Este blog partilha informação sobre o homeschooling e o unschooling - ensino doméstico ou educação domiciliar. Para navegarem o site, usem os links acima e, para os posts de 2011, o botão da pesquisa na barra direita. Facebook: Aprender Sem Escola Email: aprendersemescola@gmail.com

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Raptado pelo Estado


O caso de Domenic Johansson continua. Já tinha falado sobre este caso aqui, da história do menino de 8 anos que foi separado da família pelas autoridades suecas porque os pais decidiram educá-lo em casa. Este caso desencadeou um protesto a nível internacional por parte de grupos de direitos humanos, organizações americanas de ensino domiciliar e activistas na internet.

Podem ler mais aqui, um artigo com links para o blogue dos amigos de Domenic e para a página no facebook.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ensino domiciliar: forma alternativa de educação

As mulheres que optam por fazer uma carreira de mãe em tempo integral também podem optar por assumir o controlo total da educação dos filhos através da "escola em casa".

Em muitos países desenvolvidos, principalmente nos Estados Unidos, a "escola em casa", ou ensino domiciliar, é uma alternativa aceitável para a educação formal. E muitos pais no Brasil estão descobrindo que é um esquema que funciona muito bem.

Uma mãe, Cielo é Vilchez, já pratica a "escola em casa" com os 2 filhos há 9 anos:

"Isso é o que eu gosto sobre a educação em casa; os meus filhos ainda podem ter aulas, mesmo quando há um tufão", diz ela alegremente. No entanto, salienta que "os parâmetros de disciplina e os horários tem de ser claros com as crianças."

Visualizar o resto aqui.

domingo, 13 de junho de 2010

Pequenos cantores aprendem sem escola



Uma canção pelas crianças do grupo do ensino doméstico de Epson & Sutton. Mais aqui.

sábado, 12 de junho de 2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O prazer de uma vida simples

Ontem fui visitar um amigo que mora perto de Stroud,

uma vila onde o ensino domiciliar é normal,

onde muitos cultivam alimentos orgânicos,

optam por uma dieta vegetariana

e constantemente reinventam as suas vidas...


Foi um dia bem passado; que bom ter amigos!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Citações - A.S. Neill

A maior parte dos trabalhos que os adolescentes fazem na escola é pura e simplesmente um desperdício de tempo, energia e paciência. A escola rouba a juventude do seu direito de brincar e brincar e brincar, e coloca cabeças velhas sobre ombros jovens.
~ A.S. Neill

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Paul Simon - Kodachrome



When I think back
On all the crap I learned in high school
It's a wonder
I can think at all
And though my lack of education
Hasn't hurt me none
I can read the writing on the wall...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Saladas vivas...

e os morangos que plantámos pela primeira vez

no ano passado, lembram-se?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

domingo, 6 de junho de 2010

Gever Tulley: Re-imaginar a Educação

Gever Tulley exorta-nos a deixar de pensar sobre a educação como algo que fazemos a outras pessoas e começar a pensar nas pessoas como "aprendentes" vorazes e auto-direcionados. A não perder.

sábado, 5 de junho de 2010

Christopher Paolini, escritor, educado em casa

Aos 15 anos de idade, Christopher Paolini decidiu escrever a sua primeira obra de ficção: Eragon. O resultado? Um contracto para três livros com a Knopf e a venda dos direitos para o filme à FOX 2000! O jovem autor atribui o seu sucesso ao ensino doméstico.



Podem ver o resto da entrevista aqui.

"O que fiz só foi possível porque os meus pais foram dedicados e gostavam de nós o suficiente para matricularem, a mim e à minha irmã, no ensino doméstico. A minha mãe, uma ex-professora do método Montessori e autora de vários livros para crianças, arranjou tempo para nos ensinar todos os dias. Além das lições dos livros escolares, ela deu-nos muitos exercícios para estimular a criatividade".

sexta-feira, 4 de junho de 2010

La educación en casa en España

No es educación a distancia ni una moda antisistema. La educación en casa, también conocida como homeschooling, es la alternativa preferida por muchas familias -dos millones de niños en Estados Unidos y más de 2.000 familias en España- de todas las clases sociales y creencias.

ALBA ha hablado con algunas de ellas de las que trasladamos muchos testimonios pero pocos nombres. ¿El motivo? En España este tipo de educación no es legal, aunque tampoco ilegal; simplemente no está regulado y las familias se encuentran a menudo con problemas con la Administración, que llega a acusarles de abandono de los hijos y a éstos de absentismo.

Continua aqui.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Unschooling: imaginem viver sem escola

Para a família Martin, o ritual matinal de ajudar a preparar e levar os filhos para a escola é um conceito estranho. Vivem como se a escola não existisse. Ficam em casa mas não estão praticando o ensino domiciliar - fazem o "unschooling". No seu mundo não existem livros didáticos, testes nem educação formal.

"Imaginem viver sem escola, como nos fins de semana. Nós acordamos, tomamos o café da manhã e depois dedicamo-nos às coisas que nos despertam o interesse", disse Dayna Martin, mãe de 4 filhos.

Dayna não acredita que os filhos precisam de ir escola para aprender. Faz parte de um movimento que segue uma nova abordagem à educação e à parentalidade.

Podem ler o artigo da ABC News aqui [inclui vídeo] e aqui.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ken Robinson menciona o ensino domiciliar

nesta palestra mais recente.


Fonte

domingo, 30 de maio de 2010

As crianças sabem aprender... até irem para a escola...

Fico muitas vezes confusa ao ler sobre a importância do "aprender a aprender." Parece ser a frase do dia entre os que se auto-descrevem como educadores progressistas, autores de livros, críticos da escola e os que promovem a participação nas instituições de ensino pré-escolar cada vez mais cedo.

Podemos treinar algumas crianças - assim como treinamos cães - a sentarem-se caladinhas, a ouvir, memorizar e regurgitar. E sem falarmos do crime que é o roubo da sua infância, esse treino não tem nada a ver com ensiná-las a aprender. Seria mais honesto admitirmos que é uma simples justificativa para arrebanharmos as crianças num lugar supostamente seguro para que os pais possam ir trabalhar.

As crianças não precisam de ser ensinadas a aprender; elas já nascem com essa capacidade.

Podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui.

sábado, 22 de maio de 2010

Quando a escola é em casa

Há famílias que optam por ensinar os filhos em casa, sem a obrigação de cumprir horários e currículos rígidos. A lei portuguesa reconhece aos pais o direito de educarem os próprios filhos e a modalidade do ensino doméstico está a ganhar adeptos. A Notícias Magazine mostra o dia-a-dia de quatro famílias e dá conta das motivações que as levaram a assumir as rédeas do ensino nos primeiros anos de escolaridade. Alexandre, Catarina, Ísis, Merlin e Malte não escutam o toque da campainha para entrar ou sair da sala de aulas. Aprendem «ao ritmo da vida».

Podem ler o artigo, por Gabriela Oliveira e Eduarda Sousa, aqui.
[se o link estiver quebrado podem ler o resto nos comentários]

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Flexi-escola, o melhor dos dois mundos

Niamh, 6 anos e meio, está em casa no jardim à procura de ovos dentro do galinheiro. Depois, vai para dentro de casa ler enciclopédias cheias de imagens, pausando ocasionalmente para dizer ou perguntar algo. É quinta-feira e estamos no período escolar mas ela não está na escola. E também não vai à escola às terças ou sextas-feiras à tarde, embora esteja matriculada. Niamh não está a faltar às aulas - ela optou pela flexi-escola. Na Inglaterra, a educação partilhada entre a casa e a escola é uma opção legal para qualquer aluno desde que o director da escola concorde.

