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terça-feira, 5 de maio de 2009

Coisas do quotidiano

Continuamos a arranjar o jardim que, como vêem, está cheio de "ervas daninhas" (enchemos 4 ou 5 sacos!),

a fazer coisas do dia-a-dia (como esta sopinha de agrião),

e a oferecer, através do freecycle, as coisas que não usamos, como esta cadeira, o congelador e um monitor de computador (deram-me um flat-screen!).

A cultura escolar

1) Rotula, separa e categoriza os seres humanos. Com base no nível de sucesso escolar, cria uma rígida hierarquia social consistindo numa pequena elite de "doutores" e uma grande maioria de "falhanços" e “iliterados”.

2) Impõe a uniformidade e padronização, propagando a perspectiva de que a diversidade é um obstáculo que deve ser eliminado a fim de salvaguardar o progresso da sociedade.

3) Espalha o medo, a insegurança, a violência e o silêncio através da imposição da sua disciplina quase militar.

4) Força os seres humanos a competirem violentamente uns contra os outros a fim de conseguirem obter escassos recursos em situações vencer ou perder.


5) Com o objectivo de passar exames, obter diplomas e certificados e arranjar empregos, destrói o amor pela aprendizagem, suprime a motivação de aprender fora da escola e destrói a capacidade crítica e de auto-avaliação. Centralizando o controlo do processo da aprendizagem no nexus Estado-Mercado, retira o poder dos indivíduos e das comunidades.

6) Comodifica todos os seres humanos, a natureza, o conhecimento e as relações sociais, que se tornam algo a ser extraído, explorado, comprado e vendido.

7) Fragmenta e compartimentaliza o conhecimento, o ser humano e o mundo natural. Além disso, separa o conhecimento da sabedoria, experiência prática e contextos específicos.

8) Separa, de uma forma artificial, a racionalidade humana das emoções e espírito humanos. Impõe uma única perspectiva de racionalidade e lógica a todas as pessoas, desvalorizando assim muitos outros sistemas de conhecimento.

9) Priviligia a literacia (em alguns idiomas-elite) sobre todas as outras formas de expressão e criação humana. Leva as pessoas a não respeitarem as suas línguas locais, priorizando jornais, livros, televisão como as únicas fontes confiáveis de informação.

10) Reduz os espaços e oportunidades para 'válida' aprendizagem humana, ao exigir que todos eles sejam processados por uma instituição controlada centralmente. Cria divisões artificiais entre a aprendizagem e o lar, o trabalho, a brincadeira e a espiritualidade.

11) Ao desvalorizar a aprendizagem que ocorre através do trabalho manual, destrói a dignidade do trabalho.

12) Destrói os laços familiares e comunitários entre-gerações e aumenta a dependência do povo ao Estado-nação e Governo, à ciência, à tecnologia e ao mercado global.

Tradução livre. Podem ler o original, em inglês, aqui.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sistemas destrutivos

Um trecho de O Futuro do Trabalho por Charles Handy, professor na London Business School, escritor e professor:

"Ser aluno numa grande escola é uma experiência bem estranha. Se fossemos convidados a organizar o nosso local de trabalho, quantos de nós organizariam as coisas de modo a que as pessoas trabalhassem para 8 ou 9 chefes por semana, talvez em 5 grupos de trabalho diferentes, em 7 salas diferentes, sem uma secretária ou cadeira onde possam deixar as suas coisas, e fossem desencorajadas ou proibidas de falar umas com as outras durante o trabalho? Além disso, quem, entre nós, faria com que interrompessem cada tarefa de meia em meia hora para trabalhar numa outra? Embora ligeiramente caricaturada, esta é a experiência dos alunos nas grande escolas secundárias.

A verdade é que, em termos de organização, a escola secundária não está organizada à volta do aluno como trabalhador, mas como produto. Matéria-prima é passada de estação de trabalho a estação de trabalho e depois carimbada, trabalhada e rotulada por especialistas diferentes, para no final ser classificada em categorias adequadas para distribuição. O ensino secundário é o mecanismo definitivo de triagem e deixa uma impressão indelével. [Muitos] tornam-se alienados por esta instituição opressora, irrelevante e ignorante da sua possível contribuição para o mundo. A verdade é que, para eles, a escola é um sistema destrutivo."

sábado, 2 de maio de 2009

Unschooling Media, a tese de Vanessa Bertozzi

Cliquem no quadradinho de cima mais à direita e o livro ficará do tamanho do monitor. Para voltarem ao blogue cliquem outra vez no mesmo sítio.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Educação e suas inconsistências

Segundo este artigo sobre o inquérito que o governo britânico está a fazer sobre a segurança e o bem-estar dos jovens que seguem o ensino doméstico, trabalhadores sociais estão pedindo às autarquias locais que aumentem a vigilância das crianças educadas em casa. O artigo descreve o ensino doméstico como uma prática controversa.

