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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Homeschoolers gravam single para o Haiti

Katie Elliott, pianista & compositora jazz, mãe e homeschooler (praticante do ensino doméstico), escreveu e produziu um single para angariar fundos para as vítimas do terremoto haitiano.

A inspiração veio das crianças educadas em casa que frequentam as sessões de música que regularmente orienta.

As crianças mencionadas neste artigo da BBC Gloucestershire aprendem fora do sistema escolar. Infelizmente, o facto foi omitido pelo jornalista apesar de Katie ter deliberadamente salientado esse facto durante a entrevista.

De qualquer modo, a música que ajudaram a compor vai ajudar as vítimas do Haiti e é muito popular, com muitos downloads e feedback positivo. Podem ouvir e baixar a música aqui.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Homeschooling nos Emirados Árabes Unidos

Muitos pais estão convencidos que para melhorar a educação dos seus filhos devem retirá-los da escola e ensiná-los em casa. Há cada vez mais evidência sugerindo que as crianças que aprendem em casa recebem uma educação de maior qualidade e ficam melhor preparadas para o futuro do que as que frequentam a escola.

Muitos pais estão abandonando as escolas normais para dar aos filhos o tipo de educação que querem que estes recebam. Para esses pais, o homeschooling é a melhor abordagem.

Uma pessoa que muito falou sobre as vantagens do homeschooling foi John Holt, o famoso teórico da educação e educador americano. Segundo Holt, as crianças nascem com a capacidade de aprender. Eles já dominam a língua e muitos outros processos de aprendizagem, utilizando os métodos científicos de investigação, análise e avaliação. Um "aprendente" curioso, paciente, determinado, cheio de energia e hábil chega à escola. Mas nós obrigamos-lhe a sentar-se numa secretária, e o que é que lhe ensinamos?

Bem, primeiro que a aprendizagem é algo separado da vida - "Vens à escola para aprender". Segundo, que não confiamos que é capaz de aprender. A escola torna as crianças paranóicas, com medo de cometer erros e, assim, elas aprendem a "desviar-se, fazer bluff e aldrabar." Interação é uma ofensa punível e considerada problemática. Holt afirma:

"É rara a criança que consegue acabar os seus estudos sem perder a sua curiosidade, independência, senso de dignidade, competência e amor-próprio."


A escola em casa permite que as crianças mantenham a sua curiosidade natural e torna a aprendizagem uma aventura. Tem também a vantagem de criar laços mais fortes entre pais e filhos. A maneira de melhorar as escolas seria tirar as crianças das salas de aula e dar-lhes a oportunidade de aprender sobre o mundo através de experiências directas. Por exemplo, os homeschoolers aprendem matemática quando vão às compras com a mãe.

A tradução é livre e parcial mas podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A estatização dos nossos filhos

O caso do casal de homeschoolers da Alemanha a quem foi concedido asilo político nos Estados Unidos, sobre o qual Ed West recentemente falou, torna-se ainda mais interessante ao lermos os comentários do juiz que concedeu o asilo aos Romeikes: Lawrence O. Burman, de Memphis, Tennessee.

Burman disse: "Não podemos esperar que todos os países tenham a nossa Constituição. O mundo poderia ser um lugar melhor se tivessem. No entanto, os direitos aqui violados são direitos humanos fundamentais, que nenhum país tem o direito de violar. E continuou: "Os homeschoolers são um grupo social que o governo alemão está tentando suprimir. Os receios de perseguição desta família são bem fundamentados... portanto, são elegíveis para asilo..."

Essas últimas observações poderiam ter sido proferidas em 1933. Mas será que compreendemos realmente o significado do que aconteceu? Compreendemos que nós, cidadãos da União Europeia, agora pertencemos a um Estado totalitário cujos cidadãos estão recebendo asilo político nos Estados Unidos? Vinte anos após a queda do Muro de Berlim, a tirania está de volta na Alemanha.

Burman acrescentou que a coisa mais assustadora deste caso é a motivação do governo alemão, que em vez de se preocupar com o bem-estar das crianças está tentando acabar com sociedades paralelas. Preocupado, o juiz acrescentou que embora a Alemanha seja um país democrático e aliado, a política de perseguição aos homeschoolers é "contrária a tudo que acreditamos como americanos".

Isto dá-nos uma ideia do modo como os americanos, que vivem num país livre, vêem o totalitarismo que subrepticiamente se apoderou da Europa. Por isso não é apenas uma questão alemã: somos todos fantoches sob controle estatal. Por que é que os homeschoolers alemães não pediram asilo político na Grã-Bretanha? Porque os nossos governantes seguem a mesma filosofia tirânica.

