A maior parte dos pais manda os filhos para a escola sem saber que tem o direito de os educar em casa. Em Portugal, como em vários outros países, o ensino doméstico é legal, definido como "aquele que é leccionado no domicílio do aluno, por um familiar ou por pessoa que com ele habite".
Este blog partilha informação sobre o homeschooling e o unschooling - ensino doméstico ou educação domiciliar. Para navegarem o site, usem os links acima e, para os posts de 2011, o botão da pesquisa na barra direita. Facebook:Aprender Sem EscolaEmail:aprendersemescola@gmail.com
Infelizmente, começou a chuver, embora aqui não seja de admirar!
Chew Valley Lake é uma grande reserva de água no Vale Chew, Somerset, Inglaterra, e o quinto maior lago artificial no Reino Unido (o maior no sudoeste da Inglaterra), com uma área de 4,9 km².
O lago, criado no início dos anos 1950 e inaugurado pela Rainha Elizabeth II em 1956, fornece água potável a Bristol e à zona circundante da cidade. Parte da água do lago é utilizada para manter o fluxo no rio Chew.
Algumas actividades recreativas são permitidas pelo proprietário (uma companhia de água), como a vela e a pesca da truta.
Antes de terem criado o lago fizeram investigações arqueológicas. Descobriram artefactos romanos e provas de que a zona havia sido ocupada desde o Neolítico.
O lago é um local importante para a fauna. É também um centro nacional para a observação das aves, com mais de 260 espécies registradas. O lago tem aves aquáticas indígenas e migrantes ao longo do ano. A flora e a fauna proporcionam habitats para algumas plantas e insetos menos comuns.
Houve, desde o início, um propósito por trás da escolaridade obrigatória, um propósito que não tinha nada a ver com o que os pais, os filhos e as comunidades queriam. Em vez disso, este grande propósito foi forjado a partir das necessidades de uma economia corporatizada altamente centralizada e de um sistema financeiro resoluto na sua internacionalização; nisso, e também no que era necessário a um Estado político altamente centralizado. A partir da primeira década do século XX a escola passou a ser vista como um ramo da indústria e uma ferramenta de governança. Durante bastante tempo, provocados provavelmente por um clima de ódio e desprezo oficial dirigido contra imigrantes durante o maior deslocamento de pessoas na história, os gestores sociais da escolarização foram muito sinceros sobre o que estavam fazendo. Num discurso que deu perante empresários antes da Primeira Guerra Mundial, Woodrow Wilson fez esta ousada afirmação:
Queremos que uma classe tenha uma educação liberal. Queremos que outra classe, uma classe por necessidade muito maior, abra mão do privilégio de uma educação liberal e seja formada para o desempenho de difíceis tarefas manuais.
Em 1917, os principais postos administrativos da escolarização americana estavam sob o controle de um grupo referido pela imprensa da época como "Education Trust". A primeira reunião desse grupo incluiu representantes dos Rockefeller, Carnegie, Harvard, Stanford, da Universidade de Chicago e da Associação Nacional de Educação. Benjamin Kidd, o evolucionista britânico, escreveu em 1918 que o objectivo principal era "impor na juventude o ideal de subordinação".
No início, o principal alvo era a tradição do trabalho por conta própria nos Estados Unidos. A não ser que o empreendedorismo americano fosse extinto, pelo menos na população comum, os enormes investimentos de capital que a indústria de produção em massa necessitava não seriam justificáveis. Os alunos deveriam aprender a verem-se como empregados competindo pelos favores da gestão. Não como Franklin ou Edison outrora se haviam considerado, como agentes livres e auto-determinados.
Só se poderia conter a ameaça de excesso de produção na América através de uma enorme campanha psicológica. A capacidade dos norte-americanos de pensar como produtores independentes tinha de ser reduzida. Certos escritos de Alexander Inglis contêm uma dica do papel da escolarização neste projecto bem sucedido de redução da tendência das pessoas competirem com as grandes empresas. De 1880 a 1930, entre as classes gerenciais, a superprodução tornou-se uma metáfora de controle e esta ideia teria uma influência profunda no desenvolvimento da escola de massas.