Eis o comentário de uma mãe britânica que optou pelo ensino doméstico:

OK, defensores da escola, abram as vossas mentes apenas por um momento. Das 2 opções seguintes, qual diriam ser mais controversa, A ou B?

(foto: encontro do ensino doméstico no Reino Unido)

1A.
Educar para a democracia obrigando os alunos a viver numa autocracia.

1B. Ajudar os nossos filhos a compreender as vantagens de viver numa democracia dando o exemplo, ou seja, tomando em consideração as suas opiniões e participando em debates com eles, permitindo o desenvolvimento natural das ideias.

2A. Dizer aos alunos que o bullying não é aceitável mas, na prática, intimidá-los frequentemente.

2B. Partilhar a opinião de que o bullying não é o melhor tipo de comportamento e dar o exemplo, fazendo questão de nunca agir como um bully e explicando os motivos por que o bullying não é eficiente: porque inibe a criatividade e a racionalidade.

3A. Pregar as vantagens da co-operação mas encorajar os alunos a competir.

3B. Explicar as vantagens da co-operação demonstrando como agir cooperativamente no dia a dia.

4A. Pregar os benefícios da auto-motivação e iniciativa, mas dizer aos alunos o que fazer.

4B. Permitir e proporcionar aos nossos filhos o espaço necessário para o desenvolvimento da auto-motivação e iniciativa própria.

5A. Pregar os benefícios da liberdade de expressão e de pensamento, mas dizer-lhes exactamente o que pensar.

5B. Criar o espaço que permite aos nossos filhos a liberdade de expressão e de pensamento.

6A. Pregar a ideia de que as crianças devem ter todas as condições para seguir seus interesses, mas mandá-las deixar de fazer aquilo em que estão interessadas por estar na hora do próximo exercício, actividade, aula, etc.

6B. Criar um espaço para nossos filhos seguirem os seus interesses em paz e sossego.

7A. Compreender que existem inúmeras coisas a aprender mas, na prática, definir uma área restricta de conhecimento e impor a sua aprendizagem aos alunos.

7B. Compreender que os nossos filhos têm os seus interesses e deixá-los aprender as coisas que querem aprender, quando as querem aprender, da forma como as querem aprender, porque as querem aprender.

8A. Achar que as crianças e jovens devem aprender a relacionar-se com pessoas de todas as idades mas, na prática, segregar os alunos etáriamente.

8B. Dar aos nossos filhos a oportunidade de se relacionarem com pessoas de todas as idades e a liberdade de escolherem as pessoas com quem querem conviver.

9A. Propagar a ideia da igualdade entre as pessoas mas, na prática, classificá-las, dar-lhes notas diferentes e diferenciá-las.

9B. Compreender que as pessoas são diferentes, que têm interesses diferentes e criar um mundo onde cada um pode ser quem é.

10A. Perceber que errar é uma parte importante da aprendizagem mas, na prática, penalizar os alunos quando estes erram.

10B. Criar um espaço onde toda a família compreende que errar é importante na aprendizagem.

Estas são apenas algumas das questões mas com base nestes poucos exemplos quais deles diriam ser controversos?

(a tradução é livre, o original está aqui, em inglês, e inclui vários outros comentários)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

O acto de aprender

Paulo Freire, reflectindo sobre o acto de aprender:

Aprender não é acumular certezas
Nem estar fechado em respostas
Aprender é incorporar a dúvida
e estar aberto a múltiplos encontros

Aprender não é dar por consumida uma busca
Aprender não é ter aprendido
Aprender não é nunca um verbo do passado
Aprender não é um acto findo
Aprender é um exercício constante de renovação















Aprender é sentir-se humildemente sabedor de seus limites,
mas com coragem de não recuar diante dos desafios
Aprender é debruçar-se com curiosidade sobre a realidade
É reinventá-la com soltura dentro de si

Aprender é conceder lugar a tudo e a todos
e recriar o próprio espaço















Aprender é reconhecer em si e nos outros o direito de ser,
dentro de inevitáveis repetições
porque aprender é caminhar com seus pés um caminho já traçado

É descobrir de repente uma pequena flor inesperada
É aprender também novos rumos onde parecia morrer a esperança

Aprender é construir e reconstruir pacientemente
uma obra que não será definitiva
porque o humano é transitório
















Aprender não é conquistar, nem apoderar-se mas peregrinar
Aprender é estar sempre caminhando
não é reter, mas comungar

Tem que ser um acto de amor
para não ser um acto vazio.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Por onde andámos...

