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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Uma unschooler cheia de talento

Zoe Bentley, desescolarizada, é uma garota de 15 anos cheia de talento. Adora a exogeologia (o estudo da geologia em outros planetas) e quer trabalhar para a NASA. A exogeologia combina a sua paixão pela astronomia, geologia e pelo conceito de viagens no tempo.

Em 2010, a sua submissão "Exogeologia Rocks!" ganhou o segundo lugar no No Boundaries National Competition. Na competição, os adolescentes investigaram carreiras em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, aprendendo ao mesmo tempo sobre NASA.

Zoe também já publicou um livro, Fractured Fate, juntamente com outros adolescentes. No início deste mês, Zoe esteve num painel com outros autores durante a reunião do Santa Cruz Chapter da Sociedade dos Autores do Sudoeste dos EUA. Zoe também vai aparecer num vídeo sobre livros proibidos.

Zoe cresceu em Sahuarita com a mãe, o pai e sua irmã Teagan, 11. Zoe e Teagan são educadas em casa pela mãe. No entanto, o termo que preferem é "unschooling".

"Unschooling é um tipo de aprendizagem baseada em casa onde não se segue nenhum currículo", diz a mãe. "Essencialmente, é a maneira em que os adultos e os bebês aprendem. No unschooling, os pais são facilitadores da aprendizagem em vez de professores".

O resultado é que as crianças e os jovens que seguem esta abordagem podem investigar as áreas que mais lhe interessam, aprendendo as "bases" apenas porque precisam delas para aprofundar os seus interesses.

"Como os unschoolers praticam a aprendizagem autónoma e aprendem por gosto, as universidades estão procurando ativamente por eles" diz a mãe.

Fonte

sábado, 15 de outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Museu oferece dias especiais para famílias que praticam o homeschooling


Para dar-vos uma ideia do nível de reconhecimento e aceitação do ensino doméstico na Inglaterra, e com o desejo de ver a mesma atitude em países como Portugal, Brasil e Espanha, deixo-vos o exemplo do Museu de Ciências em Birmingham, na Inglaterra, que organiza dias especiais para as famílias que seguem o ensino doméstico. O programa foi desenvolvido após consultoria com famílias que praticam a educação em casa (termo mais correto seria educação fora da escola), e com o apoio do departamento da Câmara Municipal que lida com os Museus, Bibliotecas e Arquivos. Visualizar aqui.

domingo, 9 de outubro de 2011

Ensino doméstico chega ao Paquistão

Enquanto todas as manhãs as mães do bairro se apressam, cheias de stress, para levar os filhos para a escola, os dias de Sadaf Farooqi começam com muita tranquilidade. A filha A'isha Irfan, de 6 seis anos de idade, levanta-se cedo, ela mesma faz o seu pequeno-almoço e depois começa o dia expressando sua criatividade com lápis de cores, aguarelas, tesoura e papel. Em seguida, A'isha decide ler um dos livros do seu currículo, fazendo perguntas à mãe sempre que sente necessidade. Seu irmão Abdullah, quatro anos de idade, depressa se junta a ela, com lápis de cor, Lego e inúmeras perguntas ao longo do dia.

A'isha e Abdullah não vão à escola. Para eles, seu lar é sua escola - o lugar onde são livres para aprender num ambiente natural. Não fazem o ensino doméstico por terem necessidades especiais ou não terem conseguido acesso a uma escola "normal". Sadaf, escritora freelance e blogger, pratica o ensino doméstico há mais de um ano e diz que prefere esta abordagem educativa não convencional.

Ela segue o currículo oficial da Oxford University Press, com livros de matemática, inglês, urdu, estudos sociais, ciências, islamiat, e aulas diárias sobre o Alcorão, mas prefere deixar que os filhos escolham o que querem estudar. Diz que esta abordagem utiliza a inclinação que as crianças naturalmente têm para a aprendizagem.

