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sábado, 27 de novembro de 2010

Conclusões do Congresso Espanhol sobre o Homeschooling

Primeiro Congresso Nacional do Homeschooling em Espanha

CONCLUSÕES (original aqui)

1. O direito de todos à educação inclui o direito de escolha. Deve ser reconhecido que os pais têm o direito de escolher o tipo de educação que desejam dar aos filhos.

2. A família é o espaço natural da educação dos filhos e os pais são os principais responsáveis por esta tarefa. O governo, através da escola e outros locais de instrução, pode exercer uma missão educativa subsidiária que nunca deve usurpar nem infringir a responsabilidade dos pais.

3. A educação em família, "escola em casa", ou homeschooling é, em essência, uma modalidade que exige a prática dos valores fundamentais da liberdade de pensamento, liberdade de ensino, liberdade de aprendizagem, liberdade de escolha do modelo educacional e a obrigação do Estado de garantir estes direitos.

4. Há vários países, dentro e fora da Europa, onde se aceita o homeschooling. Servem de modelo quanto à normalização legislativa e sociológica da educação em família ou "escola em casa". A falta de reconhecimento explícito no nosso país desta modalidade educativa está obrigando os nossos filhos a serem alunos de instituições estrangeiras que aceitam o homeschooling, para o reconhecimento dos seus estudos. É, portanto, urgente o reconhecimento oficial deste modelo de ensino em consenso com os envolvidos.

5. A educação em família, ou "escola em casa", não deve ser vista como uma modalidade residual, mais ou menos tolerada, mas com todos os direitos económicos, académicos, administrativos e sociais. A passagem da livre escolha de escolas à livre escolha do modelo de educação deve ser feita com dignidade e sem abrir mão da totalidade de direitos. Nesse sentido, o Estado deve fornecer o financiamento e a formação para o desenvolvimento do homeschooling.

6. Urge acabar com a perseguição e discriminação contra as famílias que se dedicam ao ensino em casa. Não se deve penalizar a "escola em casa" com sanções administrativas derivadas de leis estaduais e regionais relativas ao bem estar social dos menores, nem muito menos com leis do Código Penal, que envolvem denúncias totalmente injustificadas de absentismo escolar devido à ausência de abandono e/ou negligência na educação dos filhos.

7. As famílias que praticam “a escola em casa” não são um grupo homogêneo, mas diferentes em suas motivações ou razões, estilos de vida e forma como praticam o homeschooling. É essencial que isto seja considerado na hora do reconhecimento deste tipo de estudos.

8. Cabe assinalar como objectivo prioritário a criação de linhas de investigação e pontos de divulgação para a consolidação do ensino doméstico na Espanha, assim como a criação de centros de apoio e acolhimento para as famílias que praticam o homeschooling.

9. O homeschooling não deve ser visto como um ataque à escola. Pelo contrário, o reconhecimento da educação familiar, "escola em casa" ou homeschooling, revelará vias educativas que podem ajudar a melhorar o sistema escolar actual:

a. A motivação para a aprendizagem, o sucesso acadêmico e a formação em valores e virtudes são realçadas pela participação dos pais no processo educativo dos filhos.

b. A revisão dos mecanismos de participação educativa das famílias na escola para melhorar a comunicação com os professores e aumentar assim a participação dos pais na aprendizagem dos filhos.

c. O enfoque excessivo em programas e desempenho contrasta com a pouca ênfase que se coloca na pessoa e no relacionamento humano entre professor-aluno, pais-professores e pais-filhos.

10. Estamos à disposição das autoridades para ajudar na elaboração de protocolos que contemplem o reconhecimento da educação domiciliar, o que certamente contribuirá para a criação de novos quadros de excelência e liberdade educativa no nosso país.

Valência, 23 de Outubro de 2010

Mais sobre a conferência aqui.

Ver slideshow do congresso aqui.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ataque ao homeschooling na Bulgária

Grupos de defesa dos direitos da família dizem que o projeto-lei recomendado ao Parlamento da Bulgária, proposto pela Comissão da Educação da Bulgária em Julho, irá violar os direitos dos pais. A proposta altera a Lei da Educação Pública, baixando a idade da escolaridade obrigatória para os 5 anos e tornando obrigatória a frequência pré-escolar a tempo inteiro.

