A maior parte dos pais manda os filhos para a escola sem saber que tem o direito de os educar em casa. Em Portugal, como em vários outros países, o ensino doméstico é legal, definido como "aquele que é leccionado no domicílio do aluno, por um familiar ou por pessoa que com ele habite".
Este blog partilha informação sobre o homeschooling e o unschooling - ensino doméstico ou educação domiciliar. Para navegarem o site, usem os links acima e, para os posts de 2011, o botão da pesquisa na barra direita. Facebook:Aprender Sem EscolaEmail:aprendersemescola@gmail.com
Miles, 6 anos, era bom aluno no jardim de infância. Mas depois de alguns meses na primeira classe começou a ficar para trás. Farta, a mãe agora educa o filho em casa.
"O estado da educação na Califórnia é patético", disse ela. "As aulas estão a ficar cada vez mais lotadas e, com os cortes financeiros, serão anos antes das coisas mudarem para melhor. Miles tinha uma boa professora mas ela era apenas uma para 30 alunos!"
Insatisfeitos com esta situação, um número crescente de pais estão a retirar os filhos da escola para ensiná-los em casa.
A preocupação com o ambiente escolar é a razão principal que os leva a optar pelo ensino doméstico, de acordo com os últimos dados disponíveis.
Regan não ficou satisfeita com a sua experiência escolar. Para ela, a escola parecia ser um jogo. Para ganhar, tinha que descobrir o que o professor queria, e depois fazer o que queriam que ela fizesse. Diz que a escola não expandiu sua mente até ter chegado à faculdade. Por isso decidiu oferecer aos filhos outra opção - a escola em casa.
"Quero que os meus filhos aprendam a aprender, a valorizar a educação e a achar que a aprendizagem, apesar de nem sempre ser fácil e divertida, vale sempre a pena", disse a mãe de cinco filhos. "Isso esteve ausente nos anos que passei na escola".
Barnes não é contra a escola pública, ela apenas acha que o ensino doméstico é a melhor opção para sua família. Educa dois filhos em casa a tempo inteiro, e os outros dois filhos em idade escolar frequentam o jardim de infância part-time. No entanto, tem planos de os educar em casa para a primeira série.
Do you know what Scholarship means? What a school means? The original meaning of a scholar?
Leisure.
We talked of a scholar and a gentleman because a gentleman was a person who had a private income, and he could afford to be a scholar. He didn't have to earn a living. Therefore he could study the classics and poetry and things like that.
Today nothing is more busier than a school! They make you work work work work work because you've got to get through on schedule. They have expedited courses and you go to school so as to get a union card with PHD or something so that you can earn a living. So it's a whole contradiction of scholarship. Scholarship is to study everything that's unimportant. Not necessary for survival. All the charming irrelevancies of life.
But you see the thing is this. If you don't have a room in your life for the playful, life's not worth living. All work and no play makes Jack a dull boy. But if the only reason for which Jack plays is that he can work better afterwards he's not really playing. He's playing because it's good for him. He's not playing at all!
To be a true scholar you have to cultivate an attitude to life where you're not trying to get anything out of it. You pick up a pebble on the beach and look at it. It's beautiful. Don't try to get a sermon out of it. Sermons and Stones and God and everything be damned. Just enjoy it. Don't feel that you've got to salve your conscience by saying that this is for the advancement of your aesthetic understanding. Enjoy the pebble. If you do that you'll become healthy. You become able to be a loving helpful human being. But if you can't do that... If you can only do things because somehow you're going to get something out of it, you're a vulture."
Entre o léxico em constante expansão da educação alternativa encontramos a tendência para o unschooling.
Unschooling poderia ser melhor definido como homeschooling sem "schooling" (ou "a escola em casa" sem a parte da "escola"). Abstém-se da massificação do ensino a favor da personalização da aprendizagem. Os unschoolers não transformam as suas mesas da cozinha em "secretárias de salas de aula" atulhadas de livros didáticos de matemática e mapas da Ásia.
Em vez disso, unschoolers deixam os filhos tomar a liderança e decidir se querem estudar álgebra ou história. As crianças decidem se preferem passar um dia ou um mês jogando xadrez ou construindo uma catapulta.
Os unschoolers rejeitam testes, trabalhos de casa e fichas de trabalho, acreditando que um dia passado saltitando e correndo descalços por esses campos fora resulta em mais exploração científica do que cultivando uma planta no peitoril da janela.
Guru da e-aprendizagem e co-fundador da SimuLearn, Aldrich acredita que em vez de criticar os homeschoolers e unschoolers, a escola deveria aprender com eles.
