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domingo, 24 de maio de 2009

Aprender a cultivar alimentos biológicos

é o nosso novo projecto. No domingo passado mandei um email à câmara de Bristol, dizendo que estava interessada em cultivar alimentos biológicos e que gostaria de receber informações sobre o arrendamento de hortas. Na sexta-feira recebi a resposta, sugerindo que entrasse em contacto com a coordenadora de um sítio aqui perto. Assim fiz e hoje de manhã fui visitar o terreno.

Como sempre, levei a máquina fotográfica! Uma das primeiras parcelas que vi foi esta, onde vai ser construido, por todos, um lago, para todos.

Este vai ser o meu "vizinho" do lado. No canto inferior do lado direito podem ver o cantinho do contentor para a compostagem (abre um caderno de apoio ao professor sobre compostagem doméstica e hortas biológicas).

A vista à frente da minha parcela de terreno; é bonita não é?

E aqui está: o "meu" pedacinho de terra para cultivar, com uma "casa-de-banho biológica" ao fundo e um anexo onde estão guardadas as ferramentas ou utensílios agrícolas.

Agora o desafio é transformá-lo em qualquer coisa assim. Há 15 meses, esta parcela de terreno estava completamente selvagem.

Agora está cheia de morangos, alho, couves, alfaces, batatas, tomate, etc. No centro está um galinheiro onde vivem cerca de 10 galinhas; põem 8 ou 9 ovos por dia.

E aqui está o pomar com macieiras e mesinhas para piqueniques.

O pomar é para todos. O sítio está dividido em 72 parcelas; o número inclui as áreas comuns, como o futuro lago e o pomar.

Tive sorte porque parece que agora já só há uma parcela para alugar. Acho que as outras já estão todas ocupadas.

Algumas parcelas, como esta, estão mais cultivadas do que outras.

Há pessoas que alugam mas depois se calhar não têm tempo livre para se dedicarem a isto.

Outras são mais organisadas e vão fazendo as suas experiências.

O projecto tem uma associação à qual me vou juntar. As vantagens são várias: 50% de desconto nas sementes, acesso a equipamentos e materiais, biblioteca, eventos sociais, etc. E nós vamos precisar de toda a ajuda possível porque não percebemos nada disto! Mas a fazer é que se aprende por isso o importante é pôr as mãos na massa... ou seja, na terra!

Esta maneira de recuperar espaços verdes nas cidades já chegou a Portugal. Li na internet que várias autarquias estão associadas a projectos deste tipo para ajudar a revitalizar a natureza urbana. E se estiverem interessados mas não tiverem acesso a um terreno, podem sempre fazer uma horta na varanda, especialmente em Portugal, que tem tanto sol!

sábado, 23 de maio de 2009

Quem precisa de escola?

Entrevista com uma adolescente não-escolarizada

Numa sociedade que geralmente considera o acto dos pais educarem os filhos em casa como algo bizarro, a ideia da aprendizagem autónoma, ou unschooling, é o tipo mais radical de parentalidade que podem imaginar: ensino doméstico, ou educação domiciliar, sem a estrutura artificial da educação formal.

O seu site é um verdadeiro tesouro, cheio de informações e ideias sobre a filosofia de parentalidade que ela usou na educação dos três filhos. Sandra acredita que:

"As pessoas aprendem brincando, pensando e surpreendendo-se a si próprias. Elas aprendem quando se riem de algo que lhes surpreendeu, e aprendem quando se interrogam "o que será isto? o que se está a passar?"

Aqui fica uma entrevista, em inglês, com a sua filha mais nova, Holly Dodd, de 17 anos.



Podem ver dois segmentos da entrevista com a Sandra, também em inglês, o primeiro aqui e o segundo aqui.

Por onde andámos...

Fotos tiradas em Coombe Dingle; poema de Thich Nhat Hanh.

A mente pode ir em mil direções.

Mas neste belo caminho eu ando em paz.

A cada passo sopra uma brisa fresca.

A cada passo desabrocha uma flor

Beija a Terra com os teus pés.

