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sábado, 25 de julho de 2009

Papagaios? Ou kites?

Algumas fotos desta tarde...




Ataque ao ensino doméstico nos E.U.A.

A perseguição ao ensino doméstico parece ser global. Propostas para aumentar a monitorização das crianças educadas em casa e a intervenção estatal na vida privada das famílias estão aparecendo simultaneamente em vários paises.

Em New Hampshire a lei é pura e simplesmente injusta, ignorando o princípio da presunção de inocência ou não-culpabilidade e considerando as famílias que praticam o ensino doméstico culpadas à partida, indo contra a própria Constituição americana, que garante a todos tratamento igual perante a lei. O ensino doméstico faz parte do ensino privado e os pais que educam os filhos deveriam ser tratados da mesma forma que os educadores do ensino particular e escolas privadas.

As famílias residentes em New Hampshire estão neste momento a pedir aos representativos no House Education Committee que, ao estudarem a lei sobre o ensino doméstico, façam uma revisão cuidada da história da forte tradição dos direitos dos pais. Muitas das exigências feitas pela actual lei do ensino doméstico RSA 193-A não têm fundamento na constituição e são discriminatórias.

O princípio de presunção de inocência não pode ser abandonado. Ninguém deve ser considerado culpado até que se prove realmente a culpa. Os pais que educam os filhos em casa não deveriam ser considerados culpados de negligência educacional até que a sua inocência seja provada. Os educadores que operam fora do sistema público não são obrigados a produzir provas do progresso acadêmico dos seus alunos e a continuação dos seus programas não depende dos resultados obtidos pelos alunos. Os educadores-domésticos têm o direito de ser tratados de igual modo.

Os pais têm o direito e a responsibilidade de educar os seus filhos e a opção de transferir essa responsibilidade para uma escola pública. A lei não deveria interferir desnecessariamente com os direitos dos pais.

Fonte: aqui e aqui.

Abuso de crianças no Colégio Militar

Mandaram-me a notícia por email, podem ler aqui e aqui.

Em defesa do ensino doméstico

Helen Jane Burten, uma mãe horrorizada com o estado actual do sistema de ensino público, veio à defesa do ensino doméstico numa carta aberta.

"... O meu filho tem 16 anos e acabou de completar o ensino secundário. ...Em literatura inglesa... não leu nem sequer um romance. Teve aulas de alemão mas no ano passado, ao visitar a Alemanha, não conseguiu pedir o que queria na padaria ...

Completou o 11º ano mas não conhece nem uma obra de música clássica, não sabe cozinhar uma refeição decente, não visitou nenhum museu ou lugar de interesse histórico e tem dificuldades em encontrar cidades no mapa do Reino Unido"

Em vez de atacarem as famílias que optam pelo ensino doméstico e exigirem que justifiquem a sua decisão, se calhar deviam era perguntar aos pais que mandam os filhos para a escola sem questionar a educação e as influências que lá recebem, como é que os vão ajudar a recuperar o tempo perdido."

Original aqui.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Ensino doméstico na Austrália II

Tradução livre e parcial deste artigo sobre o ensino doméstico.

schooling
Kristy Bennett com William, 2, ao colo, ensinando seu filho Karl, 5, em casa. - Foto de Tait Schmaal

Kristy Bennett decidiu que o ensino doméstico é a melhor opção para a família. Acredita ser capaz de proporcionar oportunidades educacionais aos filhos que vão ao encontro dos seus estilos individuais de aprendizagem.

"Nós adoramos passar tempo com nossos filhos", disse ela. "O ensino doméstico proporciona a flexibilidade necessária para os nossos filhos poderem conhecer e partilhar experiências com pessoas das mais diversas faixas etárias e dos mais variados backgrounds culturais e religiosos. Isto é algo que seria impossivel no ambiente tradicional da escola.

Como sou uma mãe que trabalha em casa e educa seus próprios filhos, tenho a liberdade de viajar com eles sempre que a oportunidade surge, o que lhes permite experienciar a diversidade da Austrália."

Beverley Paine, a grande defensora australiana do Ensino Doméstico que educou os três filhos em casa e escreveu vários livros sobre o assunto - disse que os pais optam pela educação domiciliar por várias razões:

"Têm a convicção de que podem satisfazer as necessidades educacionais dos filhos melhor do que as escolas... E há aqueles que se sentem frustrados ao ver os filhos perderem o interesse pela aprendizagem e começarem a ficar para trás, ou ao vê-los num nível que consideram baixo para a idade que têm", disse ela.