Apresento-vos mais uma família de homeschoolers. Laura é argentina e vive no México. Tem duas filhas, Gaia (7) e Zyania (3), que nasceram em casa, de uma forma natural (mais aqui).
O vídeo mostra momentos do primeiro ano de ensino doméstico.
O vídeo mostra duas famílias francesas, a primeira a praticar a "escola em casa", a segunda o unschooling, uma forma de aprendizagem livre centrada nos interesses das crianças. O vídeo acaba abruptamente aos 3:30 (ignorem o resto, pois é uma repetição sem som da primeira metade).
Aqui estou eu, a partilhar mais umas fotos de outro passeio :-) O resto do texto foi retirado daqui.
Blaise Castle House é um palácio inglês do século XVIII, construido no interior de uma propriedade (Blaise Castle) nas proximidades de Henbury, Bristol.
A propriedade foi imortalizada por ser descrita como "o mais agradável lugar na Inglaterra" na novela Northanger Abbey de Jane Austen.
O castelo e os seus 2,6 km² de parque estão abertos ao público. [Conseguem ver o esquilo?]
Numa colina por cima do desfiladeiro fica um castelo fingido. O arquitecto foi Robert Mylne e a data de construção 1766. Apesar de referido como um edifício de jardim, foi habitado até ao século XX, com sumptuosas decorações interiores.
Estas "praias" daqui são uma tristeza. Até as cores são deprimentes. Tudo cinzento e lamacento!
Está onde a areia? Tá onde o mar? Quando a maré está vazia nem se vê!
Ah, está lá ao fundo!
E a "areia" está aqui.
Pois é, a praia rochosa e lamacenta do Severn, de difícil acesso e correntes perigosas, não é a mais bonita do mundo (nem do canal de Bristol). Encontra-se na parte estreita do estuário, daí a ponte a separar a Inglaterra do País de Gales, na outra margem.
Chatos, não-desportivos, anti-sociais, sem gosto no vestir, politicamente retrógrados, atrasados culturalmente, extremistas religiosos... a lista de estereótipos dos homeschoolers é quase interminável e quase toda negativa. Apesar da crescente popularidade do movimento do ensino doméstico nos Estados Unidos e no mundo, os homeschoolers continuam a ser vistos com desconfiança pela maioria.
Mas como mostra a nossa lista dos 15 homeschoolers mais extraordinários do mundo, eles são extraordinariamente diversificados, desafiando qualquer tentativa de encaixá-los num único molde. Os homeschoolers desta lista são gênios e atletas, conservadores e progressistas, fundamentalistas e hippies, cientistas e artistas. São rurais e urbanos, americanos e internacionais, deficientes e eficientes, negros, brancos, asiáticos e multirraciais.
Embora nem todos tenham o mesmo grau de fama ou notoriedade, cada um possui características e talentos que os levou a se destacarem no mundo e a desafiar as imagens estereotipadas que continuam a dominar a imaginação do público.
Os adultos recusam-se a ver. Muitos, sofrendo sem saber de adultismo, nem se apercebem do modo como perpetuam a opressão das crianças, pois fazem-no, claro, "para o seu bem".
Há uns tempos atrás deu-me para pesquisar a realidade escolar. Como na canção Amazing Grace, I was blind but now I see. E agora convido-vos a ver. Para esse fim, deixo alguns exemplos do sofrimento diário das crianças. Se quiserem mais, cliquem nos 3 primeiros links que iniciam este post.
Vila Real: Aluno de 6 anos alvo de bullying Agredido desde o início da escola - Uma criança de 6 anos tem sido alvo de várias agressões por parte dos colegas, sido atingido na cabeça e nas pernas, a soco e a pontapé. O pai não esconde a revolta: "Isto é uma vergonha. O meu filho anda a ser agredido há meio ano. Tem chegado a casa com hematomas nas pernas, feridas na barriga, ferimentos na cabeça e os professores não dizem nada".
Livre para aprender é um documentário de 70 minutos, que nos mostra os acontecimentos diários na Escola Livre de Albany, Nova York. Como em muitas escolas democráticas, na Escola Livre as crianças decidam por si mesmas como passar os dias.
A Escola Livre, num bairro do centro da cidade, é a única que conseguiu ultrapassar os obstáculos que impedem outras escolas semelhantes de acolher uma gama de alunos economica e racialmente diversa.
Há mais de 30 anos que esta escola alternativa oferece aos seus alunos a liberdade total na aprendizagem . Não há aulas obrigatórias, nem notas, exames ou trabalhos de casa, e as regras são geralmente evitadas. Como último recurso, regras são criadas democraticamente pelos alunos e professores, muitas vezes a pedido de um estudante.
