




A maior parte dos pais manda os filhos para a escola sem saber que tem o direito de os educar em casa. Em Portugal, como em vários outros países, o ensino doméstico é legal, definido como "aquele que é leccionado no domicílio do aluno, por um familiar ou por pessoa que com ele habite".


"As crianças, em todos os lugares do mundo, são obrigadas, pela força, a frequentar a escola.Basta olhar para as crianças em casa ou na rua, e na escola. Em casa ou na rua vemos crianças vivazes, curiosas, sorrindo, explorando e tentando aprender tudo, da mesma forma que exploram e buscam prazeres, expressando os seus pensamentos com as suas próprias palavras, com clareza e, frequentemente, com força e eloqüência.
Na escola, observamos seres como que aposentados da vida, cansados e com expressões de fatiga, tédio, enfado e por vezes terror, repetindo palavras estranhas numa língua estranha – seres cuja alma, como nos caracóis, se esconde dentro da própria casa.
Basta comparar estas duas condições em que observamos as crianças para constatar, sem sombra de dúvida, qual delas é mais vantajosa para o seu desenvolvimento. A natureza compulsória da frequência à escola impede que a criança ali se eduque."
[Leo Tolstoi, "Sobre Educação Popular", em Artigos Pedagógicos, 1862, traduzido do Russo para o Inglês por Leo Wiener (Dana Estes & Co., Boston, 1904), passagens retiradas das pp. 7-18 (ênfases acrescentadas). Citado apud Daniel Greenberg, Announcing a New School: A Personal Account of the Beginnings of the Sudbury Valley School (The Sudbury Valley School Press, Framingham, MA, 1973, p. 175)]
Nós educamos o nosso filho em casa. Às vezes pergunto-me quem mais aprende com o processo, se nós ou ele. O termo "aprender em casa" ou "ensino doméstico" é enganoso. As crianças que seguem este regime não passam a maior parte do tempo fechadas em casa; além disso, os métodos de aprendizagem são diferentes dos usados nas escolas. Na verdade, muitos dos pressupostos do ensino público são opostos aos da auto-aprendizagem.
Tal como Ivan Illich, também eu “espero que os vossos netos hão-de viver numa ilha onde já não será necessário ir à escola assim como hoje [não é necessário] ir à missa”.
As causas do bullying são normalmente ignoradas ou disseminadas como alguma fraqueza de carácter. Contudo, Alice Miller, em livros como For Your Own Good, propõe que a mentalidade bully é aprendida.
O currículo bully é imposto pela pedagogia bully, cada vez mais preferida, do ensino formal dominado pelo professor. Muitos concordam com Alice Miller, que este tipo de pedagogia é venenosa.
Que significa dizer que o governo deve educar o povo? O povo deve ser educado porquê? Qual é o objectivo dessa educação? É óbvio que é para moldar as pessoas para a vida social - para torná-las bons cidadãos. E quem é que define "bons cidadãos"? O governo: não há outro juiz. E quem é que decide como produzir esses "bons cidadãos"? O governo: não há outro juiz. 
"As crianças rotuladas com a Síndrome de Asperger não precisam de mais estrutura e orientação nas suas vidas, muito pelo contrário!
"A neve e as tempestades matam as flores,
Mas lá por isso não deixámos de ir à aula de japonês com a Megumi, perto desta rua. O Daniel gostou e quer continuar.
Eu, é claro, não consegui acompanhá-lo. De vez em quando ficava de boca aberta ouvindo-o responder em japonês, o quê exactamente não me perguntem que não sei!
Voltando à cultura japonesa, andámos a explorar as origens de um dos seus sistemas de escrita, chamado kanji. Além disso, como tinhamos planeado, fomos experimentar noodles num restaurante japonês. Delícia!!!
Que mais? Em casa, andámos a usar o microscópio e a cozinhar: o Daniel foi comigo às compras, fez esparguete com pesto verde e queijo ralado, e partilhou os chocolates que tinha comprado - a generosidade também se aprende!

O uso regular das bibliotecas significa que não precisamos comprar muitos livros. Algumas famílias gostam de usar livros didáticos. Para as crianças mais novas estes geralmente não são caros. Mas também podemos organisar partilhas e trocas de materiais e livros entre nós. 