"O ensino doméstico adapta-se rapida e fácilmente aos estilos e necessidades individuais de aprendizagem e por essa razão se torna muito eficiente para a aprendizagem. Além disso, deixa mais tempo livre para as crianças aprenderem brincando e explorando o seu meio-ambiente através dos seus interesses e hobbies."

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ensino doméstico e diferenças na aprendizagem

Beth tem 14 anos e é educada em casa.
Eis, aqui, o que nos diz sobre a sua experiência:

"Como os jovens educados em casa não vivem em stress eles conseguem alcançar aquilo que realmente querem. Aprendem o que querem ao ritmo que querem sem serem obrigados a ouvir coisas que lhes entram por um ouvido e saem pelo outro. Na escola temos que pôr de lado as matérias que queremos estudar e acabamos por não seguir a carreira que queremos. Quando as crianças são educadas em casa elas podem concentrar-se a 100% nas áreas que lhes interessam e não naquilo que os professores querem.

Os jovens educados em casa podem escolher a carreira que realmente querem. Não desejam apenas ganhar dinheiro; querem gostar do seu trabalho, estar envolvidos nele e dar o seu melhor. Não querem ser grandes homens de negócios mas infelizes. Querem estar envolvidos no seu trabalho, em vez de passarem os dias sentados num escritório datilografando palavra após palavra sonhando com outra carreira completamente diferente.

Agora que não frequento a escola sou muito menos tímida e converso com as pessoas que quero, em vez de me esconder e esperar que os outros tomem a iniciativa. Agora tenho muito mais amigos; na escola só tinha 3 e dois deles agrediam-me.

As escolas podem ser mentalmente abusivas. Depois de 2 anos no ensino doméstico ainda não consegui ultrapassar o facto da escola me ter tratado como uma burra por não conseguir ler e escrever corretamente, apesar de saberem que era devido às minhas diferenças de aprendizagem. Como não me conseguiam entender decidiram que eu é que era estúpida. Porquê? Porque não tinham formação suficiente para entender pessoas ligeiramente diferentes.

O ensino doméstico libertou-me. Agora eu tenho a oportunidade de aprender em vez de estar fechada numa sala de aulas sem nada aprender, só para depois os ouvir ralhar comigo por me esquecer do que tinham dito. Na escola somos intimidados a aprender e intimidados se não aprendermos."

terça-feira, 21 de julho de 2009

Quem tiver olhos para ver, que veja

O mestre disse: Por natureza, os homens são próximos; a educação é que os afasta. - Confúcio

A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas. - Johann Goethe

Nunca imites ninguém. Que a tua produção seja como um novo fenómeno da natureza. - Leonardo da Vinci

Quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela. - Paulo Coelho

O segredo não é correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. - Mário Quintana

Trabalho Social e Ensino Doméstico

Nós, assistentes sociais britânicos, devemos responder aos apelos crescentes a uma maior regulamentação do ensino doméstico. Nós estamos sendo pressionados a exercer um controlo maior sobre as famílias que rejeitam o ensino público e a manter as crianças educadas em casa sob maior vigilância. Porque esta proposta é autoritária e incompatível com os valores subjacentes ao trabalho social, ela deve ser fortemente resistida.

Uma das propostas do Relatório Badman, aceite pelo Governo britânico, é que as autarquias devem poder impedir os pais de educar os filhos em casa se o bem-estar das crianças for posto em causa. Este tipo draconiano de poder é completamente desnecessário e representa um enorme passo em direcção a uma maior intervenção estatal na vida familiar. As crianças consideradas em "risco" poderiam ser forçadas a frequentar a escola, o que supostamente tornaria a sua monitorização mais fácil. Mas essas mudanças colocariam as autarquias locais numa posição de conflito com as famílias que praticam o ensino doméstico, colocando-as desnecessariamente sob um enorme estresse. Tudo isso seria feito sob pretexto de uma suposta melhoria na protecção infantil. Na realidade, as novas propostas não produziriam esse resultado e causariam mais mal que bem.

