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sábado, 14 de março de 2009

Japonês - Hiragana

Por onde andámos...

Mais umas fotos!


sexta-feira, 13 de março de 2009

Massacre escolar: a escola assassina

O trágico tiroteio na escola de Winnenden obriga-nos a perguntar mais uma vez: o que está acontecendo nas escolas? Na tentativa de compreender o que se está a passar - este massacre não é o primeiro (abre cronologia dos tiroteios) nem será o último - sociólogos e educadores têm sugerido várias possíveis causas.

Este artigo, por exemplo, diz-nos que "o massacre na escola de Winnenden, perto de Estugarda, provocou um debate sobre a prevenção de crimes deste tipo, desde o uso de perfis psicológicos à lei das armas, do acesso a jogos de vídeo violentos ao estado geral das escolas."

C. Bradley Thompson, professor universitário no departamento de ciências políticas na universidade de Clemson, está convencido de que não estamos a ver o óbvio.

Num artigo intitulado Nossas Escolas Assassinas, diz o seguinte:

"Os tiroteios têm uma coisa em comum: todos eles ocorreram na escola. Os jovens não mataram ao fim de semana, não mataram depois das aulas, nem, por exemplo, no centro comercial. Então o que se está a passar? Porque é que os jovens estão cheios de raiva, e porque estão expressando essa raiva através de actos tão violentos?

Que todos mataram na escola é um facto que merece reflexão. A explicação para todos estes tiroteios pode ser facilmente encontrada na destruição das mentes e espíritos dos jovens por estabelecimentos de ensino determinados a usar os nossos filhos como cobaias para as suas bizarras experiências de escolarização. A verdade inegável é que actualmente a grande maioria das escolas públicas são desertos morais e intelectuais.

O estabelecimento de ensino reage a esta crise transformando as escolas em algo que mais se assemelha a uma prisão do que a um ambiente de aprendizagem. Arame farpado, detectores de metal, cartões de identidade, circuito fechado de televisão, polícia e guardas são, hoje em dia, características comuns da escola. Pior ainda, o sistema escolar trata os nossos jovens da mesma forma que o sistema penal trata os prisioneiros. A maior parte das escolas funcionam como meros centros de supervisão para os adolescentes e as piores escolas como centros de detenção."

Citações - Ivan Illich

“A igualdade de oportunidades na educação é meta desejável e realizável, mas confundi-la com obrigatoriedade escolar é confundir salvação com igreja. A escola tornou-se a religião universal do proletariado modernizado, e faz promessas férteis de salvação aos pobres da era tecnológica.

O Estado-nação adoptou-a, moldando todos os cidadãos num currículo hierarquizado, à base de diplomas sucessivos, algo parecido com os ritos de iniciação e promoções hieráticas de outrora. O Estado moderno assumiu a obrigação de impor os ditames de seus educadores por meio de inspectores bem intencionados e de exigências empregatícias; mais ou menos como o fizeram os reis espanhóis que impunham os ditames de seus teólogos pelos conquistadores e pela Inquisição”.

Illich, Ivan. Sociedade sem Escolas, P.35 Petrópolis: Vozes Editora, 1973.

Que diria sobre o alargamento da escolaridade obrigatória até o 12º ano?

quinta-feira, 12 de março de 2009

A escola dos animais

Havia uma vez uma escola para os animais. A escola tinha um currículo igual para todos, composto por quatro disciplinas obrigatórias: correr, trepar, voar e nadar. Todos os animais eram forçados a estudar as mesmas disciplinas.

O pato nadava muito bem, nadava até melhor do que o professor. Em correr e voar, passou à rasquinha, mas como trepar não conseguia, fizeram com que ele deixasse de nadar para passar mais tempo aprendendo a trepar. Depressa começou a tirar “suficientes” em natação, mas “suficientes” eram aceitáveis para a escola, e ninguém se preocupou muito com isso, ninguém excepto o pato.

A águia era considerada um aluno-problema. Na aula de trepar era sempre a primeira a chegar ao topo da árvore, mas o seu método era contra as regras. Acabava por ficar sempre de castigo, escrevendo "não é permitido fazer batota" quinhentas vezes. Por isso não tinha tempo para voar alto, até chegar ao céu, sentindo o vento na cara, que era o que mais adorava fazer; não tinha tempo porque os trabalhos de casa eram considerados mais importantes do que essas brincadeiras!