O jardim de trás está cheio de "ervas daninhas" e a precisar de uma arrumadela. Vou ter que arregaçar as mangas e aprender a jardinar!

Nem sei o nome das flores que aqui estão mas, na aprendizagem, não saber é o importante, pois é daí que vem a vontade de saber.

Gosto muito destas compridinhas e violetas.

Tenho mesmo muito que aprender! Sei que vou fazer muita "asneira" e isso também é importante. Thomas Edison salientava a importância dos erros. Aprender o que não resulta é parte essencial do processo de descobrir o que resulta. Experimentando é que a gente aprende!

Educação, doutrinação e propaganda

Excerpto do livro A arte da felicidade (abre livro, ver página 111), do Dalai Lama e Howard C. Cutler:

"Uma vez, um refugiado tibetano falou comigo acerca da escola chinesa que foi obrigado a frequentar quando jovem, ainda em crescimento, no Tibete. As manhãs eram dedicadas à doutrinação e ao estudo do "pequeno livro vermelho" do Presidente Mao. As tardes eram voltadas para a apresentação de vários trabalhos de casa, geralmente planeados de modo a erradicar do povo tibetano o espírito do budismo neles profundamente entranhado.

Por exemplo, tendo conhecimento da proibição budista de matar e da crença de que todas as criaturas vivas também são "seres sencientes", um professor deu aos seus alunos a tarefa de matar uma coisa e trazê-la para a escola no dia seguinte. Os alunos recebiam notas. Cada animal morto recebia uma quantidade de pontos - uma mosca valia um ponto; uma minhoca, dois; um camundongo, cinco; um gato, dez; e assim por diante. (Recentemente, quando contei esta história a um amigo, ele abanou a cabeça com uma expressão de nojo e comentou: "Quantos pontos ganharia o aluno que matasse esse professor infame?")"

terça-feira, 28 de abril de 2009

O desejo de ensinar e a arte de aprender

Leiam que vale a pena. Rubem Alves descreve a sua experiência na Escola da Ponte (página 44 em diante). Cliquem no quadradinho de cima mais à direita e o livro ficará do tamanho do monitor. Para voltarem ao blogue cliquem outra vez no mesmo sítio.

Evitar o bullying com o ensino doméstico

Bullying como motivo para educar em casa

Um menino de 11 anos de idade suicidou-se na semana passada. Onze anos! Que tipo de desespero esmagador o teria levado ao suicídio? De acordo com a família, ele era vítima de constantes e repetidas agressões, tanto físicas como emocionais. Onde? Na escola!

Não consigo imaginar o que os pais estarão sentindo. A morte de um filho é sempre trágica e horrível. Os pais nunca deveriam ter de enterrar um filho. Nunca. Mas uma criança matar-se devido ao ambiente social da escola, isso é mais que trágico: é revoltante.

A escola que Jaheem frequentava tinha um programa anti-bullying, e muitas escolas têm uma política de tolerância zero ao assédio moral. Mas é óbvio que aquilo que os adultos vêem e aquilo que as crianças estão experienciando parece ser muito diferente.

Aqui fica o link para o artigo, que é curto, mas reparem, nos comentários, a quantidade de pessoas a recomendar o ensino doméstico para estas preciosas crianças que estão sendo vítimas de bullying.

Que tragédia sem sentido!

Por Melissa Caddell

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Encontro sobre a Educação Intuitiva

No dia 18 tive a oportunidade de ir à reunião da Educação Intuitiva, moderada pela Natália Fialho, em Alcabideche, Cascais.

Como a Isabel (foto abaixo) já disse, em desencontros e encontros, foi tudo muito à última da hora: tinhamos nos encontrado no dia anterior, e foi assim que vim a saber da reunião.

Já agora aproveito para recomendar a todos interessados no ensino doméstico que visitem o blogue da Isabel porque hão-de lá encontrar muita informação e muitos, muitos exemplos desta forma alternativa de educar os nossos filhos.