Uma questão fundamental anda à volta do significado da expressão "em risco" e da necessidade do envolvimento dos serviços sociais. No Reino Unido, os trabalhadores sociais exercem uma responsabilidade dupla - bem-estar e protecção. Em relação ao bem-estar, o foco está no sentido mais lato da promoção do desenvolvimento da criança e na prestação de serviços adequados. O apoio dos assistentes sociais é fornecido apenas com o acordo voluntário dos pais. Em relação à protecção infantil, o assistente social tem poderes e deveres definidos pela lei, Children Act 1989, incluindo o poder para investigar suspeitas de abuso e negligência e, se necessário, retirar a criança da família se esta estiver em risco significativo. Neste papel, os assistentes sociais podem usar a sua autoridade e adoptar um estilo de trabalho mais firme e persuasivo a fim de reduzir os riscos e evitar a necessidade da criança ser retirada da família.

Quando o assistente social lida com famílias cujos filhos são educados em casa, acaba geralmente questionando se não seria melhor a frequência escolar. Porém, o assistente social não é especializado em educação e, por essa razão, deve evitar fazer juizos "educativos". O assistente social deve estar consciente do facto de que muitas crianças são prejudicadas pelo sistema de ensino e deve considerar o impacto emocional da imposição da frequência escolar no relacionamento entre pais e filhos.

Legislação recente destruiu o princípio de não-intervenção no ensino doméstico e agora os assistentes sociais estão sendo pressionados a tomar um maior interesse pela educação e bem-estar dessas crianças. Além disso, as orientações governamentais estão deliberadamente esbatendo a fronteira entre o bem estar e a protecção de menores, complicando o papel dos trabalhadores sociais e provocando confusão em relação aos seus poderes legais.

Por vezes os assistentes sociais exercem o poder de protecção de menores inadequadamente, em situações onde apenas existem preocupações sobre o bem-estar, e há dúvidas se essas competências são juridicamente vinculativas. Os assistentes sociais devem assegurar-se que os seus poderes de compulsão sejam usados apenas em situações onde as crianças estejam em risco de «maltratos significativos» - e a jurisprudência demonstra que as provas de abuso ou negligência têm de ser fundamentadas.

Muitos problemas surgiram no âmbito da protecção das crianças, porque a função de promoção do seu bem-estar alargou o âmbito do trabalho. No campo da educação, criou uma enorme confusão relativamente ao significado concreto do termo. A percepção é que por vezes as famílias são tratadas injustamente e que os profissionais dão à expressão bem-estar o significado que bem entendem. Não é surpreendente que as famílias que optam pelo ensino doméstico fiquem alarmadas com a ideia de serem visitadas por assistentes sociais cujo poder está aumentando cada vez mais.

O actual sistema de protecção das crianças contra abusos e negligência está bem estabelecido e não há provas de que adicionais poderes legais sejam necessários. Embora recentes escândalos tenham demonstrado que casos de alto risco não são às vezes reconhecidos, isso deve-se ao facto dos serviços sociais estarem sobrecarregados. O problema é muitas vezes a relutância das autarquias locais de usarem o poder jurídico que possuem em casos de alto risco.

Além da ameaça às liberdades civis, existem questões muito sérias que devem ser postas em causa, como por exemplo o das autarquias locais assumirem responsabilidades adicionais numa época de cortes financeiros. O número de pessoas trabalhando no campo da protecção de menores não é suficiente nem para lidar com os casos existentes. Ampliar o papel dos serviços sociais para incluir a área do ensino doméstico não pode ser considerado como prioridade quando tantos casos de alto risco continuam não sendo detectados.

© Copyright Hilary Searing 2009. Todos os direitos reservados.

A publicação desta tradução foi autorizada pela autora.
Podem ler o original aqui.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ensino doméstico na Austrália

Segundo este artigo, o número de australianos conscientes das vantagens do ensino doméstico está a aumentar. Enquanto os políticos continuam debatendo o sistema de ensino, são cada vez mais as famílias que optam por educar os filhos em casa.

Em 4 anos o número de crianças registadas no ensino doméstico duplicou. No ano passado houve um aumento de 17,5% e há quem diga que as estatísticas oficiais são baixas pois nem todas as famílias informam o Departamento de Educação.

Apesar do ensino doméstico não ser remunerado, as vantagens são tantas que o sacrifício de um ordenado vale a pena. Eis o comentário da Sra Hadges, uma mãe que optou por esta alternativa:

"A decisão nem sempre é fácil. Vivemos só com um salário durante 20 anos, numa casa velha que não foi renovada, mas há coisas mais importantes na vida."

Quando o seu primeiro filho fez 3 anos sentiu-se pressionada "para escolher uma escolinha e decidir se a escolinha era boa ou não. Mal tinha tido o meu filho e já estava sob pressão de dá-lo a alguém". Foi então começou a pensar no ensino doméstico: "Nenhum dos meus filhos andou na escola mas o mais velho já entrou para a universidade."

