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sábado, 22 de maio de 2010

Quando a escola é em casa

Há famílias que optam por ensinar os filhos em casa, sem a obrigação de cumprir horários e currículos rígidos. A lei portuguesa reconhece aos pais o direito de educarem os próprios filhos e a modalidade do ensino doméstico está a ganhar adeptos. A Notícias Magazine mostra o dia-a-dia de quatro famílias e dá conta das motivações que as levaram a assumir as rédeas do ensino nos primeiros anos de escolaridade. Alexandre, Catarina, Ísis, Merlin e Malte não escutam o toque da campainha para entrar ou sair da sala de aulas. Aprendem «ao ritmo da vida».

Podem ler o artigo, por Gabriela Oliveira e Eduarda Sousa, aqui.
[se o link estiver quebrado podem ler o resto nos comentários]

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Parlamento discute educação em casa

Sr. Gibb: Chegamos agora à parte provavelmente mais controversa desta proposta: a da educação em casa, [que] implementa o relatório Badman. O relatório e estas propostas enfureceram os pais de [...] 80.000 crianças educadas em casa. Como o Subsecretário de Estado, meu querido amigo e membro do parlamento para Surrey Heath (Michael Gove) disse durante a segunda leitura:

"Estou profundamente preocupado com a adicional carga burocrática que agora poderá vir a ser imposta a milhares dos nossos concidadãos cujo único crime é quererem dedicar-se tanto quanto possível à educação dos seus filhos.

Educar os filhos de acordo com seus próprios desejos, e educá-los em casa se assim o desejarem, é um direito fundamental dos pais.


Há muitas razões que levam os pais a tomar esta decisão: podem não estar satisfeitos com as escolas disponiveis na zona onde residem, os filhos podem ter necessidades educativas específicas que os pais podem apoiar melhor em casa, ou podem ter objeções filosóficas ao estilo de ensino oferecido nas escolas.

No entanto, em última análise, este é um direito humano fundamental que todos os pais devem ter e acredito que esta proposta destrói esse direito porque, como li, permite que o Estado rescinda o direito que a família tem de educar os filhos em casa se a educação oferecida não for considerada adequada segundo a regulamentação imposta pelo Secretário de Estado."
[Official Report, 11 de Janeiro de 2010, vol. 503, c. 456.]

Podem ler o debate na íntegra aqui.
Também podem ver o vídeo aqui (começa à 1hr 29mns).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Homeschoolers gravam single para o Haiti

Katie Elliott, pianista & compositora jazz, mãe e homeschooler (praticante do ensino doméstico), escreveu e produziu um single para angariar fundos para as vítimas do terremoto haitiano.

A inspiração veio das crianças educadas em casa que frequentam as sessões de música que regularmente orienta.

As crianças mencionadas neste artigo da BBC Gloucestershire aprendem fora do sistema escolar. Infelizmente, o facto foi omitido pelo jornalista apesar de Katie ter deliberadamente salientado esse facto durante a entrevista.

De qualquer modo, a música que ajudaram a compor vai ajudar as vítimas do Haiti e é muito popular, com muitos downloads e feedback positivo. Podem ouvir e baixar a música aqui.

sábado, 30 de janeiro de 2010

É possivel uma nova liberdade educativa?

Há dois anos, quando ouvimos falar do incrível caso de Natascha Kampush, a jovem alemã que viveu mais de 8 anos presa sem sair nesse tempo da casa de seu raptor, a mídia salientou um facto que, para muitos, talvez tivesse passado despercebido: refiro-me a que Natasha, apesar de não ter frequentado a escola durante todo esse tempo, demonstrou uma maturidade e nível de vocabulário e expressão bem acima dos de qualquer adolescente da sua idade. Teria algo a ver com o facto de não ter frequentado a escola?

Continua aqui, em espanhol.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Homeschoolers trocam de casas para férias

Já ouviram falar deste sistema alternativo de férias?
Segundo este artigo, Ruaridh, que tem 11 anos e é educado em casa, adora a experiência. As férias que faz com os pais, em vez alguns dias, duram por vezes meses:

"Bem, se vocês pensam que é difícil, estão errados", disse ele. "A educação em casa ensina-nos realmente que podemos tomar as nossas próprias decisões sobre isso; só precisamos de pensar no que queremes fazer, [porque o ensino doméstico] dá-nos a oportunidade de fazer tudo que queremos. "

Links
Intervac
Troca Casa
A melhor alternativa de férias (video)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O meu filho não vai à escola: aprende em casa

Mandas os teus filhos para a escola? Muitas famílias não, educam-nos em casa. Algumas delas foram denunciadas às Comissões de Menores por "negligência". É legal? E se não tivesses frequentado a escola?