Eu sei como é difícil para a maioria de nós que cortamos a nossa relva e levamos os nossos cães a passear compreender que a engenharia social a longo prazo existe mesmo, muito menos que começou a dominar a escolaridade compulsoria há quase um século. No entanto, a edição de 1934 de Public Education in the United States Ellwood P. Cubberley é explícita sobre o que aconteceu e porquê. Nas palavras de Cubberley:
Agora é desejável que as crianças não se devam envolver em trabalho produtivo. Pelo contrário, todo o pensamento recente... [é] oposto a que o façam. Tanto os interesses do trabalho organizado como os interesses da nação estão contra o trabalho infantil.1
A declaração ocorre numa secção de Educação Pública intitulada "Um Novo Prolongamento do Período de Dependência", onde Cubberley explica que "a vinda do sistema fabril" fez necessário o prolongamento da infância, privando as crianças da formação e da educação que a fazenda e a vida nas vilas e aldeias costumavam proporcionar. Com o colapso das indústrias caseiras e locais, a morte das tarefas e a extinção do sistema de aprendizes pela produção em grande escala com a sua extrema divisão do trabalho (e a "marcha conquistadora das máquinas"), surgiu um exército de trabalhadores que, de acordo com Cubberley, não sabem nada.
Além disso, a indústria moderna necessitava desse tipo de trabalhadores. Não se podia permitir que o sentimentalismo entravasse o caminho do progresso. De acordo com Cubberley, com "muito ridículo da imprensa pública", o antigo currículo foi posto de lado e substituído pela mudança de objectivos e "uma nova psicologia de instrução que veio até nós do estrangeiro." Essa última referência misteriosa a uma nova psicologia refere-se a práticas de emburrecimento através da escolarização, práticas comuns na Inglaterra, Alemanha e França, as três principais potências mundiais de carvão (com excepção dos Estados Unidos), cada uma das quais já havia convertido sua população comum num proletariado industrial.
Em 1919, Arthur Calhoun, na História Social da Família, notificou os acadêmicos da nação, sobre o que se estava a passar. Calhoun declarou que o maior desejo dos escritores utópicos estava se tornando realidade, que as crianças estavam deixando a família para ficarem "sob a custódia dos especialistas da comunidade". Ele ofereceu uma previsão importante, que com o tempo podemos esperar ver o ensino público "planeado para monitorizar o acasalamento dos inaptos." Três anos mais tarde, John F. Hylan, o prefeito de Nova York, disse num discurso público que as escolas tinham sido apreendidas como um polvo se apodera de sua presa, por um "governo invisível". Ele estava referindo-se especificamente a determinadas acções da Fundação Rockefeller e outros interesses corporativos em Nova York que precederam os motins escolares de 1917.
A decada de 1920 foi um período de bonança para escolaridade obrigatória, bem como para o mercado de acções. Em 1928, um volume bem conceituado intitulado A Sociological Philosophy of Education declarou: "A função dos professores é gerir não só as escolas mas o mundo". Um ano depois, o famoso criador da psicologia educacional, Edward Thorndike, do Columbia Teachers College, anunciou: "as disciplinas académicas são de pouco valor". William Kirkpatrick, seu colega no Teachers College, vangloriou-se em Education and the Social Crisis que a educação tradicional das crianças e dos jovens estava sendo modificada por peritos.
1Este é o mesmo Ellwood P. Cubberley que em 1905 escreveu na sua Dissertação para o Columbia Teachers College que as escolas iriam ser fábricas "onde as matérias-primas, as crianças, serão moldadas e transformadas em produtos acabados... fabricadas tal como pregos, e as especificações para a fabricação virá do governo e da indústria. "
Nada sobre a escola é o que parece, nem mesmo o tédio. Demonstrar o que quero dizer é o propósito deste longo ensaio. O meu livro representa uma tentativa de organizar os meus pensamentos, a fim de descobrir o que cinquenta anos de confinamento em salas de aula (como aluno e professor) significam para mim. Esta é uma investigação pessoal das razões que fazem da escola um lugar perigoso. Não é que o pessoal da escola tenha a intenção de magoar as crianças; mas que todos nós, associados à instituição, estamos presos, tal como moscas, na mesma teia de aranha que os vossos filhos estão. Tentamos freneticamente cobrir o nosso próprio pânico, mas temos muito pouco poder para ajudar as moscas mais pequenas.
Olhando para trás, para uma carreira docente de trinta anos cheia de prêmios e recompensas, custa-me a acreditar que passei a maior parte da minha vida completamente institucionalizado; é inacreditável que a escolarização centralizada, essa máquina gigantesca de doutrinação e triagem que rouba os filhos aos pais, seja permitida. Será que foi mesmo assim? Foi esta a minha vida? Que Deus me ajude!
