Este blog partilha informação sobre o homeschooling e o unschooling - ensino doméstico ou educação domiciliar. Para navegarem o site, usem os links acima e, para os posts de 2011, o botão da pesquisa na barra direita. Facebook: Aprender Sem Escola Email: aprendersemescola@gmail.com

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Bruno Mazzeo está fazendo escola em casa

Li, aqui, que o actor brasileiro Bruno Mazzeo, durante o lançamento do seu livro sobre o Vasco no Rio, fez questão de mostrar que está fazendo escola em casa.

Li também, aqui, que na Espanha

Fuentes Zorita sigue haciendo camino en el andar de sus razonamientos, producto de su mente analítica y de su esfuerzo en el trabajo ordenado, consecuencia a su vez de la educación recibida. No fue al colegio hasta los 9 años de edad, pero cuando se incorporó iba bastante más avanzado que el resto de la clase y consiguió una beca para estudiar bachiller.

El secreto no era otro que el de tener la escuela en casa: su madre, maestra de la República y represaliada por el régimen franquista, se ocupó junto a su abuelo (también maestro) de su enseñanza. El resultado fue un expediente académico brillante y una curiosidad que le llevó a estudiar Económicas y Sociología durante las vacaciones, entre curso y curso (...) O sea que le músculo del cerebro lo tiene bien entrenado.

Educado en la lógica y el análisis y con altas dosis de intuición, no distorsiona su mente queriendo acelerar el ritmo de los acontecimientos, así que vive el presente y mira al futuro sin temor.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Natal sem Compras

Temendo a temporada de férias?
O stress e as correrias frenéticas?

As listas enormes de prendas e coisas a fazer?

As horas desperdiçadas nos shoppings atafulhados de espíritos famintos?

O que compraria Jesus? Será que iria para o shopping?

Este ano, que tal reunir amigos e familiares e decidir fazer as coisas de forma diferente?

Que tal aproveitarmos o espírito do dia sem compras e celebrarmos o Natal sem compras?

Aqui, é o que vamos tentar fazer ;-)
E vocês, teriam coragem de viver um Natal sem compras?
Ou preferem ser um bom consumidor (abre vídeo)?

[Adaptado daqui]

domingo, 12 de dezembro de 2010

Homeschooling de bicicleta

Família vai de bicicleta do Alasca até Ushuaia

A família Vogel decidiu atravessar o continente americano para passarem mais tempo juntos.

"Os meus filhos estudam matemática, história ou as características dos lugares que vamos visitando e depois escrevem sobre o que aprenderam. Queremos, acima de tudo, que aprendam como é que as pessoas vivem normalmente, e que se vão apercebendo que os estilos de vida vão mudando à medida que vamos avançando", disse Nancy.

No blog da família, que registra o dia-a-dia desta expedição pela América, John e a esposa falam sobre a aprendizagem fora da escola, que chamam de homeschooling na estrada:

"Infelizmente, o nosso sistema escolar tende a ignorar a curiosidade das crianças e torna a aprendizagem chata, repetitiva e irrelevante. Por isso, nas nossas viagens, temos feito esforços para capitalizar a propensão natural dos nossos filhos para a aprendizagem. Às vezes fazemos desvios para visitar lugares históricos e científicos para despertar o senso de curiosidade dos nossos filhos. Desta forma, não perderam a alegria de aprender. "

Ler o artigo aqui.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Criança sobredotada aprende em casa

Mais um artigo sobre o ensino doméstico para crianças sobredotadas aqui. Deixo-vos um pequeno trecho:

Aos 18 meses, Clayton adorava jogos e puzzles como a maioria das crianças (...) Aos 2 anos de idade, aprendeu a ler sozinho, e por volta dos 3 já escrevia.

Clayton, que agora tem 11 anos, usou seu cérebro dotado para ajudar a equipe dos Estados Unidos, composta por crianças entre os 8 e os 13 anos, a atingir o nono lugar (eram 33 equipes) na Competição Mundial de Matemática em Pequim, na China, que teve lugar entre 25 e 28 de Novembro.