O número exacto de flexi-alunos no Reino Unido é desconhecido mas há pelo menos 400, principalmente nas escolas primárias, e os números estão a crescer lentamente. Alguns pais, como eu, querem um compromisso entre o ensino doméstico e escola em tempo integral. No início, eu pensei optar pela educação em casa para Niamh: queria que ela tivesse a oportunidade de aprender informalmente, de ter bastante liberdade e de passar tempo em família.

Como ex-professora primária sabia que tinha a capacidade de orientar a educação da minha filha mas não estava convencida que tinha tempo e energia para me comprometer a este projecto a tempo inteiro, e sabia que Niamh beneficiaria do contacto regular com outras crianças da sua idade. Ao pesquisar alternativas encontrei o livro "Free Range Education", uma coletânea de ensaios, um deles sobre a flexi-escola, ou seja, escola em tempo parcial. Para mim, a solução ideal!

Podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui.

sábado, 15 de maio de 2010

Música na Comunidade - Minorias étnicas



Sound World foi um projecto de Música na Comunidade com pessoas idosas de minorias étnicas em Bath, Inglaterra. Uma vez por semana, durante 6 meses, trabalhei com o grupo no centro de dia. O projecto foi financiado pela Gulbenkian e coordenado por Awakening Community Music em parceria com Black and Other Ethnic Minorities Senior Citizens Project e North East Somerset Arts. Se quiserem ouvir mais, cliquem aqui e aqui.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Música na Comunidade - Saúde Mental II

Continuação daqui.



Steve nunca participava no grupo, preferindo ficar silenciosamente noutra sala. Um dia vim a descobrir que no passado tinha tocado saxofone mas tinha deixado de tocar há mais de 10 anos devido a uma depressão desencadeada pelo suicídio de um amigo. Era um amigo especial que na altura fazia parte do mesmo grupo musical que ele. Um dia, inesperadamente, apareceu com o saxofone e, ao ouvir-me brincar no teclado, resolveu juntar-se a mim. O resultado? Esta improvisação.

Tenho um blog privado sobre a Música na Comunidade.
Se quiserem acessar, enviem um email explicando o motivo da vossa curiosidade.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Música na Comunidade - Música & Saúde Mental

Agora que estou para começar um novo capítulo na minha vida resolvi fazer uma pausa e reflectir sobre o meu percurso antes de seguir caminho. Talvez vocês não estejam a par disto, mas durante anos dediquei-me à música na comunidade, usando a música como um meio para promover o desenvolvimento pessoal e comunitário. E neste momento estou envolvida num projecto comunitário de música e interespiritualidade.

Um dos projectos que facilitei envolveu vários grupos de pessoas que estavam sofrendo de problemas emocionais. O poder terapêutico da música é incrível. Através da música podemos satisfazer a nossa necessidade de auto-expressão, auto-conhecimento, conexão - com o eu, o outro e o todo (transcendência).



Trabalhei com este grupo durante umas 10 semanas. Os participantes não eram músicos nem nunca aprenderam música. O resultado foi este.

Infelizmente a foto não mostra todos os participantes mas mostra o James, à esquerda, uma das primeiras pessoas que conheci quando vim viver para a Inglaterra e que vocês talvez também conheçam: foi ele quem compôs everybody's gotta learn sometime. Muito simpático, deixou-nos usar o seu estúdio. Eu sou a que está meio agachada... Quase que me dá vontade de voltar a fazer este tipo de trabalho!

Aqui fica a letra:

Hearts and Minds

Going back through the years
Chasing out all those tears
Why you had to go away
When all that I wanted was for you to stay?

Hearts and minds, please be kind
Hearts and minds, please be kind
Hearts and minds, be kind

Take away, take away this pain
Don't give us too much strain
Take it easy you're not to blame
Stay sane and let us light the flame

All the pain you made me feel
Is it made belief or real
You always try to make me laugh
Help us get on to the right path

Continua aqui.

Ver também o meu blog sobre a Música na Comunidade.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Educada em casa, candidata ao parlamento

Nicola começou a estudar canto clássico no Trinity College of Music aos 14 anos de idade e foi educada em casa na fase do ensino secundário (10 ao 12 ano). Depois disso completou um mestrado em musicologia em Cambridge... e trabalhou como voluntária em Africa. Agora está prestes a tornar-se membro do parlamento a tempo inteiro, como podem verificar aqui.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Sabedoria de Confúcio


O mestre disse: Por natureza, os homens são próximos; a educação é que os afasta.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Homeschooling e Unschooling na India

Em Poone, na India, Urmila Samson fala sobre o Homeschooling e Unschooling com o objectivo de desencadear uma nova maneira de pensar sobre todas as esferas da educação.



Para que isto aconteça temos de começar com cada um de nós, olhando para o nosso interior, os nossos condicionamentos, a nossa experiência...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Deixem as crianças ir e vir livremente

Anne Sulivan com Hellen Keller em 1888

"Estou começando a suspeitar de todos os sistemas de educação especiais e elaborados. Eles parecem-me serem construídos sobre o pressuposto de que cada criança é uma espécie de idiota que tem de ser ensinada a pensar. Na verdade, se as crianças forem entregues a si próprias, pensarão mais e melhor, se bem que de uma maneira menos teatral.

Deixem-nas ir e vir livremente, deixem-nas tocar coisas reais, deixem que elas próprias combinem suas impressões, em vez de sentá-las dentro de salas de aula em mesinhas redondas, enquanto um professor de voz doce sugere que construam paredes de pedra com blocos de madeira, façam arco-íris com tiras de papel colorido ou plantem árvores de palha em vasos de flores.

Este tipo de ensino enche a mente com associações artificiais que têm de ser eliminadas, antes das crianças poderem desenvolver ideias independentes a partir de experiências no mundo real. " - Anne Sullivan

domingo, 2 de maio de 2010

Homeschoolers: músicos e dançarinos



O Clã Willis é uma família de músicos, dançarinos, escritores e artistas. Os 11 filhos aprendem em casa; o mais novo nasceu recentemente, o mais velho tem 17 anos.

"Imaginam um dia típico na nossa casa? É sempre uma loucura - no sentido positivo! É uma luta constante para manter a nossa programação e a nossa criatividade ", dizem os pais, Toby e Brenda.

A família de homeschoolers percorreu os Estados Unidos ganhando competições de música e dança. No verão passado alcançaram um nível que lhes permitiu competir na Irlanda.

Seguindo os passos da famosa banda irlandesa The Corrs, combinam música tradicional irlandesa com elementos pop e rock.

Fonte

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Mais um livro sobre o homeschooling

Se pensam que o homeschooling é apenas para ideólogos da direita cristã determinados a proteger os filhos de pensamentos perniciosos, Laura Brodie irá concerteza fazer-vos pensar duas vezes.
A professora universitária de Inglês narra a sua incursão na educação em casa no livro Love in a Time of Homeschooling.

Ao ver a filha mais velha cada vez mais insatisfeita com a enorme regimentação do sistema escolar, Laura decidiu experimentar assumir a responsibilidade pela educação dela durante um ano, apesar do ceticismo do marido, família e amigos.

O que transpareceu foi um ano repleto de viagens de estudo e aulas de violino, bem como argumentos e frustração. Ao longo do ano Laura foi ficando cada vez mais crítica dos padrões de aprendizagem nas escolas mas, mais importante, o ano foi uma educação em si.

Fonte - Podem encomendar o livro aqui.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A familia que desescolarizou os filhos

Os filhos aprendem na "escola da vida", sem currículo nem livros didáticos .

A mãe e o pai são os encarregados de educação. Não há professores nem ensino formal. Os Beigler praticam o unschooling.

"Somos 100% responsáveis pela educação dos nossos filhos", disse Phil, pai de Shaun, que tem 13 anos, e de Kimi, uma adolescente de 15 anos de idade.