Livre para aprender segue algumas destas crianças à medida que enfrentam os desafios diários e a tarefa de decidirem, por si mesmas, o que fazer a cada dia.
1. Educação de qualidade orientada para liberdade dos vossos filhos ou netos;
2. Resgatar as famílias da doutrinação do governo;
3. Criação de modelos educacionais sustentáveis a longo prazo para a comunidade e futuras gerações;
4. Modelar cooperação, instituições voluntárias e independência através das cooperativas de aprendizagem ou escolas comunitárias. Modelos:
A. Ensino doméstico com um currículo independente e actividades extra-curriculares;
B. Oportunidades de aprendizagem proporcionada por diversas famílias que colaboram para oferecer oportunidades educativas e actividades extra curriculares;
C. Cooperativa de aprendizagem formada por várias famílias que se reunem num único local;
D. Cooperativa de aprendizagem em que as várias famílias se reunem em várias "salas de aulas";
E. Outros modelos limitados apenas pela vossa criatividade, disponibilidade de tempo e disposição para trabalhar.
Estratégias:
i. Optem pelo ensino doméstico, o método histórico e tradicional de educar os filhos;
ii. Mobilizem indivíduos com talento e conhecimentos para expandir e enriquecer o vosso programa de ensino doméstico;
iii. Juntem-se a outros pais que praticam o ensino doméstico para tirarem proveito de recursos externos;
iv. Formem uma cooperativa de aprendizagem para partilhar currículos, ensino, instalações e recursos externos;
v. Recrutem famílias para se juntarem aos vossos esforços;
vi. Comecem uma comunidade de aprendizagem numa sala na vossa igreja, sinagoga, centro comunitário, ou qualquer sítio seguro, limpo e saudável;
vii. Descubram uma igreja com salas não utilizadas durante os dias de semana e mobilizem a Igreja para patrocinar o vosso projecto. Retornem o favor sendo activos nessa comunidade, ajudando com a limpeza e em outros projetos ligados à Igreja.
viii. Descubram um centro comunitário com espaço não utilizado e usem essas instalações para salas de aula, aulas, reuniões e talvez a eventual criação da vossa comunidade de aprendizagem, que irá crescer ou ser remodelada para ir ao encontro das necessidades educacionais da comunidade. Características do modelo:
1. Design Independente: lembrem-se que também podem incluir educação de adultos;
2. Esforcem-se para desenvolver um modelo e depois partilhem com outras pessoas, convidando-as para visitar e aprender;
3. Tomem nota do vosso desenvolvimento e compartilhem os vossos passos com outros;
4. Criem o vosso modelo com base na cooperação, associação voluntária, mínimo ou nenhum envolvimento do governo, sem estruturas de poder, conselho rotativo de directores;
5. Encorajem um alto nível de comprometimento a nível de tempo e energia de todas as famílias, incluindo reparos, manutenção, limpeza, levantamento de fundos, trabalho voluntário;
6. Angariem fundos para o vosso projecto;
7. Trabalhem no sentido de permanecerem livres de dívidas financeiras fazendo que este objectivo seja bem entendido por todos.
Resultados:
A. Crianças sadias e saudáveis com capacidade de pensamento crítico;
B. Crianças alfabetizadas, com capacidade de manter conversas com qualquer pessoa de qualquer idade;
C. Famílias coesas que sabem trabalhar em conjunto para alcançar objectivos comuns;
D. Introdução de modelos para a educação da comunidade baseados na cooperação voluntária;
E. A validação de modelos voluntários quando comparados com modelos de coacção;
F. A introdução do conceito de cooperação na comunidade em geral e a oportunidade de expressar a sua eficácia face à crescente coerção governamental;
G. Um senso de auto-governo, auto-responsabilidade e auto-realização;
H. A criação de uma comunidade baseada na cooperação em vez de coerção, pois o modelo será adoptado noutros paradigmas da existência humana. Divirtam-se! Original
Em Singapura, Jean transformou um dos quartos em sala de aulas e começou a educar os filhos em casa. A filha mais velha tem 6 anos e meio, e já aprende em regime de ensino doméstico há 4 anos. Jean optou pela aprendizagem fora da escola porque, como cristã, acredita que a responsabilidade pela educação dos filhos pertence aos pais. Diz-nos que se os mandasse para a escola não teria controlo nenhum sobre o ambiente escolar, as amizades, o currículos e os educadores dos filhos.
Até recentemente, a educação em casa era considerada um fenômeno marginal, algo praticado por famílias religiosas que procuravam controlar a educação moral e espiritual dos seus filhos.
Mas a verdade é que - das comunidades hip no Brooklyn às pequenas cidades rurais no sul -, são cada vez mais os pais que estão retirando os filhos das escolas públicas e assumindo o papel de professor a tempo inteiro.