Traz à Terra o teu amor e felicidade.
A Terra estará segura
quando nos sentirmos seguros em nós mesmos.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Lixo e reciclagem no Reino Unido

Hoje é o dia de pôr o lixo lá fora e aqui em casa quem trata disso é o mais novo. Na Inglaterra a recolha do lixo não é feita diariamente, como em Portugal. O lixo reciclável, por exemplo, é recolhido uma vez por semana; o não reciclável, de quinze em quinze dias. Geralmente cada casa tem 3 contentores:

um para os restos de comida, em sacos 100% biodegradáveis ou em papel de jornal;

outro para materiais recicláveis como o vidro, o papel e o metal;

e um terceiro contentor para o lixo não reciclável.

O plástico tem de ser levado aos "bancos da reciclagem" e quem for apanhado a colocar qualquer coisa no contentor errado apanha logo uma multa de £75 a £110 (a libra está praticamente igual ao euro).

Com tantos sistemas de vídeo-vigilância - no Reino Unido existem 4.2 milhões de CCTV (cameras de circuito fechado), ou seja, uma para cada 14 habitantes - é coisa fácil.

O lixo não reciclável é normalmente recolhido quinzenalmente, mas como ouvi dizer que hoje é capaz de haver greve, se calhar vamos ficar 4 semanas sem recolha de lixo!

Felizmente aqui em casa não produzimos muito lixo e o nosso contentor ainda tem bastante espaço, porque se o lixo não couber no contentor não é recolhido, e se estiver a abarrotar, por exemplo, se a tampa não estiver devidamente fechada, é logo uma multa.

Os contentores devem ser postos no passeio às 7hrs da manhã do dia da coleta. Quem puzer mais cedo arrisca-se a mais uma multa.

Sabiam que até há "polícia do lixo"?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Aprendizagem centrada nas crianças

Muitas famílias que optam pelo ensino doméstico - educação domiciliar no Brasil -, especialmente as que seguem o método da aprendizagem autónoma, ou unschooling, mesmo que nunca tenham ouvido falar de Carl Rogers e da aprendizagem centrada na pessoa, colocam muitos dos seus fundamentos em prática.

Ao folhear um dos seus livros, O Jeito de Ser, encontrei uma passagem (pg. 133) que penso adaptar-se perfeitamente à prática mais radical do ensino doméstico, o unschooling, uma vez que uma das características principais da metodologia rogeriana é precisamente a não-directividade. Depois de umas pequenas alterações, eis o resultado.

Leiam e digam o que acham:


Fundamentos da aprendizagem centrada nas crianças / jovens


1. Pré-condição. Nós, os pais, sermos suficientemente seguros interiormente e nos nossos relacionamentos pessoais, de modo a confiarmos na capacidade dos nossos filhos de pensar, sentir e aprender por si próprios. Quando esta pré-condição existe, os aspectos seguintes tornam-se possíveis e tendem a ser efetivados.

2. Nós, os pais, partilhamos com os nossos filhos - e se possível também com outros membros da comunidade - a responsabilidade pelo processo de aprendizagem.

3. Nós, os pais, oferecemos recursos de aprendizagem — de dentro de nós próprios, das nossas próprias experiências, de livros, de outros materiais ou de experiências da comunidade. Os nossos filhos são encorajados a acrescentar recursos de que tenham conhecimento ou com os quais tenham experiência. Nós, os pais, abrimos as portas para recursos externos à experiência dos nossos filhos.

4. Os nossos filhos desenvolvem os seus próprios programas de aprendizagem, individualmente ou em cooperação. Explorando os seus próprios interesses, defrontando-se com essa riqueza de recursos, eles escolhem os caminhos que desejam percorrer no processo de aprendizagem e assumem a responsabilidade pelas consequências dessas escolhas.

5. Em casa cria-se um clima facilitador da aprendizagem, uma atmosfera de autenticidade, interesse e atenção. Esse clima pode provir inicialmente dos pais. À medida que o processo de aprendizagem continua, passa a ser cada vez mais criado pelos nossos filhos. Aprender uns com os outros torna-se tão importante quanto aprender a partir de livros e filmes ou das experiências da comunidade.

