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domingo, 19 de setembro de 2010

A essência da focalização

Este fim de semana foi passado aprofundando a aprendizagem do processo da focalização com a Fiona Parr, em Bristol.

Focalização? O que é isso? Segundo Ann Weiser Cornell, autora do livro "O Poder da Focalização", trata-se de um processo de auto-conhecimento e cura emocional orientado pelo corpo.

É o processo de ouvir o nosso corpo de uma maneira carinhosa que tudo aceita, e de ouvir as mensagens que o nosso interior nos está enviando.

É um processo de honrar a sabedoria que temos dentro de nós, de nos tornarmos conscientes do nível sutil de sabedoria que fala conosco através do nosso corpo.

Os resultados de escutar o nosso corpo são: insights, libertação [de tensão] física e mudanças positivas na nossa vida.

Você entende-se melhor, sente-se melhor, e passa a agir de uma maneira mais conducente a criar a vida que realmente quer. "

O processo é fascinante e incrivelmente poderoso, algo que recomendo a todos! As fotos foram tiradas no intervalo para o almoço.

Continua AQUI.

sábado, 18 de setembro de 2010

Resposta à petição dos pais-educadores

A petição:

Nós, abaixo assinados, pedimos que o primeiro-ministro mantenha a posição de que os pais têm a responsabilidade primordial pela educação e desenvolvimento dos filhos, que não prejudique os pais que estão cumprindo de forma legítima os seus deveres fundamentais, e que parta do princípio que os pais fazem sempre o melhor pelos filhos, a não ser que haja provas concretas do contrário.

Em particular, o governo deve garantir: -

• que não haja direito de acesso à casa da família sem que haja evidências de crime;

• que não haja o direito de entrevistar as crianças sozinhas na ausência de evidência de que estão realmente correndo riscos;

• que não imponham aos pais o processo de checagem de antecedentes criminais para estes terem o direito de cuidar dos seus próprios filhos, ou de cuidar informalmente dos filhos de amigos, familiares, etc;

• que os pais não tenham de submeter-se a licenças e registos nem a avaliações e monitorizações dos métodos que usam no desempenho das suas funções sem que haja prova de que não as estão cumprindo, e com o reconhecimento específico de que a educação fora da escola é uma forma perfeitamente legal de cumprirem o seu dever em relação à educação dos filhos;

• que não se interfira com a noção de que quem está na melhor posição de determinar a forma de atender às necessidades dos filhos - de acordo com as suas idades, habilidades, aptidões, e eventuais necessidades especiais que possam ter- são os pais;

• um maior foco na aplicação dos recursos e procedimentos existentes nas crianças que se sabe estão realmente em risco, em vez de permitir que estes recursos sejam desperdiçados em monitorizações de rotina de seções inteiras da comunidade;

• conformidade com a fundamental presunção de inocência a não ser que existam provas específicas do contrário.

A resposta do governo

Os pais têm o dever de garantir que os filhos recebam uma educação adequada, e a educação em casa é uma alternativa bem estabelecida à escola que lhes permite cumprir esse dever. Quando os pais optam por educar os filhos em casa devem proporcionar-lhes uma educação adequada idade da criança, bem como às suas habilidades, aptidões e quaisquer necessidades educativas especiais que possam ter.

As diretrizes que definem a posição da legislação e o papel e responsabilidades das autarquias locais e dos pais em relação às crianças educadas em casa encontram-se disponíveis aqui.

O Governo respeita o direito que os pais têm de educar os seus filhos em casa e nós apreciamos as fortes convicções dos pais-educadores e das autoridades locais.

Original aqui.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ataque ao homeschooling na Bulgária

Grupos de defesa dos direitos da família dizem que o projeto-lei recomendado ao Parlamento da Bulgária, proposto pela Comissão da Educação da Bulgária em Julho, irá violar os direitos dos pais. A proposta altera a Lei da Educação Pública, baixando a idade da escolaridade obrigatória para os 5 anos e tornando obrigatória a frequência pré-escolar a tempo inteiro.