Clayton disse que adora aprender em casa, mesmo sabendo que esta não é a forma como as crianças normalmente aprendem.

"A minha parte preferida (de ser educado em casa) é ter o poder de ajustar a aprendizagem ao meu estilo de aprendizagem e aprender ao meu próprio ritmo", disse ele.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Momentos musicais e encontros multiculturais


em que tive a oportunidade de partilhar momentos musicais acompanhada por um representante da tradição sikh. O resto da congregação, que não se vê na foto, cerca de 30 pessoas de todas as religiões ou nenhuma, também participou, cantando o mantra da compaixão. Só foi pena não terem estado presentes os seguidores da religião Jedi!

Foi a primeira vez que toquei o harmonium em público - bem gostava que os sikhs me ensinassem os diversos ragas que usam! Antes, só mesmo em casa, na privacidade do lar,

onde me vou divertindo, fazendo experiências com os efeitos especiais incluidos no Image Zone...

Suécia prende pai-homeschooler

Ainda bem que não vivemos na Suécia!



Podem ler sobre este caso aqui e aqui.

Christer Johansson, pai de Domenic Johansson, de 9 anos de idade, e marido de Annie Johansson, foi recentemente preso pelas autoridades suecas.

Mais informação aqui.

Ruby Harrold-Claesson, famosa advogada especializada em direitos humanos internacionais e presidente do Comité Nórdico para os Direitos Humanos, disse que "nunca tinha visto durante os seus 20 anos de prática um caso tão mal tratado."

"O governo não devia raptar e aprisionar crianças simplesmente por não gostar do homeschooling. Isso é exatamente o que aconteceu aqui", disse Roger Kiska, conselheiro jurídico do Alliance Defense Fund, que é baseado na Europa. "Apesar da decisão imprudente por parte do Sr. Johansson, a única ameaça aqui é o governo bêbado com seu próprio poder. Esta triste circunstância é o que acontece quando um governo todo-poderoso leva um pai ao ponto do desespero, por isso os serviços sociais não deviam fingir estar surpreendidos. "

Continua AQUI.

Ver também:
Preso pai de menino raptado pelo governo da Suécia
Homeschooling father of state-abducted child jailed in Sweden

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Homeschoolers criam "escola livre"

Na Inglaterra, um grupo de pais que educam os filhos em casa está a planear utilizar uma nova lei para criar a primeira "escola livre" do concelho.

As três mães que estão por trás do plano retiraram os filhos da escola pública e dizem que a sua futura escola para 60 alunos entre os 4 e os 16 anos de idade vai oferecer um tipo diferente de educação, e que esta não vai ser baseada no Currículo Nacional.

O Governo aprovou uma lei em Julho dando aos pais, instituições de caridade e empresas a possibilidade de criarem escolas apoiadas por fundos estatais, mas sem as usuais restrições.

Os pais-homeschoolers, que se reuniram com o primeiro-ministro para discutir os seus planos, esperam que a escola possa abrir em Setembro de 2011.

Louisa Nutt, 43, ex-professora que educa em casa os 2 filhos gêmeos de 5 anos, disse ter iniciado negociações para a aquisição das instalações.

Ela disse: "Cada família tem razões diferentes para educar em casa e quando surgiu a oportunidade de criarmos a nossa própria escola, isso pareceu ser bom demais para ser verdade. Vamos conseguir transmitir muitos dos nossos ideais. Gostaríamos de contratar professores mas manter os nossos fortes valores fundamentais, incluindo o envolvimento parental".

Susie Coul, 35, mãe de 3 filhos, disse que o Currículo Nacional, os testes, exames e o bullying foram as razões que a levaram a tirar os filhos da escola estadual. Disse: "Prefiro que os meus filhos não sejam submetidos a isso."

Fonte

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Advogados apoiam homeschoolers

Na Califórnia os pais são proibidos de educar os filhos em casa a não ser que tenham qualificações de pedagogia emitidas pelo Estado? Essa foi a surpreendente afirmação de um tribunal da Califórnia em Fevereiro passado.

Na sequência de expressões de choque da comunidade de homeschoolers, dezenas de milhares de famílias na Califórnia, e de funcionários públicos, jornais e políticos, o Tribunal tomou o passo incomum de reconsiderar a decisão que havia tomado.

Como não seria de surpreender, a Associação de Professores da Califórnia pediu ao tribunal para manter a decisão. A união de professores, obviamente, não aprecia a ameaça do homeschooling ao monopólio educacional da escola pública.

Em contraste, os advogados da Pacific Legal Foundation tomaram o lado dos pais, das fundamentais liberdades constitucionais e, especialmente, da liberdade de escolha no campo da educação. Citaram o precedente do Supremo Tribunal dos EUA que defendeu os direitos dos pais de orientar e supervisionar a educação dos filhos, e citaram a ex-juíza Sandra Day O'Connor:

"A cláusula do devido processo não permite que o Estado viole o direito fundamental dos pais de decidirem o modo de educar os filhos apenas porque determinado juiz entende que outra decisão seria "melhor".

Além disso, como disse o advogado Damien Schiff, "a experiência mostra que o homeschooling resulta e que as escolas públicas nem sempre proporcionam um ensino de qualidade."

Retirado daqui.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Passeios: Portishead

O frio continua....

Estão -5 °c mas a sensação é de -11 °c!

Nem apetece sair de casa mas lá fomos até Portishead...

Estava a neviscar,

e o frio era tanto

que fomos a uma charity shop comprar um gorro!

Graffiti e a religião Jedi

Há já uns tempos que andava com vontade de fotografar Yoda

e ontem, finalmente, lá me lembrei.

Lembram-se das frases dele?

O medo é o caminho para o Lado Escuro.
O medo leva à raiva, raiva leva ao ódio;
ódio leva ao sofrimento.

Sabiam que 390,127 pessoas da Inglaterra e do País de Gales disseram pertencer ao Jediísmo no census de 2001, ultrapassando o número de budistas, sikhs e judeus?

E para acabar, mais uma foto.
Se gostam de graffiti, podem gostar deste post.

Update: ao ler este post, a minha mãe exclamou "estás a fugir ao tema!" Retorqui que não, que no unschooling é precisamente assim que se aprende, observando o mundo em que vivemos e querendo compreendê-lo.

"Mas isso interessa?" continuou ela, referindo-se ao movimento dos que dizem seguir o modo de vida Jedi. Cultura geral interessa, movimentos sociais interessam. Embora a maioria das pessoas não leve isto a sério, a verdade é que no Reino Unido o "jedaísmo" é reconhecido oficialmente como a quarta maior religião.

Que a Força esteja convosco!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O clima na Inglaterra

A Inglaterra vista de cima há 3 dias:

Entretanto, aqui em baixo, um frio de rachar!

Tudo congelado, até o pequeno lago aqui pertinho...

Neste momento estão -6 °c mas a sensação é de -10 °c!
Felizmente temos aquecimento central!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Passeios e arte urbana

Ontem fomos de comboio até Easton.

A plataforma da estação ferroviária tem um longo mural.

Nele, o artista, Bill Guilding, retrata a comunidade que ali vive

com 30 figuras a cores em tamanho real,

ilustrando os temas históricos a preto e branco.

Um registo histórico da multiculturalidade daquela zona, representando talvez a nossa aldeia global...

sábado, 4 de dezembro de 2010

O movimento anti-escola III

Primeira parte aqui.

Individualidade

O livro de Allan Bloom Closing of the American Mind (abre livro) é uma crítica à universidade contemporânea e ao modo como ela falha os seus alunos. Em grande medida, a crítica de Bloom anda à volta da sua crença que os Grandes Livros do Pensamento Ocidental têm sido desvalorizados como fonte de sabedoria. Martha Nussbaum e Harry V. Jaffa argumentaram que Bloom foi profundamente influenciado por Friedrich Nietzsche, que no século XIX escreveu:

Não há educadores. Como pensador, devíamos falar apenas sobre a auto-educação. A educação da juventude por outros é um experimento (...) ou um nivelamento (...) para fazer com que o novo caracter, seja ele qual for, se conforme aos hábitos e costumes prevalecentes.