Muitos obstáculos são colocados aos pais que educam os filhos em casa na Grã-Bretanha. A mentalidade é que o Estado - e não os pais - é o controlador natural e modelador da vida e crenças das crianças.

Quando uma estudante pode fazer um aborto sem o conhecimento dos pais, sabemos que enquanto as empresas de serviço público foram privatizadas, os nossos filhos foram nacionalizados. A família que fugiu da Alemanha não aceitou a ideia dos filhos serem obrigados a seguir um currículo que era, em sua opinião, anti-cristão. O mesmo se aplicaria nas escolas britânicas, onde a educação sexual pornográfica está cada vez mais a tornar-se obrigatória.

Esta ideia não é nova. Foi implementada como política de governo pela primeira vez em 1919, na Hungria, durante a breve ditadura comunista de Bela Kun, quando Georg Lukács, vice-comissário para a "cultura", enforçou o seu sistema de Terrorismo Cultural, alimentando as crianças à força com uma educação sexual pornográfica, ensinando-as a desprezar os pais e a monogamia e a rejeitar a família e a religião.

Lukács foi um dos fundadores da Escola de Frankfurt de Marxismo, mais tarde popularizada por Herbert Marcuse, cujas noções dementes são hoje chamadas "correção política" (ou politicamente correcto) e, como tal, têm colonizado os governos ocidentais.

É preciso os comentários directos de um juiz norte-americano, num país onde a cultura de guerra ainda não se perdeu, para nos fazer ver que nós, europeus, já moramos no Gulag. O Muro de Berlim não "caiu" - apenas foi mais para o oeste.

Original

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

11 anos, educado em casa, nas telas do cinema

Para muitos actores, aparecer nas telas do cinema é uma luta enorme. Para Tendal Mann, rapaz de 11 anos que aprende em casa, o percurso foi muito mais fácil e rápido: apareceu no seu primeiro filme depois de apenas 4 anos de trabalho nos palcos de Atlanta.

A família, os amigos e fãs de Tendal reuniram-se no domingo passado para a primeira exibição nos EUA de "Who Do You Love", um filme biográfico sobre o pioneiro da indústria musical Leonard Chess. Tendall aparece em nove cenas, como filho de Leonard.

Esta não foi a primeira vez que Tendall se viu na tela do cinema. "O filme estreou no Festival de Filme de Toronto há um ano e fomos à estreia", disse Tendal. "Foi uma grande gala. Eu entrei pelo tapete vermelho e assinei autógrafos. Diverti-me imenso!"

Tendal obteve o papel depois da sua primeira audição, devido aos diversos papéis que o haviam tornado confortável à frente do público.

Entre shows, Tendal faz parte do movimento de desescolarização - unschooling -, que é diferente da tradicional escola-em-casa. Ele tem várias aulas dadas por especialistas. Este ano está a aprender chinês mandarim, mas as suas disciplinas preferidas são a história e ciências.

O horário flexível proporciona-lhe o tempo necessário para actuar. "Se temos de sair da cidade é muito mais fácil. Posso levar os livros comigo."

Quando não está a estudar ou a actuar, toca bateria num grupo com dois amigos. Mas passa a maior parte do tempo livre aperfeiçoando a sua arte.

"Actuar dá montes de trabalho mas eu gosto", disse ele. "Mantém-me ocupado e até ganho dinheiro para gastar."

Adaptado daqui.

sábado, 30 de janeiro de 2010

É possivel uma nova liberdade educativa?

Há dois anos, quando ouvimos falar do incrível caso de Natascha Kampush, a jovem alemã que viveu mais de 8 anos presa sem sair nesse tempo da casa de seu raptor, a mídia salientou um facto que, para muitos, talvez tivesse passado despercebido: refiro-me a que Natasha, apesar de não ter frequentado a escola durante todo esse tempo, demonstrou uma maturidade e nível de vocabulário e expressão bem acima dos de qualquer adolescente da sua idade. Teria algo a ver com o facto de não ter frequentado a escola?

Continua aqui, em espanhol.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

EUA dá asilo a refugiados educacionais

O casal de alemães Uwe e Hannelore Romeike, com cinco filhos, fugiram para os Estados Unidos no Verão de 2008. Pouco tempo depois pediam asilo para se manterem no país. O motivo: discriminação contra o facto de quererem ensinar os seus cinco filhos em casa, na Alemanha-natal. Um juiz do Tennessee acabou por lhes dar razão. É o primeiro caso de asilo por razões educativas nos EUA [...], onde cerca de 1,5 milhões de crianças americanas são ensinadas a partir de casa.

