MEC lança campanha de astrologia para alunos na internet, mas deleta posts logo depois de críticas de leitores de que tal campanha nasceu da influência de Olavo de Carvalho, que tem histórico de astrólogo, no ministro da Educação
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MEC lança campanha de astrologia para alunos na internet, mas deleta posts
logo depois de críticas de leitores de que tal campanha nasceu da
influência de...
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Justiça autoriza família a educar filhos em casa
Juiz de Maringá (PR) permite que dois irmãos sejam educados fora da escola, mas devem ser avaliados por provas e analisados por psicólogos.
Uma família de Maringá, no interior do Paraná, tirou os filhos da escola e os educa em casa com aval da Justiça. Com apoio do Ministério Público, os pais conseguiram convencer o juiz da Vara da Infância e Juventude de que a educação domiciliar é possível e, teoricamente, não traz prejuízos.
Ao contrário deles, conforme o Estado noticiou ontem, uma família de Serra Negra, que também tirou os filhos da escola, ainda tenta provar ao Judiciário que tem condições de educá-los em casa. Em Minas, isso não foi possível e um casal foi condenado pelo crime de abandono intelectual - no[/ ] Brasil, a legislação determina que as crianças sejam matriculadas em escola de ensino regular.
Apesar de não existir uma decisão formal do magistrado a respeito do assunto, as crianças são oficialmente avaliadas pelo Núcleo Regional de Educação de Maringá a pedido da Justiça.
O núcleo, vinculado à Secretaria de Educação, elabora e aplica às crianças provas de português, matemática, ciências, história, geografia, artes e educação física. Eles também passam por uma análise psicossocial.
Após cumprir essa etapa, o núcleo elabora um relatório e o encaminha ao Judiciário, dizendo se as crianças têm ou não condição intelectual para cursar determinada série. Há três anos é assim e o juiz nunca se opôs aos resultados apresentados.
"Os pais conseguiram comprovar que elas têm o conhecimento intelectual necessário, de acordo com as diretrizes curriculares. Essas crianças nunca tiveram dificuldade para resolver as provas. Os resultados demonstram que elas têm aptidão para cursar a série seguinte ", diz Maria Marlene Galhardo Mochi, assistente técnica do núcleo.
Recursos. Segundo Maria Marlene, esse é o único caso de educação domiciliar atendido pelo núcleo de Maringá. "Os pais dessas crianças têm condições, instrução e recursos para educá-las em casa. Como elas ainda estão cursando o ensino fundamental, por enquanto está funcionando. Minha preocupação é quando elas chegarem ao ensino médio, quando as matérias ficam mais complicadas", avalia.
Segundo Ricardo de Moraes Cabezon, presidente da Comissão de Direitos da Criança da OAB-SP, o ensino fora da escola não é totalmente proibido, desde que seja justificado como algo excepcional. "Tem de ser realmente excepcional, senão banaliza. Eu recomendo que os pais não façam isso por conta e risco, mas tenham uma tutela do Judiciário", orienta o advogado.
Os irmãos Lucas, de 12 anos, e Julia, de 11, são filhos de pedagogos. O pai é professor da Universidade Estadual de Maringá. Eles foram tirados da escola há quatro anos, após duas tentativas frustradas de tentarem matriculá-los em uma escola regular.
As crianças cursam inglês e matemática fora de casa. As outras disciplinas ficam a cargo dos pais. Também praticam esportes e não podem ver televisão em qualquer horário - só quando os pais autorizam.
Para Luiz Carlos Faria da Silva, pai das crianças, além dos conflitos na educação moral dos filhos, a escola também oferecia conteúdos que ele considerava ruins. Ele reclama, por exemplo, que a escola ensinava arte moderna em vez de arte sacra.
Diz também que o aquecimento global é contraditório. "Só os vulcões lançam mais dióxido de carbono no ar que toda atividade humana", afirma o pai.
Para o educador português José Pacheco, idealizador da Escola da Ponte (em que não há salas de aula), o juiz teve sensibilidade para entender o caso. "É possível que haja o ensino domiciliar, desde que a escola avalie periodicamente essas crianças. É uma alternativa sábia, já feita em países da Europa há muito tempo."
Retirado daqui.
Uma família de Maringá, no interior do Paraná, tirou os filhos da escola e os educa em casa com aval da Justiça. Com apoio do Ministério Público, os pais conseguiram convencer o juiz da Vara da Infância e Juventude de que a educação domiciliar é possível e, teoricamente, não traz prejuízos.
