quinta-feira, 18 de junho de 2009
Aprender a identificar árvores
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Visita à quinta pedagógica
A quinta está aberta todo o ano, todos os dias (excepto às segundas) e a entrada é gratuita,
oferecendo a todos a oportunidade do contacto directo com a natureza e os animais, e a oportunidade de experimentar o prazer da agricultura e da jardinagem.
O projecto organisa várias actividades, por exemplo, passeios onde se aprende a identificar aves e árvores, cursos de horticultura e, durante as férias da escola, actividades para toda a família.
Trabalhadores voluntários são sempre bem-vindos. Em troca, têm a oportunidade de desenvolver uma série de competências, aprendendo fazendo e, se quiserem, mais formalmente, através de cursinhos de formação que para eles são gratuitos.
Na quinta há muito que ver e fazer. Há a "casa dos animais", um pequeno apiário onde as abelhas fazem um mel delicioso, um jardim secreto, uma área para brincar, uma zona de piqueniques, a aldeia dos animais mais pequenos, um pomar, a lagoa dos patos, o sítio da compostagem, sítios ao ar livre para os porcos e as galinhas, etc.
Este é um porco kunekune, da Nova Zelândia.Em Maori, kune kune significa gordo e redondo.
Sei que já existem várias quintas pedagógicas em Portugal mas não sei se são gratuitas como aqui. Para as famílias que optam pelo ensino doméstico as quintas pedagógicas são um excelente recurso educativo.UPDATE: Na Quinta da Piedade, na Póvoa de Santa Iria, a entrada é gratuita, mas as actividades para crianças são a pagar (na ordem dos poucos euros). E na Quinta dos Olivais (que também é gratuita), as actividades para crianças também não se pagam.
Continua aqui.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Por onde andámos...
segunda-feira, 15 de junho de 2009
A Sabedoria do Não-Agir
"Então pára de buscar a sabedoria", disse o sábio. "Não procures o saber. Com o tempo, o verdadeiro conhecimento virá naturalmente. O saber adquirido através da acção não-natural nos afasta do Tao."
Do livro "Wu Wei, a sabedoria do não-agir", de Henri Borel, Attar Editorial, 1997, pág 38. Fotos do quintal.
domingo, 14 de junho de 2009
Livros, livros e mais livros
e-Livros em português
Sociedade sem Escolas - Ivan Illich
Diálogos Com Jovens Estudantes - Krishnamurti
O Desejo de Ensinar e a Arte de Aprender - Rubem Alves
Pedagogia do Oprimido - Paulo Freire
Dicionário Breve de Pedagogia - Ramiro Marques
Educação Comunicação Anarquia - Guilherme Correa
e-Livros em inglês
How Children Fail John Holt
Instead of Education - John Holt
Teach Your Own - John Holt
The Underachieving School - John Holt
Never Too Late - John Holt
What do I do Monday? - John Holt
Sharing Treasures - John Holt
Danger: School! IDAC Document
Dumbing Us Down: The Hidden Curriculum of Compulsory Schooling John Taylor Gatto
The Exhausted School - John Taylor Gatto
Underground History of American Education John Taylor Gatto
Compulsory Miseducation Paul Goodman
Teaching as a Subvertive Activity - Neil Postman & Charles Weingartner
Against Education: For the Abolition of School
School, Society & The Future
Deschooling Society - Ivan Illich
Summerhill: A Radical Approach to Child Rearing - A S Neill
Free from School by Rahul Alvares
School is Dead Everett Reimer
Toward the Destruction of Schooling Jan D Matthews
How To Get An Education At Home Pat Farenga
None Dare Call It Education (How Schools Dumb Us Down) (1999) Stormer
The Animal School
Black and Other UK Home Educators' Booklet
Christian Homeschooling Minus the Stress by Sue Rumsley
Problematising home education - Daniel Monk
Unschooling Media - Vanessa Bertozzi
Home School Your Child for Free by Laura Maery Gold and Joan M. Zielinski - Excerpt
The Montessori Method - Maria Montessory
The Education of the Child - Dr. Rudolf Steiner
Discussions with Teachers - Dr. Rudolf Steiner
Rudolf Steiner Books
Education and the Significance of Life - Jiddu Krishnamurti
Beginnings of learning - J. Krishnamurti
Krishnamurti on Education Jiddu Krishnamurti
Letters to the Schools Volume 1 Jiddu Krishnamurti
Life Ahead Jiddu Krishnamurti
Education by Swami Vivekananda
What's Wrong With The World - G.K.Chesterton
Democracy and Education - John Dewey
Fundamental Education V.M. Samael Aun Weor
The History of Education Ellwood P. Cubberley
Education for Destruction -Bessie R Burchett
The Children Trap - R, Thoburn
The Subversion of Australian Education (Subversion of All Education Systems Worldwide by UN - Wallis
The Child Seducers John Steinbacher
Fifty Major Thinkers on Education ~ From Confucius to Dewey - Routledge
sábado, 13 de junho de 2009
Protecção de menores em risco na escola
A tradução é livre. Podem ler o original, em inglês, aqui.
