MEC lança campanha de astrologia para alunos na internet, mas deleta posts logo depois de críticas de leitores de que tal campanha nasceu da influência de Olavo de Carvalho, que tem histórico de astrólogo, no ministro da Educação
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
Homeschooling está na moda!
Mais uma entrevista sobre o ensino doméstico, desta vez na televisão espanhola, com a Sorina Oprean. Para ver, cliquem aqui - a entrevista começa aos 20 minutos.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Homeschooling para proporcionar uma educação diferenciada
Gostariam de proporcionar uma educação diferenciada aos vossos filhos? Uma solução poderia ser o ensino doméstico!
Maria Calvo Charro, mãe de quatro filhos em idade escolar, é Professora Titular de Direito Administrativo da Universidade Carlos III, em Madrid, e uma das maiores defensoras da educação diferenciada na Espanha. Na actualidade é a Presidente Acadêmica da Associação Europeia de Centros de Educação Diferenciada na Espanha.
Aqui ficam umas passagens desta entrevista que descobri aqui.
P: Você disse numa ocasião que a educação diferenciada é "um sistema moderno e progressista de educação que proporciona uma educação personalizada aos alunos, retirando deles o seu melhor." Conhece casos de famílias que escolheram o "homeschooling" porque queriam uma educação diferenciada não-religiosa?
R: Alguns pais optaram por esta iniciativa, outros "criaram" as suas próprias escolas diferenciadas. São pais que se podem dar ao luxo de adotar estes modelos porque o seu estatuto profissional (no caso do homeschooling) ou econômico (no caso da criação de uma escola) são excepcionalmente bons.
O direito de escolher o tipo de educação significa que, antes do Estado, sociedade ou outras entidades, são os pais que têm o direito, e também a obrigação, de escolher tudo que diz respeito à educação dos filhos.
A educação não é um monopólio do Estado. Pelo contrário, é um direito fundamental e, portanto, não se pode impor determinados modelos, seja a educação privada, a pública, a mista ou a diferenciada, mas deve-se oferecer todos eles igualmente.
P: O governo central diz que a educação diferenciada é anti-social e discriminatória.
R: Quem diz que a educação diferenciada é anti-social e discriminatória não sabe o que diz. Também os membros do actual governo falam maravilhas do ensino público e no entanto colocam os seus filhos em escolas particulares. É triste que, por causa do dogmatismo e preconceitos absurdos e obstinados, existam tantos alunos que não podem beneficiar de um modelo que poderia resolver o problema do fracasso escolar.
Maria Calvo Charro, mãe de quatro filhos em idade escolar, é Professora Titular de Direito Administrativo da Universidade Carlos III, em Madrid, e uma das maiores defensoras da educação diferenciada na Espanha. Na actualidade é a Presidente Acadêmica da Associação Europeia de Centros de Educação Diferenciada na Espanha.
Aqui ficam umas passagens desta entrevista que descobri aqui.
P: Você disse numa ocasião que a educação diferenciada é "um sistema moderno e progressista de educação que proporciona uma educação personalizada aos alunos, retirando deles o seu melhor." Conhece casos de famílias que escolheram o "homeschooling" porque queriam uma educação diferenciada não-religiosa?
R: Alguns pais optaram por esta iniciativa, outros "criaram" as suas próprias escolas diferenciadas. São pais que se podem dar ao luxo de adotar estes modelos porque o seu estatuto profissional (no caso do homeschooling) ou econômico (no caso da criação de uma escola) são excepcionalmente bons.
O direito de escolher o tipo de educação significa que, antes do Estado, sociedade ou outras entidades, são os pais que têm o direito, e também a obrigação, de escolher tudo que diz respeito à educação dos filhos.
A educação não é um monopólio do Estado. Pelo contrário, é um direito fundamental e, portanto, não se pode impor determinados modelos, seja a educação privada, a pública, a mista ou a diferenciada, mas deve-se oferecer todos eles igualmente.
P: O governo central diz que a educação diferenciada é anti-social e discriminatória.
R: Quem diz que a educação diferenciada é anti-social e discriminatória não sabe o que diz. Também os membros do actual governo falam maravilhas do ensino público e no entanto colocam os seus filhos em escolas particulares. É triste que, por causa do dogmatismo e preconceitos absurdos e obstinados, existam tantos alunos que não podem beneficiar de um modelo que poderia resolver o problema do fracasso escolar.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
"Faça você mesmo" na educação
Faça você mesmo refere-se à prática de fabricar ou reparar algo por conta própria em vez de comprar ou pagar por um trabalho profissional. Associado ao anticonsumismo, o faça você mesmo, concebido como princípio ou ética, questiona o suposto monopólio das técnicas por especialistas. ~ Origem: Wikipédia
Mark Frauenfelder, editor-chefe da revista MAKE, fundador do blog colaborativo Boing Boing, e autor do livro Feito à Mão: Buscando Significado num Mundo Descartável. Sentou-se com Ted Balaker da Reason.tv para falar sobre guitarras feitas de caixas de charutos, o valor do erro como parte integral do processo criativo, e o que o movimento Do-It-Yourself nos pode ensinar sobre a educação.