“Este juiz olhou para as provas, ouviu os testemunhos e sentiu que a maneira como a Alemanha está a tratar as pessoas que optam por ensinar os seus filhos em casa está errada. Os direitos que estavam a ser violados eram direitos humanos básicos”, disse [Mike Connelly, HSLD].

Em Portugal é possível ensinar os filhos a partir de casa e estima-se que haja actualmente várias dezenas de crianças e jovens a estudar em regime de ensino doméstico. As autoridades educativas nacionais estimam ainda que esta modalidade está a ganhar cada vez mais adeptos.

Leiam o artigo na íntegra aqui.
Já tinha chamado a atenção para este caso aqui.

Homeschoolers trocam de casas para férias

Já ouviram falar deste sistema alternativo de férias?
Segundo este artigo, Ruaridh, que tem 11 anos e é educado em casa, adora a experiência. As férias que faz com os pais, em vez alguns dias, duram por vezes meses:

"Bem, se vocês pensam que é difícil, estão errados", disse ele. "A educação em casa ensina-nos realmente que podemos tomar as nossas próprias decisões sobre isso; só precisamos de pensar no que queremes fazer, [porque o ensino doméstico] dá-nos a oportunidade de fazer tudo que queremos. "

Links
Intervac
Troca Casa
A melhor alternativa de férias (video)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Educação em casa: a família De Pree

Se quiserem provas que a educação em casa resulta basta lerem a história da família De Pree.

As três irmãs foram educadas em casa desde o jardim de infância até a graduação do ensino secundário (Br: ensino médio). Agora, uma é professora universitária, outra é advogada, e outra é violinista e professora de música.

Erin, a professora universitária de 28 anos, orgulha-se do facto das três carreiras serem tão diferentes:

"Que bom sermos tão diferentes! Significa que os nossos pais ajudaram-nos realmente a descobrir os nossos pontos fortes e a dar o nosso melhor sem perdermos a nossa individualidade."

Essa é uma das vantagens da escola em casa - o currículo pode ser adaptado ao aluno. Erin teve a oportunidade de dedicar-se à ciência, uma disciplina em que se destacava, e teve o tempo que precisava para dominar a escrita, que não era o seu forte.

Joanna, 27 anos, diz que o ensino doméstico preparou-a muito bem para a faculdade, a carreira e a vida:

"Acho que o que realmente aprendi foi a pensar e a processar informação e não apenas a regurgitá-la. Uma das grandes vantagens da educação domiciliar é que aprendemos a pensar e não apenas a fazer, produzir, executar. A grande maioria nunca aprende a pensar."

Heather, 25 anos, disse-nos que quando era pequena teve dificuldades em aprender a ler mas que com o violino era completamente diferente, aprendia com uma facilidade enorme. E a aprendizagem em família foi essencial:

"É muito provável que se tivesse ido para uma escola regular eu teria sido rotulada, colocada numa classe especial e nunca ter tido a oportunidade de desenvolver as minhas potencialidades."

Começou a aprender a tocar violino aos 7 anos de idade e agora é violinista, professora de música e toca numa Orquestra.

Kathy, a mãe, decidiu educar as filhas em casa depois de ler o livro "Home Grown Kids", de Raymond e Dorothy Moore. Publicado em 1981, o livro defende o ensino doméstico.

"Eu queria ter tempo com as minhas filhas, queria ser a principal influência na vida delas, criar esse vínculo especial... e foi muito bom para a nossa família".

Estudos sugerem que os De Prees são a regra e não a excepção. Em 2003, uma pesquisa feita pelo National Home Education Research Institute estudou cerca de 7.300 adultos que haviam sido educados em casa.

O estudo descobriu que mais de 74% de adultos de 18-24 anos que haviam aprendido em casa tinham cursos universitários, em comparação com 46% da população em geral. Cerca de 71% dos inquiridos participavam activamente nas suas comunidades, passando o tempo livre fazendo trabalho voluntário, em comparação com 37% da população em geral.

A tradução é livre e parcial mas podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O meu filho não vai à escola: aprende em casa

Mandas os teus filhos para a escola? Muitas famílias não, educam-nos em casa. Algumas delas foram denunciadas às Comissões de Menores por "negligência". É legal? E se não tivesses frequentado a escola?

OIÇAM O DEBATE (em espanhol) aqui.