Na década de 1940, o escritor e crítico inglês Herbert Read escreveu:

A humanidade é naturalmente diferenciada em vários tipos, e prensar todos esses tipos no mesmo molde tem inevitavelmente que levar a distorções e repressões. Deveria haver escolas de vários tipos, seguindo métodos diferentes e servindo diferentes tipos de personalidades. Pode se argumentar que até mesmo os estados totalitários deveriam reconhecer este princípio, mas a verdade é que a diferenciação é um processo orgânico, associações espontâneas de indivíduos para fins específicos. Dividir e segregar não é a mesma coisa que juntar e agregar. É precisamente o processo oposto. Toda a estrutura da educação, como este processo natural que imaginamos, cai aos pedaços se tentarmos fazer com que essa estrutura seja... artificial.

Avaliação

Em Sociedade sem escolas, Ivan Illich apela à desinstalação das escolas. Ele afirma que a escolaridade confunde o ensino com a aprendizagem, confunde as notas com a educação, os diplomas com a competência, a frequência com o sucesso e, principalmente, o processo com a substância. Diz que as escolas não recompensam o verdadeiro sucesso, apenas processos. As escolas inibem a vontade e capacidade de auto-aprendizagem que todos temos, resultando em uma impotência psicológica. Afirma que a escolaridade obrigatória perverte a inclinação natural das vítimas para o crescimento e aprendizagem, substituindo-as com a demanda de instrução. Além disso, o modelo actual de ensino, com seu sistema de credenciais, trai o valor do auto-didata. E mais, a escolaridade institucionalizada visa quantificar o inquantificável - o crescimento humano.

FIM

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O movimento anti-escola II

Primeira parte aqui.

Excesso de educação


Excesso de educação é o fenômeno no qual os indivíduos sentem-se sobrecarregados e oprimidos pelo peso da sua educação. Uma boa educação é algo apreciado por todas as culturas, mas a educação pode ser experienciada como um obstáculo à felicidade e contribuir para problemas de saúde mental [ver aqui].

Mental illness running high among uni students

Students struck by high anxiety

Às vezes este termo refere-se ao problema de empregar pessoas com ensino superior. Por exemplo, alguns evitam contratar pessoas doutoradas porque experienciam a presença de alguém mais educado do que eles como uma potencial ameaça à sua posição. Além disso, podem não lhes dar emprego por não quererem pagar um salário maior a alguém quando não precisam de empregados com esse alto nivel de educação.

A corrupção de crianças

Rousseau escreveu, no seu livro Emílio, que todas as crianças são organismos perfeitamente desenhados, prontos a aprender a partir do ambiente em que se encontram de modo a se transformarem em adultos virtuosos, mas devido à influência maligna da sociedade corrupta normalmente não conseguem fazê-lo. Rousseau defendia um método educacional que consistia em retirar a criança da sociedade para, por exemplo, uma casa de campo, e alternadamente condicioná-la através de alterações ao meio ambiente e preparando armadilhas e desafios para ela resolver ou ultrapassar.

Rousseau era incomum porque reconheceu o potencial problema de legitimar o ensino. Defendia que os adultos deviam ser sempre honestos com as crianças e que nunca deviam esconder o facto de que a base da sua autoridade é puramente a coacção física: "sou maior que vocês". Quando as crianças atingirem a idade da razão, por volta dos 12 anos, deveriam estar engajadas, como indivíduos livres, no seu próprio processo constante.

Continua aqui.

O movimento anti-escola

Uma pergunta comumente feita aos homeschoolers é: mas então vocês são anti-escola? A maioria responde que não, que não são anti-escola, que são, sim, a favor da liberdade na aprendizagem. Alguns preocupam-se com a violência escolar. A verdade é que o movimento anti-escola existe, e embora este movimento contra a escolaridade obrigatória não esteja necessariamente relacionado com o ensino doméstico, vale a pena estarmos a par dos seus argumentos. Por isso, resolvi traduzir o artigo que encontrei aqui. Espero que gostem!

