MEC lança campanha de astrologia para alunos na internet, mas deleta posts logo depois de críticas de leitores de que tal campanha nasceu da influência de Olavo de Carvalho, que tem histórico de astrólogo, no ministro da Educação
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Documentário: Class Dismissed
Seja a falta de financiamento, a necessidade de despedir professores, a violência escolar... estas são as notícias sobre a escola pública... e as notícias não são boas!
Quando o sistema falha
Sou professora, e quando me perguntei se gostaria de ver os meus filhos na minha escola e vi que a resposta era "não", o meu mundo ruiu.
É fácil perder a esperança
A escola deveria preparar as crianças para "o mundo real" mas na prática não lhes deixamos participar no "mundo real" durante o tempo que permanecem nestas instituições.
Existe outra opção
Penso que muitos pais estão chegando à conclusão de que a escola não está a resultar, e que têm de fazer algo diferente.
Homeschooling
O que temos de fazer é proporcionar muitas experiências educacionais aos nossos filhos e ajudá-los a descobrir os seus próprios talentos. Essa é a promessa do ensino domiciliar.
Para mim, é uma atitude em relação aos nossos filhos, ao modo como queremos apoiar a sua aprendizagem.
As pessoas que realmente querem fazer o ensino doméstico arranjam sempre maneira de o fazer.
Abrindo um pouco as nossas mentes conseguimos criar uma situação adequada à unicidade de cada família.
Eu nunca vi o aprendizado como algo separado da vida.
O objectivo do homeschooling não é a criação de recursos humanos, é o próprio percurso.
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Citações: Gandhi, sobre a educação

É uma grossa superstição supor que o conhecimento só pode ser obtido em escolas e faculdades. O mundo produziu estudantes brilhantes antes das escolas e faculdades terem surgido. Não há nada tão enobrecedor ou duradouro como o auto-estudo. Escolas e faculdades fazem da maioria de nós meros receptáculos das superfluidades do conhecimento. O trigo é jogado fora e apenas a casca é assimilada. Não quero depreciar escolas e faculdades em si. Elas têm o seu uso. Mas estamos exagerando muito aquilo que são. Elas são apenas um dos muitos meios de adquirir conhecimento.
A verdadeira dificuldade é que as pessoas não fazem ideia do que a educação realmente é. Nós avaliamos o valor da educação do mesmo modo que avaliamos o valor dos terrenos ou das acções na bolsa de valores. Queremos fornecer apenas o tipo de educação capaz de capacitar o aluno a ganhar mais.
***
A verdadeira educação consiste em extrair o melhor de si mesmo. Que melhor livro pode haver do que o livro da humanidade?
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domingo, 26 de dezembro de 2010
Austrália: perseguido por educar em casa
Na Austrália, um pai-professor é perseguido pelo Estado.
Caro Sr. Wilson,
Como pode ver, estou completamente convencido da existência de problemas muito sérios nas escolas públicas. Estudos realizados em Queensland também mostram que essa é a razão principal que leva as famílias a praticar o homeschooling. Estimativas recentes colocam o número de homeschoolers em Queensland acima dos 11 000.
Eu já lhe escrevi sobre este assunto várias vezes, e também pedi uma reunião consigo. Tentei colocá-lo em contato com pais cujos filhos foram brutalmente maltratados nas escolas que frequentavam. Tudo isto em vão. As últimas cartas que enviei não foram respondidas e sua recepção não foi acusada.
A única resposta do seu departamento foi levar-me a tribunal por não enviar a nossa filha mais nova para a escola. De acordo com o polícia que veio a minha casa, ele tinha recebido ordens do Departamento de Educação de Queensland para nos acusar de não mandar a nossa filha, que tem 14 anos de idade, para a escola. Gostaria de sugerir ao Sr. Wilson que não é assim que se resolvem os problemas educacionais das escolas públicas.
Como sabe da minha correspondência consigo, eu sou um professor registrado em Queensland com 23 anos de experiência no ensino. Como sempre, estou disposto a colaborar consigo ou com os agentes do seu departamento num debate significativo sobre o homeschooling e a educação em Queensland em geral.
Gostaria que o Sr. e o seu departamento deixasse de nos perseguir, a mim e à minha família. Como disse, esta não é a maneira de resolver os problemas da educação em Queensland.
É escandaloso que eu, um professor totalmente qualificado e registrado em Queensland (Reg. n º. 127554), tenha sido levado ao tribunal por educar a minha filha fora da escola. O caso foi ouvido no Tribunal de Magistrados de Caboolture no dia 17 de Dezembro de 2010 às 09:00 hrs.
Não só sou um professor qualificado, como tive 23 anos de experiência no ensino, tanto no estrangeiro como na Austrália. Na Austrália ensinei em escolas estaduais e escolas privadas, e ensinei com TAFE durante 13 anos.
Por que é que estou sendo processado por educar a minha filha em casa, como se fosse um criminoso? Eu e a minha esposa educámos os nossos 9 filhos em casa e, até agora (depois de 23 anos de educação em casa), a polícia e o Departamente de Educação de Queensland não demonstraram interesse nenhum no facto de praticarmos o ensino domiciliar.
A nossa filha vai ultrapassar a idade da escolaridade obrigatória daqui a 4 meses. Por quê esta súbita insistência de a mandar para a escola? O Departamento de Educação de Queensland diz que mandá-la para a escola é no melhor interesse dela. Eu contesto isto veementemente.
Como professor, sei o valor de uma boa educação. Depois de educar os nossos filhos em casa durante cerca de 15 anos, enviámos todos eles para a TAFE para continuarem sua educação. Todos se destacaram. De facto, um deles ainda mantém o recorde como o digitador mais rápido, 91 palavras por minuto, com 98,6% de precisão.
Dois frequentaram a universidade, um está prestes a completar uma licenciatura. Dois dos nossos filhos têm e gerem suas próprias empresas com muito sucesso. Duas das nossas filhas são enfermeiras muito apreciadas por seus supervisores.