Participaram do debate:

- Carlos Cabo (autor de uma tese sobre homeschooling):
"54% dos pais que educam em casa têm cursos universitários"

- Madalen Goiria (Professora de Direito da UPV): "Os juízes dão razão às famílias, porque vêem que não são casos de negligência"

- Sorina Oprean (mãe que educa os filhos em casa):
"É uma maneira de aprender em família"

- Ketty Sánchez (mãe que educa seus filhos em casa): “Superprotegidos? Em vez de estarem fechados numa sala de aulas eles observam o mundo directamente!"

Traduzido daqui.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Prêmio de robótica para homeschoolers


Equipe de jovens educados em casa ganha prêmio de design num campeonato de robótica no Reino Unido. Foi a esta equipe que o Alan ofereceu o seu adorado kit de robótica, por isso ficou todo satisfeito ao ouvir as boas notícias.

Os Tech HEds ganharam o prêmio de Design Técnico nas finais, decorridas na Universidade de Loughborough em 23 de Janeiro de 2010; e agora foram convidados para a competição internacional, em Istambul, 22-24 Abril de 2010!

Mais uma história de sucesso para o ensino doméstico!
Podem ler mais e ver fotografias aqui.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ensino doméstico: uma bola de neve

Mais uma tradução livre e parcial de um artigo sobre o ensino domiciliar nos EUA:

Quando a Annabelle, de 7 anos, estuda frações e a conversão de litros em decilitros, ela vai com a mãe para a cozinha e começa a cozinhar. Para a lição sobre as lagartas, as duas vão observar directamente os bichinhos no quintal. Annabelle aprende em casa; isso significa que a "escola" é em casa.

No ano passado Angela decidiu educar a filha, que se tornou numa das muitas crianças que decidiram abandonar a escola - pública e/ou privada - para aprender em casa.

No ano lectivo que passou, só na Flórida foram cerca de 4.300 as crianças que começaram a ser educadas em casa - de acordo com um relatório recente do Departamento de Educação este foi o maior aumento desde 2005, elevando o número total de homeschoolers na Flórida aos 60.913.

No Lake County, a subida foi ligeira no ano passado mas estimativas recentes mostram um grande aumento neste ano lectivo. No início deste mês, Lake tinha 1.508 alunos matriculados no ensino doméstico - em vez dos 1.245 de Janeiro passado, disse Jay, que supervisiona o departamento encarregado pelo monitoramento dos números de homeschoolers no Estado. Isso corresponde a um aumento de 21% em Lake. Porém, não se sabe bem o que está causando esta verdadeira bola de neve.

Ninguém tem estudado este fenómeno recente, que está ocorrendo em todo o lado. Líderes educacionais dizem que é provável que a economia esteja por trás disto. Com a recessão económica muitos pais já não se podem dar ao luxo de mandar os filhos para escolas particulares. Mas como não querem os filhos em escolas públicas, resolvem educá-los em casa.

Durante anos, uma das principais razões por trás do ensino doméstico foi a insatisfação com as escolas públicas - e isso não mudou, disse um funcionário da Associação de Pais Educadores da Flórida. Mas também já ninguém estranha a educação domiciliar.

Antes o homeschooling era visto como uma opção escolhida principalmente por comunidades religiosas mais conservadoras ou por hippies mais libertários. Mas hoje, dezenas de milhares de famílias de várias origens étnicas, econômicas e religiosas educam seus filhos em casa.

O acesso cada vez maior a programas educacionais na internet e grupos de apoio aos pais online tornou o ensino doméstico mais fácil e menos intimidante. E estudos provam que as crianças educadas em casa têm melhores resultados acadêmicos, devido em parte à atenção pessoal que recebem.

Esse tipo de arranjo é mais acessivel em termos financeiros para as famílias que apreciam o ambiente das escolas privadas. Alguns pais, contudo, escolhem o homeschooling porque estão descontentes com as escolas públicas.

Gary Weaver, presidente da Associação de Pais Educadores da Flórida, disse que muitas famílias estão cansadas de lidar com os problemas das escolas públicas, que estão completamente fora do seu controlo, como a indisciplina, a violência escolar e as drogas.

Podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sucesso do jovem inventor educado em casa

Este inventor foi educado em casa, sem nunca ter posto os pés numa escola. Tem apenas 15 anos mas já se pode orgulhar de ter imaginado um sistema à base de algas cuja finalidade é nada menos do que satisfazer todas as necessidades humanas, desde as energéticas às alimentares, em zonas do planeta que ainda estão à espera que o progresso chegue.