O urso reprovou. Os professores disseram que ele era muito preguiçoso, especialmente no inverno.
Para ele, a melhor estação do ano era o Verão, mas nessa altura a escola estava sempre fechada.

A zebra baldava-se muito às aulas porque os póneis gozavam das suas listras, e isso fazia-lhe muito infeliz.

O canguru, quando entrou para a escola, era quem melhor corria, mas ficou desencorajado quando lhe mandaram correr com as 4 patas, como os outros animais.

O peixe desistiu porque achou a escola uma seca. Para ele, as quatro disciplinas não eram matérias separadas ou diferentes, mas ninguém o compreendia pois nunca tinham visto um peixe.

O esquilo era quem melhor trepava, mas o professor de vôo obrigava-o a começar do chão para cima, e não do topo das árvores para baixo. As suas pernas ficavam tão feridas ao praticar descolagens que deixou de ser capaz de trepar e correr.

A abelha era um caso dificil para os professores, por isso mandaram-na ao doutor Coruja. O doutor Coruja disse que as asinhas dela eram demasiado pequenas para voar e que, além disso, estavam no lugar errado. A abelha nunca viu o relatório do doutor Coruja, por isso continuou a voar à sua maneira. Tenho a certeza que todos nós conhecemos uma abelha ou duas...

O pato é a criança que é boa a matemática mas tira más notas a português, e por isso os professores dão-lhe explicações extras de português enquanto os outros alunos têm aulas de matemática. Deixa de ser excelente a matemática, mas pelo menos consegue passar a português, mesmo que seja à rasquinha.

A águia é a criança que é transformada em aluno-problema por ter o seu "próprio método" de fazer as coisas. Embora não esteja fazendo nada de "errado", o seu não-conformismo é considerado problemático, e por isso é punida.

Quem não reconhece o urso? O garoto que é incrivel na natureza, ao ar livre, na rua e em casa, que adora todas as actividades extra-curriculares, mas que esmorece quando chega a altura dos estudos académicos.

E quanto à zebra, a menina tímida, pesada, alta ou baixinha, ninguém se apercebe que o seu fracasso escolar é causado por sentimentos de inadequação social. O canguru é a criança que em vez de perseverar desiste e torna-se a criança descorajada cujo futuro desaparece por não ter sido devidamente apreciada.

O peixe é a criança que necessita de uma educação especial e que nunca poderia brilhar nas salas de aulas.

O esquilo, ao contrário do pato que lá se consegue desenrascar, torna-se um fracasso.

A abelha, oh, a abelha, essa é a criança com que a escola não consegue lidar mas que, apesar de tudo, contra todas as probabilidades e com o apoio dos pais, tem auto-motivação suficiente para se sair bem, embora todos dissessem que ela nunca chegaria a lugar nenhum.


Tive o enorme prazer de conhecer muitas abelhas.

FIM - Vejam o vídeo, em inglês, aqui.

Cada criança possui uma personalidade e uma mistura talentos única, encontrada em mais lado nenhum. Algumas são intelectualmente capazes, outras são abençoadas emocionalmente e muitas nascem com uma criatividade artística incrivel. Cada criança possui a sua própria colecção exclusiva de talentos.

Os nossos filhos não nascem com um manual de instruções. Os pais mais eficazes estão sempre aprendendo, estudando e adaptando as “instruções” às personalidades únicas dos seus filhos. Cada criança é tão única como as suas impressões digitais; são verdadeiros diamantes de incomparável beleza.

Não deixem que os vossos filhos se transformem em cangurus!

Traduzido daqui.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Ensino doméstico: um exemplo

Paigle nunca frequentou a escola; em vez disso, foi educada em casa pela mãe, Bev. A sua educação não seguiu o currículo tradicional - a ênfase foi sempre colocada nas matérias em que ela estava naturalmente interessada e, assim, mais motivada a aprender - incluindo psicologia, que começou a estudar aos 12 anos.

"A minha mãe orientava a minha educação, mas eu estava muito motivada e tendia a organizar os meus próprios estudos."

Paigle concentrou-se nas matérias que adorava: inglês, psicologia e teatro. Mas a sua educação também incluía outras disciplinas mais tradicionais, como a matemática e a ciência.