Aqui fica a tradução livre de um trecho:
P: Você mencionou a prática do faça você mesmo no campo da educação: a desescolarização, ou unschooling. Pode descrever o que é o unschooling ?
R: O unschooling é deixar as crianças ficarem entediadas em casa e entediadas com os amigos e criarem as suas próprias maneiras de aprender. Você pode sugerir projetos - se o seu filho manifesta interesse em fazer uma pipa, você pode ajudá-lo a fazer uma. E ao fazerem a pipa vocês aprendem geometria e ângulos, aprende sobre o tempo, sobre materiais, sobre física. Este tipo de aprendizagem é baseada em projectos. É a melhor maneira de aprender.
P: Você acha que estamos demasiado obcecados com certificação - você tem que obter a licenciatura certa - e depois esquecemo-nos da experiência das coisas?
R: Olhe para pessoas como Bill Gates, Steve Jobs, Larry Ellison. Todos eles abandonaram a escola. Algumas das pessoas mais inteligentes que eu conheço em jornalismo e em DIY, pessoas bem sucedidas, nunca frequentaram a faculdade. Algumas até abandonaram a escola porque queriam ter experiências e tentar fazer as coisas eles mesmos. Eu não acho que isso seja algo para todos. Algumas pessoas provavelmente deveriam permanecer na escola. Mas aprende-se muito mais desta forma do que ficando na escola a estudar o que os outros estão fazendo.
Origem: Reason
Mark Frauenfelder, editor-chefe da revista MAKE, fundador do blog colaborativo Boing Boing, e autor do livro Feito à Mão: Buscando Significado num Mundo Descartável. Sentou-se com Ted Balaker da Reason.tv para falar sobre guitarras feitas de caixas de charutos, o valor do erro como parte integral do processo criativo, e o que o movimento Do-It-Yourself nos pode ensinar sobre a educação.
Aqui fica a tradução livre de um trecho:
P: Você mencionou a prática do faça você mesmo no campo da educação: a desescolarização, ou unschooling. Pode descrever o que é o unschooling ?
R: O unschooling é deixar as crianças ficarem entediadas em casa e entediadas com os amigos e criarem as suas próprias maneiras de aprender. Você pode sugerir projetos - se o seu filho manifesta interesse em fazer uma pipa, você pode ajudá-lo a fazer uma. E ao fazerem a pipa vocês aprendem geometria e ângulos, aprende sobre o tempo, sobre materiais, sobre física. Este tipo de aprendizagem é baseada em projectos. É a melhor maneira de aprender.
P: Você acha que estamos demasiado obcecados com certificação - você tem que obter a licenciatura certa - e depois esquecemo-nos da experiência das coisas?
R: Olhe para pessoas como Bill Gates, Steve Jobs, Larry Ellison. Todos eles abandonaram a escola. Algumas das pessoas mais inteligentes que eu conheço em jornalismo e em DIY, pessoas bem sucedidas, nunca frequentaram a faculdade. Algumas até abandonaram a escola porque queriam ter experiências e tentar fazer as coisas eles mesmos. Eu não acho que isso seja algo para todos. Algumas pessoas provavelmente deveriam permanecer na escola. Mas aprende-se muito mais desta forma do que ficando na escola a estudar o que os outros estão fazendo.
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Ensino doméstico pelos avós
Como a mãe trabalha, os avós ensinam o neto em casa, seguindo o modelo tradicional: currículos, planos de aulas, etc.
A entrevista vem à seguir a publicidade.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Homeschooling na televisão espanhola
Entrevista com Laura Mascaró Rotger, autora de "Educación y Libertad", no programa "Para todos la 2" da televisão espanhola.
Comprar Educação e Liberdade: A defesa do homeschooling como a maior expressão da liberdade educativa, por Laura Mascaró Rotger, aqui.
Visualizar também: ALE - Asociación por la Libre Educación
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Entrevista sobre o unschooling
Dr Ricci ensina no Departamento de Educação da Universidade Nipissing, Canadá. Este professor universitário, que tenta incorporar o espírito do unschooling no seu trabalho, entrevistou a Dr. Kellie Rolstad durante a sétima Conferência Anual da AERO (Alternative Education Resource Organization), entre 24 e 27 de Junho de 2010 em Albany, NY.
Kellie Rolstad, doutorada em Educação, ensina na Universidade Estadual do Arizona. Seus interesses de investigação incluem o ensino domiciliar e a desescolarização radical - radical unschooling, em inglês.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Reportagem: grupos de homeschoolers
Crianças isoladas? Ora que disparate! Os homeschoolers juntam-se, reunem-se e aprendem em conjunto, como podem verificar nesta reportagem da CNN.
Outro mito é que as pessoas optam pelo ensino doméstico por razões religiosas, quando um dos principais motivos são as falhas do sistema de ensino.
Outro mito é que as pessoas optam pelo ensino doméstico por razões religiosas, quando um dos principais motivos são as falhas do sistema de ensino.
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Revista: Educação fora da escola II
Clicar na imagem para ler a revista em fullscreen.