6. O foco da aprendizagem é, primordialmente, a promoção da continuidade do processo de aprendizagem. O conteúdo da aprendizagem, embora significativo, fica num plano secundário. Assim, sucesso não é quando os nossos filhos “aprenderam tudo o que precisam saber”, mas quando fizeram um progresso significativo na aprendizagem de como aprender o que querem saber.

7. A disciplina necessária à consecução das metas dos nossos filhos é a autodisciplina, e é reconhecida e aceita por eles como sua responsabilidade. A autodisciplina substitui a disciplina externa.

8. A avaliação da extensão e do significado da aprendizagem dos nossos filhos é feita primordialmente por eles, embora as auto-avaliações possam ser influenciadas e enriquecidas por um feedback cuidadoso de outras pessoas, incluindo o dos pais.

9. Neste clima de promoção do crescimento, a aprendizagem tende a ser mais profunda, a processar-se mais rapidamente e ser mais penetrante na vida e no comportamento dos nossos filhos do que a aprendizagem realizada na sala de aula tradicional. Isto porque a direcção é auto-escolhida, a aprendizagem é auto-iniciada e os nossos filhos estão empenhados no processo de uma forma global, com sentimentos e paixões tanto quanto com o intelecto.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Por onde andámos...

Fomos até Coombe Dingle, onde as flores selvagens captaram a nossa atenção...





terça-feira, 19 de maio de 2009

Competição na educação

Mais uma citação de Bertrand Russell, desta vez sobre os efeitos nocivos do espírito competitivo.

"No domínio educacional, um dos piores defeitos desta crença de concorrência foi levar a uma grande dose de sobreeducação, especialmente entre os melhores alunos.

No momento presente verifica-se uma tendência perigosissima ... para impingir aos jovens tanta educação que chega a ser nociva para a sua imaginação e intelecto, e até para a sua saúde física. Infelizmente, são precisamente os jovens mais inteligentes os que mais sofrem com esta tendência; assim, geração após geração, os melhores cérebros e as melhores imaginações vão sendo imolados no altar do Grande Deus da Concorrência."

"Estudar sem deixar de amar o estudo é extremamente difícil e os educadores europeus não encontram solução para esta dificuldade."

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A escola ou o lar?

Citação de Bertrand Russell, do livro Educação e Sociedade:


"A grande maioria dos pais sente afeição pelos filhos, e este factor estabelece um limite ao mal que lhes podem causar. Mas as autoridades educacionais não sentem qualquer afecto pelas crianças; na melhor das hipóteses são motivadas por um espírito cívico que se dirige à comunidade no seu conjunto e não apenas às crianças; na pior das hipóteses, trata-se de políticos empenhados a lutar por votos.

Na actualidade, o lar desempenha um papel importante na formação da mentalidade dos jovens... O lar oferece à criança experiência afectiva e de vida numa pequena comunidade em que ela, a criança, é importante; e oferece também experiência de relação com pessoas de ambos os sexos e de idades diferentes, assim como dos aspectos multifacetados da vida adulta. Desta maneira, é útil como correctivo às simplificações artificiais da vida escolar.

Outro mérito do lar é o facto de conservar a diversidade entre indivíduos. Se todos nós fôssemos iguais, isso seria, talvez, muito conveniente para os burocratas e para os estatísticos, mas seria muito sensaborrão e levaria a um tipo de sociedade muito pouco progressivo.

Uma orquestra precisa de homens de talentos diversificados e, dentro de certos limites, com gostos diferentes; se todos os homens insistissem em tocar trombone, a música orquestral tornar-se-ia impossível.

A cooperação social, de igual modo, exige diferenças de gosto e de aptidão, cuja existência será mais duvidosa se todas as crianças forem submetidas exactamente às mesmas influências, do que se as diferenças paternais puderem afectá-las."

domingo, 17 de maio de 2009

Verduras e legumes em casa

Já andávamos a pensar nisto há que tempos!
E hoje foi o dia: fomos ao Riverside Garden Centre,

e lá começámos a dar os nossos primeiros passos,

com feijão verde e 3 espécies de tomate... agora é só plantar!

Um começo humilde mas, como já dizia Lao Tsé,
uma viagem de mil milhas começa com o primeiro passo....

Como sempre, o passeio abriu-me o apetite.

Ontem deram-me um jarro de doce de toranja vermelha e oxicoco; que delícia com torradas de pão de soja e linhaça!

sábado, 16 de maio de 2009

Por onde andámos...

Quando fomos a Easton vimos a Igreja de S. Marcos (1848 -1984).

O estilo é normando. Só que já não funciona como igreja;

foi convertida num complexo habitacional com apoio aos residentes.

Ao chegar a casa reparámos nas flores do jardinzinho da frente.

Estão bem bonitas, não estão? E a abelha? Não é linda?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Por onde andámos...

Hoje fomos até Easton, um subúrbio densamente povoado de Bristol.

Já andávamos com ideias de ir ao Sweet Mart há bastante tempo;

é uma loja que vende alimentos e especiarias de todo o mundo,

celebrando a diversidade cultural da comunidade.

Comprámos uma série de coisas interessantes para experimentar

e chegámos a casa cheios de apetite para o almoço:

quiche de alho francês com salada!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Coisas do dia a dia...

Depois de visitar uma amiga que também pratica o ensino doméstico,

ainda houve tempo para dar pulinho ao Wild Oats Natural Foods

e comprar pão, arroz basmati integral de cultivo biológico e lentilhas

para fazer uma das nossas receitas preferidas:
lentilhas verdes com espinafres e cominhos!

E já agora, ontem fizemos estes choc chip cookies...

Escola? Nem pensar! Nós aprendemos em casa!

Nos últimos seis anos Matthew visitou a Suécia, a Dinamarca e a Nova Zelândia. Como se isso não chegasse, este ano vai passar quatro semanas ao Texas.

Matthew, que agora tem 18 anos, toca oboé, está aprendendo cerâmica e joga hóquei. Fez 6 disciplinas do 11ºano e está a estudar 3 disciplinas do 12ºano: inglês, química e física. No entanto não vai à escola desde os 12 anos.

Matthew não é o único. Embora no Reino Unido o número oficial de alunos educados em casa não seja conhecido, estima-se que são pelo menos cerca de 50.000 (outros dizem 150,000). Os pais que optaram pelo ensino doméstico dizem que ter retirado os filhos da escola foi o melhor que fizeram.

Liz, mãe de Matthew, diz que devido à dislexia o filho sofreu muito durante a escola primária: era vítima de bullying e os professores só lhe desencorajavam. Como não estava aprendendo a escrever tão depressa como eles queriam, estava constantemente a ouvir comentários negativos dos professores.

"Quando tinha cinco anos perguntei-lhe se tinha aprendido alguma coisa. Ele disse-me que não queria ir mais para a escola. Não havia nada de positivo no tempo que lá passava."

Matthew foi transferido para uma escola particular mas, passado uns tempos, a família chegou à conclusão de que a melhor opção para ele seria o ensino doméstico:

"Matthew é pessoa de estar ao ar livre, é alguém que aprende geografia melhor visitando o Lake District ou navegando o Rio Meon da nascente até ao mar, é alguém que aprende escrita descritiva muito melhor passando o dia em Bath. Ele aprende muito mais facilmente com as mãos na massa, vendo e tocando as coisas, em vez de estar preso numa sala de aula. Ele fez muito mais, viu muito mais e aprendeu muito mais por estar fora da escola."

Matthew completou 6 disciplinas do 11º ano estudando on-line e parece estar destinado a obter bons resultados no 12º ano, o que lhe irá facilitar a entrada para a universidade, onde se quer preparar para um a carreira em investigação forênsica ou na polícia.

A história de Yvonne, David e Charlie

Yvonne e David retiraram o filho Charlie da escola quando tinha 11 anos, mas por razões muito diferentes. Desde muito novinho o filho tinha demonstrado um talento natural para o inglês, especialmente para a escrita criativa e para os pais o currículo escolar não era suficientemente flexível ou estimulante.

