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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O que é o dinheiro?


Continua aqui.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Pedagogia Do Oprimido - Paulo Freire

Aqui fica mais um livro. Se clicarem no quadradinho em cima à direita as páginas ficarão do tamanho do ecrã. Depois de aberto, se quiserem voltar ao blog, cliquem na cruzinha em cima à direita. Versão PDF aqui.

Por onde andámos

Mais um passeio em Portishead...





sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Desescolarizar a sociedade

Tal como Ivan Illich, também eu “espero que os vossos netos hão-de viver numa ilha onde já não será necessário ir à escola assim como hoje [não é necessário] ir à missa”.

“A escola, que funcionou no século passado para derrubar o feudalismo, tornou-se agora um ídolo opressor que só protege aqueles que já educou. As escolas qualificam e, portanto, desqualificam. E fazem o desqualificado aceitar a sua própria sujeição”.

“Sociedade sem escolas” de Ivan Illich

Podem ler este livro AQUI

Educação espiritual

Robert Happé fala sobre os problemas do actual sistema de ensino 19mns depois do início da entrevista.



"Temos de perceber que todos nós fomos programados para pensar de determinada forma. O governo parece ser nosso amigo, os professores parecem ser nossos amigos, mas não transmitem o que é bom para nós, não nos ensinam o nosso valor, as nossas qualidades, não nos lembram que somos seres criadores.

Em vez disso, ensinam a copiar. Por isso poucas crianças gostam da escola, pois elas sentem que algo está errado. Os jovens não são convidados a questionar e a melhorar as coisas, apenas a repetir.

Nesse modelo, em que
somos constantemente examinados, somos tratados como números. Quando as crianças fazem os testes são bons robôs. As que são criativas escrevem aquilo que pensam e, por isso, são maus robôs. Com essa manipulação, roubam a identidade às crianças.

Temos de fazer com que as pessoas saibam que não são robôs, mas seres criadores. Damos valor aos conhecimentos acadêmicos, mas precisamo-nos lembrar de quem somos. Esse é o conhecimento que devemos adquirir."

Mais sobre a educação espiritual aqui.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

As causas do bullying

De onde vem a mentalidade bully?

Este artigo de Roland Meighan foi publicado na revista Parentalidade Natural em Junho de 1998. Podem ler o original aqui.

"O problema com a maioria dos debates sobre o bullying é que se concentram no problema imediato de como lidar com a última crise. Como agora já existem muitos livros, folhetos e artigos sobre essa questão, pretendo ir além dos sintomas e examinar as causas desta doença.

As causas do bullying são normalmente ignoradas ou disseminadas como alguma fraqueza de carácter. Contudo, Alice Miller, em livros como For Your Own Good, propõe que a mentalidade bully é aprendida.

Ela conclui, a partir da sua pesquisa, que "todos os perseguidores foram, no passado, vítimas", e demonstra como todos os membros do Terceiro Reich tiveram o mesmo tipo de educação, uma educação baseada na constante dominação (relação dominante-dominado), a que ela chama “pedagogia venenosa”.

Não pretendo analisar o regime de Hitler mas o que se está passando actualmente. A escola, baseada no actual modelo de centros de confinamento obrigatório, é, ela própria, uma instituição bully. Numa democracia ninguém deveria ser detido contra sua vontade a não ser que tenha cometido um crime. Que crime cometeram as crianças para justificar a detenção? O único “crime” parece ser a sua tenra idade.

Tendo detido as crianças por compulsão, excepto os que optaram pelo ensino doméstico, as escolas utilizam um currículo bully – um Currículo Nacional obrigatório ou outro programa qualquer que impõem de igual modo. Poderíamos usar um currículo democrático, se quiséssemos; o currículo-catálogo, por exemplo, proporciona um leque mais-ou-menos ilimitado de possibilidades na aprendizagem e permite que os alunos sigam os seus próprios interesses.

A noção da imposição, por parte dos adultos, daquilo que consideram como "boa" educação, está tão enraizada que quando uma escola decide operar de outra forma a reacção é enorme. Os alunos de Sudbury Valley High School, nos E.U.A., não têm horários nem lições até as pedirem ou decidirem organizá-las. A escola usa currículos direccionados pelos alunos.

O currículo bully é imposto pela pedagogia bully, cada vez mais preferida, do ensino formal dominado pelo professor. Muitos concordam com Alice Miller, que este tipo de pedagogia é venenosa.