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Prós e contras do homeschooling
Educação sim, mas não necessariamente na escola: alguns pais estão educando os filhos em casa. Estima-se que em Genebra centenas de crianças são educadas em casa. Mas será bom para as crianças, tanto do ponto de vista acadêmico como da perspectiva da socialização?
Entrevista com Beatriz Zumsteg, que trabalha no Departamento de Educação da Universidade de Zurique e não é a favor da ideia, e Joan Moy, representante da Associação do Ensino Domiciliar da Suíça. Ouvir aqui.
E aqui podem ler outro artigo sobre o unschooling.
Deixo-vos o último parágrafo:
"Nós vivemos no mundo real e todos os dias conversamos com pessoas de todas as idades e religiões. Nós aprendemos sobre muitos empregos diferentes, porque onde quer que vamos vemos pessoas a trabalhar. Questionamos tudo, porque queremos e podemos. Não fazemos as coisas que todo o mundo faz apenas porque toda a gente as faz. Nós fazemos o que achamos bem e nos faz sentir felizes. Somos pessoas felizes, e adoramos estar com a nossa família todos os dias - vivendo, aprendendo, crescendo. "
Entrevista com Beatriz Zumsteg, que trabalha no Departamento de Educação da Universidade de Zurique e não é a favor da ideia, e Joan Moy, representante da Associação do Ensino Domiciliar da Suíça. Ouvir aqui.
E aqui podem ler outro artigo sobre o unschooling.
Deixo-vos o último parágrafo:
"Nós vivemos no mundo real e todos os dias conversamos com pessoas de todas as idades e religiões. Nós aprendemos sobre muitos empregos diferentes, porque onde quer que vamos vemos pessoas a trabalhar. Questionamos tudo, porque queremos e podemos. Não fazemos as coisas que todo o mundo faz apenas porque toda a gente as faz. Nós fazemos o que achamos bem e nos faz sentir felizes. Somos pessoas felizes, e adoramos estar com a nossa família todos os dias - vivendo, aprendendo, crescendo. "
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Reportagem: l'école à la maison
Paolina, uma menina de 7 anos cheia de talento, segue um método especial de ensino totalmente adaptado ao seu modo de funcionamento intelectual: a escola em casa e em todo o mundo.
Como podem verificar, o ensino doméstico (PT) ou educação domiciliar (BR) (homeschooling nos EUA, home education no Reino Unido) é uma abordagem educacional cada vez mais aceite, e suas inúmeras vantagens estão começando a ser reconhecidas pelo público em geral.
Faz-me lembrar as palavras do filósofo alemão Arthur Schopenhauer: "A verdade tem 3 estágios: primeiro ela é ridicularizada, depois contestada, e finalmente, aceita."
Como podem verificar, o ensino doméstico (PT) ou educação domiciliar (BR) (homeschooling nos EUA, home education no Reino Unido) é uma abordagem educacional cada vez mais aceite, e suas inúmeras vantagens estão começando a ser reconhecidas pelo público em geral.
Faz-me lembrar as palavras do filósofo alemão Arthur Schopenhauer: "A verdade tem 3 estágios: primeiro ela é ridicularizada, depois contestada, e finalmente, aceita."
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
Christopher Paolini, escritor, educado em casa
Aos 15 anos de idade, Christopher Paolini decidiu escrever a sua primeira obra de ficção: Eragon. O resultado? Um contracto para três livros com a Knopf e a venda dos direitos para o filme à FOX 2000! O jovem autor atribui o seu sucesso ao ensino doméstico.
Podem ver o resto da entrevista aqui.
"O que fiz só foi possível porque os meus pais foram dedicados e gostavam de nós o suficiente para matricularem, a mim e à minha irmã, no ensino doméstico. A minha mãe, uma ex-professora do método Montessori e autora de vários livros para crianças, arranjou tempo para nos ensinar todos os dias. Além das lições dos livros escolares, ela deu-nos muitos exercícios para estimular a criatividade".
Podem ver o resto da entrevista aqui.
"O que fiz só foi possível porque os meus pais foram dedicados e gostavam de nós o suficiente para matricularem, a mim e à minha irmã, no ensino doméstico. A minha mãe, uma ex-professora do método Montessori e autora de vários livros para crianças, arranjou tempo para nos ensinar todos os dias. Além das lições dos livros escolares, ela deu-nos muitos exercícios para estimular a criatividade".
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sábado, 22 de maio de 2010
Quando a escola é em casa
Há famílias que optam por ensinar os filhos em casa, sem a obrigação de cumprir horários e currículos rígidos. A lei portuguesa reconhece aos pais o direito de educarem os próprios filhos e a modalidade do ensino doméstico está a ganhar adeptos. A Notícias Magazine mostra o dia-a-dia de quatro famílias e dá conta das motivações que as levaram a assumir as rédeas do ensino nos primeiros anos de escolaridade. Alexandre, Catarina, Ísis, Merlin e Malte não escutam o toque da campainha para entrar ou sair da sala de aulas. Aprendem «ao ritmo da vida».
Podem ler o artigo, por Gabriela Oliveira e Eduarda Sousa, aqui.