As crianças búlgaras seriam obrigadas a frequentar a escola durante 12 anos, até aos 16 anos de idade, e as crianças nascidas no final do ano civil teriam de frequentar a pré-escola aos 4 anos de idade. HSLDA lutou contra este tipo de proposta nos Estados Unidos por aumentar a intrusão do governo na família e porque pesquisas mostram que o melhor lugar para as crianças pequenas é em casa com um dos pais. Se estas propostas se tornarem lei os pais que escolhem a educação em casa correm o risco de um processo criminal.

O Ministro da Educação Sergei Ignatov avisou aos pais que a não-obediência é uma acção criminal, e que aqueles que não seguirem a lei serão severamente multados. Se os pais não forem capazes de pagar a multa serão submetidos a "trabalho socialmente útil". Ignatov afirma que reger a educação é um papel que cabe ao Estado. Como o governo búlgaro carece de fundos para financiar uma educação pública adequada, a Bulgária vai pedir ajuda financeira à UE. O Ministério dos Assuntos Sociais também obteve um empréstimo do Banco Mundial para financiar a execução do programa.

Certos cidadãos búlgaros e grupos de defesa dos direitos humanos consideram isto um passo para trás, rumo ao totalitarismo no sistema de educação da Bulgária. Duas décadas após a queda do comunismo, a Bulgária ainda não possui alternativas educacionais bem estabelecidas e continua sendo caracterizada pelo monopólio estatal da educação. No entanto, muitos pais optaram por formas de educação alternativas, como por exemplo escolas privadas ou a educação em casa, apesar destas serem consideradas fora da lei. Estas famílias estão se preparando para defender e lutar pela liberdade educacional.

Continua aqui.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Equilibrio Trabalho - Família

Há um ano, Michael Sherman, 38 anos, abandonou o escritório na firma de Direito e passou a trabalhar no seu escritório em casa, reduziu a sua carga horária para menos de metade e começou a educar os 4 filhos em casa.

Curiosos? Visualizar aqui.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Pedaços de papel...

Pedaços de papel sem valor nem significado excepto o que lhes é subjectivamente dado pela mente de cada um...

E aqui (do início até à pg.23) podem ver a arte da filha do Alan, agora em exibição na Galeria Brown.

terça-feira, 23 de março de 2010

Uma canção sem palavras para o Alan



Eu consegui ir ao funeral do Alan mas infelizmente não pude comparecer ao encontro que decorreu em seguida. Mais tarde, nesse mesmo dia, comecei a escrever uma canção - queria que fosse uma canção para o Alan mas acabou por ser mais sobre os meus sentimentos de tristeza devido a esta nossa grande perda em vez de uma celebração de todas as coisas maravilhosas que ele trouxe às nossas vidas. Isso terá de vir mais tarde. Entretanto, desculpem ser um pouco triste mas espero que gostem à mesma...

Com amor, Kit Morgan

terça-feira, 16 de março de 2010

Um funeral budista

Queridas, obrigada pelas vossas palavras de apoio. Tenho andado ocupada a organisar o ritual. Tem sido um processo transformacional incrível. O funeral vai ser na sexta-feira. Podem dar uma olhada aqui. Entretanto, deixo-vos uma tradução feita à pressa de um poema que me inspirou.



Contemplação sobre o Não-Vir e o Não-Ir
Por Thich Nhat Hanh

Este corpo não sou eu
Eu sou vida sem limites
Nunca nasci
E nunca morri

Olhem para o oceano e para o céu cheio de estrelas
Manifestações da minha maravilhosa mente
Desde antes do tempo existir, que sou livre

O nascimento e a morte são meras portas por onde passamos
Limiares sagrados na nossa jornada
Nascer e morrer é como brincar às escondidas

sábado, 6 de março de 2010

A dança da vida e da morte

Disse o Buda:

Esta nossa existência é transitória como as nuvens de outono.
Ver o nascimento e a morte dos seres
é como olhar os movimentos de uma dança.
Uma vida é como um clarão de um relâmpago no céu,
rápida como uma torrente que se precipita montanha abaixo.

Sogyal Rinpoche, em "O Livro Tibetano do Viver e do Morrer"

O Alan faleceu na passada quarta feira.

Um Funeral Budista

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Educar em casa? Porquê? E o currículo?



Algumas pessoas optam pelo homeschooling simplesmente porque se sentem atraídas pelo estilo de vida que lhes permite, pela qualidade dos laços familiares e pelos benefícios em termos de socialização.

