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quinta-feira, 24 de março de 2011

A Opressão da Infância

Depois de publicar este post sobre Teresa Graham Brett, unschooler e autora, resolvi traduzir outro artigo dela sobre a opressão da infância. O apelo parece ser o seguinte

tratem os vossos filhos
como gostariam de ser tratados


***

À medida que comecei a investigar as dimensões da nossa experiência como crianças num mundo dominado por adultos, comecei também a perceber a semelhança das nossas experiências de infância.

Podemos vir de diferentes backgrounds e vivências sociais mas, no entanto, a esmagadora maioria de nós, agora adultos, teve experiências comuns durante a infância.

É esta nossa experiência em comum que cria a base para a desigualdade e dominação na nossa sociedade. À medida que fomos crescendo e sendo socializados por indivíduos e instituições, o impacto dos outros factores sociais, tais como o status sócio-econômico, raça, etnia, gênero, orientação sexual, status de habilidade e/ou religião foram se tornando muito mais acentuados.

Podemos ter tido pais e professores amorosos. No entanto, na nossa cultura e sociedade, o paradigma dominante é um em que os adultos controlam as vidas das crianças. Mesmo feito "por amor", esse controle e dominação fundamentalmente destrói o poder das crianças.

Nosso paradigma ensina as crianças a duvidarem de si mesmas e a aceitar que as "autoridades" tomem decisões por elas e lhes digam o que é certo/correto. A necessidade de autonomia e auto-determinação é sacrificada à necessidade de ordem e produtividade. Doutrinação para este tipo de perspetiva é mais fácil se o poder das crianças for negado e ignorado.

A perda da nossa voz e do nosso sentido de autoridade interior durante a infância cria um terreno fértil para as nossas instituições nos ensinarem que o uso do poder sobre os outros é a única forma em que a nossa sociedade pode florescer, ser produtiva e ter sucesso.

Nas margens da nossa sociedade sempre houveram indivíduos e movimentos sociais que desafiaram o paradigma dominante. Isso também está ocorrendo relativamente ao adultismo e ao tratamento das crianças.

As crianças têm um poder pessoal tremendo. Quando elas se mantêm conectadas a esse poder e essa conexão é honrada pelos adultos, elas são capazes de criar vidas autênticas e saudáveis sem sentirem necessidade de usar o seu poder sobre os outros.

Isto não significa que as crianças que estão conectadas à sua autoridade e poder pessoal não vão ficar zangadas, tristes, bater no irmão ou gritar. Mas a necessidade de readquirir a sua voz e autonomia não será satisfeita à custa dos outros à medida que vão crescendo e tornando-se adultas.

Se estamos dedicados a melhorar o mundo é importante contestarmos as injustiças que vemos ao nosso redor. Se fizermos isso mas continuarmos a ignorar a discriminação da infância perderemos a melhor oportunidade para criar uma verdadeira mudança social.

Como mãe, sei que desperdicei essa oportunidade nos quatro primeiros anos de vida do meu filho Martel. Minha vida profissional era dedicada a tentar resolver a desigualdade; no entanto continuava (e por vezes ainda continuo) a perpetuá-la em casa com os meus próprios filhos.

A um nível muito fundamental, se nós criarmos um mundo onde as crianças são empoderadas desde o nascimento, iniciaremos uma revolução em cada criança que irá mudar a sociedade.

Original

Não faças às crianças e aos jovens
o que não gostarias que te fizessem a ti!


Ver também: O Adultismo

Publicado com permissão da autora

quarta-feira, 23 de março de 2011

O Adultismo

Publiquei recentemente este post sobre Teresa Graham Brett, unschooler e autora. Estive a dar uma olhada no site dela e resolvi traduzir o artigo sobre o adultismo.

Fiquei a pensar que o unschooling, especialmente o unschooling radical, é provavelmente uma das poucas formas de educação não-adultista! Aqui vai então o artigo, espero que gostem.

***


O adultismo é um produto do sistema de opressão. Como o relacionamento pai-filho e adulto-criança define a nossa existência e o nosso mundo desde o nascimento, eu diria que o adultismo permite a perpetuação de todas as outras formas de opressão (sexismo, racismo, heterossexismo, etc).

Em seu artigo Adultos como aliados, Barry Checkoway define o adultismo como "... todos os comportamentos e atitudes que partem do pressuposto de que os adultos são melhores do que as crianças e têm o direito de agir de várias formas sobre elas sem obterem o seu consentimento."

Ele continua, dizendo que,

Excepto os prisioneiros e uns quantos grupos institucionalizados, a vida das crianças e dos jovens é mais controlada do que a de qualquer outro grupo da sociedade.

Além disso, os adultos acham-se no direito de punir, ameaçar, bater, retirar 'privilégios' e ostracizar as crianças e os jovens a fim de os controlar ou "disciplinar".

Se esta fosse a descrição da forma como um grupo de adultos é tratado, a sociedade depressa reconheceria este tipo de comportamento como uma forma de opressão. No entanto, os adultos geralmente não consideram o adultismo como opressivo porque esta foi a maneira como foram tratados durante a sua infância; o processo foi internalizado.

A essência do adultismo é que as crianças e os jovens não são respeitados. Em vez disso, são consideradas menos importantes e, de certa forma, inferiores aos adultos. Os adultos não confiam nas suas capacidades de se desenvolverem corretamente e por isso acham que as crianças devem ser ensinadas, disciplinadas, castigadas, orientadas e preparadas para o mundo dos adultos.

A libertação das crianças e jovens requer a participação activa dos adultos. Um bom ponto de partida é analisar e compreender como nós - os adultos de hoje - fomos maltratados e desvalorizados quando éramos crianças e jovens, e como isso agora nos faz agir de uma maneira adultista.

Geralmente não se escreve muito sobre o adultismo no contexto da parentalidade. Quando o conceito é debatido, o termo adultismo é frequentemente utilizado em artigos que descrevem formas de empoderar adolescentes e jovens adultos. Raramente é usado em relação às crianças mais novas. Quando as crianças atingem a adolescência geralmente já passaram por uma década ou mais de dominação e controle por parte dos pais, professores e dos sistemas sociais que reforçam esse paradigma autoritário.

A natureza da relação entre as crianças e os pais (ou adultos) requer muitos cuidados por parte dos adultos. Muitas vezes, esta função de cuidar obscurece as formas em que nós, pais, perpetuamos o adultismo. Desde tenra idade vemos o nosso papel como o de assegurar a segurança e a saúde dos nossos filhos. Para sobreviver e crescer, as crianças precisam de nós. O facto de que elas podem não ser verbalmente hábeis pode interferir com a nossa capacidade de ver os nossos filhos como sendo plenamente humanos e fazer-nos pensar que precisamos de os controlar para seu próprio bem.

As formas em que perpetuei o adultismo foram (e às vezes ainda são) variadas e geralmente subtis. Eu certamente não as reconheci como tal durante os primeiros 5 anos da vida do meu filho e mesmo agora, quando sou opressiva, nem sempre vejo que isso está acontecendo. Rotular esta relação de controlo em termos que nos desafiam a ultrapassar as nossas suposições de que os adultos são melhores ou superiores às crianças pode ajudar-nos a entender a forma como usamos o nosso poder para controlar e, ultimamente, magoar as crianças.

Original
Ver também: A Opressão da Infância
Publicado com permissão da autora

***

Para refletir


O que é o adultismo?

Quais são as consequências do adultismo para os indivíduos e para a sociedade?