[se o link estiver quebrado podem ler o resto nos comentários]
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domingo, 21 de março de 2010
A Ética do Ensino Doméstico
Será que os pais devem ter a possibilidade de educar os filhos em casa, fora do sistema de ensino regular?
Aprender em casa é algo bastante comum nos Estados Unidos mas é ilegal na Alemanha e na Suécia, onde em breve um projecto-lei vai ser apresentado ao Parlamento que tornará o ensino doméstico impossível, a menos que a criança seja incapaz de frequentar a escola.
James Coomarasamy, de Europe Today, examina estas questões em pormenor, com contribuições de:
* Michael Steininger, correspondente da BBC, que entrevista uma família que educa os filhos em casa na Alemanha
* Ostberg Bertil, Secretário de Estado da Educação da Suécia
* Graham Badman, o autor de um controverso relatório recomendando uma maior regulamentação do ensino doméstico no Reino Unido
* Peter Kowalke, dos Estados Unidos, que foi educado em casa e produziu o filme Growing Without Schooling.
* Annette Taberner, portavoz da Education Otherwise, uma instituição sem fins lucrativos que apoia as famílias que educam os filhos em casa no Reino Unido
Aprender em casa é algo bastante comum nos Estados Unidos mas é ilegal na Alemanha e na Suécia, onde em breve um projecto-lei vai ser apresentado ao Parlamento que tornará o ensino doméstico impossível, a menos que a criança seja incapaz de frequentar a escola.
James Coomarasamy, de Europe Today, examina estas questões em pormenor, com contribuições de:
* Michael Steininger, correspondente da BBC, que entrevista uma família que educa os filhos em casa na Alemanha
* Ostberg Bertil, Secretário de Estado da Educação da Suécia
* Graham Badman, o autor de um controverso relatório recomendando uma maior regulamentação do ensino doméstico no Reino Unido
* Peter Kowalke, dos Estados Unidos, que foi educado em casa e produziu o filme Growing Without Schooling.
* Annette Taberner, portavoz da Education Otherwise, uma instituição sem fins lucrativos que apoia as famílias que educam os filhos em casa no Reino Unido
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Ensino domiciliar no noticiário
Há famílias que optam pelo ensino doméstico por causa das suas convicções, outras devido à violência escolar e outras porque não acreditam que as escolas têm a capacidade para lidar com as necessidades especiais dos filhos.
Deixando de lado os motivos, o facto é que cada vez mais famílias estão optando pela educação em casa. Segundo as regras actuais estas famílias não têm que prestar informações a ninguém sobre o que estão fazendo mas essas regras podem estar prestes a mudar.
O governo britânico está a considerar impôr controlos mais restritos aos pais-educadores depois de rumores que o ensino doméstico poderia ser usado para disfarçar casos de absenteismo escolar ou, em casos extremos, esconder o abuso de menores. Muitos pais sentem-se indignados com as sugestões e prometem resistir a quaisquer regulamentações. Eis a reportagem do nosso correspondente Peter.
Peter: Segunda feira de manhã e Holly e o irmão têm a sua primeira lição, biologia. Não há desculpas para atrasos: a lição é na sala e o professor é o pai deles, Mark. Hoje, Mark, de Leicester, está ensinando, além dos filhos, outras quatro crianças que, como eles, aprendem em regime de ensino doméstico. A Holly e o irmão Daniel nunca foram à escola mas os outros miúdos foram retirados do sistema de ensino.
Holly: Acho que é muito melhor sermos ensinados por uma pessoa e termos "aulas individuais" do que fazermos parte de uma turma de trinta e tal alunos.
Peter: Tens saudades da escola?
Alex: Não.
Peter: Não tens saudades nenhumas?
Alex: Não, porque, vês, a escola é na minha vila e todos os meus amigos que andavam comigo na escola moram na mesma rua que eu.
Mark: Não é que eu não confie nos professores. É que temos de confiar numa série de adultos que estão em contacto com os nossos filhos.
Tracy: Quando ensinamos as crianças individualmente ou em pequenos grupos, como fazemos normalmente no ensino domiciliar, então a qualidade da interacção é, na minha opinião, muito maior.
Peter: No mês passado, dezenas de famílias reuniram-se em Leicester para celebrar o ensino doméstico. Eventos semelhantes ocorreram em Birmingham, Telford, Hereford e Nottinghamshire. Cada vez mais crianças estão a ser educadas em casa. Ninguém sabe ao certo quantas, mas nos Midlands são talvez umas 12 000. Rob, ex-director de uma escola em Leicestershire, supervisiona famílias que optaram pelo ensino doméstico.
Rob: Há famílias que retiram os filhos da escola para evitarem o tribunal devido ao absenteismo escolar dos filhos. Isto acontece em ocasiões.
Peter: E por esse motivo acha que o ensino domiciliar precisa ser regulamentado.
Rob: Sim. O número de crianças educadas em casa está sempre a aumentar. As crianças que nunca frequentaram a escola nem estão debaixo do nosso radar, e ninguém sabe ao certo quantas pessoas estão a praticar o ensino doméstico.