"Unschooling é a auto-aprendizagem ao longo da vida"
, continua Christine, a mãe.

"Kimi e Shaun podem explorar todas as áreas que lhes despertam o interesse. Não seguimos livros didáticos nem nenhum currículo. Eles não precisam de passar pelo mesmo processo de moldagem a que o resto dos outros miudos tem de se submeter. Temos-lhes dado toda a orientação que precisam, incluindo sobre o modo de tomar decisões - por exemplo, sobre o que aprender e quando", dizem os pais.

Podem ler o resto aqui, em inglês [inclui vídeo].

terça-feira, 20 de abril de 2010

Viver como se a escola não existesse

As crianças da familia Biegler vivem como se a escola não existesse. Esta abordagem à educação, conhecida como unschooling, permite que as crianças tomem as suas próprias decisões.

Não vão à escola mas não estão sendo educados em casa da maneira tradicional. O seu mundo não inclui livros didáticos, testes nem aulas formais.

E mais, esta abordagem liberal abrange outras áreas da vida dos filhos: eles tomam as suas próprias decisões, não seguem regras nem fazem trabalhos de casa.

Christine e Phil, de Massachusetts, dizem ser "unschoolers radicais." Deixam os filhos decidir o que querem aprender e quando querem aprender.

"O essencial é confiar nos nossos filhos ... confiar que eles vão descobrir os seus próprios interesses", disse Yablonski na entrevista que podem ver aqui [vídeo] e aqui.

sábado, 17 de abril de 2010

Jornalista do ano foi educada em casa

O prémio de jornalista do ano foi para Caitlin Moran, que foi educada em casa. Aqui, ela descreve a sua experiência do ensino doméstico. Deixo-vos uma pequena passagem:

"Eu sou a mais velha de 8 filhos e todos nós fomos educados pelos nossos pais numa casa muito modesta com 3 quartos em Wolverhampton. Nenhum de nós foi à escola depois de 1986, quando eu tinha 11 anos.

O que toda a gente automaticamente pensa é que os nossos pais nos davam aulas, à maneira tradicional. Há 20 anos atrás - tinha eu 14 anos - teria-lhes muito seriamente informado sobre a natureza da educação em casa: sobre a aprendizagem direcionada pelas próprias crianças e o papel dos pais-educadores nesta filosofia educacional.

Porém, pelo menos durante estas 2 ultimas décadas, sempre que nos perguntam "Então, os teus pais é que davam as lições?", eu - e os meus 7 irmãos educados em casa - começamos simplesmente a rir histericamente, abanando a cabeça, ocasionalmente emitindo o estranho, incrédulo som: "Nãããão!!!!".

Fonte

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ensino doméstico & Necessidades Especiais

Alesha tem uma condição tão rara que nem os médicos têm nome para ela. Depois de uns tempos numa escola para crianças com necessidades especiais os pais chegaram à conclusão que o sistema de ensino não tinha a capacidade de ir ao encontro das necessidades da filha e decidiram educá-la em casa.

Mas depois começaram os problemas com a comissão de proteção às crianças. Eles perguntam: por que é que os pais de filhos saudáveis podem educar os filhos em casa sem problemas mas eles não? Dizem tratar-se de discriminação ao deficiente.

Podem ver o vídeo aqui, em inglês.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O dia em que a minha vida mudou

foi o dia em que tive de encarar o facto de que a escola estava destruindo o meu filho

-
este é o título de um artigo publicado há 5 dias no Teachers Educational Supplement.

Trata-se da história de uma professora que acaba por descobrir as vantagens do ensino doméstico:

"Houve benefícios para toda a família e em termos de relacionamentos tem sido maravilhoso. Os meus filhos aprendem de uma maneira diferente e têm feito amizades lindas. Tenho achado fascinante observar de perto o modo como as crianças aprendem em ambientes naturais e como têm uma sede incrível de aprender. O ensino doméstico não é apenas uma maneira diferente de educar os nossos filhos: é uma forma de vida."

Podem ler aqui.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Pedaços de papel...

Pedaços de papel sem valor nem significado excepto o que lhes é subjectivamente dado pela mente de cada um...

E aqui (do início até à pg.23) podem ver a arte da filha do Alan, agora em exibição na Galeria Brown.

sábado, 10 de abril de 2010

Boas notícias para o ensino doméstico

Em Essex, os pais que optam por educar os filhos em casa estão a comemorar o abandono das controversas propostas de maior regulamentação do ensino doméstico. As propostas incluiam
um sistema anual de registo obrigatório e o direito de invadir a privacidade do lar pelos funcionários publicos. Mas agora, com o Parlamento sendo dissolvido no fim de semana antes das eleições gerais, os deputados decidiram abandonar as propostas.

Michelle, 32, que ensina em casa a filha de 6 anos de idade, está encantada com as notícias:

"As notícias são excelentes e devem-se ao trabalho árduo de todos os pais-educadores que fizeram uma grande campanha de sensibilização sobre a educação em casa. As propostas davam a impressão que havia algo de sinistro no ensino doméstico e isso simplesmente não é verdade. Nós só queremos o melhor para os nossos filhos." [Podem ler o artigo na íntegra, aqui.]

No entanto, segundo este artigo, o ministro Ed Balls já se comprometeu a restabelecer o sistema de registo caso seja re-eleito:

"A nossa intenção é fazer com que todas as propostas que foram rejeitadas sejam incluídas no novo projecto-lei, na primeira sessão do novo Parlamento".

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Em vez de educação

E se nós não "educássemos"? Será que acabávamos por ser uma população mais educada?

Imaginem o seguinte: um mundo onde nunca se fala sobre a educação. Em vez disso, as pessoas simplesmente aprendem. Um mundo sem currículos, sem a ideia que todos nós 'temos que aprender' e 'temos que saber' determinadas coisas a determinada idade. Um mundo onde as pessoas têm a liberdade de desabrochar naturalmente. Um mundo com muitos mais caminhos a tomar, muitas mais maneiras de ser. Será que seria muito diferente do nosso mundo actual? Será que as pessoas seriam mais felizes?

Quer dizer, imaginem se andássemos preocupados com a possibilidade dos nossos filhos não conseguirem aprender a andar. E se eles tivessem que passar um exame para demonstrar que eram realmente capazes de andar corretamente? Estou certo de que muitos reprovariam.

A ideia da "educação como algo desagradável e fundamentalmente errado" não é recente e tem sido sugerida por grandes pensadores, como Ivan Illich, John Holt e, mais recentemente, Aaron Falbel.

Em 1976, Holt definiu a educação como "algo que algumas pessoas fazem a outras para seu bem, moldando-as, formando-as e tentando fazê-las aprender o que acham que deveriam saber."

Influenciado por Illich, Holt escreveu:

"Agora, a educação ... parece-me, talvez, a mais autoritária e perigosa de todas as invenções sociais da humanidade. É o alicerce mais profundo do Estado dos escravos modernos, em que a maioria das pessoas sente que não passam de meros produtores, consumidores, espectadores e "fãs", impulsionados cada vez mais, em todas as facetas das suas vidas, pela ganância, inveja e medo. A minha preocupação não é a de melhorar a "educação" mas acabar com ela, acabar com este negócio muito feio e anti-humano de moldar as pessoas, e permitir e ajudar as pessoas a moldarem-se a si mesmas." Instead of Education

John Holt produziu uma revista chamada "Crescer sem Escola"; Falbel sugeriu que deveria ser chamada "Crescer sem Educação".

Falbel escreve, em seu artigo "Crescer sem educação":

"Eu poderia falar sobre a ideia de Holt de ajudar as pessoas a moldarem-se a si mesmas mas vou deixar isso para outra altura. O que eu quero aqui enfatizar é que as críticas que Illich e Holt fazem sobre a educação estão ligadas a uma crítica mais abrangente da sociedade moderna em geral."