As crianças búlgaras seriam obrigadas a frequentar a escola durante 12 anos, até aos 16 anos de idade, e as crianças nascidas no final do ano civil teriam de frequentar a pré-escola aos 4 anos de idade. HSLDA lutou contra este tipo de proposta nos Estados Unidos por aumentar a intrusão do governo na família e porque pesquisas mostram que o melhor lugar para as crianças pequenas é em casa com um dos pais. Se estas propostas se tornarem lei os pais que escolhem a educação em casa correm o risco de um processo criminal.

O Ministro da Educação Sergei Ignatov avisou aos pais que a não-obediência é uma acção criminal, e que aqueles que não seguirem a lei serão severamente multados. Se os pais não forem capazes de pagar a multa serão submetidos a "trabalho socialmente útil". Ignatov afirma que reger a educação é um papel que cabe ao Estado. Como o governo búlgaro carece de fundos para financiar uma educação pública adequada, a Bulgária vai pedir ajuda financeira à UE. O Ministério dos Assuntos Sociais também obteve um empréstimo do Banco Mundial para financiar a execução do programa.

Certos cidadãos búlgaros e grupos de defesa dos direitos humanos consideram isto um passo para trás, rumo ao totalitarismo no sistema de educação da Bulgária. Duas décadas após a queda do comunismo, a Bulgária ainda não possui alternativas educacionais bem estabelecidas e continua sendo caracterizada pelo monopólio estatal da educação. No entanto, muitos pais optaram por formas de educação alternativas, como por exemplo escolas privadas ou a educação em casa, apesar destas serem consideradas fora da lei. Estas famílias estão se preparando para defender e lutar pela liberdade educacional.

Continua aqui.

Gostei e resolvi partilhar


Antonio Monteverdi (1567 † 1643)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dislexia: razão para educar em casa?

Do blogue La ópcion de educar en casa:

Este programa da rádio pública basca (EITB-Radio Euskadi) contém uma entrevista com uma especialista em dislexia que talvez vos possa interessar. A psicóloga Raquel Díaz de Tudanca explica como detectar e tratar a dislexia para evitar que estas crianças desenvolvam problemas de aprendizagem.

Podem ouvir aqui, em castelhano.

Premissa - a dislexia como motivo para deixar a escola: o facto das necessidades educativas especiais não serem resolvidas pelo sistema escolar como uma das principais razões para decidir educar as crianças em casa.

Deixo também o link para um artigo em espanhol sobre a experiência negativa da escola como razão para optar pelo homeschooling.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Almoço vegetariano e música em Stroud

Depois de um delicioso almoço vegetariano

fui até Stroud onde, pela primeira vez na vida, I went busking!

Deixo-vos duas fotos da cidade,

para ficarem com uma ideia...


Entretanto, aqui na Inglaterra, começa a fase dos piqueniques do não-regresso à escola.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dia Internacional da Liberdade de Educação


Caros amigos do ensino doméstico e da liberdade na educação,

O 4 º Dia Internacional da Liberdade de Educação (DILE) na Europa terá lugar no dia 15 de Setembro. O foco das actividades vai ser na terça-feira, 15 de Setembro de 2010. Outros eventos acontecerão durante a semana em muitos países do mundo.

O objectivo do DILE é promover a importância da liberdade de escolha do tipo de educação que queremos dar aos nossos filhos e divulgar informações sobre as formas alternativas de aprendizagem que se encontram disponíveis ou cuja existência estamos tentando proteger.

Liberdade de escolha no âmbito da educação é importante, e nós convidamos todos os movimentos educativos alternativos, todas as organizações dedicadas à aprendizagem, escolas e, naturalmente, os pais e filhos, a participarem neste evento mundial.

Iremos publicar neste site todas as informações e / ou links para os eventos da semana (conferências, encontros, feiras da educação, etc), onde quer que ocorram e em todos os idiomas. Enviem-nos por favor informação sobre os eventos que vão organisar.

