Este blog partilha informação sobre o homeschooling e o unschooling - ensino doméstico ou educação domiciliar. Para navegarem o site, usem os links acima e, para os posts de 2011, o botão da pesquisa na barra direita. Facebook: Aprender Sem Escola Email: aprendersemescola@gmail.com

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Legislação brasileira & ensino domiciliar

Educação domiciliar e poder público

A Legislação brasileira é veemente na proibição do ensino domiciliar, mas casos como o ocorrido em Minas Gerais, em que um casal processado por ensinar os filhos em casa alegou insatisfação com a qualidade do ensino público. Afinal, a quem pertence o direito de escolher a educação dos filhos?

Podem ler o artigo de Janaína Rosa Guimarães, Advogada pós-graduada em Direito Civil e Processo Civil e Membro honorário da ABDPC/Associação Brasileira de Direito Processual Civil aqui.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Unschooling nas notícias

Ver e ler/acompanhar aqui.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Comemoração do diálogo inter-religioso

Passei o fim de semana a conectar e aprender com gente linda de todas as nacionalidades e culturas, e de todas as religiões ou nenhuma. Fui a uma sessão de Dharma Dance, participei numa conferência online sobre o budismo tibetano, e fui a um evento maravilhoso celebrando o diálogo inter-religioso.

Com o grupo Somali, experimentei o rijab e as vestimentas muçulmanas; e ficam-me bem, não acham?

Adorei a mesinha cheia de informação sobre o paganismo celta.

Com os rastafáris, conversei sobre Jah, a Arca da Aliança, a Etiópia, etc.

Rizwan Ahmed, da Sociedade Cultural Muçulmana, falou sobre as seis crenças principais e os cinco pilares do Islão.

Com representativos da comunidade sikh, conversei sobre Guru Nanak, o livro sagrado dos sikhs, e o livre arbrítio na iniciação e baptismo.

Na mesinha da Congregação Judaica Progressista, tive a oportunidade de provar os doces e bolinhos deliciosos que os judeus comem durantes as suas várias festividades; e com o Rabbi Francis Ronald Berry, aprendi que o verdadeiro significado da oração no judaísmo é algo que fazemos a nós próprios - não uma conversa com Deus, mas uma espécie de introspeção, ou meditação.

De acordo com estas representantes da comunidade Hindu, a essência do hinduismo é "viver e deixar viver". Depois de explicarem as suas crenças e rituais, cantaram o mantra gayatri.

Asif Ali também usou cantos e poemas na sua apresentação do sufismo - e explicou a mensagem usando um ditado chinês "é melhor acendermos uma vela que nos queixarmos da escuridão".

Os Quakers explicaram o seu estilo de vida, enfatizando a importância da paz, da verdade, igualdade e simplicidade. Depois, partilharam um período de silêncio e meditação.

E, milagre, ainda tive tempo de ouvir os cantos devocionais dos sikhs! Adoro o mul mantra!

Como se não chegasse, entrei em contacto com a Interfaith Foundation para obter mais informações sobre o seminário interreligioso que oferecem... As possibilidades actuais de aprendermos uns com os outros, e uns dos outros, são mesmo infinitas!

domingo, 21 de novembro de 2010

Dia Sem Compras 2010

Lembrem-se que este ano o Dia Sem Compras calha no dia 27 de Novembro. O desafio é passar um dia sem comprar.

Em vez de irmos às compras, a proposta é organizarmos um momento de pausa para reflectirmos sobre o consumismo e o impacto das nossas acções no meio ambiente.

A data foi escolhida especialmente por ser o primeiro fim de semana depois do Dia de Acção de Graças nos EUA (altura em que os americanos consomem imenso) e porque é mais ou menos nesta altura que começamos a fazer compras para o Natal.

Se quiserem ir dar uma volta ao centro comercial, façam como nós: apreciem as coisas bonitas sem precisar de as comprar.

Em Lisboa, o "Dia sem compras" vai ser comemorado com uma marcha na Rua Augusta, seguida de duas peças de teatro de rua sobre a insustentabilidade do consumo e sobre o problema que esse consumo provoca ao nível dos resíduos. Bom fim de semana!

sábado, 20 de novembro de 2010

Passeios: Clifton, Bristol





Fotos tiradas ontem à tarde em Clifton, Bristol.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Pesquisa sobre o ensino doméstico

rothermel

Os resultados quantitativos mostraram que 64% das crianças educadas em casa com idade escolar para a pré-primária (n = 35 testadas duas vezes) obtiveram mais de 75% em seus PIPS Baseline Assessments (obtido por 5,1% das crianças a nível nacional). Os resultados das avaliações do Projecto de Alfabetização Nacional revelaram que 80,4% das crianças educadas em casa estavam ao nível dos 16% do topo (de uma curva bell de distribuição normal) (n = 49), e que 77,4% das crianças educadas em casa avaliadas com o PIPS Year 2 alcançaram esse nível (n = 19).

Resultados dos instrumentos psicossociais confirmaram que as crianças educadas em casa são competentes a nível social e não apresentam problemas de comportamento acima do normal.

No todo, a amostra demonstrou níveis elevados de sucesso e boas competências sociais. Comum a todas as famílias envolvidas era a sua abordagem flexível e Rothermel concluiu que as crianças beneficiam da atenção dos pais e da liberdade de desenvolver as suas capacidades ao seu próprio ritmo. Ela observou que estas famílias têm laços fortes e que os pais estavam empenhados em proporcionar um ambiente de carinho aos filhos.

A análise dos dados do questionário não revelou nenhum 'tipo' específico de home-educator: as famílias estudadas eram de diversos backgrounds sócio-econômicos.

Independentemente da motivação inicial (havia mais ou menos uma divisão igual entre as crianças que haviam sido retiradas da escola e as que nunca tinham frequentado a escola), a educação em casa tendia a transformar-se numa opção de estilo de vida, em vez de uma posição sobre o ensino público. Rothermel descobriu que as crianças de grupos sócio-econômicos mais baixos superavam suas contrapartes mais ricas, enquanto que as diferenças de desempenho entre meninos e meninas eram insignificantes. Mais aqui.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Reciclagem na cozinha

O que fazer com as sobras?