Ou seja, a sua oposição à educação faz parte de uma perspectiva política que os homeschoolers podem ou não partilhar. O meu objectivo ao escrever este artigo não é o de convencer os leitores a adotarem essa visão política; mas se os leitores se preocupam sobre o destino da sociedade moderna, eu gostaria de convidá-los a explorar a maneira pela qual a educação é um componente chave do problema que enfrentamos.

Leiam mais aqui. Original aqui.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Dia feliz para a "educação em casa"

O governo britânico abandonou os planos de regulamentação da educação em casa.

Aqui, lemos que a Associação Nacional do Ensino Doméstico, Education Otherwise, se congratulou com o abandono da proposta de um registo obrigatório para as crianças educadas em casa.

"A rejeição desta proposta trouxe uma enorme sensação de alívio", disse a porta-voz Ann Newstead. "Estamos gratos pelo apoio dos deputados da oposição que se deram ao trabalho de ouvir e dialogar com os pais-educadores".

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Aventuras de Laura no Ensino Doméstico

Trecho de um artigo publicado hoje em The Washington Post:

Antes de ter decidido educar a filha de 10 anos em casa, Laura Brodie era cética. No seu novo livro "Love in a Time of Homeschooling" Laura confessa que achava o ensino domiciliar esquisito e pensava que era praticado apenas por cristãos conservadores e pessoas que vivem fora do sistema. Mas em 2005 a escritora e professora de Inglês na Universidade de Washington e Lee, em Lexington, encontrou a filha mais velha, Julia, escondida no armário em vez de fazer os trabalhos de casa. "Isso, para mim, foi o sinal que tinhamos de fazer mudanças drásticas".

Julia tinha sido sempre uma sonhadora, o tipo de aluno que os professores descrevem como "fora do normal". Ela recusava estrutura e mudança e afastava-se muitas vezes das actividades de grupo. Tinha dificuldades com a ortografia e precisava de tempo extra para a matemática. Depois vieram os testes e as montanhas de deveres de casa.

"Se a mente distraida de Julia tivesse sido o nosso único desafio, eu nunca teria optado pelo ensino domiciliar. Mas, eu ficava olhando para o conteúdo fraco dos testes e trabalhos de casa de Julia e pensando, 'Oh, mas eu poderia fazer muito melhor do que isto."

Podem continuar a ler aqui, em inglês.

domingo, 4 de abril de 2010

sábado, 3 de abril de 2010

Exilados para educar os filhos em casa

é o título de um artigo publicado há 10 dias no Times sobre a família alemã exilada nos Estados Unidos:

Mal passavam as 7hrs da manhã num dia frio de Outono de 2006 quando a polícia bateu a porta. Uwe, Hannalore e os 3 filhos permaneceram em silêncio, mal ousando respirar, esperando que a polícia se fosse embora ao não ouvir resposta. Mas a polícia persistiu e ameaçou arrombar a porta. Relutantemente, Uwe, professor de piano, abriu a porta de sua casa em Bissingen, na Alemanha. Pouco tempo depois, a polícia foi-se embora levando 3 dos seus 4 filhos.

O crime deles? Educar os filhos em casa num país onde o ensino domiciliar não só é ilegal mas considerado altamente suspeito e até anti-social.


Podem ler o resto aqui (em inglês).

Entretanto, vim a saber de uma família inglesa que também anda fugida e que colocou um vídeo no YouTube sobre o caso deles - podem ver aqui.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Audiência Pública sobre Educação Domiciliar

Áudio da Audiência Pública sobre Educação Domiciliar que ocorreu no dia 15 de Outubro de 2009 no Brasil.



Podem ouvir o resto aqui.

terça-feira, 23 de março de 2010

Uma canção sem palavras para o Alan



Eu consegui ir ao funeral do Alan mas infelizmente não pude comparecer ao encontro que decorreu em seguida. Mais tarde, nesse mesmo dia, comecei a escrever uma canção - queria que fosse uma canção para o Alan mas acabou por ser mais sobre os meus sentimentos de tristeza devido a esta nossa grande perda em vez de uma celebração de todas as coisas maravilhosas que ele trouxe às nossas vidas. Isso terá de vir mais tarde. Entretanto, desculpem ser um pouco triste mas espero que gostem à mesma...

Com amor, Kit Morgan

domingo, 21 de março de 2010

A Ética do Ensino Doméstico

Será que os pais devem ter a possibilidade de educar os filhos em casa, fora do sistema de ensino regular?

Aprender em casa é algo bastante comum nos Estados Unidos mas é ilegal na Alemanha e na Suécia, onde em breve um projecto-lei vai ser apresentado ao Parlamento que tornará o ensino doméstico impossível, a menos que a criança seja incapaz de frequentar a escola.

James Coomarasamy, de Europe Today, examina estas questões em pormenor, com contribuições de:

* Michael Steininger, correspondente da BBC, que entrevista uma família que educa os filhos em casa na Alemanha

* Ostberg Bertil, Secretário de Estado da Educação da Suécia

* Graham Badman, o autor de um controverso relatório recomendando uma maior regulamentação do ensino doméstico no Reino Unido

* Peter Kowalke, dos Estados Unidos, que foi educado em casa e produziu o filme Growing Without Schooling.

* Annette Taberner, portavoz da Education Otherwise, uma instituição sem fins lucrativos que apoia as famílias que educam os filhos em casa no Reino Unido

terça-feira, 16 de março de 2010

Um funeral budista

Queridas, obrigada pelas vossas palavras de apoio. Tenho andado ocupada a organisar o ritual. Tem sido um processo transformacional incrível. O funeral vai ser na sexta-feira. Podem dar uma olhada aqui. Entretanto, deixo-vos uma tradução feita à pressa de um poema que me inspirou.



Contemplação sobre o Não-Vir e o Não-Ir
Por Thich Nhat Hanh

Este corpo não sou eu
Eu sou vida sem limites
Nunca nasci
E nunca morri

Olhem para o oceano e para o céu cheio de estrelas
Manifestações da minha maravilhosa mente
Desde antes do tempo existir, que sou livre

O nascimento e a morte são meras portas por onde passamos
Limiares sagrados na nossa jornada
Nascer e morrer é como brincar às escondidas

sábado, 6 de março de 2010

A dança da vida e da morte

Disse o Buda:

Esta nossa existência é transitória como as nuvens de outono.
Ver o nascimento e a morte dos seres
é como olhar os movimentos de uma dança.
Uma vida é como um clarão de um relâmpago no céu,
rápida como uma torrente que se precipita montanha abaixo.

Sogyal Rinpoche, em "O Livro Tibetano do Viver e do Morrer"

O Alan faleceu na passada quarta feira.

Um Funeral Budista

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Por onde andámos: País de Gales





Aprender a Ler Sem Escola II

Trecho de Children Teach Themselves to Read: unschoolers' accounts of how their children taught themselves to read, por Peter Gray, professor e pesquisador de psicologia no Boston College. Começa aqui.

2. Crianças motivadas passam muito rapidamente da não-leitura à leitura fluente.

Em alguns casos, as crianças que aprendem fora da escola parecem aprender a ler de um dia para o outro. Por exemplo, Lisa W. escreveu: "O nosso segundo filho, que pensa em imagens, só aprendeu a ler aos 7 anos. Durante anos, ou conseguia compreender o que precisava saber a partir de pistas pictóricas ou, quando não conseguia, pedia ao irmão mais velho para ler. Lembro-me do dia em que começou a ler. Tinha pedido ao irmão mais velho para ler algo no computador e o irmão respondeu: "Tenho mais que fazer do que ler para ti", e virou-lhe as costas. Passado uns dias já estava a ler bastante bem."

Diane, escreveu: "A minha primeira filha não sabia ler quando fez os 5 anos em Março mas no final desse ano já sabia ler fluentemente em voz alta, sem pausas nem hesitações." E Kate relata que aos 9 anos o seu filho "aprendeu sozinho a ler" num mês. Nesse intervalo de tempo ele trabalhou deliberadamente na leitura por sua iniciativa própria e progrediu imenso, deixando de ser um leitor fraco e hesitante ele passou a ler com muita fluência, muito para além do que seria esperado numa escola normal."

Tais progressões graduais na habilidade de leitura pode ocorrer, pelo menos em parte, porque fases de aprendizagem menos óbvias tinham passado despercebido pelo observador. Karen atribui o rápido desabrochar que observou no filho a um ganho repentino de auto-confiança. Ela escreveu: "Durante o Verão passado, filho A [agora com 7 anos] deixou de esconder a sua capacidade e passou a ler capítulos de livros. Num verão! Agora, seis meses depois, ele sente-se suficientemente confiante na sua capacidade de leitura. Frequentemente dou com ele lendo em voz alta para a irmã quando me levanto de manhã. Ele até se oferece para ler para mim e para o pai. Que bom que nunca o pressionámos! "

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ensino doméstico a bordo de um barco

Já conhecem a história de Heloísa Schürmann? A professora e proprietária de uma escola de inglês que circunavegou o mundo num veleiro com a família, educando os 3 filhos no barco? Ela agora faz parte da nossa rede do Ning e gostaria de partilhar as suas experiências conosco. Há pouco tempo fez uma entrevista, que podem ler aqui na íntegra. Entretanto, deixo aqui um trecho.

Heloísa Schürmann: “A disciplina foi o fator fundamental para que desse certo. Eles tinham um horário para as aulas, para o lazer e para fazer deveres. Eles tinham aulas todos dias, podia ser de manhã ou a tarde. O que ajudou muito para o aprendizado deles foi o fato de que, desde cedo, as crianças gostavam de ler. Fazíamos muita pesquisa de campo, trabalhos em bibliotecas e contamos com ajuda de velejadores que nos ajudavam nas matérias que tínhamos dificuldades. As crianças se tornaram autodidatas, pesquisaram e aprenderam diversos assuntos que eles tinham interesse e não estavam em nenhum currículo escolar”.

O que dizem os filhos?

Wilhelm Schurmann (agora com 33 anos): “Eu passei 10 anos no mar e minha mãe foi minha professora. No início, eu tinha 7 anos, foi bem difícil, pois eu queria ir nadar, brincar na praia e com um dia bonito eu tinha que ficar no barco estudando. Mas aos poucos fui vendo que todos meus amigos também tinham que estudar nos seus veleiros e, então, combinámos todos de ter aulas de manhã e sair à tarde. Aprendi que se eu adiantasse meus deveres, os que eu podia fazer sozinho, as redações, geografia, história, ciências, e alguns de matemática, me sobrava mais tempo para fazer windsurf. Eu aproveitava os dias de chuva, ou quando estávamos navegando, para adiantá-los. Funcionava bem. Eu estudei o segundo grau pela escola de correspondência da Nova Zelandia e me formei em Desenho Técnico. Às vezes, eu ficava várias noites tentando resolver um problema. Fazia desenho, fazia a miniatura e resolvia a questão. Pra mim, estudar a bordo foi melhor do que ir na escola, pois eu aprendi muito mais do que se eu estivesse na escola.

Pierre Scchurmann (agora com 41 anos): “Eu tinha 15 anos quando a viagem começou e naveguei com a família por três anos. Aos 18, fui para os Estados Unidos para ingressar numa universidade, onde cursei administração de empresas. A vida no barco, viajando, me trouxe duas experiências distintas. Uma delas foi o contato com as diferentes culturas de outros povos e a importância de se relacionar com eles para sobreviver. A outra foi a do relacionamento interno, dentro do próprio barco, com a família.

David Schurmann (agora com 35 anos): "Eu tinha 10 anos quando comecei a viajar com minha família e aos 16 anos fiquei na Nova Zelândia, onde estudei Cinema e Televisão, na Universidade de Auckland. Aprendi cedo a não tentar entender a cultura com meus olhos, porque do meu binóculo eu vou achar tudo sempre estranho. Quando você viaja e fica um bom tempo em cada lugar, começa a compreender por que as pessoas são de um jeito e pensam de uma maneira.

O grande problema da humanidade é que as pessoas querem impor as suas maneiras de viver e dizem que o resto está errado.

O preconceito acaba quando você compreende o outro. Eu mudei a minha visão do mundo. As pessoas gostam de ver a vida como um túnel. Gostam de estar num trilho de trem que tem um caminho certo, porque acham que é mais fácil e seguro, não querem enxergar outras paisagens. Enquanto eu acho que o mais belo na vida é exatamente deixar meu barco ser guiado pela correnteza, pelo coração”.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aprender a Ler Sem Escola: 7 Princípios

Há umas semanas atrás convidei os leitores do meu blogue que praticam o unschooling ou seguem o modelo da escola Sudbury a partilharem as suas histórias sobre a aprendizagem da leitura sem instrução formal. Dezoito pessoas - a maioria das quais se identificaram como pais de unschoolers - gentilmente compartilharam suas histórias comigo. Cada história é única. Tal como os meus alunos descobriram em suas pesquisas em Sudbury Valley, parece não haver um padrão no modo como as crianças que actualmente não frequentam a escola aprendem a ler.

No entanto, ao listar e organizar os temas principais de cada história, consegui extrair o que me parecem ser 7 princípios que talvez nos possam ajudar a compreender, de uma forma geral, o processo de aprender a ler sem escola. Optei por organizar o resto deste artigo em redor destes princípios e exemplificar cada um deles com citações das histórias que me enviaram. Algumas das pessoas que me enviaram histórias pediram-me para usar apenas os seus nomes e não os nomes dos seus filhos, por isso resolvi usar essa convenção.

Aprender a Ler Sem Escola: 7 Princípios


1) Para as crianças que não frequentam a escola, não existe um período crítico ou uma idade ideal para aprender a ler.

Para as crianças nas escolas normais é muito importante aprender a ler na altura ditada pela escola. Se não aprenderem nessa altura, acompanhar o resto do currículo torna-se mais difícil e poderão vir a ser rotuladas como "fracassos", como alguém que tem de repetir o ano ou que tem alguma deficiência mental. Nas escolas, aprender a ler é a chave para o resto da aprendizagem. Primeiro você "aprende a ler" e depois você "lê para aprender." Sem saber ler você não pode aprender a maior parte do resto do currículo, porque grande parte dele é apresentado através da palavra escrita. [...]

Mas a história é completamente diferente para as crianças sem escola. Elas podem aprender a ler a qualquer altura, sem aparentes consequências negativas. As histórias que me enviaram incluem 21 casos diferentes de crianças aprendendo a ler. [...] Destes, dois aprenderam aos 4 anos, sete aprenderam aos 5 - 6 anos, seis aprenderam aos 7 - 8 anos, cinco aprenderam aos 9- 10 anos e um aprendeu aos 11 anos.

Mesmo dentro da mesma família, crianças diferentes aprenderam a ler em idades muito diferentes. Diane escreveu que a sua primeira filha aprendeu a ler aos 5 anos de idade enquanto que a sua segunda filha aprendeu aos 9 anos; Lisa W. relatou que um dos seus filhos aprendeu aos 4 e outro aos 7 anos e Beatriz contou que uma filha aprendeu antes dos 5 e a outra aos 8 anos.