Alguns exemplos de eventos passados incluem piqueniques e mesinhas com informação, debates em cafés na França, uma demonstração sobre a liberdade de educação na Suécia, uma conferência sobre o ensino doméstico na Escócia, um passeio para famílias-educadoras na Califórnia, e uma palestra & debate sobre a liberdade de educação na Áustria.

O DILE foi originalmente estabelecido por homeschoolers, o que em si já inclui uma grande variedade de abordagens em relação à educação e a métodos de aprendizagem. O ensino doméstico é legal mas não é muito conhecido na maioria dos países, e encontra-se sob constante ataque por parte daqueles que pensam que apenas o Estado deve decidir o conteúdo e o local de aprendizagem das crianças, ou seja, o que elas devem aprender e onde devem aprender.

Então, por favor, informem-nos sobre os eventos que irão organisar, mesmo que vos pareçam pequenos! Juntos seremos muitos!

Por favor, não hesitem em difundir a informação sobre o DILE.
Queremos que esta mensagem chegue a todos os cantos do planeta!
Mais aqui.

domingo, 12 de setembro de 2010

Comunicação Não-Violenta

Este fim de semana foi passado aprofundando a aprendizagem do processo da Comunicação Não-Violenta (CNV).

Mais especificamente, a praticar formas de lidar com a raiva, nossa e dos outros, de uma maneira compassiva.

Este processo da CNV envolve aprender a conectar com o nosso mundo interior - o que estamos sentindo no corpo? que emoções estamos sentindo? que histórias estamos formulando a partir daquilo que vemos e ouvimos?

Só podemos ser verdadeiramente autênticos depois de experienciarmos e comunicarmos a nossa verdade, com a intenção de fortalecer a nossa conexão com os outros, oferecendo empatia e tentando captar as necessidades humanas que motivam as intervenções dos outros sem fazer quaisquer julgamentos de valor.

As fotos foram tiradas à hora do almoço. Mais informação sobre a CNV aqui.

sábado, 11 de setembro de 2010

Outro ataque ao homeschooling

Na sequência deste post, hoje não trago boas notícias:

A decisão de um juiz em Botswana, um país da África Austral, deve alertar-nos contra possíveis violações das liberdades individuais devido à influência das Nações Unidas. Quatro famílias em Botsuana foram judicialmente ordenadas a deixar de educar os filhos em casa e enviá-los para a escola pública.

A decisão surgiu na sequência de Botswana ter aderido à Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança. Apesar do juiz ter verificado que as crianças eram bem cuidadas e devidamente educadas, o tribunal decidiu que o melhor para as crianças era serem criadas e educadas pelo Estado. Continua aqui.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Revista: Educação fora da escola II

Clicar na imagem para ler a revista em fullscreen.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Interrogados pela polícia secreta

Quatro famílias que residem em Botswana enfrentam um futuro incerto devido a um impasse cada vez mais tenso sobre a questão do homeschooling. As famílias ensinam os filhos em casa por causa de suas convicções religiosas e filosóficas. Apesar das suas sinceras crenças religiosas e apesar dos tribunais não terem conseguido encontrar quaisquer problemas sociais ou educacionais nas crianças, foram ordenadas a matricular os filhos na escola pública e ameaçadas de consequências desconhecidas se o não fizerem.

Usando a Convenção sobre os Direitos da Criança (abre vídeo) adoptada pela Assembleia Geral nas Nações Unidas como pretexto, um juiz do Botswana irá decidir o seu destino amanhã. Os advogados da família estão buscando urgentemente um interdito para que o tribunal não possa agir contra esta família. HSLDA está pedindo a vossa ajuda.

Mais aqui.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tai Chi: A Via Natural

"A Via Natural" é o nome da escola de Tai Chi que o Alan fundou. Durante vinte e tal anos deu aulas no 1º andar do edifício mais alto da foto abaixo.

As aulas de Tai Chi continuam. Ontem fui até lá e hoje resolvi partilhar os pensamentos do Alan sobre o primeiro princípio do Tai Chi.

