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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Memórias: Exatamente há 5 anos...














Esta foto foi tirada há exatamente 5 anos, durante um passeio perto da zona onde moravámos naquela altura. De regresso a casa, investigámos a Viagem do Homem (evolução, cromossomas, mutações, etc), uma teoria sobre a origem da vida na Terra chamada panspermia, e um pouco de história: os Mouros na Europa. E depois ainda tivemos tempo para educação sexual e política!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Há um ano...

Ontem o tema foi o nascimento,

mas hoje lembro a morte

porque há um ano
foi o funeral do meu marido

Para ele,
uma canção

***

terça-feira, 15 de março de 2011

Blogagem colectiva : As fases da vida

Convidada pela Rute, estou participando na blogagem colectiva sobre as fases da vida, começando hoje com o Nascimento.

***

Dizem-me que nasci há 44 anos. Digo-vos que nasço todos os dias, que renasço a cada momento. Recentemente, num grupo de prática da comunicação não violenta, alguém desabafou: como gostaria de viver numa sociedade com um maior nível de literacia emocional!

Numa sociedade em que, em vez de juízos de valor, aprendemos a comunicar o que observamos; em vez de darmos opiniões, exprimimos os nossos sentimentos; em vez de esperarmos que os outros concordem as nossas estratégias, estamos conscientes das necessidades subjacentes, e em vez de fazermos exigências e ameaças, arriscamos fazer pedidos, mesmo sabendo que a resposta pode ser um "não".

Na escola nada aprendemos sobre o nosso mundo interior. Ninguém nos ensina a conectar com "o reino de Deus" que está dentro de nós. Ninguém nos alerta para este mundo de sensações, pensamentos, sonhos, fantasias, emoções e necessidades. O resultado é que vamos crescendo desconectados e alienados de nós mesmos.

A conclusão a que eu cheguei é que se eu não estiver consciente das minhas necessidades como poderei satisfazê-las? As crianças aprendem com o exemplo; fazem o que fazemos, e não o que dizemos. Por isso, se queremos que os nossos filhos aprendam a cuidar de si emocionalmente, temos que dar o exemplo.

O processo começa por estarmos conscientes dos nossos sentimentos, porque são eles que nos indicam o que estamos precisando. Sabendo aquilo que precisamos, podemos então pensar em várias maneiras de satisfazer essas nossas necessidades humanas. E quando nos familiarizamos com este processo, quando vivemos conectados com aquilo que está vivo em nós, desenvolvemos a nossa capacidade de empatia e tornamo-nos capazes de ajudar os nossos filhos a desenvolver sua inteligência emocional.

Quando fazem uma birra, em vez de berrarmos "cala a boca!", ou "pára lá com isso, que já me estás a irritar!", podemos dizer "estás triste porque precisas de brincar?", ou "estás zangada porque precisas de atenção e carinho e eu ando sempre ocupada?", e assim por diante...

Com este tipo de intervenção ajudamos os nossos filhos a identificar as suas emoções, a compreender a ligação entre os sentimentos e as necessidades que revelam, e a comunicar de uma maneira muito carinhosa. E como todos nós adultos vivemos com a nossa criança interior, podemos aprender a ouvi-la e amá-la como deve ser!



Deixo-vos um vídeo - espero que vos inspire a conectar com todas as vossas necessidades, e com as dos vossos filhos, pois nem só de pão vive o homem. Também precisamos cuidar da alma, do espirito, do coração!

Lembrem-se: a gente nasce todos os dias, amanhã é um novo dia, para vocês, e para os vossos filhos. O passado já passou, não passa de uma memória. Não percam tempo com auto-censuras. Ninguém é perfeito.

Em vez disso, tornemos realidade os nossos sonhos. A gente faz-se e refaz-se. Dia novo, vida nova! É só querer renascer! E com o renascer de cada uma de nós contribuimos também para o nascimento de uma nova sociedade :-)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Memórias: o ano que passou - 2010

Janeiro de 2010

Foi um mês muito, muito frio, com muita neve... O retiro à distância continuou e recomecei a orientar sessões de meditação depois da pausa do Natal. Fiz o Reiki I - ao qual se seguiram 28 dias de intensa purificação. Khöndung Gyana Vajra Rinpoche, o filho mais novo de S. S. Sakya Trizin, visitou Bristol e deu iniciações do Buda da Medicina e de Padmasambhava.