A Rute, do Publicar para Partilhar, desafiou-me a participar numa blogagem colectiva sobre reciclagem na cozinha partilhando uma receitinha usando sobras de comida.

E o momento não podia ter sido mais oportuno! Vocês sabem que eu adoro a ideia da freeconomy, ou economia da generosidade (sobre a qual já tinha falado aqui e aqui). Ontem, de regresso a casa, depois de uma sessão gratuita de hipnoterapia, oferecida por uma estudante que está a estagiar, passei pelo Harvest, onde estavam oferecendo, também gratuitamente, estes vegetais.

Aqui estão eles, cortadinhos... Não me perguntem o que são porque não sei. Pelo sabor, pareceu-me ser uma mistura de folhas de beterraba com uma espécie de aipo...

Cheguei a casa cheia de fome! De sobras tinha alguns feijões, uma salsicha fresca e umas 3 ou 4 chouricinhas bem pequeninas (os vegetarianos que nos desculpem, porque ainda comemos carne umas 2 vezes por semana). Coloquei uma colher de azeite numa panela e adicionei uma cebola picada e os ditos vegetais.

Depois de uns 5 ou 10 mns adicionei a salsicha e as chouricinhas cortadas às rodelas, molho de soja e de "piri piri". Deixei mais uns 10 mns e provei: uma delícia!

Acompanhei com um pedaço de pão que comprei a metade do preço por ser do dia anterior - é assim que as padarias "reciclam" o pão aqui por estas bandas (aquilo nos saquinhos é quinoa, milhete e tâmaras). E é assim que vamos reutilizando a comida, improvisando e experimentando!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Aprender a ler em casa



Este menino chama-se Alan, tem 5 anos, e é educado em casa. Neste vídeo ele demonstra sua habilidade na leitura. Como diz o pai a certa altura, se estivessem seguindo o modelo proposto pelo Estado, o filho estaria agora a entrar para o jardim de infância e ainda nem sequer saberia o alfabeto!

Podem ler o artigo completo aqui.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Homeschooling está na moda!

Mais uma entrevista sobre o ensino doméstico, desta vez na televisão espanhola, com a Sorina Oprean. Para ver, cliquem aqui - a entrevista começa aos 20 minutos.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Este blog é um doce!

Recebi este selinho da Maria João, do blog Rituais Maternos! Obrigada!


As regras são:
- Linkar quem indicou;
- Dizer nove coisas sobre mim:

1. Optei pela educação em casa há 4 anos, 9 meses e 6 dias.
2. Adoro aprender! O que quero, quando quero, como quero! Viva a liberdade de educação!
3. Adoro o meu filho! Ele é o meu melhor professor!
4. Numa vida passada toquei cravo no Palácio de Queluz e piano no Teatro de S. Luiz e no Teatro Nacional de São Carlos. Depois parti p'ra outra! ;-)
5. Adoro biodanza!
6. Detesto limpar o fogão!
7. Adoro a minha vida simples.
8. Gosto de partilhar informação sobre temas que me interessam.
9. Odeio "clutter" e ando sempre a "destralhar" a casa!

- Indicar o selo a 9 blogs:

Pés na relva
A Escola É Bela
A Horta Encantada
La opción de educar en casa
Au fils des jours
La Joie d'Apprendre!
Among the trees
Freedom in Education
Sometimes it's peaceful

domingo, 14 de novembro de 2010

Jovens ginastas educadas em casa


A vida das jovens ginastas na Academia de Ginástica North Stars. Em vez de frequentarem a escola, as meninas são educadas em casa para poderem treinar 6 horas por dia para as competições internacionais.

sábado, 13 de novembro de 2010

Homeschooling na prática


O menino chama-se Noah e é educado em casa.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Perseguição aos homeschoolers espanhóis

Os pais que decidem educar os filhos fora da escola são, e têm mesmo que ser, corajosos, porque embora muitos o façam sem quaisquer problemas, a verdade é que o Estado cai sempre em cima de alguns, como da Meninheira e da Paloma.

Mas a respeito de quê é que esse pessoal quer meter o bedelho nas nossas vidas? Talvez a resposta esteja neste vídeo...



Vale a pena ver: You Will Obey!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Passeios: Abergavenny

No Sábado passado fomos até Abergavenny.

Abergavenny, Y Fenni em galês, é uma cidade do País de Gales no condado de Monmouth, na confluência do Gavenny com o Usk.

Fomos visitar amigos e ouvi-los ensaiar para o próximo gig...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Homeschooling para proporcionar uma educação diferenciada

Gostariam de proporcionar uma educação diferenciada aos vossos filhos? Uma solução poderia ser o ensino doméstico!

Maria Calvo Charro, mãe de quatro filhos em idade escolar, é Professora Titular de Direito Administrativo da Universidade Carlos III, em Madrid, e uma das maiores defensoras da educação diferenciada na Espanha. Na actualidade é a Presidente Acadêmica da Associação Europeia de Centros de Educação Diferenciada na Espanha.

Aqui ficam umas passagens desta entrevista que descobri aqui.

P: Você disse numa ocasião que a educação diferenciada é "um sistema moderno e progressista de educação que proporciona uma educação personalizada aos alunos, retirando deles o seu melhor." Conhece casos de famílias que escolheram o "homeschooling" porque queriam uma educação diferenciada não-religiosa?

R: Alguns pais optaram por esta iniciativa, outros "criaram" as suas próprias escolas diferenciadas. São pais que se podem dar ao luxo de adotar estes modelos porque o seu estatuto profissional (no caso do homeschooling) ou econômico (no caso da criação de uma escola) são excepcionalmente bons.

O direito de escolher o tipo de educação significa que, antes do Estado, sociedade ou outras entidades, são os pais que têm o direito, e também a obrigação, de escolher tudo que diz respeito à educação dos filhos.

A educação não é um monopólio do Estado. Pelo contrário, é um direito fundamental e, portanto, não se pode impor determinados modelos, seja a educação privada, a pública, a mista ou a diferenciada, mas deve-se oferecer todos eles igualmente.

P: O governo central diz que a educação diferenciada é anti-social e discriminatória.

R: Quem diz que a educação diferenciada é anti-social e discriminatória não sabe o que diz. Também os membros do actual governo falam maravilhas do ensino público e no entanto colocam os seus filhos em escolas particulares. É triste que, por causa do dogmatismo e preconceitos absurdos e obstinados, existam tantos alunos que não podem beneficiar de um modelo que poderia resolver o problema do fracasso escolar.

Afinal, quem não teria "fobia escolar"?

Uma psicóloga diz que é perfeitamente compreensível odiar a escola.

Deixo-vos o primeiro e o último paragráfos deste artigo escrito por Sarah Fitz-Claridge, que encontrei no site school survival.

"Fobia escolar" é um rótulo horrível para a resposta perfeitamente compreensível de algumas crianças ao facto de que são forçadas a frequentar a escola contra a sua vontade. Elas não têm fobias: tal como os objectores de consciência, que não são covardes, elas estão recusando - e, na maioria dos casos, de uma forma muito nobre. Ao longo dos anos, tenho conversado com muitos pais preocupados porque os filhos se recusam a ir para a escola. As atrocidades a que essas crianças foram submetidas em nome da "educação" mete-me nojo. E depois são rotuladas com um diagnóstico pseudo-médico com deliberadas conotações de 'doença mental' - com todo o estigma e a ameaça implícita (e não tão implícita) que acompanha o rótulo. A sua dissidência perfeitamente razoável, e a sua resistência desesperadamente corajosa a serem feridas e magoadas tem sido cinicamente redefinida como "dependência excessiva", "instabilidade psicológica" e "imaturidade."

[...]

Então eu, como adulta e psicóloga, quero dizer a todas as crianças que odeiam a escola: vocês não estão sozinhas. A maioria das pessoas também odeia a escola mas geralmente acham que não têm o direito de dizer uma coisas dessas, e muitas nem sequer têm arcaboiço para pensar nisso e por isso nem sequer sabem o que sentem sobre isso. Vocês não estão loucas - vocês não têm problemas psicológicos (embora possam vir a ter se ficarem na escola contra a vossa vontade!). E vocês não são más por quererem viver a vossa vida da maneira que acham melhor, e por fazerem o que acham correto - isso é o que toda a gente devia estar fazendo. Vocês não são o problema: a compulsão é o problema. Ser-se forçado a frequentar a escola é o problema.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

"Faça você mesmo" na educação

Faça você mesmo refere-se à prática de fabricar ou reparar algo por conta própria em vez de comprar ou pagar por um trabalho profissional. Associado ao anticonsumismo, o faça você mesmo, concebido como princípio ou ética, questiona o suposto monopólio das técnicas por especialistas. ~ Origem: Wikipédia

Mark Frauenfelder, editor-chefe da revista MAKE, fundador do blog colaborativo Boing Boing, e autor do livro Feito à Mão: Buscando Significado num Mundo Descartável. Sentou-se com Ted Balaker da Reason.tv para falar sobre guitarras feitas de caixas de charutos, o valor do erro como parte integral do processo criativo, e o que o movimento Do-It-Yourself nos pode ensinar sobre a educação.



Aqui fica a tradução livre de um trecho:

P: Você mencionou a prática do faça você mesmo no campo da educação: a desescolarização, ou unschooling. Pode descrever o que é o unschooling ?

R: O unschooling é deixar as crianças ficarem entediadas em casa e entediadas com os amigos e criarem as suas próprias maneiras de aprender. Você pode sugerir projetos - se o seu filho manifesta interesse em fazer uma pipa, você pode ajudá-lo a fazer uma. E ao fazerem a pipa vocês aprendem geometria e ângulos, aprende sobre o tempo, sobre materiais, sobre física. Este tipo de aprendizagem é baseada em projectos. É a melhor maneira de aprender.

P: Você acha que estamos demasiado obcecados com certificação - você tem que obter a licenciatura certa - e depois esquecemo-nos da experiência das coisas?

R: Olhe para pessoas como Bill Gates, Steve Jobs, Larry Ellison. Todos eles abandonaram a escola. Algumas das pessoas mais inteligentes que eu conheço em jornalismo e em DIY, pessoas bem sucedidas, nunca frequentaram a faculdade. Algumas até abandonaram a escola porque queriam ter experiências e tentar fazer as coisas eles mesmos. Eu não acho que isso seja algo para todos. Algumas pessoas provavelmente deveriam permanecer na escola. Mas aprende-se muito mais desta forma do que ficando na escola a estudar o que os outros estão fazendo.

Origem: Reason

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Homeschooling na "Mulher Portuguesa"

No Reino Unido e nos Estados Unidos, os pais recorreram a esta figura quando o sistema de educação nacional entrou em quase colapso.

Em Portugal, há alguns pais que, corajosamente, também estão a optar por esta via, perante o estado calamitoso das nossas escolas. Conscientes da degradação a que chegou o sistema de ensino no nosso país, onde impera uma falta de autoridade que tudo permite, os pais encaram o "bullying" como o perigo maior para os seus filhos.

Ler o resto aqui.

domingo, 7 de novembro de 2010

Nórdicos diferem quanto ao homeschooling

No norte da Europa, dois países diferem na sua resposta ao homeschooling. A Finlândia alegra-se quando os pais decidem educar os filhos em casa, enquanto que a Suécia continua o percurso cada vez mais perigoso do ostracismo e perseguição das famílias que procuram exercer o direito de educar os filhos fora da escola. Problemas recentes enfrentados pelos homeschoolers suecos - como a negação dos direitos de "devido processo", multas, processos judiciais e fuga do país -, demonstram a atitude e o comportamento da Suécia.

Numa recente reunião com homeschoolers finlandeses, Timo Lankinen, Director-Geral do Finnish National Board of Education, afirmou que a Constituição finlandesa "apoia plenamente" o homeschooling. Lankinen salientou que este ponto crucial deve nortear toda a discussão sobre o ensino domiciliar na Finlândia. Ele acrescentou que o homeschooling merece mais atenção do que tem recebido até agora por parte da actual administração finlandesa.

O relacionamento positivo entre as autoridades finlandesas e os homeschoolers demonstra que o antagonismo demonstrado pelos funcionários da Suécia aos homeschoolers é totalmente desnecessário. HSLDA apela à Suécia que observe a relação positiva entre o ensino doméstico e o Estado na Finlândia, sua vizinha, e que deixe de maltratar as famílias que tomam responsibilidade pela educação dos seus filhos.

Ler o artigo aqui.

sábado, 6 de novembro de 2010

Homeschooling no Quênia

O ensino doméstico está a ganhar popularidade no Quênia, e a deixar de ser considerado algo esotérico. Costumava ser praticado apenas pelos missionários e estrangeiros residentes no país mas nos últimos 10 anos cada vez mais quenianos estão se voltando para esta alternativa. Ver aqui.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Adoro L'Arpeggiata!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Novo blog sobre a fitoterapia chinesa

Tenho andado a digitalizar os desenhos mnemônicos que o Alan fez quando andava a aprender a enorme quantidade de ervas chinesas e suas propriedades curativas, tarefa que não é tão fácil como possa parecer!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Família de artistas opta pelo unschooling

Os Greco são uma família de artistas em San Diego. Rob, o pai, é professor de ensino médio e Lizette, a mãe, é uma artista que trabalha e ensina os filhos em casa - Sophia, de 11 anos, e Enzo, de 10 anos. Optaram pelo unschooling a fim de incentivar a imaginação e seguir os interesses criativos dos filhos.

Abaixo deixo uma apresentação das crianças nos trajes que criaram para o Halloween no ano passado. As crianças desenharam os próprios trajes a partir das suas fantasias e a família fa-los juntos, usando tecidos e materiais reciclados.

O início do slideshow apresenta um pequeno vídeo de um projecto de arte feita pelos Grecos para o Novo Museu das Crianças (actualmente em exibição). Após o vídeo, vemos os figurinos que fizeram.



Podem ler outro artigo sobre os Greco aqui.
Eis um trecho:

"Um dos aspectos originais do estilo de vida dos Greco é a forma como o casal educa os filhos. Eles não vão à escola. São educados em casa, mas não praticam o homeschooling, pelo menos da forma como o termo é geralmente entendido.

Segundo Rob, professor de ensino médio, o termo que melhor descreve a sua filosofia é "unschooling". Este modelo existe desde os anos 1970s: não usam currículos nem sistemas de avaliação. Em vez disso, seguem os interesses da criança e a sua curiosidade natural."

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Livro: Parentalidade Natural, por Jan Hunt

Abrir p.111 para ler sobre o ensino doméstico (homeschooling, unschooling,etc)

Natural Parenting

sábado, 30 de outubro de 2010

Autismo: aprender no lar, doce lar

Artigo sobre o ensino doméstico publicado na Communication, a revista da National Autistic Society, no Inverno de 2007.

Clicar nas imagens para aumentar o tamanho.
Clicar 2 vezes para ler em full screen.



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Monografia sobre o ensino doméstico

Através da Madalen, descobri que a Revista Eletrônica Internacional sobre o Ensino Fundamental publicou uma monografia sobre o ensino doméstico ou educação fora da escola. Podem abrir a publicação na íntegra aqui.

A monografia inclui as seguintes contribuições:

1. Introdução à edição especial: educação fora da escola
Christian W. Beck & Thomas Spiegler

2. Frequência escolar como dever cívico v. ensino doméstico como direito humano
Franz Reimer

3. Ensino domiciliar e o fundamentalismo religioso
Robert Kunzman

4. A educação em casa nos países pós-comunistas: estudo da República Checa
Yvona Kostelecká

5. Ensino doméstico: construindo alternativas
Ruth Morton

6. As razões que levam os pais a educar em casa: a influência do planejamento da metodologia e do contexto social
Thomas Spiegler

7. Ensino doméstico: a motivação social
Christian W. Beck

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pesquisa: homeschooling e necessidades especiais

A "educação em casa" das crianças com necessidades especiais no Reino Unido: as perspectivas dos pais.

Autores: Sarah Parsons; Ann Lewis

Resumo

A educação domiciliar (home education) dos filhos é uma das "escolhas" frequentemente esquecidas ou não mencionadas no debate sobre educação inclusiva para crianças com deficiências ou necessidades educativas especiais. Este estudo teve como objetivo o acesso aos pontos de vista dessas famílias que educam os filhos em casa, através de um inquérito on-line.

Responderam 27 pais com pelo menos um filho com deficiências ou necessidades educativas especiais sendo educado em casa, e mais de 2 terços identificaram fatores que os levaram a distanciar da escola como as principais razões para educar os filhos em casa: por exemplo, experiências negativas relativamente à instrução formal e à incapacidade das escolas de dar atendimento às necessidades dos filhos de forma adequada. A maioria das crianças estava frequentando a escola quando os pais optaram pelo ensino domiciliar e 48% das crianças educadas em casa foram descritas como tendo um transtorno do espectro autista.

Os resultados são discutidos em relação à agenda de "personalização" da educação no Reino Unido.

Palavras-chave: educação em casa, crianças e famílias; deficiência; necessidades educativas especiais, personalização, pesquisa on-line

Comprar o artigo aqui.

domingo, 24 de outubro de 2010

Sintra: pais preferem ensinar o filho em casa

"No passado ano lectivo, a criança começou a chegar da escola com febre e vómitos e, depois de muita insistência, acabou por contar aos pais o que se terá passado: a professora agredia-o com «chapadas fortes». [...]

Foi aberto um processo de inquérito onde estes pais dizem ter ficado a saber que outras cinco crianças acusaram a mesma professora de agressão. [...]

Por agora, os pais preferem continuar a ensinar o filho em casa."

Ler artigo / abrir vídeo aqui.

Outras notícias sobre a realidade das nossas escolas aqui.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Vídeo: unschooling


Não se pode ensinar coisa alguma a alguém;
pode-se apenas auxiliá-la a descobrir por si mesmo
Galileu

Uma revolução começou - o unschooling radical

A filosofia baseia-se na confiança na capacidade inata das crianças de aprender sem coersão

Convida as crianças a seguir os seus interesses

A aprendizagem e a vida não são separadas

Aprender é um prazer desde que não sejamos forçados

Temos que mudar se queremos que os nossos filhos vivam num mundo de paz

Respeitar as escolhas das crianças

A autonomia é um direito de todos os seres humanos

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mudar os paradigmas educativos


O vídeo anima parte de uma palestra dada por Sir Ken Robinson, um especialista em criatividade e educação de renome mundial.

domingo, 17 de outubro de 2010

A doença dos diplomas

Diploma disease é um termo desenvolvido por Ronald Dore como parte da sua crítica à excessiva dependência quanto ao processo de seleção das instituições educacionais formais (e, portanto, das qualificações) como prova de habilidade, treino e mérito para entrada em certas profissões, carreiras ou no mercado de trabalho interno. Este fenómeno é por vezes chamado inflação de credenciais (ou qualificações) acadêmicas.

Como consequência não-intencional da crença de que as qualificações acadêmicas são essenciais para se conseguir os empregos mais bem pagos e mais seguros, os indivíduos esforçam-se continuamente por obter qualificações acadêmicas cada vez mais altas a fim de conseguirem empregos que anteriormente não exigiam estas qualificações, e para os quais a educação que adquiriram nem sequer os prepara.

A educação torna-se assim um mero processo ritualista de acumular qualificações.


Fonte: GORDON MARSHALL. "diploma disease." A Dictionary of Sociology. 1998.

Vale a pena ler:
Healing Ourselves from the Diploma Disease (abre ebook)
Healing Diploma Disease

sábado, 16 de outubro de 2010

Intolerância alimentar? Ensino domiciliar!

Mãe de 4 filhos, Frances deixou de trabalhar como professora quando a intolerância alimentar do filho Ben se tornou tão grave que ele já não podia frequentar a escola. Frances desistiu da carreira e passou a dedicar-se a educação dos 3 filhos. Seis anos depois a decisão de educar o quarto filho Zachary em casa foi fácil, apesar dos sacrifícios financeiros.

Frances disse: "O ensino domiciliar proporcionou-lhes uma fundação muito boa e, na minha opinião, uma educação melhor.

Ler o resto do artigo, em inglês, aqui.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Programa sobre John Holt

O Instituto Ludwig von Mises apresenta The Libertarian Tradition, um podcast semanal com Jeff Riggenbach. Podem acompanhar o programa aqui.


Entretanto, deixo-vos aqui a tradução de uma passagem sobre a disciplina.

Em Freedom & Beyond, Holt escreveu:

"Quando as pessoas falam sobre a importância dos filhos aprenderem a ser disciplinados, o que é que realmente querem que eles aprendam? Provavelmente, a maioria ou todos do seguinte:

1. Faz o que te digo, sem questionar nem resistir, sempre que eu, ou qualquer outra autoridade, te diga para fazer algo.

2. Continua a fazer o que te digo durante o tempo que eu disser, mesmo que a tarefa seja maçante, desagradável ou inútil. Quem decide não és tu.

3. Faz tudo que nós queremos que tu faças, de bom grado, e sem que eu precise dizer-te que o faças. Faz tudo que nós achamos que deves fazer.

4. Se não fizeres, vais ser castigado e merecer o castigo.

5. Aceita a tua vida sem reclamar, mesmo que consigas muito pouco ou nada do que achas que queres, mesmo que a tua vida não tenha alegria, sentido ou satisfação. A vida é assim.

6. Toma os medicamentos, os castigos, e tudo que os teus superiores te fizerem, sem reclamar ou resistir.

7. Viver assim é bom para a tua alma e o teu carácter."

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ensino doméstico pelos avós

Como a mãe trabalha, os avós ensinam o neto em casa, seguindo o modelo tradicional: currículos, planos de aulas, etc.
A entrevista vem à seguir a publicidade.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Coisas que a gente vê...

Algures, perto de Stroud, há duas semanas.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Como é que a gente se diverte em casa

Um dia de trabalho, amizades e divertimento musical!
Primeiro, pintámos paredes e rodapés - porque o culto do "faça você mesmo" não se limita à educação dos filhos! Isto dava muito que falar pois trata-se de outra manifestação do empoderamento pessoal que se revela quando tomamos responsibilidade por todos os aspectos da nossa vida, em vez de os delegarmos aos supostos "especialistas"...

Depois, divertimo-nos tocando músicas como a lavadeira irlandesa (abre vídeo musical)! Se quiserem aprender, podem visualizar a pauta aqui. Por causa desta amiga andamos a descobrir a música tradicional irlandesa!


E assim vamos vivendo e aprendendo uns com os outros, uns dos outros, naturalmente, com alegria, entusiasmo e muito prazer, partilhando as nossas descobertas, os nossos interesses, vendo que o processo de aprendizagem é inerente à própria vida, e que não precisamos de pedagogos [sabiam que os pedagogos eram os escravos que levavam os meninos ao paedagogium? e que os professores continuam sendo escravos?] nem de alimentar a compartimentalização do conhecimento.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vídeo: Aprender em Liberdade


Learn Free é um documentário sobre o unschooling (desescolarização), uma filosofia educacional que afirma que as crianças aprendem melhor seguindo os seus próprios interesses e vivendo a vida - e não submetendo-se aos ditames do sistema educacional compulsório.

domingo, 10 de outubro de 2010

A educação autónoma

O aprendizado autónomo, ou unschooling, é uma filosofia de educação que vê os alunos como pessoas que podem e devem ser autônomas, ou seja, responsáveis pelo seu próprio processo de aprendizagem.

A educação autónoma ajuda os alunos a desenvolverem a sua auto-consciência, visão e liberdade de discussão. Estes atributos ajudam-nos a serem independentes na aprendizagem.

A educação autónoma é muito popular entre os pais que educam os filhos em casa. São as crianças que normalmente decidem que projectos fazer ou que interesses desejam aprofundar. Por exemplo: a criança que adora música decide aprender a tocar o seu instrumento musical preferido. Na educação em casa isto ocorre em todas as disciplinas, desde a matemática ao inglês. Na Universidade, os estudantes devem aprender de forma independente, sem o apoio constante de aulas e professores: isto é conhecido como aprendizagem autónoma.

De acordo com Home Education UK, esta filosofia de educação surgiu da epistemologia de Karl Popper, em The Myth of the Framework: In Defence of Science and Rationality.

Popper defende o racionalismo crítico, a democracia liberal e os princípios de crítica social que acredita serem os fundamentos da "sociedade aberta".