OIÇAM O DEBATE (em espanhol) aqui.

Participaram do debate:

- Carlos Cabo (autor de uma tese sobre homeschooling):
"54% dos pais que educam em casa têm cursos universitários"

- Madalen Goiria (Professora de Direito da UPV): "Os juízes dão razão às famílias, porque vêem que não são casos de negligência"

- Sorina Oprean (mãe que educa os filhos em casa):
"É uma maneira de aprender em família"

- Ketty Sánchez (mãe que educa seus filhos em casa): “Superprotegidos? Em vez de estarem fechados numa sala de aulas eles observam o mundo directamente!"

Traduzido daqui.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Educação domiciliar no parlamento britânico

Podem ver o vídeo (3hrs, em inglês) do inquérito sobre a educação em casa no parlamento britânico, com a Comissão de Crianças, Escolas e Famílias e representantes de organizações de apoio ao ensino doméstico, que decorreu na passada terça feira dia 19 de Janeiro de 2010, aqui.

Se preferirem ler, a transcrição está aqui (usem os botões previous e continue, o documento é longo!)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Espírito natalício no ensino domiciliar


As famílias que incorporam o espírito natalício no currículo para Dezembro descobrem que reduzem o stress típico desta época. Mas como é que conseguem encaixar todas as matérias e ainda ter tempo para fazer as compras de Natal, decorar a casa e preparar o banquete?

Este post é o primeiro desta série, com exemplos de como cobrir várias disciplinas e escrever um relatório demonstrando como os vários requisitos do currículum foram cumpridos. A maior parte das actividades abrangem mais do que uma área curricular e algumas adaptam-se bem a Janeiro. Hoje começamos com português e outras línguas: isto inclui gramática e redações, ortografia, caligrafia, leitura e línguas estrangeiras. Aqui ficam algumas ideias:

Postais
Escrever uma redação sobre as aventuras passadas em família durante o ano e incluí-la nos vossos postais. Encorajar o artista da família a fazer os postais à mão [arte]. Escrever os endereços à mão [caligrafia, ortografia, português] ou criar um banco de dados com os endereços dos amigos e familiares e depois imprimir as etiquetas [TIC]. Calcular o custo da postagem [matemática]. Enviar postais electrónicos de Natal.

Ler os clássicos da época
Podem ver uma lista de livros recomendados para projectos relacionados com o Natal aqui. Ou então podem ler Canção de Natal, de Charles Dickens. Que tal reflectir sobre o verdadeiro significado da troca de prendas? Ou ler sobre o primeiro Natal na Bíblia, Lucas 2 (8:14)?

Lista de desejos de Natal
Ao fazerem a lista para o Pai Natal estão a praticar escrita e ortografia. Que tal planear outra lista do que querem comprar (ou fazer!) para dar aos outros [socialização]? Também podem escrever uma carta ao Pai Natal e enviá-la para o Pólo Norte [TIC].

Desejar a todos um Feliz Natal
Aprender a cumprimentar e a desejar um feliz Natal aos vossos amigos estrangeiros nas línguas que eles falam; ou cantar-lhes uma canção na língua deles.[Língua estrangeira].

Escrever ao pai Natal
Norad sabe exatamente onde o Pai Natal está. Eles seguem o Pai Natal através dos satélites e por isso, sabem como levar essas cartas importantes dos miúdos directamente a ele. Um e-mail já endereçado e pronto para chegar ao Pai Natal abrirá quando clicarem no link nesta página.

Lista dos Melhores Sites sobre o Dia de Natal aqui.

Adaptado daqui.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Paul Goodman: Des-educação Obrigatória


Compulsory Mis-Education (abre e-livro), por Paul Goodman, publicado pela primeira vez em 1962.

"Estou enfrentando uma superstição em massa. A superstição em massa em questão é que a educação só pode ser adquirida através da utilização de instituições como a escola".

Paul Goodman argumenta que, pelo contrário, sujeitar os jovens a malabarismos de aprendizagem institucionalizada apenas distorce o seu desenvolvimento intelectual natural, tornando-os hostis à ideia de educação e produzindo cidadãos competitivos e arregimentados que provavelmente conseguirão apenas agravar os problemas sociais actuais.

