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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Passeando e aprendendo

Aprender é algo que acontece naturalmente. Ontem, por exemplo, quando fomos passear no Harbourside, vimos este navio,
junto ao qual estava esta estátua.

Curiosos, aprendemos que a estátua é uma homenagem a Giovanni Caboto (c.1450 - c.1498). Conhecido na Inglaterra como John Cabot, foi um navegador e explorador italiano, o primeiro europeu a descobrir a América do Norte, em 1497. A posição oficial é que ele descobriu a ilha da Terra Nova.

Como outros exploradores italianos, foi contratado por outro país. Provavelmente, foi ao tomar conhecimento da descoberta das "Índias" por Cristóvão Colombo que resolveu encontrar, ele próprio, uma rota para oeste. Tinha um plano simples: começar na latitude norte, onde as longitudes estão muito mais próximas, o que tornaria a viagem muito mais curta.

Cabot procurou e conseguiu financiamento da Inglaterra e, assim, as suas explorações foram feitas sob a bandeira inglesa. Autorização foi dada pelo rei Henrique VII e Cabot veio para Bristol fazer os preparativos para a viagem.

Bristol era o 2º principal porto marítimo da Inglaterra e várias expedições já tinham sido enviadas em busca de Hy-Brasil, uma ilha que, segundo lendas célticas, estava algures no Oceano Atlântico. Em 1496, com um navio, Cabot partiu de Bristol, mas chegou à Islândia e foi forçado a regressar devido a disputas com a tripulação.

Na 2ª viagem Cabot usou um navio com 18 tripulantes, o Mateus, pequeno mas rápido e capaz. O que vêem nas fotos é uma réplica.

Em Maio de 1497 partiu rumo à Irlanda e desembarcou na costa da Terra Nova em Junho. O local preciso é tema de controvérsia. Podem ter sido os primeiros europeus no continente norte-americano desde os Vikings. De regresso à Inglaterra Cabot foi feito almirante, recompensado com £10 e um contracto para mais uma viagem.

No ano seguinte, em 1498, partiu uma vez mais, desta vez com 5 navios. Nunca mais se soube de Cabot nem da sua expedição. Pensa-se que morreram no mar. Uma teoria é que foram atacados por Brian Otte, capitão da Armada Naval espanhola, sob ordens da rainha. - fonte

Por onde andámos...

Ontem passámos por uma rua cheia de painéis com graffiti.

Depois descobrimos que está a ser construido em Bristol um museu cujo objectivo é contar a história da cidade através das muitas vozes e experiências do povo.

Para criarem um museu que agrade a todos estão a envolver os residentes no seu desenvolvimento. A arte que vimos nos painéis foi criada por um grupo de jovens; o tema era a visão da cidade ideal.

Os jovens trabalharam com pessoal do museu.

O objectivo era envolvê-los, dando-lhes a oportunidade de aprender novas habilidades artísticas e desenvolver os talentos que já possuiam.

E assim aprendemos sobre iniciativas locais, projectos de arte comunitária, graffiti e arte urbana!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Ensino doméstico e socialização

No ensino doméstico, especialmente para quem segue a abordagem da aprendizagem autónoma ou do unschooling, o mundo é a verdadeira sala de aulas.

As crianças não precisam de ir à escola para aprenderem sobre a sociedade em que vivem. O objectivo da socialização não é tanto a prevenção do isolamento social das crianças mas mais o ensino da obediência, do conformismo e da submissão ao status quo. A pressão é constante e os lembretes são muitos. Aqui estão alguns dos que vimos hoje quando saímos à rua:

Proibido alimentar os pombos e as gaivotas - Multa: €2785.60

Estacionamento proibido - Multa entre €112 e €225

Proibido andar de bicicleta, de patins ou usar skates.

Proibido passear os cães sem trela - Multa: €222
Proibido deixar o cóco de cão na rua - Multa: €1114


Estamos observando você...