"Adoro inventar coisas", diz o rapaz americano Javier Fernandez-Han, vencedor do concurso Invente your world. O prêmio foi concedido pela Fundação Lemelson.

A mãe, de origem mexicana, e o pai, de Taiwan, conheceram-se na prestigiada Universidade de Brown (Rhode Island). Optaram pela educação em casa, convencidos de que a escola iria limitar as potencialidades dos filhos. Os pais explicam que a educação domiciliar permite que os jovens se concentrem nas suas paixões.

Javier: "Eu fui educado de uma maneira diferente mas faço o que gosto e tenho muitos amigos envolvidos no projecto Inventors Without Borders. As pessoas da minha idade poderiam fazer mais, mas não sabem quais são as suas paixões.

Podem ler o artigo na íntegra, em espanhol, aqui.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Educação domiciliar no parlamento britânico

Podem ver o vídeo (3hrs, em inglês) do inquérito sobre a educação em casa no parlamento britânico, com a Comissão de Crianças, Escolas e Famílias e representantes de organizações de apoio ao ensino doméstico, que decorreu na passada terça feira dia 19 de Janeiro de 2010, aqui.

Se preferirem ler, a transcrição está aqui (usem os botões previous e continue, o documento é longo!)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Legumes, vegetais e frutos biológicos à porta

Olhem só, não são bonitas, as caixas da Riverford [videos aqui e aqui] cheias de legumes e fruta que chegaram esta manhã?

Além das 2 caixas, encomendámos mais uns items extras: cherovias, leite, iogurte e ovos. Tudo biológico! E a entrega é gratuita.

Estas caixas, distribuidas uma vez por semana, incluem sempre folhetos com receitas, o que dá sempre jeito,

especialmente para os ingredientes a que não estamos muito habituados, como o celeriac (não sei bem como se diz em português: aipo-rábano? aipo nabo? aipo-de-raíz? em latim é apium graveolens rapaceum), que podem ver na foto acima entre as bananas e a couve.


Em Portugal, o supermercado biológico Brio também faz entregas ao domicilio. Em Aveiro, têm o Al Cabaz e, caso estejam interessadas, o site da Agrobio tem uma lista de mercados biológicos.

Jovem educada em casa vai ao parlamento defender a inviolabilidade de domicílio

Um dos argumentos que o governo britânico está a usar na tentativa de justificar a intrusão na vida familiar dos praticantes do ensino doméstico é que há sempre a possibilidade, por muito rara que seja, que alguma família de uma minoria étnica possa vir a usar a educação em casa para esconder o casamento forçado das filhas. E, sem o direito de invadir o domicílio sem necessidade de mandado judicial e interrogar as crianças na ausência dos pais, como poderia o Estado protegê-las desses possiveis casamentos?

Felizmente a educação domiciliar produz jovens capazes de irem ao parlamento defender os direitos dos pais e as nossas liberdades civis, como a inviolabilidade de domicílio.

Já vos tinha falado da Chloe Watson aqui. Chloe é uma jovem educada em casa, presidente da Associação de Jovens Educados em Casa e pesquisadora educacional. Com 17 anos acabadinhos de fazer, Chloe foi ao parlamento como representante da HEYC, que não apoia a proposta-lei e decidiu optar pela desobediência civil caso seja implementada.

Segue-se um trecho do debate que ocorreu há 3 dias:

Mrs. Cryer: Gostaria de sugerir ao painel que há questões importantes que não estão necessariamente relacionadas com a educação em casa. Temos de saber onde as crianças estão. Em certas zonas, como em Bradford, há crianças que são retiradas da escola e enviadas de volta ao Paquistão ou a Bangladesh durante períodos muito longos. [Resumo: Na pior das hipóteses, estas jovens podem ser sujeitas a casamentos forçados. Como vivem no Reino Unido deveriam receber o mesmo tipo de apoio que os outros sectores da comunidade.] Alguém gostaria de comentar sobre isso?

Chloe Watson: Há um problema com o facto de que como os filhos estão, com efeito, sob a jurisdição dos pais, é óbvio que se são educados em casa a autoridade local não tem nada a ver com isso. Eles estão com seus pais e isso é suficiente. Se os pais decidem levá-los a dar a volta ao mundo por três anos, visitar seja onde for e fazer seja lá o que for, essa é uma decisão que pertence aos pais. Claro, seria bom que consultassem os filhos e que estes tivessem concordado, mas não é ilegal nem algo com que nos deveríamos preocupar.