Em que tipo de situações te achas no direito de punir, ameaçar, bater, retirar 'privilégios' e ostracizar os teus filhos a fim de os controlar ou "disciplinar"?

De que formas foste maltratada e desvaloriza quando eras criança?

De que forma perpetuas esse tipo de tratamento?

Se és professor/a, ou educas os teus filhos fora da escola, de que forma perpetuas o adultismo no campo do ensino-aprendizagem?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sem estarem limitadas à escola, o mundo!

O homeschooling abre um mundo de possibilidades. Sem estarem presas à escola, as crianças podem conhecer o mundo.

Kanchita é uma menina educada fora da escola, e Canita é um cachorro imaginário que a acompanha nas suas viagens. Convido-vos a visitar o blog desta menina de 7 anos de idade que está viajando na América do Sul. A maioria das fotos são dela.

Entretanto, para ficarem com uma ideia, eis o que ela diz:

Não precisamos falar a mesma língua para nos entendermos.

Este ônibus escolar leva as crianças para a escola flutuante...
tudo flutua ... tudo é feito com totora...

Esta é uma casa feita com totora.

Estamos a entrar num mundo novo,
um mundo que eu nunca tinha visto.


Esta é uma ilha flutuante.

Um pé na ilha flutuante. As ilhas flutuantes do Lago Titicaca são habitadas pelos Uros. No dia de Natal, fomos à ilha de Taquile e a uma das ilhas flutuantes. As ilhas flutuantes são feitas com totora, que é uma planta que eles usam para tudo, para comer, para fazer barcos, casas e ilhas.

Retirado daqui.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

As três abordagens ao homeschooling

Segue-se a tradução de um trecho deste artigo.

Existem três abordagens principais para a educação domiciliar. Enquanto algumas famílias seguem apenas uma abordagem, outras misturam e combinam várias a fim de irem ao encontro do estilo de aprendizagem dos seus filhos.

A "escola-em-casa" é a mais tradicional. Os pais geralmente assumem o papel de professor e os filhos seguem um currículo bastante semelhante ao da escola pública, embora possam incluir outros temas extras, como religião e estudos bíblicos. Os alunos normalmente lêem livros ou outros materiais on-line, completam fichas de trabalho e têm que fazer trabalhos todos os dias. Nos EUA há muitos currículos disponíveis para o ensino domiciliar. Os pais podem comprar um destes pacotes ou podem escolher diferentes fornecedores para disciplinas diferentes.

Muitas famílias preferem a abordagem baseada em projectos. Escolhem vários temas de interesse e estudam-nos em profundidade. Crianças de idades diferentes podem trabalhar juntas. Elas geralmente tentam criar uma abordagem verdadeiramente multi-disciplinar, incluindo sempre que possível línguas, matemática, ciência, música, arte e história. Nos seus estudos, usam a biblioteca, visitas de estudo, passeios, mentores na comunidade, documentários e outros recursos. As crianças podem usar métodos não tradicionais para mostrar a sua aprendizagem, e muitas criam álbuns de recortes, vídeos, ou outros tipos de arte para documentar os seus estudos.

A terceira abordagem à educação em casa é chamada unschooling, ou aprendizagem orientada pelos interesses das crianças. Embora haja muitas definições para o unschooling, a premissa subjacente é que as crianças aprendem de forma mais eficaz quando seguem os seus interesses e fazem parte de uma comunidade. As crianças que seguem os seusinteresses podem passar dias ou semanas estudando um assunto, algo que não é possível num ambiente mais tradicional. Apesar do unschooling ser orientado pelos interesses dos filhos, os pais estão activamente envolvidos no processo de aprendizagem, ajudando os filhos a encontrar recursos, mentores e outros materiais para facilitar a aprendizagem. O unschooling coloca as crianças no comando de grande parte da sua própria educação, mas requer pais empenhados em criar um ambiente de aprendizagem muito estimulante para os filhos.

Podem ler o artigo na íntegra aqui.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

As crianças aprendem o que querem

Para a maioria das crianças a escola é o lugar onde aprendem e o lar é o lugar onde vivem. Mas para cerca de 80.000 crianças no Reino Unido o lar é onde vivem e aprendem, e muitas vezes com um grande sucesso.

São crianças educadas em casa que os pais retiraram da escola ou que nunca nas suas vidas frequentaram a escola - o que é perfeitamente legal, pois não é a escolaridade que é obrigatória mas sim fazer com que os nossos filhos recebam uma "educação a tempo integral eficiente e adequada à sua idade, capacidade e aptidões".

No Reino Unido, o Departamento de Educação não tem a obrigação de monitorizar as crianças educadas em casa, excepto se tiver razões fundamentadas para crer que a criança não está recebendo uma educação adequada.

Um porta-voz do Departamento de Educação disse que: "O governo respeita o direito que os pais têm de educar os seus filhos em casa e reconhece que a maioria dos pais que optam pelo ensino domiciliar faz um trabalho muito bom, e que alguns têm até que lidar com o resultado dos danos que os filhos sofreram na escola".

Há uma variedade de razões que levam os pais a escolher a escola em casa: descontentamento com o ensino oferecido pelas escolas, os filhos podem ter sido vitimas de bullying, ou a escola que queriam não tinha vagas.

Seja qual for a razão, é um passo sério, e muitos pais questionam a sua capacidade de dar aos filhos uma educação decente e se as crianças vão aprender as habilidades sociais necessárias. São receios compreensíveis - mas o ensino doméstico traz consigo muitos potenciais benefícios.

Pesquisa da Universidade de Durham revelou que as crianças educadas em casa demonstram níveis elevados de escolaridade e habilidades sociais, e os pesquisadores observaram que um ambiente positivo e seguro, atenção individual, a ausência da pressão de grupo e a oportunidade de aprender através da conversa contribuíam para os resultados positivos do ensino domiciliar.

Descobriram também que os pais que optam por educar os filhos em casa começam geralmente com bastante estrutura, possivelmente porque é a isto que estão habituados, mas que com o passar do tempo a rotina torna-se mais flexível e em vez de seguirem um currículo acadêmico pre-estabelecido, adaptam a educação aos interesses das crianças.

Shena Deuchars, da Education Otherwise, uma organização de apoio ao ensino domiciliar, educa os dois filhos em casa: "As crianças aprendem o que sentem necessidade de aprender. Aprendem habilidades para a vida, e têm tempo para aprender o que lhes interessa."

Ler o resto aqui.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A escola fechou, pais criaram homeschool

Pais com filhos numa escola que foi fechada pelo governo britânico criaram a sua "escola em casa" para eles mesmos ensinarem os filhos.

Doze crianças, com idades entre os 5 e os 18 anos, ficaram sem escola em Novembro por causa das más condições e fracos padrões de educação.

Alguns dos alunos mais novos foram transferidos para outras escolas públicas mas os pais dos seis jovens mais velhos decidiram mantê-los juntos.

Gaynor, uma das mães que ajudou a estabelecer a Phoenix Home School temporariamente numa igreja em Derby, disse:

"Os alunos mais velhos não querem ir para uma escola enorme, por isso decidimos partilhar recursos e optar pelo ensino doméstico. Agora estamos tentando arranjar um lugar acessível e mais permanente onde os alunos possam estudar. Vamos ensinar história, latim, arte, fotografia, culinária, bordado, tricô e crochê. Vamos ter passeios educativos: vamos passear no parque na hora do almoço e fazer excursões a museus e centros desportivos."