"Quando Charlie estava na escola a professora andava sempre doente. A classe ficou para trás e na altura em que a professora voltou eles não tiveram o tempo necessário para recuperar - o currículo nacional tem um horário rígido. Ele queria escrever mais mas não estava a ser motivado nem incentivado a melhorar. Andava muito frustrado com o sistema."

O seu talento para a escrita foi recentemente reconhecido no The News, ao vencer uma competição para um conto de Natal. Mas ao contrário de Matthew e de muitos outros, Charlie, que tem agora 17 anos, não tem qualificações.

Yvonne diz: "No ano que vem ele fai fazer 2 disciplinas do 11ºano, inglês e matemática, no Colégio de Fareham. O facto de não ter frequentado a escola e não ter qualificações não é um problema. Charlie tem o talento e habilidade para arranjar um bom trabalho com o que escreve. Agora só precisa obter qualificações para isso."

Geralmente, outra preocupação em relação ao ensino doméstico é que as crianças poderão perder a capacidade de socializar com outras pessoas. Charlie não concorda: "Eu tenho, e sempre tive muitos amigos, pessoas que conheci através dos meus passatempos, como o Doctor Who e Warhammer."

Yvonne também não se preocupa com a socialização: "Em vez de conviver apenas com pessoas do mesmo ano lectivo, Matthew tem amigos de todas as idades, amigos que fez através de coisas como actividades para jovens educados em casa e o clube de hóquei. Ele foi visto por um psicólogo educacional que me disse que ele tinha muita auto-confiança e que era bastante equilibrado."

Podem ler o original, em inglês, aqui.
Publiquei apenas um trecho, e a tradução é livre.

Por onde andámos...


Fotos tiradas no mês passado, quando fomos a Portugal.
A música é de Kit Morgan: All for love, do álbum Glidepath.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Ensino doméstico para crianças com deficiências

Mais um exemplo de tentativas de indevida interferência por parte de funcionários ignorantes do facto de que a prioridade do direito da escolha do género de educação a dar aos filhos pertence aos pais. A tradução é livre e o original está aqui.

"Trabalhadores sociais britânicos, através de uma lei que abranje negligência e abuso infantil, estão tentando proibir uma mãe de ensinar a sua filha deficiente em casa.

Grace Robertson tirou a filha Elysha, que tem uma doença tão rara que nem tem nome, da escola porque a filha não estava fazendo progresso.

O departamento dos serviços sociais, apoiado pela escola, diz que se Elysha for educada em casa ela poderá ficar isolada e sentir a falta da companhia das outras crianças. Agora, usando uma lei relativa ao abuso e negligência infantil, vão fazer uma conferência sobre este caso para investigar o futuro da educação de Elisha.

Aos 2 anos Elysha ficou doente com um problema semelhante à doença do neurônio motor, mas tão rara que nenhum médico do mundo conseguiu identificar. Embora a sua capacidade mental seja igual à de qualquer outra criança da sua idade, nestes últimos anos a doença tem-lhe roubado do uso da metade superior do seu corpo. Ela agora comunica com os pés e alimenta-se através de um tubo em seu estômago, e respira através de uma máscara especial à noite.

Os pais, que têm outra filha, Shannah, 11, foram avisados que têm de participar da conferência, ao abrigo da secção 47 da Children's Act 1989, que abrange as crianças que estão sofrendo ou em risco de vir a sofrer «danos significativos».

A mãe de Elysha disse: "Eu daria a minha vida pela minha filha e estou profundamente ressentida com a sugestão de que não estou fazendo o melhor para Elysha. E o uso desta lei, que parece estar a acusar-nos de maltratar e negligenciar a nossa filha, é insultuoso e ofensivo. Quero ensinar a minha filha em casa porque ela faz muito mais progresso em casa do que na escola onde andava."

A porta-voz da câmara de Rotherham disse que não podia comentar sobre casos individuais, mas que "geralmente a recomendação que sempre fazemos é que as crianças frequentem a escola pois a nossa posição é a de que a escola proporciona a melhor experiência educativa."

Mas os pais não se deixaram intimidar e não desistiram. Se quiserem ver o vídeo da entrevista que deram à BBC, onde dizem que estão sendo discriminados devido às deficiências da filha, cliquem aqui.