Brian Ray, presidente do National Home Education Research Institute estima que mais de 2 milhões de crianças foram educadas em casa nos Estados Unidos em 2008. Em 1999, o número de alunos estudando em casa era apenas 850.000.
Brian Ray diz-nos que as crianças que aprendem em casa já não encaixam em determinado perfil. Tal como as crianças que frequentam a escola, as crianças educadas em casa vêm de diversos backgrounds religiosos, políticos, econômicos e acadêmicos.
O que leva tantos pais a optar pela aprendizagem fora da escola? Três mães partilham a sua história aqui.
Mas por que será que não se interrogam por que é que estes massacres acontecem em escolas e não em centros comerciais, estações de metro e comboio, estádios de futebol, etc?
E pensar que educar os nossos filhos fora do sistema escolar é considerado crime no Brasil! Crime seria obrigar as crianças e jovens a frequentar ambientes destes!
Quem é responsável por estas mortes? O Estado, que impõe a escolaridade obrigatória com promessas ocas de sucesso e ameaças de multa e prisão aos que optam pelo ensino domiciliar? Os pais que delegam a sua responsabilidade ao Estado? Todos nós que nos conformamos e implementamos um sistema violento que leva suas vítimas a cometer actos impensáveis? Dá que pensar...
Depois de muitos anos trabalhando em escolas, John Holt ficou profundamente desiludido com o sistema de ensino. Convencido que a reforma escolar não era possível, começou a advogar o homeschooling. Afirmava que seria inútil retirar as crianças da escola para em seguida recriar esse mesmo ambiente escolar em casa. Acreditava que as crianças que crescem num ambiente de aprendizagem rico e estimulante aprendem quando estão prontas para aprender. Holt acreditava que as crianças não deviam ser forçadas a aprender, uma vez que elas aprendem naturalmente quando lhes é dada a liberdade de seguirem os seus próprios interesses e uma rica variedade de recursos. Esta linha de pensamento passou a ser chamada unschooling.
Esta é a palestra de John Holt para professores de Gotemburgo, Suécia, em 1982. Ele estava revisando "Como as crianças aprendem" na altura em que estava fazendo sua turnê escandinava, e partilha novos pensamentos e ideias deflagrados pelo seu contacto com homeschoolers. Em 2010 a Suécia proibiu o homeschooling, alegando que o Estado oferece um sistema de educação e por isso as famílias não precisam de educar os filhos em casa. No entanto, como John Holt salienta, a verdade é que o ensino não-requisitado impede o aprendizado, especialmente nas crianças mais novas. Em sua opinião, as escolas deveriam funcionar como bibliotecas públicas, tanto em espírito como em organização.
O grupo de famílias homeschoolers galegas Educar na Casa lançou recentemente uma campanha contra a entrada do projeto de lei de apoio à família e à convivência no Parlamento Galego. Eis o texto aprovado pelo governo regional que faz do ensino doméstico uma situação de negligência:
Artigo 52. Situações de negligência. Consideram-se situações de negligência as seguintes:
j) A falta de escolarização habitual da criança ou adolescente com o consentimento ou tolerância dos pais ou pessoas que exerçam a guarda.
Como podem ver aqui, as famílias da Galiza que educam em casa receiam que se a lei for aplicada sem nenhum tipo de alteração, a Xunta poderá assumir a guarda e custódia das crianças educadas em casa.
A campanha começou com uma demonstração de blogs após a aprovação do projeto de lei.
As famílias insistem que educar em família não é desamparo e pedem o apoio de todos que acreditam que o homeschooling não deveria ser considerado como negligência mas como a decisão séria que é, tomada pelos pais que, afinal, estão exercendo a sua autoridade parental no interesse dos filhos. Além disso, estas famílias criaram uma página no Facebook, Colectivo Educar na Casa, a que se podem juntar todas s pessoas que, educadas em casa ou não, compreendem a preocupação destas famílias.
A UniversidadedeNavarraorganiza,para Novembro,oII Congresso sobreo homeschooling (educação em família).Uma excelente oportunidadepara aprender e partilhar perspectivas diferentes sobre a educação em casa.
De acordo com o artigo mi casa es mi collegio, Carlos Cavo, um professor catedrático da Universidade de Oviedo que está trabalhando numa tese de doutoramento sobre o Home Schooling na Espanha, disse que:
"As crianças recebem uma educação adaptada às suas necessidades. Aprendem quando têm motivação e os horários são ajustados às crianças, e não o contrário."
Entre 2008 e 2009, entrevistou 114 famílias espanholas (ou estrangeiros residentes na Espanha) e fez um perfil do educador em casa.