A escola é uma religião. Sem entender a sua faceta de sagrada missão, poderíamos chegar à conclusão errada de que o que acontece é o resultado da venalidade ou estupidez humana ou até da luta entre classes. Estas estão presentes na equação, mas nenhuma delas tem muita importância pois mesmo sem elas a escola seguiria na mesma direção. A seguinte afirmação, do Credo Pedagógico de Dewey (1897), dá-nos uma pista para o zeitgeist:
Cada professor deve perceber que ele é um servo social cuja função é a manutenção da ordem social adequada e a asseguração do correto desenvolvimento social. Desta forma, o professor é sempre o profeta do Deus verdadeiro e o introdutor do verdadeiro reino do céu.
Qual é a ordem social "adequada"? O que significa "correto" desenvolvimento social? Se não sabes, és como eu e não como John Dewey, que sabia, ou como os Rockefellers, seus patronos, que também sabiam.
Acontece que, da confusão industrial que se seguiu à Guerra Civil, homens poderosos e sonhadores decidiram o tipo de ordem social que a América precisava, uma muito semelhante à do sistema britânico de que a América tinha escapado cerca de cem anos antes. Essa decisão não foi o resultado de um debate público, como deveria ter sido numa democracia, mas de uma destilação de discussões privadas. Suas ideias contradizem a "carta original americana" [Constituição dos Estados Unidos?] mas isso não os perturbou. Tinham um objetivo fantástico - a racionalização de tudo. O fim da imprevisibilidade histórica, e a sua transformação numa ordem previsível.
A partir dos meados do século, foram implementados certos esquemas utópicos para adiar a maturidade no interesse de um bem maior, seguindo mais ou menos o modelo que Rousseau havia estabelecido no livro Emile. Pelo menos retoricamente. O primeiro objectivo, a ser alcançado por etapas, era uma sociedade ordenada e cientificamente gerida, em que as "melhores pessoas" tomam as decisões sem interferências da tradição democrática. Depois disso, a reprodução humana, o destino evolucionário da espécie, seria possivel. A escolaridade universal, institucionalizada, formal e obrigatória era a prescrição, prolongando a dependência dos jovens para o que antes era tradicionalmente considerado o início da vida adulta. Os indivíduos seriam impedidos de ocupar postos importantes de trabalho até uma idade relativamente avançada. A maturidade seria adiada.
Durante o período pós-Guerra Civil, a infância foi prolongada cerca de quatro anos. Mais tarde, um termo especial foi criado para descrever as crianças mais velhas: a adolescência, um fenômeno até então desconhecido pela raça humana. A infantilização dos jovens não terminou no início do século XX; as leis do trabalho infantil foram estendidas para cobrir cada vez mais tipos de trabalho, e a idade do final da escolaridade obrigatória foi aumentando gradualmente. A maior vitória deste projeto utópico foi fazer da escola a única forma de entrar em certas profissões. A intenção era, em última análise, enredar todos os tipos de trabalho na teia escolar. Na década de 1950 já não era incomum encontrar alunos graduados já com os seus trinta anos continuando a executar recados, continuando à espera de começar suas vidas.
Um juiz de Quebeque mandou uma família enviar os seus dois filhos mais novos, com idades entre os três e os cinco anos, para a creche estatal para efeitos de "socialização".
Os pais têm mais dois filhos, com sete e nove anos, e no ano passado foram forçados a enviá-los para a escola porque aprendiam em casa em regime de ensino doméstico.
A decisão mais recente de creche obrigatória foi proferida em Março e agora está a ser ouvida pelo Tribunal de Quebec.
Os pais não foram acusados de negligência ou abuso. O médico de família testemunhou, dizendo que os filhos eram saudáveis e bem cuidados. A família, católica, está a ser representada pela Home School Legal Defense Association.
"Estamos a ver um verdadeiro movimento contra a liberdade de educação", disse Paul Faris, presidente da filial canadense da HSLDA.
"Fiquei chocado ao ver isto no Canadá. Teria suspeitas disto na Suécia e Alemanha, pois as suas leis de educação datam do Terceiro Reich", disse Michael Donnelly, diretor de Relações Internacionais da HSLDA.