Sadaf não é a única que decidiu educar os filhos fora do sistema escolar. A família faz parte de uma comunidade de pais que estão escolhendo educar os filhos em casa. O conceito, apesar de relativamente novo no Paquistão, está ganhando popularidade entre as famílias que se sentem insatisfeitas com o sistema de ensino tradicional e preferem estar mais envolvidas na educação dos filhos. Estas famílias reuniram-se e formaram a Associação do Ensino Doméstico do Paquistão, uma comunidade online com cerca de 150 membros, pessoas que praticam o homeschooling e/ou que estão interessadas ​​na educação em casa. Também lançaram uma revista trimestral sobre as suas actividades e várias questões relacionadas à educação em casa.

Ler o resto do artigo aqui.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Jacarta: Pais tomam responsabilidade pela educação dos filhos

Para Yudhistira Gowo Sumiaji, de 10 anos, a liberdade de planejar o seu horário ajudou-o a manter o prazer de aprender.

"Geralmente começo às 8 horas e acabo por volta das onze. Estudo matemática, inglês, desenho histórias aos quadrinhos no meu computador e edito fotografias com o Photoshop". Também aprendo culinária, arte e através de tutoriais na internet.

O pai diz que optou pelo ensino domiciliar porque a escola convencional era demasiado rígida, com horários brutais para crianças de 10 anos. Disse que a maioria das escolas ignoram a diversidade dos alunos, assumindo que todos os alunos têm as mesmas capacidades e habilidades.

"Além disso, com o ensino doméstico podemos evitar o bullying, a pressão de grupo e a violência escolar", acrescentou. "Queremos que os nossos filhos aprendam a pensar criticamente, que sejam activos e sem medo de levantar questões".

A Lei de Educação 2003, que regulamenta a educação em casa, reconhece três formas de educação: formal, não formal e informal.

Ler o artigo aqui.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

MEL – Movimento para a Educação Livre

Passo a divulgar as notícias da Cláudia Sousa:

No passado dia 24, várias famílias estiveram presentes na Ericeira para comemorar o Dia Internacional da Liberdade na Educação, à semelhança do que tem acontecido durante o mês de Setembro em diversos outros países. Deste encontro nasceu o MEL – Movimento para a Educação Livre, que pretende, antes de mais, criar condições para reunir as pessoas interessadas em modalidades alternativas de educação (nomeadamente, ensino doméstico), bem como organizar e concentrar recursos e informação, no sentido de dar suporte às famílias, facilitar a comunicação e o acesso à informação.

Estamos, para isso, a elaborar uma mailing list e está já agendada uma sessão de trabalho para o próximo sábado, dia 1 de Outubro, com a seguinte ordem de trabalhos:

  • Reflexão acerca da constituição de associação
  • Identificação de necessidades
  • Constituição de grupos de trabalho MEL

Se estiver interessado em participar na próxima sessão de trabalho e/ou integrar a mailing list, contacte:

claudia.mf.sousa@gmail.com

terça-feira, 27 de setembro de 2011

"Unschooling": aprender fora de casa



Num celeiro cheio de cavalos, vacas e cheiros pungentes da vida numa fazenda, Madeline Jones tira leite de uma vaca. Essa foi uma das tarefas do dia passado na fazenda histórica em Battle Ground. Enquanto as outras garotas da sua idade passam os dias sentadas dentro das quatro paredes da escola, hoje Maddie aprende fora de casa, no meio de vacas e galinhas!

"É muito divertido", diz a menina, de 7 anos de idade. "Eu adoro ir buscar os ovos. E também gosto de ordenhar as vacas."

Madeline, a irmã gêmea, Abigail, e Lily, a irmã mais velha, são educadas em casa. A mãe diz que seguem um método "eclético", mas que se inclinam mais para o unschooling, a forma menos estruturada do homeschooling.