Mais de 50% são licenciados universitários e 45% se declaram de centro. 76% não praticam nenhuma religião, seguidos por 23% de católicos. As razões são pedagógicos (58%), pessoais (18, 6%), sócio-relacionais (12, 7%), políticos (8,3%) e religiosos (1,9%).
Em Espanha, existem entre 600 e 1.000 crianças que aprendem em casa e não acreditam que a lei vai mudar: "O Estado quer controlar-nos mais. Além disso, há um receio compreensível que algumas minorias, por exemplo grupos de imigrantes, se aproveitem e decidam não escolarizar os filhos."
O Brasil continua a criminalizar as famílias que praticam o homeschooling, como podem visualizar aqui.
De acordo com Alexandre Magno, especialista em Direito Penal e defensor do homeschooling, não existe nada na Constituição do Brasil que proíba a prática efetivamente. Porém outros pontos da legislação podem ser utilizados contra os responsáveis que optam por ensinar seus filhos em casa. O principal deles é a Lei 8.069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que determina ser obrigação dos pais matricular seus filhos na rede regular de ensino. Outra é a Lei 9.394/96, da Diretrizes e Bases da Educação que prevê ser dever dos responsáveis efetuar a matrícula dos menores a partir dos sete anos de idade no Ensino Fundamental.
Segundo consta no Código Penal, qualquer comportamento divergente do que é previsto em lei pode ser considerado crime de abandono intelectual, e a pena pode ser de 15 dias a um mês de detenção ou multa.
Entretanto, nos EUA, o homeschooling continua a crescer. Até em pequenas localidades, como Fort Bliss, no Texas, várias famílias dizem que o ensino doméstico é a forma mais eficaz de ensinar os seus filhos.
No entanto, os problemas também continuam. Recentemente, como podem ler aqui, o Supremo Tribunal de New Hampshire decidiu obrigar uma criança a frequentar a escola pública contra a vontade de sua mãe. O tribunal deixou bem claro que não estava deliberando sobre o ensino doméstico ou liberdade religiosa, mas sobre aspectos específicos a este caso. O problema surgiu devido a uma disputa entre os pais, divorciados, que não chegavam a um acordo sobre a forma de educar a filha.
A mãe, que é quem cuida da filha, é cristã e estava educando a menina em casa num ambiente cristão. A filha estava muito bem, tanto academica como socialmente, mas o pai queria que ela fosse exposta à socialização da escola pública. Só que o tribunal foi para lá da socialização, à liberdade religiosa.
O juiz disse que "a defesa vigorosa das suas crenças religiosas por parte da mãe sugere que, como a filha passa a maior parte do tempo com a mãe, ela não teve a oportunidade de considerar seriamente a adopção de outra perspectiva religiosa".
Não admira que os homeschoolers cristãos se sintam perseguidos!
Na Inglaterra, Myrna, uma jovem cantora educada em casa, foi entrevistada recentemente na rádio. Podem ouvi-la aqui.
Anteontem à noite uma amiga manifestou interesse por uns livros que tinha na estante. Assim que pensei em oferecê-los, uma vozinha interior manifestou a sua relutância. Imediatamente outra voz fez-se ouvir, sossegando-a: "não tenhas medo do não-apego, não tenhas receio de os deixa ir".
Como sempre, tinha razão. Ontem à tarde deram-me 4 caixas cheias de livros! Não os contei mas deviam ser pelo menos uns cem. Quanto mais a gente dá, mais recebe.
Ontem visitámos a comunidade de Bowden House, um grupo de pessoas que resolveram aprender a viver de uma forma consciente com os outros, o ambiente e a comunidade. Os seus interesses incluem música, comunicação, sustentabilidade, jardinagem orgânica, biodiversidade, arte e educação.
Juntámo-nos a eles num dos seus dias de acção comunitária.
Passei a maior parte da manhã a preparar um espaço para um dos seus eventos, enquanto outros preferiram trabalhar ao ar livre, como este grupo que aqui vêem preparando o solo para o cultivo.
Uma das minhas tarefas foi preparar a salada para o almoço. Para isso tive de ir ao politunel colher alface e outras folhas verdes.
Durante a pausa para o almoço tive a oportunidade de conversar com outros membros da comunidade, como a Carmella, que trabalha na área da morte digna.
Depois do almoço tive a oportunidade de visitar o Woodshed, um estúdio de arte e escultura que visa a conscientização ambiental, sustentabilidade, desenvolvimento pessoal e partilha de competências.
Algumas famílias que aqui vivem praticam o ensino doméstico e/ou unschooling, educando os filhos fora da escola.
Na época dos Tudor, Bowden House pertencia ao homem mais rico da região.