Porquê esta "caça às bruxas" contra mim e minha família? O Departamento de Educação de Queensland devia-nos perguntar "Como conseguiram isso?" De facto, os nossos amigos, vizinhos e outras pessoas perguntam: "Qual é o vosso segredo?" A nossa resposta é uma simples palavra: homeschooling. O homeschooling deu-nos a oportunidade de passar tempo em família, tempo de qualidade. Por causa do homeschooling somos uma família unida e feliz.
Por outro lado, a evidência é esmagadora; as escolas do governo de Queensland são um fracasso absoluto. Como ex-professor da TAFE, lembro-me de nós, professores, ficarmos horrorizados com as entradas anuais dos alunos do 10 ano. Cerca de 10 a 15% eram praticamente analfabetos, mas muitos tinham notas acima da média em inglês. Eu sei que isto é verdade; ensinei inglês comercial (comunicação). A aritmética deles estava ao nível da 3a classe. Sei que isto é verdade, pois pediram-me para ensinar matemática de reparação e vi por mim mesmo.
Isto fez-nos pensar: o que será que fizeram durante seus 10 anos de escolaridade? No entanto, nós víamos que eram rapazes espertos e com vontade de aprender uma profissão. Claramente, o
sistema de educação de Queensland os falhou.
Por causa da sua falta de capacidades acadêmicas básicas (leitura, escrita e aritmética), alguns deles não têm a possibilidade de arranjar emprego. Creio que uma das principais razões para as altas taxas de desemprego na nossa juventude é esta, a incompetência na leitura, escrita e aritmética. Obviamente, eu e a minha esposa não queremos que isso aconteça com a nossa filha, especialmente depois dos irmãos terem tido tanto sucesso com o ensino doméstico.
Nas escolas estaduais de Queensland não existem padrões. Lembro-me de me dizerem que "todos os alunos devem passar". É de admirar que as escolas de Queensland obtiveram as notas mais fracas nos recentes testes nacionais? Mas existem outros problemas com as escolas de Queensland. Numa das escolas em que ensinei descobriram que um funcionário estava vendendo drogas aos alunos. Todos nós, professores, ficámos repugnados quando o director se recusou a chamar a polícia e o funcionário continuou a vender drogas aos estudantes.
Noutro caso, também numa escola em que estava ensinando, um estudante ameaçou um professor com uma faca e depois ameaçou diretamente o director. O director recusou-se a fazer qualquer coisa. Foi só quando os professores pressionaram o director que, finalmente, o Departamento de Educação de Queensland o transferiu para outra escola. Nós informámos essa escola sobre o aluno. Eles, obviamente, ficaram tão repugnados como nós, mas os burocratas do Departamento de Educação de Queensland asseguraram: "Ele não é nenhum perigo para ninguém!" (Bem, para eles não era concerteza um perigo!).
(...)
No entanto, nos últimos anos, o bullying (assédio moral) é que se tornou a maior preocupação pra os pais e os filhos. Como presidente da Associação de Homeschooling de Queensland recebo telefonemas de pais (quase sempre das mães) falando sobre os filhos voltando repetidamente para casa com sangue no nariz, camisas rasgadas, olhos negros, pontapés nas virilhas, cabeças esmagadas contra a parede, etc, etc. Estas mães sentem-se desesperadas e não sabem o que fazer.
Relatam as agressões às autoridades da escola, às vezes repetidamente, ano após ano, apenas para ouvirem que "o bullying não existe nas nossas escolas, porque temos programas anti-bullying". Ou "o seu filho tem de aprender a viver no mundo real ". Ou "ele atrai intimidação por causa do comportamento". Ou "o bullying faz parte do processo de socialização". Ou "ele está mentindo". Aparentemente, o nariz sangrando não é prova suficiente. E assim por diante. No seu desespero, telefonam-me. Agora temos grupos de homeschoolers que se reunem semanalmente - todos eles me conhecem e é por isso que o meu nome é conhecido por milhares de homeschoolers.
Eu aconselho-os a enviarem os filhos para uma escola privada, mas, infelizmente, como geralmente não existem escolas particulares na sua área, a única alternativa é o ensino domiciliar.
E assim ajudo-os a entrarem em contacto com outros homeschoolers na sua área. Também lhes digo onde podem comprar bons livros didáticos. (Tenho confirmado ao longo dos anos que os livros didáticos utilizados nas escolas estaduais são de péssima qualidade e no entanto existem livros excelentes facilmente disponíveis.) Envio-lhes também outras informações para ajudá-los com o homeschooling.
Além disso, eu e a minha esposa convidamos-lhes sempre para virem a nossa casa falar sobre o homeschooling e receber apoio na sua nova empreitada. Tenho orgulho de dizer que desta forma fui capaz de ajudar milhares de homeschoolers em Queensland ao longo dos últimos 24 anos.
Como nestes casos os pais geralmente recebem cartas do Departamento de Educação com ameaças de multas e tribunal a menos que os filhos voltem para a escola, eu também lidei com muitos destes casos, falando com as respectivas autoridades.
O meu apelo é: "vocês gostavam de ir para o trabalho sabendo que a qualquer momento podiam receber um murro no nariz, pontapés nas virilhas, etc?" Eles respondem, 'esse problema não é nosso, os pais têm que obedecer à lei e mandar os filhos para a escola '. Não estão dispostos a entrar num diálogo significativo. Depois de muitas reuniões, cheguei à conclusão que as escolas públicas de Queensland são geridas por burocratas frios e insensíveis. Agora, um desses burocratas mandou a polícia a iniciar um processo de acusação contra mim, por ter decidido educar a minha filha mais nova em casa. E assim repito que o problema com a educação em Queensland não são os professores, não é o dinheiro, mas é a burocracia.
(...) muitos pais em Queensland voltam-se para o homeschooling mais por desespero do que por vontade. Que pais aguentariam ver seus filhos e filhas espancados várias vezes?
O tipo de agressões brutais que ocorrem nos pátios das escolas resultariam em prisão se fossem cometidos por adultos. Nosso sistema de justiça tem sentenças de 6-7 anos para "assaltos que causam danos físicos". A mesma justiça não existe para os cidadãos mais novos e vulneráveis. Nós abandonamos crianças de 5 e 6 anos de idade a bullies brutais com o dobro do seu tamanho e idade e chamamos a isso "socialização".