Rosalind Miles intitulou o seu livro As crianças que merecemos. Paul Goodman escolheu o título de Deseducação Compulsória e Chris Shute usa o conceito da Síndrome da Escolaridade Obrigatória. Noutro livro, Emburrecendo-nos cada vez mais: O Currículo Oculto da Escolaridade Obrigatória, John Taylor Gatto, diz o seguinte:

"Comecei a perceber que as campainhas e o confinamento, as sequências sem sentido, a segregação etária, a falta de privacidade, a vigilância constante e todo o resto do currículo nacional e do sistema escolar foram planeados como se alguém tivesse decidido fazer tudo para que as crianças não aprendessem a pensar e agir a fim de as tornar dependentes."

Decidiu mudar o seu estilo de ensino, dar às crianças espaço, tempo e respeito e ver o que aconteceria. O que aconteceu foi que as crianças aprenderam tanto que ele foi nomeado professor do ano em Nova Iorque várias vezes.

Gatto apercebeu-se que estava a ser pago para ensinar um currículo oculto, não explícito. Viu que este currículo oculto é composto por sete ideias. A primeira é a confusão. Era obrigado a ensinar factos desconectados em vez de significados, fragmentação em vez de coesão, ferramentas de jargão superficial em vez de entendimentos genuinos. A segunda ideia é a classe. Ao forçar os alunos a participarem na competição manipulada pelo sistema escolar estava ensinando-os a aceitar o seu lugar . A terceira lição é a da indiferença. Apercebeu-se que era pago para ensinar as crianças a não se interessarem por nada.

A quarta lição é a dependência emocional pois, através de notas e avaliações, certos e errados, estrelinhas e autocolantes, sorrisos e más caras, era obrigado a ensinar as crianças a submeterem a sua vontade à autoridade. A ideia seguinte é a dependência intelectual. Os alunos têm de aprender que as boas pessoas esperam que os especialistas lhes digam o que fazer e o que acreditar. A ideia seguinte vem daqui - ensinar que a auto-estima é dependente dos outros. A auto-estima é determinada por aquilo que os outros dizem sobre nós nos relatórios e avaliações. Os jovens habituam-se à ideia de que o seu valor equivale ao valor que os detentores do poder lhes dão; aprendem desse modo a ignorar qualquer auto-avaliação. A última, a sétima lição, é que não se podem esconder. São vigiados constantemente por professores, pais e outros alunos, e a privacidade é desaprovada.

As respostas à sua análise são previsíveis, diz Gatto, afirmando que “não poderia ser de outro modo”: "O grande triunfo da escolarização pública, obrigatória e em massa, é que, mesmo entre os meus melhores colegas professores, e entre os pais dos meus melhores alunos, apenas um pequeno número é capaz de imaginar uma maneira diferente de fazer as coisas. "

A escola, conclui Gatto, é uma sentença a 12 anos de prisão onde maus hábitos são a única coisa que realmente se aprende. A escola 'escolariza' muito bem, mas na prática não educa nada. Toda essa escolaridade, no entanto, é a preparação ideal para acreditarmos nas outras instituições que nos controlam, como por exemplo a televisão.

O actual sistema de ensino é reforçado por um agressivo sistema de avaliação e inspecção obrigatória. A mensagem não explícita mas poderosa deste sistema é a de que os adultos obtêm o que querem através do bullying. Há pelo menos três tipos de resultados deste modelo de escolaridade. Os alunos de 'sucesso' tornam-se os bullies oficialmente sancionados em posições dominantes de autoridade; tornam-se os políticos, médicos, professores, funcionários, jornalistas e afins, seguindo agressivamente as suas carreiras.

A maioria dos "menos sucedidos" aprende a aceitar a mentalidade de vítima – a atitude mental submissa e dependente. Essas pessoas precisam que alguém lhes diga o que pensar e fazer, porque o sistema fez com que nunca aprendessem a conectar os factos.

O terceiro resultado é a produção de grupos de bullies free-lancer que se tornam problemáticos e acabam em situações problemáticas. Até substituirmos este modelo de dominação por um modelo diferente, as causas do bullying continuarão. Como Jerry Mintz relata dos EUA: "Os miúdos americanos gostam de ver violência na TV e nos filmes, porque são vítimas de violência, tanto na escola como em casa. Isso cria uma raiva enorme... O problema não é a violência na TV. Esse é um sintoma ... O verdadeiro problema é a violência dos lares punitivos e sem carinho, e da escolaridade obrigatória, arrasante e destrutiva, ambas apresentadas, incompreensivelmente, com um sorriso."