"É nas escolas e a partir dos mídia de massa, em vez de em casa e com seus amigos, que a massa dos nossos cidadãos de todas as classes aprendem que a vida é inevitavelmente rotina, despersonalizada, enganosamente graduada; que é melhor obedecer e calar a boca.

Treinados nas escolas, eles vão para empregos, para uma cultura e política da mesma qualidade. Esta educação é uma des-educação, moldagem, ou socialização para as normas nacionais e uma arregimentação às "necessidades" nacionais."

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Educação Domiciliar para a Cidadania

Estudo mostra que crianças e jovens educados em casa tornam-se cidadãos exemplares

Um novo estudo, divulgado ontem pelo Centro Canadense de Educação em Casa, revela que os adultos educados em casa sobressaem em todas as áreas da vida adulta que foram medidas. O estudo examinou os adultos cujos pais haviam respondido a um estudo sobre a educação em casa feito em 1994. Com idades variando entre os 15 e os 34, eles responderam a perguntas sobre uma variedade de tópicos com dados comparáveis ao Statistics Canada.

Os resultados foram surpreendentes.Quando comparados à média canadense, os adultos educados em casa são mais engajados socialmente, votando nas eleições federais quase duas vezes mais. O rendimento médio é maior, com mais fontes de rendimentos a partir de investimentos e de trabalho por conta própria, e sem nenhum caso de apoio do governo como principal fonte de rendimento. Eles são mais felizes no seu trabalho e sua vida em geral. Ao refletir sobre o valor da educação em casa, a maioria acha que é uma vantagem para vida adulta.

Em termos de rendimento, educação, actividade empresarial, participação na comunidade e todas as outras medidas, os adultos educados em casa não só superam como fazem também uma contribuição significativa para as suas comunidades. "Eles são o tipo de vizinho que todos nós queremos, " diz o presidente Paul Faris.

O estudo Quinze Anos Depois: Adultos Canadenses Educados em Casa está disponível online, na íntegra e como sinopse.

Para mais informações ou comentários entrem em contacto com Paul Faris, Presidente, em (519) 913-0318, info@hslda.ca, www.hslda.ca / cche

Original aqui.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dia Mundial da Gentileza



"Ainda ninguém compreendeu plenamente o tesouro de simpatia, gentileza e generosidade escondido na alma de cada criança. O esforço de toda verdadeira educação deveria ser abrir esse tesouro."


Emma Goldman


Educação em casa é muito mais do que acumular conhecimentos. Como pais-educadores, temos sempre a oportunidade de introduzir uma série de actividades que promovem a formação do carácter. Hoje, a sugestão é a de fazermos actos inesperados de bondade - random acts of kindness.

A palavra kindness, em inglês, traduzida aqui como gentileza, significa aquela disposição natural que nos leva a ter consideração pelos outros, a perdoar, a fazer bem e nunca mal. Uma das melhores maneiras de "ensinar" a gentileza é, claro, através do nosso exemplo, porque geralmente as crianças fazem o que vêem fazer...

Mas há uma diferença enorme entre agirmos delicadamente com cortesia por hábito ou por um sentimento de "dever", e agirmos dessa maneira devido ao afecto genuino que sentimos pelos outros. Afinal, a mesma acção pode ser motivada pela esperança de obter algo em troca, por hábito ou pelo desejo sincero de beneficiar o outro.

Como é que podemos ir além da fineza superficial e ajudar os nossos filhos a descobrir esse tesouro de ternura, carinho e afecto profundo que têm dentro de si? Uma das maneiras é observar, prestar atenção e reflectir sobre as inúmeras formas em que os outros nos beneficiam, sejam elas intencionais ou não, porque quando nos apercebemos da bondade que recebemos dos outros a vontade de retribuir surge naturalmente.

Por exemplo, vamos à padaria comprar pão. Podemos observar que o pão que comprámos é resultado de muito trabalho e como estamos beneficiando do trabalho de quem arou e regou o campo, de quem debulhou o grão e assim por diante... Ou está chovendo lá fora e nós estamos protegidos dentro de casa; podemos observar que a casa onde moramos também é o resultado da bondade de tanta gente: arquitectos, construtores, carpinteiros, vidraceiros, electricistas, canalizadores, etc.

Deste modo começamos a entender que a nossa própria existência está interconectada com tudo e todos. Apercebemo-nos que não vivemos isolados, que não somos independentes mas profundamente interdependentes do mundo e dos outros; que o que fazemos aos outros fazemos a nós próprios e que, por essa razão, beneficiar o outro é beneficiar a nós próprios...

