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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Interrogados pela polícia secreta

Quatro famílias que residem em Botswana enfrentam um futuro incerto devido a um impasse cada vez mais tenso sobre a questão do homeschooling. As famílias ensinam os filhos em casa por causa de suas convicções religiosas e filosóficas. Apesar das suas sinceras crenças religiosas e apesar dos tribunais não terem conseguido encontrar quaisquer problemas sociais ou educacionais nas crianças, foram ordenadas a matricular os filhos na escola pública e ameaçadas de consequências desconhecidas se o não fizerem.

Usando a Convenção sobre os Direitos da Criança (abre vídeo) adoptada pela Assembleia Geral nas Nações Unidas como pretexto, um juiz do Botswana irá decidir o seu destino amanhã. Os advogados da família estão buscando urgentemente um interdito para que o tribunal não possa agir contra esta família. HSLDA está pedindo a vossa ajuda.

Mais aqui.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tai Chi: A Via Natural

"A Via Natural" é o nome da escola de Tai Chi que o Alan fundou. Durante vinte e tal anos deu aulas no 1º andar do edifício mais alto da foto abaixo.

As aulas de Tai Chi continuam. Ontem fui até lá e hoje resolvi partilhar os pensamentos do Alan sobre o primeiro princípio do Tai Chi.

"O princípio fundamental do Tai Chi é o relaxamento. Até certo ponto podemos tentar relaxar concentrando-nos no corpo físico e abandonando a tensão que experienciamos nos músculos, e isso é muito benéfico. No entanto, é útil perceber que o "tentar" cria uma certa tensão na mente.

A verdade é que não podemos "tentar" relaxar porque esse simples esforço impedirá experiências mais profundas. Por trás da ideia de conseguir alcançar o relaxamento está a crença de que o relaxamento é algo que precisamos buscar "lá fora", a crença de que estamos separados da coisa que tanto desejamos e que temos de nos esforçar para adquiri-la.

Em contraste, o relaxamento profundo vem da aceitação do estado em que estamos, de deixar que a sensação de "ausência de esforço" se manifeste naturalmente. Em certo sentido, podemos relaxar o esforço da nossa tentativa de relaxar. O estado mental relaxado não é artificial nem inventado. Não existe nenhuma técnica ou método, excepto o abandono de qualquer esforço ou apego ao modo como achamos que as coisas deveriam ser.

A mente é capaz de se expandir, deixar ir e tornar-se espaçosa. Lembrando-vos disto, reservem algum tempo para deixar que a mente relaxe. Experiências de profundo relaxamento mental tornam o processo de relaxar o corpo e activar o chi muito mais fácil."

Fiquei a pensar: qual será o efeito do "tentar" aprender? Qual será o efeito do esforço de memorizar e regurgitar factos? Será que a "tentativa" de aprender acaba bloqueando experiências mais profundas? Será que o efeito da crença de que a aprendizagem é algo "lá fora", de que estamos separados da coisa que tanto desejamos saber, de que temos de nos esforçar para obter o conhecimento acaba bloqueando o acesso à inata sabedoria interior?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Macieiras e focalização

A caminho de Claverham, no sudoeste da Inglaterra


onde participei num dia dedicado à aprendizagem da focalização, um tipo de psicoterapia experiencial

que surgiu da colaboração entre Carl Rogers e Eugene Gendlin.

Depois do almoço a intensidade do felt-sense no estômago era tal

que tive de dar ir uma volta e apanhar ar fresco ;-)

Oportunidade maravilhosa de apreciar a beleza natural

das macieiras escondidas na parte de trás da quinta...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A partilha da abóbora






Ontem à tarde...

domingo, 5 de setembro de 2010

Homeschooling continua a aumentar!

Este Outono, enquanto mães e pais de todo o país estão enchendo mochilas com lápis e cadernos, tesouras e colas, preparando-as para serem levadas pelos filhos para a escola, um número cada vez maior de famílias estão enviando os seus filhos ... para lugar nenhum.

Em vez de os levar para a escola, estão decidindo educar os filhos em casa. De facto, as estatísticas mostram que nos EUA o número de alunos no ensino domiciliar quase que dobrou nos últimos 10 anos, tornando a aprendizagem em casa a modalidade de educação de crescimento mais rápido no país.

"O homeschooling... [teve] um aumento relativo de 74% ao longo de 8 anos", afirma o Dr. Brian D. Ray, do National Home Education Research Institute.

Continua aqui.

sábado, 4 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Prós e contras do homeschooling

Educação sim, mas não necessariamente na escola: alguns pais estão educando os filhos em casa. Estima-se que em Genebra centenas de crianças são educadas em casa. Mas será bom para as crianças, tanto do ponto de vista acadêmico como da perspectiva da socialização?

Entrevista com Beatriz Zumsteg, que trabalha no Departamento de Educação da Universidade de Zurique e não é a favor da ideia, e Joan Moy, representante da Associação do Ensino Domiciliar da Suíça. Ouvir aqui.

E aqui podem ler outro artigo sobre o unschooling.
Deixo-vos o último parágrafo:

"Nós vivemos no mundo real e todos os dias conversamos com pessoas de todas as idades e religiões. Nós aprendemos sobre muitos empregos diferentes, porque onde quer que vamos vemos pessoas a trabalhar. Questionamos tudo, porque queremos e podemos. Não fazemos as coisas que todo o mundo faz apenas porque toda a gente as faz. Nós fazemos o que achamos bem e nos faz sentir felizes. Somos pessoas felizes, e adoramos estar com a nossa família todos os dias - vivendo, aprendendo, crescendo. "

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Fotos recentes

Ontem: momentos musicais noutro dia de retiro e meditação.

Hoje: o pão de 3 sementes e os biscoitos caseiros que me deram em troca de uma sessão de reiki.

Anteontem: trilhas químicas?

Vídeo: regresso à escola em casa

Ensino doméstico incluido num programa sobre o regresso à escola: o vídeo pode ser visto aqui mas não sei se estará disponivel por muito tempo. Eis a introdução:

Crianças de todas as regiões estão a regressar à escola, mas um número cada vez maior não. Não existem registros sobre o número de crianças educadas em casa no Reino Unido, mas pensa-se que sejam entre os 20 e os 40 mil. Na segunda parte da nossa série "Regresso à Escola" perguntamos aos pais e aos filhos porque optaram por esta alternativa.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

As vantagens do homeschooling

O homeschooling é uma maneira óptima de educar as crianças entre os 3 e os 18 anos de idade. Antes do governo ter tornado obrigatória a frequência escolar para os cidadãos e residentes durante o século XIX, as crianças eram rotineiramente educadas em casa pelos pais ou por tutores contratados pelos pais.

Durante a segunda metade do século XX e todo o século XXI, cada vez mais famílias se voltaram para o homeschooling para escapar a loucura que experienciaram nos seus contactos com o sistema de ensino público. O homeschooling tem muitas vantagens e muitas delas serão descritas aqui neste artigo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O lar ou a escola?

Clicar na imagem para aumentar de tamanho

domingo, 29 de agosto de 2010

Casa e Escola


Malik, 15, e Kadeem, 12, nunca foram ensinados numa sala de aula que não estivesse debaixo do seu próprio telhado. Ambos aprendem em casa - estão no ensino doméstico, segundo a terminologia actual.

"Quando eles eram pequenos, e nós dois a trabalhar e eles na creche, estavam sempre a adoecer", diz Angela, a mãe - e professora. "Quando chegou o dia em que já não podia me ausentar do trabalho, decidi ficar com eles em casa e comecei a ensiná-los a leitura e a matemática. Foi assim que começámos... e acabámos continuando. Este foi um desejo que Deus nos deu."

Além disso, toda a família está envolvida: "E eu sou o director", diz o pai, brincando.

Continua aqui.

sábado, 28 de agosto de 2010

Crianças decidem o que aprender

Trecho de um artigo publicado ontem num jornal canadense. Fotos aqui: 'Unschooled' kids direct their own education

A casa de Judy é o sonho das crianças. A cave está cheia de peças de Lego. Um canto da sala está cheio de animais de estimação: celas com cobaias, gerbils, dois pássaros e um periquito. Nove computadores em rede estão disponíveis em zonas diferentes para as crianças fazerem suas pesquisas na internet, escreverem ou jogarem jogos. Pendurados nas paredes dos corredores vemos uma série de pósteres explicando os átomos, a fotossíntese, a geografia do mundo e a história.

Numa recente tarde de Verão encontrámos os 5 filhos, entre os 8 e os 19 anos, a ler e a brincar. A casa é o lugar onde dormem, comem, brincam e vão à escola. Ou melhor, à não-escola.

Fazem parte de um segmento pequeno, mas cada vez maior, do movimento do ensino doméstico, que abandona o currículo nacional a favor de um curso de estudo escolhido pelos filhos que vai ao encontro dos seus interesses. Judy deixa os filhos decidirem o que querem aprender e quando querem aprender. O seu papel é agir como facilitadora para ajudá-los a obter a informação ou os materiais e equipamento que necessitam - desde levá-los à biblioteca ou às compras - para apoiar a aprendizagem sobre, digamos, Shakespeare, música ou a Segunda Guerra Mundial.

"É confiar que as crianças tem a capacidade de aprender aquilo que precisam saber, agora e no futuro", disse Judy.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Unschooling: para pessoas como eu?

Kate Fridkis, ao comentar este artigo sobre o homeschooling publicado recentemente no The New York Times Style Magazine, partilha as suas memórias dos seus dias de unschooling:

Até hoje (tenho 24 anos), as pessoas ainda me perguntam como eram passados os meus dias de unschooling. O que é que eu fazia? Como é que aprendia? E a verdade é que eu não tenho a certeza. Porque os dias quase nunca eram iguais. Tive alguns livros didáticos ao longo do percurso. Talvez dois. A ideia era que todas as semanas eu completasse certa quantidade de "aulas" contidas nesses livros. E, quando me lembrava, completava uma série delas às sextas-feiras. Lembro-me de ler o tempo todo. E de escrever constantemente. Lembro-me de pintura e de tocar música. E de fazer essas coisas porque me davam prazer.

Adorava aprender de tal maneira que às vezes acho que as pessoas esqueceram-se de que as crianças e os jovens podem gostar de aprender. Porque essas actividades não eram escola, nem trabalho, nem trabalhos de casa, nem exigências. Eram parte de mim. E quando gostamos de algo o suficiente para estarmos sempre a fazê-lo, isso leva sempre a outras coisas, e tornamo-nos muito bons nisso. Soa tão simples! E as pessoas parecem querer uma resposta mais complexa. Querem saber quem eram os meus professores, que tipo de educação a minha mãe tinha. Nenhum dos meus pais frequentou a universidade. Em vez disso, os dois começaram um negócio quando eram adolescentes.

Os meus pais são muito, muito inteligentes. São muito bons em estabelecer contactos. Ambos são criativos. Mas mais importante, em termos da minha educação, foi que ambos foram capazes de concordar que eu ia sair-me bem, mesmo que nunca me sentasse numa sala de aulas. Eles acreditavam que as crianças aprendem constantemente desde que sejam incentivadas.

Continua aqui.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Vídeo: A Escola em Casa no Equador

Mais um vídeo: ontem foi sobre l'école à la maison, hoje sobre a escuela en casa.



Encontrei também este artigo:

Equador: os primeiros casos de "Educación en Casa"

Uma casa que também é escola e pais que se tornaram professores de matemática, línguas, ciências naturais e ciências sociais. Esta é a experiência das primeiras 4 famílias a implementar oficialmente a modalidade "Educación en Casa" no Equador, em vigor desde Outubro do ano passado.

A família Quiñones foi uma das primeiras a optar oficialmente por este sistema de ensino. Este sistema, em que os pais decidem educar os seus filhos em casa em vez de enviá-los para a escola, não é novo nos Estados Unidos e na União Europeia, mas em países latino-americanos como o Equador só agora é que está começando a ser conhecido pelo público em geral.

Continua aqui.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Reportagem: l'école à la maison

Paolina, uma menina de 7 anos cheia de talento, segue um método especial de ensino totalmente adaptado ao seu modo de funcionamento intelectual: a escola em casa e em todo o mundo.



Como podem verificar, o ensino doméstico (PT) ou educação domiciliar (BR) (homeschooling nos EUA, home education no Reino Unido) é uma abordagem educacional cada vez mais aceite, e suas inúmeras vantagens estão começando a ser reconhecidas pelo público em geral.

Faz-me lembrar as palavras do filósofo alemão Arthur Schopenhauer: "A verdade tem 3 estágios: primeiro ela é ridicularizada, depois contestada, e finalmente, aceita."

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Homeschooling em perigo na Rússia

O governo russo propôs uma nova lei sobre a educação cuja aprovação oficial está prevista para o final de 2010. Embora o homeschooling seja actualmente legal na Federação da Rússia, esta proposta de lei eliminaria a educação em casa como opção legal para as famílias.

Os homeschoolers russos prepararam cartas que foram enviadas ao presidente da Rússia, ao Ministério da Educação, ao Parlamento russo e à Câmara Pública da Rússia. Agora estão pedindo ajuda aos homeschoolers e defensores dos direitos da família de todo o mundo.

