e deliberou sobre os Projetos de Lei que propunham a legalização explícita do ensino domiciliar no Brasil.
A discussão baseou-se no relatório do Dep. Waldir Maranhão (PP/MA), que recomendou a rejeição dos dois projetos. Por unanimidade, os deputados presentes aprovaram o parecer e os dois projetos de lei foram rejeitados. Isto significa que o ensino domiciliar no Brasil continuará ausente da legislação brasileira.
O histórico da tramitação encontra-se aqui, e podem ouvir a gravação da sessão em áudio aqui. O trecho relevante vai das 12:04:26 às 12:06:49. A discussão não durou mais do que 2 minutos. As vozes pertencem à Dep. Fátima Bezerra, presidente da CEC, e ao relator do projeto, Dep. Waldir Maranhão.
Há quem pense que se os projetos tivessem sido aprovados eles poderiam causar mais problemas do que soluções. Resumindo, a situação do ensino em casa no Brasil continua na mesma: não é ilegal - e possui, inclusive, apoio constitucional!
Link: Câmara rejeita projeto de lei que autorizava o ensino domiciliar
A discussão baseou-se no relatório do Dep. Waldir Maranhão (PP/MA), que recomendou a rejeição dos dois projetos. Por unanimidade, os deputados presentes aprovaram o parecer e os dois projetos de lei foram rejeitados. Isto significa que o ensino domiciliar no Brasil continuará ausente da legislação brasileira.
O histórico da tramitação encontra-se aqui, e podem ouvir a gravação da sessão em áudio aqui. O trecho relevante vai das 12:04:26 às 12:06:49. A discussão não durou mais do que 2 minutos. As vozes pertencem à Dep. Fátima Bezerra, presidente da CEC, e ao relator do projeto, Dep. Waldir Maranhão.
Há quem pense que se os projetos tivessem sido aprovados eles poderiam causar mais problemas do que soluções. Resumindo, a situação do ensino em casa no Brasil continua na mesma: não é ilegal - e possui, inclusive, apoio constitucional!
Link: Câmara rejeita projeto de lei que autorizava o ensino domiciliar
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Críticas ao homeschooling
Mais um trecho de
EDUCAÇÃO NÃO OBRIGATÓRIA
por FILIPE RANGEL CELETI
Críticas ao homeschooling
1. O ensino doméstico possui diversas críticas. Tentaremos apontá-las e superá-las. A primeira crítica aponta o homeschooling como um limitador da socialização. As crianças perderiam a ideia de pertencentes a algo maior do que o círculo familiar. Isto ocorre porque a família pertence apenas à primeira esfera de socialização. É preciso que a criança também tenha contato com uma esfera secundária de socialização. É por este motivo que,
Que a escola seja um ambiente socializante não há dúvidas. Entretanto, os críticos do homeschooling parecem tomá-la como o único ambiente socializante. Mesmo que a escola não seja o único ambiente possibilitador de socialização, não é claro o motivo de este ser o melhor e mais desejável. A ideia existente é que crianças de famílias adeptas do homeschooling são menos socializadas ou possuem dificuldade de comunicação. Pensa-se na prática do ensino doméstico como sinônimo de prisão doméstica. Contra esta visão, Richard G. Medlin pesquisou o tema da socialização. Para o professor
Além disto, o comportamento da criança de homeschooling é diferente. O crédito deve ser dado, de acordo com Medlin, em grande parte aos pais. Afirma isto pois,
O mesmo foi observado por Larry Shyers já em 1992. Em sua tese de doutorado,
Apesar disto, as crianças que recebem ensino em casa são socializadas se entendermos socialização como o processo pelo qual as pessoas adquirem as regras de comportamento e sistemas de crenças e atitudes que preparam a pessoa para atuar efetivamente como um membro da sociedade (DURKIN, 1995, p. 614). Sob este aspecto, o ensino doméstico é um processo também socializante. Não há, evidentemente, em seu âmago, a função de impedir o desenvolvimento social das crianças.
2. Outra critica para com o homeschooling afirma que é mais fácil perceber maus tratos em crianças matriculadas em escolas. Não é claro como a escola pode ser efetivamente eficiente no controle dos maus tratos dos pais. Conseguem, no máximo, acionar um conselho tutelar para separar a criança da família, sendo melhor protegida pelas instituições do governo. Se há maus tratos dentro dos lares, não podemos concluir que retirar, obrigatoriamente, as crianças de dentro de suas casas, pelo período de seis horas diárias, irá diminuir a violência doméstica. Pais violentos continuam violentos, seja num dia escolar ou durante as férias. Ademais, o crime existente é o do uso de violência para com terceiros. O crime é a agressão para com a integridade corporal da criança. Já existem penas determinadas para este tipo de delito. Se o governo deseja tomar uma atitude para com a violência doméstica, certamente que a escola obrigatória não é a melhor.