É claro, o acesso à internet de banda larga facilita o acesso a materiais didáticos, o que pode ser um factor no crescimento da educação domiciliar.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Por onde andámos...



Imagens de Bristol, no centro, à beira do rio...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Alienação na Escola

Há uns dias atrás um comentário fez-me pensar na forma como o sistema de ensino contribui para a alienação das massas. Ontem descobri o trabalho de Bruno Carrasco, onde ele reflete sobre o sistema de ensino tradicional:

"professores e alunos são tratados como reprodutores da ideologia de uma classe dominante, que possui interesses sobre outras classes e que, por meio da alienação exerce e legitima o seu poder. Por conseqüência, ocorre o distanciamento do indivíduo perante a si mesmo e perante os outros, se movendo para a reprodução de uma série de comportamentos, sentimentos e pensamentos de uma cultura massificadora e limitadora da existência."

É um trabalho que vale a pena ler, fazendo referência a uma série de autores e livros bem interessantes. Aqui ficam uns exemplos:

“O homem alienado é o homem desprovido de si mesmo. Se a história distancia o homem do animal, a alienação re-animaliza o homem”.

Wanderley Codo, em O Que é Alienação.

Se através da alienação o homem torna-se alheio de si, este deixa de pertencer a si mesmo, “(...) o homem perde não apenas a identidade de si mesmo, a consciência de si, mas passa a pertencer ao objeto, à coisa, ao outro. (...) Sua vontade é assim a vontade de outro: ele é coisificado."

“Pelo trabalho, o homem se aliena. Pela educação, preparam-no para a alienação. A educação é assim a maior arma de que dispõem os senhores da propriedade privada, para que tudo continue como está”.

Leôncio Basbaum, em Alienação e Humanismo.

"(...) o educador imagina que serve ao saber e a quem ensina mas, na verdade, ele pode estar servindo a quem o constitui professor, a fim de usá-lo, e ao seu trabalho, para os usos escusos que ocultam também na educação – nas suas agências, suas práticas e nas idéias que ela professa – interesses políticos impostos sobre ela e, através de seu exercício, à sociedade que habita. E esta é a sua fraqueza. "

Carlos R. Brandão, em O que é Educação.

No seu trabalho, Bruno também menciona Rubem Alves:

"Nossas escolas são construídas segundo o modelo das linhas de montagem. Escolas são fábricas organizadas para a produção de unidades biopsicológicas móveis, portadoras de conhecimentos e habilidades. Esses conhecimentos e habilidades são definidos exteriormente por agências governamentais a que se conferiu autoridade para isso. Os modelos estabelecidos por tais agências são obrigatórios, e têm a força de leis. Unidades biopsicológicas móveis que, ao final do processo, não estejam de acordo com tais modelos são descartadas. É a sua igualdade que atesta a qualidade do processo. Não havendo passado no teste de qualidade-igualdade, elas não recebem os certificados de excelência ISSO-12.000, vulgarmente denominados diplomas. As unidades biopsicológicas móveis são aquilo que vulgarmente recebe o nome de “alunos”. "

Para Basbaum (1982), “Essa educação tem por principal objetivo enquadrar o homem dentro do esquema social vigente, fazendo-o aceitar todas as crenças, valores, tabus, preconceitos em vigor, a fim de transformá-lo em uma criatura alienada (...)”.

No último capítulo Bruno Carrasco lembra-nos o alerta de Paulo Freire: “o homem deve ser o sujeito de sua própria educação, não pode ser o objeto dela, por isso, ninguém educa ninguém (...) não podemos nos colocar na posição do superior que ensina um grupo de ignorantes, mas sim na posição humilde daquele que comunica um saber relativo a outros que possuem outro saber relativo”.

Educação “(...) não é um processo de adaptação do indivíduo à sociedade”; “o homem deve transformar a realidade para ser mais”, para se tornar e existir. Se a educação alienada faz do homem um objeto, as relações no processo de educação não podem ser de domesticação ou submissão diante de um ser."

Se quiserem, podem ler Alienação na Escola na íntegra aqui.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Por onde andámos... parque dos veados

Ontem à tarde fomos até Ashton Court, a uns 15 mns daqui.

Como aqui não há praia, os fins de semana

são geralmente passados nos parques, bosques, florestas.

Quisemos ir lá ver os veados, que são tão bonitos...