Caroline Flint: Não, não é ilegal. Se a criança tiver idade escolar e os pais dizem: "Queremos dar uma volta ao mundo", eu não tenho necessariamente qualquer objeção - pelo menos sabemos qual é a situação. Noutras circunstâncias, poderia não ser uma experiência educativa mas possivelmente forçar uma jovem mulher ou rapariga a um casamento que ela não quer. Sabendo onde as crianças estão, pelo menos haveria uma conversa. Não concordarias com isso?

Chloe Watson: Quando perguntamos aos pais para onde estão levando os filhos, eles podem dizer uma coisa e fazer outra. Como não podemos forçar as pessoas a dizerem a verdade sobre onde os filhos estão, perguntar-lhes não seria produtivo, seria apenas um peso desnecessário sobre as autoridades e os pais. E revela que [o Estado] não confia nos pais.

Fonte

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A escola está fora de questão

Mais uma tradução livre e parcial de um artigo sobre o ensino domiciliar publicado ontem no Reino Unido.

Preocupações sobre o bullying, um atendimento deficiente a crianças com necessidades especiais e um currículo limitado e irrelevante são apenas algumas das razões por trás do número crescente de famílias a educar os filhos em casa.

Contudo, novas propostas do Governo para a regulamentação da educação em casa podem vir a tornar a saída da escola difícil para as crianças. Em Essex, os pais-educadores estão furiosos com estas propostas, que estão neste momento a ser debatidas no Parlamento. Eles querem explicar porque é que o ensino domiciliar é tão importante e acabar com as ideias erradas que as pessoas têm em relação aos pais que educam os filhos fora do sistema escolar.

Michelle Cook, 32 anos, é mãe e ensina a filha Kate, de 6 anos, em casa. Para as duas não há dois dias iguais pois combinam a aprendizagem com visitas regulares à biblioteca, passeios em vários parques e reservas naturais, e encontros com outras crianças educadas em casa para actividades lúdicas. Para Michelle, manter a filha em casa é a coisa mais natural do mundo:

"Eu ensinei Kate desde que ela nasceu, por isso pareceu-me natural continuar a fazê-lo. Desta forma, ela pode aprender aquilo que ela quer ao seu próprio ritmo. Em geral, investigamos as coisas que lhe despertam o interesse. O ano passado andou fascinada pelo espaço. Escrevemos histórias sobre o espaço mas também aprendemos matemática. Até aprendemos geografia, pesquisando a localização das estações espaciais como as da NASA. Eu ensino-lhe a ler e escrever mas não acho que haja mais nada que ela tenha categoricamente de saber. Se ela estiver interessada, então investigamos juntas."

Michelle, que também tem um filho de 2 anos de idade, diz que um dos principais equívocos sobre a educação em casa é a ideia de que os jovens que não frequentam a escola não têm uma vida social:

"Kate tem aulas de balé todas as semanas, vai aos Rainbows e faz parte de um clube de exploradores de animais selvagens. Ela tem muitos amigos e também temos outras famílias que educam os filhos em casa com quem nos reunimos regularmente. Ela interage constantemente com adultos e outras crianças. A minha filha é uma criança muito feliz e sociável."

No entanto, se as propostas do Governo forem implementadas, a educação em casa teria que mudar. Segundo as novas regras os pais terão que registrar os filhos anualmente com a autarquia local e entregar uma declaração especificando o que pretendem ensinar aos filhos durante o próximo ano e como pretendem fazê-lo. Os inspectores iriam então fazer uma visita anual para certificar-se que esse plano está a ser seguido e interrogar individualmente as crianças sem os pais estarem presentes.

Michelle acrescentou: "Estas propostas são tão extremas! Querer interrogar as crianças na ausência dos pais é ridículo. O que vão conseguir com isso? Se são vítimas de maltratos não é a um desconhecido que vão dizer. Se estão tão preocupados com a possibilidade das crianças serem maltratadas fora da escola, então também têm de começar a entrevistar todas as crianças em idade escolar durante as férias."

Ann Newstead, 39, porta-voz da Education Otherwise, uma organização beneficente criada para apoiar os home educators, disse:

"Obviamente, abuso infantil é algo que pode acontecer mas isso são coisas que geralmente acontecem em famílias com distúrbios, que já são conhecidas pelos serviços sociais. A educação em casa está a aumentar em parte porque as pessoas estão a ficar cada vez mais cientes de que é uma opção legal. A maioria das pessoas pensa que tem que enviar os filhos à escola, mas não é verdade."