Agora, com 16 anos, quer fazer o 12º ano e está escolhendo uma escola e investigando o que é preciso para a matrícula. Sem as qualificações formais do 11º ano, Paigle terá de provar à escola que tem a capacidade de estudar ao nível do 12º ano:

"Estou totalmente convencida de que não terei dificuldades nenhumas de estudar a esse nível. Muitos dos jovens que seguem o ensino doméstico decidem a certa altura fazer o 12º ano. Isto agora é completamente normal, e a maior parte das escolas e universidades esperam receber alunos que foram educados em casa. Não considero o ensino doméstico como sendo uma desvantagem.

Os benefícios, para mim, foram óptimos! Como era eu a decidir o meu horário de estudos, tive a oportunidade de fazer muito trabalho voluntário. Estou convencida que se tivesse frequentado a escola não teria a experiência de vida que agora tenho. Se alguém estiver a pensar educar os filhos em casa, aconselho-os a encontrarem a solução que melhor se adequa aos seus filhos. O ensino doméstico resultou muito bem comigo, mas não é para toda a gente. Há jovens que respondem melhor a professores do que, por exemplo, a mães-educadoras".

Original aqui (parte final do artigo).

Por onde andámos...

Hoje fomos até Portishead!








terça-feira, 10 de março de 2009

Ensino doméstico: um artigo

Tradução livre deste artigo, publicado há 4 dias:

"Se estiverem a pensar educar os vossos filhos em casa em vez de mandá-los para a escola, não estão sozinhos. No Reino Unido, por uma série de razões, milhares de famílias optam pelo ensino doméstico. Muitas estão desiludidas com o sistema de ensino público, outras querem seguir determinada abordagem na educação dos filhos.

Na Inglaterra e no País de Gales, a lei diz que todas as crianças de idade escolar devem ter uma educação adequada, na escola ou de outra forma. A lei diz que os pais de todas as crianças de idade escolar obrigatória devem fazer com que os filhos recebam uma educação eficiente, a tempo inteiro e adequada às idades, capacidades e aptidões dos filhos e a quaisquer necessidades especiais que eles possam ter, seja frequentando regularmente a escola ou de outra forma. E cada vez mais famílias estão escolhendo outra forma, optando pelo ensino doméstico pelas mais variadas razões.

“Educar em casa não é para todos pois exige um grande compromisso por parte dos pais e dos filhos", diz Hayley Clayton, uma mãe que educou os três filhos - Abbi, Jacob e Chris – consoante as necessidades individuais de cada um deles. "Chris é educado em casa porque a escola não tem a capacidade de satisfazer as necessidades dele ... e tem-se dado mutíssimo bem em casa. Mas acho que é importante haver clareza entre os pais e os filhos porque se não diferenciarmos o papel de educador e de pai a relação pode se tornar estressante".

Não existe uma abordagem à aprendizagem que seja adequada a todos, por isso o ensino doméstico oferece uma alternativa às famílias que não se sentem satisfeitas com escolarização em massa. Para educar em casa, estas famílias não são obrigadas a seguir nenhum currículo, horários escolares ou a obter qualificações formais; a maior parte dos pais que optam pelo ensino doméstico não são, nem nunca foram, professores.

No entanto, pesquisas têm verificado que nas avaliações nacionais dos programas de literacia 80,4% das crianças educadas em casa estão, a nível de estudos, a par com os melhores 16% das crianças educadas na escola.

Os pais que educam os filhos em casa dizem que o ensino doméstico trouxe mais benefícios do que esperavam, e salientam o facto de que os filhos podem aprender o que querem aprender, quando querem aprender. Embora certificados e diplomas não sejam obrigatórios, muitas famílias que praticam o ensino doméstico gostam de fazer exames como candidatos externos.

No ensino doméstico existem várias abordagens, dependendo da família e da preferência dos filhos em relação à aprendizagem. Há pais que ensinam de uma maneira formal, seguindo um horário fixo e ensinando matérias de uma forma estruturada, trabalhando, por exemplo, para alcançarem determinados objectivos curriculares. Mas há muitos pais que optam pela abordagem autónoma, deixando os filhos escolher as matérias que querem aprender e decidir quando as querem aprender."

Por onde andámos...

No parque de Shirehampton, atravessámos

o bosque e fomos até ao Horseshoe Bend do rio Avon.

Horseshoe Bend é uma Reserva Natural com 4,45 hectares,

um sítio biológico de especial interesse científico, situado na margem norte do rio, 3 kms a jusante do Avon Gorge, a leste de Shirehampton.

Aprendemos que é o local principal para certas espécies de plantas raras, incluindo a Sorbus domestica, a Sorbus eminens e Sorbus anglica, além da Tilia platyphyllos.