Aqui estão: já nem sei se são veados, cervos, corças ou gamos!

Ficámos com vontade de andar de cavalo... mas essa ficará para a próxima! Hoje, para acabar, deixo-vos mais uma photostory.

domingo, 12 de julho de 2009

Coletando plantas silvestres comestíveis

Ontem fomos dar um passeio

perto do estuário do rio Avon,

um sítio com bastantes plantas silvestres comestíveis:

camomilas amarelas,

ervilhas,

flores de sabugueiro, para fazer "elderflower cordial",

amoras silvestres, etc.

Há muita gente por estas bandas que faz da coleta de frutos e plantas silvestres comestíveis um estilo de vida. Aqui chamam a isso "foraging", não sei como traduzir para português. Geralmente são pessoas que se preocupam com a sustentabilidade ecológica e tentam seguir os princípios da permacultura, mas também há quem faça disto uma espécie de passatempo...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ajudem a proteger o ensino doméstico no Reino Unido

Mais uma petição:

Por favor ajudem-nos a manter a liberdade de educar os nossos filhos da forma que melhor entendemos.

Gostaríamos que apoiassem o nosso pedido ao Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha para rejeitar as recomendações de Graham Badman em relação ao Ensino Doméstico na Inglaterra. As suas propostas são uma reacção totalmente desproporcionada a um 'suposto' problema e o seu relatório está cheio de alegações sem quaisquer fundamentos, de que as crianças educadas em casa estão em maior risco de abuso do que as que frequentam a escola.

Ora este não é o caso, como o próprio relatório indica. As recomendações deste relatório tranformariam o Estado em "pai de primeira instância", apesar da legislação actual ser bem clara: quem é responsável por dar a educação adequada aos filhos são os pais.

O relatório propõe a introdução de acompanhamento e registo dos educadores-domésticos. Funcionários públicos teriam acesso automático às nossas casas e o poder de entrevistar as crianças sem a presença dos pais ou outro adulto de confiança. Isto é um ataque às liberdades civis.

O registo poderá ser recusado ou revogado por razões de "protecção de menores". No seu relatório Badman diz que estas razões incluem "quaisquer preocupações" que os funcionários públicos possam ter. Sob essas condições, "registo" significa "autorização", especialmente quando os educadores domésticos se deparam com inspectores que são contra o ensino doméstico.

As propostas também introduzem a exigência que os pais apresentem planos anuais e que no final do ano os filhos demonstrem sucesso na compleção do plano. Isto destruirá a educação autónoma / unschooling, pois qualquer filosofia educacional direccionada pela criança será dizimada com a imposição de estrutura na aprendizagem. Isto também limitará drasticamente a flexibilidade desfrutada neste momento pelos educadores-domésticos que seguem métodos estruturados.

Actualmente, em vários países, parece estar a haver uma tentativa de minar o ensino doméstico e medidas estão sendo tomadas para que a educação dos nossos filhos seja limitada à que é aprovada pelo Estado. A Suécia está prestes a proibir o ensino doméstico, que já é ilegal na Alemanha.

Ajudem-nos a fazer com que isto não aconteça na Inglaterra. Isto está a tornar-se um problema a nível global para os educadores domésticos. Vamos nos unir e dizer bem alto "basta!"

Petição:

Nós, os abaixo assinados, exortamos o Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha para rejeitar as recomendações de Graham Badman no seu relatório sobre o ensino doméstico na Inglaterra.

Assine a petição aqui.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Meditação andando no País de Gales

Ontem lá fomos nós, por estas estradas de campo bem estreitinhas,

a caminho de um centro de budismo no sul do País de Gales. O centro tem um "prayer path" muito bonito, ideal para fazer meditação andando, uma prática muito agradável que vou partilhar com vocês, depois da photostory que fizemos da nossa "visita de estudo" (música de Oliver Shanti & Friends, do álbum Tibetiya).



Meditação Andando

Caminhamos devagar, sem o objectivo de chegar a uma destinação predeterminada, apenas pelo simples prazer de andar, de tocarmos o momento presente, conscientes da respiração e da caminhada, sem preocupações nem ansiedades, sem pensar no futuro nem no passado, experienciando o aqui e agora, caminhando como se fôssemos os seres mais felizes da Terra.

Caminhamos ligeiramente mais devagar do que normalmente e coordenamos a nossa respiração com nossos passos. Por exemplo, podemos dar três passos para cada inspiração e três passos para cada expiração.