Hoje, nenhuma dessas crianças tem dificuldades na leitura. Beatriz relata que a filha que só aprendeu a ler aos 8 anos e que agora tem 14 anos "lê centenas de livros por ano, escreveu um romance e ganhou vários prêmios de poesia." Esta filha, no entanto, havia demonstrado outros sinais de precocidade literária muito antes de ter aprendido a ler. De acordo com Beatriz, aos 15 meses de idade ela recitava de memória todos os poemas no livro Complete Mother Goose.

A mensagem mais frequentemente repetida nestas histórias de aprendizagem da leitura é que as crianças têm uma atitude positiva relativamente à leitura e à aprendizagem em geral porque não foram obrigadas a ler contra a sua vontade. Isto talvez tenha sido transmitido mais claramente por Jenny, que escreveu, em relação à filha (que tem agora 15 anos) que não leu até aos 11 anos: "Um dos melhores resultados de ter-lhe deixado aprender a ler ao seu próprio ritmo e a partir da sua iniciativa foi que ela tomou controle do processo e através dessa experiência apercebeu-se que se podia aprender a ler sozinha podia aprender qualquer coisa. Nós nunca lhe pressionamos para aprender, nunca, e por causa disso a sua capacidade de aprender manteve-se intacta. Ela é muito esperta, muito viva, curiosa e interessada no mundo que a rodeia."

Continua AQUI...

Trecho de Children Teach Themselves to Read: unschoolers' accounts of how their children taught themselves to read, por Peter Gray, professor e pesquisador de psicologia no Boston College. Parte 1 aqui.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Como é que os unschoolers aprendem a ler?

... as pessoas envolvidas no movimento do unschooling e da "não-escola" afirmam que a leitura não precisa ser ensinada. Desde que as crianças cresçam numa sociedade letrada, rodeadas por pessoas que lêem, elas irão aprender a ler. Podem fazer algumas perguntas no percurso e receber algumas dicas de pessoas que já sabem ler, mas são elas que tomam a iniciativa e orquestram todo este processo sozinhas. Trata-se de uma aprendizagem individualizada que não requer imagiologia cerebral nem cientistas cognitivos e que exige pouco esforço por parte de terceiros que não a própria criança que está aprendendo. Cada criança sabe exatamente qual é o seu estilo de aprendizagem e o que está pronta para aprender, e vai aprender a ler à sua própria maneira e ao seu próprio ritmo.

Há 21 anos atrás, dois dos meus alunos universitários realizaram um estudo sobre a forma como aprendem a ler na Sudbury Valley School, onde os alunos são livres para fazer o que lhes apetece e bem entendem. Identificaram 16 alunos que tinham aprendido a ler depois de se terem matriculado na escola mas que não tinham recebido instrução sistemática de leitura. Entrevistaram os alunos, os pais e os funcionários da escola para descobrir quando, porquê e como cada um deles havia aprendido a ler. O que descobriram desafiou quaisquer tentativas de generalização: os alunos começaram a ler em idades totalmente diferentes - uns aos 4 outros aos 14!

Alguns alunos aprenderam muito depressa, um dia não sabendo ler, passando a ler fluentemente passado umas semanas, outros aprenderam muito mais lentamente. Alguns aprenderam de forma consciente, trabalhando sistematicamente na fonética e pedindo ajuda ao longo do percurso. Outros pareciam aprender sozinhos, de um dia para outro, apercebendo-se de repente que sabiam ler, mas sem terem ideia de como aprenderam. Não havia nenhuma relação sistemática entre a idade em que os alunos tinham aprendido a ler e o seu envolvimento com a leitura no momento da entrevista. Alguns dos leitores mais vorazes tinham aprendido cedo, outros muito mais tarde.

O meu filho, que faz parte do pessoal em Sudbury Valley, disse-me que esse estudo já está ultrapassado. A sua impressão é que hoje a maioria dos estudantes de Sudbury Valley estão aprendendo a ler mais cedo e com ainda menos esforço consciente do que antes porque estão imersos numa cultura em que as pessoas comunicam regularmente através da palavra escrita - em jogos de computador, e-mail, no Facebook , através de mensagens de texto nos telemóveis e assim por diante. Essencialmente, para eles, a palavra escrita não é diferente da palavra falada, e a maquinaria biológica que todos os seres humanos têm para a compreensão da língua falada é usada automaticamente na aprendizagem da leitura e da escrita (ou da datilografia).

Continua aqui.

Trecho de Children Teach Themselves to Read: unschoolers' accounts of how their children taught themselves to read, por Peter Gray, professor e pesquisador de psicologia no Boston College.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Educação em casa: a revolução silenciosa

No Reino Unido, nos E.U.A. e em vários outros países, uma revolução silenciosa e fora do comum está ocorrendo. De que forma? Pais educando os filhos em casa. Simultaneamente aos debates ferozes sobre o ensino regular que vão ocorrendo sobre o currículo nacional, avaliações, Back to the Basics, etc, algumas famílias têm pura e simplesmente ido àvante, em silêncio, com uma abordagem à educação do tipo "faça você mesmo". Nos E.U.A. mais de um milhão de famílias são homeschoolers. No Reino Unido estima-se que mais de 10.000 famílias proporcionam aos filhos uma educação baseada em casa.

Este fenômeno é melhor descrito como educação com base em casa porque a maioria das famílias, em vez de tentar copiar o modelo da "Prisão de Dia" usado pela maioria das escolas, usa a casa como um trampolim de onde "saltam" para uma série de investigações e actividades na comunidade. As pessoas acham isto muito difícil de entender. Esta dificuldade revela-se nas perguntas que fazem sobre a socialização destas crianças, do tipo "mas elas não se tornarão socialmente inaptas? Não precisamos pensar muito para chegarmos à óbvia conclusão que as actividades de aprendizagem que ocorrem lá fora na comunidade, quando comparadas à restrita vida social em oferta na maioria das escolas, não só proporcionam às crianças mais contactos sociais e encontros mais variados como reduzem a dependência nos colegas que o adolescente típico experiencia.

Em geral, as pessoas tentam criar generalizações e estereótipos sobre as famílias que educam os filhos a partir de casa. As únicas generalizações apoiadas pela evidência são:

a) que elas exibem uma considerável diversidade quanto a motivos, métodos e objectivos;

b) que são extraordinariamente bem sucedidas no que toca ao alcance dos objectivos escolhidos.

As escolas geralmente assumem a postura que a educação baseada em casa, para ser tolerada, [deveria exigir que] as famílias deviam aprender a fazê-lo com ajuda dos "profissionais". A evidência, no entanto, é diferente e demonstra que as escolas têm frequentemente mais a aprender com a flexibilidade da prática de muitas famílias do que vice-versa.

Trecho de Alternatives for Everybody, All the Time, escrito por Roland Meighan, professor doutor em Educação na Univerdade de Birmingham e consultor sobre educação com base em casa para Personalised Education Now.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Homeschooling e Socialização

Quando eu e o meu marido começámos a pensar em educar os nossos dois filhos em casa, a reação mais comum dos nossos amigos e familiares foi: "E a socialização?" É uma pergunta legítima.

Cada família aborda a questão da socialização de forma diferente. Experiências diárias, semanais e mensais variam bastante, mesmo dentro da mesma família. Quando ouvi o termo "homeschooling" pela primeira vez, associei-o imediatamente à Casa da Pradaria - crianças vestidas em trajes tradicionais obedientemente sentadas em secretárias antigas numa sala isolada durante longas horas, replicando a experiência da escola na privacidade do lar. Alguns dos nossos dias são passados em casa, admito, mas muitos são passados lá fora, no mundo, aprendendo através de experiências muito práticas. Eu, e outros pais que educam os filhos a partir de casa, prefiro o termo "educação independente" - que dá uma imagem muito mais precisa do que fazemos.