Mas voltando ao encontro sobre a educação intuitiva, conhecida aqui no Reino Unido como attachment parenting: encontrar a casa da Natália, com tantas obras e desvios nas estradas, não foi assim tão fácil! Parece-me que em Portugal as obras nunca acabam! O esforço valeu bem a pena: que bom que foi ver um grupo de pais tão dedicados à busca de novos caminhos...

Também tive a oportunidade de conhecer a Rute (foto à esquerda), do publicar para partilhar, blogue que recomendo a todos que se interessem pelo vegetarianismo: está cheio de receitas deliciosas!

E já agora aproveito a oportunidade para agradecer à Rute a nomeação para o Lemonade Award, e à Meninheira pelo Prémio Symbelmine!

domingo, 26 de abril de 2009

Crueldade, comparação e educação

Aqui fica mais uma citação de Krishnamurti:

"A crueldade é uma doença infecciosa que é absolutamente necessário evitar. A crueldade tem muitas formas: um olhar, um gesto, uma frase cortante e, acima de tudo, a comparação.

Todo o actual sistema de 'educação' está baseado na comparação. A é melhor que B, e portanto deve ser como A, deve imitá-lo. Isto na sua essência é crueldade, e esta, em última análise, é expressa pelos exames."

Por onde andámos...

Quando estivemos em Portugal passámos uns dias perto de Lisboa

por isso não perdemos a oportunidade de ir até lá e ao Museu Calouste Gulbenkian.

Vimos a colecção do Centro de Arte Moderna e uma exibição de Heimo Zobernig.

Este quadro (na foto acima) fez-me lembrar o meu filho que, aí há uns 3 anos atrás, no primeiro ano do ensino doméstico, durante uma conversa sobre arte conceitual e art bollocks, virou-se para mim e disse: "I'm going to paint a white canvas in white paint, call it 'Emptiness' and sell it for loads of money!"

Gostei de revisitar os jardins. Em Portugal, infelizmente, não é fácil encontrar espaços verdes. Jardins como este, bonitos e agradáveis, são bem raros.

Gostei especialmente do percurso do lago...

sábado, 25 de abril de 2009

Como funciona o ensino doméstico VI

O futuro: universidade ou não?

Continuação: a 1ª parte deste artigo está aqui, a 2ª aqui, a 3ª aqui, a 4ª aqui e a 5ª aqui.

Para os pais que estão a pensar na possibilidade do ensino doméstico para os filhos, uma das maiores preocupações é a universidade. Essa questão aparece quase sempre na lista de "perguntas mais frequentes" dos sites relacionados ao ensino doméstico: "O aluno que seguiu o ensino doméstico entrará na faculdade?" A resposta a esta pergunta parece ser um sonoro "Sim!"

Em vários livros e na internet encontramos muitas estórias de sucesso sobre alunos educados em casa que foram para a universidade dos seus sonhos, incluindo as do grupo 'Ivy League', como Harvard, Yale e Princeton. Tal como qualquer aluno da escola tradicional, os alunos do ensino doméstico devem começar a escolher o curso e a universidade que pretendem frequentar durante o 9º ano (ou seu equivalente). Além disso, podem e devem fazer os exames do 12º ano. Atenção especial deve ser dada à manutenção das fichas destes alunos e cartas de recomendação de mentores, tutores, instrutores e assim por diante devem ser obtidas.

Ainda que a aprendizagem, especialmente a aprendizagem para toda a vida, pareça ser o foco de muitos métodos do ensino doméstico, a universidade não é necessariamente o objectivo de todos os jovens que seguem o ensino doméstico. Sem estarem presos às programações rígidas do ensino tradicional, os jovens que aprendem em casa podem começar a pensar noutras alternativas. Como já seguiram uma metodologia não convencional, hesitam muito menos em continuar a fazê-lo. Para estes jovens de mente aberta para a vida, o "método da não-universidade" pode ser o caminho em frente.

No seu livro "Alternativas à universidade: carreiras incríveis e aventuras surpreendentes fora da universidade", a autora Danielle Wood apresenta várias possibilidades para os jovens que decidem não fazer um curso universitário.

Neste livro bem organizado, aqueles que não estão preparados para abdicar totalmente da experiência universitária encontrarão sugestões para actividades entre o 12º ano e a entrada para a universidade. O livro também inclui muitas informações relativas a programas de aprendizagem alternativa e programas para estagiários.