Nós podemos fazer melhor do que o ensino baseado na dominação; eu aplaudo o trabalho de professores como John Taylor Gatto, que começam a afastar-se da dominação em direcção à participação, partilha do poder e relacionamentos democráticos. Eles organizam grupos que funcionam democraticamente. A participação dos pais é genuína. Elaborarem lições e aulas com base em princípios de cooperação. Fazem com que as crianças, como disse o meu filho, consigam "encontrar pedaços do tesouro nos destroços." Mas a consciência de que este sistema é um destroço é crucial para que as crianças e os jovens consigam sobreviver à experiência e encontrar algo de positivo nela. Como disse um jovem, depois de ler um livro de citações sobre a educação: "Agora que sei que existem outras pessoas que vêem que a escola não vale nada, consigo lidar com isto."

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Bullying nas escolas

... é o título de um artigo que saiu ontem no jornal. Aqui fica o parágrafo inicial e o link:

"Alunos tímidos e “diferentes” são os que mais sofrem. Medo, submissão, baixa da auto-estima, são algumas das consequências do bullying sentidas pelas vítimas. De acordo com a UNESCO, 25 a 50 por cento da classe estudantil portuguesa é vítima deste fenómeno, que inclui agressões, insultos, humilhações e provocações verbais de forma repetida e sistemática. Um problema social a que muitos preferem fechar os olhos."

Ler mais...

Citações: Herbert Spencer

Que significa dizer que o governo deve educar o povo? O povo deve ser educado porquê? Qual é o objectivo dessa educação? É óbvio que é para moldar as pessoas para a vida social - para torná-las bons cidadãos. E quem é que define "bons cidadãos"? O governo: não há outro juiz. E quem é que decide como produzir esses "bons cidadãos"? O governo: não há outro juiz.

Daí, a proposição é convertível no seguinte: o governo deve moldar as crianças em bons cidadãos, utilizando a sua própria definição de "bom cidadão" e decidindo como se devem moldar as crianças.

Herbert Spencer, 1850

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ensino público - nove mitos


1. As escolas públicas são essenciais para a coesão social, que de outra forma não poderia existir. A ordem pública, burocratizada, é a nossa defesa contra o caos e a anarquia.

2. A socialização das crianças em grupos vigiados por agentes do Estado é essencial; sem esse processo as crianças não aprenderiam a lidar com outras pessoas numa sociedade pluralista.

3. Crianças de origens diferentes e de famílias com crenças diferentes devem ser misturadas. Robert Frost estava errado ao afirmar que "bons muros produzem bons vizinhos".

4. O conhecimento oficialmente certificado dos professores é superior ao dos leigos, incluindo ao dos pais. A protecção das crianças contra os não-licenciados é algo de interesse público.

5. A coerção em nome da liberdade é um uso válido do poder do Estado. Obrigar as crianças a arrebanharem-se em grupos pré-determinados durante períodos pré-determinados, estudando textos pré-determinados com supervisores pré-determinados não interfere no processo da aprendizagem.

6. As crianças, à medida que vão crescendo, inevitavelmente desenvolvem crenças diferentes das dos pais; este processo deve ser apoiado e incentivado, diluindo a influência parental e desencorajando a atitude, por parte das crianças, que os pais são soberanos em espírito e moralidade.

7. O mundo está cheio de pais malucos que vão arruinar os filhos. Uma das grandes preocupações da escola é a de proteger as crianças contra os pais.

8. As famílias não se devem preocupar muito com a educação dos seus filhos, mas devem fazer todos os esforços para contribuir financeiramente para a educação de todos.

9. O Estado é responsável pela educação, moral e crenças. As crianças educadas fora do seu escrutínio tornam-se frequentemente anti-sociais e acabarão na pobreza.

John Taylor Gatto

www.johntaylorgatto.com

sábado, 7 de fevereiro de 2009


Pyzam Family Sticker Toy

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Por onde andámos...





Questionar supostos conhecimentos

Em relação à síndrome de Asperger, Jan Fortune Wood não acredita em rótulos; e no que toca à educação, acredita na autonomia: os seus 4 filhos aprendem em casa.

É autora de dois livros sobre parentalidade não-coerciva e autonomia na educação, ambos publicados pela Educational Heretics Press.