"Quando, aos 9 anos de idade, Callum começou a ser vítima de bullying e violência escolar, nada disse a ninguém. Callum tem a síndrome de Asperger; para ele, comunicar o que se estava passando na escola era simplesmente impossivel.Em vez disso, perdia o controle e atacava os agressores; não imediatamente; às vezes, dias após o ataque. Os professores não compreendiam as suas dificuldades e tratavam as suas acções como ataques não provocados.
Sua mãe, Sheila, diz que Callum vivia aterrorizado da maior parte das situações, escondendo-se debaixo das mesas sempre que aparecia alguém que não conhecia. Chorava e implorava que não lhe mandassem para a escola.
"Chegou a altura em que já não dava para continuar", disse ela. "Para mim, forçá-lo a continuar a frequentar a escola seria uma forma de abuso - eu estaria a maltratá-lo se o enviasse para lá."
Para Callum, a escola é "o pior lugar do mundo. Nunca mais!"
Diz-nos que a escola primária também foi uma enorme desilusão: "Só lembro de que a escola não me proporcionava o ambiente e a segurança que precisava. Quando eu era atacado, eu defendia-me, mas quem viam como culpado era sempre eu."
Sheila diz que, apesar dos seus pedidos e esforços, o programa de apoio a Callum não foi continuado quando mudou de escola. Procurar uma outra escola não era opção, por isso Sheila, exausta da luta diária de levar o filho para a escola, resolveu tentar o ensino doméstico.
Teve muito que aprender - sem experiência prévia, admite que no início fazia "escola em casa". Mas gradualmente apercebeu-se que podia seguir os interesses do filho. Agora, 2 anos depois, Callum perdeu o medo das pessoas e sente-se à vontade na companhia delas.Quando à aprendizagem, nos dias em que Callum está mais disposto a falar Sheila usa o diálogo, e debruçam-se sobre vários temas de uma forma mais espontânea, menos estruturada.
Como muitos jovens com a síndrome de Asperger, ele tem um interesse enorme por certas coisas - especialmente automóveis. Todos os interesses são aproveitados na aprendizagem. Como Callum adora tudo que seja relacionado com a água, Sheila organisou um projecto sobre a água que incorpora temas de geografia, ciência e ecologia.
Sheila disse que a Direcção Regional de Educação foi favorável em relação à transferência para o ensino doméstico. Receberam uma visita de um funcionário da DRE na altura em que começaram a praticar o ensino doméstico mas não tiveram outras visitas desde então. Sheila está convencida de que isso não deixa as crianças educadas em casa em risco:
"A maioria dos pais opta pela educação domiciliar para o benefício dos filhos, que tiveram uma experiência desastrosa na escola. É altamente improvável que, ao educá-los em casa, os estejam colocando numa situação de risco - o que se passa é precisamente o contrário; os pais acabam por transferir os filhos para o ensino doméstico precisamente para salvá-los dos maltratos que sofrem na escola!"
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Por onde andámos...
Teoria das caixinhas
Trecho de Pequena Escola da Liberdade,
do livro Você Está Louco!:
"No mundo adulto, a ideia é deixar a vida pessoal para trás, sair de uma caixinha (apartamento) pela manhã, entrar em outra, sobre rodas (ónibus, metro ou carro) e chegar em outra maior (escritórios ou fábricas sem vista para fora), para ficar o dia inteiro, e voltar via caixa-sobre-rodas para a caixa-mãe. Lá, é sentar na frente da caixinha-com-tela ou daquela caixa-com-Internet, depois cair desacordado por sobre uma caixa-com-colchão. No dia seguinte, transitar novamente entre caixinhas. Que vida!Na infância, a mãe deixa a criança na porta da escola, muitas vezes contra a vontade da bichinha, para ser "cuidada" e educada por terceiros. Uma caixinha da qual ela não pode sair, na qual ela é empilhada com outras 20 crianças, sem poder sair para o pátio (outra caixinha, aliás, da qual ela também não pode sair).
