domingo, 13 de fevereiro de 2011
Música: Abby Mae e os Homeschool Boys
Abby Mae e os Homeschool Boys, live no Festival Snowgrass Bluegrass 2011 em Port Angeles, WA.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Mais um grupo do ensino doméstico
Foi inaugurado um novo grupo para crianças educadas fora da escola. Uma tarde por semana, Hereford Home Educators oferecem uma variedade de cursos num centro comunitário em Hereford, Inglaterra. Crianças educadas a partir de casa podem agora acessar uma variedade de cursos, incluindo ciência, história, matemática e inglês.
"Embora as pessoas estejam cada vez mais cientes de que a escola não é obrigatória, muitas ainda não se aperceberam disso. De facto, estima-se que cerca de 90.000 crianças estão seguindo o ensino domiciliar no Reino Unido", disse Jane, que faz parte do grupo.
"Hoje em dia a maioria das pessoas tem acesso à internet, e os pais podem contactar outras pessoas que estão praticando o ensino doméstico na sua localidade. Existem grupos destes por todo o Reino Unido, e as famílias que optam pela educação fora escola podem se juntar umas com as outras, aprender e socializar. Aqui em Herefordshire há um número crescente de crianças sendo educadas em casa."
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Podemos ensinar aquilo que queremos
Anne faz parte de um movimento crescente. Onde reside, cerca de 1,5 milhões de crianças são educadas em casa e o número está sempre a crescer. Em 8 anos, o ensino doméstico aumentou cerca de 75% a nível nacional.
Vídeo e artigo aqui.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
5 anos de ensino doméstico :-)

Agora temos de comemorar!
Nem nos sobra tempo para blogar!!!
EUA (New Hampshire): o ensino doméstico e a lei
NH bills would expand rights to home school - Advocates split over which bill gave parents the most freedom. Critics of one bill said the state still had primary control over the children's education. They backed a second bill that repealed the state's home education law. Some argued parents have a natural right to educate their children without interference from the state or being required to notify the state they were teaching their children at home.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Notícias: Ensino domiciliar no Brasil
Justiça do Paraná deixa família educar filhos na própria casa
A opinião dos advogados
Júlio César: Homeschooling no Brasil
Stella Franca: Ensino ‘de berço’
B. L. Franco: As famílias têm o direito de educar os filhos em casa?
Update
Ensino domiciliar é prática polêmica no Brasil
Homeschooling: a polêmica continua (parte 2)
Deboches e o inicio da crueldade humana
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Religiosa demais para praticar o homeschooling?
Ver também
Mother Too Religious To Be Homeschooling, Says Ex-Husband
“Third Wave” of Persecution Coming, Warns Homeschool Leader
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Justiça autoriza família a educar filhos em casa
Uma família de Maringá, no interior do Paraná, tirou os filhos da escola e os educa em casa com aval da Justiça. Com apoio do Ministério Público, os pais conseguiram convencer o juiz da Vara da Infância e Juventude de que a educação domiciliar é possível e, teoricamente, não traz prejuízos.
Ao contrário deles, conforme o Estado noticiou ontem, uma família de Serra Negra, que também tirou os filhos da escola, ainda tenta provar ao Judiciário que tem condições de educá-los em casa. Em Minas, isso não foi possível e um casal foi condenado pelo crime de abandono intelectual - no[/ ] Brasil, a legislação determina que as crianças sejam matriculadas em escola de ensino regular.
Apesar de não existir uma decisão formal do magistrado a respeito do assunto, as crianças são oficialmente avaliadas pelo Núcleo Regional de Educação de Maringá a pedido da Justiça.
O núcleo, vinculado à Secretaria de Educação, elabora e aplica às crianças provas de português, matemática, ciências, história, geografia, artes e educação física. Eles também passam por uma análise psicossocial.
Após cumprir essa etapa, o núcleo elabora um relatório e o encaminha ao Judiciário, dizendo se as crianças têm ou não condição intelectual para cursar determinada série. Há três anos é assim e o juiz nunca se opôs aos resultados apresentados.
"Os pais conseguiram comprovar que elas têm o conhecimento intelectual necessário, de acordo com as diretrizes curriculares. Essas crianças nunca tiveram dificuldade para resolver as provas. Os resultados demonstram que elas têm aptidão para cursar a série seguinte ", diz Maria Marlene Galhardo Mochi, assistente técnica do núcleo.
Recursos. Segundo Maria Marlene, esse é o único caso de educação domiciliar atendido pelo núcleo de Maringá. "Os pais dessas crianças têm condições, instrução e recursos para educá-las em casa. Como elas ainda estão cursando o ensino fundamental, por enquanto está funcionando. Minha preocupação é quando elas chegarem ao ensino médio, quando as matérias ficam mais complicadas", avalia.
Segundo Ricardo de Moraes Cabezon, presidente da Comissão de Direitos da Criança da OAB-SP, o ensino fora da escola não é totalmente proibido, desde que seja justificado como algo excepcional. "Tem de ser realmente excepcional, senão banaliza. Eu recomendo que os pais não façam isso por conta e risco, mas tenham uma tutela do Judiciário", orienta o advogado.
Os irmãos Lucas, de 12 anos, e Julia, de 11, são filhos de pedagogos. O pai é professor da Universidade Estadual de Maringá. Eles foram tirados da escola há quatro anos, após duas tentativas frustradas de tentarem matriculá-los em uma escola regular.
As crianças cursam inglês e matemática fora de casa. As outras disciplinas ficam a cargo dos pais. Também praticam esportes e não podem ver televisão em qualquer horário - só quando os pais autorizam.
Para Luiz Carlos Faria da Silva, pai das crianças, além dos conflitos na educação moral dos filhos, a escola também oferecia conteúdos que ele considerava ruins. Ele reclama, por exemplo, que a escola ensinava arte moderna em vez de arte sacra.
Diz também que o aquecimento global é contraditório. "Só os vulcões lançam mais dióxido de carbono no ar que toda atividade humana", afirma o pai.