Ao longo dos anos, tenho escrito várias cartas a vários ministros de educação em Queensland. Tentei colocá-los em contato com mães cujos filhos tinham sido vítimas de violência escolar. Tentei organizar reuniões com eles. Eles, pura e simplesmente, não estavam interessados. Tal como os seus burocratas, insistiram que o bullying não era um problema porque programas anti-bullying haviam sido implementadas. Falei com os burocratas do Departamento de Educação e tentei explicar por que acreditamos que o homeschooling é a melhor opção para a nossa filha, mas desligaram o telefone na nossa cara. E agora as minhas cartas ao Ministro da Educação não tiveram resposta.
Estou disposto, como pai de 9 filhos educados em casa com sucesso, a conversar com o Departamento de Educação sobre maneiras de melhorar as nossas escolas e desenvolver um relacionamento construtivo entre as escolas e os pais que educam os filhos fora do sistema. Mas parece que o Departamento de Educação está interessado apenas no controle e na sua auto-preservação; uma educação eficaz e de qualidade parece ser a menor das suas prioridades.
E os críticos do seu império burocrático, esses, eles tentam silenciar com visitas da polícia, multas e tribunais. Não é com este tipo de abordagem que se resolvem os problemas na educação.
Educação em casa é adequada e eficiente.
Escolarização em massa é inadequada e ineficaz.
Update: Depois de ter aparecido no tribunal no dia 17 de Dezembro o meu processo judicial foi adiado para 21 de Janeiro de 2011. Tive de contratar advogados: parece que levar os críticos à falência é um dos métodos usados pelo departamento de educação para silenciar seus críticos. Acho isso deplorável.
Links
Home schooling a refuge from bullying
Dad tests schooling law
Australia: Home-school registering too tough
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Livro: A Doença da Escolaridade Obrigatória

A Doença da Escolaridade Obrigatória: como as crianças absorvem valores fascistas, por Chris Shute
Este livro não é um livro escrito por um perito a fim de influenciar o pensamento de outros especialistas. É um livro baseado na experiência acumulada por um professor.
Digam o que disserem, as escolas estão a inculcar hábitos de subserviência na maioria dos jovens. E há argumentos sedutores para mantermos as crianças sob um controle estrito: torna-as mais fáceis de manusear, o que agrada os pais, enquanto que a sociedade em geral sente-se mais descansada, pois parece tornar mais segura e previsível a tarefa de tomar responsabilidade pela educação das crianças. No entanto, ao crescerem, muitos estudantes tornam-se taciturnos, anti-sociais e "filisteus"[1]. O processo parece ser satisfatório, mas os resultados são deploráveis.
Depois de 25 anos como professor, Chris Shute viu que estava envolvido numa forma microcósmica de fascismo. O livro demonstra como a escolaridade obrigatória, com seu imposto aparato de disciplina e controle, é perigosa para a saúde mental e o desenvolvimento social das crianças, e é de facto a causa de muitos problemas sociais que alega curar.
Shute tem a esperança de que um dia as crianças terão a possibilidade de utilizar as escolas como acha que estas deveriam ser usadas, como lugares onde qualquer pessoa que queira ajuda nos seus estudos possa recebê-la. Até então, Shute limita-se a comentar sobre as escolas tal como são actualmente, desafiando-nos a considerar a possibilidade de que o seu regime escraviza as mentes das crianças em vez de as libertar.
Fonte: aqui e aqui
[1] Wikipedia: Filistinismo é um termo pejorativo usado para descrever uma certa atitude ou conjunto de valores. Neste sentido, filisteu é a pessoa que despreza ou desvaloriza a arte, beleza, conteúdo intelectual ou os valores espirituais. São pessoas materialistas e a favor dos valores sociais convencionais, que assimilam sem pensar.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Documentário: Corrida para Lado Nenhum
Já nem me lembro da última vez que tive tempo para ir para o jardim brincar
A escola pressiona tanto que todos os dias acordo cheio de pavor
Receio que os nossos filhos um dia nos levarão para o tribunal por lhes termos roubado a infância e a juventude
Os nossos filhos andam numa correria louca, para serem os mais espertos
Eu perco 6 hrs todas as noites com os trabalhos para casa
Temos de entrar para as melhores escolas
Temos que fazer exames, ser entrevistados
Chegámos a um extremo e estamos todos presos nisto
Para atingir o mais possivel
Se não ganhamos montes de dinheiro é porque algo correu mal
A pressão vem das escolas, dos pais, do governo, mas tem que acabar
Agora temos de ter sucesso, temos de ter boas notas para entrarmos para uma boa escola
A competição é forte
Todos querem que sejamos super heróis
Temos medo dos pais
Porque o meu filho precisa de arranjar emprego
Como é que podemos aprender e ter sucesso quando nem sequer podemos errar?
Mas na corrida para ser o melhor, os nossos filhos estão pagando o preço
Estamos dedicando toda a nossa vida às boas notas
Temos que ser espertos e estar envolvidos nas artes
Tenho treino de futebol todos os dias
E depois, em cima disso tudo, temos que fazer os trabalhos de casa
Produzir, produzir, produzir
é impossível!
Eu não consegui aguentar
Tive episódios de depressão por sentir-me tão inundada
Tive um esgotamento nervoso
Na nossa área 6 jovens suicidaram-se
os nossos alunos estão sob pressão para produzir trabalho; mas não estão sob pressão de aprofundar conceitualmente os seus conhecimentos
Coisas que levam os alunos a pensar são postas de lado
Os miúdos chegam cheios de criatividade e sede de aprender; deixemos de destruir seu espírito
Precisamos repensar o sistema
Precisamos redefinir "sucesso" para as crianças e jovens
O mercado de trabalho precisa de pessoas com pensamento crítico e capacidade de resolver problemas
Precisamos de descobrir como produzir seres humanos felizes, motivados e criativos
Corrida para lado nenhum
Links
Race to Nowhere
Race to Nowhere on Facebook
The Overscheduled Child
Parents Embrace Documentary on Pressures of School
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Homeschoolers criam "escola livre"
Na Inglaterra, um grupo de pais que educam os filhos em casa está a planear utilizar uma nova lei para criar a primeira "escola livre" do concelho.