"O princípio fundamental do Tai Chi é o relaxamento. Até certo ponto podemos tentar relaxar concentrando-nos no corpo físico e abandonando a tensão que experienciamos nos músculos, e isso é muito benéfico. No entanto, é útil perceber que o "tentar" cria uma certa tensão na mente.

A verdade é que não podemos "tentar" relaxar porque esse simples esforço impedirá experiências mais profundas. Por trás da ideia de conseguir alcançar o relaxamento está a crença de que o relaxamento é algo que precisamos buscar "lá fora", a crença de que estamos separados da coisa que tanto desejamos e que temos de nos esforçar para adquiri-la.

Em contraste, o relaxamento profundo vem da aceitação do estado em que estamos, de deixar que a sensação de "ausência de esforço" se manifeste naturalmente. Em certo sentido, podemos relaxar o esforço da nossa tentativa de relaxar. O estado mental relaxado não é artificial nem inventado. Não existe nenhuma técnica ou método, excepto o abandono de qualquer esforço ou apego ao modo como achamos que as coisas deveriam ser.

A mente é capaz de se expandir, deixar ir e tornar-se espaçosa. Lembrando-vos disto, reservem algum tempo para deixar que a mente relaxe. Experiências de profundo relaxamento mental tornam o processo de relaxar o corpo e activar o chi muito mais fácil."

Fiquei a pensar: qual será o efeito do "tentar" aprender? Qual será o efeito do esforço de memorizar e regurgitar factos? Será que a "tentativa" de aprender acaba bloqueando experiências mais profundas? Será que o efeito da crença de que a aprendizagem é algo "lá fora", de que estamos separados da coisa que tanto desejamos saber, de que temos de nos esforçar para obter o conhecimento acaba bloqueando o acesso à inata sabedoria interior?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Macieiras e focalização

A caminho de Claverham, no sudoeste da Inglaterra


onde participei num dia dedicado à aprendizagem da focalização, um tipo de psicoterapia experiencial

que surgiu da colaboração entre Carl Rogers e Eugene Gendlin.

Depois do almoço a intensidade do felt-sense no estômago era tal

que tive de dar ir uma volta e apanhar ar fresco ;-)

Oportunidade maravilhosa de apreciar a beleza natural

das macieiras escondidas na parte de trás da quinta...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A partilha da abóbora






Ontem à tarde...

domingo, 5 de setembro de 2010

Homeschooling continua a aumentar!

Este Outono, enquanto mães e pais de todo o país estão enchendo mochilas com lápis e cadernos, tesouras e colas, preparando-as para serem levadas pelos filhos para a escola, um número cada vez maior de famílias estão enviando os seus filhos ... para lugar nenhum.

Em vez de os levar para a escola, estão decidindo educar os filhos em casa. De facto, as estatísticas mostram que nos EUA o número de alunos no ensino domiciliar quase que dobrou nos últimos 10 anos, tornando a aprendizagem em casa a modalidade de educação de crescimento mais rápido no país.

"O homeschooling... [teve] um aumento relativo de 74% ao longo de 8 anos", afirma o Dr. Brian D. Ray, do National Home Education Research Institute.

Continua aqui.

sábado, 4 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Prós e contras do homeschooling

Educação sim, mas não necessariamente na escola: alguns pais estão educando os filhos em casa. Estima-se que em Genebra centenas de crianças são educadas em casa. Mas será bom para as crianças, tanto do ponto de vista acadêmico como da perspectiva da socialização?

Entrevista com Beatriz Zumsteg, que trabalha no Departamento de Educação da Universidade de Zurique e não é a favor da ideia, e Joan Moy, representante da Associação do Ensino Domiciliar da Suíça. Ouvir aqui.

E aqui podem ler outro artigo sobre o unschooling.
Deixo-vos o último parágrafo:

"Nós vivemos no mundo real e todos os dias conversamos com pessoas de todas as idades e religiões. Nós aprendemos sobre muitos empregos diferentes, porque onde quer que vamos vemos pessoas a trabalhar. Questionamos tudo, porque queremos e podemos. Não fazemos as coisas que todo o mundo faz apenas porque toda a gente as faz. Nós fazemos o que achamos bem e nos faz sentir felizes. Somos pessoas felizes, e adoramos estar com a nossa família todos os dias - vivendo, aprendendo, crescendo. "

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Fotos recentes

Ontem: momentos musicais noutro dia de retiro e meditação.