Contribuiu também para o livro Home Educating Our Autistic Spectrum Children com um capítulo intitulado "Viver sem o rótulo". Aqui fica um parágrafo:

"As crianças rotuladas com a Síndrome de Asperger não precisam de mais estrutura e orientação nas suas vidas, muito pelo contrário!

Necessitam, principalmente, de não serem vistas como produtos ou objectos definidos por uma lista de observações subjetivas. Necessitam de pais que estão sempre do seu lado, pais que não lhes impôem nem as suas próprias agendas nem as agendas de supostos especialistas em nome de apoio amoroso; pais que simplesmente as ajudam a viver as suas próprias vidas, vidas em processo, intrinsecamente motivadas.

Isso exige que os pais estejam radicalmente dispostos a questionar e abandonar uma série de suposições tidas como verdades absolutas sobre a educação, a psicologia e a parentalidade, isto para citar apenas algumas àreas. Exige que vão contra a corrente e, muitas vezes, contra as opiniões de supostos especialistas. Não é um caminho fácil. Não é um caminho negligente. É um caminho moral."

O site da família, sobre o ensino doméstico, encontra-se aqui.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Esta manhã

Quando acordámos, estava tudo branquinho...
Felizmente cá dentro de casa está muito mais quentinho!

"A neve e as tempestades matam as flores,
mas nada podem contra as sementes".

Khalil Gibran

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O que temos andado a fazer

Tem feito um frio danado, e hoje ainda não parou de nevar!

Mas lá por isso não deixámos de ir à aula de japonês com a Megumi, perto desta rua. O Daniel gostou e quer continuar.

Eu, é claro, não consegui acompanhá-lo. De vez em quando ficava de boca aberta ouvindo-o responder em japonês, o quê exactamente não me perguntem que não sei!

Durante a aula a Megumi só fala japonês. Eu lá consegui reconhecer uma palavra ou outra mas a maioria entrava-me por um ouvido e saia-me pelo outro. A diferença? A motivação! Ele está motivado, eu não. Ele quer aprender japonês, eu não... Por isso ele retém a informação e eu não.

Dos anos de alemão e latim que "aprendi" na escola não me lembro de nada! Na escola aprendi a passar testes, a memorizar, temporariamente, para esquecer logo de seguida. As notas dos testes não significam nada. Em alemão tive 17, em latim passei à rasquinha. A verdade é que não sei falar nem alemão nem latim. Mas quando vim para aqui os "problemas de memória" desapareceram - do inglês não me esqueço, não! Como Platão dizia, os conhecimentos adquiridos sob compulsão não ficam na memória.

Voltando à cultura japonesa, andámos a explorar as origens de um dos seus sistemas de escrita, chamado kanji. Além disso, como tinhamos planeado, fomos experimentar noodles num restaurante japonês. Delícia!!!



Que mais? Em casa, andámos a usar o microscópio e a cozinhar: o Daniel foi comigo às compras, fez esparguete com pesto verde e queijo ralado, e partilhou os chocolates que tinha comprado - a generosidade também se aprende!

Educação Asperger

Mais um testemunho de uma mãe que optou pelo ensino doméstico para o seu filho aspie, traduzido livremente daqui:

"O nosso filho tem seis anos; é um menino lindo, inteligente, articulado e engraçado. Mas também tem complexas dificuldades de aprendizagem, problemas de coordenação e equilíbrio, e características da Síndrome de Aspergers.

Optámos pelo ensino doméstico porque para ele não havia sítio pior do que a escola. Aos cinco anos, depois de ser arrastado para a escola aos gritos e pontapés durante um ano, estava completamente arrasado e infeliz, e a ansiedade que sentia estava afectando o seu comportamento em casa de uma maneira horrivel. Escondia-se da família, puxava a pele dos dedos, tornou-se muito pálido – era uma dor vê-lo assim.

Fomos a muitos especialistas e chegámos a tentar outra escola, mas ele estava num estado terrível. Ver que não acompanhava os colegas na leitura e escrita destruiu-lhe a auto-confiança. O facto de que era bom em matemática não contava porque não conseguia escrever as respostas. O facto de que era excelente na construção de modelos e que sabia tudo sobre o sistema imunitário do corpo também não era considerado importante.

Além disso, não conseguia suportar o ruído, nem o regime, nem as outras crianças, especialmente no recreio. Devido às dificuldades de interacção, aprendizagem, equilíbrio e coordenação motora, era impossível aprender numa sala de aula, mesmo que o grupo fosse pequeno. Todos diziam que ele precisava de apoio individualizado e a escola só lhe proporcionava 20 minutos por semana. Lutámos para obter um plano educativo especial, pensando que isso poderia ajudar, mas assim que conseguimos apercebemo-nos de que a escola nunca poderia proporcionar a mesma qualidade de ensino individualizado do que nós em casa.