Ann disse que muitos pais optam pelo ensino doméstico porque os filhos têm necessidades educativas especiais. Ela começou a educar em casa depois de um dos seus 4 filhos ter sido tão maltratado na escola que começou a se automutilar.

Se quiserem, podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"Escola em Casa" no Médio Oriente

Mais uma tradução, livre e parcial, de um artigo sobre a "escola em casa" publicado ontem no Arab News.

Natalie Komitsky vive na Arábia Saudita há 6 anos. Dos E.U.A., foi viver para Riade com o marido, nascido em Meca, e mais tarde mudaram-se para Jidá. Além de educar os 3 filhos, com idades entre os 4 e os 11, Natalie é escritora, revisora de textos e coach de aprendizagem.

Querendo proporcionar-lhes uma das melhores opções possíveis em termos de uma educação que possa ser adquirida em qualquer parte do mundo, ela, tal como outros, optou pela "escola em casa" - regime em que os pais ou tutores ensinam currículos credenciados aos filhos em vez de enviá-los para a escola. Ela tomou esta decisão quando vivia ainda nos E.U.A. para poder incluir estudos islâmicos no currículo mas decidiu continuar neste regime depois de ter ido viver para a Arábia Saudita.

Em muitos países existem opções credenciadas de ensino domiciliar que oferecem aos pais a liberdade de explorar interesses individuais e áreas de estudo específicas, e a oportunidade de dar atenção individual aos filhos e transmitir os valores da família durante todo o processo de aprendizagem. Outra vantagem é o fortalecimento dos laços familiares e o acompanhamento da educação dos filhos. Mas na Arábia Saudita os pais têm dificuldade de encontrar este tipo de recursos porque esta forma de ensino ainda não é reconhecida.

"Os expatriados sentem-se muito frustrados", disse Natalie. "Eles gostariam de educar em casa mas sentem-se frustrados com a falta de recursos e oportunidades educacionais e acabam por ter que pesquisar bastante para preencher essa lacuna".

Natalie tomou esta difícil decisão por um número de razões. A primeira é que é a situação ideal. Há um professor por aluno (ou por 2 ou 3 alunos, dependendo do tamanho da família). Além disso, outra vantagem é que quando o professor conhece muito bem os alunos, sabe se compreendem determinados conceitos suficientemente bem ou se é preciso recuar e/ou tentar novamente numa data posterior.

"Se necessário, podemos utilizar um tutor para certas disciplinas. É assim que as pessoas foram educadas durante a maior parte da história da humanidade", diz Natalie.

Além disso, a "escola em casa" é considerada a melhor opção pelas famílias muçulmanas dos E.U.A. que querem dar aos filhos uma boa base em inglês e árabe e, mais importante, uma aplicação prática do Islão - especialmente em partes dos Estados Unidos onde o número de muçulmanos que querem ter essa oportunidade não é suficiente para sustentar um sistema ensino primário islâmico, privado e credenciado. Outras razões que levam os pais a optar pela "escola em casa" é quando os filhos têm necessidades especiais ou quando não ganham o suficiente para poderem pagar os custos do ensino privado.

Quando Natalie e o marido retornaram à Arábia Saudita ela continuou a educar os filhos em casa e incentivou outros a fazerem o mesmo. Começou a organizar reuniões semanais com outras crianças que também aprendem em casa para proporcionar actividades de grupo.

"Eu criei uma conta de e-mail chamado KSA home-schoolers e outra chamada Muslim home-schoolers worldwide. A dada altura tinha uma livraria em casa que incluía livros infantis de ficção e não-ficção."

Michael Smith, presidente da Home School Legal Defense Association dos E.U.A., relatou recentemente no Washington Times que os alunos que estudam em casa superam os que frequentam a escola pública.

"O estudo mais recente, Home-school Progress Report 2009 [abre pdf], realizado por Brian Ray do National Home Education Research Institute, examinou mais de 11.000 alunos que aprendem em casa e demonstrou que a média dos home-schoolers em testes padronizados é 37 pontos percentuais superior à média da escola pública", escreveu Smith.

Com base em estudos, Smith afirma que os estudantes educados em casa, além do sucesso académico alcançam também sucesso como membros da sociedade.

"As famílias que praticam a educação domiciliar estão liderando o caminho na educação canadense e americana, e este novo estudo demonstra claramente que os pais que educam os filhos em casa estão no caminho certo", escreveu ele.

Mas na Arábia Saudita este caminho pode levar a um beco sem saída. Uma mãe de três filhos, que pediu para permanecer anônima, retirou os 2 filhos da escola durante um ano quando eles manifestaram interesse no ensino doméstico. Após um ano de escola em casa ela decidiu matriculá-los de novo na escola mas a escola recusou-se a aceitá-los.