Medidas solicitadas

Pedem que as famílias apoiem activamente os direitos das famílias russas, expressando suas opiniões sobre as alterações propostas pela lei aos representantes oficiais da Rússia nos vossos países.

Escrevam por favor um e-mail ou carta para às autoridades russas. Considerem incluir o seguinte:

1. Descrever a maneira como o homeschooling beneficia a vossa família e os vossos filhos.
2. Declarar que as famílias devem ter o direito humano fundamental de tomar decisões sobre a educação dos seus filhos. Transmitir o vosso desejo de que a educação em casa continue a ser uma opção legal na Rússia.
3. Explicar que o homeschooling produz crianças bem-ajustadas academica e socialmente que se tornam cidadãos produtivos. Descrever o sucesso dos vossos filhos.

As petições deverão ser enviados à Embaixada da Federação da Rússia, onde serão encaminhadas ao governo russo através do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Mais aqui.


Embaixada da Federação da Rússia em Portugal
A morada da Secção Consular:
Rua Visconde de Santarém, 57, 1000-286 Lisboa
Telefone: 21-846 44 76 Fax: 21-847 93 27
Contactos aqui.

Embaixada da Federação da Rússia no Brasil
Avenida das Nações, SES
Q.801, Lote A, Brasilia-DF
e-mail: embaixada.russia@gmail.com
Telefone:(55 61) 3223 30 94, 3223 40 94
Fax: (55 61) 3226 73 19

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A solução que dá resultado

Trechos de dois artigos publicados ontem sobre o ensino doméstico:

Entrar para as melhores universidades é o sonho de muitos estudantes.

Quando Anna, Pritt e Jacob foram admitidos na Universidade de Harvard, foi motivo de grande festa na Escola de mamãe e papai.

Christine e Mark assumiram a responsabilidade pela educação dos filhos quando Anna estava na quarta série e Jacob na segunda, e continuam educando os outros quatro filhos, que estão na faixa etária 11-17.

Christine disse que optou pelo homeschooling quando o filho Jacob terminou a primeira série. Com a experiência de Anna no jardim de infância apercebeu-se que a maior parte do tempo era passado na aprendizagem do alfabeto e outras coisas básicas. Como Jacob sabia ler antes de entrar para o jardim de infância, ela decidiu educá-lo em casa para ele não ficar aborrecido. Mas esse primeiro ano de aprendizagem em casa colocou-o muito mais adiante das crianças da primeira série.

"E os professores eram excelentes - esta decisão não teve nada a ver com a qualidade dos professores. Mas o sistema tem pouca flexibilidade, e o tamanho das turmas impossibilitava que as crianças recebessem atenção individual."

Continua aqui.

Não digam a Sawyer que o latim é uma língua morta.

O estudante educado em casa, de 14 anos de idade, é um entusiasmado leitor de textos antigos, ansioso por mostrar como eles são úteis na vida quotidiana.

"Mesmo nesta conversa que estamos agora a ter, a maioria das palavras que estamos usando vêm do grego e do latim", disse ele.

"Além do facto de nos ajudar a aprender outros idiomas, incluindo o inglês, são especialmente úteis na resolução de problemas", disse Rowan, outro adolescente educado fora da escola. "E a leitura sobre a história de Roma, seus costumes e política, quando a comparamos com os eventos actuais, vemos que muitas vezes estes fazem mais sentido."

Retirado deste artigo.

domingo, 22 de agosto de 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

Freechild, unschooling & deschooling

O Projecto Freechild define o unschooling como um processo de aprendizagem ao longo da vida, sem salas de aula formais ou institucionalizadas nem trabalhos escolares. O seu efeito depende das relações interpessoais e da progressão natural da aprendizagem, em vez de livros didáticos e professores em salas de aula. A auto-educação é a prática libertadora de ensinarmos a nós próprios.

Freechild acredita que deschooling também é qualquer espécie de educação não formal e não institucionalizada. No entanto, este processo enfatiza deliberadamente a ausência de uma abordagem sistêmica na aprendizagem e nega a necessidade de escolas. Alguns homeschoolers usam o "processo" de deschooling como preparação para a aprendizagem em casa.

A tua vida, o teu tempo e o teu cérebro devem pertencer-te a ti, e não a uma instituição.
Grace Lwellyn, no Manual de Libertação dos Adolescentes