As três mães que estão por trás do plano retiraram os filhos da escola pública e dizem que a sua futura escola para 60 alunos entre os 4 e os 16 anos de idade vai oferecer um tipo diferente de educação, e que esta não vai ser baseada no Currículo Nacional.
O Governo aprovou uma lei em Julho dando aos pais, instituições de caridade e empresas a possibilidade de criarem escolas apoiadas por fundos estatais, mas sem as usuais restrições.
Os pais-homeschoolers, que se reuniram com o primeiro-ministro para discutir os seus planos, esperam que a escola possa abrir em Setembro de 2011.
Louisa Nutt, 43, ex-professora que educa em casa os 2 filhos gêmeos de 5 anos, disse ter iniciado negociações para a aquisição das instalações.
Ela disse: "Cada família tem razões diferentes para educar em casa e quando surgiu a oportunidade de criarmos a nossa própria escola, isso pareceu ser bom demais para ser verdade. Vamos conseguir transmitir muitos dos nossos ideais. Gostaríamos de contratar professores mas manter os nossos fortes valores fundamentais, incluindo o envolvimento parental".
Susie Coul, 35, mãe de 3 filhos, disse que o Currículo Nacional, os testes, exames e o bullying foram as razões que a levaram a tirar os filhos da escola estadual. Disse: "Prefiro que os meus filhos não sejam submetidos a isso."
Fonte
As três mães que estão por trás do plano retiraram os filhos da escola pública e dizem que a sua futura escola para 60 alunos entre os 4 e os 16 anos de idade vai oferecer um tipo diferente de educação, e que esta não vai ser baseada no Currículo Nacional.
O Governo aprovou uma lei em Julho dando aos pais, instituições de caridade e empresas a possibilidade de criarem escolas apoiadas por fundos estatais, mas sem as usuais restrições.
Os pais-homeschoolers, que se reuniram com o primeiro-ministro para discutir os seus planos, esperam que a escola possa abrir em Setembro de 2011.
Louisa Nutt, 43, ex-professora que educa em casa os 2 filhos gêmeos de 5 anos, disse ter iniciado negociações para a aquisição das instalações.
Ela disse: "Cada família tem razões diferentes para educar em casa e quando surgiu a oportunidade de criarmos a nossa própria escola, isso pareceu ser bom demais para ser verdade. Vamos conseguir transmitir muitos dos nossos ideais. Gostaríamos de contratar professores mas manter os nossos fortes valores fundamentais, incluindo o envolvimento parental".
Susie Coul, 35, mãe de 3 filhos, disse que o Currículo Nacional, os testes, exames e o bullying foram as razões que a levaram a tirar os filhos da escola estadual. Disse: "Prefiro que os meus filhos não sejam submetidos a isso."
Fonte
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sábado, 4 de dezembro de 2010
O movimento anti-escola III
Primeira parte aqui.
Individualidade
O livro de Allan Bloom Closing of the American Mind (abre livro) é uma crítica à universidade contemporânea e ao modo como ela falha os seus alunos. Em grande medida, a crítica de Bloom anda à volta da sua crença que os Grandes Livros do Pensamento Ocidental têm sido desvalorizados como fonte de sabedoria. Martha Nussbaum e Harry V. Jaffa argumentaram que Bloom foi profundamente influenciado por Friedrich Nietzsche, que no século XIX escreveu:
Não há educadores. Como pensador, devíamos falar apenas sobre a auto-educação. A educação da juventude por outros é um experimento (...) ou um nivelamento (...) para fazer com que o novo caracter, seja ele qual for, se conforme aos hábitos e costumes prevalecentes.
Na década de 1940, o escritor e crítico inglês Herbert Read escreveu:
A humanidade é naturalmente diferenciada em vários tipos, e prensar todos esses tipos no mesmo molde tem inevitavelmente que levar a distorções e repressões. Deveria haver escolas de vários tipos, seguindo métodos diferentes e servindo diferentes tipos de personalidades. Pode se argumentar que até mesmo os estados totalitários deveriam reconhecer este princípio, mas a verdade é que a diferenciação é um processo orgânico, associações espontâneas de indivíduos para fins específicos. Dividir e segregar não é a mesma coisa que juntar e agregar. É precisamente o processo oposto. Toda a estrutura da educação, como este processo natural que imaginamos, cai aos pedaços se tentarmos fazer com que essa estrutura seja... artificial.
Avaliação
Em Sociedade sem escolas, Ivan Illich apela à desinstalação das escolas. Ele afirma que a escolaridade confunde o ensino com a aprendizagem, confunde as notas com a educação, os diplomas com a competência, a frequência com o sucesso e, principalmente, o processo com a substância. Diz que as escolas não recompensam o verdadeiro sucesso, apenas processos. As escolas inibem a vontade e capacidade de auto-aprendizagem que todos temos, resultando em uma impotência psicológica. Afirma que a escolaridade obrigatória perverte a inclinação natural das vítimas para o crescimento e aprendizagem, substituindo-as com a demanda de instrução. Além disso, o modelo actual de ensino, com seu sistema de credenciais, trai o valor do auto-didata. E mais, a escolaridade institucionalizada visa quantificar o inquantificável - o crescimento humano.
FIM
Individualidade
O livro de Allan Bloom Closing of the American Mind (abre livro) é uma crítica à universidade contemporânea e ao modo como ela falha os seus alunos. Em grande medida, a crítica de Bloom anda à volta da sua crença que os Grandes Livros do Pensamento Ocidental têm sido desvalorizados como fonte de sabedoria. Martha Nussbaum e Harry V. Jaffa argumentaram que Bloom foi profundamente influenciado por Friedrich Nietzsche, que no século XIX escreveu:
Não há educadores. Como pensador, devíamos falar apenas sobre a auto-educação. A educação da juventude por outros é um experimento (...) ou um nivelamento (...) para fazer com que o novo caracter, seja ele qual for, se conforme aos hábitos e costumes prevalecentes.