Gostei da sessão de sound healing no Chiron Centre, de caminhar ao ar livre, de fotografar as manhãs, da nossa vida simples, e de voltar a receber legumes, vegetais e frutos biológicos à porta.


Fevereiro de 2010


Celebrámos 4 anos de ensino doméstico... e computadores! Continuámos a frequentar o colégio e a apreciar os vegetais biológicos. A workshop de biodança, cujo tema foi "home", coincidiu com o Losar, e foi muito, muito poderosa. Que mais? Ah! a palestra sobre Metratonic Healing.

Neste blog publiquei Homeschoolers: informívoros por natureza, e ainda tivemos tempo de ir dar um passeio ao Greville Smyth Park e visitar amigos no País de gales. O mês acabou no Dia dos Milagres, dia em que, inesperadamente, o meu marido foi parar ao hospital.

Março de 2010

Faleceu 3 dias depois, no dia 3 do terceiro mês de 2010 (2+0+1+0=3), durante uma operação à aorta. Foi um mês de intensa aprendizagem sobre a dança da vida e da morte, em que dei comigo a lidar com agências funerárias e a organisar um funeral, coisa que nunca tinha feito na vida mas que muito me ajudou a começar a processar a realidade da perda.

Depois do funeral começou o longo e violento processo de tratar da papelada: registar o óbito, informar as finanças, os bancos, fazer o levantamento do património do falecido, incluindo dívidas, a habilitação de herdeiros, etc, etc. Nunca tinha tratado destas coisas e não fazia a mínima ideia da quantidade de assuntos a tratar nem dos valores a que podem chegar estas despesas. Na vida a gente aprende assim: primeiro vêm os testes, depois a aprendizagem. Só na escola é que o processo parece ser o oposto...

Abril de 2010
Depois do funeral começaram os usuais problemas relacionados com as heranças. A burocracia, essa, parecia não ter fim. Mas a vida continuou a trazer momentos de alegria e "sucesso": o filhote recebeu um canudo e a arte da filha do meu marido esteve em exibição em Londres.

Maio de 2010


Tive o azar de herdar o nome da escola de T'ai Chi... Os problemas que isso me deu! No meio de tantos problemas, a música tornou-se o meu refúgio, permitindo-me expressar os meus sentimentos livremente, à minha maneira.

Vivendo o fim de mais um capítulo da minha vida, e observando o poder terapêutico da música no processo de luto, dei comigo a reflectir sobre o meu percurso e a relembrar o período em que me dediquei à música na comunidade, usando a música para promover o bem estar pessoal e comunitário.

E, como se não tivesse mais que fazer, recomecei a dar aulas de meditação e resolvi estudar o Lamrim Chenmo. Fui a outro workshop de biodança, passei uma tarde em Spike Island, fui a uma sessão de CNV, passei um dia na Emmaus House, um sábado em Corsham, uma hora no tribunal e recebi flores e mensagens do céu...


Junho de 2010

Os problemas continuam, assim como os assuntos a tratar, que parecem não ter fim! Mas que seria de esperar nesta roda da vida e da morte, nesta dança de encontros e desencontros, de ganhos e perdas, esperanças e desilusões, alegrias e tristezas? Penso que o Universo conspirou para ensinar-me a lidar com estas coisas, dando-me inúmeras oportunidades para aprender a ver a beleza dos períodos difíceis que fazem, afinal, parte integral da vida!

Memórias: o sábado passado no Lam Rim Centre, "taking the essence" com Jon Marshall, o encontro do grupo Jamyang aqui em casa, a visita a um amigo, e as horas tocando música e ajeitando o quintal, que ainda produziu uns moranguitos!


Julho de 2010


Foi um mês bem cheio, com muitos amigos e actividades terapêuticas, como a jardinagem e a música, sozinha e com amigas como a Kathie, a Caroline e o Patrick, que orienta sessões de sound healing usando o poder da voz e das taças de cristal.

Recomecei a usar as minhas capacidades na área do acompanhamento psicológico e da arte de canalizar energia vital pela imposição das mãos, oferecendo sessões de counselling e reiki na rede da freeconomy. Que mais? Uma amiga introduziu-me às técnicas de libertação emocional (EFT), baseadas na ideia de que todas as emoções negativas são causadas por bloqueios no sistema energético do corpo.