"O termo socialização é usado pelos sociólogos, psicólogos e pedagogos para se referirem ao processo de assimilação da cultura em que vivemos e de se aprender a viver nela. Para a sociedade, a introdução de todos os seus membros às suas normas, atitudes, valores, motivações, papéis sociais, linguagem e símbolos é "o meio pelos quais a continuidade social e cultural é atingida". (fonte)

"Estar-se bem ajustado a uma sociedade profundamente doentia não é sinal de saúde." - Krishnamurti

sábado, 13 de dezembro de 2008

Ensino doméstico e a síndrome de Asperger


"A escola pode ser um pesadelo para as crianças no espectro autista. Nas escolas, em vez de aprenderem a socializar, encontram um ambiente hostil onde sofrem provocações, assédios, bullying e isolamento social. O ensino doméstico é uma alternativa cada vez mais popular."


Neste livro, pais que educam em casa seus filhos autistas ou com a síndrome de Asperger contam as suas histórias pessoais: o que os levou à decisão de seguir este rumo, como abordam o ensino doméstico e como esta alternativa educacional transformou a vida dos seus filhos.

Doze famílias da Inglaterra, Escócia, Estados Unidos e Austrália contribuiram para o livro. Além das histórias pessoais, os últimos capítulos oferecem sugestões práticas.

Home Educating Our Autistic Spectrum Children
(Educar em casa os nossos filhos no espectro autista) está disponível aqui.

Educação alimentar: grão-de-bico

Hoje fizemos, pela primeira vez, caril de grão e curgetes com arroz basmati e naan, um pão achatado indiano com côco e sultanas.


Sabiam que o grão-de-bico é rico em proteínas, sais minerais e vitaminas do complexo B? Uma excelente fonte de energia com 6 gr de fibras em cada 100grs, estimula o funcionamento dos intestinos e ajuda a eliminar açúcares, gorduras e colesterol. Contém cálcio, ferro, magnésio e ácido fólico, e é bom para prevenir doenças cardiovasculares e tratar a anemia. As curgetes são ricas em potássio e vitamina A, e a couve flor é rica em cálcio, fósforo e vitamina C.

Deixo-vos aqui a receita, do famoso restaurante vegetariano Food for Thought em Convent Garden, Londres, caso queiram experimentar.

Caril de grão e curgetes
1 chávena de grão (colocar de molho na noite anterior - faz 2 chávenas depois de demolhado)
1 colher de sobremesa de manteiga ou margarina
1 pequena cebola picada
1 colher de sobremesa de farinha
2 colheres de chá de caril em pó
1 colher de sopa de puré de tomate
600ml de caldo de legumes
1 colher sopa de manteiga de amendoim
1 colher de chá de tamari
óleo para fritar
1 quarto de uma couve flor de tamanho médio cortada aos pedaços
1 colher de sobremesa de água
3 curgetes médias cortadas às rodelas
300ml de iogurte natural
pitada de paprica

Cozer o grão. Derreter a manteiga e fritar a cebola por uns minutos.


Salpicar com a farinha e cozinhar, mexendo, durante 5 minutos. Misturar a manteiga de amendoim e o tamari. Aquecer um pouquinho de óleo numa frigideira e fritar a couve flor durante 1 ou 2 minutos. Deitar 1 colher de sobremesa de água, cobrir bem e cozinhar durante 5 minutos em fogo baixo. Pôr de lado. Aquecer mais um bocadinho de óleo na frigideira e fritar as curgetes durante cerca de 5 minutos. Misturar tudo no molho e colocar num prato de ir ao forno.


Bater o iogurte com um garfo e espalhar no topo.


Levar ao forno (180ºC) durante 40 minutos. Quando estiver pronto, polvilhar com paprica e servir.

Por onde andámos...

Mais umas fotos aqui das redondezas...


"Não há nenhuma árvore que o vento não tenha sacudido."
provérbio hindu


"As carícias são tão necessárias para a vida dos sentimentos como as folhas para as árvores. Sem elas, o amor morrer pela raiz". Nathaniel Hawthorne


"Uma vida sem amor é como árvores sem flores e sem frutos".
Khalil Gibran


“Se você se sente só é porque construiu muros em vez de pontes.”


"Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço.
O passado, já o não tenho." - Bernardo Soares

Esta última foto mostra o Clube de Golfe, no parque de Shirehampton

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Por onde andámos...