Na década de 1940, o escritor e crítico inglês Herbert Read escreveu:
A humanidade é naturalmente diferenciada em vários tipos, e prensar todos esses tipos no mesmo molde tem inevitavelmente que levar a distorções e repressões. Deveria haver escolas de vários tipos, seguindo métodos diferentes e servindo diferentes tipos de personalidades. Pode se argumentar que até mesmo os estados totalitários deveriam reconhecer este princípio, mas a verdade é que a diferenciação é um processo orgânico, associações espontâneas de indivíduos para fins específicos. Dividir e segregar não é a mesma coisa que juntar e agregar. É precisamente o processo oposto. Toda a estrutura da educação, como este processo natural que imaginamos, cai aos pedaços se tentarmos fazer com que essa estrutura seja... artificial.
Avaliação
Em Sociedade sem escolas, Ivan Illich apela à desinstalação das escolas. Ele afirma que a escolaridade confunde o ensino com a aprendizagem, confunde as notas com a educação, os diplomas com a competência, a frequência com o sucesso e, principalmente, o processo com a substância. Diz que as escolas não recompensam o verdadeiro sucesso, apenas processos. As escolas inibem a vontade e capacidade de auto-aprendizagem que todos temos, resultando em uma impotência psicológica. Afirma que a escolaridade obrigatória perverte a inclinação natural das vítimas para o crescimento e aprendizagem, substituindo-as com a demanda de instrução. Além disso, o modelo actual de ensino, com seu sistema de credenciais, trai o valor do auto-didata. E mais, a escolaridade institucionalizada visa quantificar o inquantificável - o crescimento humano.
FIM
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O movimento anti-escola
Uma pergunta comumente feita aos homeschoolers é: mas então vocês são anti-escola? A maioria responde que não, que não são anti-escola, que são, sim, a favor da liberdade na aprendizagem. Alguns preocupam-se com a violência escolar. A verdade é que o movimento anti-escola existe, e embora este movimento contra a escolaridade obrigatória não esteja necessariamente relacionado com o ensino doméstico, vale a pena estarmos a par dos seus argumentos. Por isso, resolvi traduzir o artigo que encontrei aqui. Espero que gostem!
Escola como sistema de controlo político
Um método de ensino sem currículo nem instrução foi defendido por Neil Postman e Charles Weingartner no seu livro Teaching as a Subversive Activity (abre livro). Na educação através do inquérito, os estudantes são incentivados a fazer as perguntas que são significativas para eles, perguntas que muitas vezes não têm respostas fáceis; os professores são encorajados a evitar dar respostas.
O filósofo Herbert Spencer fala sobre o despotismo inerente à educação:
Que significa dizer que o governo deve educar o povo? O povo deve ser educado porquê? Qual é o objectivo dessa educação? É óbvio que é para moldar as pessoas para a vida social - para torná-las bons cidadãos. E quem é que define "bons cidadãos"? O governo: não há outro juiz. E quem é que decide como produzir estes "bons cidadãos"? O governo: não há outro juiz. Daí, a proposição é convertível ao seguinte: o governo deve moldar as crianças em bons cidadãos, utilizando a sua própria definição de "bom cidadão" e decidindo a forma de se moldar as crianças. Tendo feito isso, tem de elaborar o sistema disciplinar que melhor produzirá o tipo de cidadão que concebeu. O governo é então obrigado a cumprir este sistema de disciplina até o fim. Porque, se não o fizer, permitirá que as pessoas se tornam diferentes daquilo que, na sua opinião, se devem tornar, falhando assim na obrigação que lhe diz respeito cumprir.
[é neste sentido que a socialização das crianças educadas fora da escola é questionada - a preocupação não é se elas estão felizes, se têm amigos, oportunidades para conviver e acesso a actividades de grupo; não, o problema é a possibilidade de não se transformarem no tipo de cidadão mais conveniente ao Estado, ou no tipo de recursos humanos mais úteis para a minoria que controla o governo]
Murray N. Rothbard argumenta que a história do motivo para a escolaridade obrigatória não é orientada pelo altruísmo, mas pelo desejo de forçar a população ao molde desejado pelo Estado [ver Education: free and compulsory].
John Caldwell Holt afirma que os jovens devem ter o direito de controlar e dirigir a sua própria aprendizagem, e que o actual sistema de escolaridade obrigatória viola um direito básico e fundamental do ser humano: o direito de decidir o que meter na nossa cabeça. Ele acha que a liberdade de aprendizagem faz parte da liberdade de pensamento, um direito humano ainda mais fundamental do que a liberdade de expressão. Em especial, ele afirma que a escolaridade obrigatória é uma grave violação das liberdades civis (Holt, 1974).
Nathaniel Branden diz que o governo não devia ser autorizado a retirar as crianças de suas casas à força, com ou sem o consentimento dos pais, e sujeitá-las a métodos e técnicas de ensino que os pais podem ou não aprovar. Diz que os cidadãos não deviam ter seus bens expropriados para suportar um sistema educacional com o qual podem ou não concordar, nem pagar a educação de crianças que não as suas. Afirma que qualquer pessoa que compreende o princípio dos direitos individuais vê que isto é verdade.
Continua aqui...
Escola como sistema de controlo político
Um método de ensino sem currículo nem instrução foi defendido por Neil Postman e Charles Weingartner no seu livro Teaching as a Subversive Activity (abre livro). Na educação através do inquérito, os estudantes são incentivados a fazer as perguntas que são significativas para eles, perguntas que muitas vezes não têm respostas fáceis; os professores são encorajados a evitar dar respostas.
O filósofo Herbert Spencer fala sobre o despotismo inerente à educação:
Que significa dizer que o governo deve educar o povo? O povo deve ser educado porquê? Qual é o objectivo dessa educação? É óbvio que é para moldar as pessoas para a vida social - para torná-las bons cidadãos. E quem é que define "bons cidadãos"? O governo: não há outro juiz. E quem é que decide como produzir estes "bons cidadãos"? O governo: não há outro juiz. Daí, a proposição é convertível ao seguinte: o governo deve moldar as crianças em bons cidadãos, utilizando a sua própria definição de "bom cidadão" e decidindo a forma de se moldar as crianças. Tendo feito isso, tem de elaborar o sistema disciplinar que melhor produzirá o tipo de cidadão que concebeu. O governo é então obrigado a cumprir este sistema de disciplina até o fim. Porque, se não o fizer, permitirá que as pessoas se tornam diferentes daquilo que, na sua opinião, se devem tornar, falhando assim na obrigação que lhe diz respeito cumprir.
[é neste sentido que a socialização das crianças educadas fora da escola é questionada - a preocupação não é se elas estão felizes, se têm amigos, oportunidades para conviver e acesso a actividades de grupo; não, o problema é a possibilidade de não se transformarem no tipo de cidadão mais conveniente ao Estado, ou no tipo de recursos humanos mais úteis para a minoria que controla o governo]
Murray N. Rothbard argumenta que a história do motivo para a escolaridade obrigatória não é orientada pelo altruísmo, mas pelo desejo de forçar a população ao molde desejado pelo Estado [ver Education: free and compulsory].
John Caldwell Holt afirma que os jovens devem ter o direito de controlar e dirigir a sua própria aprendizagem, e que o actual sistema de escolaridade obrigatória viola um direito básico e fundamental do ser humano: o direito de decidir o que meter na nossa cabeça. Ele acha que a liberdade de aprendizagem faz parte da liberdade de pensamento, um direito humano ainda mais fundamental do que a liberdade de expressão. Em especial, ele afirma que a escolaridade obrigatória é uma grave violação das liberdades civis (Holt, 1974).
Nathaniel Branden diz que o governo não devia ser autorizado a retirar as crianças de suas casas à força, com ou sem o consentimento dos pais, e sujeitá-las a métodos e técnicas de ensino que os pais podem ou não aprovar. Diz que os cidadãos não deviam ter seus bens expropriados para suportar um sistema educacional com o qual podem ou não concordar, nem pagar a educação de crianças que não as suas. Afirma que qualquer pessoa que compreende o princípio dos direitos individuais vê que isto é verdade.
Continua aqui...
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Afinal, quem não teria "fobia escolar"?
Uma psicóloga diz que é perfeitamente compreensível odiar a escola.
Deixo-vos o primeiro e o último paragráfos deste artigo escrito por Sarah Fitz-Claridge, que encontrei no site school survival.
"Fobia escolar" é um rótulo horrível para a resposta perfeitamente compreensível de algumas crianças ao facto de que são forçadas a frequentar a escola contra a sua vontade. Elas não têm fobias: tal como os objectores de consciência, que não são covardes, elas estão recusando - e, na maioria dos casos, de uma forma muito nobre. Ao longo dos anos, tenho conversado com muitos pais preocupados porque os filhos se recusam a ir para a escola. As atrocidades a que essas crianças foram submetidas em nome da "educação" mete-me nojo. E depois são rotuladas com um diagnóstico pseudo-médico com deliberadas conotações de 'doença mental' - com todo o estigma e a ameaça implícita (e não tão implícita) que acompanha o rótulo. A sua dissidência perfeitamente razoável, e a sua resistência desesperadamente corajosa a serem feridas e magoadas tem sido cinicamente redefinida como "dependência excessiva", "instabilidade psicológica" e "imaturidade."
[...]
Então eu, como adulta e psicóloga, quero dizer a todas as crianças que odeiam a escola: vocês não estão sozinhas. A maioria das pessoas também odeia a escola mas geralmente acham que não têm o direito de dizer uma coisas dessas, e muitas nem sequer têm arcaboiço para pensar nisso e por isso nem sequer sabem o que sentem sobre isso. Vocês não estão loucas - vocês não têm problemas psicológicos (embora possam vir a ter se ficarem na escola contra a vossa vontade!). E vocês não são más por quererem viver a vossa vida da maneira que acham melhor, e por fazerem o que acham correto - isso é o que toda a gente devia estar fazendo. Vocês não são o problema: a compulsão é o problema. Ser-se forçado a frequentar a escola é o problema.
Deixo-vos o primeiro e o último paragráfos deste artigo escrito por Sarah Fitz-Claridge, que encontrei no site school survival.
"Fobia escolar" é um rótulo horrível para a resposta perfeitamente compreensível de algumas crianças ao facto de que são forçadas a frequentar a escola contra a sua vontade. Elas não têm fobias: tal como os objectores de consciência, que não são covardes, elas estão recusando - e, na maioria dos casos, de uma forma muito nobre. Ao longo dos anos, tenho conversado com muitos pais preocupados porque os filhos se recusam a ir para a escola. As atrocidades a que essas crianças foram submetidas em nome da "educação" mete-me nojo. E depois são rotuladas com um diagnóstico pseudo-médico com deliberadas conotações de 'doença mental' - com todo o estigma e a ameaça implícita (e não tão implícita) que acompanha o rótulo. A sua dissidência perfeitamente razoável, e a sua resistência desesperadamente corajosa a serem feridas e magoadas tem sido cinicamente redefinida como "dependência excessiva", "instabilidade psicológica" e "imaturidade."
[...]
Então eu, como adulta e psicóloga, quero dizer a todas as crianças que odeiam a escola: vocês não estão sozinhas. A maioria das pessoas também odeia a escola mas geralmente acham que não têm o direito de dizer uma coisas dessas, e muitas nem sequer têm arcaboiço para pensar nisso e por isso nem sequer sabem o que sentem sobre isso. Vocês não estão loucas - vocês não têm problemas psicológicos (embora possam vir a ter se ficarem na escola contra a vossa vontade!). E vocês não são más por quererem viver a vossa vida da maneira que acham melhor, e por fazerem o que acham correto - isso é o que toda a gente devia estar fazendo. Vocês não são o problema: a compulsão é o problema. Ser-se forçado a frequentar a escola é o problema.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Mudar os paradigmas educativos
O vídeo anima parte de uma palestra dada por Sir Ken Robinson, um especialista em criatividade e educação de renome mundial.
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domingo, 3 de outubro de 2010
Livro: Armas de instrução em massa
Já vos tinha falado deste livro aqui: agora está disponivel online! Outro verdadeiro achado! Aqui fica um "saborzinho":
"Será que precisamos realmente da escola? Não me refiro à educação, apenas à escolaridade compulsória e obrigatória: seis aulas por dia, cinco dias por semana, nove meses por ano, durante doze anos. Será que esta rotina mortal é realmente necessária?
E, se for, é necessária para quê? Não me venham com a justificativa de ensinar leitura, escrita e aritmética, porque 2 milhões de crianças educadas em casa nos EUA provam que a frequência escolar não é necessária para isso."
Weapons of Mass Instruction by John Taylor Gatto
"Será que precisamos realmente da escola? Não me refiro à educação, apenas à escolaridade compulsória e obrigatória: seis aulas por dia, cinco dias por semana, nove meses por ano, durante doze anos. Será que esta rotina mortal é realmente necessária?
E, se for, é necessária para quê? Não me venham com a justificativa de ensinar leitura, escrita e aritmética, porque 2 milhões de crianças educadas em casa nos EUA provam que a frequência escolar não é necessária para isso."
Weapons of Mass Instruction by John Taylor Gatto
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Documentário: Escolarizar o Mundo
O que farias se quisesses mudar uma antiga cultura numa geração?
Mudarias a forma de educar os seus filhos.
O Governo dos E.U.A. sabia disto no século XIX, quando forçou as nativas crianças índias a frequentar as escolas públicas. Hoje, voluntários constroem escolas nas sociedades tradicionais de todo o mundo, convencidos de que a escola é a única forma de "melhorar" a vida das crianças indígenas.
Mas será que isso é mesmo verdade? O que é que realmente acontece quando substituímos a forma de aprender e compreender o mundo da cultura tradicional com a nossa? Escolarizar o Mundo investiga os efeitos da educação moderna nas últimas culturas indígenas do mundo.
"Um dia iremos olhar para trás e dizer:
Como é que poderíamos ter feito uma coisa destas?"
Fonte: Schooling the World
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
Razões para frequentar a escola
“Frequentar a maioria das escolas de hoje realmente traz o risco de prejudicar as crianças. Seja qual for o significado que a instrução possa ter tido no passado, para a maioria das crianças de nossa sociedade ela já não tem nenhum significado. A maioria dos alunos (e, por falar nisso, a maioria dos pais e professores) não é capaz de dar razões realmente convincentes para frequentar a escola.
As razões não podem ser discernidas na própria experiência escolar, nem as pessoas acreditam que aquilo que se aprende na escola será realmente utilizado no futuro. Tentem justificar a equação quadrática ou as guerras napoleónicas para um aluno de ensino médio de uma cidade do interior – ou para seus pais. O mundo real aparece em outro lugar: nos meios de comunicação, no mercado de trabalho, e com excessiva frequência no submundo das drogas, violência e crime. Muito, se não a maior parte, do que acontece nas escolas acontece porque é assim que acontecia nas gerações anteriores, não porque nós tenhamos bases lógicas convincentes para mantê-lo hoje. A afirmação muito comum de que a escola é basicamente um lugar de custódia em vez de educação contém um traço de verdade”.
Em “Inteligências Múltiplas: A teoria e a prática“, Howard Gardner
As razões não podem ser discernidas na própria experiência escolar, nem as pessoas acreditam que aquilo que se aprende na escola será realmente utilizado no futuro. Tentem justificar a equação quadrática ou as guerras napoleónicas para um aluno de ensino médio de uma cidade do interior – ou para seus pais. O mundo real aparece em outro lugar: nos meios de comunicação, no mercado de trabalho, e com excessiva frequência no submundo das drogas, violência e crime. Muito, se não a maior parte, do que acontece nas escolas acontece porque é assim que acontecia nas gerações anteriores, não porque nós tenhamos bases lógicas convincentes para mantê-lo hoje. A afirmação muito comum de que a escola é basicamente um lugar de custódia em vez de educação contém um traço de verdade”.
Em “Inteligências Múltiplas: A teoria e a prática“, Howard Gardner
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Prós e contras do homeschooling
Educação sim, mas não necessariamente na escola: alguns pais estão educando os filhos em casa. Estima-se que em Genebra centenas de crianças são educadas em casa. Mas será bom para as crianças, tanto do ponto de vista acadêmico como da perspectiva da socialização?
Entrevista com Beatriz Zumsteg, que trabalha no Departamento de Educação da Universidade de Zurique e não é a favor da ideia, e Joan Moy, representante da Associação do Ensino Domiciliar da Suíça. Ouvir aqui.
E aqui podem ler outro artigo sobre o unschooling.
Deixo-vos o último parágrafo:
"Nós vivemos no mundo real e todos os dias conversamos com pessoas de todas as idades e religiões. Nós aprendemos sobre muitos empregos diferentes, porque onde quer que vamos vemos pessoas a trabalhar. Questionamos tudo, porque queremos e podemos. Não fazemos as coisas que todo o mundo faz apenas porque toda a gente as faz. Nós fazemos o que achamos bem e nos faz sentir felizes. Somos pessoas felizes, e adoramos estar com a nossa família todos os dias - vivendo, aprendendo, crescendo. "
Entrevista com Beatriz Zumsteg, que trabalha no Departamento de Educação da Universidade de Zurique e não é a favor da ideia, e Joan Moy, representante da Associação do Ensino Domiciliar da Suíça. Ouvir aqui.
E aqui podem ler outro artigo sobre o unschooling.