Hoje: o pão de 3 sementes e os biscoitos caseiros que me deram em troca de uma sessão de reiki.

Anteontem: trilhas químicas?

Vídeo: regresso à escola em casa

Ensino doméstico incluido num programa sobre o regresso à escola: o vídeo pode ser visto aqui mas não sei se estará disponivel por muito tempo. Eis a introdução:

Crianças de todas as regiões estão a regressar à escola, mas um número cada vez maior não. Não existem registros sobre o número de crianças educadas em casa no Reino Unido, mas pensa-se que sejam entre os 20 e os 40 mil. Na segunda parte da nossa série "Regresso à Escola" perguntamos aos pais e aos filhos porque optaram por esta alternativa.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

As vantagens do homeschooling

O homeschooling é uma maneira óptima de educar as crianças entre os 3 e os 18 anos de idade. Antes do governo ter tornado obrigatória a frequência escolar para os cidadãos e residentes durante o século XIX, as crianças eram rotineiramente educadas em casa pelos pais ou por tutores contratados pelos pais.

Durante a segunda metade do século XX e todo o século XXI, cada vez mais famílias se voltaram para o homeschooling para escapar a loucura que experienciaram nos seus contactos com o sistema de ensino público. O homeschooling tem muitas vantagens e muitas delas serão descritas aqui neste artigo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O lar ou a escola?

Clicar na imagem para aumentar de tamanho

domingo, 29 de agosto de 2010

Casa e Escola


Malik, 15, e Kadeem, 12, nunca foram ensinados numa sala de aula que não estivesse debaixo do seu próprio telhado. Ambos aprendem em casa - estão no ensino doméstico, segundo a terminologia actual.

"Quando eles eram pequenos, e nós dois a trabalhar e eles na creche, estavam sempre a adoecer", diz Angela, a mãe - e professora. "Quando chegou o dia em que já não podia me ausentar do trabalho, decidi ficar com eles em casa e comecei a ensiná-los a leitura e a matemática. Foi assim que começámos... e acabámos continuando. Este foi um desejo que Deus nos deu."

Além disso, toda a família está envolvida: "E eu sou o director", diz o pai, brincando.

Continua aqui.

sábado, 28 de agosto de 2010

Crianças decidem o que aprender

Trecho de um artigo publicado ontem num jornal canadense. Fotos aqui: 'Unschooled' kids direct their own education

A casa de Judy é o sonho das crianças. A cave está cheia de peças de Lego. Um canto da sala está cheio de animais de estimação: celas com cobaias, gerbils, dois pássaros e um periquito. Nove computadores em rede estão disponíveis em zonas diferentes para as crianças fazerem suas pesquisas na internet, escreverem ou jogarem jogos. Pendurados nas paredes dos corredores vemos uma série de pósteres explicando os átomos, a fotossíntese, a geografia do mundo e a história.

Numa recente tarde de Verão encontrámos os 5 filhos, entre os 8 e os 19 anos, a ler e a brincar. A casa é o lugar onde dormem, comem, brincam e vão à escola. Ou melhor, à não-escola.

Fazem parte de um segmento pequeno, mas cada vez maior, do movimento do ensino doméstico, que abandona o currículo nacional a favor de um curso de estudo escolhido pelos filhos que vai ao encontro dos seus interesses. Judy deixa os filhos decidirem o que querem aprender e quando querem aprender. O seu papel é agir como facilitadora para ajudá-los a obter a informação ou os materiais e equipamento que necessitam - desde levá-los à biblioteca ou às compras - para apoiar a aprendizagem sobre, digamos, Shakespeare, música ou a Segunda Guerra Mundial.

"É confiar que as crianças tem a capacidade de aprender aquilo que precisam saber, agora e no futuro", disse Judy.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Unschooling: para pessoas como eu?