"Não os queriam aceitar porque o nosso ano em regime de ensino domiciliar não estava registrado oficialmente em lugar nenhum. Tivemos de ir ao Ministério de Educação buscar uma carta que autoriza os meus filhos a regressar à escola. O ministério nem sequer sabe o que o ensino doméstico é, quanto mais reconhecê-lo! Foi extremamente difícil", disse esta mãe.

Natalie diz que a disponibilidade de materiais educativos para educação em casa é outro dos desafios enfrentados na Arábia Saudita.

"Muitas famílias vêm para a Arábia Saudita com a intenção de viver sob um governo islâmico, onde as crianças possam aprender árabe e observar a aplicação diária do Alcorão e Sunnah pelo povo. Infelizmente, juntam-se a outros na sua frustração depois de tentativas falhadas de encontrar escolas que se adaptem às suas necessidades".

Para que a escola em casa seja reconhecida na Arábia Saudita e para que o processo se torne mais suave para os pais, Natalie sugere a criação de um posto cuja função seria a de supervisionar o ensino domiciliar.

"Eles podiam administrar testes padronizados para avaliar o nivel acadêmico dos estudantes, dar uma prova certificada do seu progresso ao Ministério da Educação e facilitar a vida das famílias que optam por educar os filhos de forma independente".

Isto, acrescenta Natalie, levaria provavelmente ao desenvolvimento de empresas locais cujo objectivo seria o fornecimento de recursos educacionais para as famílias e o estabelecimento de centros de actividades educativas, onde as famílias poderiam aprender de uma maneira divertida e com entusiasmo.

"Com a situação extrema que o Ministério está enfrentando por causa do aumento populacional, estou confiante que soluções alternativas quanto à educação terão de ser consideradas e que estas irão beneficiar todos os estudantes da Arábia Saudita, elevando-a aos mais altos niveis, assegurando a prosperidade económica da nação ", conclui Natalie.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sydney, 4 anos, aprende em casa

Mais uma tradução livre e parcial de um artigo sobre o ensino domiciliar nos E.U.A.:

Sydney, 4 anos, é como a maior parte das meninas da sua idade. É simpática, carinhosa, gosta dos pais e adora aprender coisas novas. A diferença é que Sydney não é abandonada na escolinha pelos pais a caminho do trabalho todas as manhãs. Ela aprende em casa, a professora é a mãe e a lição do dia é exposta num quadro fixado numa das paredes.

Tal como outras crianças em Sandwich, Sydney aprende em casa. Courtney, a mãe, está sempre a pensar em maneiras de estimular os interesses da filha. A letra do dia está exposta no meio da mesa da cozinha e todos os aparelhos rotulados em espanhol. Além dos números, cores e padrões, Sydney está a aprender espanhol e linguagem gestual. Courtney diz que também faz planos de educar a filha mais nova em casa.

“Tantas pessoas na Europa sabem falar mais que um idioma; penso que as minhas filhas seriam prejudicadas se não aprendessem outras línguas. E todas as pesquisas dizem que é melhor começar desde cedo."

Courtney diz que o ensino domiciliar tem sido uma experiência positiva para as filhas e já faz planos de continuar a ensiná-las quando chegar a altura do ensino secundário. Embora não seja professora de profissão, os seus pais ensinaram em escolas públicas e privadas. O pai, inclusivé, era director.

Courtney, que tem um blogue sobre a sua experiência do ensino doméstico, elabora seu próprio currículo com base em pesquisas que faz e orientações que recebe através do grupo-yahoo do ensino domiciliar de Cape Cod. A rede da apoio aos home-schoolers de Cape Cod, Plymouth e Wareham organiza classes, clubes, visitas de estudo e outras actividades.

A Associação da Aprendizagem em Casa em Massachusetts também oferece informação aos pais. Bill Heuer, membro da associação, diz que o ensino doméstico ajuda as crianças a tornarem-se individual learners.

“Penso que a maior vantagem do ensino doméstico é que ajuda cada indivíduo a tornar-se auto-motivado e a aperceber-se que é responsável pela sua educação para o resto das suas vidas."

Diz que o criticismo comum de que os jovens educados em casa não socializam é falso, e que a maior parte dos home-schoolers tendem a “socializar através de grupos etários” incluindo crianças mais novas e adultos porque trabalham com eles voluntariamente.

Se quiserem, podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui.