MEC lança campanha de astrologia para alunos na internet, mas deleta posts logo depois de críticas de leitores de que tal campanha nasceu da influência de Olavo de Carvalho, que tem histórico de astrólogo, no ministro da Educação
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MEC lança campanha de astrologia para alunos na internet, mas deleta posts
logo depois de críticas de leitores de que tal campanha nasceu da
influência de...
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Deixem as crianças ir e vir livremente
"Estou começando a suspeitar de todos os sistemas de educação especiais e elaborados. Eles parecem-me serem construídos sobre o pressuposto de que cada criança é uma espécie de idiota que tem de ser ensinada a pensar. Na verdade, se as crianças forem entregues a si próprias, pensarão mais e melhor, se bem que de uma maneira menos teatral.
Deixem-nas ir e vir livremente, deixem-nas tocar coisas reais, deixem que elas próprias combinem suas impressões, em vez de sentá-las dentro de salas de aula em mesinhas redondas, enquanto um professor de voz doce sugere que construam paredes de pedra com blocos de madeira, façam arco-íris com tiras de papel colorido ou plantem árvores de palha em vasos de flores.
Este tipo de ensino enche a mente com associações artificiais que têm de ser eliminadas, antes das crianças poderem desenvolver ideias independentes a partir de experiências no mundo real. " - Anne Sullivan
domingo, 2 de maio de 2010
Homeschoolers: músicos e dançarinos
O Clã Willis é uma família de músicos, dançarinos, escritores e artistas. Os 11 filhos aprendem em casa; o mais novo nasceu recentemente, o mais velho tem 17 anos.
"Imaginam um dia típico na nossa casa? É sempre uma loucura - no sentido positivo! É uma luta constante para manter a nossa programação e a nossa criatividade ", dizem os pais, Toby e Brenda.
A família de homeschoolers percorreu os Estados Unidos ganhando competições de música e dança. No verão passado alcançaram um nível que lhes permitiu competir na Irlanda.
Seguindo os passos da famosa banda irlandesa The Corrs, combinam música tradicional irlandesa com elementos pop e rock.
Fonte
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Mais um livro sobre o homeschooling
Se pensam que o homeschooling é apenas para ideólogos da direita cristã determinados a proteger os filhos de pensamentos perniciosos, Laura Brodie irá concerteza fazer-vos pensar duas vezes.A professora universitária de Inglês narra a sua incursão na educação em casa no livro Love in a Time of Homeschooling.
Ao ver a filha mais velha cada vez mais insatisfeita com a enorme regimentação do sistema escolar, Laura decidiu experimentar assumir a responsibilidade pela educação dela durante um ano, apesar do ceticismo do marido, família e amigos.
O que transpareceu foi um ano repleto de viagens de estudo e aulas de violino, bem como argumentos e frustração. Ao longo do ano Laura foi ficando cada vez mais crítica dos padrões de aprendizagem nas escolas mas, mais importante, o ano foi uma educação em si.
Fonte - Podem encomendar o livro aqui.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
A familia que desescolarizou os filhos
Os filhos aprendem na "escola da vida", sem currículo nem livros didáticos .
A mãe e o pai são os encarregados de educação. Não há professores nem ensino formal. Os Beigler praticam o unschooling.
"Somos 100% responsáveis pela educação dos nossos filhos", disse Phil, pai de Shaun, que tem 13 anos, e de Kimi, uma adolescente de 15 anos de idade.
"Unschooling é a auto-aprendizagem ao longo da vida", continua Christine, a mãe.
"Kimi e Shaun podem explorar todas as áreas que lhes despertam o interesse. Não seguimos livros didáticos nem nenhum currículo. Eles não precisam de passar pelo mesmo processo de moldagem a que o resto dos outros miudos tem de se submeter. Temos-lhes dado toda a orientação que precisam, incluindo sobre o modo de tomar decisões - por exemplo, sobre o que aprender e quando", dizem os pais.
Podem ler o resto aqui, em inglês [inclui vídeo].
A mãe e o pai são os encarregados de educação. Não há professores nem ensino formal. Os Beigler praticam o unschooling.