Aqui fica um exemplo do que se pode fazer em vez da universidade:

Aluno do ensino doméstico torna-se autor mais vendido

Aos 15 anos de idade, Christopher Paolini havia completado o ensino médio e estava pronto para entrar para um colégio e, depois, para uma universidade. Milhares de leitores estão felicíssimos devido ao falhanço dos seus planos.

Em vez de escrever teses para a faculdade, Paolini decidiu escrever a sua primeira obra de ficção: Eragon. O resultado? Obteve um contracto para três livros com a Knopf e vendeu os direitos para o filme à FOX 2000 - o seu futuro não poderia ser mais brilhante. O jovem autor atribui o seu sucesso ao ensino doméstico:

"O que fiz só foi possível porque os meus pais foram dedicados e gostavam de nós o suficiente para matricularem, a mim e à minha irmã, no ensino doméstico.

A minha mãe, uma ex-professora do métido Montessori e autora de vários livros para crianças, arranjou tempo para nos ensinar todos os dias. Além das lições dos livros escolares, ela deu-nos muitos exercícios para estimular a criatividade".


FIM

Flower power

Mais umas fotos (das que tirei no Algarve):

Acho que estas são corriolas-rosadas (Convolvulus althaeoides),

estas duas não sei os nomes,

mas se vocês souberem, digam!

E estas, acho que são malmequeres das praias (Anthemis maritima)...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Toffler fala sobre a educação



Toffler
: "Precisamos de fazer a transição da educação em massa para um modelo mais individual, que ofereça uma diversidade de formas de ensino. Recentemente recebi um e-mail de um jovem asiático muito articulado que dizia: “A escola está a preparar-me para um futuro que não ocorrerá. Deixei de aprender lá. Acho que seria melhor educar-me a mim mesmo. Quero deixar a escola. O que o senhor sugere?”. Esse garoto é realmente inteligente."

Por onde andámos...

e os animais que vimos (fotos tiradas no Algarve, em Alvor):





quinta-feira, 23 de abril de 2009

Instead of Education - John Holt

Aqui fica mais um livro de John Holt, espero que gostem. (Se clicarem no quadradinho de cima mais à direita o livro ficará do tamanho do monitor. Para voltarem ao blogue é só clicar outra vez no mesmo sítio).

A compulsão na educação

Ontem devorei outro livro que trouxe da biblioteca: desta vez foi Escola e Sociedade de Bertrand Russell. Embora o livro não mencione o ensino doméstico, o argumento usado contra o ensino obrigatório é partilhado pelas famílias que optam pelo unschooling. Ora vejam:

"Outro efeito da compulsão na educação é destruir a originalidade e o interesse intelectual. O desejo de saber, pelo menos por uma quantidade razoável de saber, é um fenómeno natural nos jovens, mas que é geralmente destruído pelo facto de lhes ser ministrado mais do que aquele que desejam ou que são capazes de assimilar.

As crianças que são obrigadas a comer em breve adquirem uma forte detestação pela comida, e as crianças que são obrigadas a aprender adquirem de igual modo uma detestação pelo saber.

Quando pensam, não o fazem espontaneamente, da mesma forma que correm, saltam ou gritam; pensam tendo em vista agradar a um adulto e, por conseguinte, tentando fazê-lo de forma correcta mais do que a partir de uma curiosidade natural. Esta destruição da espontaneidade é particularmente desastrosa no domínio das artes."

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Citações: Krishnamurti

Ontem acabei por passar na biblioteca. Saí de lá com alguns livros, entre eles, Cartas às Escolas, de Krishnamurti. Aqui ficam umas passagens:

"O conhecimento não leva à inteligência. Acumulamos muitos conhecimentos sobre muitas coisas, mas parece ser quase impossível agir inteligentemente em relação àquilo que se aprende.

Escolas, institutos, universidades cultivam o conhecimento acerca dos nossos comportamentos, do universo, das ciências e da tecnologia, sob todas as formas.

Esses centros de educação raramente ajudam um ser humano a saber viver a vida de todos os dias."

E esta a seguir, embora não se refira ao unschooling, descreve muito bem o seu espírito:

"Todo o movimento da vida é aprender. Não há tempo nenhum em que não haja aprendizagem. Em toda a acção há esse movimento de aprender, e toda a relação é aprendizagem.

Para aprender a arte de viver é preciso tempo disponível, tempo de observação. Só a mente não ocupada pode observar."