Adaptado daqui.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Escola Clonlara e a educação em casa

A Isabel (do blogue A Escola é Bela) já tinha mencionado a Clonlara aqui, indicando este e este post.

Aqui fica um vídeo com a presença do Sr. Xavier Alà, responsável pela Clonlara na Espanha.

EDUCACION EN FAMILIA - CLONLARA SCHOOL - XAVIER ALÀ from MIZAR-PETRUS on Vimeo.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ensino domiciliar para crianças especiais

Façam uma pequena pesquisa sobre as razões que levam muitos pais de crianças com necessidades especiais a optar pelo ensino domiciliar e depressa descobrirão que a maioria chega ao homeschooling devido ao desespero e não por motivos religiosos ou acadêmicos.

"Os pais de crianças com necessidades especiais voltam-se frequentemente para o homeschooling como último recurso", diz Lisa Rivero, autora de The Homeschooling Option: How to Decide When It's Right for Your Family.

E a popularidade desta tendência não é limitada às famílias com crianças deficientes: os pais das crianças sobredotadas também estão retirando os filhos das escolas públicas.

Carrie Winstanley, professora na Universidade Roehampton em Londres e autora de Too Cool for School? Gifted Children and Homeschooling, sugere que "as famílias que educam crianças sobredotadas em casa não o fazem devido a convicções religiosas mas pura e simplesmente por necessidades práticas. Elas tendem a chegar ao homeschooling de forma gradual e com uma certa relutância, geralmente após repetidas frustrações com os sistemas da escola."

Recentemente, os condutores de outra pesquisa feita online concluiram: "A maioria desses homeschoolers retiraram os filhos da escola devido à percepção de que as necessidades dos filhos não estavam a ser nutridas de forma adequada. Como disse uma mãe: "Deixam-nos sem outra opção possivel."

Uma pesquisa recente, realizada por Sandy Cook, fundadora de Learning Abled Kids, indicou que 38% dos estudantes educados em casa tinham necessidades educacionais especiais. Essa percentagem é quase três vezes maior do que a percentagem de alunos de escolas públicas em programas de educação especial!

Os benefícios da educação em casa são óbvios: os pais estão muito mais motivados a ajudar os filhos a ultrapassar seus obstáculos intelectuais, físicos e emocionais; o ensino domiciliar pode facilmente acomodar níveis diferentes de maturidade e atender seletivamente aos pontos fortes e fracos da criança; o bombardeamento sensorial e as distrações que existem na sala de aula, assim como os desafios das numerosas transições que ocorrem diariamente na escola, podem ser imensamente reduzidas num ambiente familiar; e a "rotulagem" dos filhos pode ser totalmente evitada, preservando deste modo a dignidade da criança.

Em resposta a uma pesquisa conduzida recentemente pela The Old Schoolhouse® Magazine, Laurene Wells resumiu a situação desta forma: "Quando os pais que educam os filhos em casa têm um filho com necessidades especiais, seja dislexia, autismo ou paralisia cerebral, eles podem criar o ambiente ideal - em termos nutricionais, educacionais e psicológicos - em sua casa para melhor atender às necessidades específicas dos filhos. Para aqueles que estão dispostos e aptos a escolher homeschooling, as recompensas excedem os custos... e duram a vida inteira!"

Ler o resto aqui.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Livro: Educação em Casa, de Charlotte Mason

Charlotte Mason exerceu uma grande influência no ensino primário do seu país, Inglaterra, na primeira parte do século XX. Existem homeschoolers que usam o método Charlotte Mason, principalmente nos EUA, onde é um dos métodos mais populares, baseado nos princípios descritos na sua obra em 6 volumes "The Original Home Schooling Series".

Curiosos? Aqui fica um dos seus livros.
Home Education by Charlotte Mason

terça-feira, 5 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Passeios: Glastonbury





Curiosos? Cliquem aqui.
Fotos tiradas quarta feira passada.

domingo, 3 de outubro de 2010

Livro: Armas de instrução em massa

Já vos tinha falado deste livro aqui: agora está disponivel online! Outro verdadeiro achado! Aqui fica um "saborzinho":

"Será que precisamos realmente da escola? Não me refiro à educação, apenas à escolaridade compulsória e obrigatória: seis aulas por dia, cinco dias por semana, nove meses por ano, durante doze anos. Será que esta rotina mortal é realmente necessária?

E, se for, é necessária para quê? Não me venham com a justificativa de ensinar leitura, escrita e aritmética, porque 2 milhões de crianças educadas em casa nos EUA provam que a frequência escolar não é necessária para isso."

Weapons of Mass Instruction by John Taylor Gatto

sábado, 2 de outubro de 2010

Suécia torna o homeschooling ilegal

A Suécia acaba de aprovar uma lei que torna o ensino doméstico ilegal, e isto poderá vir a ter repercussões em todos os países da União Europeia.

Neste caso em particular, Dominic Johansson, de 7 anos de idade, foi retirado dos pais à força por policiais armados quando a família estava num avião a caminho da Índia, país de origem da mãe do menino. Os Serviços Sociais suecos apreenderam Dominic, alegando que estava sendo educado em casa (que nessa altura era legal na Suécia) e, por conseguinte, era "socialmente desfavorecido". Um ano e meio depois, os pais de Dominic continuam lutando para conseguir o seu único filho de volta.

Podem ler o pedido dirigido ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, composto pela advogada Ruby Harrold-Claesson, que preside o Comité Nórdico dos Direitos Humanos, aqui. (E podem ler sobre os outros trabalhos heróicos do NCHR aqui.)

No dia 2 de Setembro o último recurso foi ouvido pelo sistema legal sueco. Depois de 9 horríveis horas, os pais sentiram esperança que lhes iriam devolver o filho. Tiverem de submeter-se a uma completa avaliação psicológica e julgavam ter apresentado provas suficientes a seu favor. Infelizmente, receberam recentemente uma carta informando que o tribunal decidiu apoiar os Serviços Sociais.

Peço a todos que praticam o ensino domiciliar e a todos que valorizam a liberdade de educação e os direitos da família que apoiem os pais de Dominic na sua luta para conseguirem o filho de volta e que ajudem a conscientizar o público sobre este caso que terá repercussões na vida de todas as famílias que educam os filhos em casa na Suécia, uma vez que serão forçadas a emigrar ou a mandar os filhos para a escola. Este caso pode vir a desencadear uma legislação semelhante contra o homeschooling em toda a Europa.