Peter: E de acordo com o Sr Badman as coisas precisam ser mais estritas. Graham Badman conduziu uma revisão do ensino doméstico para o governo e preocupa-se principalmente com a mesma coisa, a salvaguarda das crianças. Badman propõe que todas as crianças em regime de ensino doméstico devem ser registadas na autarquia local, que um plano de ensino deve ser feito anualmente e, mais polémico, que os pais têm de permitir que os inspectores entrem em suas casas (e entrevistem seus filhos na sua ausência).
Ceri: Não há necessidade para aumentar as regulamentações. Nós não vemos inspectores visitando as crianças que têm menos de 5 anos, nem vemos funcionários públicos entrando pelas casas onde moram bebés para inspecionar o seu bem estar. Isso seria uma intrusão desnecessária na vida familiar.
Peter: O DSCF não aceitou a entrevista mas disse-nos que a maior parte dos pais que educa os filhos em casa faz um trabalho excepcional mas têm que balançar os direitos dos pais com o direito preeminente das crianças a uma educação decente num ambiente seguro. Um comité está agora a investigar o modo como a revisão foi conduzida.
Paul, membro do Parlamento: Algumas das propostas talvez sejam necessárias. Temos, por enquanto, o problema de que não há uma obrigação legal de registar as crianças. Por exemplo, se forem de uma zona para outra podemos perdê-las de vista, por isso há algumas questões relativamente à protecção de menores. Mas o que estão a fazer com o ensino doméstico é desproporcionado.
Peter: Os pais dizem que só querem que lhes deixem em paz para poderem continuar a educar os filhos em sossego e há até rumores sobre uma campanha de desobediência civil se o governo interferir.
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Transformando a aprendizagem em estilo de vida
Os argumentos a favor do ensino domiciliar III
Os argumentos das crianças e jovens educados em casa:A educação em casa não separa a aprendizagem da vida mas transforma-a num estilo de vida
Kerrin, 17 anos, de Hampshire
A vida é uma sala de aulas e aprender é muito mais do que livros e exames. Uma educação personalizada, relevante e contextualizada é algo que é realmente muito precioso.
Andy, 23 anos, residente na Nova Zelândia
Agora vejo que “escola em casa” é a expressão errada. A educação em casa tem a ver com a remoção da “mentalidade de escola” das nossas mentes e com o abraçar da educação como um simples aspecto da vida, integrando-a na maior parte dos aspectos da nossa vida - sem a necessidade de especificar que horas do dia estão reservadas para a "aprendizagem".
Jazmin, 15 anos, Oxfordshire
Eu adoro ser educada em casa e quero que todos compreendam como é que o unschooling funciona para que possam ver as suas vantagens e compreender como é que a interferência por parte do Estado só levaria a mudanças intrusivas e desnecessárias do nosso estilo de vida.
Chloe, 16, de West Sussex
Sou educada em casa mas este não foi sempre o caso; eu comecei a frequentar a escola aos 4 anos, como a maioria das outras crianças. Contudo, os meus pais retiraram-me de lá um pouco antes do meu 9º aniversário - eu estava muito estressada, ficando muito reclusa e dormindo mal, e os meus pais decidiram experimentar o ensino doméstico.
Para mim, aprender em casa era como se fosse um sonho maravilhoso, cheio de jogos, amigos de verdade de todas as idades que não me batiam nem gozavam comigo, e coisas diferentes para fazer todos os dias.
Eu fazia trabalhos formais - talvez 1 ou 2 horas, de manhã, quando a minha mãe pacientemente me ensinava geografia e matemática. E às vezes também aprendia com o meu pai à noite, embora de uma maneira menos formal: aconchegados no sofá, conversávamos sobre ciência e o sentido da vida.
O resto do tempo era passado lendo livros no meu quarto, ajudando a minha mãe na cozinha, apanhando bichinhos no jardim, convivendo com amigos de todas as idades e backgrounds, trepando árvores, participando nos eventos organizados pelo nosso grupo do ensino doméstico, frequentando clubes (ginástica, danças folclóricas, etc), e fazendo uma série de outras actividades. Posso sinceramente dizer que não passei um momento de tédio!
Porém, depressa voltei para a escola, a tempo parcial, para fazer o último ano da primária. Os meus pais acharam que não me podiam ensinar a nível do secundário e queriam facilitar o processo do regresso à educação institucional.
Fui falar com o director de uma escola perto da nossa casa e chegámos a um acordo em relação aos termos da minha presença - eu iria à escola 3 dias por semana, ajudaria a turma da pré-primária uma vez por semana, só faria os trabalhos de casa que achasse interessantes e usaria o uniforme da escola com a minha bandana (a que estava muito apegada naquela época).
Lembro-me do receio que senti ao pensar que se calhar não iria estar ao nível das outras crianças, pelo menos nas áreas em que não tinha estudado muito. Essas preocupações eram infundadas: eu estava no topo da classe em tudo! Pela primeira vez, também fiz algumas amizades através da escola, embora fossem muito mais inconstantes do que as amizades entre os jovens educados em casa, e um pouco previsíveis por serem todos da mesma idade...