Como participam na vida da comunidade, as crianças educadas fora das salas de aulas habituam-se a conviver com todo o tipo de pessoas e, sem a pressão social dos colegas da escola, sentem-se mais à vontade no desenvolvimento de amizades.

As crianças que aprendem fora da escola têm menos probabilidade de se tornarem dependentes dos colegas; em relação à vida familiar, é provável que esta seja menos estressante quando é livre das exigências das instituições de ensino.

Para essas famílias que optam pelo homeschooling, Currículo Completo dá-lhes a oportunidade de ajudar os filhos a construir uma vida melhor.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Aniversário de casamento


Lembram-se? Hoje renovámos os votos que fizemos há um ano (ver aqui) . Estes que vou em seguida partilhar com vocês vieram de Thich Nhat Han:

Conscientes de que a vida só está disponível no momento presente e que a felicidade só é possível no aqui e agora, prometemos viver intensamente cada momento da nossa vida diária. Vamos tentar não nos perder em dispersões, arrependimentos sobre o passado, preocupações acerca do futuro ou ânsia, raiva e ciúmes no presente.

Conscientes de que a falta de comunicação leva sempre à separação e ao sofrimento, decidimos habituar-nos a falar com amor e a escutar com compaixão. Vamos aprender a ouvir profundamente, sem julgar nem reagir e a não proferir palavras que possam causar discórdia ou destruir o nosso relacionamento. Vamos esforçar-nos por manter a comunicação aberta e resolver todos os conflitos, incluindo os mais pequenos.

Conscientes de que a raiva bloqueia a comunicação e cria sofrimento, prometemos cuidar dessa energia assim que ela surja e reconhecer e transformar as sementes da raiva escondidas no nosso subconsciente. Sempre que a raiva surgir vamos praticar paciência e reconhecer, abraçar e investigar a nossa raiva a fundo. Vamos aprender a olhar com olhos de compaixão para o outro e para aqueles que acreditamos ser a causa da nossa raiva.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dia histórico para a educação em casa

Petições em massa contra a repressão do ensino doméstico bate recorde no Parlamento Britânico

Ontem, 74 deputados dos 3 partidos principais apresentaram ao Parlamento mais de 120 conjuntos de petições com milhares de assinaturas opostas aos planos de introduzir o registo e monitoramento obrigatório das crianças educadas em casa.

A apresentação em massa bateu o recorde do número de petições sobre o mesmo tópico apresentado ao Parlamento no mesmo dia. O recorde anterior foi de 44 petições, apresentadas em 2006 contra o encerramento dos hospitais comunitários.


2ª parte - 3ª parte - 4ª parte

Graham Stuart, membro do Select Committee das Crianças, Escolas e Famílias, conduziu a apresentação de petições em massa na Casa dos Comuns, dizendo:

"Estas petições mostram a extensão, por todo o país, da oposição a estas propostas que dariam às autoridades locais o poder de assediar as famílias que educam os filhos em casa, mesmo na ausência de quaisquer suspeitas. Com base num estudo feito apressamente, o Governo propõe-se a gastar dezenas de milhões de libras para poder entrar nas casas das famílias que educam os filhos, sujeitá-las a inspecções e a um regime de licenciamento".

E acrescentou:

"Nos últimos anos outros países rejeitaram esta abordagem. Na Nova Zelândia, inspecções feitas durante vários anos demonstraram que 95% das crianças educadas em casa recebem uma educação que é pelo menos tão boa como a que receberiam nas escolas; consequentemente, este ano abandonaram esse projecto. "

Quanto a “receios” em relação à salvaguarda das crianças educadas em casa, Graham disse:

"A segurança das crianças é de extrema importância, mas porquê registrar e fiscalizar as crianças educadas em casa e não todas as outras? As crianças mais vulneráveis são as que têm menos de 5 anos mas ninguém acharia boa ideia enviarmos inspectores das direções regionais de educação às suas casas para se assegurarem do seu bem-estar e supervisionar as famílias. Ao contrário do que diz o Governo, não existem provas que as crianças educadas em casa estão em maior risco do que as que frequentam a escola e, sem justificativa convincente, a invasão da vida familiar proposta pelo Estado não pode ser justificada".