Além disto, supõe-se que a escola seja o ambiente perfeito para o desenvolvimento da criança. Porém, muitas vezes os professores tomam para si determinados papéis que contribuem para outras formas de maus tratos. Dentro deste rito escolar o professor pode assumir, de acordo com Ivan Illich, três papéis, o de juiz, o de ideólogo e o de médico.
Diferente das agressões sofridas em casa, o que há no escopo de leis do estado para evitar tal distorção na criança? Neste ritual da escolarização, o professor é o sacerdote. Tua fala é a verdade e a verdade é a lei. O controle dos pais sobre o que é inculcado a seus filhos ou de como se dá a liberdade de cátedra dos professores torna-se difícil. Nesta relação de controle da escola pelos pais e dos pais pela escola, o aprendizado da criança é que fica no prejuízo.
3. Outra crítica feita ao homeschooling é a falta de formação dos pais para educar os filhos. Certamente que nem todos os pais possuem formação adequada para educar seus filhos, porém não implica dizer que nenhum seja capaz de exercer a função. Além disto, existem diversos grupos de pais e instituições, bem como material didático e instrutivo, que podem ajudar aos pais se tornarem professores. Se o processo de ensino-aprendizagem não é uma mera transmissão de conhecimentos, mas uma dialética entre professor-aluno, então os pais são os verdadeiros professores que ensinam aprendendo. O homeschooling também é um espaço no qual quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender (FREIRE, 1998, p.25).
EDUCAÇÃO NÃO OBRIGATÓRIA
por FILIPE RANGEL CELETI
1. O ensino doméstico possui diversas críticas. Tentaremos apontá-las e superá-las. A primeira crítica aponta o homeschooling como um limitador da socialização. As crianças perderiam a ideia de pertencentes a algo maior do que o círculo familiar. Isto ocorre porque a família pertence apenas à primeira esfera de socialização. É preciso que a criança também tenha contato com uma esfera secundária de socialização. É por este motivo que,
como uma agência socializante, a instituição escolar propicia tanto a transmissão do acúmulo de conhecimentos por meio do desenvolvimento de capacidades cognoscitivas quanto a transmissão de normas, valores, atitudes relativas à vida social (CURY, 2006).
Que a escola seja um ambiente socializante não há dúvidas. Entretanto, os críticos do homeschooling parecem tomá-la como o único ambiente socializante. Mesmo que a escola não seja o único ambiente possibilitador de socialização, não é claro o motivo de este ser o melhor e mais desejável. A ideia existente é que crianças de famílias adeptas do homeschooling são menos socializadas ou possuem dificuldade de comunicação. Pensa-se na prática do ensino doméstico como sinônimo de prisão doméstica. Contra esta visão, Richard G. Medlin pesquisou o tema da socialização. Para o professor
crianças de homeschooling estão participando do cotidiano de suas comunidades. Elas certamente não são isoladas, na verdade, elas se associam – e sentem de perto – todos os tipos de pessoas.Existem inúmeras atividades na sociedade e
os homeschoolers participam de várias atividades externas - jogos desportivos (existem inúmeros times de homeschoolers), programas de escotismo, igrejas, serviços comunitários ou empregos de meio expediente (LYMAN, 2008).
Além disto, o comportamento da criança de homeschooling é diferente. O crédito deve ser dado, de acordo com Medlin, em grande parte aos pais. Afirma isto pois,
com o desenvolvimento social de seus filhos a longo prazo em mente, eles ativamente incentivam os filhos a tirar proveito das oportunidades sociais fora da família. Crianças ensinadas em casa adquirem as regras de comportamento e sistemas de crenças e atitudes que precisam. Elas têm boa autoestima e tendem a apresentar menos problemas de comportamento do que as outras crianças. Elas podem ser socialmente mais maduras e têm melhores habilidades de liderança do que outras crianças também. E elas parecem estar atuando efetivamente como membros da sociedade adulta.
O mesmo foi observado por Larry Shyers já em 1992. Em sua tese de doutorado,
crianças de 8 a 10 anos eram filmadas brincando. O comportamento de cada uma delas foi observado por orientadores psicológicos que não sabiam quais eram as crianças que frequentavam escolas convencionais e quais eram as que estavam sob homeschooling. O estudo não encontrou qualquer diferença significativa entre os dois grupos em termos de assertividade, que foi medida por exames que avaliavam a evolução social de cada criança. Mas as filmagens mostraram que as crianças educadas em casa por seus pais presentavam menos problemas comportamentais (LYMAN, 2008).Torna-se muito simples criticar o homeschooling a partir de uma definição arbitrária de socialização. A socialização, entretanto, pode ser constatada pela observação feita pelas pesquisas de Shyers e Medlin.