Nos dias em que não ía à escola a minha vida manteve-se inalterada, com o mesmo fluxo de trabalho e lazer. No final do ano fiz os exames e passei com óptimas notas. Ganhei uma bolsa de estudos para uma pequena escola privada só para meninas. Escolhi essa escola porque as turmas eram pequenas - 12 alunas em cada classe.
Assim, comecei a frequentar a escola em tempo integral. Não funcionou. A classe inteira era estritamente cristã e muito mais rica do que eu. Quase todas as meninas já tinham seus grupos de amigos bem estabelecidos e embora inicialmente não tivesse sido vítima de violência escolar não me consegui relacionar com nenhuma das minhas colegas, e as meninas no ano seguinte não queriam ser vistas com meninas mais novas que elas.
Quanto ao ensino, não estava adequado ao meu calibre, nem podia estar - de todas as minhas colegas, só 2 não tinham necessidades especiais, e 3 tinham dificuldades de aprendizagem graves. Tive de suportar lições de uma simplicidade que só me entorpecia a mente: o trabalho era fácil mas, se acabasse depressa só me davam mais trabalhos do mesmo tipo. Aprendi a trabalhar devagar e a manter a minha cabeça baixa, mas não estava feliz.
No final do ano os meus pais deixaram-me pedir a transferência para uma escola diferente e no início do 8º ano entrei para uma escola secundária normal - uma escola grande para raparigas perto de um dos bairros sociais da cidade.
Foi outro desastre. Não reconheceram a minha capacidade e colocaram-me inicialmente num grupo muito fraco. Depois, com grande firmeza, ignoraram as minhas queixas sobre a violência escolar de que era vítima. Eu andava cheia de tédio, mesmo quando me mudaram para o grupo mais avançado, e não tinha amigas porque não estava interessada nas mesmas coisas que as minhas colegas, e elas não gostavam de mim porque eu não encaixava. Depois do 2º período fiquei doente devido ao estresse e a escola ainda não tinha feito nada para acabar com o bullying. Relutantes, os meus pais, uma vez mais, retiraram-me da escola.
Levei cerca de 6 meses a recuperar dessa experiência, a aprender que podia confiar nos outros e a recuperar o amor à aprendizagem. Depois decidi estudar para o exame de ciências do 11º ano e acabei fazendo o de matemática também porque por engano o meu pai inscreveu-me em ambos. Tendo estudado por menos de um ano, fiz os exames numa escola aqui perto e tive notas óptimas nos dois.
Depois decidi começar a estudar física e matemática do 12º ano. Fiz os exames 2 anos mais cedo do que o normal. Ah, e também fiz latim do 11º ano. Paralelo a tudo isso fiz outros estudos menos estruturados, aprendi alemão com uma amiga da nossa família e fui a vários eventos organisados pelo nosso grupo do ensino doméstico. O ritmo da vida era fácil, o espírito era inquisitivo e sociável.
Agora que terminei os exames com excelentes resultados podia continuar a fazer outras disciplinas do 12º ano mas duvido - estou mais interessada nos cursos de curta duração oferecidos pela Universidade Aberta. Além disso, agora tenho dois empregos – ensinando matemática e inglês, e pesquisando para um livro. E também ando muito ocupada com o meu trabalho como presidente do Home Educated Youth Council, com o movimento cidades em transição e com o curso de taquigrafia.
Adicionem a isso os meus estudos não-progressivos - eu escrevo, toco piano, desenho, faço jóias, cozinho, etc. -, os meus amigos (espalhados por todo o país mas ainda visitados regularmente) e todos os projectos para o futuro - experiência de trabalho em duas fazendas leiteiras, um curso de açougue, aprender alfaiataria e a trabalhar o couro, escrever um romance, fundar a minha própria escola e aprender carpintaria - e torna-se óbvio que realmente não tenho tempo para seguir a rota mais tradicional ou planejar o que fazer a seguir.
A minha educação pode não ser a do currículo nacional, mas isso não parece estar a prejudicar as minhas perspectivas. E não tenho que me submeter àquele tédio entorpecedor que experimentei na escola. Tenho interesses demais para seguir um caminho pré-definido e adoro ter uma interacção social variada.
Assim, para mim, a educação em casa é ideal. Permite-me adquirir uma educação excelente apesar da minha vasta gama de interesses. E as qualificações que não tenho? Bem, eu confio que o meu comportamento irá demonstrar a minha competência, e deixarei que as pessoas me julguem pelo que sou e não pelos papéis que acumulei.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Um meio social mais amplo e diversificado...
Os argumentos a favor do ensino domiciliar III
Os argumentos das crianças e jovens educados em casa:O ensino doméstico dá acesso a um contexto social mais amplo e diversificado
Kerrin, 17 anos, de Hampshire
Como não estão apenas (ou predominantemente) na companhia de pessoas da sua idade, as crianças educadas em casa aprendem a relacionar-se confortavelmente com pessoas de todas as faixas etárias. Tenho um bom amigo que tem 47 anos e uma menina de 9 anos considera-me uma das suas melhores amigas - até já fui convidada a passar a noite na casa dela! Tenho amigos que andam na escola, amigos que estão na universidade e amigos que são educados em casa. Tenho amigos em vários países, amigos cristãos e amigos sikhs, e amigos que não seguem nenhuma religião.