Enfim, este é um dos métodos que nós usamos.
Adorava saber os vossos! ;-)
Se quiserem ler mais sobre este tema, cliquem aqui:



Obrigada Luciana pelo convite para esta blogagem coletiva!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A história da educação em casa

Acabei agora de ouvir um programa muito interessante da BBC Radio 4, intitulado Educação na Casa Moral.

Eis o que diz a introdução:

Até o final do século 19, a casa era a única sala de aulas para a maior parte das crianças britânicas, especialmente se fossem raparigas. Mas será que a educação domiciliar era realmente inferior à escolaridade formal?

Na prática, o ensino domiciliar podia ser incrivelmente impressionante. Liberto da aprendizagem tipo repetição-memorização e das restrições do currículo escolar, a educação em casa podia ser muito mais abrangente em matérias, métodos imaginativos e alegre em espírito.

Baseando-se nos diários que descobriu, a historiadora Amanda Vickery investiga a educação domiciliar segundo a perspectiva da mãe e das crianças.

Parte da série História da vida privada, o programa está disponível, em inglês, até à próxima segunda-feira dia 9 de Novembro aqui. Oiçam que vale a pena. Ou então podem ler uma tradução parcial e livre aqui.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Diversidade religiosa no ensino domiciliar

As famílias que optam pela educação em casa seguem diferentes religiões. Apesar das suas crenças serem muito diferentes, estão dispostas a trabalhar juntas para defender o direito à educação domiciliar sem restrições por parte do Governo ou funcionários das autarquias locais.


3 famílias, 3 religiões

Tânia, uma mãe judia de Somerset, Inglaterra

A minha filha Eialh tem 10 anos e frequentou uma escola pública da Igreja Anglicana durante 2 anos. Geralmente, nas áreas rurais, não temos outra opção senão ir para a escola mais próxima. Participar em festivais e reuniões de família é muito importante para nós. Os feriados judaicos caem invariavelmente durante o horário escolar. Embora não tivéssemos tido quaisquer problemas em obter permissão para faltar à escola por motivos religiosos, eu sentia que a ênfase no cristianismo, particularmente durante a época da Páscoa e do Natal, estava destruindo o sentido da religião judaica da minha filha. Havia um monte de actividades relacionadas com o cristianismo e como ela não tinha a oportunidade de participar activamente na comunidade judaica eu sentia que essas actividades estavam se tornando as "memórias de infância" dela.

Agora com a educação em casa temos muito mais tempo para investigar questões da história, cultura, língua e até da alimentação judaica. Antes, tentar encaixar todas essas coisas no fim de semana e conciliá-las com a escola (e as 2 horas de viagem por dia) era muito estressante.

Como a escola era pequena e rural, havia apenas uma outra criança que seguia uma religião diferente e não havia crianças de outras raças que não a branca. A minha filha pediu para ser retirada das aulas de religião e das assembleias: não se sentia à vontade por ser "diferente". Agora que não está na escola temos tempo para ir até à cidade mais próxima participar nas actividades judaicas e frequentar a escola dominical. Além disso, ela também está a fazer um curso de hebraico on-line.

O nosso grupo de educação domiciliar tem algumas crianças negras e de raça mista mas infelizmente nenhuma criança muçulmana. Mesmo assim, o ensino doméstico dá-nos mais acesso à diversidade cultural. Os pais de outras crianças mencionam razões semelhantes por trás da educação em casa, embora concordem comigo que a religião e a raça não são as únicas razões que nos levaram a considerar o ensino domiciliar.

Links
League of Observant Jewish Homeschoolers
Kosherhomeschool
Chinuch at home
A Jewish Vegetarian Homeschool


S Gething, um cristão de Hampshire

Ao longo dos anos ajustámos o nosso horário várias vezes. Esforçamo-nos constantemente por encontrar o método de aprendizagem mais produtivo e usamos uma abordagem tradicional em relação ao ensino. O nosso dia começa às 8:00 hrs com um período de oração, memorização e leitura da Bíblia. Esta é a parte mais importante, recordar o nosso Criador e as bênçãos que temos. Todas as semanas as crianças aprendem um verso novo e o nosso filho de 3 anos já se vai juntando a nós.