Ao contrário deles, conforme o Estado noticiou ontem, uma família de Serra Negra, que também tirou os filhos da escola, ainda tenta provar ao Judiciário que tem condições de educá-los em casa. Em Minas, isso não foi possível e um casal foi condenado pelo crime de abandono intelectual - no[/ ] Brasil, a legislação determina que as crianças sejam matriculadas em escola de ensino regular.
Apesar de não existir uma decisão formal do magistrado a respeito do assunto, as crianças são oficialmente avaliadas pelo Núcleo Regional de Educação de Maringá a pedido da Justiça.
O núcleo, vinculado à Secretaria de Educação, elabora e aplica às crianças provas de português, matemática, ciências, história, geografia, artes e educação física. Eles também passam por uma análise psicossocial.
Após cumprir essa etapa, o núcleo elabora um relatório e o encaminha ao Judiciário, dizendo se as crianças têm ou não condição intelectual para cursar determinada série. Há três anos é assim e o juiz nunca se opôs aos resultados apresentados.
"Os pais conseguiram comprovar que elas têm o conhecimento intelectual necessário, de acordo com as diretrizes curriculares. Essas crianças nunca tiveram dificuldade para resolver as provas. Os resultados demonstram que elas têm aptidão para cursar a série seguinte ", diz Maria Marlene Galhardo Mochi, assistente técnica do núcleo.
Recursos. Segundo Maria Marlene, esse é o único caso de educação domiciliar atendido pelo núcleo de Maringá. "Os pais dessas crianças têm condições, instrução e recursos para educá-las em casa. Como elas ainda estão cursando o ensino fundamental, por enquanto está funcionando. Minha preocupação é quando elas chegarem ao ensino médio, quando as matérias ficam mais complicadas", avalia.
Segundo Ricardo de Moraes Cabezon, presidente da Comissão de Direitos da Criança da OAB-SP, o ensino fora da escola não é totalmente proibido, desde que seja justificado como algo excepcional. "Tem de ser realmente excepcional, senão banaliza. Eu recomendo que os pais não façam isso por conta e risco, mas tenham uma tutela do Judiciário", orienta o advogado.
Os irmãos Lucas, de 12 anos, e Julia, de 11, são filhos de pedagogos. O pai é professor da Universidade Estadual de Maringá. Eles foram tirados da escola há quatro anos, após duas tentativas frustradas de tentarem matriculá-los em uma escola regular.
As crianças cursam inglês e matemática fora de casa. As outras disciplinas ficam a cargo dos pais. Também praticam esportes e não podem ver televisão em qualquer horário - só quando os pais autorizam.
Para Luiz Carlos Faria da Silva, pai das crianças, além dos conflitos na educação moral dos filhos, a escola também oferecia conteúdos que ele considerava ruins. Ele reclama, por exemplo, que a escola ensinava arte moderna em vez de arte sacra.
Diz também que o aquecimento global é contraditório. "Só os vulcões lançam mais dióxido de carbono no ar que toda atividade humana", afirma o pai.
Para o educador português José Pacheco, idealizador da Escola da Ponte (em que não há salas de aula), o juiz teve sensibilidade para entender o caso. "É possível que haja o ensino domiciliar, desde que a escola avalie periodicamente essas crianças. É uma alternativa sábia, já feita em países da Europa há muito tempo."
Retirado daqui.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Momentos históricos para o homeschooling em Portugal e no Brasil
There is nothing more powerful than an idea whose time has come.
Victor Hugo
Victor Hugo
Ontem foi um dia histórico para o movimento do homeschooling em Portugal com a reunião de um grupo de famílias praticantes e aspirantes ao ensino doméstico. Pelo que li, neste encontro realizado em Lisboa, organizado pelo grupo de Transição e Permacultura, ficou decidido partir para a construção de uma Associação para o Ensino Doméstico [mais aqui].
No Brasil, algo semelhante está ocorrendo, com a criação da Associação Nacional de Educação Domiciliar [mais aqui, aqui e aqui]. Ora vejam:
Parece que a hora do ensino domiciliar finalmente chegou a Portugal e ao Brasil!
domingo, 30 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Casal brasileiro enfrenta a Justiça pelo direito de educar filhas em casa
Philip Ferrara, de 48, e Leila Brum Ferrara, de 44, são adeptos do movimento homeschooling (ensino domiciliar), prática de ensino amplamente difundida nos EUA - onde reúne mais de 1 milhão de adeptos -, mas proibida no Brasil.