Com as últimas estatísticas indicando que cerca de 2,5 milhões de crianças são educadas em casa nos EUA, as oportunidades sociais disponíveis para as famílias que optam pelo homeschooling estão se expandindo cada vez mais. A maioria das crianças educadas em casa participam numa enorme variedade de actividades extracurriculares - esqui, patinação artística, aulas de música, coros, desportos colectivos, equipes de debate, campanhas políticas, escuteiros ou guias, Odyssey of the Mind, teatro, dança, karatê, cooperativas, etc. No ano passado, os meus filhos fizeram natação, tiveram aulas de arco e flecha, de ciência, esqui, arte, futebol, basebol, ginástica - isto sem falar dos passeios na natureza, dos eventos do dia-a-dia e encontros com outras crianças para brincar. Todas estas actividades foram feitas na companhia de outras crianças e famílias, proporcionando uma rica variedade de interacção social e experiências.

Uma grande vantagem da educação em casa é que a socialização ocorre naturalmente entre grupos etários diferentes. Surpreendentemente, a discriminação etária entre crianças educadas em casa é muito rara - não vemos cliques, sentimentos de superioridade em relação às crianças mais novas, bullying ou exclusão. Em vez disso, vemos que os miúdos educados em casa gostam de brincar com crianças e jovens de todas as idades e aprendem uns dos outros com alegria. Interacções entre crianças da mesma idade também ocorrem mas é normal vermos um miúdo de 11 anos divertindo-se a jogar com um de 5 anos. Também já vi um grupo de meninas com idades entre os 7 e os 12 incluindo uma de 3 anos nas suas brincadeiras. É uma ocorrência comum.

Observo também que os homeschoolers vêm de todos os backgrounds. Desde que começámos a nossa jornada no mundo do ensino domiciliar, eu e os meus filhos já conhecemos e fizemos amizades com um grupo diversificado de pessoas: protestantes, católicos, ortodoxos, muçulmanos, ateus e agnósticos; africano-americanos, caucasianos, asiáticos, latino-americanos e pessoas do Oriente Médio; liberais e conservadores, democratas e republicanos. Com eles, os meus filhos já tiveram muitas oportunidades de expandir e enriquecer a sua experiência da enorme diversidade existente fora do núcleo familiar.

Comos todos os pais, os que optam pelo ensino doméstico fazem tudo o que podem para dar aos filhos todas as oportunidades para aprenderem as habilidades que irão precisar na vida adulta; entre elas, competências sociais. Recordando a minha experiência escolar, a maioria das competências sociais que adquiri foram obtidas fora das salas de aula - no recreio, durante o almoço, nos corredores e em actividades depois das aulas terem acabado. Pelo que tenho visto, o mesmo ocorre com as crianças educadas em casa. Eu reconheço que ensinar os meus filhos a promover bons relacionamentos com os outros dá trabalho. Tanto os meus filhos temos que tomar a iniciativa a diferentes alturas e de maneiras diferentes. Mas penso que a situação seria a mesma se tivesse optado por mandá-los para a escola. Por enquanto, porém, posso dizer, com alegria, que tanto o nosso calendário acadêmico como o social estão cheios.

A tradução é livre e parcial mas podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui. Kristin, a autora deste artigo, faz parte da Billerica Homeschooling Association.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Muçulmanos optam pelo ensino doméstico

Martinez e os 6 filhos, com idades entre os 2 e os 12, fazem parte de um número crescente de muçulmanos adoptando o ensino doméstico. Martinez diz-nos que nos últimos cinco anos viu o número de homeschoolers muçulmanos aumentar de uma maneira louca na área de Washington.

Segundo nos diz Brian Ray, presidente do National Home Education Research Institute, embora três quartos dos 2 milhões de homeschoolers do país se identifique como cristãos, o número de muçulmanos está expandindo "relativamente depressa" em comparação com outros grupos.

Fazem-no pelas mesmas razões que os não-muçulmanos: "nível acadêmico mais forte, mais tempo em família, orientação da interacção social, proporcionar um lugar seguro para a aprendizagem e transmitir os seus valores, crenças e visão de mundo."

Os pais dizem que é uma alternativa atraente às escolas públicas, em relação às quais nem sempre se sentem confortáveis devido às suas tradições e valores, e às escolas islâmicas, que podem ser distantes, estar fora das suas possibilidades financeiras ou deixar a desejar no que toca ao rigor acadêmico.

Se os muçulmanos têm vindo a abraçar a escola em casa mais tarde do que outros, isto deve-se em parte devido ao facto que muitos muçulmanos nos Estados Unidos são imigrantes que não estão cientes desta opção.

De facto, para muitos imigrantes, a ideia de ensinar em casa é contrária às suas razões para vir para a América, que frequentemente incluem melhores oportunidades educacionais. E a escola pública tem sido vista como um portal essencial para a assimilação.

Quando Sanober chegou do Paquistão há 13 anos e começou a educar os três filhos em casa ela era a única imigrante que conhecia praticando o ensino domiciliar. As outras pessoas de países muçulmanos "pensavam que eu era esquisita", disse ela. Uma delas disse-me: "Espero que não te vás destruir a ti mesma e que os teus filhos não vão crescer ignorantes."

Agora, cada vez mais muçulmanos estão seguindo os seus passos, muitos deles usando o muito respeitado currículo Calvert para homeschoolers.

A tradução é livre e parcial mas podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Quando disse que educava o meu filho em casa disseram que eu era maluca!

São 10 horas da manhã e Archie está sentado no chão da sala rodeado por lápis de cor. Mal pode esperar a festa de anos que depressa se aproxima e está desenhando o número sete. Mais tarde irá provavelmente passear no parque com a mãe e Calli, a irmã mais nova. Quando voltarem a casa irão provavelmente ler um livro em conjunto ou construir outro castelo de Lego.

Fazem parte do número cada vez maior de crianças que educadas em casa. Archie não terá que se submeter ao stress dos exames e quando estiver pronto irá provavelmente ignorar o 10° e 11° ano e entrar directamente para o 12° ano.

Em geral, a educação em casa tem sido vista como algo apenas para uma meia dúzia de pais super-interessados tentando transformar os filhos em gênios intelectuais enquanto os coleguinhas ainda estão a tentar compreender os fundamentos da álgebra.

No entanto, tem-se observado nestes últimos anos um aumento significativo no número de famílias normais, desiludidas com o sistema de educação tradicional, tirando os filhos da escola.

Louise, a mãe de Archie, juntou-se a este movimento de pais-educadores há dois anos. Insiste que não tem nada contra a escola e que a decisão não foi fácil:

"Quando o Archie era pequenino que nunca me passou pela cabeça que ele não iria para a escola. Sabíamos que não vivíamos na área da escola primária que queríamos mas disseram-nos que isso não seria um problema. Infelizmente, quando a altura chegou, a escola não tinha vagas e tivemos que procurar outras alternativas. Quando fui visitar a escola mais próxima da nossa casa vi pais fumando nos portões e dentro da escola as coisas não eram melhores. Nunca me sentiria feliz mandando o meu filho para lá."

Louise conseguiu arranjar um lugar para o filho noutra escola mas Archie nunca se ambientou e passado umas semanas a família decidiu educar em casa.

"As vezes pergunto-me a mim mesma se não devia tê-lo obrigado a ir. Talvez depois de alguns meses de lágrimas e birras ele teria-se resignado, mas quanto mais converso com outras pessoas mais convencida fico que tomei a decisão certa."

Os pais têm o direito de educar os filhos em casa. Na Inglaterra, não têm de acompanhar o currículo nacional e têm a liberdade de escolher o que ensinar e como ensinar. Como as autoridades locais não recebem dinheiro do governo para apoiar a educação familiar, a maioria não interfere e deixa as familias em paz e sossego.