Mais um passeio em Kings Weston House...


Em Bristol, é uma das melhores casas do século XVIII. Foi construida em 1710 para os Southwells, importantes comerciantes e figuras públicas, possivelmente ligados à fragata Southwell, envolvida com escravos na costa da África.


A casa tem um café que está aberto ao público.


Gosto de lá ir porque as paredes brancas com azulejos fazem-me lembrar Portugal. E claro, também gosto do leite com chocolate que lá vendem.


Em baixo, as colinas à distância, e a paisagem de inverno...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Recursos educacionais: história

Revisão - História da Medicina



Lista de hiperligações para vídeos relacionados com o currículo inglês:

Introduction
Prehistoric & Egyptian
Greek & Roman
Revise and test
Middle Ages
Renaissance
Revise and test
19th century medical revolution
20th Century Drugs Revolution
Revise and test
20th Century medicine
Theme: Public Health

GCSE History Revision - American West

Medicine & American West
Defeat of the Indians
Cattle, Ranchers & Homesteaders
Pioneers & Transport

Por onde andámos...

Pelo Avon Gorge, um desfiladeiro sobre o rio Avon - Bristol, Inglaterra -, com 2,5 kms de comprimento.


A garganta corre de sul para norte através de uma aresta de rocha calcária situada a 2,4 kms para oeste do centro da cidade de Bristol, e cerca de 5 kms da foz do rio em Avonmouth.


No passado, quando o porto de Bristol era importante, o desfiladeiro funcionava como defesa para a cidade.


A estrada que vêem na foto abaixo é a Portway; ela acompanha o rio e é nela que vamos até ao centro.


Clifton Suspension Bridge, a ponte suspensa de Clifton, um ícone de Bristol, atravessa o desfiladeiro.


A ponte liga Clifton, em Bristol, a Leigh Woods, no norte de Somerset.


Desenhada pelo engenheiro e arquitecto Isambard Kingdom Brunel, a ponte suspensa é um marco histórico usado como símbolo da cidade de Bristol.


Com 414m de comprimento, 9.5m de largura e 76m de altura, a ponte foi inaugurada em 1864. Construida para carroças puxadas a cavalo, continua a satisfazer as exigências do século XXI, sendo usada diariamente por cerca de 12.000 veículos.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Consequências do consumismo


Hoje, usando vídeos como este (o script, em inglês, encontra-se aqui) e este, reflectimos sobre o impacto que os nossos padrões de consumo têm, no meio ambiente e em todos nós.

Citações - Scott Peck

"Quanto mais as crianças souberem que lhes damos valor e que as consideramos extraordinárias, mais dispostas estarão a nos ouvir e a retribuir a mesma estima. E quanto mais adequada for a nossa orientação, quanto mais baseada for no que sabemos sobre elas, mais interessadas estarão em aprender connosco. E quanto mais aprenderem, mais extraordinárias se tornarão."

Descobrindo o belo

Quando fomos à Bacia de Cumberland ficámos abismados com o que vimos. Onde quer que olhássemos, lá descobríamos algo esplêndido... Olhando para o chão,


olhando para o céu,


olhando um pouco mais além,


encontrámos o belo na água suja do rio,


em peças de metal abandonadas, esquecidas e enferrujadas,


enfim, encontrámos o belo em todo o lado!


"Vivemos apenas para descobrir o belo.
O resto é uma forma de espera.
"
Kahlil Gibran

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Por onde andámos...

Passeando e fotografando, continuamos à descoberta de Bristol...


Desta vez, a Bacia de Cumberland, que é a entrada principal para as docas.


A Bacia de Cumberland separa a área de Hotwells de uma extremidade de Spike Island.


O rio Avon nunca fluiu através da Bacia de Cumberland.


Antes dos melhoramentos feitos no século XIX e da construção do Porto Flutuante, o rio Avon entrava pelo porto (quando a maré estava alta?) e saída através da futura localização da bacia.


No entanto, quando a bacia foi construída, o rio foi desviado através de New Cut, ignorando completamente o porto.