Apesar disto, as crianças que recebem ensino em casa são socializadas se entendermos socialização como o processo pelo qual as pessoas adquirem as regras de comportamento e sistemas de crenças e atitudes que preparam a pessoa para atuar efetivamente como um membro da sociedade (DURKIN, 1995, p. 614). Sob este aspecto, o ensino doméstico é um processo também socializante. Não há, evidentemente, em seu âmago, a função de impedir o desenvolvimento social das crianças.
2. Outra critica para com o homeschooling afirma que é mais fácil perceber maus tratos em crianças matriculadas em escolas. Não é claro como a escola pode ser efetivamente eficiente no controle dos maus tratos dos pais. Conseguem, no máximo, acionar um conselho tutelar para separar a criança da família, sendo melhor protegida pelas instituições do governo. Se há maus tratos dentro dos lares, não podemos concluir que retirar, obrigatoriamente, as crianças de dentro de suas casas, pelo período de seis horas diárias, irá diminuir a violência doméstica. Pais violentos continuam violentos, seja num dia escolar ou durante as férias. Ademais, o crime existente é o do uso de violência para com terceiros. O crime é a agressão para com a integridade corporal da criança. Já existem penas determinadas para este tipo de delito. Se o governo deseja tomar uma atitude para com a violência doméstica, certamente que a escola obrigatória não é a melhor.
Além disto, supõe-se que a escola seja o ambiente perfeito para o desenvolvimento da criança. Porém, muitas vezes os professores tomam para si determinados papéis que contribuem para outras formas de maus tratos. Dentro deste rito escolar o professor pode assumir, de acordo com Ivan Illich, três papéis, o de juiz, o de ideólogo e o de médico.
Enquanto juiz, o professor-guardião
é árbitro da observância das normas e ministra as intrincadas rubricas de iniciação à vida. No melhor dos casos, coloca os fundamentos para a aquisição de alguma habilidade, à semelhança daquela que os professores sempre possuem. Sem pretensões de conduzir a uma aprendizagem profunda, treina seus alunos em algumas rotinas básicas (ILLICH, 1995, p. 46).Como ideólogo, o professor-moralista substitui os pais, Deus ou o Estado. Doutrina os alunos sobre o que é certo e o que é falso, não apenas na escola, mas também na grande sociedade (ILLICH, 1995, p. 46).
No papel de médico,
o professor-terapeuta julga-se autorizado a investigar a vida particular de seus alunos a fim de ajudá-los a tornarem-se pessoas. Quando esta função é exercida por um guardião ou pregador, normalmente significa que persuade o aluno a domesticar sua visão do verdadeiro e seu senso do que é correto (ILLICH, 1995, p. 46).Não parece que uma criança aluna de tais professores tenha sua integridade preservada. Na conclusão de Illich (ILLICH, 1995, p. 47),
um professor que reúne esses três poderes contribui muito mais para a distorção da criança do que as leis que determinam sua minoridade legal e econômica, ou que restringem seu direito à livre reunião e residência.
Diferente das agressões sofridas em casa, o que há no escopo de leis do estado para evitar tal distorção na criança? Neste ritual da escolarização, o professor é o sacerdote. Tua fala é a verdade e a verdade é a lei. O controle dos pais sobre o que é inculcado a seus filhos ou de como se dá a liberdade de cátedra dos professores torna-se difícil. Nesta relação de controle da escola pelos pais e dos pais pela escola, o aprendizado da criança é que fica no prejuízo.
3. Outra crítica feita ao homeschooling é a falta de formação dos pais para educar os filhos. Certamente que nem todos os pais possuem formação adequada para educar seus filhos, porém não implica dizer que nenhum seja capaz de exercer a função. Além disto, existem diversos grupos de pais e instituições, bem como material didático e instrutivo, que podem ajudar aos pais se tornarem professores. Se o processo de ensino-aprendizagem não é uma mera transmissão de conhecimentos, mas uma dialética entre professor-aluno, então os pais são os verdadeiros professores que ensinam aprendendo. O homeschooling também é um espaço no qual quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender (FREIRE, 1998, p.25).
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domingo, 16 de outubro de 2011
Citações: Sandra Dodd
Como homeschoolers (pais-educadores), vocês já não precisam de ser dependentes dos pareceres dos "especialistas". Vocês podem dar um passo atrás, ganhar perspectiva, e ver que o mundo inteiro - não só a vossa casa, o vosso bairro ou cidade mas todo o planeta Terra - é uma experiência de aprendizagem, um laboratório contendo línguas diferentes (e pessoas que as falam), plantas, animais, história, geologia, meteorologia (não meras palavras num livro mas o clima que experienciamos), música, arte, matemática, física, engenharia, alimentação, dinâmica do relacionamento humano e ideias sem fim.
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