James Hobley não sabia ler nem escrever e preferia brincar com seus gatos do que falar com a família. Mas aos oito anos descobriu a dança e sua vida mudou para sempre. Passado uns meses estava ganhando competições de dança.
O incrível talento de James, de 11 anos de idade, foi descoberto pela mãe, que educa o filho em casa. A dança ajudou-o a desenvolver as suas habilidades naturais e a superar as dificuldades causadas pelo autismo.
Neste vídeo podem ver o menino, que aprende em regime de ensino doméstico, a dançar no palco do Britain's Got Talent, com a mãe-professora assistindo. Antes de começar a dançar, um dos juizes pergunta:
Então James, andas na escola?
Não, a minha mãe ensina-me em casa porque sou autista.
Não deixem de ver! James emociona o público e deixa os juizes sem palavras!
Fomos visitar Avebury, um sítio mágico. Fica situado na Inglaterra, no condado de Wiltshire, onde encontramos vários círculos de pedra.
É um dos melhores e maiores monumentos Neolíticos da Europa, com cerca de 5.000 anos, ainda mais antigo que Stonehenge, que fica a cerca de 32 km mais ao sul.
Grande parte da vila fica dentro do monumento. A foto acima mostra a igreja anglicana da vila, que tem uma nave saxónica do século XI e onde podemos ver 2 janelas originais desse período. As duas fotos abaixo mostram casinhas típicas da vila.
Para muitos adeptos das religiões pagãs contemporâneas, Avebury é considerada um local sagrado. Eles vêem o monumento como um "templo vivo", que associam aos antepassados e aos espíritos da terra. Normalmente, os ritos pagãos são realizados em público, atraindo multidões de visitantes, especialmente em ocasiões como o solstício de verão.
Os ritos druídicos realizados em Avebury são conhecidos como eisteddfod e envolvem a invocação de Awen (inspiração), normalmente com poemas, canções, histórias e a recitação da Oração e Votos Druidas. Em muitos casos, os druidas dividem-se em dois grupos, um dedicando-se ao Deus e o outro à Deusa.
Este monumento pré-histórico também atrai os que seguem o movimento da Nova Era. Se visitarem, poderão até encontrar alguns radiestesistas usando bastões, pêndulos e outros instrumentos na tentativa de detectar emanações psíquicas.
Mais um passeio, desta vez até Wiltshire, pois passeando muito se aprende!
Vimos o famoso cavalo branco cortado na relva de uma colina. O cavalo, que tem algumas semelhanças com os cavalos representados nas moedas do final da Idade do Ferro, é de data incerta, mas há quem diga que era um totem da tribo celta dos Iceni (séc. I ou II aC).
Assim fomos passeando, observando e aprendendo, naturalmente, ao nosso ritmo. E quando chegou a hora do almoço, descobrimos o local ideal para o piquenique, muito sossegado e privado, com mesa e tudo! Incrível!
E bem pertinho do misterioso Silbury Hill, feito de giz e argila escavada nas redondezas. O monte tem 40 metros de altura e abrange cerca de 5 hectares. Os arqueólogos calculam que Silbury Hill foi construído há cerca de 4.750 anos e que foram necessárias 18 milhões de horas - o equivalente a 500 homens a trabalhar diariamente durante 15 anos - para depositar e moldar os 248 mil metros cúbicos de terra.
Para as crianças que sofrem de problemas crônicos de saúde, o ensino doméstico oferece muitas vantagens. No entanto, às vezes, a doença pode ter consequências para além do centro de saúde. A filha dos Dowds (nome alterado para proteger a privacidade) estava matriculada numa escola pública mas, por causa da mononucleose, não podia comparecer.
Um sinal característico da mononucleose é o aumento do baço, chamado de esplenomegalia. Quando este ocorre, é necessário manter repouso, devido ao risco de ruptura esplênica.
A pediatra recomendou o ensino doméstico devido à sua flexibilidade e por não obrigar a menina a sair de casa. Quando foram encaminhados para o Departamento de Crianças e Famílias por causa do absentismo escolar, a família viu que precisava de fazer algumas mudanças. Decidiram educar a filha em casa e juntaram-se à HSLDA.
O distrito escolar tinha referido os Dowds para o Departamento de Crianças e Famílias devido às ausências da filha por motivo de doença. No entanto, os assistentes sociais devidamente determinaram que a filha estava doente e que não se tratava de uma situação de negligência. No entanto, quando o distrito escolar se apercebeu que a intenção da família era praticar o ensino doméstico, exigiu requisitos adicionais. A família pediu então ajuda à HSLDA.