Fonte

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O que significa "deschooling"?

Deschooling é um termo usado por filósofos da educação e defensores da educação alternativa e / ou do ensino doméstico, embora se refira a coisas diferentes em cada um destes contextos. Foi popularizado por Ivan Illich no seu livro Sociedade Sem Escolas.

Filosoficamente, refere-se à crença de que as escolas e outras instituições de ensino são incapazes de proporcionar a melhor educação possível para alguns, ou para a maioria dos indivíduos. Alguns estendem este conceito para além do indivíduo e querem acabar com as escolas em geral. Esta filosofia é baseada na crença de que a maioria das pessoas aprende melhor sozinhas, por si mesmas, fora dos ambientes institucionalizados, e a um ritmo auto-determinado. Este é o significado do termo utilizado por Illich.

Outra crítica comum é que a escolaridade obrigatória, com seus horários programados e um único método de ensino para todos, é utilizada como uma ferramenta para produzir uma classe trabalhadora ignorante e conformista.

Têm surgido alternativas à aprendizagem institucional, tais como as escolas livres, o unschooling e a formação de redes com outras famílias e indivíduos que optam pelo deschooling.

Na prática, deschooling refere-se ao processo mental que se atravessa depois de se abandonar o ambiente de educação formal, em que a "mente escolarizada" ou a "mentalidade escolar" é corroída ao longo do tempo. Deschooling pode referir-se ao período de tempo que as crianças retiradas da escola demoram a se adaptar a aprender num ambiente não estruturado [tal como as galinhas poedeiras ou industriais, criadas em campos de concentração, ao serem salvas, precisam de tempo para se adaptarem novamente à liberdade do campo].

As famílias que retiram os filhos da escola para os educar a partir de casa observam que eles precisam de um período de adaptação para re-aprenderem a viver sem o reforço da aprendizagem arregimentada e das avaliações constantes. O termo é geralmente usado para descrever crianças e jovens que foram retirados da escola para poderem praticar a aprendizagem autónoma e auto-dirigida.

O termo é usado por alguns como sinônimo de unschooling, mas muitos fazem uma clara distinção.

Fonte

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Citações: Gandhi, sobre a educação


















É uma grossa superstição supor que o conhecimento só pode ser obtido em escolas e faculdades. O mundo produziu estudantes brilhantes antes das escolas e faculdades terem surgido. Não há nada tão enobrecedor ou duradouro como o auto-estudo. Escolas e faculdades fazem da maioria de nós meros receptáculos das superfluidades do conhecimento. O trigo é jogado fora e apenas a casca é assimilada. Não quero depreciar escolas e faculdades em si. Elas têm o seu uso. Mas estamos exagerando muito aquilo que são. Elas são apenas um dos muitos meios de adquirir conhecimento.

A verdadeira dificuldade é que as pessoas não fazem ideia do que a educação realmente é. Nós avaliamos o valor da educação do mesmo modo que avaliamos o valor dos terrenos ou das acções na bolsa de valores. Queremos fornecer apenas o tipo de educação capaz de capacitar o aluno a ganhar mais.

***

A verdadeira educação consiste em extrair o melhor de si mesmo. Que melhor livro pode haver do que o livro da humanidade?

domingo, 26 de dezembro de 2010

Austrália: perseguido por educar em casa

Na Austrália, um pai-professor é perseguido pelo Estado.

Segue-se a tradução da sua carta aberta ao Ministro de Educação.

Caro Sr. Wilson,

Como pode ver, estou completamente convencido da existência de problemas muito sérios nas escolas públicas. Estudos realizados em Queensland também mostram que essa é a razão principal que leva as famílias a praticar o homeschooling. Estimativas recentes colocam o número de homeschoolers em Queensland acima dos 11 000.

Eu já lhe escrevi sobre este assunto várias vezes, e também pedi uma reunião consigo. Tentei colocá-lo em contato com pais cujos filhos foram brutalmente maltratados nas escolas que frequentavam. Tudo isto em vão. As últimas cartas que enviei não foram respondidas e sua recepção não foi acusada.

A única resposta do seu departamento foi levar-me a tribunal por não enviar a nossa filha mais nova para a escola. De acordo com o polícia que veio a minha casa, ele tinha recebido ordens do Departamento de Educação de Queensland para nos acusar de não mandar a nossa filha, que tem 14 anos de idade, para a escola. Gostaria de sugerir ao Sr. Wilson que não é assim que se resolvem os problemas educacionais das escolas públicas.

Como sabe da minha correspondência consigo, eu sou um professor registrado em Queensland com 23 anos de experiência no ensino. Como sempre, estou disposto a colaborar consigo ou com os agentes do seu departamento num debate significativo sobre o homeschooling e a educação em Queensland em geral.

Gostaria que o Sr. e o seu departamento deixasse de nos perseguir, a mim e à minha família. Como disse, esta não é a maneira de resolver os problemas da educação em Queensland.

É escandaloso que eu, um professor totalmente qualificado e registrado em Queensland (Reg. n º. 127554), tenha sido levado ao tribunal por educar a minha filha fora da escola. O caso foi ouvido no Tribunal de Magistrados de Caboolture no dia 17 de Dezembro de 2010 às 09:00 hrs.

Não só sou um professor qualificado, como tive 23 anos de experiência no ensino, tanto no estrangeiro como na Austrália. Na Austrália ensinei em escolas estaduais e escolas privadas, e ensinei com TAFE durante 13 anos.

Por que é que estou sendo processado por educar a minha filha em casa, como se fosse um criminoso? Eu e a minha esposa educámos os nossos 9 filhos em casa e, até agora (depois de 23 anos de educação em casa), a polícia e o Departamente de Educação de Queensland não demonstraram interesse nenhum no facto de praticarmos o ensino domiciliar.

A nossa filha vai ultrapassar a idade da escolaridade obrigatória daqui a 4 meses. Por quê esta súbita insistência de a mandar para a escola? O Departamento de Educação de Queensland diz que mandá-la para a escola é no melhor interesse dela. Eu contesto isto veementemente.

Como professor, sei o valor de uma boa educação. Depois de educar os nossos filhos em casa durante cerca de 15 anos, enviámos todos eles para a TAFE para continuarem sua educação. Todos se destacaram. De facto, um deles ainda mantém o recorde como o digitador mais rápido, 91 palavras por minuto, com 98,6% de precisão.

Dois frequentaram a universidade, um está prestes a completar uma licenciatura. Dois dos nossos filhos têm e gerem suas próprias empresas com muito sucesso. Duas das nossas filhas são enfermeiras muito apreciadas por seus supervisores.

Porquê esta "caça às bruxas" contra mim e minha família? O Departamento de Educação de Queensland devia-nos perguntar "Como conseguiram isso?" De facto, os nossos amigos, vizinhos e outras pessoas perguntam: "Qual é o vosso segredo?" A nossa resposta é uma simples palavra: homeschooling. O homeschooling deu-nos a oportunidade de passar tempo em família, tempo de qualidade. Por causa do homeschooling somos uma família unida e feliz.

Por outro lado, a evidência é esmagadora; as escolas do governo de Queensland são um fracasso absoluto. Como ex-professor da TAFE, lembro-me de nós, professores, ficarmos horrorizados com as entradas anuais dos alunos do 10 ano. Cerca de 10 a 15% eram praticamente analfabetos, mas muitos tinham notas acima da média em inglês. Eu sei que isto é verdade; ensinei inglês comercial (comunicação). A aritmética deles estava ao nível da 3a classe. Sei que isto é verdade, pois pediram-me para ensinar matemática de reparação e vi por mim mesmo.