Com o estigma do homeschooling a diminuir, são cada vez mais os pais a optar pelo ensino domiciliar por motivos não-religiosos. E alguns até se sentem livres para desescolarizar os filhos ou praticar uma mistura do ensino doméstico tradicional com o unschooling.

Visualizar artigo aqui.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

EUA: Arizona opta pelo ensino doméstico

Stephanie Lovett, uma mãe de quatro filhos que reside em Maricopa, não precisa de se preocupar com o regresso às aulas ou reuniões com os professores. Nem precisa de comprar materiais escolares ou de enfrentar o tráfego intenso todos os dias para levar os filhos para a escola. Eles aprendem calmamente, em regime de ensino doméstico.

No Arizona, aproximadamente 22.500 estudantes aprendem desta forma. O crescimento do ensino domiciliar tem sido dramático.

Ler o artigo aqui.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A melhor coisa do ensino doméstico


Jennifer Krekorian: Para nós, a melhor coisa do ensino doméstico são as manhãs sem pressa. Os nossos dias começam devagarinho, com calma. As crianças sentam-se no sofá e eu leio histórias, e nós todos juntinhos e aconchegadinhos. Eles propõem escrever algo baseado nos seus interesses: uma biografia, uma história, um relatório... Cada criança também mantem o seu diário. A matemática, aprendem com muitos jogos​​. Nós decidimos o que queremos estudar, vamos para a biblioteca buscar livros e resolvemos que projetos queremos fazer. Durante a tarde encontramo-nos com amigos, em casa uns dos outros, ou em vários parques, ou as crianças brincam lá fora no jardim. Como o meu marido sai muito cedo para o trabalho ele volta cedo para casa, lá para as quatro da tarde, geralmente quando preciso de tempo para mim. Aí ele leva-os a jogar futebol ou beisebol, dependendo da época.

Visualisar foto e ler o artigo aqui.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Comemoração do não regresso à escola


EDMONTON - Enquanto a maioria das famílias foram para o shopping comprar o material necessário para a escola, a família Royds não estava nem estava pensando no regresso à escola.

Sofia Royds, 7, e Ella Royds, 5, são educadas em casa pela mãe. Esta quinta-feira, enquanto as outras meninas da mesma idade vão conhecer os novos professores, Sofia e Ella vão comemorar o ensino doméstico no Parque Emily Murphy.

A Sociedade da Aprendizagem em Casa organizou uma festa para as famílias de Alberta que praticam o ensino domiciliar e pessoas interessadas em saber mais. A festa chama-se "comemoração do não regresso à escola."

"É o nosso evento para celebrar o início de mais um ano", disse Catherine Mansaw, a vice-presidente da sociedade. "Faz-nos sentir que estamos a fazer algo igualmente importante, igualmente benéfico".

Visualizar foto e ler artigo aqui.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A escola da mamã

No Quebec, enquanto dezenas de milhares de alunos no ensino primário e secundário vão voltar para a escola no início desta semana, cerca de 2.000 crianças permanecerão em casa. Os pais decidiram educá-las em casa, seguindo mais ou menos o programa do Departamento de Educação - ou ignorando-o completamente!

Podem ler o artigo, em francês, aqui. Da Roménia à Indonésia, o ensino doméstico vai de vento em popa!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

"Unschooling" ganha popularidade


Zoe Bentley, 14 anos de idade: esta adolescente alegre de Tucson, Arizona, investiga as coisas que gosta, quando quer, tão profunda ou superficialmente quanto quer, todos os dias do ano. Zoe, como "unschooler", é livre das exigências da escolaridade obrigatória.

Neste momento está a ver as sequóias da Califórnia com a família, fazendo mudanças no seu website e cheia de vontade de produzir mais um vídeo sobre o seu tema favorito, exogeologia, o estudo da geologia noutros planetas.

"Eu adoro investigar a história de uma área", disse Zoe. "Se calhar um vulcão entrou em erupção e foi crescendo ao longo dos tempos, ou o vento transformou a rocha em dunas de areia, ou um meteoro colidiu no chão e fez uma cratera. Adoro descobrir a origem destas formações."

Continua aqui (em inglês).

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Unschooling no noticiário



Depois das férias de verão, sem trabalhos de casa e livres para escolher seus horários, as crianças de todo o país estão a preparar-se para voltar para a escola. No entanto, alguns pais vão experimentar um novo método de ensino que deixa os filhos manter essa mentalidade de férias o ano inteiro.

O método, conhecido como "unschooling", deixa as crianças controlar sua aprendizagem. Em vez de se sentarem com livros didáticos, as crianças vão para museus ou vêem programas de televisão educativos. Diane Targovnik é uma defensora de desescolarização: diz que as crianças aprendem com a vida.

Ver: 'Unschooling' Gives Kids Choice in Studies

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Alunos aprendam no conforto da sua casa


Em Cincinnati, EUA, as escolas públicas lançaram um novo programa na internet que deixa os alunos aprender no conforto das suas casas. Cincinnati Digital Academy oferece um currículo gratuito na internet, acessível 24 horas por dia. Neste momento tem cerca de 40 alunos matriculados.

"A ideia de que não precisamos estar em um determinado edifício para aprender é diferente", admitiu Eric Thomas, Diretor de Inovação, explicando que actualmente, no que toca ao ensino, a tradicional sala de aulas é apenas uma das muitas opções e que alunos não-tradicionais requerem ambientes de aprendizagem não tradicionais.

Linda, mãe de três filhos, diz que este sistema combina a estrutura do sistema de ensino público com a atenção individual do ensino doméstico: "O ensino doméstico costumava ser fora do comum mas agora as pessoas estão dizendo que não querem colocar os filhos na escola pública".

O curso online é interativo, com vídeos, lições práticas e interação com os professores, oferecendo também um computador com acesso à internet e suporte técnico, acesso a livros digitais, laboratórios de ciência e materiais.

Ver: CPS offers online option for K-12

domingo, 14 de agosto de 2011

Nova lei dá mais liberdade aos homeschoolers

Minnesota, EUA: boas notícias para os pais que educam os filhos em casa.

"O Estado está reconhecendo a validade da educação em casa", disse Lorna Cook, falando sobre a nova lei que liberta os homeschoolers de quase toda a burocracia exigida pelas leis anteriores. "Afinal, as estatísticas mostram que em geral, no que diz respeito à educação em casa, os pais estão fazendo um bom trabalho."

Com efeito, a nova lei parece dizer aos homeschoolers: "Vamos economizar tempo e dinheiro e deixar os pais-educadores continuar a fazer o bom trabalho que estão fazendo."

Vários mandatos desapareceram sob a nova lei, incluindo um que exigia que os pais sem educação superior enviassem relatórios trimestrais sobre os filhos ao director da escola pública da sua residência.

A nova lei também acaba com a exigência das visitas anuais pelo dito director, reduzindo a 'papelada' em geral.

Erica Gagnon, que pratica o ensino doméstico há 9 anos, disse estar surpreendida. Pensava que a lei não iria ser aprovada por causa da opinião prevalecente de que os homeschoolers não oferecem os mesmos benefícios que as escolas.

"Muitas pessoas estão preocupadas com a possível falta de estrutura e supervisão", disse ela. "Ninguém escolhe o meu currículo ou decide o nosso horário. Muitos preocupam-se com a possibilidade de algumas crianças serem educadas de forma inadequada. Mas isto diz-me que o governo não está preocupado com os homeschoolers, que em geral estamos fazendo um bom trabalho e que não precisamos de mais restrições."

O sucesso dos homeschoolers é muitas vezes demonstrado nos meios de comunicação, com crianças educadas em casa vencendo competições de geografia e ortografia, e obtendo melhores resultados do que as crianças da mesma idade educadas nas escolas, disse ela.

Ler o resto aqui.

sábado, 13 de agosto de 2011

As crianças estão sempre a aprender

Vídeo aqui.