Se isso for treinamento para uma vida insossa em caixinhas claustrofóbicas, é realmente um sistema exemplar. Se for para ensinar à criança que a vida é cruel, que nunca é possível fazer o que se quer, que mais tarde tudo será assim - cinzento, duro e repetitivo -, então o sistema educacional é um sucesso. Prepara, de fato, a criança para o miserável mercado de trabalho que os pais míopes acham que será igual daqui a 15 anos, quando suas crianças virarem jovens adultos prontos para brigar, competir, atropelar e acotovelar, para serem capazes de comprar caixinhas maiores para morar, caixinhas mais rápidas para dirigir e caixinhas de canto no escritório para trabalhar. Onde pessoas dentro de caixinhas de organograma mandam em caixinhas de cronogramas. Ora...
O que está no âmago do que os pais procuram na educação? Afinal, as crianças são papéis em branco, prontas como esponjas para serem inculcadas com conhecimento e práticas sociais? São matéria-prima para o difuso rei-pagão, o mercado de trabalho? Devem ser sacrificadas no altar do emprego, para então serem declaradas sucesso ou fracasso, dependendo de quanto subirem na hierarquia das caixinhas?"
Podem ler o capítulo 18, Pequena Escola da Liberdade, aqui.
Armas de Instrução em Massa
Em Weapons of Mass Instruction, John Taylor Gatto escreve sobre os mecanismos da escolaridade compulsória que destroem a imaginação, desencorajam o pensamento crítico e criam a falsa visão da aprendizagem como subproduto do treino da memorização.Com o seu livro anterior, colocou a expressão "dumbing us down" - emburrecendo-nos cada vez mais - na boca de todo o mundo, tornando-a famosa. Weapons of Mass Instruction promete adicionar outra metáfora arrepiante aos argumentos contra a escolaridade.
O livro demonstra que o mal que a escola inflige é racional e deliberado, seguindo teorias propostas ao mais alto nível político por Platão, Calvin, Spinoza, Fichte, Darwin, Wundt e outros que alegam que o termo "educação" não faz sentido porque a humanidade é rigidamente limitada pelas necessidades da biologia, psicologia e teologia. A verdadeira função da pedagogia é a de tornar a população gerível.
Atingir esse objectivo exige que os jovens sejam condicionados a depender de profissionais e especialistas, condicionados a permanecerem separados das suas alianças naturais, condicionados a aceitar desconexões das experiências que levam à auto-suficiência e independência.
Escapar a esta armadilha exige uma forma diferente de crescer, que Gatto chama de "open source learning." Em capítulos como "Carta à minha neta Cristina", "Stanley, O Gordo" e "Um Passeio em Londres", esta alternativa é ilustrada.
John Taylor Gatto ensinou em escolas públicas durante 30 anos antes de deixar a profissão com uma carta aberta de demissão publicada no Wall Street Journal no ano em que foi nomeado "Professor do Ano" de Nova Iorque.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Citações - Roberto Freire
SE NÃO FOR LIBERTÁRIA, TODA A PEDAGOGIA É AUTORITÁRIA
NÃO HÁ EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA
QUE NÃO SEJA AUTO-EDUCAÇÃO
PRECISAMOS APRENDER COM OS OUTROS APENAS O QUE NÃO NOS FOI POSSÍVEL APRENDER SOZINHOS
A NECESSIDADE DE APRENDER É BIOLÓGICA,
ELA SE FAZ SEMPRE DE DENTRO PARA FORA
O IMPULSO PELA BUSCA DO CONHECIMENTO É MAIS IMPORTANTE DO QUE A COISA CONHECIDA
ENSINAR O QUE NÃO FOI PERGUNTADO, ALÉM DE INÚTIL, É UMA ESPÉCIE DE ESTUPRO CULTURAL
A NECESSIDADE DE CONHECIMENTO É COMPULSIVA,
COMO A DE LIBERDADE E A DE OXIGÊNIO
SOMOS TODOS DIFERENTES UNS DOS OUTROS,
INCLUSIVE PELO INTERESSE EM CONHECER
A CRIANÇA APRENDE TUDO SOZINHA. BASTA NÃO IMPEDI-LA.
SÓ PRECISAMOS ENSINAR-LHE DETALHES TECNOLÓGICOS
A PEDAGOGIA LIBERTÁRIA SE BASEIA NO GOSTO ESPONTÂNEO DAS CRIANÇAS PELO CONHECIMENTO E EM SUA CAPACIDADE NATURAL DE CRITICAR O QUE LHES ENSINAM.
A PEDAGOGIA AUTORITÁRIA VISA FUNDAMENTALMENTE DESTRUIR ESSE POTENCIAL CRÍTICO
PERGUNTAR É O ACTO MAIS ESPONTÂNEO E O ÚNICO REALMENTE INDISPENSÁVEL NA FORMAÇÃO CULTURAL.