O advogado Michael Donnelly contactou o distrito escolar e informou-os que a documentação que os Dowds haviam enviado era suficiente perante a lei. A família depressa recebeu uma carta aprovando o programa que haviam escolhido para o ensino doméstico.
***
Outro membro da HSLDA tinha uma filha com a doença de Lyme. A família havia sido investigada várias vezes por causa de familiares que não concordavam com o ensino doméstico. Contudo, a "denuncia" mais recente foi feita por um funcionário dos serviços médicos que queria que a menina fosse para a escola por "razões sociais", e acusando a mãe de "patologizar" a filha com demasiadas visitas ao médico. Apesar da menina estar a ser tratada por um especialista de Lyme e ter sido diagnosticada com Lyme, os assistentes sociais continuavam o seu processo de "avaliação da família", estressando a família. A doença de Lyme é uma condição perniciosa e pouco conhecida. A HSLDA contactou o Departamento de Crianças e Famílias e ajudou a acelerar o encerramento da investigação, aliviando assim a família.
Essas histórias mostram que o ensino doméstico é uma opção válida para as crianças que sofrem de doenças crônicas. O apoio da HSLDA ajudou estas famílias a manter a confiança para começar e continuar a educar os filhos a partir de casa face aos problemas causados por pessoas mal informadas ou hostis.
* Propagação programada e estruturada da ignorância para manter as pessoas num estado de falta de consciência.
* O emburrecimento deliberado e programado da nossa juventude de modo a eliminar qualquer sentido crítico e a criar conformidade com as tendências actuais do emburrecimento a fim de escravizá-los.
Por outras palavras, deseducação significa:
* O facto de que as crianças e os jovens estão carentes de uma autêntica educação;
* A disfunção que surge e se desenvolve a partir da entrada das crianças para a creche ou escola;
* As lacunas presentes em nós - indivíduos, membros da comunidade e da sociedade -, e que depois transmitimos às gerações futuras;
Testes, testes e mais testes. Mas qual é o resultado destas avaliações constantes?
"Não se pode forçar a excelência, apenas a obediência. E o ensino dos nossos jovens merece muito mais do que isso. (...) Os danos invisíveis são muitos: ser alfabetizado mas sem gostar de um bom livro pois não há tempo para se ler um livro inteiro apenas por prazer; ser capaz de pronunciar mas sem entender; ser bem comportado, mas sem querer saber; ser disciplinado mas sem ambição; ser um bom cidadão mas sem rebeldia; ser saudável, mas sem espírito de aventura." ~ Fonte
Russell Hobby, secretário-geral da National Association of Head Teachers do Reino Unido.
Essa dos livros é verdade. Lembro-me do meu filho ter lido uns 100 livros no primeiro ano de ensino doméstico.
Educados fora da escola, seguem o seu próprio currículo, se é que seguem algum!
Às 9:30 da manhã, numa quarta-feira, após uma forte chuvada, Spencer, de 13 anos, senta-se no topo de uma colina inspecionando o seu redor. Enquanto a maioria dos miúdos de Albemarle estão sentados numa sala de aula, Spencer está examinando a natureza, observando a mudança das cores das folhas, os novos brotos e evidência de vida animal. A vista é maravilhosa: vários acres intocados e um pequeno riacho. Encostado numa árvore balançando as pernas, está pensativo, calmo e controlado.
O silêncio é rapidamente quebrado pelas gargalhadas dos seus companheiros exploradores. Apesar de ser um dos 500 jovens educados a partir de casa em Charlottesville e Albemarle, não deixa de receber instrução e interagir bastante com os seus colegas. Na verdade, está matriculado num curso através da Living Earth School, uma das várias organizações locais que oferecem apoio aos jovens que optam pelo ensino doméstico. Nesta "escola", onde Spencer é um dos mais velhos do grupo, aprendem uma série de habilidades baseadas na natureza: táticas de sobrevivência, a linguagem das aves, fontes de alimentos, cozinha primitiva, rastreamento de animais, e assim por diante.
Os colegas discutem o impacto das recentes chuvas no local onde se encontram. Spencer olha na direção do acampamento. Uma dúzia de mochilas e lancheiras são colocadas num círculo lá embaixo, onde dois instrutores verificam as actividades do dia. Ouve a chamada para voltar ao acampamento, deixa o topo da colina e vem juntar-se aos outros.