Por favor, ajudem o Dominic

Se usam o Facebook, visitem esta página

podem também assinar esta petição.

Leiam o blog criado pelas pessoas que trabalham para a HSLDA

e vejam este pequeno filme feito pelo pai de Dominic...



Obrigada!

Update: Homeschoolers Leave Sweden under Pressure and Protest

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Homeschooling na televisão espanhola


Entrevista com Laura Mascaró Rotger, autora de "Educación y Libertad", no programa "Para todos la 2" da televisão espanhola.

Comprar Educação e Liberdade: A defesa do homeschooling como a maior expressão da liberdade educativa, por Laura Mascaró Rotger, aqui.

Visualizar também: ALE - Asociación por la Libre Educación

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Homeschooling na China

Com o crescente número de estrangeiros a deslocarem-se para a China, muitas famílias enfrentam decisões difíceis quanto à educação dos filhos. Enquanto algumas chegam a pagar 20 mil yuan (aprox. 3 mil dólares americanos) por mês a escolas internacionais devido às suas preocupações quanto às escolas locais, que ensinam unicamente na língua chinesa, um número cada vez maior de expatriados, como a americana Julie Johnson, estão-se voltando para uma terceira alternativa, o homeschooling.

Julie começou a ensinar Kaylen, a sua filha de 11 anos de idade, em Taiwan, antes da família ter ido viver para Pequim, há três anos. Seguindo um currículo americano on-line, Julie, que possui um mestrado em Literatura Chinesa, ensina tudo à filha, desde a matemática à geografia.

Homeschooling não significa ficar fechado em casa. Além das três horas de estudo, o horário da filha inclui aulas de ioga, natação, música e dança. Julie também leva a filha a viagens de estudo por toda a China, e acredita que esta é a melhor forma, e a mais interessante, de conhecer um país estrangeiro.

Juntamente com outros pais, Julie fundou a Rede dos Homeschoolers de Pequim, uma comunidade de famílias que partilham recursos e organizam actividades de grupo.

Continua aqui.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Documentário: Escolarizar o Mundo



O que farias se quisesses mudar uma antiga cultura numa geração?
Mudarias a forma de educar os seus filhos.

O Governo dos E.U.A. sabia disto no século XIX, quando forçou as nativas crianças índias a frequentar as escolas públicas. Hoje, voluntários constroem escolas nas sociedades tradicionais de todo o mundo, convencidos de que a escola é a única forma de "melhorar" a vida das crianças indígenas.

Mas será que isso é mesmo verdade? O que é que realmente acontece quando substituímos a forma de aprender e compreender o mundo da cultura tradicional com a nossa? Escolarizar o Mundo investiga os efeitos da educação moderna nas últimas culturas indígenas do mundo.

"Um dia iremos olhar para trás e dizer:
Como é que poderíamos ter feito uma coisa destas?"

Fonte: Schooling the World

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Livro: The Teenage Liberation Handbook

Já vos tinha falado deste livro aqui e incluido uma citação neste post. Agora está disponivel online! Um verdadeiro achado!

The Teenage Liberation Handbook: How to Quit School and Get a Real Life and Education

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Entrevista sobre o unschooling


Dr Ricci ensina no Departamento de Educação da Universidade Nipissing, Canadá. Este professor universitário, que tenta incorporar o espírito do unschooling no seu trabalho, entrevistou a Dr. Kellie Rolstad durante a sétima Conferência Anual da AERO (Alternative Education Resource Organization), entre 24 e 27 de Junho de 2010 em Albany, NY.

Kellie Rolstad, doutorada em Educação, ensina na Universidade Estadual do Arizona. Seus interesses de investigação incluem o ensino domiciliar e a desescolarização radical - radical unschooling, em inglês.

domingo, 26 de setembro de 2010

sábado, 25 de setembro de 2010

Vídeo: Campanha pela Liberdade de Educação

Na Alemanha, a luta pela liberdade de educar os filhos fora do sistema escolar continua...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Reportagem: grupos de homeschoolers

Crianças isoladas? Ora que disparate! Os homeschoolers juntam-se, reunem-se e aprendem em conjunto, como podem verificar nesta reportagem da CNN.


Outro mito é que as pessoas optam pelo ensino doméstico por razões religiosas, quando um dos principais motivos são as falhas do sistema de ensino.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Apreciando o momento presente

"As crianças não têm passado, nem futuro, e coisa que nunca nos acontece, gozam o presente" - Jean de La Bruyère

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Razões para frequentar a escola

“Frequentar a maioria das escolas de hoje realmente traz o risco de prejudicar as crianças. Seja qual for o significado que a instrução possa ter tido no passado, para a maioria das crianças de nossa sociedade ela já não tem nenhum significado. A maioria dos alunos (e, por falar nisso, a maioria dos pais e professores) não é capaz de dar razões realmente convincentes para frequentar a escola.

As razões não podem ser discernidas na própria experiência escolar, nem as pessoas acreditam que aquilo que se aprende na escola será realmente utilizado no futuro. Tentem justificar a equação quadrática ou as guerras napoleónicas para um aluno de ensino médio de uma cidade do interior – ou para seus pais. O mundo real aparece em outro lugar: nos meios de comunicação, no mercado de trabalho, e com excessiva frequência no submundo das drogas, violência e crime. Muito, se não a maior parte, do que acontece nas escolas acontece porque é assim que acontecia nas gerações anteriores, não porque nós tenhamos bases lógicas convincentes para mantê-lo hoje. A afirmação muito comum de que a escola é basicamente um lugar de custódia em vez de educação contém um traço de verdade”.

Em “Inteligências Múltiplas: A teoria e a prática“, Howard Gardner

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vídeo sobre o ensino domiciliar

Podem ver o programa, em espanhol, aqui - e verificar o que a maioria dos pais-educadores tem que tolerar!

domingo, 19 de setembro de 2010

A essência da focalização

Este fim de semana foi passado aprofundando a aprendizagem do processo da focalização com a Fiona Parr, em Bristol.