Kate Fridkis, ao comentar este artigo sobre o homeschooling publicado recentemente no The New York Times Style Magazine, partilha as suas memórias dos seus dias de unschooling:

Até hoje (tenho 24 anos), as pessoas ainda me perguntam como eram passados os meus dias de unschooling. O que é que eu fazia? Como é que aprendia? E a verdade é que eu não tenho a certeza. Porque os dias quase nunca eram iguais. Tive alguns livros didáticos ao longo do percurso. Talvez dois. A ideia era que todas as semanas eu completasse certa quantidade de "aulas" contidas nesses livros. E, quando me lembrava, completava uma série delas às sextas-feiras. Lembro-me de ler o tempo todo. E de escrever constantemente. Lembro-me de pintura e de tocar música. E de fazer essas coisas porque me davam prazer.

Adorava aprender de tal maneira que às vezes acho que as pessoas esqueceram-se de que as crianças e os jovens podem gostar de aprender. Porque essas actividades não eram escola, nem trabalho, nem trabalhos de casa, nem exigências. Eram parte de mim. E quando gostamos de algo o suficiente para estarmos sempre a fazê-lo, isso leva sempre a outras coisas, e tornamo-nos muito bons nisso. Soa tão simples! E as pessoas parecem querer uma resposta mais complexa. Querem saber quem eram os meus professores, que tipo de educação a minha mãe tinha. Nenhum dos meus pais frequentou a universidade. Em vez disso, os dois começaram um negócio quando eram adolescentes.

Os meus pais são muito, muito inteligentes. São muito bons em estabelecer contactos. Ambos são criativos. Mas mais importante, em termos da minha educação, foi que ambos foram capazes de concordar que eu ia sair-me bem, mesmo que nunca me sentasse numa sala de aulas. Eles acreditavam que as crianças aprendem constantemente desde que sejam incentivadas.

Continua aqui.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Vídeo: A Escola em Casa no Equador

Mais um vídeo: ontem foi sobre l'école à la maison, hoje sobre a escuela en casa.



Encontrei também este artigo:

Equador: os primeiros casos de "Educación en Casa"

Uma casa que também é escola e pais que se tornaram professores de matemática, línguas, ciências naturais e ciências sociais. Esta é a experiência das primeiras 4 famílias a implementar oficialmente a modalidade "Educación en Casa" no Equador, em vigor desde Outubro do ano passado.

A família Quiñones foi uma das primeiras a optar oficialmente por este sistema de ensino. Este sistema, em que os pais decidem educar os seus filhos em casa em vez de enviá-los para a escola, não é novo nos Estados Unidos e na União Europeia, mas em países latino-americanos como o Equador só agora é que está começando a ser conhecido pelo público em geral.

Continua aqui.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Reportagem: l'école à la maison

Paolina, uma menina de 7 anos cheia de talento, segue um método especial de ensino totalmente adaptado ao seu modo de funcionamento intelectual: a escola em casa e em todo o mundo.



Como podem verificar, o ensino doméstico (PT) ou educação domiciliar (BR) (homeschooling nos EUA, home education no Reino Unido) é uma abordagem educacional cada vez mais aceite, e suas inúmeras vantagens estão começando a ser reconhecidas pelo público em geral.

Faz-me lembrar as palavras do filósofo alemão Arthur Schopenhauer: "A verdade tem 3 estágios: primeiro ela é ridicularizada, depois contestada, e finalmente, aceita."

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Homeschooling em perigo na Rússia

O governo russo propôs uma nova lei sobre a educação cuja aprovação oficial está prevista para o final de 2010. Embora o homeschooling seja actualmente legal na Federação da Rússia, esta proposta de lei eliminaria a educação em casa como opção legal para as famílias.

Os homeschoolers russos prepararam cartas que foram enviadas ao presidente da Rússia, ao Ministério da Educação, ao Parlamento russo e à Câmara Pública da Rússia. Agora estão pedindo ajuda aos homeschoolers e defensores dos direitos da família de todo o mundo.