Escola como sistema de controlo político

Um método de ensino sem currículo nem instrução foi defendido por Neil Postman e Charles Weingartner no seu livro Teaching as a Subversive Activity (abre livro). Na educação através do inquérito, os estudantes são incentivados a fazer as perguntas que são significativas para eles, perguntas que muitas vezes não têm respostas fáceis; os professores são encorajados a evitar dar respostas.

O filósofo Herbert Spencer fala sobre o despotismo inerente à educação:

Que significa dizer que o governo deve educar o povo? O povo deve ser educado porquê? Qual é o objectivo dessa educação? É óbvio que é para moldar as pessoas para a vida social - para torná-las bons cidadãos. E quem é que define "bons cidadãos"? O governo: não há outro juiz. E quem é que decide como produzir estes "bons cidadãos"? O governo: não há outro juiz. Daí, a proposição é convertível ao seguinte: o governo deve moldar as crianças em bons cidadãos, utilizando a sua própria definição de "bom cidadão" e decidindo a forma de se moldar as crianças. Tendo feito isso, tem de elaborar o sistema disciplinar que melhor produzirá o tipo de cidadão que concebeu. O governo é então obrigado a cumprir este sistema de disciplina até o fim. Porque, se não o fizer, permitirá que as pessoas se tornam diferentes daquilo que, na sua opinião, se devem tornar, falhando assim na obrigação que lhe diz respeito cumprir.

[é neste sentido que a socialização das crianças educadas fora da escola é questionada - a preocupação não é se elas estão felizes, se têm amigos, oportunidades para conviver e acesso a actividades de grupo; não, o problema é a possibilidade de não se transformarem no tipo de cidadão mais conveniente ao Estado, ou no tipo de recursos humanos mais úteis para a minoria que controla o governo]

Murray N. Rothbard argumenta que a história do motivo para a escolaridade obrigatória não é orientada pelo altruísmo, mas pelo desejo de forçar a população ao molde desejado pelo Estado [ver Education: free and compulsory].

John Caldwell Holt afirma que os jovens devem ter o direito de controlar e dirigir a sua própria aprendizagem, e que o actual sistema de escolaridade obrigatória viola um direito básico e fundamental do ser humano: o direito de decidir o que meter na nossa cabeça. Ele acha que a liberdade de aprendizagem faz parte da liberdade de pensamento, um direito humano ainda mais fundamental do que a liberdade de expressão. Em especial, ele afirma que a escolaridade obrigatória é uma grave violação das liberdades civis (Holt, 1974).

Nathaniel Branden diz que o governo não devia ser autorizado a retirar as crianças de suas casas à força, com ou sem o consentimento dos pais, e sujeitá-las a métodos e técnicas de ensino que os pais podem ou não aprovar. Diz que os cidadãos não deviam ter seus bens expropriados para suportar um sistema educacional com o qual podem ou não concordar, nem pagar a educação de crianças que não as suas. Afirma que qualquer pessoa que compreende o princípio dos direitos individuais vê que isto é verdade.

Continua aqui...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Homeschoolers na Competição Mundial de Robótica



O filme mostra o grupo de homeschoolers de Auckland, Nova Zelândia, que competiu na Vex Robotics World Championship e ganhou o World Programming Title, ficando em primeiro lugar nos jogos de qualificação e em terceiro no desafio de habilidades de condução - na primeira vez que tentaram!