Segue-se meia hora de francês. Eles concentram-se melhor se as aulas forem relativamente curtas, por isso cada lição é de meia hora, excepto a de matemática, que dura 1 hora. Depois vem a prática musical - piano ou flauta - e havemos de aprender violino no futuro. Achamos que alternar aulas que desafiam a mente com aulas mais práticas traz um certo equilíbrio e prazer ao dia. A seguir vem a matemática, com exercícios diários e aprendizagem de princípios fundamentais.

As crianças estão trabalhando a um nível 1-2 anos acima da sua idade, usando um currículo americano que seguem praticamente sozinhas. Isso dá-me tempo para prestar mais atenção ao mais novinho. Se terminarem a lição a horas, então têm tempo para a leitura, arte ou exercício.

Depois da matemática fazemos exercícios físicos, geralmente dança irlandêsa, excepto às terças-feiras. A manhã de trabalho acaba com inglês e depois 10 minutos de chinês (que a nossa filha está tentando aprender sozinha usando um livro e dois sites na internet) e latim para o nosso filho de 8 anos de idade. Agora estamos prontos para uma bem merecida pausa de 2 horas para o almoço.

A tarde começa com ciências. Depois fazemos mais trabalhos de inglês: escrita criativa, ortografia, poesia, jogos de palavras e assim por diante. Continuamos com história e geografia; neste momento estamos investigando a África. Segue-se arte ou teoria da música / canto e terminamos o dia com leitura. As crianças têm alguma escolha sobre o que lêem mas fazemos com que elas cubram uma ampla seleção de tópicos e autores modernos e clássicos.

Como eu também fui educada em casa, faço questão de proporcionar aos meus filhos oportunidades de conviverem com os amigos e fazerem excursões. Espero que esta descrição ajude a dissipar alguns dos mitos à volta das crianças educadas em casa e a demonstrar a flexibilidade e eficácia da educação orientada pelos pais e centrada na excelência acadêmica, no desenvolvimento social e em princípios cristãos.

Links
Christian Home Education
TEACH (The European Academy for Christian Homeschooling)
Homeschool Christian
Christian Homeschooling


Imran Shah, um muçulmano de East Sussex

Por que é que eu educo os meus filhos em casa? Se me tivessem perguntado há 4 anos eu teria falado sobre os resultados superiores obtidos pelas crianças educadas em casa. Nos E.U.A., onde são obrigadas a fazer os exames nacionais, elas obtêm, em todas as disciplinas, uma média entre 20 a 30% mais alta que as crianças educadas na escola. Agora, com 2 filhos pequenos que nunca foram à creche nem ao jardim de infância, eu diria que a maior vantagem é vê-los tão felizes. Eles são incrivelmente felizes e passam os dias alegres, brincando na companhia de pessoas que eles amam e que lhes amam.

Os meus amigos dizem-me frequentemente que os filhos deles resistem à escola e que frequentemente não querem ir às aulas. Os nossos filhos não acordam cheios de ansiedade, sabendo que têm de ir para onde não querem ir, estar com pessoas com quem não querem estar e fazer coisas que não querem fazer. Não são apenas os nossos filhos que estão felizes; a minha esposa e eu também estamos felizes vendo que eles estão crescendo em alegria e liberdade. Quando estão felizes as crianças gostam de aprender e aprendem com muita facilidade.

Outra razão que nos leva a educar em casa é a socialização. O ambiente escolar não é conducente a um processo de socialização saudável. Se fosse, as interacções sociais no recreio seriam caracterizadas pela generosidade, humildade e respeito mútuo em vez da mesquinhez, agressividade e pressão do grupo típicas da interacção social escolar. Os meus filhos brincam com os filhos dos nossos amigos. Não há bullying na nossa comunidade. A segregação etária imposta pela escola não prepara os jovens para a interacção entre adultos. Em vez disso, a expectativa das escolas é que as crianças suportem o tipo de comportamento hostil que nenhum adulto suportaria.

Os nossos filhos não vivem num mundo dividido entre "nós" (as crianças) e “eles" (os professores). Vivem num meio em que a interacção social é saudável, numa comunidade multi-geracional que é típica da vida pós-escolar. O que eles não vêem são pessoas sendo intimidadas por serem diferentes, por causa da cor da sua pele, da sua religião ou por terem alguma deficiência. Na nossa esfera social todas as pessoas são valorizadas.