Visitas e passeios incluiram Stroud, Cotswold Common, Coombe Dingle, St Nicholas Market, a horta de um amigo e o Jardim Botânico, com as suas ervas medicinais chinesas, cactos e flores lindíssimas! Os problemas, esses, claro, continuaram...

Agosto de 2010

Organisei um Retiro Urbano: todas as 4as feiras deste mês foram passadas em meditação, com alguns momentos musicais durante as pausas. Recomecei a traduzir e revisar textos e continuei a oferecer sessões de reiki e acompanhamento psicológico - para além de continuar a partilhar informação sobre o ensino doméstico e o unschooling, claro! O Alan Dubner pagou os custos do ning, possibilitando a continuação da rede social do ensino doméstico (Portugal e Brasil). A rede, criada há 1 ano, tem agora 290 membros. Entretanto, continuei a moderar o grupo de email que criei há quase 5 anos para pais-educadores de uma cidade aqui perto. Neste momento, um grupo de pais está investigando a ideia de começar uma Free School dedicada à aprendizagem autónoma.

Em casa, andei a reorganizar os livros, a pintar estantes e a tratar do jardim da frente com ajuda de uma amiga. Comecei a tratar do telhado, que andava a chover dentro de casa!

Passeios: Ashton Court, Easton e Combe Dingle

Setembro de 2010

Divisões e rupturas na escola de Tai Chi :-(
mas um pequeno grupo continua praticando a via natural

Memórias: reiki, tradução e revisão de textos, counselling, um dia de retiro, leituras de tarot, astrologia e xamânica. Lembro-me das macieiras de Claverham, da partilha da abóbora, busking, da ida ao dentista e, claro, do dia internacional da liberdade de educação! Aprofundei a aprendizagem sobre o focusing, os arquétipos e a comunicação não violenta. E nasceu mais um blog, cheio de memórias musicais...

Em casa, arranjei as janelas, ajeitei o jardim, livrei-me de montes de tralha acumulada na garagem e no jardim da frente, e pintei os rodapés do loft. Pensei em sair daqui, ainda cheguei a ver 2 casas mas depois resolvi esperar.

Outubro de 2010

Continuei a "destralhar" a casa, levando coisas para as lojas caridade e oferecendo-as no freecycle. Com a ajuda de amigos, pintei a entrada, as escadas e o landing. Depois, alcatifei essa área e o loft. E deu-me para comprar espelhos!

Memórias: meditação, outro encontro do grupo Jamyang aqui em casa, e o dia com Gavin Kilty, tradutor e professor de budismo e da língua tibetana, investigando um tema bem interessante: how do we know we know? Lembro-me também das sessões de focalização com o Chris, EFT com a Jan, biodança (linha da afectividade), e de almoçar no mercado de St. Nicholas com a Sheila. Que mais? Outra visita ao dentista, prática da recapitulação xamânica, e... os nossos aniversários, claro!

Resolvi começar a pensar na minha morte - escrevi a cerimônia para o meu funeral e listas e listas de pessoas, organizações e empresas a contactar caso eu morra subitamente. A importância destas coisas não se aprende na escola, pois não? Nem como se lidar com a morte a nível prático, nem emocionalmente!

Novembro de 2010

Este foi o mês da celebração do diálogo inter-religioso com muçulmanos, budistas, judeus, hindus, sikhs, sufistas, rastafáris, pagãos, quakers e ateus. Foi também o mês que viu o nascimento de mais um blog, desta vez dedicado à criatividade e sentido de humor do meu falecido marido - e aos que se interessam pela fitoterapia chinesa.

A preparação para a minha morte continuou: resolvi deixar tudo organizado, para facilitar a vida aos que cá ficam, pois não quero que ninguém tenha de passar pelo que eu passei este ano! Por isso eu mesma escrevi (e para isso tive primeiro de aprender a fazê-lo) o meu testamento - porque o princípio do faça você mesmo estende-se a todas as áreas da vida!

A minha mãe chateou-se com a minha "obsessão" com a morte. Mas a verdade é que a morte faz parte da vida! Este mês, uma amiga, mais nova que eu, descobriu que tinha cancro, passado 3 semanas fez uma histerectomia, e depois descobriu que ainda tinha células cancerosas. Andarmos em negação, imaginando que estas coisas só acontecem aos outros, ou que só irão acontecer daqui a muito, muito tempo, é que é loucura!

Depois, resolvi focalizar na vida e dar mais atenção à saúde e ao bem-estar: fiz um health check, massagem, biodança, focalização, meditação e Dharma Dance. O decluttering continuou; "deixar ir" faz-me bem à alma ...

Passeios: Abergavenny; Pucklechurch; Clifton
Campanhas: Dia sem compras; reciclagem na cozinha

Dezembro de 2010

Os meus pais vieram até cá passar o mês. Apesar do frio, ainda fomos até Easton, Portishead, Bedminster, Southville, Blaise Castle e Ashton Court. E houve outro encontro inter-religioso, em que, sem ter planeado, fui acompanhada musicalmente por um representante da tradição sikh. Fui também a um encontro de pessoas que praticam a comunicação não violenta, e tive a oportunidade de reconectar com Shantigarba e de conhecer o Ray e a Dorota, que facilitou uma sessão sobre a forma como a CNV pode contribuir para a vida das pessoas altamente sensíveis e empáticas. Continuei a praticar a economia livre, mas desta vez dando a alguém a oportunidade de oferecer sessões de hipnoterapia. Conseguimos um Natal sem Compras mas com muitas prendas. Comprar, só mesmo o bolo Dundee ;-)

Outras memórias: os encontros de Natal com o grupo Jamyang no Maitreya, e com a equipe de facilitadores de sessões de meditação no Ganesha. Descobri a música cigana :-) e um amigo foi parar ao hospital por causa da diabetes :(

E assim se passou mais um ano. Espero que o vosso ano tenha sido tão cheio de aprendizagem e de experiências enriquecedoras como o meu!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

2010 em 18 postagens e 30 palavras

Agora que o ano está prestes a acabar, e antes das intenções para o ano que vem, vem o período da retrospecção...

18 postagens

Legumes, vegetais e frutos biológicos à porta
4 anos de ensino doméstico... e computadores!
Homeschoolers: informívoros por natureza?
A dança da vida e da morte
Pedaços de papel...
O prazer de uma vida simples
Como passam os dias...
A energia vital do Universo
Música, flores e focalização
Redespertar da consciência musical
Fotos desta semana
A essência da focalização
Comunicação Não-Violenta
Tai Chi: A Via Natural
Como é que a gente se diverte em casa
Comemoração do diálogo inter-religioso
Reciclagem na cozinha
Momentos musicais e encontros multiculturais


30 palavras

ensino doméstico, blogging, fotografia, meditação, retiros, budismo, reiki, cura pelo som, biodanza, morte, funeral, tai chi, música, traduções, CNV, aconselhamento, focalização, EFT, decluttering, xamanismo, DIY , diálogo inter-religioso, hipnoterapia, simplicidade voluntária.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Novo blog sobre a fitoterapia chinesa

Tenho andado a digitalizar os desenhos mnemônicos que o Alan fez quando andava a aprender a enorme quantidade de ervas chinesas e suas propriedades curativas, tarefa que não é tão fácil como possa parecer!

sábado, 15 de maio de 2010

Música na Comunidade - Minorias étnicas



Sound World foi um projecto de Música na Comunidade com pessoas idosas de minorias étnicas em Bath, Inglaterra. Uma vez por semana, durante 6 meses, trabalhei com o grupo no centro de dia. O projecto foi financiado pela Gulbenkian e coordenado por Awakening Community Music em parceria com Black and Other Ethnic Minorities Senior Citizens Project e North East Somerset Arts. Se quiserem ouvir mais, cliquem aqui e aqui.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O ano que passou

Tirando a parte final, o resto deste post é uma espécie de resumo do ano. Embora só tenha incluido alguns eventos e aspectos da nossa vida, dá para ficarem com uma ideia do que andámos a fazer. Se têm seguido o blogue, então as únicas "novidades", mais íntimas, estão na parte do mês de Dezembro.

Janeiro 2009

Começámos um novo capítulo da nossa vida em Bristol. Uma das primeiras coisas que fizemos foi entrar em contacto com o grupo do ensino doméstico de Bristol onde conhecemos várias famílias que educam os filhos fora do sistema escolar. Aqui, podem ver como o Daniel andou entretido com animê, mangá, japonês, kick boxing, ki aikido enquanto que eu... descobri a biodanza! Além disso, andámos a conhecer a zona: fomos até Portishead e andámos a passear em Blaise Castle.

Fevereiro 2009

Daniel continua interessado no japonês (andou a aprender kanji e a experimentar comida japonesa), a cozinhar receitas simples, a praticar generosidade, a aprender sobre o dinheiro e a divertir-se com o microscópio (ver aqui). Foi um mês muito frio mas apesar da neve, os passeios continuaram: Portishead, Bristol, Kings Weston, etc.

Março 2009

Março foi um mês bem cheio, por isso deixo apenas umas quantas palavras-chave: céu e as nuvens, bowling, amizades e japonês, (hiragana e katakana). História e religiões do mundo (islão, diálogo inter-religioso, criacionismo e ateísmo). Biologia (fomos até à reserva natural de Horseshoe Bend, no rio Avon), educação alimentar (pão integral e nutrição: importância das vitaminas e minerais). Economia solidária e moedas locais; oportunidades de aprender música, etc.

Que mais? Vários passeios (geografia): fomos até ao parque do castelo, kings weston, à ponte suspensa, Portishead e Clevedon (mais fotos aqui). E eu? Continuei com a biodanza!

Abril 2009

Em Abril fomos passar 2 semanas de férias a Portugal. Passámos a maior parte do tempo em Alvor e Portimão, mas démos um pulinho a Lisboa, Oeiras, Cascais, Guincho e aproveitámos para ir ao centro de arte moderna da Fundação Calouste Gulbenkian. E como o tema principal deste blog é o ensino doméstico, não posso deixar de mencionar o Encontro sobre a Educação Intuitiva, onde conheci a Isabel do blogue A Escola é Bela e a Rute, que acabou de escrever este post sobre o ensino doméstico.

De regresso a casa tivemos que dar um jeito no jardim e os passeios continuaram (Ashton Court e Bristol). Que mais? Ah! O Dia Mundial da Consciencialização do Autismo!

Maio 2009

Maio foi o mês em que o nosso processo de reconectar com a terra começou. É claro, as coisas do dia a dia continuaram: cozinhar, tratar do lixo e reciclagem, observar as libelinhas, etc.

O que mudou foi o nível de apreciação do prazer que vem de uma vida simples... A visita ao riverside garden centre e às hortas biológicas urbanas deram-nos a inspiração que precisávamos para começar a preparar o solo na horta que arrendámos e a cultivar legumes em casa. Pela primeira vez na vida comprámos sementes e plantámos morangos no quintal. E que prazer nos deu ver as alfaces, o tomate e o feijão verde a crescer...

Como era de esperar, os passeios continuaram: fomos ao Museu da Cidade de Bristol, descobrir as lojas e a arquitectura e história de Easton, adorámos Coombe Dingle (mais fotos aqui) e lá fomos, uma vez mais, até Kings Weston. Que mais? Comecei a orientar sessões de meditação num centro aqui em Bristol.

Junho 2009

O tema de Junho parece ter sido aprofundar a conexão com a terra, a natureza e os animais, observando a metamorfose das libelinhas, os escaravelhos, as lesmas e outros bichinhos no quintal; aprendendo a identificar flores (mais aqui e aqui) e árvores, a transplantar plantinhas, a preparar o solo para o cultivo e a fazer adubo orgânico (compostagem). E, claro, adorando ver o tomate, feijão verde, alface e morangos crescendo no quintal.

Refletimos sobre a aprendizagem não planejada, a economia da generosidade e resolvemos aprender mais sobre o movimento da economia grátis directamente daqueles que a praticam.

Os passeios, ou "visitas de estudo à la unschooling", continuaram: fomos aos mercados de S. Nicolau e do Tobacco Factory, visitámos uma quinta pedagógica aqui perto, fomos à floresta de Leigh Woods e visitámos a Tintern Abbey no País de Gales onde, passeando e brincando, aprendemos sobre história, geografia, religião, arquitectura, fotografia, música e novas tecnologias de informação e comunicação! Sem planos de aula, sem currículos, sem escola!

A não perder: a lista de ebooks sobre perspectivas educacionais alternativas incluindo, claro, vários livros sobre a educação em casa.

Julho 2009

Em Julho foram muitos os dias na horta. Os nossos "vizinhos" ajudaram-nos a trabalhar o solo enquanto as ervilhas, beterrabas e couves íam crescendo e, no quintal, o tomate ía amadurecendo. Divertimo-nos também a identificar e coletar plantas silvestres comestíveis no estuário do Rio Avon.

Os passeios continuaram: fomos até Corsham, ao País de Gales e ao parque dos veados. Andámos pela beira do rio no centro da cidade e fomos até Ashton Court (mais aqui), apreciando sempre o contacto com a natureza.

E como cuidar do nosso mundo interior, desenvolvendo a nossa inteligência emocional e espiritual, também é essencial, partilhámos com vocês algumas das nossas experiências: meditação a andar, budismo, taichi, etc.

Agosto 2009

Participámos, pela primeira vez, no Carnaval de blogs Educando en Família organizado pelos pais-educadores de língua espanhola e entrámos em contacto com o pessoal francês que organisa o Dia Internacional da Liberdade de Educação. Para demonstrar o nosso apoio à diversidade de projectos educacionais criámos uma rede social dedicada ao ensino doméstico para todos os pais-educadores à busca de novos paradigmas. A rede tem, neste momento, 88 membros.

Que mais? Talvez valha a pena mencionar a tradução que fiz do estudo sobre a aprendizagem informal e o ensino doméstico conduzido por Alan Thomas e publicado com a sua autorização.

Ah! Andámos também a apanhar amoras silvestres para fazer geleia e partilhámos uma receita de migalhas de ruibarbo. Outros passeios incluiram Kings Weston e Bristol.

Setembro 2009

Cabe-nos a nós também cuidar da sociedade e, através do nosso exemplo, ensinar que ser cidadão não significa acomodarmo-nos à sociedade em que vivemos mas ajudarmos a criar a sociedade que queremos. Esse foi o tema de Setembro: a relação entre a lei e a liberdade, a defesa dos direitos humanos, a lei como mecanismo usado pelo Estado para controlo do indivíduo, e assim por diante...

O principal evento do mês talvez tenha sido o Dia Internacional da Liberdade de Educação. Esta foi a 1ª vez que Portugal participou, com uma "conferência online", neste evento global cujo objectivo é promover a importância da liberdade de escolha do tipo de educação que os pais querem dar aos filhos. Aprendemos imenso sobre o direito à educação em casa em Portugal, no Brasil, e por este mundo fora...

Aqui na Inglaterra, celebrámos o dia com várias famílias que optaram pela educação domiciliar num not back to school picnic. Os passeios parecem não ter sido tantos, mas ainda tivemos tempo para ir até Coombe Dingle e a Clevedon, à exibição de arte no Heritage Centre.

Outubro 2009


E como não basta cuidar da sociedade, do planeta e do nosso interior porque, afinal, sem o corpo que temos nada poderíamos fazer, dedicámos um post ao Dia Mundial da Alimentação.

Mas voltando ao ensino doméstico, que é o tema principal deste blogue, os posts mais importantes do mês talvez tenham sido este (respostas a uma série de perguntas colocadas por uma estudante de pedagogia) e a tradução dos argumentos a favor do ensino domiciliar, dados não só pelos pais mas também pelas crianças e jovens educados em casa.

Que mais? Andámos a destralhar a casa e... o Daniel fez 16 anos!!! Como sempre, conseguimos arranjar tempo para mais umas caminhadas: fomos até Corsham (mais aqui) e andámos a passear em Avonmouth, no parque dos veados e perto da antiga escola waldorf.

Novembro 2009

Agora que o Daniel tem 16 anos já pode frequentar o college; lá nos fomos inscrever num curso de PC Servicing (que há-de começar daqui a umas 3 semanas), o que me levou a escrever sobre o acesso ao ensino superior no caso dos jovens educados em casa. Fiz também uma tradução sobre os argumentos dos académicos a favor do ensino domiciliar e outra sobre necessidades educativas especiais.

Em Novembro tivémos o Dia Mundial da Gentileza, andámos a passear pelos campos, vilas e aldeias de Somerset (Winscombe e Cheddar), e fomos ver uma exibição de arte por um amigo do Alan.

Dezembro 2009

Dezembro tem sido um mês de milagres e coincidências significativas. Vocês que seguem este blogue já se devem ter apercebido que eu evito falar da nossa vida privada, tentando limitar-me à disseminação de informação sobre a educação domiciliar.