Continuou a ser propriedade da nobreza até à Segunda Guerra Mundial, quando foi requisitada pelo exército americano. Mais tarde, transformou-se num lar para crianças.
Hoje pertence a um grupo de famílias e indivíduos cujo objectivo é viver de uma forma compassiva e eco-consciente, e criar uma comunidade consciente e autêntica. Cantam, meditam, trabalham e organizam eventos.
Organisam, por exemplo, dias de acção comunitária, em que abrem as portas a pessoas que estão interessadas em saber mais sobre o seu projecto, conhecer os membros da sua comunidade, visitar a propriedade e ajudá-los nas tarefas necessárias.
Vivem num lugar muito bonito, em contacto com o espírito da terra, e cultivam fruta e legumes frescos.
Algumas praticam o ensino doméstico e/ou unschooling, educando os filhos fora da escola.
Hoje partilho notícias de mais um caso comprovando que o sucesso dos jovens educados em casa é independente do nível educacional dos pais.
***
Maria Gallagher, uma rapariga de 18 anos educada em casa, obteve as notas mais altas da Inglaterra e País de Gales nos seus 4 exames de psicologia.
A mãe, uma hipnoterapeuta de 54 anos de idade, disse estar muito orgulhosa da filha.
"Ela é a prova que o sucesso não tem nada a ver com o background ou classe social. Na nossa família ninguém tem um curso superior e não temos muito dinheiro. Somos pessoas comuns, com uma filha que adora aprender."
Maria foi educada em casa desde os 8 anos de idade. Neste momento tem uma bolsa de estudos na Universidade de Kent em Canterbury, e está a fazer uma licenciatura em Psicologia Clínica Aplicada. O seu objectivo é um doutoramento em neuropsicologia.
Recentemente, num debate de rádio, uma professora de educação da Alemanha opôs-se à ideia do ensino doméstico com o argumento de que os pais não têm conhecimentos suficientemente especializados para ensinar os seus próprios filhos. O argumento não é novo e persiste apesar da quantidade de pesquisas credíveis que demonstram bons resultados para as crianças educadas em casa independentemente do nível educacional dos pais.
Quando começámos a educar os nossos filhos fora da escola, as pessoas que nos viam nos cafés e supermercados perguntavam quase sempre sobre a legalidade do ensino doméstico. Hoje em dia praticamente todos que nos questionam já ouviram falar da educação em casa e a maioria acha que é uma óptima ideia, dizendo muitas vezes que o teriam feito se se sentissem suficientemente confiantes para "ensinar todas as disciplinas". Os pais que educam os filhos fora do sistema sabem que verdadeira educação não é ser capaz de "ensinar" tudo e que a sua suposta falta de especialização não os impede de ajudar os seus filhos a aprender o que querem, seja culinária ou física.
O mito dos especialistas é enfatizado pela educação convencional. A escolaridade obrigatória remove a aprendizagem não só do controlo do aluno, como também da esfera de influência dos pais. Ambos pais e filhos são desqualificados por um sistema que perpetua o mito de que professores especializados são vitais para a aprendizagem. O conceito de família competente é substituído pela noção de famílias que se conformam ao sistema (e são consequentemente vistas como "boas") ou não se conformam (e são consequentemente vistas como 'más' ou disfuncionais). Por sua vez, a noção de crianças autónomas e racionais é substituída pela ideia de sub-humanos dependentes, com pouca ou nenhuma consciência das suas próprias necessidades e metas de aprendizagem.
Há, sem dúvida, um papel para a especialização na vida moderna. Nós não podemos saber tudo. A especialização de competências e áreas de conhecimento e a interdependência advinda delas são a base para a prosperidade e o progresso humano. Em si, contudo, isso não justifica a falsa 'profissionalização' da aprendizagem. A aprendizagem é uma actividade da vida e a introdução da compulsão e da motivação extrínseca nesta actividade impede o crescimento intrínseco do conhecimento e dificilmente obtem os resultados que os educadores pretendem uma vez que os "produtos" não são passivos mas pessoas humanas, complexas e autónomas.
Pode ser que a escolaridade tenha sido estabelecida no "melhor interesse" das crianças. No entanto, por mais louvável que seja essa intenção, ela é derrubada pelo próprio acto de definir o que é o "melhor interesse" para outro ser humano, e desmorona completamente quando a esse erro-base segue-se o acto de forçar as crianças a frequentar a escola.
Dizer que os especialistas servem um propósito útil e devem ser ouvidos com seriedade é uma coisa; afirmar que as crianças não podem aprender sem professores é outra. A lógica desta ultima asserção simplesmente não é aparente, e esta não é a experiência de milhares de crianças educadas em casa nem a de seus pais.
A maioria dos pais, por mais inseguros que sejam, partem do princípio que (excepto em casos de deficiências insuperáveis) os seus filhos vão aprender a andar, falar, desempenhar um número cada vez maior de funções complexas e demonstrar uma enorme variedade de aprendizagem muito antes da idade escolar. No entanto, surpreendentemente, os pais receiam que estas mesmas crianças vão deixar de aprender e transformar-se em bárbaros ignorantes se não forem obrigados a ir para a escola cada vez mais novinhos para ali aprender o que os supostos especialistas decidem.
A ideia de que a escola e os seus professores são os pré-requisitos essenciais da aprendizagem é tão falsa como generalizada. Todos nós sabemos que a aprendizagem ocorre numa escala muito maior e mais imprevisível do que as escolas podem atender; no entanto a sociedade insiste no culto da especialização dos professores. Por quê?
Na sequência deste post, aqui ficam estas duas entrevistas.
Mónica é uma mãe que assume responsabilidade pela educação dos seus filhos. Neste vídeo ela explica a situação em que se encontram os homeschoolers galegos.
Neste vídeo, Marta, mãe de 3 filhos educados fora da escola, fala sobre os problemas causados pela falta de distinção na lei entre o absentismo escolar e o ensino doméstico.
O ensino doméstico é diferente para cada família. Temos amigos que seguem um currículo pré-definido durante todas as manhãs, das segundas às sexta-feiras durante o período lectivo e não fazem nada deliberadamente educacional durante o resto do tempo. Outros insistem em fazer pelo menos uma hora de "aprendizagem", e depois fazem outras coisas com o resto do seu tempo. Também é muito comum vermos famílias fazendo a maior parte da "educação em casa" fora de casa, com vários grupos, participando em actividades temáticas que planejam uns com os outros. Aqui na Inglaterra, em West Yorkshire, há pelo menos um evento destes todos os dias da semana - alguns regulares, outros não. Normalmente todos os pais-educadores são bem-vindos.
Nós fizemos tudo isso, mas ultimamente estamos mais centrados no lar e na família. Descobri, ao longo dos anos, que os meus filhos aprendem melhor quando os deixo assumir a liderança. Por isso ontem fomos ao Royal Armouries. Uma das minhas filhas pediu-me para ir, e então fomos. Quando lá chegámos, dividimo-nos em dois grupos: um adulto para cada criança. Depois seguimos as crianças pelo museu, e não ao contrário. Eu estava com a de 4 anos e, surpreendentemente, ela não se limitou a entrar por um lado e sair pelo outro: ela queria respostas para as suas perguntas, queria saber de onde eram as coisas, e o que estava acontecendo aqui:
Ele está matando o tigre.
Ir ao seu ritmo não é facil - a tentação é ver as coisas que acho que talvez lhe interessem e chamar-lhe a atenção para essas coisas, mas se fizer isso ela deixa de fazer perguntas, e eu sei que as perguntas são vitais para a sua aprendizagem. Assim:
Uau, espadas. Para que servem?
Fez-me baixar para ler a placa, antes de continuar. E só quer uma ou duas palavras: ainda só tem 4 anos. Se ela quiser podemos voltar quando for mais velha. Talvez quando conseguir ler as placas sozinha. Em casa, o método ou estilo de vida é semelhante. Há muitas coisas para fazer. Ao longo dos anos acumulámos uma enorme coleção de coisas, muito bem organizadas e armazenadas de uma maneira visível e acessível. Eu sempre gostei da ideia de Montessori, de preparar o ambiente (embora o nosso não seja estruturado rigidamente), e também, suponho, daquilo que os unschoolers chamam strewing.
Ontem à noite, por exemplo, a velha caixa de livrinhos saiu do armário:
Fiquei surpreendida quando ela quis fazer esta página de acordo com as instruções.
E às vezes apenas querem fazer um bolo:
e colocar a cereja no topo do bolo :-)
Ou fazer desenhos:
Neste momento adoram desenhar casas
Ou pesquisar qualquer coisa no Wikipedia:
enquanto comem uma pizza...
Ou trabalhar nos manuais
ajoelhadas em cima da mesa de jantar.
Ou muitas outras coisas, como ver amigos, conversar com amigos ao telefone, construir / fazer coisas, ler coisas, desmontar coisas para ver como funcionam, fazer perguntas intermináveis, brincar no campo:
O novo baloiço para as "crianças".
A lista de possibilidades é interminável. O principal é que eu nunca pergunto: "O que é que vocês querem fazer agora?" Porque não preciso. Eles mesmos decidem, tirando ideias de livros, amigos, família, TV, internet, jogos ou simplesmente do ambiente e dos seus próprios pensamentos. E eu não proibo nem limito nada: se quisessem, poderiam jogar no computador o dia inteiro, mas nunca querem. E tento não sugerir actividades porque quando sugiro eles deixam de ser criativos e donos da sua aprendizagem.
Isso não significa que eu não faço nada. Eu possibilito tudo o que querem fazer, tentando nunca dizer "não". Mantenho a casa relativamente limpa e arrumada, para que possam estar protegidos e terem o espaço livre que necessitam. Eu organizo o meu tempo e dinheiro para que eles possam obter o que querem, ir onde querem e fazer o que querem quando querem. Eu respondo todas as perguntas que fazem ou ajudo-os a encontrar a resposta (e as perguntas nunca param, graças a Deus!) E leio muito com eles. Ajudo-os a aprender e até os ensino quando me pedem, embora com moderação.
Blake organisa unschool adventures, aventuras internacionais e programas de liderança para unschoolers adolescentes. As viagens oferecem aos adolescentes a oportunidade de fazer novos amigos, enfrentar novos desafios e explorar o mundo.
Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos." - artigo 26° da Declaração Universal dos Direitos Humanos
"Aqui não há ninguém a ensinar nem ninguém a ser ensinado - cada um de nós está a aprender." - Krishnamurti
"As crianças não são animais de estimação para serem domesticadas; não são barro para moldar, não são computadores para programar e, acima de tudo, não são vasos para se encher." - Alfie Khon
"As nossas escolas transformaram-se em fábricas enormes para a produção de robôs. Nós já não mandamos os nossos filhos para a escola para serem ensinados e para que lhes sejam dadas ferramentas para pensar; nem sequer para serem informados ou adquirirem conhecimentos, mas para serem "socializados" - o que, na semântica actual significa serem submetidos ao sistema e forçados a se conformar." Robert Lindner, (1956)
"Digo-vos, antes de mais, não deixem que as vossas casas se tornem cópias em miniatura das escolas. Não façam planos de aulas nem testes, não façam avaliações nem relatórios! Até deixarem os vossos filhos em paz e sossego seria melhor; pelo menos descobririam algumas coisas eles mesmos. Vivam juntos tão bem quanto puderem, e gozem a vida tanto quanto puderem." John Holt
"Não acredito no currículo, não acredito em notas, não acredito em avaliações feitas por professores. Acredito em crianças aprendendo, com o nosso apoio e encorajamento, as coisas que elas querem aprender, quando as querem aprender, da forma como as querem aprender e porque as querem aprender." John Holt
"A universidade ideal não teria formalizado sistemas de créditos nem disciplinas obrigatórias. Seria uma espécie de retiro educacional onde as pessoas poderiam explorar várias disciplinas, descobrir quem são, os seus verdadeiros interesses, e apreciar o prazer de aprender e a preciosidade da vida." Abraham Maslow
"Aprendemos para obter uma recompensa ou para evitar um castigo. Aprendemos a fazer qualquer coisa para ganhar a vida. Mas agora pergunto: há outro tipo de aprendizagem? Vocês têm de ir trabalhar para a fábrica ou para o escritório todos os dias das vossas vidas. Levantem-se às 6 horas, vão para o trabalho e depois trabalham, trabalham, um trabalho rotineiro, durante cinquenta anos, dão-vos chutos e pontapés, são insultados, mas continuam devotos ao sucesso. Essa é uma vida monstruosa. E é para isto que estamos educando os nossos filhos?" Krishnamurti
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Olá!
Este blogue foi desativado. Algumas postagens serão reformuladas e vão
fazer parte de um novo projeto que está sendo elaborado pela autora.
Agradeço ...
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peito...
Naomi finished her time at Firfield
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Last day at school meant writing and signing on tee-shirts.
final assembly and lots of tears ( you can see naomi wiping her eyes)
All dressed up and ready...
Quanto tempo...
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escrevia algun...
Ama a minha nova expressão....
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Queridos amigos foi em 2007 que esta aventura se iniciou, e são incontáveis
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O Galinheiro
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dois perús e seis frangos. Para evitar que outros animais invadissem o
galinhei...
Música na Comunidade: neste momento estou a trabalhar, em parceria com Alive! Activities, num projeto terapêutico com idosos com Doença de Alzheimer e outros distúrbios em diversos lares do sul da Inglaterra.
Budismo Tibetano: facilitadora de sessões de meditação, estudante do Lamrim Chenmo, tradutora de ensinamentos espirituais, patrocinadora de uma monja tibetana, e angariadora de fundos para crianças tibetanas refugiadas em Bylakuppe, na India.