Nesta zona também crescem plantas herbáceas raras, como o Allium oleraceum e Hypericum montanum.

E o "saltmarsh" contém duas espécies de plantas vasculares, Bupleurum tenuissimum e Atriplex longipes.

Religiões do mundo: Islão



Ver o guia de estudo, em inglês, aqui.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Citações - Ludwig von Mises

Um gênio criativo não pode ser treinado. Não existem escolas para criatividade. Um gênio é precisamente um homem que desafia todas as escolas e regras, que se desvia dos caminhos tradicionais da rotina e abre novos caminhos através de terras inacessíveis antes. Um gênio é sempre um professor, nunca um aluno; ele é sempre feito por si mesmo.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Citações - Noam Chomsky

"As escolas são instituições dedicadas à doutrinação e à imposição de obediência. Longe de criarem pensadores independentes, ao longo da história as escolas sempre tiveram um papel institucional num sistema de controle e coerção. E, uma vez convenientemente educado, o indivíduo foi socializado de um modo que dá suporte à estrutura de poder que, por seu lado, o recompensa generosamente.

A doutrinação é necessária porque as escolas são, de um modo geral, concebidas para apoiar os interesses do segmento dominante da sociedade, das pessoas detentoras da riqueza e do poder. Numa fase inicial da educação, as pessoas são socializadas de modo a compreenderem a necessidade de apoiar a estrutura do poder, com as corporações em primeiro plano – a classe empresarial. A lição aprendida na socialização através da educação é que se não se apoiar os interesses dos detentores da riqueza e do poder, não se sobrevive por muito tempo. É-se excluído do sistema ou marginalizado."

Por onde andámos...

Atravessámos a ponte suspensa a pé,

para podermos apreciar melhor a paisagem.

Olhando para um lado, vimos a cidade lá ao fundo,

e no outro lado da ponte, o desfiladeiro.

Pertinho da ponte, o observatório de Clifton, na foto abaixo.

Citações - Krishnamurti

"Afinal vocês são educados para quê? Para serem sociólogos, antropólogos ou cientistas, com mentes especializadas trabalhando num fragmento do campo total da vida, cheias de conhecimentos e palavras, capazes de explicações e racionalizações? Se calhar no futuro os computadores serão capazes de fazer isso tudo muitíssimo melhor que vocês.

O verdadeiro significado da educação é completamente diferente da simples transferência do que está impresso numa página para o cérebro. Educação significa abrir as portas da percepção à dança da vida. Significa aprender a viver com alegria e liberdade, sem ódio nem confusão, mas em beatitude.

A educação moderna está nos tornando cegos: aprendemos, cada vez mais, a competir e a lutar uns contra os outros. A verdadeira educação é descobrir um modo de vida diferente, libertar a mente do seu próprio condicionamento."

quinta-feira, 5 de março de 2009

Por onde andámos...


E ali, escondidinhos num orifício desta árvore,

todos muito aconchegadinhos, uma família de caracóis!

Não são lindos, os troncos destas árvores?

quarta-feira, 4 de março de 2009

Os meus filhos não frequentam a escola

Segue-se uma tradução livre deste artigo, publicado há 2 semanas.

Jane Gutteridge tomou a decisão não-convencional de retirar os filhos da escola e educá-los em casa. Aqui, ela explica por que acredita que a decisão foi um sucesso:

"Se os vossos filhos gostam de andar na escola, óptimo! Mas, embora muitas pessoas julguem que sim, a escola não é obrigatória. Eu sou uma mãe que, como tantas outras, evita a escola, optando pelo ensino doméstico – na Grã-Bretanha, e por todo o mundo, este movimento é cada vez maior.

O meu filho Ciaran tem 12 anos e a minha filha Geórgia oito. Ciaran andou numa escola pública mas as classes tinham alunos demais e estes eram preparados para testes desde o primeiro dia. Quando descobri que Ciaran estava sendo vítima de violência escolar tirei-lhe imediatamente da escola.

A seguir andou numa escola Montessori, mas o pessoal era muito autoritário e a quantidade enorme de trabalhos que mandavam para casa era mais adequada para alunos do ensino secundário do que para crianças de sete anos de idade. Ciaran odiou essa escola. Decidimos então viver em Brighton e matriculá-lo na Escola de Darma, uma pequena escola primária budista com professores simpáticos e carinhosos, e com uma "tolerância zero" ao bullying. O meu filho passou três anos muitos felizes neste ambiente maravilhoso, até aos 11 anos.