O Sagrado Alcorão ordena aos muçulmanos que não dêem instrução acadêmica aos filhos antes dos 7 anos. Avanços em neurologia já confirmaram a sabedoria deste édito. Os cérebros das crianças ainda não estão suficientemente desenvolvidos para serem capazes de lidar com o trabalho acadêmico sem correrem o risco de alguma forma de futuro atrofiamento. Embora não sigamos um estilo de educação domiciliar explicitamente religioso, há temas que são centrais ao islão, temas que são comuns a outras religiões. O mais importante é proporcionarmos um ambiente seguro, cheio de amor e carinho, em que os nossos filhos possam crescer e ir prosperando.

Links
Islamic Home Education
Muslim Home Education Network Australia
Mission Islam - Home Education
Muslims and Home Education
The Muslim Homeschool
Muslim Homeschooling Resources

Tradução livre. Original aqui.
Continua aqui.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ensino domiciliar, direito ou desvio?

É o título de um dossier publicado na Revista Educação em Junho 2008 (Ed. 134). Deixo-vos aqui o parágrafo inicial e um link para a página onde poderão ler na íntegra.

"A educação domiciliar, até hoje aceita e relativamente corrente nos EUA, tornou-se novamente objeto de controvérsia no Brasil a partir de uma ação jurídica visando a possibilidade de seu reconhecimento legal. Não se trata, como pode parecer, de uma novidade. Era prática corrente no seio da elite brasileira até final do século 19.

As controvérsias sobre suas supostas vantagens ou desvantagens remontam pelo menos ao século primeiro da era Cristã. Quintiliano, pedagogo e orador romano, já tomava partido nos debates que opunham o 'ensino coletivo' ao 'tutorial', preferindo o primeiro em função da pluralidade de exemplos com os quais a criança conviveria. A elite colonial e imperial justificava a escolha da educação domiciliar pela necessidade de distinção. Hoje se evocam razões de formação ético-religiosa, receios quanto à exposição de seus filhos à violência urbana ou alega-se uma suposta e generalizada má qualidade da educação pública. Mas a oposição fundamental continua a mesma: Como se concebe a educação?"

Continuar aqui ou aqui (12 páginas).

sábado, 17 de outubro de 2009

Brasil discute projeto que permite ensino domiciliar


Anteontem, "a Comissão de Educação e Cultura realizou uma audiência pública sobre o ensino domiciliar, previsto no Projeto de Lei 3518/08, que permite aos pais ministrar a educação básica (antigos 1º e 2º graus) dos filhos em casa."
Continua aqui.

Para ouvirem a audiência cliquem aqui.

Visualizar também:
Fazer a educação básica em casa?
Projeto de lei permite a educação domiciliar
Ministério da Educação questiona constitucionalidade da educação domiciliar

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ensino doméstico nos E.U.A.

Nos Estados Unidos, dois milhões de crianças não frequentam a escola; em vez disso, aprendem em casa e são educadas pelos pais. É o homeschooling, um fenômeno em forte crescimento. A educação domiciliar não é praticada apenas por agricultores que vivem em áreas remotas ou por cristãos evangélicos que desconfiam dos programas governamentais - está se tornando cada vez mais popular com a classe média urbana.

Se é verdade que o conhecimento nos traz a liberdade, a verdadeira liberdade só existe quando somos livres de escolher o que queremos aprender. De facto, a experiência diz-nos que o conhecimento adquirido sob compulsão depressa é esquecido. Mas será possível libertarmo-nos do aspecto coercitivo do saber? Para muitos americanos, o mero conceito de escolaridade obrigatória é visto como uma ameaça às liberdades individuais garantidas pela constituição: na “terra da liberdade” o direito à autodeterminação é parte da psique nacional.

Foi precisamente nos Estados Unidos, na década de sessenta, que nasceu o movimento da educação domiciliar, onde a instrução é dada em família e não em escolas, e que é agora um fenómeno social com mais de dois milhões de estudantes e com uma taxa de crescimento anual entre os 7 e os 15%.

Historicamente, nos Estados Unidos e no resto do mundo, sempre houve crianças educadas em casa: os ricos aprendiam com tutores, muitos aprendiam com uma professora contratada por um grupo de vizinhos, e a maioria sob a orientação dos pais (os comerciantes ensinavam matemática e assim por diante).

O ensino obrigatório foi aprovado em Massachusetts em 1852, em plena revolução industrial, para acabar com a exploração das crianças, mas a prática de educar os filhos em casa nunca desapareceu: em zonas como o Alasca, em que as famílias moram longe dos centros urbanos, o ensino doméstico tem sido, desde sempre, a única opção disponível.