Para o educador português José Pacheco, idealizador da Escola da Ponte (em que não há salas de aula), o juiz teve sensibilidade para entender o caso. "É possível que haja o ensino domiciliar, desde que a escola avalie periodicamente essas crianças. É uma alternativa sábia, já feita em países da Europa há muito tempo."
Retirado daqui.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Momentos históricos para o homeschooling em Portugal e no Brasil
Victor Hugo
Ontem foi um dia histórico para o movimento do homeschooling em Portugal com a reunião de um grupo de famílias praticantes e aspirantes ao ensino doméstico. Pelo que li, neste encontro realizado em Lisboa, organizado pelo grupo de Transição e Permacultura, ficou decidido partir para a construção de uma Associação para o Ensino Doméstico [mais aqui].
No Brasil, algo semelhante está ocorrendo, com a criação da Associação Nacional de Educação Domiciliar [mais aqui, aqui e aqui]. Ora vejam:
Parece que a hora do ensino domiciliar finalmente chegou a Portugal e ao Brasil!
domingo, 30 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Casal brasileiro enfrenta a Justiça pelo direito de educar filhas em casa
O casal foi denunciado e tornaram-se alvo do Conselho Tutelar e do Ministério Público Estadual da cidade, que querem que eles matriculem as filhas numa escola regular.
Ler mais aqui.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
As crianças aprendem o que querem
São crianças educadas em casa que os pais retiraram da escola ou que nunca nas suas vidas frequentaram a escola - o que é perfeitamente legal, pois não é a escolaridade que é obrigatória mas sim fazer com que os nossos filhos recebam uma "educação a tempo integral eficiente e adequada à sua idade, capacidade e aptidões".
No Reino Unido, o Departamento de Educação não tem a obrigação de monitorizar as crianças educadas em casa, excepto se tiver razões fundamentadas para crer que a criança não está recebendo uma educação adequada.
Um porta-voz do Departamento de Educação disse que: "O governo respeita o direito que os pais têm de educar os seus filhos em casa e reconhece que a maioria dos pais que optam pelo ensino domiciliar faz um trabalho muito bom, e que alguns têm até que lidar com o resultado dos danos que os filhos sofreram na escola".
Há uma variedade de razões que levam os pais a escolher a escola em casa: descontentamento com o ensino oferecido pelas escolas, os filhos podem ter sido vitimas de bullying, ou a escola que queriam não tinha vagas.
Seja qual for a razão, é um passo sério, e muitos pais questionam a sua capacidade de dar aos filhos uma educação decente e se as crianças vão aprender as habilidades sociais necessárias. São receios compreensíveis - mas o ensino doméstico traz consigo muitos potenciais benefícios.
Pesquisa da Universidade de Durham revelou que as crianças educadas em casa demonstram níveis elevados de escolaridade e habilidades sociais, e os pesquisadores observaram que um ambiente positivo e seguro, atenção individual, a ausência da pressão de grupo e a oportunidade de aprender através da conversa contribuíam para os resultados positivos do ensino domiciliar.
Descobriram também que os pais que optam por educar os filhos em casa começam geralmente com bastante estrutura, possivelmente porque é a isto que estão habituados, mas que com o passar do tempo a rotina torna-se mais flexível e em vez de seguirem um currículo acadêmico pre-estabelecido, adaptam a educação aos interesses das crianças.
Shena Deuchars, da Education Otherwise, uma organização de apoio ao ensino domiciliar, educa os dois filhos em casa: "As crianças aprendem o que sentem necessidade de aprender. Aprendem habilidades para a vida, e têm tempo para aprender o que lhes interessa."
Ler o resto aqui.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Legislação sobre o ensino doméstico
Olá queridos amigos,
Já tenho novidades de dentro do Ministério da Educação...!
Transcrevo aqui a resposta às minhas questões:
Não está prevista qualquer suspensão desta modalidade de ensino. O que se pretende, isso sim, é a criação de um diploma legal que reúna os elementos que se encontram dispersos em legislação e orientações variadas produzidas por diversos organismos do ME.
Sucintamente, e de acordo com os esclarecimentos que me deram, os procedimentos básicos são os seguintes:
1 – O aluno em regime de ensino doméstico tem que ser matriculado, como os outros, numa escola pública da sua área de residência.
2 – Os encarregados de educação deverão requerer junto da escola o regime de ensino doméstico fundamentando o seu pedido. O requerimento/exposição deverá indicar os responsáveis pela educação e formação do aluno e juntar certificados de habilitações. O pedido é feito anualmente.
3 – A escola pública envia o processo à DRELVT (Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo) que autoriza a matrícula.
4 – Depois deverá ser estabelecido um programa de trabalho e acompanhamento com a direcção da escola pública a combinar entre as partes. Cedência de materiais didácticos, fichas de exercícios e de avaliação, programas, etc..
5 – Os encarregados de educação/formação do aluno apresentam junto da escola, em princípio, no final de cada período, um portfólio de todo o trabalho desenvolvido pelo aluno.
6 – A escola elabora, no final do ano, um relatório anual que valida, penso eu, a formação.
7 – A validação oficial do 1º ciclo de escolaridade (do 1º ao 4º ano) é realizada com a realização da avaliação externa, isto é, as provas de aferição no 4º ano (Português e Matemática).
Como a legislação sobre este assunto ainda não está totalmente definida e consolidada, podendo haver variações nos procedimentos nas diferentes direcções regionais do ME, recomendo que contactes a DRELVT e a Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (Engª Isaura) para mais esclarecimentos.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Miss América 2011 foi educada em casa
Educada fora da escola, esta jovem tornou-se a Miss América mais nova desde sempre. Teresa Scanlan é cristã e espera inspirar os outros a serem honestos na sua futura carreira. Seus planos? Estudar direito na universidade e ser activa na política.Ver também:
Moça bem educada
Miss America, Miss Oklahoma shine light on homeschooling
sábado, 22 de janeiro de 2011
Portugal: Mon école à la maison
Às 8 h 30, a campainha toca na vasta propriedade dos Simonet em Setúbal [ 50 km a sul de Lisboa] - é sinal que vão começar as aulas em casa para os 5 filhos de Colette.
"Às 10 horas fazemos um intervalo de 15 minutos e depois continuamos até ao meio-dia. Após o almoço, continuamos das 2 às 4 horas da tarde", diz ela. A seguir, "as meninas vão para a dança e os rapazes para o ginásio."
"Os esportes permitem-nos desenvolver relações sociais", lembra um dos filhos, agora pai de dois filhos.
Na época, Colette Simonet não tomou a decisão de ânimo leve. "Os meus amigos disseram que estava louca. Eles pensavam que eu iria torná-los anti-sociais ... ", diz Colette. "Mas as crianças têm boas lembranças... Achei o ensino doméstico algo muito saudável. As crianças tiveram a oportunidade de aprender ao seu próprio ritmo, e com muita liberdade".
Trecho retirado do artigo que podem ler aqui.
O artigo também fala sobre a Lara Dias e sua filha Catarina.
No final, explica que na França a educação é obrigatória, e não a escola. Os pais têm o direito de ensinar os seus filhos e milhares de famílias optam por esta modalidade de ensino. No entanto, uma auditoria anual é realizada por agentes do Estado às famílias que praticam o ensino doméstico.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Ensino doméstico no País de Gales

Ontem, depois das novas estatísticas revelarem o número de crianças aprendendo fora da escola, os "especialistas" educacionais pediram uma regulamentação mais rigorosa do ensino doméstico no País de Gales.
Números divulgados pelo Governo revelaram que cerca de 1.000 crianças do País de Gales foram retiradas da escola. Outras estatísticas revelam um total de 747 crianças aprendendo a partir de casa. É a primeira vez que foi feito um apanhado da educação em casa no País de Gales.
Leia mais aqui.
Jayne tomou a decisão de deixar o trabalho e dedicar-se à educação das duas filhas mais novas. Frustrada com a natureza do ensino tradicional, decidiu tirar Emily, de 10 anos, e Katje, de 13 anos, da escola. As duas filhas estavam a ter problemas no ensino regular devido a dificuldades de aprendizagem que, segundo ela, não eram compreendidas pelos professores.
"É algo extremamente difícil de fazer, é uma coisa a tempo inteiro e foi uma decisão difícil, mas desde que decidi retirá-las da escola, elas estão a desabrochar", disse Jayne. "Os professores diziam que a Emily estava lendo, escrevendo e progredindo adequadamente. Mas na escola ela era muito quieta, muito calada, e logo que chegava a casa explodia e às vezes era violenta. Os professores simplesmente não reconheciam o problema."
Jayne começou a ensinar as filhas sem quaisquer qualificações formais e não teve apoio financeiro.
"É caro, e nós não temos apoio para ensiná-los, mas foi a melhor coisa que fizemos. As autoridades educacionais monitorizam quinzenalmente, o que nos coloca sob muita pressão, mas isso é só no caso de Emily, que tem traços de autismo e TDAH; no entanto, como não tinha um diagnóstico oficial, a escola não queria saber. E Katje foi vítima de bullying porque não vê muito bem, ouve com dificuldade e é um pouco mais lenta do que as outras crianças, por isso a escola também não era o melhor para ela."
Em termos de socialização, as garotas frequentam actividades de grupo e estão mais felizes fora da escola.
Original aqui.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Demi Lovato foi educada em casa
Demi Lovato, a atriz, cantora e compositora norte-americana de ascendência mexicana, italiana e irlandesa, finalizou o secundário através do ensino domiciliar em 2009.
Numa entrevista, Demi admitiu que havia sofrido experiências de bullying na sétima série da escola. Essas experiências foram tão difíceis que ela pediu a transferência para o ensino doméstico. Demi é uma das artistas que participam nas campanhas "Teens Against Bullying" e "STOMP Out Bullying", cujo objectivo é combater o bullying nas escolas.
Retirado daqui.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Podcast sobre o Ensino Doméstico
www.radioclubedesintra.pt/podcast/FE/podcast_FE.php
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
O que está errado com a educação? A escola!
Debates sobre a educação giram muitas vezes em torno de testes padronizados, impostos e financiamento, certificação de professores - enfim, tudo menos a melhor forma de ajudar as crianças a desenvolverem a sua capacidade de aprender.Everywhere All the Time apresenta várias alternativas, históricas e contemporâneas, ao ensino tradicional, demonstrando que a capacidade de aprendizagem das crianças diminui assim que elas entram em instalações burocráticas e institucionais.
A tendência é para um cepticismo cada vez maior em relação ao modelo actual das escolas públicas e privadas. Elas falham em suas tentativas de oferecer às crianças as habilidades que elas precisam para se transformarem em estudantes autónomos, saudáveis e auto-dirigidos. Elas sufocam a criatividade e incentivam a conformidade do pensamento. Elas utilizam medidas disciplinares draconianas e um único método de ensino para todos. O controle da educação pelo governo e a intrusão das corporações tem sido um desastre para as comunidades preocupadas com o bem-estar da juventude.
Alternativamente, o projecto da "desescolarização" oferece às crianças estratégias de aprendizagem auto-dirigida, incentiva o desenvolvimento de comunidades e a participação dos pais no processo de aprendizagem, desenvolve o pensamento crítico necessário à participação activa e ao auto-governo democrático, e alivia os efeitos psicológicos negativos dos métodos da educação tradicional.
Colaboradores incluem, entre outros, Ivan Illich, Grace Llewellyn, John Taylor Gatto, Vinoba Bhave, Emma Goldman, Gustava Esteva, Madhu Prakash, Pat Farenga, entrevistas com unschoolers e uma série de alternativas à escola em Israel, Tailândia, Índia e Mali.
Matt Hern mora e trabalha em East Vancouver, com sua companheira e filhas. Ele dirige o Purple Thistle Centre e fundou o Car-Free Vancouver Day. Seus livros foram publicados nos 6 continentes e traduzidos para vários idiomas. Ele continua a dar palestras. Seus livros incluem Field Day: Getting Society Out of School e Watch Yourself: Why Safer Isn't Always Better.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Documentário: Class Dismissed
Seja a falta de financiamento, a necessidade de despedir professores, a violência escolar... estas são as notícias sobre a escola pública... e as notícias não são boas!
Quando o sistema falha
Sou professora, e quando me perguntei se gostaria de ver os meus filhos na minha escola e vi que a resposta era "não", o meu mundo ruiu.
É fácil perder a esperança
A escola deveria preparar as crianças para "o mundo real" mas na prática não lhes deixamos participar no "mundo real" durante o tempo que permanecem nestas instituições.
Existe outra opção
Penso que muitos pais estão chegando à conclusão de que a escola não está a resultar, e que têm de fazer algo diferente.
Homeschooling
O que temos de fazer é proporcionar muitas experiências educacionais aos nossos filhos e ajudá-los a descobrir os seus próprios talentos. Essa é a promessa do ensino domiciliar.
Para mim, é uma atitude em relação aos nossos filhos, ao modo como queremos apoiar a sua aprendizagem.
As pessoas que realmente querem fazer o ensino doméstico arranjam sempre maneira de o fazer.
Abrindo um pouco as nossas mentes conseguimos criar uma situação adequada à unicidade de cada família.
Eu nunca vi o aprendizado como algo separado da vida.
O objectivo do homeschooling não é a criação de recursos humanos, é o próprio percurso.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Recusa de avaliação a crianças que frequentam o ensino doméstico
Carta de um deputado ao Ministério da Educação, ao Ex.mo Sr.Presidente da Assembleia da República e à Exma. Sra. Ministra da Educação
A Escola Portuguesa de S. Tomé e Príncipe e a Direcção de Serviços de Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação têm trocado correspondência sobre cinco crianças que estão a viver em S.Tomé e pretendem que lhes seja avaliado o percurso escolar, o que até agora tem sido negado, para que possam prosseguir os seus estudos com base no reconhecimento do respectivo paralelismo pedagógico.
As crianças chamam-se André Silva, Beatriz Silva, Guilherme Silva, Afonso Mendes e Maria Mendes e estão a frequentar o ensino doméstico. A Senhora Dora Silva, mãe de três das crianças, tem sido a interlocutora do Ministério da Educação e da Escola Portuguesa de S. Tomé, na tentativa de resolver esta situação, por ela considerada discriminatória e causadora de grandes preocupações.
Esta circunstância é particularmente delicada por ocorrer num país como S. Tomé, onde o acesso ao ensino é difícil, pelo que se exigiria do Ministério da Educação uma maior abertura, flexibilidade e atenção para resolver este problema, em conformidade com aquilo que estipulam os artigos 73.0 e 74.0 da Constituição da República Portuguesa, quer no que toca ao papel do Estado na criação de condições para fazer do ensino um instrumento para a promoção da igualdade de oportunidades e no desenvolvimento da personalidade, quer no esforço de "assegurar aos filhos dos emigrantes o ensino da Língua Portuguesa" (art. 740alínea i).
Assim, ao abrigo das disposições legais e regimentais gostaria de perguntar ao Ministério da Educação o seguinte:
1. Considera ou não o Ministério da Educação, à luz da Constituição da República Portuguesa, um acto discriminatório o facto da Escola Portuguesa de S. Tomé estar a negar a avaliação curricular às cinco crianças referidas atrás?
2. É ou não possível que as crianças possam ser avaliadas no quadro da legislação existente relativa ao ensino doméstico.
3. Se o Ministério da Educação pode ou não fazer algumas diligências para que o caso seja resolvido e as crianças possam prosseguir o seu percurso escolar.
Palácio de São Bento, em 6 de Janeiro de 2010
Resposta do Ministério da Educação AQUI
sábado, 15 de janeiro de 2011
Ensino doméstico: como começar? Parte II
Quais são os pilares da educação para o século XXI?
A leitura continua a ser uma habilidade importante, mas em vez da caligrafia eu diria que a literacia informática, as habilidades de pesquisa e a criatividade são muito mais importantes para a criança moderna. Aritmética complexa já não é tão essencial como era há 100 anos, com tantas calculadoras baratas facilmente disponíveis.
Muito mais importante para os vossos filhos é a compreensão de conceitos matemáticos que lhes permitam utilizar as calculadoras de uma forma inteligente. A capacidade de raciocinar é muito mais importante do que "factos" aritméticos. Eu diria que as 3 coisas mais importantes são a leitura, a pesquisa e o raciocínio.
Aprender através da leitura
Se os vossos filhos lerem muito, eles irão aprender uma quantidade enorme de coisas, mesmo que a intenção deles não seja essa. Incentivem-nos a ler obras de não-ficção, assim como ficção. Existem excelentes livros como as séries História Horrível e Ciência Horrível que a maioria das crianças gosta. Embora acabem por esquecer muitas coisas, é incrível a quantidade de coisas que ficam na memória!
Há também livros de ficção baseados em contextos históricos que, na minha experiência, permitem uma melhor compreensão da história do que alguns livros didáticos. Mesmo que os vossos filhos não gostem de ler, vocês podem ler para eles. Esta é uma maneira maravilhosa de criar laços familiares e partilhar os livros preferidos na nossa infância - e muitos adolescentes continuam a apreciar estes momentos de leitura em família!
Escolham uma mistura de clássicos, romances históricos e de ficção contemporânea que apele a todos vocês mas não tentem fazer com que a leitura seja "educacional".
Parte I - Parte 3
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Ensino doméstico: como começar?
Não, não! Não percam tempo tentando descobrir os melhores livros didáticos nem preocupando-se com currículos. Muitas famílias descobriram que nesta fase inicial, de transição, o melhor é começar com um período de "deschooling", ou "des-escolarização".
Se os teus filhos tiveram problemas na escola, tais como o bullying ou stresse devido aos exames, ainda é mais importante passar um tempo relaxando em família, lendo, discutindo questões, sonhando, falando sobre metas e ambições, e clarificando o que significa educação para vocês.
Deschooling - Começando a educação em casa devagarinho
As famílias que praticam o ensino domiciliar descobriram que quanto mais tempo as crianças passaram na escola mais tempo precisam para relaxar e 'descolarizar' suas mentes antes de iniciarem quaisquer estudos formais. Geralmente sugerem que precisam de pelo menos um mês por cada ano de escola. Assim, se uma criança de 10 anos passou 5 anos na escola, ela precisaria de pelo menos 5 meses de repouso em casa sem fazer qualquer aprendizado formal. Claro, isto varia de criança para criança, mas é essencial não se apressarem e iniciarem um programa de educação de imediato, especialmente se os vossos filhos foram retirados da escola depois de muito stress. Fortalecer relações de família e a auto-estima das crianças é muito mais importante.
Vocês também vão descobrir que, como pais, vão precisar de "desescolarizar a vossas mentes". Precisam ultrapassar a ideia de que a aprendizagem só acontece em salas de aula, em períodos de 50 minutos ou com cadernos e canetas. Educação não tem de começar às 9 hrs da manhã, nem tem de continuar até ao meio da tarde.
Tudo que os vossos filhos fazem é educacional, desde o momento que acordam até tornarem a adormecer. E a aprendizagem formal ocorre de maneiras diferentes, dependendo das crianças e das circunstâncias. Prestem atenção aos momentos em que o ensino pode ocorrer naturalmente, momentos em que os vossos filhos manifestam interesse por determinado tópico, momentos em que fazem perguntas, e ajudem-lhes a desenvolver as suas capacidades de pesquisa para que eles mesmos descubram as respostas. Encorajem-lhes a investigar tudo que lhes desperta o interesse, e lembrem-se que a aprendizagem ocorre mesmo que não existam provas da sua ocorrência, mesmo que ninguém escreva uma redação sobre a experiência.
Continua aqui.
Fonte
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
A escola fechou, pais criaram homeschool
Doze crianças, com idades entre os 5 e os 18 anos, ficaram sem escola em Novembro por causa das más condições e fracos padrões de educação.
Alguns dos alunos mais novos foram transferidos para outras escolas públicas mas os pais dos seis jovens mais velhos decidiram mantê-los juntos.
Gaynor, uma das mães que ajudou a estabelecer a Phoenix Home School temporariamente numa igreja em Derby, disse:
"Os alunos mais velhos não querem ir para uma escola enorme, por isso decidimos partilhar recursos e optar pelo ensino doméstico. Agora estamos tentando arranjar um lugar acessível e mais permanente onde os alunos possam estudar. Vamos ensinar história, latim, arte, fotografia, culinária, bordado, tricô e crochê. Vamos ter passeios educativos: vamos passear no parque na hora do almoço e fazer excursões a museus e centros desportivos."
Fonte
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
O que significa "deschooling"?
Filosoficamente, refere-se à crença de que as escolas e outras instituições de ensino são incapazes de proporcionar a melhor educação possível para alguns, ou para a maioria dos indivíduos. Alguns estendem este conceito para além do indivíduo e querem acabar com as escolas em geral. Esta filosofia é baseada na crença de que a maioria das pessoas aprende melhor sozinhas, por si mesmas, fora dos ambientes institucionalizados, e a um ritmo auto-determinado. Este é o significado do termo utilizado por Illich.
Outra crítica comum é que a escolaridade obrigatória, com seus horários programados e um único método de ensino para todos, é utilizada como uma ferramenta para produzir uma classe trabalhadora ignorante e conformista.
Têm surgido alternativas à aprendizagem institucional, tais como as escolas livres, o unschooling e a formação de redes com outras famílias e indivíduos que optam pelo deschooling.
Na prática, deschooling refere-se ao processo mental que se atravessa depois de se abandonar o ambiente de educação formal, em que a "mente escolarizada" ou a "mentalidade escolar" é corroída ao longo do tempo. Deschooling pode referir-se ao período de tempo que as crianças retiradas da escola demoram a se adaptar a aprender num ambiente não estruturado [tal como as galinhas poedeiras ou industriais, criadas em campos de concentração, ao serem salvas, precisam de tempo para se adaptarem novamente à liberdade do campo].
As famílias que retiram os filhos da escola para os educar a partir de casa observam que eles precisam de um período de adaptação para re-aprenderem a viver sem o reforço da aprendizagem arregimentada e das avaliações constantes. O termo é geralmente usado para descrever crianças e jovens que foram retirados da escola para poderem praticar a aprendizagem autónoma e auto-dirigida.
O termo é usado por alguns como sinônimo de unschooling, mas muitos fazem uma clara distinção.
Fonte
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
A escola da vida: unschoolers canadenses
Loïc, 14 anos (na foto com a mãe) não vai à escola desde a 2a classe. Ele adora filosofia, história e tocar violino.No Quebec, milhares de crianças são educadas em casa. Destas, algumas (o seu número é impossível de quantificar) são mesmo "descolarizadas". Educadas, sim, mas na escola da vida. Sem livros didáticos nem currículos nem horários. Uma filosofia diferente, certamente, mas que nem todos os observadores estão prontos a condenar.
Ora vejam: Julie tem dois filhos, um com 9, outro com 12 anos. Não colocam os pés na escola há anos. Alguns julgam que fazem "escola em casa", mas estão errados. Na verdade, Julie faz tudo menos escolarizar em casa. Em vez de escolarizar, dizem que "vivem". Na boa vida?
"Nós levantamo-nos quando acabamos de dormir e vamos dormir quando temos sono", diz ela, rindo.
À primeira vista, seu estilo de vida liberal pode parecer radical, quase irresponsável, quase negligente.
Seus filhos não têm horário. Fazem o que querem e quando querem. Neste momento estão decorando o seu quarto. Medindo os móveis, avaliando o volume das mobílias. O mais velho passa bastante tempo no computador, o mais jovem é fascinado pelo desenho.
Continua aqui.
Ver também
Déscolarisation: une philosophie méconnue
La déscolarisation au Québec
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Vídeo: Armas de Instrução em Massa
John Gatto foi professor em Nova Iorque durante quase três décadas. Foi nomeado três vezes Professor do Ano de New York City e, em 1991, Professor do Ano de New York State. Ele é o autor de Dumbing Us Down: o currículo oculto da escolaridade obrigatória; A Escola Exausta e The Underground History of American Education.
domingo, 9 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
Homeschooling: a solução para a violência escolar
Cada vez mais pais estão optando pelo ensino domiciliar como solução de "último recurso " para o problema da violência escolar.Pesquisadores sobre o bullying e psicólogos infantis dizem que em alguns casos os estudantes sofrem efeitos adversos à saúde, tais como ansiedade e depressão, levando os pais a retirar seus filhos das escolas.
Beverley Paine, defensora do ensino doméstico, disse que incidentes de bullying causaram uma onda de interesse pela educação em casa. Outros motivos que levam os pais a educar seus filhos em casa incluem: necessidades especiais, ideologia, localização e preferências pessoais.
"Nestes últimos anos tenho sido contactada por muitas famílias que se sentem frustradas porque nada tem sido feito para solucionar os problemas de bullying na escola", disse a Sra. Paine. "A maioria dessas famílias voltam-se para a educação em casa como um último recurso depois de suas tentativas falhadas de resolver o problema com a escola."
Ler o resto aqui.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Equipe de basquete de homeschoolers
Em tempos que já lá vão, a Associação do Ensino Domiciliar de Memphis tinha dificuldades de preencher sua equipe de basquete. As equipas adversárias, quando ouviam falar da equipe do ensino doméstico, imaginavam uma victória fácil. Mas isso era antes; agora as coisas são muito diferentes! Ler aqui.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Último estudo sobre o homeschooling
De facto, o estudo, divulgado ontem pelo NHERI, não revela um nivelamento mas um crescimento contínuo nestes últimos três anos. Em alguns Estados, os números subiram 18% desde 2007.
E os números podem ser ainda maiores, explica o Dr. Brian D. Ray, porque o número de famílias que praticam o ensino domiciliar "underground" não é fácil de contar. As diferenças na idade da escolaridade obrigatória nos diferentes Estados acrescenta mais uma dificuldade.
Embora os números sejam impressionantes, a verdadeira significância do estudo é que demonstra que o homeschooling não é, como alguns possam pensar, "uma simples moda passageira".
Dr. Ray afirma que estes números vão aumentar ainda mais dramaticamente nos próximos anos a medida que os homeschoolers vão-se tornando adultos e decidem continuar a praticar o ensino doméstico com seus próprios filhos.
Visualizar e baixar o relatório aqui.
Fonte
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Irmãs Polgar: educar gênios em casa

Zsófia Polgár, Grande Mestra de Xadrez
Susan Polgar, Campeã Mundial Feminina de Xadrez, 1996-99
Judit Polgár, considerada uma das melhores jogadoras de xadrez de todos os tempos
O que têm estas três irmãs em comum?
Foram educadas fora da escola, pelos pais, a partir de casa!
E aqui fica o link para um artigo sobre elas e o homeschooling como método de educação para gênios: Die Polgár-Schwestern, Homeschooling und die Erziehung von Genies
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Muçulmana : por que optei pelo homeschooling

Se alguém me tivesse dito que um dia eu iria educar os meus filhos em casa, eu teria dado uma gargalhada! Ficar em casa com duas criancinhas impertinentes? Nunca!
E aqui estou eu, cansada e exausta, mas incrivelmente feliz com a minha decisão de seguir o ensino domiciliar. Esta incursão no mundo maravilhoso da educação em casa, psicologia infantil e técnicas de parentalidade começou assim que me tornei mãe.
Descobri autores como o Peter Gray, especialista em Desenvolvimento e Psicologia Evolutiva. Ele diz que
"as crianças, como todos os seres humanos, anseiam por liberdade. Elas odeiam ter sua liberdade restringida. As crianças exploram o mundo e brincam, livremente, de forma a aprender sobre o mundo físico e social em que estão se desenvolvendo. Na escola, elas são informadas que devem deixar de seguir os seus interesses e, em vez disso, fazer apenas o que o professor lhes diz para fazerem. É por isso que elas não gostam da escola."
[Uma das] mais valiosas lições que eu aprendi desde que comecei o homeschooling [é que] as crianças são naturalmente curiosas e possuem um amor intrínseco pela aprendizagem. Esse amor é destruido pelos adultos que as rodeiam quando respondem negativamente às interrupções e perguntas incessantes que as crianças fazem.
O artigo é muito longo, traduzi apenas um pouquinho.
Podem ler o resto aqui.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Afro-americanos optam pelo ensino doméstico
As crianças estavam sentadas placidamente em suas cadeiras, com os cotovelos em cima da mesa e olhando para a frente. Uma estava comendo uma clementina. Um grupo de crianças, com idades entre os 3 e os 5 anos, coloriam silenciosamente num dos cantos da sala.
"Perdemos uma mulher que foi muito importante para nós", anunciou Afrika Porter-Ollarvia. "Dra. Margaret Burroughs. O que sabem sobre ela?"
Várias mãos para cima e muitas respostas:
"Ela era uma artista!"
"Os seus poemas eram famosos!"
Bem-vindos à sala de aulas da Associação do Ensino Domiciliar Indigo Nation, onde o currículo é centrado no idioma, história e cultura afro-americana.
Ler aqui.
E neste vídeo um afro-americano explica por que decidiu educar os filhos fora da escola.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Suécia ordena avaliação psicológica a homeschooler !
Prenderam o pai por querer passar tempo com o filho raptado pelo Estado; agora querem submetê-lo a uma avaliação psicológica. Ler AQUI.
Caso não estejam a par deste caso, aqui ficam uns links
Suécia continua o ataque à liberdade de educação
Raptado pelo Estado
Suécia prende pai-homeschooler
Urgente: Homeschooler precisa da vossa ajuda
sábado, 1 de janeiro de 2011
Feliz Ano Novo!
Se não os puderem ultrapassar,
que os transformem numa fonte de grande aprendizagem!
Feliz Ano Novo!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Memórias: o ano que passou - 2010
Foi um mês muito, muito frio, com muita neve... O retiro à distância continuou e recomecei a orientar sessões de meditação depois da pausa do Natal. Fiz o Reiki I - ao qual se seguiram 28 dias de intensa purificação. Khöndung Gyana Vajra Rinpoche, o filho mais novo de S. S. Sakya Trizin, visitou Bristol e deu iniciações do Buda da Medicina e de Padmasambhava.Gostei da sessão de sound healing no Chiron Centre, de caminhar ao ar livre, de fotografar as manhãs, da nossa vida simples, e de voltar a receber legumes, vegetais e frutos biológicos à porta.
Fevereiro de 2010
Celebrámos 4 anos de ensino doméstico... e computadores! Continuámos a frequentar o colégio e a apreciar os vegetais biológicos. A workshop de biodança, cujo tema foi "home", coincidiu com o Losar, e foi muito, muito poderosa. Que mais? Ah! a palestra sobre Metratonic Healing.Neste blog publiquei Homeschoolers: informívoros por natureza, e ainda tivemos tempo de ir dar um passeio ao Greville Smyth Park e visitar amigos no País de gales. O mês acabou no Dia dos Milagres, dia em que, inesperadamente, o meu marido foi parar ao hospital.
Março de 2010
Faleceu 3 dias depois, no dia 3 do terceiro mês de 2010 (2+0+1+0=3), durante uma operação à aorta. Foi um mês de intensa aprendizagem sobre a dança da vida e da morte, em que dei comigo a lidar com agências funerárias e a organisar um funeral, coisa que nunca tinha feito na vida mas que muito me ajudou a começar a processar a realidade da perda.Depois do funeral começou o longo e violento processo de tratar da papelada: registar o óbito, informar as finanças, os bancos, fazer o levantamento do património do falecido, incluindo dívidas, a habilitação de herdeiros, etc, etc. Nunca tinha tratado destas coisas e não fazia a mínima ideia da quantidade de assuntos a tratar nem dos valores a que podem chegar estas despesas. Na vida a gente aprende assim: primeiro vêm os testes, depois a aprendizagem. Só na escola é que o processo parece ser o oposto...
Abril de 2010
Depois do funeral começaram os usuais problemas relacionados com as heranças. A burocracia, essa, parecia não ter fim. Mas a vida continuou a trazer momentos de alegria e "sucesso": o filhote recebeu um canudo e a arte da filha do meu marido esteve em exibição em Londres.
Maio de 2010

Tive o azar de herdar o nome da escola de T'ai Chi... Os problemas que isso me deu! No meio de tantos problemas, a música tornou-se o meu refúgio, permitindo-me expressar os meus sentimentos livremente, à minha maneira.
Vivendo o fim de mais um capítulo da minha vida, e observando o poder terapêutico da música no processo de luto, dei comigo a reflectir sobre o meu percurso e a relembrar o período em que me dediquei à música na comunidade, usando a música para promover o bem estar pessoal e comunitário.
E, como se não tivesse mais que fazer, recomecei a dar aulas de meditação e resolvi estudar o Lamrim Chenmo. Fui a outro workshop de biodança, passei uma tarde em Spike Island, fui a uma sessão de CNV, passei um dia na Emmaus House, um sábado em Corsham, uma hora no tribunal e recebi flores e mensagens do céu...
Junho de 2010
Os problemas continuam, assim como os assuntos a tratar, que parecem não ter fim! Mas que seria de esperar nesta roda da vida e da morte, nesta dança de encontros e desencontros, de ganhos e perdas, esperanças e desilusões, alegrias e tristezas? Penso que o Universo conspirou para ensinar-me a lidar com estas coisas, dando-me inúmeras oportunidades para aprender a ver a beleza dos períodos difíceis que fazem, afinal, parte integral da vida!Memórias: o sábado passado no Lam Rim Centre, "taking the essence" com Jon Marshall, o encontro do grupo Jamyang aqui em casa, a visita a um amigo, e as horas tocando música e ajeitando o quintal, que ainda produziu uns moranguitos!
Julho de 2010
Foi um mês bem cheio, com muitos amigos e actividades terapêuticas, como a jardinagem e a música, sozinha e com amigas como a Kathie, a Caroline e o Patrick, que orienta sessões de sound healing usando o poder da voz e das taças de cristal.
Recomecei a usar as minhas capacidades na área do acompanhamento psicológico e da arte de canalizar energia vital pela imposição das mãos, oferecendo sessões de counselling e reiki na rede da freeconomy. Que mais? Uma amiga introduziu-me às técnicas de libertação emocional (EFT), baseadas na ideia de que todas as emoções negativas são causadas por bloqueios no sistema energético do corpo.
Visitas e passeios incluiram Stroud, Cotswold Common, Coombe Dingle, St Nicholas Market, a horta de um amigo e o Jardim Botânico, com as suas ervas medicinais chinesas, cactos e flores lindíssimas! Os problemas, esses, claro, continuaram...
Agosto de 2010
Organisei um Retiro Urbano: todas as 4as feiras deste mês foram passadas em meditação, com alguns momentos musicais durante as pausas. Recomecei a traduzir e revisar textos e continuei a oferecer sessões de reiki e acompanhamento psicológico - para além de continuar a partilhar informação sobre o ensino doméstico e o unschooling, claro! O Alan Dubner pagou os custos do ning, possibilitando a continuação da rede social do ensino doméstico (Portugal e Brasil). A rede, criada há 1 ano, tem agora 290 membros. Entretanto, continuei a moderar o grupo de email que criei há quase 5 anos para pais-educadores de uma cidade aqui perto. Neste momento, um grupo de pais está investigando a ideia de começar uma Free School dedicada à aprendizagem autónoma.Em casa, andei a reorganizar os livros, a pintar estantes e a tratar do jardim da frente com ajuda de uma amiga. Comecei a tratar do telhado, que andava a chover dentro de casa!
Passeios: Ashton Court, Easton e Combe Dingle
Setembro de 2010
Divisões e rupturas na escola de Tai Chi :-(mas um pequeno grupo continua praticando a via natural
Memórias: reiki, tradução e revisão de textos, counselling, um dia de retiro, leituras de tarot, astrologia e xamânica. Lembro-me das macieiras de Claverham, da partilha da abóbora, busking, da ida ao dentista e, claro, do dia internacional da liberdade de educação! Aprofundei a aprendizagem sobre o focusing, os arquétipos e a comunicação não violenta. E nasceu mais um blog, cheio de memórias musicais...
Em casa, arranjei as janelas, ajeitei o jardim, livrei-me de montes de tralha acumulada na garagem e no jardim da frente, e pintei os rodapés do loft. Pensei em sair daqui, ainda cheguei a ver 2 casas mas depois resolvi esperar.
Outubro de 2010
Continuei a "destralhar" a casa, levando coisas para as lojas caridade e oferecendo-as no freecycle. Com a ajuda de amigos, pintei a entrada, as escadas e o landing. Depois, alcatifei essa área e o loft. E deu-me para comprar espelhos!Memórias: meditação, outro encontro do grupo Jamyang aqui em casa, e o dia com Gavin Kilty, tradutor e professor de budismo e da língua tibetana, investigando um tema bem interessante: how do we know we know? Lembro-me também das sessões de focalização com o Chris, EFT com a Jan, biodança (linha da afectividade), e de almoçar no mercado de St. Nicholas com a Sheila. Que mais? Outra visita ao dentista, prática da recapitulação xamânica, e... os nossos aniversários, claro!
Resolvi começar a pensar na minha morte - escrevi a cerimônia para o meu funeral e listas e listas de pessoas, organizações e empresas a contactar caso eu morra subitamente. A importância destas coisas não se aprende na escola, pois não? Nem como se lidar com a morte a nível prático, nem emocionalmente!
Novembro de 2010
Este foi o mês da celebração do diálogo inter-religioso com muçulmanos, budistas, judeus, hindus, sikhs, sufistas, rastafáris, pagãos, quakers e ateus. Foi também o mês que viu o nascimento de mais um blog, desta vez dedicado à criatividade e sentido de humor do meu falecido marido - e aos que se interessam pela fitoterapia chinesa.A preparação para a minha morte continuou: resolvi deixar tudo organizado, para facilitar a vida aos que cá ficam, pois não quero que ninguém tenha de passar pelo que eu passei este ano! Por isso eu mesma escrevi (e para isso tive primeiro de aprender a fazê-lo) o meu testamento - porque o princípio do faça você mesmo estende-se a todas as áreas da vida!
A minha mãe chateou-se com a minha "obsessão" com a morte. Mas a verdade é que a morte faz parte da vida! Este mês, uma amiga, mais nova que eu, descobriu que tinha cancro, passado 3 semanas fez uma histerectomia, e depois descobriu que ainda tinha células cancerosas. Andarmos em negação, imaginando que estas coisas só acontecem aos outros, ou que só irão acontecer daqui a muito, muito tempo, é que é loucura!
Depois, resolvi focalizar na vida e dar mais atenção à saúde e ao bem-estar: fiz um health check, massagem, biodança, focalização, meditação e Dharma Dance. O decluttering continuou; "deixar ir" faz-me bem à alma ...
Passeios: Abergavenny; Pucklechurch; Clifton
Campanhas: Dia sem compras; reciclagem na cozinha
Dezembro de 2010
Os meus pais vieram até cá passar o mês. Apesar do frio, ainda fomos até Easton, Portishead, Bedminster, Southville, Blaise Castle e Ashton Court. E houve outro encontro inter-religioso, em que, sem ter planeado, fui acompanhada musicalmente por um representante da tradição sikh. Fui também a um encontro de pessoas que praticam a comunicação não violenta, e tive a oportunidade de reconectar com Shantigarba e de conhecer o Ray e a Dorota, que facilitou uma sessão sobre a forma como a CNV pode contribuir para a vida das pessoas altamente sensíveis e empáticas. Continuei a praticar a economia livre, mas desta vez dando a alguém a oportunidade de oferecer sessões de hipnoterapia. Conseguimos um Natal sem Compras mas com muitas prendas. Comprar, só mesmo o bolo Dundee ;-)Outras memórias: os encontros de Natal com o grupo Jamyang no Maitreya, e com a equipe de facilitadores de sessões de meditação no Ganesha. Descobri a música cigana :-) e um amigo foi parar ao hospital por causa da diabetes :(
E assim se passou mais um ano. Espero que o vosso ano tenha sido tão cheio de aprendizagem e de experiências enriquecedoras como o meu!
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Aumento de 131% no número de homeschoolers
EUA: estudos mostram que nos últimos 10 anos houve um aumento de 131% no número de homeschoolers na Carolina do Sul.
Fonte
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
2010 em 18 postagens e 30 palavras
18 postagens
Legumes, vegetais e frutos biológicos à porta
4 anos de ensino doméstico... e computadores!
Homeschoolers: informívoros por natureza?
A dança da vida e da morte
Pedaços de papel...
O prazer de uma vida simples
Como passam os dias...
A energia vital do Universo
Música, flores e focalização
Redespertar da consciência musical
Fotos desta semana
A essência da focalização
Comunicação Não-Violenta
Tai Chi: A Via Natural
Como é que a gente se diverte em casa
Comemoração do diálogo inter-religioso
Reciclagem na cozinha
Momentos musicais e encontros multiculturais
30 palavras
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