O casal foi denunciado e tornaram-se alvo do Conselho Tutelar e do Ministério Público Estadual da cidade, que querem que eles matriculem as filhas numa escola regular.
Ler mais aqui.
O casal foi denunciado e tornaram-se alvo do Conselho Tutelar e do Ministério Público Estadual da cidade, que querem que eles matriculem as filhas numa escola regular.
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
As crianças aprendem o que querem
Para a maioria das crianças a escola é o lugar onde aprendem e o lar é o lugar onde vivem. Mas para cerca de 80.000 crianças no Reino Unido o lar é onde vivem e aprendem, e muitas vezes com um grande sucesso.
São crianças educadas em casa que os pais retiraram da escola ou que nunca nas suas vidas frequentaram a escola - o que é perfeitamente legal, pois não é a escolaridade que é obrigatória mas sim fazer com que os nossos filhos recebam uma "educação a tempo integral eficiente e adequada à sua idade, capacidade e aptidões".
No Reino Unido, o Departamento de Educação não tem a obrigação de monitorizar as crianças educadas em casa, excepto se tiver razões fundamentadas para crer que a criança não está recebendo uma educação adequada.
Um porta-voz do Departamento de Educação disse que: "O governo respeita o direito que os pais têm de educar os seus filhos em casa e reconhece que a maioria dos pais que optam pelo ensino domiciliar faz um trabalho muito bom, e que alguns têm até que lidar com o resultado dos danos que os filhos sofreram na escola".
Há uma variedade de razões que levam os pais a escolher a escola em casa: descontentamento com o ensino oferecido pelas escolas, os filhos podem ter sido vitimas de bullying, ou a escola que queriam não tinha vagas.
Seja qual for a razão, é um passo sério, e muitos pais questionam a sua capacidade de dar aos filhos uma educação decente e se as crianças vão aprender as habilidades sociais necessárias. São receios compreensíveis - mas o ensino doméstico traz consigo muitos potenciais benefícios.
Pesquisa da Universidade de Durham revelou que as crianças educadas em casa demonstram níveis elevados de escolaridade e habilidades sociais, e os pesquisadores observaram que um ambiente positivo e seguro, atenção individual, a ausência da pressão de grupo e a oportunidade de aprender através da conversa contribuíam para os resultados positivos do ensino domiciliar.
Descobriram também que os pais que optam por educar os filhos em casa começam geralmente com bastante estrutura, possivelmente porque é a isto que estão habituados, mas que com o passar do tempo a rotina torna-se mais flexível e em vez de seguirem um currículo acadêmico pre-estabelecido, adaptam a educação aos interesses das crianças.
Shena Deuchars, da Education Otherwise, uma organização de apoio ao ensino domiciliar, educa os dois filhos em casa: "As crianças aprendem o que sentem necessidade de aprender. Aprendem habilidades para a vida, e têm tempo para aprender o que lhes interessa."
Ler o resto aqui.
São crianças educadas em casa que os pais retiraram da escola ou que nunca nas suas vidas frequentaram a escola - o que é perfeitamente legal, pois não é a escolaridade que é obrigatória mas sim fazer com que os nossos filhos recebam uma "educação a tempo integral eficiente e adequada à sua idade, capacidade e aptidões".
No Reino Unido, o Departamento de Educação não tem a obrigação de monitorizar as crianças educadas em casa, excepto se tiver razões fundamentadas para crer que a criança não está recebendo uma educação adequada.
Um porta-voz do Departamento de Educação disse que: "O governo respeita o direito que os pais têm de educar os seus filhos em casa e reconhece que a maioria dos pais que optam pelo ensino domiciliar faz um trabalho muito bom, e que alguns têm até que lidar com o resultado dos danos que os filhos sofreram na escola".
Há uma variedade de razões que levam os pais a escolher a escola em casa: descontentamento com o ensino oferecido pelas escolas, os filhos podem ter sido vitimas de bullying, ou a escola que queriam não tinha vagas.
Seja qual for a razão, é um passo sério, e muitos pais questionam a sua capacidade de dar aos filhos uma educação decente e se as crianças vão aprender as habilidades sociais necessárias. São receios compreensíveis - mas o ensino doméstico traz consigo muitos potenciais benefícios.
Pesquisa da Universidade de Durham revelou que as crianças educadas em casa demonstram níveis elevados de escolaridade e habilidades sociais, e os pesquisadores observaram que um ambiente positivo e seguro, atenção individual, a ausência da pressão de grupo e a oportunidade de aprender através da conversa contribuíam para os resultados positivos do ensino domiciliar.
Descobriram também que os pais que optam por educar os filhos em casa começam geralmente com bastante estrutura, possivelmente porque é a isto que estão habituados, mas que com o passar do tempo a rotina torna-se mais flexível e em vez de seguirem um currículo acadêmico pre-estabelecido, adaptam a educação aos interesses das crianças.
Shena Deuchars, da Education Otherwise, uma organização de apoio ao ensino domiciliar, educa os dois filhos em casa: "As crianças aprendem o que sentem necessidade de aprender. Aprendem habilidades para a vida, e têm tempo para aprender o que lhes interessa."
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Legislação sobre o ensino doméstico
João Jorge, membro do GRUPO DO ENSINO SEMI-DOMÉSTICO, partilhou a seguinte informação na Rede Social que visa promover o Movimento de Transição e a Permacultura em Portugal:
Olá queridos amigos,
Já tenho novidades de dentro do Ministério da Educação...!
Transcrevo aqui a resposta às minhas questões:
Não está prevista qualquer suspensão desta modalidade de ensino. O que se pretende, isso sim, é a criação de um diploma legal que reúna os elementos que se encontram dispersos em legislação e orientações variadas produzidas por diversos organismos do ME.
Sucintamente, e de acordo com os esclarecimentos que me deram, os procedimentos básicos são os seguintes:
1 – O aluno em regime de ensino doméstico tem que ser matriculado, como os outros, numa escola pública da sua área de residência.
2 – Os encarregados de educação deverão requerer junto da escola o regime de ensino doméstico fundamentando o seu pedido. O requerimento/exposição deverá indicar os responsáveis pela educação e formação do aluno e juntar certificados de habilitações. O pedido é feito anualmente.
3 – A escola pública envia o processo à DRELVT (Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo) que autoriza a matrícula.
4 – Depois deverá ser estabelecido um programa de trabalho e acompanhamento com a direcção da escola pública a combinar entre as partes. Cedência de materiais didácticos, fichas de exercícios e de avaliação, programas, etc..
5 – Os encarregados de educação/formação do aluno apresentam junto da escola, em princípio, no final de cada período, um portfólio de todo o trabalho desenvolvido pelo aluno.
6 – A escola elabora, no final do ano, um relatório anual que valida, penso eu, a formação.
7 – A validação oficial do 1º ciclo de escolaridade (do 1º ao 4º ano) é realizada com a realização da avaliação externa, isto é, as provas de aferição no 4º ano (Português e Matemática).
Como a legislação sobre este assunto ainda não está totalmente definida e consolidada, podendo haver variações nos procedimentos nas diferentes direcções regionais do ME, recomendo que contactes a DRELVT e a Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (Engª Isaura) para mais esclarecimentos.
Olá queridos amigos,
Já tenho novidades de dentro do Ministério da Educação...!
Transcrevo aqui a resposta às minhas questões:
Não está prevista qualquer suspensão desta modalidade de ensino. O que se pretende, isso sim, é a criação de um diploma legal que reúna os elementos que se encontram dispersos em legislação e orientações variadas produzidas por diversos organismos do ME.
Sucintamente, e de acordo com os esclarecimentos que me deram, os procedimentos básicos são os seguintes:
1 – O aluno em regime de ensino doméstico tem que ser matriculado, como os outros, numa escola pública da sua área de residência.
2 – Os encarregados de educação deverão requerer junto da escola o regime de ensino doméstico fundamentando o seu pedido. O requerimento/exposição deverá indicar os responsáveis pela educação e formação do aluno e juntar certificados de habilitações. O pedido é feito anualmente.
3 – A escola pública envia o processo à DRELVT (Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo) que autoriza a matrícula.
4 – Depois deverá ser estabelecido um programa de trabalho e acompanhamento com a direcção da escola pública a combinar entre as partes. Cedência de materiais didácticos, fichas de exercícios e de avaliação, programas, etc..
5 – Os encarregados de educação/formação do aluno apresentam junto da escola, em princípio, no final de cada período, um portfólio de todo o trabalho desenvolvido pelo aluno.
6 – A escola elabora, no final do ano, um relatório anual que valida, penso eu, a formação.
7 – A validação oficial do 1º ciclo de escolaridade (do 1º ao 4º ano) é realizada com a realização da avaliação externa, isto é, as provas de aferição no 4º ano (Português e Matemática).
Como a legislação sobre este assunto ainda não está totalmente definida e consolidada, podendo haver variações nos procedimentos nas diferentes direcções regionais do ME, recomendo que contactes a DRELVT e a Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (Engª Isaura) para mais esclarecimentos.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Miss América 2011 foi educada em casa
Educada fora da escola, esta jovem tornou-se a Miss América mais nova desde sempre. Teresa Scanlan é cristã e espera inspirar os outros a serem honestos na sua futura carreira. Seus planos? Estudar direito na universidade e ser activa na política.Ver também:
Moça bem educada
Miss America, Miss Oklahoma shine light on homeschooling
sábado, 22 de janeiro de 2011
Portugal: Mon école à la maison
Todos os anos, há pais que decidem ser eles mesmos a ensinar os filhos. Como se desenrola essa experiência ao longo da escolaridade?
Às 8 h 30, a campainha toca na vasta propriedade dos Simonet em Setúbal [ 50 km a sul de Lisboa] - é sinal que vão começar as aulas em casa para os 5 filhos de Colette.
"Às 10 horas fazemos um intervalo de 15 minutos e depois continuamos até ao meio-dia. Após o almoço, continuamos das 2 às 4 horas da tarde", diz ela. A seguir, "as meninas vão para a dança e os rapazes para o ginásio."
"Os esportes permitem-nos desenvolver relações sociais", lembra um dos filhos, agora pai de dois filhos.
Na época, Colette Simonet não tomou a decisão de ânimo leve. "Os meus amigos disseram que estava louca. Eles pensavam que eu iria torná-los anti-sociais ... ", diz Colette. "Mas as crianças têm boas lembranças... Achei o ensino doméstico algo muito saudável. As crianças tiveram a oportunidade de aprender ao seu próprio ritmo, e com muita liberdade".
Trecho retirado do artigo que podem ler aqui.
O artigo também fala sobre a Lara Dias e sua filha Catarina.
No final, explica que na França a educação é obrigatória, e não a escola. Os pais têm o direito de ensinar os seus filhos e milhares de famílias optam por esta modalidade de ensino. No entanto, uma auditoria anual é realizada por agentes do Estado às famílias que praticam o ensino doméstico.
Às 8 h 30, a campainha toca na vasta propriedade dos Simonet em Setúbal [ 50 km a sul de Lisboa] - é sinal que vão começar as aulas em casa para os 5 filhos de Colette.
"Às 10 horas fazemos um intervalo de 15 minutos e depois continuamos até ao meio-dia. Após o almoço, continuamos das 2 às 4 horas da tarde", diz ela. A seguir, "as meninas vão para a dança e os rapazes para o ginásio."
"Os esportes permitem-nos desenvolver relações sociais", lembra um dos filhos, agora pai de dois filhos.
Na época, Colette Simonet não tomou a decisão de ânimo leve. "Os meus amigos disseram que estava louca. Eles pensavam que eu iria torná-los anti-sociais ... ", diz Colette. "Mas as crianças têm boas lembranças... Achei o ensino doméstico algo muito saudável. As crianças tiveram a oportunidade de aprender ao seu próprio ritmo, e com muita liberdade".
Trecho retirado do artigo que podem ler aqui.
O artigo também fala sobre a Lara Dias e sua filha Catarina.
No final, explica que na França a educação é obrigatória, e não a escola. Os pais têm o direito de ensinar os seus filhos e milhares de famílias optam por esta modalidade de ensino. No entanto, uma auditoria anual é realizada por agentes do Estado às famílias que praticam o ensino doméstico.
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Ensino doméstico no País de Gales

Ontem, depois das novas estatísticas revelarem o número de crianças aprendendo fora da escola, os "especialistas" educacionais pediram uma regulamentação mais rigorosa do ensino doméstico no País de Gales.
Números divulgados pelo Governo revelaram que cerca de 1.000 crianças do País de Gales foram retiradas da escola. Outras estatísticas revelam um total de 747 crianças aprendendo a partir de casa. É a primeira vez que foi feito um apanhado da educação em casa no País de Gales.
Leia mais aqui.
Jayne tomou a decisão de deixar o trabalho e dedicar-se à educação das duas filhas mais novas. Frustrada com a natureza do ensino tradicional, decidiu tirar Emily, de 10 anos, e Katje, de 13 anos, da escola. As duas filhas estavam a ter problemas no ensino regular devido a dificuldades de aprendizagem que, segundo ela, não eram compreendidas pelos professores.
"É algo extremamente difícil de fazer, é uma coisa a tempo inteiro e foi uma decisão difícil, mas desde que decidi retirá-las da escola, elas estão a desabrochar", disse Jayne. "Os professores diziam que a Emily estava lendo, escrevendo e progredindo adequadamente. Mas na escola ela era muito quieta, muito calada, e logo que chegava a casa explodia e às vezes era violenta. Os professores simplesmente não reconheciam o problema."
Jayne começou a ensinar as filhas sem quaisquer qualificações formais e não teve apoio financeiro.
"É caro, e nós não temos apoio para ensiná-los, mas foi a melhor coisa que fizemos. As autoridades educacionais monitorizam quinzenalmente, o que nos coloca sob muita pressão, mas isso é só no caso de Emily, que tem traços de autismo e TDAH; no entanto, como não tinha um diagnóstico oficial, a escola não queria saber. E Katje foi vítima de bullying porque não vê muito bem, ouve com dificuldade e é um pouco mais lenta do que as outras crianças, por isso a escola também não era o melhor para ela."
Em termos de socialização, as garotas frequentam actividades de grupo e estão mais felizes fora da escola.
Original aqui.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Demi Lovato foi educada em casa
Demi Lovato, a atriz, cantora e compositora norte-americana de ascendência mexicana, italiana e irlandesa, finalizou o secundário através do ensino domiciliar em 2009.
Numa entrevista, Demi admitiu que havia sofrido experiências de bullying na sétima série da escola. Essas experiências foram tão difíceis que ela pediu a transferência para o ensino doméstico. Demi é uma das artistas que participam nas campanhas "Teens Against Bullying" e "STOMP Out Bullying", cujo objectivo é combater o bullying nas escolas.
Retirado daqui.
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Podcast sobre o Ensino Doméstico
Flash educativo sobre o Ensino Doméstico com a prof. Natividade Lopes na Rádio Clube de Sintra. Para ouvir, cliquem aqui.
www.radioclubedesintra.pt/podcast/FE/podcast_FE.php
www.radioclubedesintra.pt/podcast/FE/podcast_FE.php
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O que está errado com a educação? A escola!
Debates sobre a educação giram muitas vezes em torno de testes padronizados, impostos e financiamento, certificação de professores - enfim, tudo menos a melhor forma de ajudar as crianças a desenvolverem a sua capacidade de aprender.Everywhere All the Time apresenta várias alternativas, históricas e contemporâneas, ao ensino tradicional, demonstrando que a capacidade de aprendizagem das crianças diminui assim que elas entram em instalações burocráticas e institucionais.
A tendência é para um cepticismo cada vez maior em relação ao modelo actual das escolas públicas e privadas. Elas falham em suas tentativas de oferecer às crianças as habilidades que elas precisam para se transformarem em estudantes autónomos, saudáveis e auto-dirigidos. Elas sufocam a criatividade e incentivam a conformidade do pensamento. Elas utilizam medidas disciplinares draconianas e um único método de ensino para todos. O controle da educação pelo governo e a intrusão das corporações tem sido um desastre para as comunidades preocupadas com o bem-estar da juventude.
Alternativamente, o projecto da "desescolarização" oferece às crianças estratégias de aprendizagem auto-dirigida, incentiva o desenvolvimento de comunidades e a participação dos pais no processo de aprendizagem, desenvolve o pensamento crítico necessário à participação activa e ao auto-governo democrático, e alivia os efeitos psicológicos negativos dos métodos da educação tradicional.
Colaboradores incluem, entre outros, Ivan Illich, Grace Llewellyn, John Taylor Gatto, Vinoba Bhave, Emma Goldman, Gustava Esteva, Madhu Prakash, Pat Farenga, entrevistas com unschoolers e uma série de alternativas à escola em Israel, Tailândia, Índia e Mali.
Matt Hern mora e trabalha em East Vancouver, com sua companheira e filhas. Ele dirige o Purple Thistle Centre e fundou o Car-Free Vancouver Day. Seus livros foram publicados nos 6 continentes e traduzidos para vários idiomas. Ele continua a dar palestras. Seus livros incluem Field Day: Getting Society Out of School e Watch Yourself: Why Safer Isn't Always Better.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Documentário: Class Dismissed
Seja a falta de financiamento, a necessidade de despedir professores, a violência escolar... estas são as notícias sobre a escola pública... e as notícias não são boas!
Quando o sistema falha
Sou professora, e quando me perguntei se gostaria de ver os meus filhos na minha escola e vi que a resposta era "não", o meu mundo ruiu.
É fácil perder a esperança
A escola deveria preparar as crianças para "o mundo real" mas na prática não lhes deixamos participar no "mundo real" durante o tempo que permanecem nestas instituições.
Existe outra opção
Penso que muitos pais estão chegando à conclusão de que a escola não está a resultar, e que têm de fazer algo diferente.
Homeschooling
O que temos de fazer é proporcionar muitas experiências educacionais aos nossos filhos e ajudá-los a descobrir os seus próprios talentos. Essa é a promessa do ensino domiciliar.
Para mim, é uma atitude em relação aos nossos filhos, ao modo como queremos apoiar a sua aprendizagem.
As pessoas que realmente querem fazer o ensino doméstico arranjam sempre maneira de o fazer.
Abrindo um pouco as nossas mentes conseguimos criar uma situação adequada à unicidade de cada família.
Eu nunca vi o aprendizado como algo separado da vida.
O objectivo do homeschooling não é a criação de recursos humanos, é o próprio percurso.
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domingo, 16 de janeiro de 2011
Recusa de avaliação a crianças que frequentam o ensino doméstico
Recusa de avaliação a cinco crianças portuguesas que frequentam o ensino doméstico em S.Tomé e Príncipe
Carta de um deputado ao Ministério da Educação, ao Ex.mo Sr.Presidente da Assembleia da República e à Exma. Sra. Ministra da Educação
A Escola Portuguesa de S. Tomé e Príncipe e a Direcção de Serviços de Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação têm trocado correspondência sobre cinco crianças que estão a viver em S.Tomé e pretendem que lhes seja avaliado o percurso escolar, o que até agora tem sido negado, para que possam prosseguir os seus estudos com base no reconhecimento do respectivo paralelismo pedagógico.
As crianças chamam-se André Silva, Beatriz Silva, Guilherme Silva, Afonso Mendes e Maria Mendes e estão a frequentar o ensino doméstico. A Senhora Dora Silva, mãe de três das crianças, tem sido a interlocutora do Ministério da Educação e da Escola Portuguesa de S. Tomé, na tentativa de resolver esta situação, por ela considerada discriminatória e causadora de grandes preocupações.
Esta circunstância é particularmente delicada por ocorrer num país como S. Tomé, onde o acesso ao ensino é difícil, pelo que se exigiria do Ministério da Educação uma maior abertura, flexibilidade e atenção para resolver este problema, em conformidade com aquilo que estipulam os artigos 73.0 e 74.0 da Constituição da República Portuguesa, quer no que toca ao papel do Estado na criação de condições para fazer do ensino um instrumento para a promoção da igualdade de oportunidades e no desenvolvimento da personalidade, quer no esforço de "assegurar aos filhos dos emigrantes o ensino da Língua Portuguesa" (art. 740alínea i).
Assim, ao abrigo das disposições legais e regimentais gostaria de perguntar ao Ministério da Educação o seguinte:
1. Considera ou não o Ministério da Educação, à luz da Constituição da República Portuguesa, um acto discriminatório o facto da Escola Portuguesa de S. Tomé estar a negar a avaliação curricular às cinco crianças referidas atrás?
2. É ou não possível que as crianças possam ser avaliadas no quadro da legislação existente relativa ao ensino doméstico.
3. Se o Ministério da Educação pode ou não fazer algumas diligências para que o caso seja resolvido e as crianças possam prosseguir o seu percurso escolar.
Palácio de São Bento, em 6 de Janeiro de 2010
Resposta do Ministério da Educação AQUI
Carta de um deputado ao Ministério da Educação, ao Ex.mo Sr.Presidente da Assembleia da República e à Exma. Sra. Ministra da Educação
A Escola Portuguesa de S. Tomé e Príncipe e a Direcção de Serviços de Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação têm trocado correspondência sobre cinco crianças que estão a viver em S.Tomé e pretendem que lhes seja avaliado o percurso escolar, o que até agora tem sido negado, para que possam prosseguir os seus estudos com base no reconhecimento do respectivo paralelismo pedagógico.
As crianças chamam-se André Silva, Beatriz Silva, Guilherme Silva, Afonso Mendes e Maria Mendes e estão a frequentar o ensino doméstico. A Senhora Dora Silva, mãe de três das crianças, tem sido a interlocutora do Ministério da Educação e da Escola Portuguesa de S. Tomé, na tentativa de resolver esta situação, por ela considerada discriminatória e causadora de grandes preocupações.
Esta circunstância é particularmente delicada por ocorrer num país como S. Tomé, onde o acesso ao ensino é difícil, pelo que se exigiria do Ministério da Educação uma maior abertura, flexibilidade e atenção para resolver este problema, em conformidade com aquilo que estipulam os artigos 73.0 e 74.0 da Constituição da República Portuguesa, quer no que toca ao papel do Estado na criação de condições para fazer do ensino um instrumento para a promoção da igualdade de oportunidades e no desenvolvimento da personalidade, quer no esforço de "assegurar aos filhos dos emigrantes o ensino da Língua Portuguesa" (art. 740alínea i).
Assim, ao abrigo das disposições legais e regimentais gostaria de perguntar ao Ministério da Educação o seguinte:
1. Considera ou não o Ministério da Educação, à luz da Constituição da República Portuguesa, um acto discriminatório o facto da Escola Portuguesa de S. Tomé estar a negar a avaliação curricular às cinco crianças referidas atrás?
2. É ou não possível que as crianças possam ser avaliadas no quadro da legislação existente relativa ao ensino doméstico.
3. Se o Ministério da Educação pode ou não fazer algumas diligências para que o caso seja resolvido e as crianças possam prosseguir o seu percurso escolar.
Palácio de São Bento, em 6 de Janeiro de 2010
Resposta do Ministério da Educação AQUI
sábado, 15 de janeiro de 2011
Ensino doméstico: como começar? Parte II
Parte I aqui.
Quais são os pilares da educação para o século XXI?
A leitura continua a ser uma habilidade importante, mas em vez da caligrafia eu diria que a literacia informática, as habilidades de pesquisa e a criatividade são muito mais importantes para a criança moderna. Aritmética complexa já não é tão essencial como era há 100 anos, com tantas calculadoras baratas facilmente disponíveis.
Muito mais importante para os vossos filhos é a compreensão de conceitos matemáticos que lhes permitam utilizar as calculadoras de uma forma inteligente. A capacidade de raciocinar é muito mais importante do que "factos" aritméticos. Eu diria que as 3 coisas mais importantes são a leitura, a pesquisa e o raciocínio.
Aprender através da leitura
Se os vossos filhos lerem muito, eles irão aprender uma quantidade enorme de coisas, mesmo que a intenção deles não seja essa. Incentivem-nos a ler obras de não-ficção, assim como ficção. Existem excelentes livros como as séries História Horrível e Ciência Horrível que a maioria das crianças gosta. Embora acabem por esquecer muitas coisas, é incrível a quantidade de coisas que ficam na memória!
Há também livros de ficção baseados em contextos históricos que, na minha experiência, permitem uma melhor compreensão da história do que alguns livros didáticos. Mesmo que os vossos filhos não gostem de ler, vocês podem ler para eles. Esta é uma maneira maravilhosa de criar laços familiares e partilhar os livros preferidos na nossa infância - e muitos adolescentes continuam a apreciar estes momentos de leitura em família!
Escolham uma mistura de clássicos, romances históricos e de ficção contemporânea que apele a todos vocês mas não tentem fazer com que a leitura seja "educacional".
Parte I - Parte 3
Quais são os pilares da educação para o século XXI?
A leitura continua a ser uma habilidade importante, mas em vez da caligrafia eu diria que a literacia informática, as habilidades de pesquisa e a criatividade são muito mais importantes para a criança moderna. Aritmética complexa já não é tão essencial como era há 100 anos, com tantas calculadoras baratas facilmente disponíveis.
Muito mais importante para os vossos filhos é a compreensão de conceitos matemáticos que lhes permitam utilizar as calculadoras de uma forma inteligente. A capacidade de raciocinar é muito mais importante do que "factos" aritméticos. Eu diria que as 3 coisas mais importantes são a leitura, a pesquisa e o raciocínio.
Aprender através da leitura
Se os vossos filhos lerem muito, eles irão aprender uma quantidade enorme de coisas, mesmo que a intenção deles não seja essa. Incentivem-nos a ler obras de não-ficção, assim como ficção. Existem excelentes livros como as séries História Horrível e Ciência Horrível que a maioria das crianças gosta. Embora acabem por esquecer muitas coisas, é incrível a quantidade de coisas que ficam na memória!
Há também livros de ficção baseados em contextos históricos que, na minha experiência, permitem uma melhor compreensão da história do que alguns livros didáticos. Mesmo que os vossos filhos não gostem de ler, vocês podem ler para eles. Esta é uma maneira maravilhosa de criar laços familiares e partilhar os livros preferidos na nossa infância - e muitos adolescentes continuam a apreciar estes momentos de leitura em família!
Escolham uma mistura de clássicos, romances históricos e de ficção contemporânea que apele a todos vocês mas não tentem fazer com que a leitura seja "educacional".
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