Medidas solicitadas

Pedem que as famílias apoiem activamente os direitos das famílias russas, expressando suas opiniões sobre as alterações propostas pela lei aos representantes oficiais da Rússia nos vossos países.

Escrevam por favor um e-mail ou carta para às autoridades russas. Considerem incluir o seguinte:

1. Descrever a maneira como o homeschooling beneficia a vossa família e os vossos filhos.
2. Declarar que as famílias devem ter o direito humano fundamental de tomar decisões sobre a educação dos seus filhos. Transmitir o vosso desejo de que a educação em casa continue a ser uma opção legal na Rússia.
3. Explicar que o homeschooling produz crianças bem-ajustadas academica e socialmente que se tornam cidadãos produtivos. Descrever o sucesso dos vossos filhos.

As petições deverão ser enviados à Embaixada da Federação da Rússia, onde serão encaminhadas ao governo russo através do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Mais aqui.


Embaixada da Federação da Rússia em Portugal
A morada da Secção Consular:
Rua Visconde de Santarém, 57, 1000-286 Lisboa
Telefone: 21-846 44 76 Fax: 21-847 93 27
Contactos aqui.

Embaixada da Federação da Rússia no Brasil
Avenida das Nações, SES
Q.801, Lote A, Brasilia-DF
e-mail: embaixada.russia@gmail.com
Telefone:(55 61) 3223 30 94, 3223 40 94
Fax: (55 61) 3226 73 19

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A solução que dá resultado

Trechos de dois artigos publicados ontem sobre o ensino doméstico:

Entrar para as melhores universidades é o sonho de muitos estudantes.

Quando Anna, Pritt e Jacob foram admitidos na Universidade de Harvard, foi motivo de grande festa na Escola de mamãe e papai.

Christine e Mark assumiram a responsabilidade pela educação dos filhos quando Anna estava na quarta série e Jacob na segunda, e continuam educando os outros quatro filhos, que estão na faixa etária 11-17.

Christine disse que optou pelo homeschooling quando o filho Jacob terminou a primeira série. Com a experiência de Anna no jardim de infância apercebeu-se que a maior parte do tempo era passado na aprendizagem do alfabeto e outras coisas básicas. Como Jacob sabia ler antes de entrar para o jardim de infância, ela decidiu educá-lo em casa para ele não ficar aborrecido. Mas esse primeiro ano de aprendizagem em casa colocou-o muito mais adiante das crianças da primeira série.

"E os professores eram excelentes - esta decisão não teve nada a ver com a qualidade dos professores. Mas o sistema tem pouca flexibilidade, e o tamanho das turmas impossibilitava que as crianças recebessem atenção individual."

Continua aqui.

Não digam a Sawyer que o latim é uma língua morta.

O estudante educado em casa, de 14 anos de idade, é um entusiasmado leitor de textos antigos, ansioso por mostrar como eles são úteis na vida quotidiana.

"Mesmo nesta conversa que estamos agora a ter, a maioria das palavras que estamos usando vêm do grego e do latim", disse ele.

"Além do facto de nos ajudar a aprender outros idiomas, incluindo o inglês, são especialmente úteis na resolução de problemas", disse Rowan, outro adolescente educado fora da escola. "E a leitura sobre a história de Roma, seus costumes e política, quando a comparamos com os eventos actuais, vemos que muitas vezes estes fazem mais sentido."

Retirado deste artigo.

domingo, 22 de agosto de 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

Freechild, unschooling & deschooling

O Projecto Freechild define o unschooling como um processo de aprendizagem ao longo da vida, sem salas de aula formais ou institucionalizadas nem trabalhos escolares. O seu efeito depende das relações interpessoais e da progressão natural da aprendizagem, em vez de livros didáticos e professores em salas de aula. A auto-educação é a prática libertadora de ensinarmos a nós próprios.

Freechild acredita que deschooling também é qualquer espécie de educação não formal e não institucionalizada. No entanto, este processo enfatiza deliberadamente a ausência de uma abordagem sistêmica na aprendizagem e nega a necessidade de escolas. Alguns homeschoolers usam o "processo" de deschooling como preparação para a aprendizagem em casa.

A tua vida, o teu tempo e o teu cérebro devem pertencer-te a ti, e não a uma instituição.
Grace Lwellyn, no Manual de Libertação dos Adolescentes

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Unschooling: o resultado

Com a aprendizagem autónoma, em liberdade, as crianças aprendem a tomar responsibilidade pelas suas vidas, aprendem que a sua vida lhes pertence, que são muito, mas muito mais do que meros recursos humanos forçados a se submeter a todo um processo de moldagem que as prepara apenas para encaixarem num sistema que não é o seu.

A vida é uma infinidade de possibilidades e o nosso papel é decidir o que queremos experienciar; e nós, claro, preferimos criar a nossa realidade!

Paula Peck

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Descobrindo a cidade

Hoje fomos até Easton onde, de acordo com o Censo de 2001, cerca de 35% da população é negra ou de origem asiática.

Dizem que é uma das áreas mais necessitadas no sudoeste da Inglaterra.

Contudo, é uma comunidade vibrante, com grupos de pressão, grupos musicais, grupos políticos, cooperativas de trabalhadores e algumas comunas anarquistas.

Tem também três mesquitas, uma sinagoga, um templo sikh e várias igrejas de diferentes denominações.

E é famosa pelos seus grafites, incluindo originais do "artista guerrilheiro" Banksy.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Fotos desta semana

Momentos musicais


num dia de retiro e meditação.


Caril de courgettes para o almoço


e outro passeio na natureza...


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Tom Cruise faz o homeschooling

Aqui, Katie Holmes, casada com Tom Cruise, diz:

And we homeschool Suri—she has a teacher who is with her every day. We like the one-on-one education. I’m happy that my daughter is strong-willed and determined. You really have to go with what the child is wanting.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Livro: Aprendizado Livre

A aprendizagem ocorre em todo o lado. É constante. Este é o pedaço de sabedoria que guardo sempre comigo. Ele ajuda as crianças a ver que o mundo tem muito que ensinar, e que novos conhecimentos podem vir a qualquer momento em qualquer parte. Sendo um pouco mais isolados do que a maioria dos estudantes e professores, os homeschoolers também procuram a sabedoria, a inspiração, apoio e aconselhamento dos livros e online. Existem dezenas de livros sobre o assunto por aí . Alguns são livros do tipo "como fazer", outros são histórias sobre a experiência de determinada família.

Free Range Learning, por Laura Grace Weldon, é um novo livro sobre o homeschooling. O livro não é rigorosamente sobre "como fazer", nem é apenas sobre a experiência pessoal de alguém. É uma mistura dos dois, entrelaçando experiências reais da família sobre a aprendizagem dos filhos e listas de ideias de projetos e recursos. O livro contém também muita orientação e informação sobre como ensinar os nossos filhos, e até sobre estudos científicos sobre a forma como as pessoas aprendem. Sim, o livro é essencialmente para homeschoolers, mas se você é o tipo de pai que tenta ensinar os filhos durante a noite e os fins de semana, este livro tem tanto para oferecer, como teria para um pai que pratica o ensino domiciliar.

Visualizar aqui.

domingo, 15 de agosto de 2010

Educação em casa

Pensar em voltar à escola após as férias de Verão não incomoda os filhos de Connor - são educados em casa. Este artigo relata como a opção pelo ensino doméstico os tornou mais próximos.

A casa da família Connor em Darlington, Reino Unido, é um lugar de muita actividade. Dave Connor, empresário com cinco filhos, carinhosamente descreve o ambiente como frenético: "Ninguém se atreve a colocar a chaleira no fogo, porque há sete xícaras de chá a fazer."

Dave fala calmamente, com uma aura de serenidade que deve vir a calhar quando se tem de combinar o papel de professor e pai, enquanto ao mesmo tempo gerir o seu negócio de restauração de móveis.

Sua casa não é apenas um lar; tem sido também, nos últimos 19 anos, uma escola e uma oficina!

Podem ler o resto aqui.