Semanas depois de termos descoberto que o ensino doméstico era legal apercebemo-nos que, na verdade, era a única opção - sabíamos que em casa ele seria muito mais feliz, teria a oportunidade de recuperar a auto-estima e de fazer algum progresso. Assim que tomámos a decisão um peso enorme caiu dos nossos ombros. Temos também uma filha com quase quatro e a diferença é óbvia - ela quer aprender a ler e escrever, adora brincar com grupos de crianças e já está ansiosa para ir para a escola.

Geralmente sentimo-nos seguros do que estamos a fazer, mas de vez em quando temos momentos de pânico, pensando na grande responsabilidade que assumimos ao optar por este regime e que se calhar o nosso filho não está aprendendo o suficiente, mas quando acalmamos e tornamos a examinar a situação apercebemo-nos que o ensino doméstico continua a ser, pelo menos por enquanto, a melhor opção para ele.

As dificuldades de aprendizagem que ele tem são muito complexas e o tempo que passou na escola destruiu-lhe a vontade de aprender. Isso significa que as coisas não são como tinhamos imaginado. Ele não aceita sugestões, tem problemas de concentração e parece ser incapaz de aprender tópicos que não sejam do seu interesse – temos que trabalhar com isto e aproveitar todas as oportunidades de aprendizagem.

De momento brincamos muito e tentamos ajudá-lo a aprender usando os seus interesses. E a verdade é que está a aprender muitas coisas - sobre o mundo, ciências, negócios, dinheiro, alimentação, natureza e história. Também está a aprender a seguir instruções e a usar computadores. Lembrem-se que ele só tem seis anos de idade - por isso brincamos muito e, para encorajar novos interesses, passeamos, vamos ao parque, visitamos castelos, bosques, museus e assim por diante.

Para incentivá-lo a passar tempo com outras pessoas ele tem várias sessões, embora de curta duração, com dois professores. Fazem actividades pré-leitura/pré-escrita de uma forma divertida, usando arte, artesanato e jogos. Uma adolescente que também aprende em casa vem cá duas vezes por semana "brincar" com ele. A irmã também brinca com ele às vezes.

Tentamos ir às actividades organisadas pelo grupo do ensino doméstico aqui da zona mas o meu filho não está muito interessado. Ele brinca com uns quantos amigos da escola em que andava e brinca também com as crianças que encontramos no parque e na piscina.

Está muito mais feliz e sereno, e a recuperar a curiosidade e vontade de aprender. A nossa vida de família também está muito mais calma e estamos apreciando a vida outra vez! As necessidades educativas especiais que ele tem fazem com que o seu comportamento seja difícil de entender. Uma das melhores coisas do ensino doméstico é que o tempo que passamos com os nossos filhos ajuda-nos a compreendê-los muito melhor.

Esperamos que um dia ele volte para a escola, talvez na altura do secundário, mas por enquanto estamos muito desapontados com as escolas. Elas não têm a capacidade de lidar com as crianças Aspergers como deve ser. Graças a Deus que por enquanto podemos educar em casa!"

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Uma canção para vocês!



First I was afraid I was petrified.
Kept thinking I could never teach ´cause I´m not certified.
But we spent so many nights reteaching homework that was wrong.
I grew strong, so now I teach my kids at home!

We study math and outer space.
I just kept on despite the fear
with a big smile across my face.
I bought a set of Base Ten blocks.
I bought books with answer keys.
My parents think we´re nuts,
but they don´t even bother me

Come on, let´s go walk out the door.
We´re on the road now, 'cause we´re not home much anymore
My friends would laugh and say we´d be unsocialized.
I heard one mumble that I´d give up by July.

Oh no, not I! I will survive!
As long as I know how to read
I know we´ll be alright.
I've got all my life to learn.
I've got energy to burn.
and I'll survive. I will survive.

It took all the strength I had not to fall apart.
Decided to attend a play day at the local park,
and I met oh so many moms who offered eagerly to help.
They used to cry. Now they hold their heads up high,and so do we!

My kids are cool!
They´re not those chained up little people stuck inside at school.
So if you feel like dropping by and just expect us to be free
you´d better call ahead first´cause we´re probably busy!