Isto fez-nos pensar: o que será que fizeram durante seus 10 anos de escolaridade? No entanto, nós víamos que eram rapazes espertos e com vontade de aprender uma profissão. Claramente, o
sistema de educação de Queensland os falhou.

Por causa da sua falta de capacidades acadêmicas básicas (leitura, escrita e aritmética), alguns deles não têm a possibilidade de arranjar emprego. Creio que uma das principais razões para as altas taxas de desemprego na nossa juventude é esta, a incompetência na leitura, escrita e aritmética. Obviamente, eu e a minha esposa não queremos que isso aconteça com a nossa filha, especialmente depois dos irmãos terem tido tanto sucesso com o ensino doméstico.

Nas escolas estaduais de Queensland não existem padrões. Lembro-me de me dizerem que "todos os alunos devem passar". É de admirar que as escolas de Queensland obtiveram as notas mais fracas nos recentes testes nacionais? Mas existem outros problemas com as escolas de Queensland. Numa das escolas em que ensinei descobriram que um funcionário estava vendendo drogas aos alunos. Todos nós, professores, ficámos repugnados quando o director se recusou a chamar a polícia e o funcionário continuou a vender drogas aos estudantes.

Noutro caso, também numa escola em que estava ensinando, um estudante ameaçou um professor com uma faca e depois ameaçou diretamente o director. O director recusou-se a fazer qualquer coisa. Foi só quando os professores pressionaram o director que, finalmente, o Departamento de Educação de Queensland o transferiu para outra escola. Nós informámos essa escola sobre o aluno. Eles, obviamente, ficaram tão repugnados como nós, mas os burocratas do Departamento de Educação de Queensland asseguraram: "Ele não é nenhum perigo para ninguém!" (Bem, para eles não era concerteza um perigo!).

(...)

No entanto, nos últimos anos, o bullying (assédio moral) é que se tornou a maior preocupação pra os pais e os filhos. Como presidente da Associação de Homeschooling de Queensland recebo telefonemas de pais (quase sempre das mães) falando sobre os filhos voltando repetidamente para casa com sangue no nariz, camisas rasgadas, olhos negros, pontapés nas virilhas, cabeças esmagadas contra a parede, etc, etc. Estas mães sentem-se desesperadas e não sabem o que fazer.

Relatam as agressões às autoridades da escola, às vezes repetidamente, ano após ano, apenas para ouvirem que "o bullying não existe nas nossas escolas, porque temos programas anti-bullying". Ou "o seu filho tem de aprender a viver no mundo real ". Ou "ele atrai intimidação por causa do comportamento". Ou "o bullying faz parte do processo de socialização". Ou "ele está mentindo". Aparentemente, o nariz sangrando não é prova suficiente. E assim por diante. No seu desespero, telefonam-me. Agora temos grupos de homeschoolers que se reunem semanalmente - todos eles me conhecem e é por isso que o meu nome é conhecido por milhares de homeschoolers.

Eu aconselho-os a enviarem os filhos para uma escola privada, mas, infelizmente, como geralmente não existem escolas particulares na sua área, a única alternativa é o ensino domiciliar.

E assim ajudo-os a entrarem em contacto com outros homeschoolers na sua área. Também lhes digo onde podem comprar bons livros didáticos. (Tenho confirmado ao longo dos anos que os livros didáticos utilizados nas escolas estaduais são de péssima qualidade e no entanto existem livros excelentes facilmente disponíveis.) Envio-lhes também outras informações para ajudá-los com o homeschooling.

Além disso, eu e a minha esposa convidamos-lhes sempre para virem a nossa casa falar sobre o homeschooling e receber apoio na sua nova empreitada. Tenho orgulho de dizer que desta forma fui capaz de ajudar milhares de homeschoolers em Queensland ao longo dos últimos 24 anos.

Como nestes casos os pais geralmente recebem cartas do Departamento de Educação com ameaças de multas e tribunal a menos que os filhos voltem para a escola, eu também lidei com muitos destes casos, falando com as respectivas autoridades.

O meu apelo é: "vocês gostavam de ir para o trabalho sabendo que a qualquer momento podiam receber um murro no nariz, pontapés nas virilhas, etc?" Eles respondem, 'esse problema não é nosso, os pais têm que obedecer à lei e mandar os filhos para a escola '. Não estão dispostos a entrar num diálogo significativo. Depois de muitas reuniões, cheguei à conclusão que as escolas públicas de Queensland são geridas por burocratas frios e insensíveis. Agora, um desses burocratas mandou a polícia a iniciar um processo de acusação contra mim, por ter decidido educar a minha filha mais nova em casa. E assim repito que o problema com a educação em Queensland não são os professores, não é o dinheiro, mas é a burocracia.

(...) muitos pais em Queensland voltam-se para o homeschooling mais por desespero do que por vontade. Que pais aguentariam ver seus filhos e filhas espancados várias vezes?

O tipo de agressões brutais que ocorrem nos pátios das escolas resultariam em prisão se fossem cometidos por adultos. Nosso sistema de justiça tem sentenças de 6-7 anos para "assaltos que causam danos físicos". A mesma justiça não existe para os cidadãos mais novos e vulneráveis. Nós abandonamos crianças de 5 e 6 anos de idade a bullies brutais com o dobro do seu tamanho e idade e chamamos a isso "socialização".

Ao longo dos anos, tenho escrito várias cartas a vários ministros de educação em Queensland. Tentei colocá-los em contato com mães cujos filhos tinham sido vítimas de violência escolar. Tentei organizar reuniões com eles. Eles, pura e simplesmente, não estavam interessados. Tal como os seus burocratas, insistiram que o bullying não era um problema porque programas anti-bullying haviam sido implementadas. Falei com os burocratas do Departamento de Educação e tentei explicar por que acreditamos que o homeschooling é a melhor opção para a nossa filha, mas desligaram o telefone na nossa cara. E agora as minhas cartas ao Ministro da Educação não tiveram resposta.

Estou disposto, como pai de 9 filhos educados em casa com sucesso, a conversar com o Departamento de Educação sobre maneiras de melhorar as nossas escolas e desenvolver um relacionamento construtivo entre as escolas e os pais que educam os filhos fora do sistema. Mas parece que o Departamento de Educação está interessado apenas no controle e na sua auto-preservação; uma educação eficaz e de qualidade parece ser a menor das suas prioridades.

E os críticos do seu império burocrático, esses, eles tentam silenciar com visitas da polícia, multas e tribunais. Não é com este tipo de abordagem que se resolvem os problemas na educação.

Educação em casa é adequada e eficiente.
Escolarização em massa é inadequada e ineficaz.

Update: Depois de ter aparecido no tribunal no dia 17 de Dezembro o meu processo judicial foi adiado para 21 de Janeiro de 2011. Tive de contratar advogados: parece que levar os críticos à falência é um dos métodos usados pelo departamento de educação para silenciar seus críticos. Acho isso deplorável.

Links
Home schooling a refuge from bullying
Dad tests schooling law
Australia: Home-school registering too tough

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Entrevista com uma unschooler adolescente

Unschooler Cheyenne La Vallee: "Todo mundo tem a capacidade inata de ser entusiasmado e motivado."

Bem-vindo a esta entrevista com uma jovem unschooler! Se quiserem ler outras entrevistas com outros jovens que optaram pelo unschooling, cliquem aqui. E agora, apresento-vos Cheyenne La Vallee:


Eu sou uma jovem Skwxwú7mesh-Kwakwaka’wakw de British Columbia. Fui criada na comunidade Skwxwú7mesh (Squamish) de Xwmelch’stn (Capilano), em North Vancouver, mas os meus antepassados também vem da nação Kwakwaka’wakw na parte norte da Ilha de Vancouver. Durante o ano que passou tenho trabalhado com o meu irmão, irmã e outros membros da comunidade para reavivar a nossa cultura, língua e tradições. Especificamente, o trabalho que tenho estado a fazer envolve agricultura urbana, hortas comunitárias e conhecimentos tradicionais de plantas.

Quando te tornaste unschooler?
Tornei-me unschooler aos 13 anos de idade, quando deixei a escola depois de ter lido o Manual de Libertação dos Adolescentes de Grace Llewelyn. Mas, honestamente, todos nascem com as habilidades dos unschoolers, só que essas capacidades são arrasadas depois de alguns anos de escolaridade e consumo dos mass mídia. Todo mundo tem, em si, a capacidade de ser entusiasmado e motivado.

Há quanto tempo não frequentas a escola / praticas o unschooling?
Eu pratico o unschooling há 4 anos.

Quantos anos tens agora?
Tenho 17 anos de idade.

Se decidiste deixar a escola, podes falar um pouco sobre o que te levou a essa decisão, e como correu o próprio processo de saída (como reagiram os teus pais, amigos, professores, etc? Que desafios enfrentaste, e como os superaste?).

Na altura em que deixei a escola, a minha mãe foi eleita oficialmente na nossa comunidade e eu estava começando a prestar atenção às conversas ao meu redor, e ao que se estava a passar no mundo. Eu comecei a tomar consciência que as ideias e noções comuns que me haviam transmitido ao longo da minha vida não correspondiam à verdade, por isso quando numa tarde o meu irmão me emprestou o livro, foi como se me tivesse dado mais uma peça do puzzle. E também foi a ideia mais sã que já tive!

Nem todos concordaram, especialmente a minha mãe. Ela fez-me um ultimato, voltar para a escola ou arranjar um emprego, mas depois deixou passar. Eu enfrentei muita resistência dos membros mais velhos da família e dos pais dos meus amigos. Afectou os meus relacionamentos, o que é compreensível, pois era muito fora do comum. Eu tinha 13 anos e ninguém me conseguiu convencer, ameaçar ou subornar para voltar para a escola. A minha vontade era forte e estava escolhendo que tipo de vida queria viver. Em retrospecto, eu provavelmente teria abordado as pessoas de forma diferente.

Para ti, qual é a melhor coisa do unschooling?
Unschool é viver, pura e simplesmente. É sentir "fogo na barriga" e a mente a explodir, é estar sentado na sala numa noite de neve com uma xícara de chá lendo o nosso livro preferido até às tantas da manhã. É acordar às 5 da manhã para ver o sol nascer e depois voltar para a cama. É ver o estranho sentado ao teu lado tornar-se o teu melhor amigo numa hora. É viajar para ouvir o teu autor preferido dar uma palestra noutra cidade. É fazer trabalho voluntário na galeria de arte ou na livraria anarquista. É a vida e o que queres que ela seja.

As corridas de canoa este Verão.

Para ti, qual é a pior coisa do unschooling? Ou a mais difícil?
No início, eu tinha muitas perguntas (o quê, onde, como) e não tinha ferramentas para encontrar as respostas. Também tinha muito pouco apoio ou compreensão das pessoas de que eu mais precisava. Mandarem-te calar quando tentas falar sobre o unschooling realmente só faz perder a esperança, especialmente quando estamos fazendo algo praticamente sozinhos.

Que empregos ou maneiras de ganhar dinheiro tens - ou tiveste?
O meu primeiro emprego foi um programa de emprego e formação contra a opressão, baseado nas artes, oferecido por um centro de artes e mídia dirigido por jovens. Depois disso, trabalhei para um jardim comunitário, a cuidar do jardim, capinar e plantar, mas também fazendo perguntas sempre que podia. O último trabalho foi com uma organizacao sem fins lucrativos, Environmental Youth Alliance, como estagiária durante seis meses. Foi um trabalho tão gratificante! Éramos cerca de 12 estagiários, cuidando de três hortas comunitárias. Aprendi imenso sobre a cidade em que vivo, outras maneiras de viver e comer, jardinagem, e quão valiosos são os lugares comunitários.

Encontraste trabalho gratificante e agradável?
Definitivamente!

Achas que o unschooling teve impacto na facilidade ou dificuldade de arranjar emprego ou ganhar dinheiro?
Para mim, tornou mais fácil arranjar trabalho. Eu só tento arranjar trabalhos que me interessem, ou pelo menos que tenho motivos para querer faze-lo, como por exemplo querer economizar para determinado fim. Meu entusiasmo e obvio e acho que isso aumenta as minhas chances de arranjar o trabalho.

Achas que o unschooling teve um impacto nos métodos de ganhar dinheiro ou arranjar empregos que usas?
O material que li e encontrei on-line, como o livro de Grace Llewelyn, College Without High School de Blake Bole e seu site Zero Tuition College, assim como outros blogs sobre o unschooling ajudaram-se a descobrir maneiras diferentes de fazer as coisas em geral. Também me ajudaram a perceber que ganhar um salário mínimo não é a minha única opção. Há outras maneiras de arranjar dinheiro para fazer coisas bem legais.

Que impacto achas que o unschooling teve na tua vida?
Tem sido extremamente positivo. Ajudou-me a atravessar aquele reino superficial do que significa ser uma mulher indígena a viver nos tempos modernos. Antes, tudo que sabia sobre quem eu era, de onde vim, e o que eu queria ser, era controlado pela escola e pelos meus colegas, que é um lugar horrível para descobrirmos quem somos. O objetivo principal da escola e dos mídia, especialmente para as pessoas das Primeiras Nações, é assimilar-nos na sociedade ocidental. Depois de deixar a escola, comecei a participar mais na comunidade, participando em eventos culturais e aprendendo a minha língua, território e política.

Eu, o meu irmão e a minha irmã.

Se pudesses voltar atrás, mudarias algo no teu percurso educacional?
Não, não mudaria nada; acho que não teria tanta compreensão sobre a vida sem os erros e os desafios que enfrentei. Mesmo que pudesse ter perdido alguma oportunidade por fazer coisas aparentemente não produtivas, existem e sempre existirão milhões de oportunidades no futuro.

Se tivesses filhos, farias o unschooling?
Sem dúvida, eu nunca mandaria os meus filhos para a escola obrigatória. Isso iria contra toda a minha vida!

Que conselho darias aos jovens que querem deixar a escola?
Sejam pacientes convosco, mas corajosos. Oiçam as pessoas que questionam se vocês estão certos ou errados mas depois sigam em frente. Só vocês podem definir a vossa vida.

Fonte

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Urgente: Homeschooler precisa da vossa ajuda

A todos os homeschoolers e aos que se preocupam com os direitos humanos

Em Junho de 2009 Domenic foi retirado à força dos pais porque estes estavam a educá-lo em casa. Depois de irem ao tribunal várias vezes, Christer e a esposa Annie começaram a perder a esperança de virem a ser reunidos com o seu único filho.