Mais informações aqui.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ensino doméstico e socialização

Os pais que educam os filhos em casa precisam mesmo de ter sentido de humor, porque sem sentido de humor, quem tem pachorra para este tipo de interação, infelizmente tão comum?



socialização = acto ou efeito de socializar

A palavra socializar tem vários sentidos:
1. Tornar ou tornar-se social ou sociável = sociabilizar
2. Tornar ou tornar-se socialista
3. Reunir ou reunir-se em associação = associar

Pergunto-me muitas vezes a qual destes sentidos se referem...

domingo, 28 de novembro de 2010

Educación en casa - Aprendizaje en el hogar

Artigo sobre o ensino domiciliar na revista espanhola Hacer Familia
Escuela en Casa

sábado, 27 de novembro de 2010

Conclusões do Congresso Espanhol sobre o Homeschooling

Primeiro Congresso Nacional do Homeschooling em Espanha

CONCLUSÕES (original aqui)

1. O direito de todos à educação inclui o direito de escolha. Deve ser reconhecido que os pais têm o direito de escolher o tipo de educação que desejam dar aos filhos.

2. A família é o espaço natural da educação dos filhos e os pais são os principais responsáveis por esta tarefa. O governo, através da escola e outros locais de instrução, pode exercer uma missão educativa subsidiária que nunca deve usurpar nem infringir a responsabilidade dos pais.

3. A educação em família, "escola em casa", ou homeschooling é, em essência, uma modalidade que exige a prática dos valores fundamentais da liberdade de pensamento, liberdade de ensino, liberdade de aprendizagem, liberdade de escolha do modelo educacional e a obrigação do Estado de garantir estes direitos.

4. Há vários países, dentro e fora da Europa, onde se aceita o homeschooling. Servem de modelo quanto à normalização legislativa e sociológica da educação em família ou "escola em casa". A falta de reconhecimento explícito no nosso país desta modalidade educativa está obrigando os nossos filhos a serem alunos de instituições estrangeiras que aceitam o homeschooling, para o reconhecimento dos seus estudos. É, portanto, urgente o reconhecimento oficial deste modelo de ensino em consenso com os envolvidos.

5. A educação em família, ou "escola em casa", não deve ser vista como uma modalidade residual, mais ou menos tolerada, mas com todos os direitos económicos, académicos, administrativos e sociais. A passagem da livre escolha de escolas à livre escolha do modelo de educação deve ser feita com dignidade e sem abrir mão da totalidade de direitos. Nesse sentido, o Estado deve fornecer o financiamento e a formação para o desenvolvimento do homeschooling.

6. Urge acabar com a perseguição e discriminação contra as famílias que se dedicam ao ensino em casa. Não se deve penalizar a "escola em casa" com sanções administrativas derivadas de leis estaduais e regionais relativas ao bem estar social dos menores, nem muito menos com leis do Código Penal, que envolvem denúncias totalmente injustificadas de absentismo escolar devido à ausência de abandono e/ou negligência na educação dos filhos.

7. As famílias que praticam “a escola em casa” não são um grupo homogêneo, mas diferentes em suas motivações ou razões, estilos de vida e forma como praticam o homeschooling. É essencial que isto seja considerado na hora do reconhecimento deste tipo de estudos.

8. Cabe assinalar como objectivo prioritário a criação de linhas de investigação e pontos de divulgação para a consolidação do ensino doméstico na Espanha, assim como a criação de centros de apoio e acolhimento para as famílias que praticam o homeschooling.

9. O homeschooling não deve ser visto como um ataque à escola. Pelo contrário, o reconhecimento da educação familiar, "escola em casa" ou homeschooling, revelará vias educativas que podem ajudar a melhorar o sistema escolar actual:

a. A motivação para a aprendizagem, o sucesso acadêmico e a formação em valores e virtudes são realçadas pela participação dos pais no processo educativo dos filhos.

b. A revisão dos mecanismos de participação educativa das famílias na escola para melhorar a comunicação com os professores e aumentar assim a participação dos pais na aprendizagem dos filhos.

c. O enfoque excessivo em programas e desempenho contrasta com a pouca ênfase que se coloca na pessoa e no relacionamento humano entre professor-aluno, pais-professores e pais-filhos.

10. Estamos à disposição das autoridades para ajudar na elaboração de protocolos que contemplem o reconhecimento da educação domiciliar, o que certamente contribuirá para a criação de novos quadros de excelência e liberdade educativa no nosso país.

Valência, 23 de Outubro de 2010

Mais sobre a conferência aqui.

Ver slideshow do congresso aqui.