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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Dr Ron Miller define o unschooling




Dr Ricci ensina no Departamento de Educação da Universidade Nipissing, Canadá. Este professor universitário, que tenta incorporar o espírito do unschooling no seu trabalho, entrevistou o
Dr. Ron Miller, um dos pioneiros e líderes no campo da educação holística, durante a sétima Conferência Anual da AERO (Alternative Education Resource Organization), entre 24 e 27 de Junho de 2010 em Albany, NY.

Segue-se uma tradução livre da primeira metade da entrevista

Dr Ricci: Como definirias o unschooling?

Dr Ron Miller: Unschooling é a decisão de buscar a aprendizagem e desenvolvimento fora da estrutura escolar. Ao afirmar que a aprendizagem é na verdade uma actividade humana natural que não precisa ser gerida, moldada e controlada, é uma critica à nossa cultura - e uma forma de nos libertarmos das nossas instituições culturais.

Dr Ricci: Quais são as vantagens do unschooling?

Dr. Ron Miller: Se confias na natureza humana , se acreditas que aprendemos naturalmente, que temos recursos dentro de nós para irmos ao encontro do mundo, para engajarmos com o mundo e crescermos através dessa experiência, então o unschooling dá [aos nossos filhos] a oportunidade de fazer precisamente isso. O unschooling permite o desabrochar mais natural e orgânico do processo do nosso desenvolvimento e proporciona o espaço necessário para o crescimento. Nas instituições que foram criadas ao redor da aprendizagem, isso é geralmente destruido. Por isso o unschooling é a maneira de libertar os nossos potenciais. E também acomoda as vastas diferenças entre os seres humanos. As pessoas aprendem de formas diferentes, a ritmos diferentes, por motivos diferentes. Quando estamos numa instituição que está tentando estandardizar as coisas e torná-las 'eficientes' perdemos essa diversidade. Por isso o unschooling deixa os individuos ser quem são e seguir o ritmo que lhes é mais natural.

Ver também: Unschooling: educação sem currículo

sábado, 24 de janeiro de 2009

O que temos andado a fazer

Ontem lá fomos outra vez ao Sítio de Aprender, onde a comunidade de educadores domésticos se reune semanalmente.

Esta foi a única foto que encontrei na internet, é pena não mostrar o parque onde o edifício se encontra, as crianças correndo e brincando, os adultos bebendo chá e trocando ideias, os adolescentes conversando e as famílias aprendendo juntas...

Aqui por casa o interesse pelos desenhos animados japoneses, ou animê, continua, Bleach e Naruto sendo as séries preferidas. Esse interesse vai-se expandindo para outras áreas, como por exemplo as histórias aos quadradinhos japonesas - mangá.

Ontem, por exemplo, devorou estes dois livros. O mangá e o animê são verdadeiras formas de arte. Reparei no tempo que passou com o livro abaixo à esquerda e sugeri: que tal experimentarmos a desenhar Ichigo?

No papel ou computador?

Computador, é claro!

Que software precisamos?

Manga sudio ou corel painter?

Depois de darmos uma olhada nos dois resolvemos instalar corel painter...

Falando em computadores, o dele teve um health check e tem uma placa gráfica nova. Alegria! Ficou com vontade de aprender a diagnosticar e reparar problemas nos computadores e ando agora a ver se encontro um cursinho para ele fazer, num colégio ou à distância através da internet.

Mas voltando ao tema dos desenhos animados, ou seja, ao tópico de levar os interesses das crianças a sério, sem os dividir em "educação" e "brincadeira" ou "passatempos", reparem como o animê levou à arte digital, a novos programas de computador e às artes marciais, que parecem ser uma constante - daí termos ido os dois fazer kick boxing. Havemos de ir a mais uma ou duas aulas mas andamos a pensar experimentar aikido...

O interesse pelo japonês também veio dos animê: já completámos a lição 9 e continuamos a usar jogos educacionais para aprender, como por exemplo este, para aprender as partes do corpo, e este para aprender direcções.

Mas também nos entretemos com inglês - revendo aspectos da gramática, como o uso das vírgulas -, e matemática, fazendo exercícios de multiplicação mental.

E que mais? Ah! amizades: a amiga dele veio cá passar uma tarde no fim de semana passado e ontem conhecemos cinco adolescentes que também aprendem em casa. Além disso, continuamos fotografando. Aqui está uma foto tirada pelo Daniel:

E eu? Experimentei biodança, adorei e hei-de lá voltar. A biodança já chegou a Portugal, por isso experimentem que vale a pena! Além disso, andei a filmar, tivemos uma aula de chi-kung aqui em casa e fui a uma sessão de meditação. Experimentei uma receita do Médio Oriente, lentilhas com espinafres e cominhos - estava uma delícia!

Ah, como a vida é bela quando somos livres para aprender o que queremos, quando queremos, onde queremos, com quem queremos!