"Somos 100% responsáveis pela educação dos nossos filhos", disse Phil, pai de Shaun, que tem 13 anos, e de Kimi, uma adolescente de 15 anos de idade.
"Unschooling é a auto-aprendizagem ao longo da vida", continua Christine, a mãe.
"Kimi e Shaun podem explorar todas as áreas que lhes despertam o interesse. Não seguimos livros didáticos nem nenhum currículo. Eles não precisam de passar pelo mesmo processo de moldagem a que o resto dos outros miudos tem de se submeter. Temos-lhes dado toda a orientação que precisam, incluindo sobre o modo de tomar decisões - por exemplo, sobre o que aprender e quando", dizem os pais.
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terça-feira, 20 de abril de 2010
Viver como se a escola não existesse
As crianças da familia Biegler vivem como se a escola não existesse. Esta abordagem à educação, conhecida como unschooling, permite que as crianças tomem as suas próprias decisões.
Não vão à escola mas não estão sendo educados em casa da maneira tradicional. O seu mundo não inclui livros didáticos, testes nem aulas formais.
E mais, esta abordagem liberal abrange outras áreas da vida dos filhos: eles tomam as suas próprias decisões, não seguem regras nem fazem trabalhos de casa.
Christine e Phil, de Massachusetts, dizem ser "unschoolers radicais." Deixam os filhos decidir o que querem aprender e quando querem aprender.
"O essencial é confiar nos nossos filhos ... confiar que eles vão descobrir os seus próprios interesses", disse Yablonski na entrevista que podem ver aqui [vídeo] e aqui.
Não vão à escola mas não estão sendo educados em casa da maneira tradicional. O seu mundo não inclui livros didáticos, testes nem aulas formais.
E mais, esta abordagem liberal abrange outras áreas da vida dos filhos: eles tomam as suas próprias decisões, não seguem regras nem fazem trabalhos de casa.
Christine e Phil, de Massachusetts, dizem ser "unschoolers radicais." Deixam os filhos decidir o que querem aprender e quando querem aprender.
"O essencial é confiar nos nossos filhos ... confiar que eles vão descobrir os seus próprios interesses", disse Yablonski na entrevista que podem ver aqui [vídeo] e aqui.
sábado, 17 de abril de 2010
Jornalista do ano foi educada em casa
O prémio de jornalista do ano foi para Caitlin Moran, que foi educada em casa. Aqui, ela descreve a sua experiência do ensino doméstico. Deixo-vos uma pequena passagem:
"Eu sou a mais velha de 8 filhos e todos nós fomos educados pelos nossos pais numa casa muito modesta com 3 quartos em Wolverhampton. Nenhum de nós foi à escola depois de 1986, quando eu tinha 11 anos.
O que toda a gente automaticamente pensa é que os nossos pais nos davam aulas, à maneira tradicional. Há 20 anos atrás - tinha eu 14 anos - teria-lhes muito seriamente informado sobre a natureza da educação em casa: sobre a aprendizagem direcionada pelas próprias crianças e o papel dos pais-educadores nesta filosofia educacional.
Porém, pelo menos durante estas 2 ultimas décadas, sempre que nos perguntam "Então, os teus pais é que davam as lições?", eu - e os meus 7 irmãos educados em casa - começamos simplesmente a rir histericamente, abanando a cabeça, ocasionalmente emitindo o estranho, incrédulo som: "Nãããão!!!!".
Fonte
"Eu sou a mais velha de 8 filhos e todos nós fomos educados pelos nossos pais numa casa muito modesta com 3 quartos em Wolverhampton. Nenhum de nós foi à escola depois de 1986, quando eu tinha 11 anos.
O que toda a gente automaticamente pensa é que os nossos pais nos davam aulas, à maneira tradicional. Há 20 anos atrás - tinha eu 14 anos - teria-lhes muito seriamente informado sobre a natureza da educação em casa: sobre a aprendizagem direcionada pelas próprias crianças e o papel dos pais-educadores nesta filosofia educacional.
Porém, pelo menos durante estas 2 ultimas décadas, sempre que nos perguntam "Então, os teus pais é que davam as lições?", eu - e os meus 7 irmãos educados em casa - começamos simplesmente a rir histericamente, abanando a cabeça, ocasionalmente emitindo o estranho, incrédulo som: "Nãããão!!!!".
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sexta-feira, 16 de abril de 2010
Ensino doméstico & Necessidades Especiais
Alesha tem uma condição tão rara que nem os médicos têm nome para ela. Depois de uns tempos numa escola para crianças com necessidades especiais os pais chegaram à conclusão que o sistema de ensino não tinha a capacidade de ir ao encontro das necessidades da filha e decidiram educá-la em casa.
Mas depois começaram os problemas com a comissão de proteção às crianças. Eles perguntam: por que é que os pais de filhos saudáveis podem educar os filhos em casa sem problemas mas eles não? Dizem tratar-se de discriminação ao deficiente.
Podem ver o vídeo aqui, em inglês.
Mas depois começaram os problemas com a comissão de proteção às crianças. Eles perguntam: por que é que os pais de filhos saudáveis podem educar os filhos em casa sem problemas mas eles não? Dizem tratar-se de discriminação ao deficiente.
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
O dia em que a minha vida mudou
foi o dia em que tive de encarar o facto de que a escola estava destruindo o meu filho
- este é o título de um artigo publicado há 5 dias no Teachers Educational Supplement.
Trata-se da história de uma professora que acaba por descobrir as vantagens do ensino doméstico:
"Houve benefícios para toda a família e em termos de relacionamentos tem sido maravilhoso. Os meus filhos aprendem de uma maneira diferente e têm feito amizades lindas. Tenho achado fascinante observar de perto o modo como as crianças aprendem em ambientes naturais e como têm uma sede incrível de aprender. O ensino doméstico não é apenas uma maneira diferente de educar os nossos filhos: é uma forma de vida."
Podem ler aqui.
- este é o título de um artigo publicado há 5 dias no Teachers Educational Supplement.
Trata-se da história de uma professora que acaba por descobrir as vantagens do ensino doméstico:
"Houve benefícios para toda a família e em termos de relacionamentos tem sido maravilhoso. Os meus filhos aprendem de uma maneira diferente e têm feito amizades lindas. Tenho achado fascinante observar de perto o modo como as crianças aprendem em ambientes naturais e como têm uma sede incrível de aprender. O ensino doméstico não é apenas uma maneira diferente de educar os nossos filhos: é uma forma de vida."
Podem ler aqui.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Pedaços de papel...
Pedaços de papel sem valor nem significado excepto o que lhes é subjectivamente dado pela mente de cada um...E aqui (do início até à pg.23) podem ver a arte da filha do Alan, agora em exibição na Galeria Brown.
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sábado, 10 de abril de 2010
Boas notícias para o ensino doméstico
Em Essex, os pais que optam por educar os filhos em casa estão a comemorar o abandono das controversas propostas de maior regulamentação do ensino doméstico. As propostas incluiam
um sistema anual de registo obrigatório e o direito de invadir a privacidade do lar pelos funcionários publicos. Mas agora, com o Parlamento sendo dissolvido no fim de semana antes das eleições gerais, os deputados decidiram abandonar as propostas.
Michelle, 32, que ensina em casa a filha de 6 anos de idade, está encantada com as notícias:
"As notícias são excelentes e devem-se ao trabalho árduo de todos os pais-educadores que fizeram uma grande campanha de sensibilização sobre a educação em casa. As propostas davam a impressão que havia algo de sinistro no ensino doméstico e isso simplesmente não é verdade. Nós só queremos o melhor para os nossos filhos." [Podem ler o artigo na íntegra, aqui.]
No entanto, segundo este artigo, o ministro Ed Balls já se comprometeu a restabelecer o sistema de registo caso seja re-eleito:
"A nossa intenção é fazer com que todas as propostas que foram rejeitadas sejam incluídas no novo projecto-lei, na primeira sessão do novo Parlamento".
um sistema anual de registo obrigatório e o direito de invadir a privacidade do lar pelos funcionários publicos. Mas agora, com o Parlamento sendo dissolvido no fim de semana antes das eleições gerais, os deputados decidiram abandonar as propostas.
Michelle, 32, que ensina em casa a filha de 6 anos de idade, está encantada com as notícias:
"As notícias são excelentes e devem-se ao trabalho árduo de todos os pais-educadores que fizeram uma grande campanha de sensibilização sobre a educação em casa. As propostas davam a impressão que havia algo de sinistro no ensino doméstico e isso simplesmente não é verdade. Nós só queremos o melhor para os nossos filhos." [Podem ler o artigo na íntegra, aqui.]
No entanto, segundo este artigo, o ministro Ed Balls já se comprometeu a restabelecer o sistema de registo caso seja re-eleito:
"A nossa intenção é fazer com que todas as propostas que foram rejeitadas sejam incluídas no novo projecto-lei, na primeira sessão do novo Parlamento".
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sexta-feira, 9 de abril de 2010
Em vez de educação
E se nós não "educássemos"? Será que acabávamos por ser uma população mais educada?
Imaginem o seguinte: um mundo onde nunca se fala sobre a educação. Em vez disso, as pessoas simplesmente aprendem. Um mundo sem currículos, sem a ideia que todos nós 'temos que aprender' e 'temos que saber' determinadas coisas a determinada idade. Um mundo onde as pessoas têm a liberdade de desabrochar naturalmente. Um mundo com muitos mais caminhos a tomar, muitas mais maneiras de ser. Será que seria muito diferente do nosso mundo actual? Será que as pessoas seriam mais felizes?
Quer dizer, imaginem se andássemos preocupados com a possibilidade dos nossos filhos não conseguirem aprender a andar. E se eles tivessem que passar um exame para demonstrar que eram realmente capazes de andar corretamente? Estou certo de que muitos reprovariam.
A ideia da "educação como algo desagradável e fundamentalmente errado" não é recente e tem sido sugerida por grandes pensadores, como Ivan Illich, John Holt e, mais recentemente, Aaron Falbel.
Em 1976, Holt definiu a educação como "algo que algumas pessoas fazem a outras para seu bem, moldando-as, formando-as e tentando fazê-las aprender o que acham que deveriam saber."
Influenciado por Illich, Holt escreveu:
"Agora, a educação ... parece-me, talvez, a mais autoritária e perigosa de todas as invenções sociais da humanidade. É o alicerce mais profundo do Estado dos escravos modernos, em que a maioria das pessoas sente que não passam de meros produtores, consumidores, espectadores e "fãs", impulsionados cada vez mais, em todas as facetas das suas vidas, pela ganância, inveja e medo. A minha preocupação não é a de melhorar a "educação" mas acabar com ela, acabar com este negócio muito feio e anti-humano de moldar as pessoas, e permitir e ajudar as pessoas a moldarem-se a si mesmas." Instead of Education
John Holt produziu uma revista chamada "Crescer sem Escola"; Falbel sugeriu que deveria ser chamada "Crescer sem Educação".
Falbel escreve, em seu artigo "Crescer sem educação":
"Eu poderia falar sobre a ideia de Holt de ajudar as pessoas a moldarem-se a si mesmas mas vou deixar isso para outra altura. O que eu quero aqui enfatizar é que as críticas que Illich e Holt fazem sobre a educação estão ligadas a uma crítica mais abrangente da sociedade moderna em geral."
Ou seja, a sua oposição à educação faz parte de uma perspectiva política que os homeschoolers podem ou não partilhar. O meu objectivo ao escrever este artigo não é o de convencer os leitores a adotarem essa visão política; mas se os leitores se preocupam sobre o destino da sociedade moderna, eu gostaria de convidá-los a explorar a maneira pela qual a educação é um componente chave do problema que enfrentamos.
Leiam mais aqui. Original aqui.
Imaginem o seguinte: um mundo onde nunca se fala sobre a educação. Em vez disso, as pessoas simplesmente aprendem. Um mundo sem currículos, sem a ideia que todos nós 'temos que aprender' e 'temos que saber' determinadas coisas a determinada idade. Um mundo onde as pessoas têm a liberdade de desabrochar naturalmente. Um mundo com muitos mais caminhos a tomar, muitas mais maneiras de ser. Será que seria muito diferente do nosso mundo actual? Será que as pessoas seriam mais felizes?
Quer dizer, imaginem se andássemos preocupados com a possibilidade dos nossos filhos não conseguirem aprender a andar. E se eles tivessem que passar um exame para demonstrar que eram realmente capazes de andar corretamente? Estou certo de que muitos reprovariam.
A ideia da "educação como algo desagradável e fundamentalmente errado" não é recente e tem sido sugerida por grandes pensadores, como Ivan Illich, John Holt e, mais recentemente, Aaron Falbel.
Em 1976, Holt definiu a educação como "algo que algumas pessoas fazem a outras para seu bem, moldando-as, formando-as e tentando fazê-las aprender o que acham que deveriam saber."
Influenciado por Illich, Holt escreveu:
"Agora, a educação ... parece-me, talvez, a mais autoritária e perigosa de todas as invenções sociais da humanidade. É o alicerce mais profundo do Estado dos escravos modernos, em que a maioria das pessoas sente que não passam de meros produtores, consumidores, espectadores e "fãs", impulsionados cada vez mais, em todas as facetas das suas vidas, pela ganância, inveja e medo. A minha preocupação não é a de melhorar a "educação" mas acabar com ela, acabar com este negócio muito feio e anti-humano de moldar as pessoas, e permitir e ajudar as pessoas a moldarem-se a si mesmas." Instead of Education
John Holt produziu uma revista chamada "Crescer sem Escola"; Falbel sugeriu que deveria ser chamada "Crescer sem Educação".
Falbel escreve, em seu artigo "Crescer sem educação":
"Eu poderia falar sobre a ideia de Holt de ajudar as pessoas a moldarem-se a si mesmas mas vou deixar isso para outra altura. O que eu quero aqui enfatizar é que as críticas que Illich e Holt fazem sobre a educação estão ligadas a uma crítica mais abrangente da sociedade moderna em geral."
Ou seja, a sua oposição à educação faz parte de uma perspectiva política que os homeschoolers podem ou não partilhar. O meu objectivo ao escrever este artigo não é o de convencer os leitores a adotarem essa visão política; mas se os leitores se preocupam sobre o destino da sociedade moderna, eu gostaria de convidá-los a explorar a maneira pela qual a educação é um componente chave do problema que enfrentamos.
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
Dia feliz para a "educação em casa"
O governo britânico abandonou os planos de regulamentação da educação em casa.
Aqui, lemos que a Associação Nacional do Ensino Doméstico, Education Otherwise, se congratulou com o abandono da proposta de um registo obrigatório para as crianças educadas em casa.
"A rejeição desta proposta trouxe uma enorme sensação de alívio", disse a porta-voz Ann Newstead. "Estamos gratos pelo apoio dos deputados da oposição que se deram ao trabalho de ouvir e dialogar com os pais-educadores".
Aqui, lemos que a Associação Nacional do Ensino Doméstico, Education Otherwise, se congratulou com o abandono da proposta de um registo obrigatório para as crianças educadas em casa.
"A rejeição desta proposta trouxe uma enorme sensação de alívio", disse a porta-voz Ann Newstead. "Estamos gratos pelo apoio dos deputados da oposição que se deram ao trabalho de ouvir e dialogar com os pais-educadores".
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Aventuras de Laura no Ensino Doméstico
Trecho de um artigo publicado hoje em The Washington Post:
Antes de ter decidido educar a filha de 10 anos em casa, Laura Brodie era cética. No seu novo livro "Love in a Time of Homeschooling" Laura confessa que achava o ensino domiciliar esquisito e pensava que era praticado apenas por cristãos conservadores e pessoas que vivem fora do sistema. Mas em 2005 a escritora e professora de Inglês na Universidade de Washington e Lee, em Lexington, encontrou a filha mais velha, Julia, escondida no armário em vez de fazer os trabalhos de casa. "Isso, para mim, foi o sinal que tinhamos de fazer mudanças drásticas".
Julia tinha sido sempre uma sonhadora, o tipo de aluno que os professores descrevem como "fora do normal". Ela recusava estrutura e mudança e afastava-se muitas vezes das actividades de grupo. Tinha dificuldades com a ortografia e precisava de tempo extra para a matemática. Depois vieram os testes e as montanhas de deveres de casa.