Hannah, 15 anos, de Cambridgeshire
Pensa-se frequentemente que as crianças educadas em casa são privadas de uma boa vida social, mas a minha experiência é completamente o oposto. Eu tenho uma óptima vida social, tal como a da maioria, ou até de todos, os meus amigos educados em casa. Todas as semanas participo no grupo do ensino domiciliar, no grupo de jovens, na igreja e geralmente em várias outras coisas, como grupos de encontro e assim por diante. Tenho muita facilidade de falar com pessoas que não estão na mesma faixa etária que eu.
Jo, 20 anos, de Hampshire
Eu fui educada em casa durante o ensino secundário mas frequentei um colégio part-time para fazer algumas cadeiras do 11º ano. Agora estou na universidade. Em retrospecto, acho que certas disciplinas são mais dificeis de fazer em casa, por exemplo, educação física e química. Por outro lado, temos a oportunidade de focalizar nas áreas que mais nos interessam e fazer projectos nessas áreas. De certa forma, podemos acabar "vivendo numa bolha", da qual um dia temos que sair. Mas a verdade é que quando fui para a universida não tive quaisquer problemas de socialização. Pode ser que seja devido ao facto de eu ser, por natureza, uma pessoa razoavelmente social, mas a educação em casa não me afetou de forma negativa. E pode até ter-me ajudado porque estou sempre disposta a falar com qualquer pessoa!
Continua aqui.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Fortalecendo os laços familiares ...
Os argumentos a favor do ensino domiciliar III
Os argumentos das crianças e jovens educados em casa:A educação em casa fortalece os relacionamentos familiares
Kerrin, 17 anos, de Hampshire
Um dos resultados do ensino domiciliar é que pais e filhos têm a oportunidade de partilhar suas vidas e por essa razão têm um melhor entendimento entre si. Os pais estão mais envolvidos na vida dos filhos adolescentes, tornando-se seus guias e mentores durante esse período crucial. E os irmãos têm a oportunidade de aprender a serem bons amigos apesar das diferenças de personalidade entre si. Os irmãos mais velhos tendem a envolver-se na educação dos irmãos mais novos. Eu tenho ajudado a tomar conta e a educar as minhas irmãs e, como resultado, tenho uma relação muito próxima com elas.
Jack, de 4 anos, de Londres
Eu acho que a educação em casa é muito legal porque gosto de estar com minha mãe. E gosto das coisas que fazemos fora de casa.
Toby, 18 anos, da Escócia
Como gostava de física, li muitos livros e resolvi estudar a matéria do 11º ano sozinho. Se tivesse frequentado a escola teria tido dificuldades devido à natureza estruturada do curso. Este ano resolvi não me candidatar a exames mas quando tenho tempo livre sento-me muitas vezes com o meu irmão de 10 anos conversando sobre física. Ele está a começar a ficar interessado: quer saber como é que as coisas funcionam e compreender o mundo que lhe rodeia. Na idade dele isto não seria viável na escola.
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Desenvolvendo habilidades essenciais à vida...
Os argumentos a favor do ensino domiciliar III
Os argumentos das crianças e jovens educados em casa:A educação domiciliar reforça o desenvolvimento de habilidades essenciais à vida
Kerrin, 17 anos, de Hampshire
Como o ensino doméstico é centrado no lar e na vida de família, as crianças aprendem as competências necessárias à vida de uma forma natural e relevante, vendo que os pratos têm que ser lavados, que os irmãos mais novos precisam de assistência e que o jardim precisa de ser cuidado. Eu e os meus irmãos somos muito eficientes em todas as tarefas domésticas, o que vai ser muito útil quando um dia tivermos a nossa própria casa.
Hannah, 15 anos, de Cambridgeshire
Eu tenho aprendido muito e não só em termos acadêmicos. Tenho desenvolvido também competências essenciais à vida, como por exemplo cozinhar, limpar, cuidar de bebês e dos mais pequeninos (dois dos meus irmãos nasceram depois de eu ter começado o ensino domiciliar), e assim por diante.
Aprendi que educação não é uma tarefa mas um estilo de vida. Agora gosto muito mais de aprender do que quando andava na escola. Eu aprendo não só a partir de livros mas também com as situações que ocorrem e as pessoas à minha volta. Às vezes um passeio no parque pode ser tão educativo como a leitura de um livro didático. No ano passado, porém, candidatei-me aos exames de matemática e literatura inglesa do 11º ano e tirei muito boas notas em ambos. A educação em casa é, na minha experiência, uma maneira magnífica de aprender e estou muito grata aos meus pais por se terem disponibilizado a ensinar-me em casa.
Daniel, 21 anos, de Londres
Sendo de uma família numerosa, diria que aprendi as habilidades referidas frequentemente como necessárias à vida. Lavar os pratos, ajudar na limpeza da casa e a cuidar do jardim, tudo isso eram coisas que faziam parte da nossa rotina diária. Se estivesse fora de casa das 8 às 15 horas dia após dia, como a maioria das crianças, não teria tido tempo nem a energia necessária para o desenvolvimento dessas competências.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Aprendendo ao seu próprio ritmo...