HOPE, Maine - Em 1981 Kathy e Ed Green tentaram matricular a filha mais velha no jardim de infância mas naquela época a cidade de Hope não tinha um jardim de infância. A escola mais próxima era longe e o casal decidiu experimentar a educação em casa.

Há 30 anos, eles eram uma de 10 famílias registradas como pais-educadores no Departamento de Educação de Maine. Do início dos anos 1990 a 2005, o número de crianças registradas em regime de ensino doméstico foi aumentando gradualmente, com cerca de 200 a 300 crianças por ano a iniciar o ensino domiciliar. Desde 2005 que o total permanece relativamente estável, oscilando entre 4.700 e quase 5.000.

Não temos documentos sobre as razões que levam tantos pais a optar pela escola em casa, nem sobre o que levou este método de ensino a crescer tão rapidamente. Pode ser por causa do advento da internet e da crescente disponibilidade de planos de aulas. Ou porque o homeschooling tornou-se mais popular, por já não parecer tão estranho.

"Para elas, aprender é um modo de vida. É constante, acontece todos os dias, a cada momento", disse Kathy. "E continua durante os meses de verão, quando os alunos das escolas públicas estão de férias. As crianças nunca param de aprender, por isso você está sempre ensinando".

"É um modo de vida. Nós não vemos o ensino doméstico como uma escola em casa", acrescenta o marido, "mas simplesmente como parte integral do nosso dia a dia. E as crianças gostam porque podem perguntar 'Por que é que o céu é azul?' sabendo que vamos ter tempo para explicar ou ajudá-las a descobrir".

A família fundou Homeschoolers de Maine, uma organização voluntária sem fins lucrativos cujo objectivo é ajudar outros pais que educam os filhos fora do sistema escolar. A organização ajuda a avaliar os alunos, organiza conferências e distribui informação sobre o ensino doméstico.

Vídeo e artigo aqui.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pais decidem desescolarizar os filhos

Todos sabemos que o sistema escolar não está recebendo elogios, mas será que isso é suficiente para desescolarizar os filhos? Agora até já há palavra para isso: unschooling. Outro termo é 'educação democrática'. Basicamente, em vez de colocar as crianças e jovens em aulas de inglês ou de matemática é deixá-las decidir o que querem aprender. Mas a questão é: será que isso realmente funciona?

Estamos habituados a ver as crianças sentadas em salas de aulas aprendendo a ler e a escrever todas ao mesmo tempo sob a direcção de um professor. Mas agora existe uma nova opção, uma que substitui a tradição por um ambiente de aprendizagem mais relaxado.

"Vi que todo mundo ensina os alunos a fazer testes padronizados, mas o meu filho não é padrão", disse Diane Targovnik, que se juntou a outros pais para fundar a Escola Livre Phoenix Rising.

Diane diz que a Escola Livre é um sistema de educação democrática em que as crianças decidem o que querem aprender. Vimos, no site da escola, uma lista de potenciais actividades com opções típicas - assistir a uma aula de matemática ou fazer pesquisa sobre a Guerra Civil - e outras menos comuns, como contruir uma fortaleza e subir as árvores.

Como é que estas coisas ajudam a educação das crianças?", perguntou a repórter.

"Porque se você já tentou construir uma fortaleza você sabe muito bem que isso envolve geometria, carpintaria, ciências e pensamento criativo", responde Diane, argumentando que as crianças usam as suas experiências do mundo real na aprendizagem dos fundamentos importantes.

Ler o resto aqui.

Copyright 2011 KPHO. Todos os direitos reservados.

sábado, 6 de agosto de 2011

Aprendem o que querem, quando querem


Quem? Os unschoolers, claro!
Fotos e artigo aqui.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Federação Europeia da Educação em Casa

Proposta de uma organização europeia da educação em casa, unindo associações / grupos existentes e pais-educadores de diferentes países europeus.