NUM AMBIENTE AUTORITÁRIO
NÃO SE É LIVRE PARA PERGUNTAR
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Os bichinhos no quintal
No chão, nas paredes,
a comer as cenourinhas,
a comer as folhas do tomate,
a brincar às escondidas nas plantas...
Não são queridinhas?
Aprendizagem autónoma
Para quem teve a oportunidade de aprender fora da escola, cursos sobre a aprendizagem autónoma não fazem sentido. No unschooling, por exemplo, a autonomia na aprendizagem existe à partida devido à ausência do seu maior obstáculo - a escola, considerada como a principal causa da dependência intelectual, o exacto oposto da autonomia!
John Gatto explica este fenómeno: "A quinta lição que eu ensino é a dependência intelectual. Os bons alunos esperam que o professor lhes diga o que fazer. Esta é a lição mais importante, que nós devemos esperar que outras pessoas, com mais estudos do que nós, nos digam o significado das nossas vidas. O profissional toma todas as decisões importantes; só ele pode determinar o que devemos estudar, isto é, só as pessoas que pagam o profissional podem tomar as decisões que ele depois enforça.
Como professor, este poder de controlar o pensamento das crianças deixa-me separar os estudantes bem sucedidos dos falhanços muito facilmente. As crianças bem sucedidas pensam o que eu lhes digo para pensar com o mínimo de resistência e uma demonstração decente de entusiasmo. Dos milhões de coisas de valor a estudar, eu é que decido o pouco que devem aprender no tempo disponivel, ou seja, quem decide é quem me paga o ordenado. A escolha nem sequer é minha, por isso nem vale a pena reclamar. A curiosidade não tem nenhum lugar importante no meu trabalho, apenas o conformismo."
Para as mentes escolarizadas, o processo do desenvolvimento da autonomia na aprendizagem é o de desaprender estes hábitos de conformismo e dependência intelectual e de começar a fazer outro tipo de perguntas, como "qual é a finalidade do conhecimento?" e "estamos a educar para quê?" Para sobreviver e ganhar a vida? Para impressionarmos os outros com os títulos que adicionamos ao nosso nome? Para diminuirmos a nossa insegurança? Para obtermos uma espécie de “seguro de vida”? Para obtermos poder e controle? Como uma maneira de manter o status quo? Para continuarmos a justificar sentimentos de superioridade e divisões de classes?
Nós estamos aqui por tão pouco tempo. A vida é curta e passa depressa. Que tal educar para a felicidade, aprender a ser feliz? De onde é que vem a felicidade? Da acumulação de informação? De uma licenciatura? De um mestrado? De um doutoramento? Ou da inteligência emocional e espiritual? Que bom que seria se deixássemos de desperdiçar o nosso tempo e compreendessemos a enorme diferença que existe entre o conhecimento e a sabedoria...
terça-feira, 9 de junho de 2009
O que é a aprendizagem informal?
Jay Cross: O que é a aprendizagem informal? Aprendizagem informal é a maneira em que aprendemos a falar a nossa língua, o modo como aprendemos a ser quem somos, a forma como aprendemos a nossa cultura. A aprendizagem informal é tudo que não é aprendizagem formal. Esta geralmente envolve um curriculum que não é o que queremos mas o que alguém decidiu por nós, ocorre na companhia de outros, no mesmo espaço que os outros, e leva a um reconhecimento no final, por exemplo a um diploma, um certificado ou uma estrelinha de ouro. Nós sabemos quando a aprendizagem formal acaba. A aprendizagem informal nunca acaba, ela continua a toda a hora.Há professores informais? Não! O ensino é algo que uma pessoa faz a outra enquanto que a aprendizagem é um acto interno que nós fazemos a nós próprios; as pessoas podem nos ensinar mas não podem nos aprender. Não há um curriculum mas há um conjunto de valores.
Uma das coisas mais emocionantes sobre a aprendizagem informal é o que a internet agora é, uma rede participatória; imaginem só as formas em que une as pessoas! A internet elimina a distância e as pessoas podem se juntar e comunicar. A internet é o maior núcleo de convergência de seres humanos que nós já vimos, e vai continuar a crescer.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Adolf Hitler e o ensino doméstico
"A chamada "intelectualidade" vê com infinito desdém todo aquele que não passou pelas escolas oficiais, a fim de se deixar encher de sabedoria. Nunca se pergunta: Que sabe o indivíduo e sim: que estudou ele?Para essas criaturas "cultas" mais vale a cabeça oca, que vem protegida por diplomas, do que o mais vivo rapazola que não possua tais canudos."
Hitler sabia, no entanto, que a escola é um dos métodos mais eficazes para o controle das massas, porque, como ele próprio dizia, a juventude de hoje é o povo de amanhã.
"...já hoje, o Estado, no que diz respeito à cultura intelectual, passa por cima do livre arbítrio dos indivíduos e, sem consultar a vontade dos pais, torna obrigatória a frequência às escolas..."
Obviamente, o desenvolvimento do pensamento crítico que resulta naturalmente da liberdade de aprender proporcionada pelo ensino doméstico era considerado algo indesejável!
"Quanto a aprender em casa, nem se fale nisso. O que a criança ouve em casa não é de molde a fortalecer o respeito às pessoas com que vai conviver. Ali nada de bom parece existir na humanidade; todas as instituições são combatidas, desde o professor até às posições mais elevadas do Estado. Trata-se de religião ou da moral em si, do Estado ou da sociedade, tudo é igualmente ultrajado da maneira mais torpe e arrastado na lama dos mais baixos sentimentos. De menino de treze anos ele passou, aos quinze, a um desrespeitador de toda autoridade."
Na Alemanha, a lei continua em vigor, e o ensino doméstico continua a ser ilegal.
domingo, 7 de junho de 2009
O Festival da Natureza
Ensino doméstico: a estória da família Crawsham

Carolyn Crawsham e seu marido Mike educam os cinco filhos - Joe, 15; Sam, 12; Benjamin, nove; Isabella, seis e Alice, três - em casa. Joe frequentou a escola durante uns meses quando tinha 4 anos de idade mas não apreciou o estilo de aprendizagem. Nenhum dos seus irmãos mais novos foram para a escola.
"Não se trata apenas de uma decisão pedagógica; é muito mais que isso, é um estilo de vida", diz Carolyn. "Às vezes o que fazemos assemelha-se à escola e àquilo que seria de esperar, mas outras vezes não, outras vezes o nosso tempo é ocupado com brincadeiras, apreciando a companhia uns dos outros, lendo estórias, indo a museus e outros eventos.
Há pais-educadores que às vezes se preocupam com a socialização, mas uma das razões que me levou a tirar o Joe da escola foi por o ambiente social ser tão negativo. Durante os recreios, eram 120 crianças entre os 5 e os 7 anos e apenas meia dúzia de adultos, e a qualidade de interacção social era muito pobre. Agora eles têm lições de música e de arte, pertencem a clubes de futebol e fazem amizades através do clubinho da igreja.
Na Inglaterra, o ensino doméstico é um verdadeiro oásis de aprendizagem natural. Seria uma absoluta tragédia perdermos esta forma de aprender tão única e tão incrivelmente eficaz. Decidimos não delegar os nossos filhos para o estado porque acreditamos que, como família, o que temos é muito mais valioso. "
sábado, 6 de junho de 2009
As coisas que a gente aprende
Cultivando os nossos alimentos aprendemos de onde é que eles vêm e a trabalheira que dão! Imediatamente passamos a dar muito mais valor ao que comemos e aos agricultores tradicionais. Aprendemos a humildade, a paciência e a persistência. Depressa desaprendemos a arrogância intelectual transmitida e assimilada, dia após dia, ano após ano, nesses estabelecimentos de ensino por aí afora, e aprendemos a respeitar a experiência e o conhecimento dos trabalhadores manuais.Aprendemos coisas que nunca mais acabam! Ficamos mais conscientes do clima, das estações do ano e dos ciclos da vida (das plantas e dos bichinhos da zona). Aprendemos que ainda temos muito que aprender sobre o solo, a agricultura biológica e a reciclagem e reutilização dos resíduos, o que me leva, (finalmente!), ao tema de hoje: o que fazer com os pneus velhos?
Aqui por estas bandas a reutilização de pneus parece ser a última moda. Na horta - e porque não na varanda? -, são usados como canteiros para hortaliças, flores, frutos e até árvores!
Resolvemos experimentar e transplantámos as cenourinhas para um pneu que uma garagem aqui perto nos deu. Pintados ficam muitíssimo mais bonitos mas ainda não tivemos tempo para essas coisas: só para ir comprar uma "casinha" para os nossos bebés:
Aqui, abrigadas do frio e do vento, as sementes e as plantinhas não ocupam tanto espaço como antes e, como estão muito mais protegidas, crescem muito melhor.Bem, hoje fico-me por aqui e despeço-me com um link para um documentário a não perder, especialmente se estiverem interessadas em aprender os efeitos da agricultura química e dos alimentos trangénicos no meio ambiente e na saúde humana.
