E acrescentou:

"Em vez de outro enorme banco de dados e mais um exército de inspectores, temos de concentrar os nossos recursos limitados na identificação e proteção dos mais vulneráveis."

Podem ver esse momento histórico aqui (começa às 7hrs 52mns!).

Tradução livre. Original aqui. Transcrição, em inglês, da apresentação das petições aqui (72 pgs).

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fortalecendo os laços familiares ...

Os argumentos a favor do ensino domiciliar III

Os argumentos das crianças e jovens educados em casa:

A educação em casa fortalece os relacionamentos familiares


Kerrin, 17 anos, de Hampshire
Um dos resultados do ensino domiciliar é que pais e filhos têm a oportunidade de partilhar suas vidas e por essa razão têm um melhor entendimento entre si. Os pais estão mais envolvidos na vida dos filhos adolescentes, tornando-se seus guias e mentores durante esse período crucial. E os irmãos têm a oportunidade de aprender a serem bons amigos apesar das diferenças de personalidade entre si. Os irmãos mais velhos tendem a envolver-se na educação dos irmãos mais novos. Eu tenho ajudado a tomar conta e a educar as minhas irmãs e, como resultado, tenho uma relação muito próxima com elas.

Jack, de 4 anos, de Londres
Eu acho que a educação em casa é muito legal porque gosto de estar com minha mãe. E gosto das coisas que fazemos fora de casa.

Toby, 18 anos, da Escócia
Como gostava de física, li muitos livros e resolvi estudar a matéria do 11º ano sozinho. Se tivesse frequentado a escola teria tido dificuldades devido à natureza estruturada do curso. Este ano resolvi não me candidatar a exames mas quando tenho tempo livre sento-me muitas vezes com o meu irmão de 10 anos conversando sobre física. Ele está a começar a ficar interessado: quer saber como é que as coisas funcionam e compreender o mundo que lhe rodeia. Na idade dele isto não seria viável na escola.

Continua aqui.

domingo, 18 de outubro de 2009

Feliz Aniversário!

Este bebé fez hoje 16 anos!

domingo, 20 de setembro de 2009

O direito dos pais escolherem a educação dos filhos

Trecho de um texto escrito por Mário Pinto, preparado para uma apresentação oral no painel dedicado ao tema: «liberdade de educação ou Estado educador?», incluído no 1º Encontro do Fórum para a Liberdade de Educação.

"Já vimos que a liberdade fundamental de aprender é, sem excepção, liberdade de todos e de cada um (liberdade de acesso a uma educação da livre escolha pessoal e livremente exercitada). Deve contudo notar-se que, no caso das crianças e dos jovens menores, esse seu direito pessoal de liberdade e de escolha é também exercitado pelos pais, por direito próprio e em representação dos menores. O direito de os pais criarem e educarem os seus filhos é um direito natural fundamental, reconhecido pela Declaração Universal dos Direitos do Homem (art. 26º, nº 3: «os pais têm o direito prioritário de escolher a educação para os seus filhos»); e também consagrado pela nossa Constituição (nº 5 do art. 36º: «os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos»). Mais uma vez se dirá que, também nesta correlação, desproteger ou ofender os direitos de educação dos pais atinge os direitos de liberdade de educação dos filhos.

A natureza prioritária do direito dos pais, constante da Declaração Universal e da Constituição, necessita de ser entre nós sublinhada, porque anda intencionalmente esquecida, e é incluso por vezes negada com base no argumento de que, em matéria de educação escolar, o Estado sabe melhor o que convém aos nossos filhos do que nós próprios.

Note-se que, na Constituição Portuguesa, aquela prioridade se revela patentemente não apenas na disposição citada, mas ainda no número 1 do art. 68º, que diz assim: «os pais e as mães têm direito à protecção da sociedade e do Estado na sua insubstituível acção em relação aos filhos, nomeadamente quanto à sua educação...». Poderá haver dúvidas de que esta prioritária e insubstituível acção dos pais inclui a escolha da educação para os filhos?"

Podem ler o texto completo aqui.

domingo, 16 de agosto de 2009

Sem palavras...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Por onde andámos...

e uma citação de Booker T. Washington

A raça humana

não pode prosperar

enquanto não aprender

que há tanta dignidade em cultivar campos

quanto em escrever um poema.

sábado, 3 de janeiro de 2009

O ano que passou...

Janeiro 2008 - 3 semanas na India


Fevereiro 2008 - muitos passeios à beira do canal e do rio.