A minha filha Geórgia andou na escola durante ano e meio Quando nos apercebemos que tinha dislexia e que andava muito perturbada por não conseguir aprender a ler como os outros colegas, não hesitei e tirei-lhe da escola: desde essa altura que ela aprende em casa.

Depois de acabar a escola primária na escola budista, Ciaran decidiu que a escola secundária não era para ele e decidiu aprender em casa como a irmã. Depois ouvi falar de Heroes, um pequeno centro de aprendizagem em que as crianças e jovens que seguem o ensino doméstico podem ter aulas de várias matérias.

É organisado por uma mãe que optou pelo ensino doméstico. Ela alugou um espaço em Camp Mohawk, numa zona rural. As famílias pagam uma mensalidade de £45, os miudos decidem a que aulas querem ir e pagam cada aula individualmente.

Fizemos uma visita ao projecto e os meus filhos adoraram tanto que resolvemos ir viver para Berkshire. Heroes está aberto quatro dias por semana, de terça a sexta-feira, das 10 às 4 da tarde, e nós vamos lá três dias por semana. Depois comecei a trabalhar para o projecto, fazendo o almoço para todos e ensinando-os a cozinhar – sou apaixonada pela alimentação e cozinha!

Embora tenha apenas 12 anos, Ciaran está a seguir o currículo do 11º ano em matemática, história e ciência. No Verão vai fazer o exame de matemática e mais um ou dois exames em Novembro. Em vez de fazer vários exames todos de uma vez, como na escola, as crianças podem fazê-los ao longo de quatro ou cinco anos. Ele também vai a outras aulas, como por exemplo aulas de guitarra, escrita criativa, teatro e debate. A minha filha também adora Heroes, onde tem aulas individuais de leitura e onde está fazendo um grande progresso.

Às sextas vamos a um grupo social para famílias que praticam o ensino doméstico. Também visitamos museus, exposições e locais históricos com outras famílias.Além disso, faço parte do grupo virtual do ensino doméstico de Berkshire, e de outros grupos nacionais, óptimos para se entrar em contacto com outras famílias que educam os filhos em casa.

Estou muito orgulhosa de ter filhos felizes e de lhes poder proporcionar um nível de autonomia nas suas vidas que não seria possivel se frequentassem a escola. Sinto-me muito feliz por existirem projectos como Heroes. Estou completamente convencida que no futuro existirão cada vez mais iniciativas educativas organisadas por todo o país por mães e pais, para as crianças que estão infelizes na escola ou cujas necessidades não estão sendo satisfeitas na escola."

Por onde andámos...

Ontem falei do Parque do Castelo como local de importância arqueológica mas não vos disse como o parque é usado no dia a dia pelos habitantes da cidade.

A foto acima mostra a "via das bicicletas" que vai de Bristol a Bath, usada por todos que querem passear, correr ou andar de bicicleta sem serem perturbados pelos carros.

O parque está situado no centro da cidade, entre a zona comercial e o rio, e muitas pessoas sentam-se na relva comendo sandes à hora do almoço.

Muitos gostam de aprender a remar e há vários clubes, abertos a todos, que oferecem aulas.

Há quem leve isto a sério, praticando para entrar em competições desportivas,

e há quem reme pelo simples prazer de remar...

terça-feira, 3 de março de 2009

Por onde andámos...

Pelo parque do Castelo, no centro de Bristol. Aprendemos que toda esta zona foi arrasada durante a Segunda Guerra Mundial. A foto abaixo mostra as ruínas da Igreja de S. Pedro.

Aprendemos também que esta zona é um dos sítios arqueológicos mais importantes de Bristol: era aqui que se situava o castelo medieval de Bristol, destruído em 1650.

Do castelo construido em 1088, agora só restam ruinas...


Vimos também uma série de esculturas espalhadas pelo parque: esta, por exemplo, foi feita por Kate Malone, que estudou em Bristol.

E assim se aprende, passeando, observando e pesquisando...

Citações - Karl Popper


"Tem-se dito, e com verdade, que Platão foi o inventor tanto das nossas escolas secundárias como das nossas universidades.

Não conheço melhor argumento para uma visão optimista da humanidade, nem melhor prova de seu amor indestrutível pela verdade e pela decência, da sua originalidade, teimosia e saúde, do que o facto de que esse devastador sistema educacional não tenha até hoje sido capaz de arruiná-la completamente".

The Open Society and Its Enemies, p.141