"Se a mente distraida de Julia tivesse sido o nosso único desafio, eu nunca teria optado pelo ensino domiciliar. Mas, eu ficava olhando para o conteúdo fraco dos testes e trabalhos de casa de Julia e pensando, 'Oh, mas eu poderia fazer muito melhor do que isto."
Podem continuar a ler aqui, em inglês.
Antes de ter decidido educar a filha de 10 anos em casa, Laura Brodie era cética. No seu novo livro "Love in a Time of Homeschooling" Laura confessa que achava o ensino domiciliar esquisito e pensava que era praticado apenas por cristãos conservadores e pessoas que vivem fora do sistema. Mas em 2005 a escritora e professora de Inglês na Universidade de Washington e Lee, em Lexington, encontrou a filha mais velha, Julia, escondida no armário em vez de fazer os trabalhos de casa. "Isso, para mim, foi o sinal que tinhamos de fazer mudanças drásticas".
Julia tinha sido sempre uma sonhadora, o tipo de aluno que os professores descrevem como "fora do normal". Ela recusava estrutura e mudança e afastava-se muitas vezes das actividades de grupo. Tinha dificuldades com a ortografia e precisava de tempo extra para a matemática. Depois vieram os testes e as montanhas de deveres de casa.
"Se a mente distraida de Julia tivesse sido o nosso único desafio, eu nunca teria optado pelo ensino domiciliar. Mas, eu ficava olhando para o conteúdo fraco dos testes e trabalhos de casa de Julia e pensando, 'Oh, mas eu poderia fazer muito melhor do que isto."
Podem continuar a ler aqui, em inglês.
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domingo, 4 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
Exilados para educar os filhos em casa
é o título de um artigo publicado há 10 dias no Times sobre a família alemã exilada nos Estados Unidos:
Mal passavam as 7hrs da manhã num dia frio de Outono de 2006 quando a polícia bateu a porta. Uwe, Hannalore e os 3 filhos permaneceram em silêncio, mal ousando respirar, esperando que a polícia se fosse embora ao não ouvir resposta. Mas a polícia persistiu e ameaçou arrombar a porta. Relutantemente, Uwe, professor de piano, abriu a porta de sua casa em Bissingen, na Alemanha. Pouco tempo depois, a polícia foi-se embora levando 3 dos seus 4 filhos.
O crime deles? Educar os filhos em casa num país onde o ensino domiciliar não só é ilegal mas considerado altamente suspeito e até anti-social.
Podem ler o resto aqui (em inglês).
Entretanto, vim a saber de uma família inglesa que também anda fugida e que colocou um vídeo no YouTube sobre o caso deles - podem ver aqui.
Mal passavam as 7hrs da manhã num dia frio de Outono de 2006 quando a polícia bateu a porta. Uwe, Hannalore e os 3 filhos permaneceram em silêncio, mal ousando respirar, esperando que a polícia se fosse embora ao não ouvir resposta. Mas a polícia persistiu e ameaçou arrombar a porta. Relutantemente, Uwe, professor de piano, abriu a porta de sua casa em Bissingen, na Alemanha. Pouco tempo depois, a polícia foi-se embora levando 3 dos seus 4 filhos.
O crime deles? Educar os filhos em casa num país onde o ensino domiciliar não só é ilegal mas considerado altamente suspeito e até anti-social.
Podem ler o resto aqui (em inglês).
Entretanto, vim a saber de uma família inglesa que também anda fugida e que colocou um vídeo no YouTube sobre o caso deles - podem ver aqui.
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sexta-feira, 2 de abril de 2010
Audiência Pública sobre Educação Domiciliar
Áudio da Audiência Pública sobre Educação Domiciliar que ocorreu no dia 15 de Outubro de 2009 no Brasil.
Podem ouvir o resto aqui.
Podem ouvir o resto aqui.
terça-feira, 23 de março de 2010
Uma canção sem palavras para o Alan
Eu consegui ir ao funeral do Alan mas infelizmente não pude comparecer ao encontro que decorreu em seguida. Mais tarde, nesse mesmo dia, comecei a escrever uma canção - queria que fosse uma canção para o Alan mas acabou por ser mais sobre os meus sentimentos de tristeza devido a esta nossa grande perda em vez de uma celebração de todas as coisas maravilhosas que ele trouxe às nossas vidas. Isso terá de vir mais tarde. Entretanto, desculpem ser um pouco triste mas espero que gostem à mesma...