Nunca vos disse, por exemplo, que o Daniel foi diagnosticado com um tumor no joelho esquerdo (mais ou menos do tamanho de uma ameixa) e que a médica que me fez o teste de Papanicolau também me assustou com a palavra "cancro". Apesar dos especialistas terem recomendado, em ambos os casos, imediata intervenção cirúrgica, resolvemos esperar e dar tempo ao corpo para se curar a si mesmo, com ajuda de certas práticas meditativas.

E foi o melhor que fizemos! Fomos recentemente ao hospital ver o "progresso" do tumor do Daniel e, acreditem ou não, a verdade é que desapareceu. Completamente! E o meu "possivel cancro"? Esse, em 3 meses já tinha ido à vida! Por isso não se admirem se eu me começar a dedicar mais seriamente à investigação do nosso poder de cura... especialmente depois destas e de outras sincronicidades interessantes que já não tenho tempo para contar.

Keywords: Healing, Biodanza, Reiki, Green Tara Retreat From Afar

Que mais? Lá fora nevou, comemos muitas mince pies, o Natal foi tranquilo, tal como o Boxing Day e o aniversário do nosso casamento. E fui visitar o novo Blue Reef Aquarium em Bristol com a Manuela (do grupo da permacultura) e as filhas.


Relacionado a este post: Memórias de 2008

domingo, 27 de dezembro de 2009

Aniversário de casamento


Lembram-se? Hoje renovámos os votos que fizemos há um ano (ver aqui) . Estes que vou em seguida partilhar com vocês vieram de Thich Nhat Han:

Conscientes de que a vida só está disponível no momento presente e que a felicidade só é possível no aqui e agora, prometemos viver intensamente cada momento da nossa vida diária. Vamos tentar não nos perder em dispersões, arrependimentos sobre o passado, preocupações acerca do futuro ou ânsia, raiva e ciúmes no presente.

Conscientes de que a falta de comunicação leva sempre à separação e ao sofrimento, decidimos habituar-nos a falar com amor e a escutar com compaixão. Vamos aprender a ouvir profundamente, sem julgar nem reagir e a não proferir palavras que possam causar discórdia ou destruir o nosso relacionamento. Vamos esforçar-nos por manter a comunicação aberta e resolver todos os conflitos, incluindo os mais pequenos.

Conscientes de que a raiva bloqueia a comunicação e cria sofrimento, prometemos cuidar dessa energia assim que ela surja e reconhecer e transformar as sementes da raiva escondidas no nosso subconsciente. Sempre que a raiva surgir vamos praticar paciência e reconhecer, abraçar e investigar a nossa raiva a fundo. Vamos aprender a olhar com olhos de compaixão para o outro e para aqueles que acreditamos ser a causa da nossa raiva.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Memórias...

... de sítios por onde passei...



"Mudar de casa e de zona envolve muitas vezes mudanças de papel e de estatuto. Qualquer mudança exige ajustamentos pessoais e psicológicos. A perda da nossa casa pode ser equiparada a um luto. Compreender tudo isto ajuda-nos a adaptar à nova realidade."

Hoje vou partilhar este vídeo, e mais umas dicas, adaptadas daqui, para quem, como nós, está atravessando um período de transição:

"A separação de sítios familiares pode ser sentida como uma forma de perda e ter efeitos devastadores. Há quem diga que todos nós sentimos emoções semelhantes no processo de adaptação a novas situações. As etapas deste processo são:

Primeiro, sentimo-nos oprimidos, incapazes de agir. Expectativas negativas tendem a intensificar esse estágio. Podemos até negar o que está acontecendo; muito comum em crises e situações difíceis de se enfrentar. Mas a certa altura ficamos deprimidos, ao vermos as implicações da mudança. Só depois é que deixamos o passado para trás e a começamos a aceitar a realidade do que está acontecendo. Com esta aceitação, começamos a testar novas maneiras de lidar com a nova situação. Atravessamos então uma fase reflectiva em que tentamos compreender como é que as coisas são diferentes e porquê. Por fim, internalizamos uma nova perspectiva e interpretação da nossa situação. A nossa energia está agora liberta e pronta a ser canalizada para a criação de uma nova realidade.