No entanto, não há dúvida que a curva dos adeptos do ensino doméstico se acentuou imenso nos anos sessenta e setenta, após a publicação de várias obras sobre pedagogia centradas nos aspectos negativos do ensino compulsório e da agressividade na dinâmica social do ambiente escolar.

Entre os vários autores da época, John Holt continua a ser considerado como o maior defensor da liberdade no campo da educação e do autodidatismo. Segundo este ex-professor, as crianças que frequentam a escola não aprendem porque o medo as paralisa (medo de dar a resposta errada, de ser atacado pelos colegas e/ou professores, etc). Holt argumentou que a curiosidade é sufocada quando tentamos controlá-la e que “a aprendizagem não resulta do ensino, a aprendizagem resulta da actividade dos alunos. " Milhares de famílias seguiram o seu conselho: retiraram os filhos da escola e dedicaram-se ao unschooling, um método em que os jovens tomam responsabilidade pela sua educação, em que o mundo e a vida é a sala de aulas e, acima de tudo, onde as crianças/jovens decidem o que aprender, quando aprendem e como aprendem, sob uma supervisão que é o mais discreta possível.

Durante os anos oitenta deu-se uma reviravolta quando as escolas "cristãs" (na sua maioria pertencentes à corrente evangélica) viram os seus subsídios desaparecer. Centenas de instituições religiosas fecharam as portas e grande parte da população resistente à educação secular (que inclui a teoria da evolução e a educação sexual) optou pela “escola em casa”. Quem fez essa escolha por razões de fé tende, ao contrário dos unschoolers, a instaurar um regime semelhante à escola, com horários, disciplinas, testes e avaliações: a diferença está apenas na orientação do conteúdo.

No entanto, como afirmou Brian Ray, presidente da National Home Education Research Institute, "muitas pessoas pensam que o homeschooling é para fundamentalistas que andam sempre agarrados à Bíblia ou para libertários do tipo 'vamos para o campo pastar cabras' com sandálias nos pés. Em vez disso há de tudo, desde cristãos que vivem no campo e fazem criação de cabras a libertários que crêem que eles, e não o Estado, devem doutrinar os filhos. Os estereótipos são falsos, mesmo que contenham alguma "verdade".

Entre estes dois extremos existe de facto uma grande parte da população que não está satisfeita com as escolas públicas e privadas e que chegou à conclusão que o ensino doméstico é a melhor opção para os filhos, muitas vezes superdotados. Cada família escolhe a abordagem que mais lhe agrada: o mercado de currículos pré-embalados (com montes de cadernos, lápis e fichas de avaliação) está mais próspero do que nunca, mas muitos pais combinam livros didáticos para as disciplinas consideradas principais com livros produzidos em casa pelos filhos sobre temas que lhes despertam o interesse, desde a história da música à classificação de todas as plantas da zona em que moram.

Quanto à socialização, eles são rápidos a defender a educação domiciliar: as famílias que praticam o ensino doméstico estão conectadas umas às outras através de incontáveis redes sociais, boletins, reuniões, excursões, etc. Muitas têm blogues onde oferecem ou pedem ajuda prática ("sabem onde poderei encontrar olhos de vaca para a minha filha, que quer ser veterinária quando crescer, dissecar numa experiência de anatomia?"), camaradagem (anedotas do tipo quantos educadores-domésticos são precisos para mudar uma lâmpada? Consulte a página anterior") ou para apoio moral ( "acham que deveria fazê-lo estudar trigonometria em vez de deixá-lo fazer origami o dia todo?"). E porque não defenderiam a aprendizagem em família? Afinal, estão a par das estatísticas que comprovam que 80% das crianças educadas em casa estão acima da média obtida pelas que frequentam a escola.

De acordo com as projecções actuais, 2% da população de idade escolar nos E.U.A. é educada em casa, e a tendência é para aumentar. Helen Hegener, fundadora da Home Education Magazine, revista de referência a nivel internacional, lembra àqueles que pretendem empecilhar o movimento com decretos-lei e regulamentos intrusivos que cada homeschooler é legalmente inocente até prova em contrário", e que não têm que dar satisfações a ninguém.