Deixo-vos o último parágrafo:
"Nós vivemos no mundo real e todos os dias conversamos com pessoas de todas as idades e religiões. Nós aprendemos sobre muitos empregos diferentes, porque onde quer que vamos vemos pessoas a trabalhar. Questionamos tudo, porque queremos e podemos. Não fazemos as coisas que todo o mundo faz apenas porque toda a gente as faz. Nós fazemos o que achamos bem e nos faz sentir felizes. Somos pessoas felizes, e adoramos estar com a nossa família todos os dias - vivendo, aprendendo, crescendo. "
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sábado, 17 de julho de 2010
Quem precisa de escola?
Patrick Duff nasceu em Bristol, Inglaterra, em 1966. Em vez de continuar na escola resolveu passar o tempo a tocar na rua.I taught myself guitar and started playing and singing on the street for money when I was 17. I didn't know how to play anyone else's songs so I made up my own.
Passado uns anos tornou-se vocalista da banda de rock Strangelove. O resto podem ler aqui. Ele continua a viver em Bristol, onde frequentamos o mesmo grupo de sound healing. Podem ouvir a música dele aqui.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
Diferença entre escola e homeschooling
O ensino domiciliar está crescendo rapidamente por todo o mundo à medida que cada vez mais pais vão chegando à conclusão que a educação institucionalizada não está a resultar para muitas crianças. Estar sentado numa sala de aulas dia após dia com colegas da mesma idade não garante uma boa experiência intelectual, emocional ou educacional.
Uma olhada nas notícias sobre o modo como as crianças são maltratadas e torturadas pelos colegas deveria ser prova suficiente de que as escolas tradicionais são lugares perigosos para se estar. A escola coloca a segurança dos nossos filhos em risco e, para além disso, não é capaz de lhes proporcionar uma educação personalizada adequada aos seus interesses e às suas necessidades individuais.
Ler o resto aqui.
Uma olhada nas notícias sobre o modo como as crianças são maltratadas e torturadas pelos colegas deveria ser prova suficiente de que as escolas tradicionais são lugares perigosos para se estar. A escola coloca a segurança dos nossos filhos em risco e, para além disso, não é capaz de lhes proporcionar uma educação personalizada adequada aos seus interesses e às suas necessidades individuais.
Ler o resto aqui.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Citações - A.S. Neill
A maior parte dos trabalhos que os adolescentes fazem na escola é pura e simplesmente um desperdício de tempo, energia e paciência. A escola rouba a juventude do seu direito de brincar e brincar e brincar, e coloca cabeças velhas sobre ombros jovens.~ A.S. Neill
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Paul Simon - Kodachrome
When I think back
On all the crap I learned in high school
It's a wonder
I can think at all
And though my lack of education
Hasn't hurt me none
I can read the writing on the wall...
sábado, 9 de janeiro de 2010
Em Vez da Escola, a Casa
Aprender em casa. Com as novas tecnologias, com a Internet e com a impaciência com que os pais olham para as escolas porque não devolver à família a tarefa do ensino? Este é só um cenário, polémico, para a "escola de amanhã".
Uma vez que o conhecimento está tão disponível através dos novos meios tecnológicos e de informação como a Internet, por exemplo, as famílias mais educadas poderão começar a desprezar as escolas. O especialista [David Hargreaves, da Universidade de Cambridge, Inglaterra] dá o exemplo do "home schooling", o ensino em casa, modelo preferido pelos pais que perderam a réstia de fé nos estabelecimentos de ensino e se atemorizam perante o perigo da violência e das drogas nas escolas. Sem essas más influências, estudar em casa teria ainda a vantagem de estreitar os laços familiares e a passagem de valores.
É que o tempo em que os professores das escolas eram essenciais- quando tinham acesso ao conhecimento e ao material negado à maioria dos pais - já passou. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) permite o acesso a um volume inimaginável de informação. Muitos dos pais que optam por ter os filhos a estudar em casa são utilizadores das TIC: "Porque é que hão-de enviar as crianças para a escola onde os professores têm medo das TIC?" Para além do mais, poderia haver sempre o recurso a professores, escolhidos pelos pais, que educariam os filhos nos aspectos concretos e com as orientações precisas determinadas por quem os contratava.
Mas mais importante (...) é que as crianças educadas em casa têm mais probabilidades de desenvolver as capacidades, atitudes e posturas de auto-confiança, sendo capazes de se adaptarem a novas realidades e de trabalhar em rede. Tudo características indispensáveis num mercado de trabalho flexível, de auto-emprego, do próximo século e que "apesar da retórica oficial são muito difíceis de alimentar nas escolas e classes convencionais".
Trecho deste artigo por Dulce Neto, 1998
Uma vez que o conhecimento está tão disponível através dos novos meios tecnológicos e de informação como a Internet, por exemplo, as famílias mais educadas poderão começar a desprezar as escolas. O especialista [David Hargreaves, da Universidade de Cambridge, Inglaterra] dá o exemplo do "home schooling", o ensino em casa, modelo preferido pelos pais que perderam a réstia de fé nos estabelecimentos de ensino e se atemorizam perante o perigo da violência e das drogas nas escolas. Sem essas más influências, estudar em casa teria ainda a vantagem de estreitar os laços familiares e a passagem de valores.
É que o tempo em que os professores das escolas eram essenciais- quando tinham acesso ao conhecimento e ao material negado à maioria dos pais - já passou. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) permite o acesso a um volume inimaginável de informação. Muitos dos pais que optam por ter os filhos a estudar em casa são utilizadores das TIC: "Porque é que hão-de enviar as crianças para a escola onde os professores têm medo das TIC?" Para além do mais, poderia haver sempre o recurso a professores, escolhidos pelos pais, que educariam os filhos nos aspectos concretos e com as orientações precisas determinadas por quem os contratava.
Mas mais importante (...) é que as crianças educadas em casa têm mais probabilidades de desenvolver as capacidades, atitudes e posturas de auto-confiança, sendo capazes de se adaptarem a novas realidades e de trabalhar em rede. Tudo características indispensáveis num mercado de trabalho flexível, de auto-emprego, do próximo século e que "apesar da retórica oficial são muito difíceis de alimentar nas escolas e classes convencionais".
Trecho deste artigo por Dulce Neto, 1998
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
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