Os argumentos a favor do ensino domiciliar III
Os argumentos das crianças e jovens educados em casaO ensino domiciliar permite que as crianças se desenvolvam ao seu próprio ritmo, de acordo com as suas aptidões e habilidades únicas.
Kerrin, 17 anos, de Hampshire
Como o currículo é personalizado, a ênfase pode ser colocada nas suas características únicas, nos seus talentos individuais, nas suas capacidades cognitivas e nos seus interesses. O ritmo a que as competências são desenvolvidas pode ser definido de acordo com cada indivíduo. Enquanto alguns têm maior inclinação para o trabalho intelectual (e em casa podem avançar mais rapidamente do que na escola), outros precisam de mais tempo para desenvolver competências acadêmicas. Entretanto, podem desenvolver outros talentos como a música, arte, dança e/ou desportos.
Por exemplo, a matemática nunca foi o meu forte. Os meus pais ficavam tão exasperados que desistiram; deixaram de tentar ensinar-me matemática quando eu tinha 9 anos.
Se eu tivesse ido para a escola teria tido problemas porque não me conseguia concentrar nos trabalhos acadêmicos por mais de 15 minutos de cada vez e tinha muita necessidade de movimento. Teriam concerteza feito com que eu me sentisse um fracasso, e é sempre difícil sentirmo-nos diferentes do resto do grupo. Mas em vez de verem a minha quantidade enorme de energia como um problema, os meus pais incentivaram-me a usar essa energia de forma construtiva - em aulas de equitação, de desportos aquáticos e natação; também andava muito de bicicleta, cozinhava e brincava muito.
Além disso, desenvolvi os meus talentos artísticos. Na época, a minha mãe tinha uma amiga que era professora de arte numa escola da nossa zona. Além de me dar aulas particulares, ela deixava-me ir às aulas que dava nessa escola. Tive bastante sucesso com a minha arte e acabei ganhando uma série de prêmios.
Quando entrei na adolescência, apercebi-me da necessidade de certas disciplinas acadêmicas. Assim, aos 14 anos, juntei-me a um grupo de 10 alunos educados em casa que se estavam a preparar para os exames do 11º ano de artes de teatro. No início achei a carga de trabalho dificil porque não estava acostumada a ter prazos para escrever redações. No entanto, o professor deu-me muito apoio e desafiou-me a superar os meus medos. Nove meses depois fizemos o exame e eu passei! Fiquei felicíssima! Para mim, passar esse exame foi importante, um triunfo, um símbolo de superação de algo que no passado havia sido problemático. Tinha sido a minha primeira prova escrita e eu estava preparada para ela, para tomar responsibilidade pelos meus estudos e pelos meus altos e baixos.
Tendo feito essa cadeira do 11º ano, fiquei confiante da minha capacidade de fazer outras. Assim, no ano seguinte, completei mais duas disciplinas com notas ainda melhores. Agora estou a estudar literatura e matemática, a minha velha inimiga... estou a preparar-me para outro exame.
No entanto, os exames do 11º ano não têm sido o foco mais importante da minha vida. Eu adoro cavalos e por isso tenho-me concentrado muito mais nos meus estudos equinos (com a British Horse Society e estudando Parelli Natural Horsemanship) e nos meus 6 cavalos.
Acho que aquela ideia de que "quando o aluno está pronto, o professor aparece" contém muita verdade. Por que é que a nossa sociedade coloca as crianças sob tanta pressão para estudar isto ou aquilo quando elas ainda não estão prontas para essas disciplinas? Não quero dizer com isto que as disciplinas são más ou que as crianças não estão interessadas nelas, mas o timing pode estar completamente errado.
Beth, 11 anos, de Leicestershire
A educação domiciliar libertou-me. Agora sou capaz de aprender de verdade, em vez de ficar para ali sentada numa sala onde não aprendo nada e depois ouví-los ralhar comigo por me ter esquecido do que disseram. Na escola eles são uns bullies: intimidam-nos para aprender e intimidam-nos se não aprendemos.
Toby Williams, de 18 anos, da Escócia
Eu fui educado em casa dos 7 aos 16 anos. A minha situação talvez seja um pouco diferente do normal porque aprendi em casa até ao 11º ano mas depois frequentei a escola para fazer apenas uma disciplina, a matemática; estudei física e história do 11º ano sozinho.
Tendo obtido bons resultados em todas as disciplinas (também me tinha candidatado a 3 exames no ano anterior) fui estudar para um college e saí de lá 2 anos depois com qualificações decentes e um lugar na Universidade de Strathclyde para fazer uma licenciatura em Engenharia Civil.
Eu diria que o ensino doméstico preparou-me muito bem para o curso que queria fazer. Devido à sua flexibilidade, deu-me a oportunidade de estudar as disciplinas que eu gostava. Olhando para trás, acho que a educação em casa resultou muito bem comigo porque me deu a liberdade e, portanto, a confiança para fazer o que eu queria realmente fazer.
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