Março 2008 - ensinamentos de Rizong Rinpoche,

um fim de semana explorando a mente com Tony Williams (photostory aqui) e muitos passeios, em Saltford, Bath, no canal de Bathampton, à beira do rio Avon, etc...

Abril 2008 - 2 semanas no Algarve

Photostories aqui e aqui.

Maio 2008 - 5 dias em Nottingham,
ouvindo os ensinamentos do Dalai Lama durante a sua visita à Inglaterra.


Junho 2008 - retiro com Alan Wallace,

num centro budista no País de Gales (mais fotos aqui), acampando num quintal onde cultivam vegetais orgânicos...

(ver mais aqui e aqui).

E, já me esquecia, através de um grupo-yahoo que criei há 2 anos e continuo a moderar, 53 famílias que seguem o ensino doméstico em Bath e arredores conseguiram entrar em contacto umas com as outras e começaram, a partir deste mês, a organisar actividades educacionais e sociais para as crianças.

Julho 2008 - começámos a visitar Bristol


Agosto 2008 - 2 semanas em Bristol a pintar paredes...

(não gosto nada desta foto mas é a única que tenho desta fase...)

Setembro 2008
- mais 2 semanas a pintar paredes: 3 quartos, 2 salas, a cozinha, casa de banho, 2 corredores e já nem sei quantas portas!


Outubro 2008 - o Daniel fez 15 anos (photostory aqui), eu fiz 42,

e as traduções de textos budistas que fiz para o Dr. Berzin foram publicadas na internet.

Novembro 2008 - os meus pais passaram cá umas semanas

e, após o seu regresso a Portugal, as preparações para a mudança continuaram,

comigo a esvaziar o apartamento, dando as mobílias que tinha através do freecycle.

Dezembro 2008 - Mudanças, Natal e Casamento!

Finalmente mudámos de casa! Mesmo à última da hora, lá conseguimos organisar o Natal e o casamento: o Daniel foi o fotógrafo, o "senhor dos anéis" e uma das testemunhas do nosso casamento.

E assim se passou mais um ano! Só faltou mencionar Raising Aspies, um grupo de apoio às famílias que vivem com a síndrome de Asperger - encontramo-nos uma vez por mês.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Actividades de Inverno

Lá fora faz tanto frio (-1ºC) que as folhas estão cobertas de gelo

e a água do "lago" no quintal congelou!

Felizmente o aquecimento central funciona,

e o interesse pelo xadrez continua,

levando até à leitura de livros como este.

Durante o jantar o Daniel perguntou:

"O que significa Tai em Tai Chi?"

Ninguém melhor que o Alan para explicar! O livro dele, Introdução ao Tai Chi, foi traduzido para o espanhol, caso alguém esteja interessado.

E assim se aprende conversando...

Feliz Ano Novo a todos que por aqui passarem! Nós vamos passar um serão bem calmo, tipicamente aspie, concentrados nos nossos interesses, mas reunindo-nos de quando em quando!

domingo, 28 de dezembro de 2008

O meu casamento

Aqui estou eu de novo, partilhando mais uns momentos da nossa vida!

Conhecemo-nos exactamente há um ano, a caminho da India,

onde passámos 3 semanas em Mundgod (zona em que vivem cerca de 12.500 refugiados tibetanos), no Mosteiro Drepung Loseling, ouvindo os ensinamentos do Dalai Lama.

Há um ano atrás andávamos por aqui. Um ano depois e aqui estamos nós, no Registo Civil,

fazendo os votos de casamento na presença do nosso professor espiritual,

sem o qual nunca nos teríamos conhecido.

"Agora o noivo pode beijar a noiva."

E esta não precisa de palavras.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Feliz Natal

a todos vós!

Este postal foi enviado pela minha mãe: eu e o meu filho há 15 anos atrás...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O Natal está quase a chegar

Amanhã já é a véspera!
Pelo menos a árvore já está enfeitada!

Já cá estamos em Bristol, desta vez para ficar. Lá nos conseguimos organisar... até já temos umas prendinhas em baixo da árvore.

Não são muitas. Tentamos não cair no consumismo e, em vez disso, seguir uma vida de simplicidade voluntária. Não vamos ao extremo de dizer não ao Natal, mas tentamos seguir o caminho do meio...

Desejamos um Natal muito feliz a todos vós.