Com amor, Kit Morgan
domingo, 21 de março de 2010
A Ética do Ensino Doméstico
Será que os pais devem ter a possibilidade de educar os filhos em casa, fora do sistema de ensino regular?
Aprender em casa é algo bastante comum nos Estados Unidos mas é ilegal na Alemanha e na Suécia, onde em breve um projecto-lei vai ser apresentado ao Parlamento que tornará o ensino doméstico impossível, a menos que a criança seja incapaz de frequentar a escola.
James Coomarasamy, de Europe Today, examina estas questões em pormenor, com contribuições de:
* Michael Steininger, correspondente da BBC, que entrevista uma família que educa os filhos em casa na Alemanha
* Ostberg Bertil, Secretário de Estado da Educação da Suécia
* Graham Badman, o autor de um controverso relatório recomendando uma maior regulamentação do ensino doméstico no Reino Unido
* Peter Kowalke, dos Estados Unidos, que foi educado em casa e produziu o filme Growing Without Schooling.
* Annette Taberner, portavoz da Education Otherwise, uma instituição sem fins lucrativos que apoia as famílias que educam os filhos em casa no Reino Unido
Aprender em casa é algo bastante comum nos Estados Unidos mas é ilegal na Alemanha e na Suécia, onde em breve um projecto-lei vai ser apresentado ao Parlamento que tornará o ensino doméstico impossível, a menos que a criança seja incapaz de frequentar a escola.
James Coomarasamy, de Europe Today, examina estas questões em pormenor, com contribuições de:
* Michael Steininger, correspondente da BBC, que entrevista uma família que educa os filhos em casa na Alemanha
* Ostberg Bertil, Secretário de Estado da Educação da Suécia
* Graham Badman, o autor de um controverso relatório recomendando uma maior regulamentação do ensino doméstico no Reino Unido
* Peter Kowalke, dos Estados Unidos, que foi educado em casa e produziu o filme Growing Without Schooling.
* Annette Taberner, portavoz da Education Otherwise, uma instituição sem fins lucrativos que apoia as famílias que educam os filhos em casa no Reino Unido
terça-feira, 16 de março de 2010
Um funeral budista
Queridas, obrigada pelas vossas palavras de apoio. Tenho andado ocupada a organisar o ritual. Tem sido um processo transformacional incrível. O funeral vai ser na sexta-feira. Podem dar uma olhada aqui. Entretanto, deixo-vos uma tradução feita à pressa de um poema que me inspirou.


Contemplação sobre o Não-Vir e o Não-Ir
Por Thich Nhat Hanh
Este corpo não sou eu
Eu sou vida sem limites
Nunca nasci
E nunca morri
Olhem para o oceano e para o céu cheio de estrelas
Manifestações da minha maravilhosa mente
Desde antes do tempo existir, que sou livre
O nascimento e a morte são meras portas por onde passamos
Limiares sagrados na nossa jornada
Nascer e morrer é como brincar às escondidas
Por Thich Nhat Hanh
Este corpo não sou eu
Eu sou vida sem limites
Nunca nasci
E nunca morri
Olhem para o oceano e para o céu cheio de estrelas
Manifestações da minha maravilhosa mente
Desde antes do tempo existir, que sou livre
O nascimento e a morte são meras portas por onde passamos
Limiares sagrados na nossa jornada
Nascer e morrer é como brincar às escondidas
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sábado, 6 de março de 2010
A dança da vida e da morte
Disse o Buda:Esta nossa existência é transitória como as nuvens de outono.
Ver o nascimento e a morte dos seres
é como olhar os movimentos de uma dança.
Uma vida é como um clarão de um relâmpago no céu,
rápida como uma torrente que se precipita montanha abaixo.
Sogyal Rinpoche, em "O Livro Tibetano do Viver e do Morrer"
O Alan faleceu na passada quarta feira.
Um Funeral Budista
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