A tradução é livre e parcial mas podem ler o artigo na íntegra, em inglês, aqui.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

TDAH: Vantagens do Ensino Doméstico

A abordagem tradicional ao ensino - um professor de pé em frente de 30 ou 40 crianças sentadas atrás de secretárias - não é a mais eficaz para crianças hiperactivas que se aborrecem facilmente. Se o teu filho sente-se desmoralizado por causa de más notas, dos castigos que recebe por se esquecer dos livros, do desprezo que os professores lhe demonstram ou dos abusos que sofre dos colegas, ele pode ser um candidato ideal para a educação domiciliar.

Melinda Boring, que estabeleceu a Heads Up Now!, uma empresa que fornece produtos e informações para pais, professores e terapeutas que trabalham com crianças hiperactivas, facilmente distraídas e com dificuldades sensoriais, educa a sua filha Beckie e o filho Josh em casa, ambos diagnosticados com TDAH.

"Josh raramente seguia as instruções e ficava agitado quando lhe pediam para se sentar e ficar quieto", diz Melinda. "Visões, sons e até odores que passavam despercebidos à maioria das pessoas incomodavam-lhe imenso. Não era que ele não quizesse fazer o que os professores lhe pediam; ele pura e simplesmente não conseguia."

Josh completou o ensino médio em casa em 2006 e agora está trabalhando a tempo inteiro e a estudar a nível do ensino superior. Beckie também está a dar-se muito bem com o ensino domiciliar.

Vantagens do Ensino Doméstico

Cada família tem que decidir se a educação domiciliar é para eles. Em alguns casos, deixar de trabalhar, ou conciliar o trabalho com o ensino doméstico, é mais fácil do que continuar a mandar os filhos para a escola quando esta não tem a capacidade de ir ao encontro das suas necessidades especiais.

"Vários pais disseram-me que fazem o homeschooling para reduzir o estresse diário", diz Kathy Kuhl, autora de Homeschooling Your Struggling Learner e coach de TDAH. "Conheço uma mãe que deixou o emprego, era professora-assistente, porque tentar obter apoio para o filho era tão estressante que lhe estava prejudicando a saúde."

Tradução livre e parcial deste artigo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Citação: escolarização compulsória

Onde estão as evidências — e como nós precisamos delas para fortalecer nossos argumentos — de que a escolarização compulsória na forma como ela se deu tenha, até aqui, contribuído para construir seres humanos mais humanos, extirpar as guerras, os saques neo-coloniais,
eliminar a fome, etc.?

Sabemos, isso sim, principalmente com Foucault, como a instituição escolar tem participado do movimento de disciplinamento, enquadramento, submissão, hierarquização, normatização, repressão (a lista aqui, poderia ser muito longa) da infância e da juventude na direção contrária
do suposto aperfeiçoamento da 'natureza humana'.

Geraldo Barroso, aqui.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Homeschoolers: informívoros por natureza?

Lá andámos nós a abrir mão de mais umas posses, desta vez livros. Livros, livros e mais livros! Agarrarmo-nos aos livros que possuimos é muito comum, especialmente entre pessoas com mentes curiosas, como as famílias que se dedicam à educação dos filhos. Afinal, os livros são companheiros fiéis, sempre à mão quando precisamos deles, para nos instruir, entreter, inspirar, estimular...

Há quem diga, porém, que o agarramento aos nossos livros não nos deixa criar o espaço necessário para o fluxo de novas ideias e maneiras de pensar.

Ao oferecermos os livros que já não usamos criamos espaço para novos interesses e relacionamentos.

E assim lá andámos nós uma vez mais a libertar as prateleiras dos livros que já não usamos, que já não abrimos há anos, que nunca nos despertaram o interesse e que acabaram ficando para ali, abandonados, a acumular pó e a desperdiçar espaço. Entretanto, vão a ser úteis a outras pessoas. Os livros de xadrez, por exemplo, oferecemos ao Chessit.

O objectivo é acabar com uma coleção de livros que representa quem somos e quem queremos ser - e não quem outrora fomos. E depois vou fazer uma lista das coisas que quero fazer mas que tenho andado a adiar por uma razão ou outra... geralmente devido à "tralha" mental ou emocional!

É muito mais fácil desprendermo-nos de objectos materiais do que libertarmo-nos da "tralha" mental e emocional! Deixarmos de nos preocupar com isto ou aquilo, de criticar, fazer juízos de valor, guardar ressentimentos, enfim, libertarmo-nos de todas essas emoções que só servem para destruir a nossa paz interior é bem mais difícil!

E a tralha mental? Coleccionar informação também depressa se pode tornar um vício, principalmente para quem adora aprender. E para muitos homeschoolers, a aprendizagem é um estilo de vida.

Já ouviram falar do termo informívoro [infovore, em inglês]? É usado por neurocientistas para descrever o apetite que os seres humanos naturalmente têm em relação à informação. Eles descobriram que os mesmos neural pathways que são usados quando aprendemos novos factos que são activados quando as pessoas tomam heroína ou morfina - daí o vício ao high resultante do acúmulo de informação.

Há informívoros que passam horas e horas online buscando informação de uma maneira obsessivo-compulsiva. Se este for o teu caso, a solução passa pelo reconhecimento dos limites do conhecimento e pela criação do espaço necessário para a conexão com a sabedoria interior inata.

Vede, em primeiro lugar, como a mente acumula saber e por que o faz; vede onde o saber é necessário, e onde ele se torna um empecilho à liberdade.


Este post foi inspirado pelo livro Clear Your Clutter with Feng Shui, por Karen Kingston.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Dez factos sobre a educação domiciliar

1) Os pais que educam os filhos em casa vêm de todos os tipos de backgrounds, ocupações, níveis de rendimento, educação e estruturas familiares, incluindo avós e famílias monoparentais.

2) Cerca de 25% têm um professor na família mas como a experiência de ensino diz respeito principalmente à gestão da sala de aula é de pouco uso em casa, onde a aprendizagem é individualizada e informal.

3) Uma minoria de famílias optaram pela educação em casa desde o início e seus filhos nunca foram à escola; destas, algumas optaram pela educação domiciliar por razões filosóficas, outras por razões religiosas ou de estilo de vida.

4) As crianças educadas em casa socializam com outros, aprendem ciência em casa, têm acesso a actividades desportivas, musicais e de grupo, pertencem a várias redes do ensino doméstico, fazem e passam exames, vão para a universidade, arranjam empregos, convivem facilmente com pessoas de todas as idades e tornam-se muitas vezes excelentes na área que escolheram.

5) A maioria dos pais-educadores retiraram pelo menos um filho da escola embora às vezes mantenham outros filhos na escola.

6) Cerca de 60% das crianças retiradas da escola sofreram um bullying muito severo, levando algumas delas a risco de suicídio. A maioria precisa de tempo para recuperar e não pode iniciar de imediato um programa de educação em casa (precisam de recuperar a motivação e confiança e às vezes precisam de uma abordagem completamente diferente, podendo beneficiar da descoberta de novos interesses).

7) Cerca de 10% das crianças conhecidas pela HEAS têm necessidades educativas especiais.

8) As crianças educadas em casa não estão isoladas, fazem parte integral da comunidade em que vivem e activamente participam e são vistas regularmente por muitas pessoas.

9) Há grupos de homeschoolers espalhados por todo o país, listas de email na internet, acampamentos de verão, grupos que participam no Duke of Edinburgh's Award e grupos internacionais.

10) A natureza individualizada de educação em casa significa que é diferente da aprendizagem escolar; as crianças aprendem ao seu próprio ritmo, descobrem as coisas que lhes motivam e têm acesso a uma enorme variedade de oportunidades educacionais.

Tradução livre e parcial deste artigo.