Focalização? O que é isso? Segundo Ann Weiser Cornell, autora do livro "O Poder da Focalização", trata-se de um processo de auto-conhecimento e cura emocional orientado pelo corpo.

É o processo de ouvir o nosso corpo de uma maneira carinhosa que tudo aceita, e de ouvir as mensagens que o nosso interior nos está enviando.

É um processo de honrar a sabedoria que temos dentro de nós, de nos tornarmos conscientes do nível sutil de sabedoria que fala conosco através do nosso corpo.

Os resultados de escutar o nosso corpo são: insights, libertação [de tensão] física e mudanças positivas na nossa vida.

Você entende-se melhor, sente-se melhor, e passa a agir de uma maneira mais conducente a criar a vida que realmente quer. "

O processo é fascinante e incrivelmente poderoso, algo que recomendo a todos! As fotos foram tiradas no intervalo para o almoço.

Continua AQUI.

sábado, 18 de setembro de 2010

Resposta à petição dos pais-educadores

A petição:

Nós, abaixo assinados, pedimos que o primeiro-ministro mantenha a posição de que os pais têm a responsabilidade primordial pela educação e desenvolvimento dos filhos, que não prejudique os pais que estão cumprindo de forma legítima os seus deveres fundamentais, e que parta do princípio que os pais fazem sempre o melhor pelos filhos, a não ser que haja provas concretas do contrário.

Em particular, o governo deve garantir: -

• que não haja direito de acesso à casa da família sem que haja evidências de crime;

• que não haja o direito de entrevistar as crianças sozinhas na ausência de evidência de que estão realmente correndo riscos;

• que não imponham aos pais o processo de checagem de antecedentes criminais para estes terem o direito de cuidar dos seus próprios filhos, ou de cuidar informalmente dos filhos de amigos, familiares, etc;

• que os pais não tenham de submeter-se a licenças e registos nem a avaliações e monitorizações dos métodos que usam no desempenho das suas funções sem que haja prova de que não as estão cumprindo, e com o reconhecimento específico de que a educação fora da escola é uma forma perfeitamente legal de cumprirem o seu dever em relação à educação dos filhos;

• que não se interfira com a noção de que quem está na melhor posição de determinar a forma de atender às necessidades dos filhos - de acordo com as suas idades, habilidades, aptidões, e eventuais necessidades especiais que possam ter- são os pais;

• um maior foco na aplicação dos recursos e procedimentos existentes nas crianças que se sabe estão realmente em risco, em vez de permitir que estes recursos sejam desperdiçados em monitorizações de rotina de seções inteiras da comunidade;

• conformidade com a fundamental presunção de inocência a não ser que existam provas específicas do contrário.

A resposta do governo

Os pais têm o dever de garantir que os filhos recebam uma educação adequada, e a educação em casa é uma alternativa bem estabelecida à escola que lhes permite cumprir esse dever. Quando os pais optam por educar os filhos em casa devem proporcionar-lhes uma educação adequada idade da criança, bem como às suas habilidades, aptidões e quaisquer necessidades educativas especiais que possam ter.

As diretrizes que definem a posição da legislação e o papel e responsabilidades das autarquias locais e dos pais em relação às crianças educadas em casa encontram-se disponíveis aqui.

O Governo respeita o direito que os pais têm de educar os seus filhos em casa e nós apreciamos as fortes convicções dos pais-educadores e das autoridades locais.

Original aqui.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ataque ao homeschooling na Bulgária

Grupos de defesa dos direitos da família dizem que o projeto-lei recomendado ao Parlamento da Bulgária, proposto pela Comissão da Educação da Bulgária em Julho, irá violar os direitos dos pais. A proposta altera a Lei da Educação Pública, baixando a idade da escolaridade obrigatória para os 5 anos e tornando obrigatória a frequência pré-escolar a tempo inteiro.

As crianças búlgaras seriam obrigadas a frequentar a escola durante 12 anos, até aos 16 anos de idade, e as crianças nascidas no final do ano civil teriam de frequentar a pré-escola aos 4 anos de idade. HSLDA lutou contra este tipo de proposta nos Estados Unidos por aumentar a intrusão do governo na família e porque pesquisas mostram que o melhor lugar para as crianças pequenas é em casa com um dos pais. Se estas propostas se tornarem lei os pais que escolhem a educação em casa correm o risco de um processo criminal.

O Ministro da Educação Sergei Ignatov avisou aos pais que a não-obediência é uma acção criminal, e que aqueles que não seguirem a lei serão severamente multados. Se os pais não forem capazes de pagar a multa serão submetidos a "trabalho socialmente útil". Ignatov afirma que reger a educação é um papel que cabe ao Estado. Como o governo búlgaro carece de fundos para financiar uma educação pública adequada, a Bulgária vai pedir ajuda financeira à UE. O Ministério dos Assuntos Sociais também obteve um empréstimo do Banco Mundial para financiar a execução do programa.

Certos cidadãos búlgaros e grupos de defesa dos direitos humanos consideram isto um passo para trás, rumo ao totalitarismo no sistema de educação da Bulgária. Duas décadas após a queda do comunismo, a Bulgária ainda não possui alternativas educacionais bem estabelecidas e continua sendo caracterizada pelo monopólio estatal da educação. No entanto, muitos pais optaram por formas de educação alternativas, como por exemplo escolas privadas ou a educação em casa, apesar destas serem consideradas fora da lei. Estas famílias estão se preparando para defender e lutar pela liberdade educacional.

Continua aqui.

Gostei e resolvi partilhar


Antonio Monteverdi (1567 † 1643)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dislexia: razão para educar em casa?

Do blogue La ópcion de educar en casa:

Este programa da rádio pública basca (EITB-Radio Euskadi) contém uma entrevista com uma especialista em dislexia que talvez vos possa interessar. A psicóloga Raquel Díaz de Tudanca explica como detectar e tratar a dislexia para evitar que estas crianças desenvolvam problemas de aprendizagem.

Podem ouvir aqui, em castelhano.

Premissa - a dislexia como motivo para deixar a escola: o facto das necessidades educativas especiais não serem resolvidas pelo sistema escolar como uma das principais razões para decidir educar as crianças em casa.

Deixo também o link para um artigo em espanhol sobre a experiência negativa da escola como razão para optar pelo homeschooling.