Conscientes do contacto entre os pés e o solo, andamos como se estivessemos beijando a Terra com os nossos pés. Já prejudicámos tanto o nosso planeta... mas agora oferecemos-lhe a nossa paz e serenidade.

Quando vemos algo bonito — uma árvore, uma flor, uma estátua - podemos parar e contemplar. Mas permanecemos atentos à respiração, para que os nossos pensamentos não nos façam esquecer a beleza daquilo que nos despertou a atenção.

Quando quisermos, retomamos a nossa caminhada, com cada passo revitalizando o nosso corpo e a nossa mente; mas isso só será possível se não pensarmos no passado nem no futuro, se soubermos que a vida só pode ser vivida no momento presente.

Geralmente andamos sempre a correr de um lado para outro, tentando obter isto ou aquilo. Sabemos exactamente aonde queremos chegar. Isso pode ser útil, mas às vezes esquecemo-nos de apreciar a caminhada e o percurso.

Na meditação a andar o objectivo não é chegar mas experienciar a felicidade e a paz interior aqui e agora.

Nota: Esta explanação da meditação andando foi adaptada daqui.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Citações - Rubem Alves

"Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos - mas esqueci. Nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore, ou para o curioso das simetrias das folhas.

Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos olhassem decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam. As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.

Aprendemos palavras para melhorar os olhos. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. O acto de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente."

terça-feira, 7 de julho de 2009

Por onde andámos: budismo, meditação e tai chi

Este fim de semana fomos até Corsham,

uma pequena cidade no noroeste de Wiltshire, a uns 30 Kms daqui.

Foi um domingo bem passado neste edifício histórico, ouvindo um monge tibetano falar sobre meditação, altruismo, amor e compaixão.

À hora do almoço, um piquenique nesta relva: sopa de abobrinha, chapatis (pãezinhos achatados à moda indiana), salada, queijos, morangos com natas e flapjacks. Delícia!

E ontem à tarde fomos até ao Centro de Saúde Holística

filmar uma aula de Tai Chi, uma forma de meditação em movimento muito boa para a saude (se quiserem podem dar uma espreitadinha aqui).

domingo, 5 de julho de 2009

Ensino doméstico - privatização da educação

"Algumas famílias acreditam que nem as escolas públicas nem as privadas oferecem uma educação apropriada aos seus filhos e, por vezes, preferem afastar-se completamente do sistema de ensino oficial e ensinar os filhos em casa. Nos Estados Unidos, o Ensino Doméstico é uma forma legítima de cumprir as leis de escolarização obrigatória estimando-se que cerca de 800 000 alunos (1,7% de todas as crianças em idade escolar) passam pelo menos dois anos como alunos domésticos (Bauman, 2002). Curiosamente, esta deve ser a forma mais extrema de privatização da educação, pois é financiada e facultada de forma privada e só muito tenuemente monitorizada pelo Estado."

Belfield e Levin, em Privatização da educação, p.27

Estudo sobre o ensino doméstico

Home Schooling: From the Extreme to the Mainstream

Download grátis aqui.

sábado, 4 de julho de 2009

Ataque ao ensino doméstico

O direito ao ensino doméstico na Suécia está em perigo. Por favor assinem esta petição, criada especialmente para nós que vivemos fora da Suécia.

"Propondo novas leis de frequência escolar, o Governo sueco está tentando roubar às crianças do país o direito ao ensino doméstico.

Não iremos ficar de braços cruzados vendo nossos filhos sendo forçados a frequentar a escola depois de anos engajando naquilo que mais adoram: aprendendo ao seu próprio ritmo, num ambiente seguro, e desenvolvendo suas competências sociais sem limites.

A educação domiciliar, uma alternativa à escola perfeitamente legal e de grande sucesso, está prestes a ser eliminada, sem qualquer razão para tal.

Rohus é uma organização sem afiliações políticas ou religiosas. Somos dedicados à pesquisa e vamos escrever uma resposta a esta proposta.

Por esta razão, pedimos-lhe para apoiar o nosso trabalho assinando a petição! Vamos utilizá-la juntamente com a nossa análise dos resultados.

Por favor note: Precisará validar sua assinatura num email que receberá após ter assinado a petição. Este e-mail contém um link para você clicar. Só depois de ter clicado no link é que a sua assinatura irá contar."

"Eu apoio os objectivos de Rohus, de proteger o direito ao ensino doméstico!"

Podem assinar a petição aqui.