[Podem ler mais aqui]

Se têm acompanhado este caso, devem ter ouvido as notícias: o pai de Domenic, Christer Johansson, está na prisão esperando o julgamento, que vai ser no dia 20 de Dezembro de 2010. Ele foi preso depois de levar Domenic para casa depois de uma visita supervisionada. Estas visitas extremamente raras, de cerca de 1 hr a cada 5 semanas e sob vigilância apertada das autoridades, têm tem sido uma tortura para a família, que tem sofrido uma pressão e um estresse psicológico inimaginável. Imaginem só poderem ver os vossos filhos desta forma durante os últimos 18 meses. Os pais nem sequer foram autorizados a ver o filho no dia em que fez anos! Também negaram duas vezes a Christer o direito de escolher o seu próprio representante jurídico.

Nós queremos chamar a vossa atenção para esta questão e mostrar o nosso apoio. Tivémos uma ideia mas precisamos de todo o apoio que podemos obter.

Gostaríamos que vocês, onde quer que estejam no mundo, copiassem o texto sueco abaixo e enviassem uma carta ou postal para o juiz que levará o pai a julgamento no dia 20.

Seu nome e endereço é:

Lagman Mikael Mellqvist

Gotlands tingsrätt

Box 1143

SE-621 22 Visby

SUÉCIA

Ou podem enviar o texto num e-mail e pedir aos vossos amigos e familiares para fazerem o mesmo. O e-mail é:

gotlands.tingsratt@dom.se

Temos esperança que se bombardearmos o tribunal com cartas e e-mails de apoio isso irá demonstrar a força do nosso sentimento em relação a este caso.

Temos muito pouco tempo, por isso enviem por favor os emails o mais depressa possível, se possível assinando o vosso nome e país para dar mais credibilidade às vossas cartas, postais e e-mails.

Segue-se o texto em língua sueca
(para copiarem para um postal, e-mail e / ou carta)

Till Lagman Mikael Mellqvist

Jag är mycket oroad över hur svenska myndigheter och domstolar har behandlat Christer Johansson och över LVU- omhändertagandet av hans son Domenic Johansson.

När Christer måndagen den 22 november 2010 tog med sig Domenic gjorde han en överilad handling.

Han är en kärleksfull far som inte längre kunde stå emot sin längtan efter sonen Domenic, som han bara har fått träffa 1 timme var femte vecka och då alltid övervakad av någon myndighetsperson.

Christer är ingen brottsling, men han har levt under oerhörd psykisk press och stress sedan 1,5 år tillbaka när de sociala myndigheterna beslöt att på ytterst tveksamma grunder tvångsomhänderta hans barn.

Jag vädjar till Er att låta Christer Johansson slippa straff och att ni respekterar de mänskliga rättigheterna som stadgas i Europakonventionen.

Vänligen, ____________ _________ _________ __


Tradução do texto

Estou extremamente preocupado com a forma como as autoridades e os tribunais suecos estão
a tratar Christer Johansson e com as circunstâncias do rapto à força do seu filho Domenic pelos Serviços Sociais de Gotland.

Quando Christer decidiu levar o filho para casa nesta segunda-feira 22 de Novembro de 2010, essa foi a acção de um homem que tinha sido levado ao desespero.

Christer é um pai carinhoso que já não conseguia tolerar viver sem o seu único filho, Domenic. Um filho que só podia ver durante 1 hora de cinco em cinco semanas, e sempre sob a supervisão das autoridades.

Christer Johansson não é um criminoso, mas teve que suportar uma pressão e um estresse psicológico enorme durante 1 ano e meio, desde que a Assistência Social lhe retirou o filho com os mais fracos pretextos.

Peço respeitosamente que respeite os Direitos Humanos de Christer Johansson em conformidade com a Convenção Europeia dos Direitos Humanos. Por favor certifique-se que seja feita justiça e que Christer Johansson seja libertado sem mais punição.

Respeitosamente,

Sr/Sra xxx


Obrigado pelo vosso apoio.

Fonte

Link: Swedish government’s 18-month-long seizure of 9-year-old boy pushing parents to emotional brink

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Rússia: Boas notícias para os Homeschoolers

Em Agosto de 2010, soubemos de um projecto-lei sobre a educação que, se fosse implementado, teria eliminado a possibilidade de aprender em casa na Rússia. Centenas de famílias russas uniram-se imediatamente e, juntamente com homeschoolers de todo o mundo, pediram, com sucesso, ao governo russo que continuasse a reconhecer o ensino doméstico. Uma nova organização inter-regional pública, "Pelos Direitos da Família", conduziu esta defesa do ensino domiciliar na Rússia.

Quando esta proposta para alterar a legislação foi introduzida pela primeira vez, os homeschoolers e os grupos de defesa dos direitos da família na Rússia ficaram alarmados com a ausência de linguagem para proteger os direitos dos pais. Além disso, qualquer menção ao homeschooling, conhecido por "educação familiar" na Rússia, havia desaparecido na nova lei.

Agora, o governo russo fez o lançamento oficial do texto da proposta lei de educação para discussão online. Graças aos esforços dos defensores do ensino doméstico, a lei foi alterada de modo significativo. A lei publicada foi "melhorada com base nas diversas propostas", afirmou o Ministério Russo da Educação.

Pavel Parfentiev, presidente de Pelos Direitos da Família, explica que as mudanças mais importantes incluem:

1. Explícita inclusão da educação familiar como opção para o ensino pré-escolar e o ensino obrigatório; e a
2. Remoção do ensino pré-escolar obrigatório.

"Graças a Deus e a todos que nos ajudaram", afirma Parfentiev. "O retorno da educação familiar na proposta de lei é certamente uma victória."

Embora o texto ainda possa vir a ser mudada no parlamento, Parfentiev acha que os homeschoolers russos têm razões para acreditar que o homeschooling permanecerá na nova lei. Disse que o parlamento tornou-se mais consciente dos homeschoolers. Durante o debate parlamentar em Outubro, o presidente da Comissão de Educação disse que o comitê havia recebido muitas cartas de cidadãos sobre o tema da educação familiar. Parece que as autoridades russas ficaram impressionadas com a actividade das famílias-homeschoolers em resposta às recentes circunstâncias.

Grupos de defesa da família continuam a trabalhar diligentemente para monitorar e alterar diversos outros pontos da proposta legislação relacionados com os direitos dos pais. Esses pontos incluem a exigência de que homeschoolers sejam avaliados anualmente em escolas locais, e a ausência do direito de influenciar os programas de educação religiosa e sexual nas escolas. Estão também trabalhando muito a nível local a fim de diminuirem a regulamentação para os homeschoolers.

Fonte

sábado, 11 de dezembro de 2010

Criança sobredotada aprende em casa

Mais um artigo sobre o ensino doméstico para crianças sobredotadas aqui. Deixo-vos um pequeno trecho:

Aos 18 meses, Clayton adorava jogos e puzzles como a maioria das crianças (...) Aos 2 anos de idade, aprendeu a ler sozinho, e por volta dos 3 já escrevia.

Clayton, que agora tem 11 anos, usou seu cérebro dotado para ajudar a equipe dos Estados Unidos, composta por crianças entre os 8 e os 13 anos, a atingir o nono lugar (eram 33 equipes) na Competição Mundial de Matemática em Pequim, na China, que teve lugar entre 25 e 28 de Novembro.

Clayton disse que adora aprender em casa, mesmo sabendo que esta não é a forma como as crianças normalmente aprendem.