Original aqui. Tradução livre e parcial.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ensino doméstico na India

Em Jaipur, Dr Lalit Kishore escreveu um pequeno artigo sobre o ensino doméstico e como esta modalidade pode trazer bons resultados devido à participação activa dos pais na educação dos filhos. Deixo-vos aqui uma tradução livre:

John Holt é o maior defensor da educação domiciliar e da aprendizagem autónoma (unschooling). O termo homeschooling (ensino doméstico, educação domiciliar, escola em casa) é usado para descrever todas as modalidades e métodos de aprendizagem que não são exercidos em instituições de ensino. Por outras palavras, as crianças recebem, no ambiente familiar, uma educação baseada nos seus interesses, e os pais desempenham um papel activo na promoção de actividades e experiências conducentes à aprendizagem.

Aqueles que preferem esta modalidade alternativa de educação mantêm que no ensino doméstico os pais juntam-se para dar apoio mútuo, aglomerando os seus talentos e recursos num esforço colectivo para alargar o âmbito da educação dos filhos.

Eles proporcionam um espaço onde as crianças e jovens podem aprender hands-on e em grupo, fazendo por exemplo artes cênicas, experiências científicas, projectos, aprendendo línguas estrangeiras, debatendo, etc

Na escola em casa a ênfase não é colocada em livros didáticos ou no ensino formal, preferindo-se aproveitar todas as oportunidades de aprendizagem que vão surgindo naturalmente a partir das actividades diárias.

O unschooling, termo cunhado por John Holt para um tipo de ensino doméstico, é visto por seus defensores como uma abordagem em que os pais-educadores não controlam a educação dos filhos de uma maneira autoritária, preferindo interagir com eles seguindo os interesses da própria criança, deixando-a livre para explorar e aprender guiada por seus interesses.

Os defensores do homeschooling estendem que os pais devem ver o seu papel como o de afirmar através de feedback positivo e modelar as habilidades necessárias, e o papel da criança como sendo responsável por perguntar e aprender. Holt afirmou que as crianças aprendem através das experiências de vida, e incentivou os pais a viverem as suas vidas com os seus filhos.

Nos E.U.A., devido às exigências do ensino superior e integração, são cada vez mais os jovens em regime de ensino doméstico que optam por uma matrícula dupla, obtendo créditos da faculdade através da frequência de aulas no colégio local enquanto ainda se encontram no ensino médio.

Links
Families Learning
Comfort of homeschooling
Unschooling story from Sarita and Ganesh

sábado, 1 de agosto de 2009

Documentário sobre o Homeschooling


Inventing a Girl: An Experience in Homeschooling
é um documentário que desafia as nossas concepções sobre a educação e sobre a capacidade que as crianças têm de aprenderem por si próprias.

Lily Borenstein-Burd e o irmão Russell nunca frequentaram a escola. Nos E.U.A. 1 500 000 de crianças aprendem em casa (2007).

A cineasta Fernanda Rossi viveu com a família Borenstein-Burds e filmou-a durante mais de um ano. Guiada pelo sentido de humor e curiosidade natural de Lily, elaboraram uma lista de perguntas essenciais sobre o ensino doméstico e foram buscar as respostas nos pais.

Com Lily fazendo as entrevistas aprendemos bastante sobre a educação domiciliar, mas ainda mais sobre o esforço de uma família para manter seus laços numa época de crescente desintegração da estrutura familiar. Os talentos emergentes de Lily tornam-se óbvios ao acompanharmos a sua campanha para salvar o jardim zoológico da zona onde mora e os seus ensaios de ballet.

Podem ver o trailer aqui.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Unschooling, O Filme

As pessoas aprendem brincando, pensando e surpreendendo-se a si mesmas. Elas aprendem quando se riem de algo que as surpreendeu e aprendem quando se questionam "O que é isto?" - Sandra Dodd

Unschooling: The Movie promete ser um documentário divertido e informativo sobre uma ideia radical - a de que a melhor educação para as crianças pode ocorrer sem qualquer aprendizagem formal. O filme apresenta extensas entrevistas com famílias (pais e filhos) que vivem o unschooling, com ênfase especial nas ideias e no trabalho inovador de Sandra Dodd, uma grande defensora do unschooling (podem ver alguns video clips aqui).

O filme proporciona uma óptima maneira de aprofundar a nossa compreensão do ensino doméstico e do unschooling, quer nunca tenhamos ouvido falar dessas alternativas quer sejamos experientes na sua prática.

Também poderá funcionar como uma excelente maneira de introduzir o tema a amigos ou familiares que não conseguem compreender porque é que os nossos filhos não frequentam a escola. Unschooling: The Movie fala sobre os problemas e conflitos que os unschoolers às vezes enfrentam e formas simples de os resolver.

Link: Unschooling: The Movie