Se a união faz a força, então quanto mais nos unirmos mais fortes seremos. Existem diferenças entre as pessoas que educam em casa, mas neste momento precisamos de nos concentrar naquilo que temos em comum. Vemos por toda a Europa um movimento por parte dos governos europeus para restringir o ensino domiciliar, que pode ser verificado em actividades recentes e não tão recentes na Inglaterra, Irlanda, Espanha, França, Alemanha, Suécia, etc.

Há países na Europa onde não se pode educar em casa, outros em que só pode praticar o ensino doméstico quem tiver curso de professor, países onde o ensino domiciliar é usado como pretexto para tirar os filhos dos pais, países onde se você não passar os exames do Estado você é obrigado a voltar para a escola, países onde os pais têm tanto medo que a polícia bata à sua porta que acabam por deixar os filhos sofrendo uma situação em que sua felicidade é seriamente comprometida... há países na Europa sem uma associação, países onde a ideia de se poder educar em casa é equivalente a dizer que você é louco, e países onde as pessoas nem sequer sabem da existência desta possibilidade.

Não podemos negar o efeito cascata na União Europeia; a victória de uma família é uma vitória para todos nós, e a derrota de uma família representa sempre uma derrota que pode vir a ter repercussões negativas para as famílias que optam pelo ensino domiciliar. Para dar um exemplo, apenas um mas relevante, esta semana eu recebi uma carta do escritório da defesa pública aqui em Espanha, citando o caso Konrad perante o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (2006), e que mesmo que se possa provar que a educação em casa esteja ao mesmo nível da escola, a integração na sociedade proporcionada pela escolaridade obrigatória é uma vantagem que de as crianças não devem ser privadas.

Na decisão do Tribunal Constitucional espanhol de Dezembro de 2010, ao ordenar a frequência escolar para os filhos do réu, também foi usado o argumento, como no caso Konrad, de que os pais-educadores podem educar os filhos de acordo com as suas convicções "depois da escola e aos fins de semana". Alguém que não conheço perdeu uma batalha, e isso afeta a minha situação. Conhecimento é poder, e quanto mais conhecimento partilharmos, quanto mais apoio dermos uns aos outros, quanto mais nos relacionarmos uns com os outros, tanto melhor será para todos nós. Os países com menos experiência irão beneficiar daqueles com mais experiência, e aqueles com mais experiência irão beneficiar da força de um grupo maior.

Learning Unlimited tem possibilitado a conexão entre pais-educadores desde 2001, e tem sido inestimável na prestação de consultoria, assistência e apoio a pessoas de toda a Europa. No décimo aniversário de sua fundação, e num esforço para elevar o espírito de união entre o nosso coletivo e tornar-se mais forte através da união dos nossos esforços, chegou a hora de darmos mais um passo e fortalecer as relações entre as associações, grupos e indivíduos na Europa criando uma Federação Europeia da Educação em Casa.

Netzwerk Bildungsfreiheit da Alemanha, NVvTO da Holanda e da União Europeia já estão a bordo. Eu pertenço a uma organização espanhola, a ALE. Existem planos para uma reunião esta semana sobre este assunto na Hesfes, Inglaterra, e de novo durante a Conferência Europeia que estamos hospedando em Setembro.

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Se fosse possível que alguém de Portugal participasse nesta conferência, a sua contribuição seria muito bem-vinda e valorizada. Se isso não for possível, se alguém pudesse oferecer-se para formar parte de um grupo de trabalho que pudesse tomar as medidas necessárias para formar a estrutura para esta nova organização que irá fortalecer as relações entre os pais-educadores por toda a Europa, por favor entrem em contacto o mais depressa possível.

Espero que isto traga resultados reais e tangíveis para todos nós, e que a formação deste novo sindicato conte com o apoio e participação da sua organização.

Daragh McInerney, Presidente, ALE, Espanha (educacionlibre.org)
daraghmci@hotmail.com