"A minha parte preferida (de ser educado em casa) é ter o poder de ajustar a aprendizagem ao meu estilo de aprendizagem e aprender ao meu próprio ritmo", disse ele.

sábado, 27 de novembro de 2010

Conclusões do Congresso Espanhol sobre o Homeschooling

Primeiro Congresso Nacional do Homeschooling em Espanha

CONCLUSÕES (original aqui)

1. O direito de todos à educação inclui o direito de escolha. Deve ser reconhecido que os pais têm o direito de escolher o tipo de educação que desejam dar aos filhos.

2. A família é o espaço natural da educação dos filhos e os pais são os principais responsáveis por esta tarefa. O governo, através da escola e outros locais de instrução, pode exercer uma missão educativa subsidiária que nunca deve usurpar nem infringir a responsabilidade dos pais.

3. A educação em família, "escola em casa", ou homeschooling é, em essência, uma modalidade que exige a prática dos valores fundamentais da liberdade de pensamento, liberdade de ensino, liberdade de aprendizagem, liberdade de escolha do modelo educacional e a obrigação do Estado de garantir estes direitos.

4. Há vários países, dentro e fora da Europa, onde se aceita o homeschooling. Servem de modelo quanto à normalização legislativa e sociológica da educação em família ou "escola em casa". A falta de reconhecimento explícito no nosso país desta modalidade educativa está obrigando os nossos filhos a serem alunos de instituições estrangeiras que aceitam o homeschooling, para o reconhecimento dos seus estudos. É, portanto, urgente o reconhecimento oficial deste modelo de ensino em consenso com os envolvidos.

5. A educação em família, ou "escola em casa", não deve ser vista como uma modalidade residual, mais ou menos tolerada, mas com todos os direitos económicos, académicos, administrativos e sociais. A passagem da livre escolha de escolas à livre escolha do modelo de educação deve ser feita com dignidade e sem abrir mão da totalidade de direitos. Nesse sentido, o Estado deve fornecer o financiamento e a formação para o desenvolvimento do homeschooling.

6. Urge acabar com a perseguição e discriminação contra as famílias que se dedicam ao ensino em casa. Não se deve penalizar a "escola em casa" com sanções administrativas derivadas de leis estaduais e regionais relativas ao bem estar social dos menores, nem muito menos com leis do Código Penal, que envolvem denúncias totalmente injustificadas de absentismo escolar devido à ausência de abandono e/ou negligência na educação dos filhos.

7. As famílias que praticam “a escola em casa” não são um grupo homogêneo, mas diferentes em suas motivações ou razões, estilos de vida e forma como praticam o homeschooling. É essencial que isto seja considerado na hora do reconhecimento deste tipo de estudos.

8. Cabe assinalar como objectivo prioritário a criação de linhas de investigação e pontos de divulgação para a consolidação do ensino doméstico na Espanha, assim como a criação de centros de apoio e acolhimento para as famílias que praticam o homeschooling.

9. O homeschooling não deve ser visto como um ataque à escola. Pelo contrário, o reconhecimento da educação familiar, "escola em casa" ou homeschooling, revelará vias educativas que podem ajudar a melhorar o sistema escolar actual:

a. A motivação para a aprendizagem, o sucesso acadêmico e a formação em valores e virtudes são realçadas pela participação dos pais no processo educativo dos filhos.

b. A revisão dos mecanismos de participação educativa das famílias na escola para melhorar a comunicação com os professores e aumentar assim a participação dos pais na aprendizagem dos filhos.

c. O enfoque excessivo em programas e desempenho contrasta com a pouca ênfase que se coloca na pessoa e no relacionamento humano entre professor-aluno, pais-professores e pais-filhos.

10. Estamos à disposição das autoridades para ajudar na elaboração de protocolos que contemplem o reconhecimento da educação domiciliar, o que certamente contribuirá para a criação de novos quadros de excelência e liberdade educativa no nosso país.

Valência, 23 de Outubro de 2010

Mais sobre a conferência aqui.

Ver slideshow do congresso aqui.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Afinal, quem não teria "fobia escolar"?

Uma psicóloga diz que é perfeitamente compreensível odiar a escola.

Deixo-vos o primeiro e o último paragráfos deste artigo escrito por Sarah Fitz-Claridge, que encontrei no site school survival.

"Fobia escolar" é um rótulo horrível para a resposta perfeitamente compreensível de algumas crianças ao facto de que são forçadas a frequentar a escola contra a sua vontade. Elas não têm fobias: tal como os objectores de consciência, que não são covardes, elas estão recusando - e, na maioria dos casos, de uma forma muito nobre. Ao longo dos anos, tenho conversado com muitos pais preocupados porque os filhos se recusam a ir para a escola. As atrocidades a que essas crianças foram submetidas em nome da "educação" mete-me nojo. E depois são rotuladas com um diagnóstico pseudo-médico com deliberadas conotações de 'doença mental' - com todo o estigma e a ameaça implícita (e não tão implícita) que acompanha o rótulo. A sua dissidência perfeitamente razoável, e a sua resistência desesperadamente corajosa a serem feridas e magoadas tem sido cinicamente redefinida como "dependência excessiva", "instabilidade psicológica" e "imaturidade."

[...]

Então eu, como adulta e psicóloga, quero dizer a todas as crianças que odeiam a escola: vocês não estão sozinhas. A maioria das pessoas também odeia a escola mas geralmente acham que não têm o direito de dizer uma coisas dessas, e muitas nem sequer têm arcaboiço para pensar nisso e por isso nem sequer sabem o que sentem sobre isso. Vocês não estão loucas - vocês não têm problemas psicológicos (embora possam vir a ter se ficarem na escola contra a vossa vontade!). E vocês não são más por quererem viver a vossa vida da maneira que acham melhor, e por fazerem o que acham correto - isso é o que toda a gente devia estar fazendo. Vocês não são o problema: a compulsão é o problema. Ser-se forçado a frequentar a escola é o problema.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

"Faça você mesmo" na educação

Faça você mesmo refere-se à prática de fabricar ou reparar algo por conta própria em vez de comprar ou pagar por um trabalho profissional. Associado ao anticonsumismo, o faça você mesmo, concebido como princípio ou ética, questiona o suposto monopólio das técnicas por especialistas. ~ Origem: Wikipédia

Mark Frauenfelder, editor-chefe da revista MAKE, fundador do blog colaborativo Boing Boing, e autor do livro Feito à Mão: Buscando Significado num Mundo Descartável. Sentou-se com Ted Balaker da Reason.tv para falar sobre guitarras feitas de caixas de charutos, o valor do erro como parte integral do processo criativo, e o que o movimento Do-It-Yourself nos pode ensinar sobre a educação.



Aqui fica a tradução livre de um trecho:

P: Você mencionou a prática do faça você mesmo no campo da educação: a desescolarização, ou unschooling. Pode descrever o que é o unschooling ?

R: O unschooling é deixar as crianças ficarem entediadas em casa e entediadas com os amigos e criarem as suas próprias maneiras de aprender. Você pode sugerir projetos - se o seu filho manifesta interesse em fazer uma pipa, você pode ajudá-lo a fazer uma. E ao fazerem a pipa vocês aprendem geometria e ângulos, aprende sobre o tempo, sobre materiais, sobre física. Este tipo de aprendizagem é baseada em projectos. É a melhor maneira de aprender.

P: Você acha que estamos demasiado obcecados com certificação - você tem que obter a licenciatura certa - e depois esquecemo-nos da experiência das coisas?

R: Olhe para pessoas como Bill Gates, Steve Jobs, Larry Ellison. Todos eles abandonaram a escola. Algumas das pessoas mais inteligentes que eu conheço em jornalismo e em DIY, pessoas bem sucedidas, nunca frequentaram a faculdade. Algumas até abandonaram a escola porque queriam ter experiências e tentar fazer as coisas eles mesmos. Eu não acho que isso seja algo para todos. Algumas pessoas provavelmente deveriam permanecer na escola. Mas aprende-se muito mais desta forma do que ficando na escola a estudar o que os outros estão fazendo.

Origem: Reason

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Programa sobre John Holt

O Instituto Ludwig von Mises apresenta The Libertarian Tradition, um podcast semanal com Jeff Riggenbach. Podem acompanhar o programa aqui.


Entretanto, deixo-vos aqui a tradução de uma passagem sobre a disciplina.

Em Freedom & Beyond, Holt escreveu:

"Quando as pessoas falam sobre a importância dos filhos aprenderem a ser disciplinados, o que é que realmente querem que eles aprendam? Provavelmente, a maioria ou todos do seguinte:

1. Faz o que te digo, sem questionar nem resistir, sempre que eu, ou qualquer outra autoridade, te diga para fazer algo.

2. Continua a fazer o que te digo durante o tempo que eu disser, mesmo que a tarefa seja maçante, desagradável ou inútil. Quem decide não és tu.

3. Faz tudo que nós queremos que tu faças, de bom grado, e sem que eu precise dizer-te que o faças. Faz tudo que nós achamos que deves fazer.

4. Se não fizeres, vais ser castigado e merecer o castigo.

5. Aceita a tua vida sem reclamar, mesmo que consigas muito pouco ou nada do que achas que queres, mesmo que a tua vida não tenha alegria, sentido ou satisfação. A vida é assim.

6. Toma os medicamentos, os castigos, e tudo que os teus superiores te fizerem, sem reclamar ou resistir.

7. Viver assim é bom para a tua alma e o teu carácter."

domingo, 10 de outubro de 2010

A educação autónoma

O aprendizado autónomo, ou unschooling, é uma filosofia de educação que vê os alunos como pessoas que podem e devem ser autônomas, ou seja, responsáveis pelo seu próprio processo de aprendizagem.

A educação autónoma ajuda os alunos a desenvolverem a sua auto-consciência, visão e liberdade de discussão. Estes atributos ajudam-nos a serem independentes na aprendizagem.

A educação autónoma é muito popular entre os pais que educam os filhos em casa. São as crianças que normalmente decidem que projectos fazer ou que interesses desejam aprofundar. Por exemplo: a criança que adora música decide aprender a tocar o seu instrumento musical preferido. Na educação em casa isto ocorre em todas as disciplinas, desde a matemática ao inglês. Na Universidade, os estudantes devem aprender de forma independente, sem o apoio constante de aulas e professores: isto é conhecido como aprendizagem autónoma.

De acordo com Home Education UK, esta filosofia de educação surgiu da epistemologia de Karl Popper, em The Myth of the Framework: In Defence of Science and Rationality.

Popper defende o racionalismo crítico, a democracia liberal e os princípios de crítica social que acredita serem os fundamentos da "sociedade aberta".

Adaptado daqui.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ensino domiciliar para crianças especiais

Façam uma pequena pesquisa sobre as razões que levam muitos pais de crianças com necessidades especiais a optar pelo ensino domiciliar e depressa descobrirão que a maioria chega ao homeschooling devido ao desespero e não por motivos religiosos ou acadêmicos.

"Os pais de crianças com necessidades especiais voltam-se frequentemente para o homeschooling como último recurso", diz Lisa Rivero, autora de The Homeschooling Option: How to Decide When It's Right for Your Family.

E a popularidade desta tendência não é limitada às famílias com crianças deficientes: os pais das crianças sobredotadas também estão retirando os filhos das escolas públicas.

Carrie Winstanley, professora na Universidade Roehampton em Londres e autora de Too Cool for School? Gifted Children and Homeschooling, sugere que "as famílias que educam crianças sobredotadas em casa não o fazem devido a convicções religiosas mas pura e simplesmente por necessidades práticas. Elas tendem a chegar ao homeschooling de forma gradual e com uma certa relutância, geralmente após repetidas frustrações com os sistemas da escola."

Recentemente, os condutores de outra pesquisa feita online concluiram: "A maioria desses homeschoolers retiraram os filhos da escola devido à percepção de que as necessidades dos filhos não estavam a ser nutridas de forma adequada. Como disse uma mãe: "Deixam-nos sem outra opção possivel."

Uma pesquisa recente, realizada por Sandy Cook, fundadora de Learning Abled Kids, indicou que 38% dos estudantes educados em casa tinham necessidades educacionais especiais. Essa percentagem é quase três vezes maior do que a percentagem de alunos de escolas públicas em programas de educação especial!

Os benefícios da educação em casa são óbvios: os pais estão muito mais motivados a ajudar os filhos a ultrapassar seus obstáculos intelectuais, físicos e emocionais; o ensino domiciliar pode facilmente acomodar níveis diferentes de maturidade e atender seletivamente aos pontos fortes e fracos da criança; o bombardeamento sensorial e as distrações que existem na sala de aula, assim como os desafios das numerosas transições que ocorrem diariamente na escola, podem ser imensamente reduzidas num ambiente familiar; e a "rotulagem" dos filhos pode ser totalmente evitada, preservando deste modo a dignidade da criança.

Em resposta a uma pesquisa conduzida recentemente pela The Old Schoolhouse® Magazine, Laurene Wells resumiu a situação desta forma: "Quando os pais que educam os filhos em casa têm um filho com necessidades especiais, seja dislexia, autismo ou paralisia cerebral, eles podem criar o ambiente ideal - em termos nutricionais, educacionais e psicológicos - em sua casa para melhor atender às necessidades específicas dos filhos. Para aqueles que estão dispostos e aptos a escolher homeschooling, as recompensas excedem os custos... e duram a vida inteira!"

Ler o resto aqui.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Homeschooling na China

Com o crescente número de estrangeiros a deslocarem-se para a China, muitas famílias enfrentam decisões difíceis quanto à educação dos filhos. Enquanto algumas chegam a pagar 20 mil yuan (aprox. 3 mil dólares americanos) por mês a escolas internacionais devido às suas preocupações quanto às escolas locais, que ensinam unicamente na língua chinesa, um número cada vez maior de expatriados, como a americana Julie Johnson, estão-se voltando para uma terceira alternativa, o homeschooling.

Julie começou a ensinar Kaylen, a sua filha de 11 anos de idade, em Taiwan, antes da família ter ido viver para Pequim, há três anos. Seguindo um currículo americano on-line, Julie, que possui um mestrado em Literatura Chinesa, ensina tudo à filha, desde a matemática à geografia.

Homeschooling não significa ficar fechado em casa. Além das três horas de estudo, o horário da filha inclui aulas de ioga, natação, música e dança. Julie também leva a filha a viagens de estudo por toda a China, e acredita que esta é a melhor forma, e a mais interessante, de conhecer um país estrangeiro.

Juntamente com outros pais, Julie fundou a Rede dos Homeschoolers de Pequim, uma comunidade de famílias que partilham recursos e organizam actividades de grupo.

Continua aqui.