Laurie A. Couture fala sobre a importância de confiar na capacidade inata para aprender que todas as crianças possuem, num excerpto do documentário Class Dismissed: Educação e a Ascensão do Ensino Doméstico nos EUA.
Por algum motivo, o sistema não confia no processo orgânico das crianças. Mal elas nascem, tentam forçá-las a fazer algo; tentam forçá-las a ficar de pé, a balbuciar qualquer coisa, a... como se fossem marionetas! E mal atingem os 2 anos de idade começam logo a submetê-las a este processo "educacional" de aprendizagem, de aprender as cores, os animais, a dizer o seu nome, a aprender coisas que seria impossivel que não aprendessem simplesmente através da sua existência. Qualquer criança aprenderia rapidamente os animais mesmo que não fosse ensinada porque as crianças aprendem essas coisas naturalmente. Deixem-me explicar de outra forma: o gênio é muito comum; o problema é que nós reprimimos, sufocamos, esmagamos o gênio das crianças porque não confiamos neste processo orgânico.
Dayna Martin, falando sobre a importância dos vínculos familiares e como se relacionam com a aprendizagem num excerpto do documentário Class Dismissed: Educação e a Ascensão do Ensino Doméstico nos EUA. Mais aqui.
Acho que o unschooling radical - e viver esta filosofia - é re-priorizar completamente. Fomos tão condicionados a pôr as instituições primeiro, a pôr a escola primeiro, a colocá-la antes da família, antes de tudo mais. E temos que pedir autorização à instituição para estarmos com os nossos filhos. Temos que pedir autorização! Isso não é liberdade! Que ilusão de liberdade! Vocês não percebem que não devíamos ter que fazer isso?
Gosto de explicar às pessoas que uma fundação familiar saudável é a prioridade número 1 para a nossa família, de onde o resto cresce. Por isso adoro priorizar, pôr a conexão familiar em primeiro lugar, antes de todo o resto e, depois, os nossos interesses; e a aprendizagem ocorre como um efeito secundário dessa re-priorização.
Conhecem? Aqui há muitas, mas só comecei a usar agora.
Onde moro, não há muito comércio, apenas 2 lojinhas que vendem pouca coisa; e apesar da fraca qualidade, vendem caro. Por isso usava as caixas da Riverford, mas agora resolvi experimentar os sacos da cooperativa alimentar!
Recentemente, um grupo de residentes formou uma cooperativa alimentar e decidi apoiar o projecto, pois dá acesso a produtos locais sem precisar de usar as lojas habituais.
E também porque assim ajudamos o desenvolvimento da comunidade, comprando produtos alimentares produzidos na localidade que são depois distribuidos no centro comunitário.
O melhor, claro, é o resultado: comidinha boa e saudável; neste caso, lentilhas com cenouras e espinafres! Bom apetite!
Miles, 6 anos, era bom aluno no jardim de infância. Mas depois de alguns meses na primeira classe começou a ficar para trás. Farta, a mãe agora educa o filho em casa.
"O estado da educação na Califórnia é patético", disse ela. "As aulas estão a ficar cada vez mais lotadas e, com os cortes financeiros, serão anos antes das coisas mudarem para melhor. Miles tinha uma boa professora mas ela era apenas uma para 30 alunos!"
Insatisfeitos com esta situação, um número crescente de pais estão a retirar os filhos da escola para ensiná-los em casa.
A preocupação com o ambiente escolar é a razão principal que os leva a optar pelo ensino doméstico, de acordo com os últimos dados disponíveis.
Regan não ficou satisfeita com a sua experiência escolar. Para ela, a escola parecia ser um jogo. Para ganhar, tinha que descobrir o que o professor queria, e depois fazer o que queriam que ela fizesse. Diz que a escola não expandiu sua mente até ter chegado à faculdade. Por isso decidiu oferecer aos filhos outra opção - a escola em casa.
"Quero que os meus filhos aprendam a aprender, a valorizar a educação e a achar que a aprendizagem, apesar de nem sempre ser fácil e divertida, vale sempre a pena", disse a mãe de cinco filhos. "Isso esteve ausente nos anos que passei na escola".
Barnes não é contra a escola pública, ela apenas acha que o ensino doméstico é a melhor opção para sua família. Educa dois filhos em casa a tempo inteiro, e os outros dois filhos em idade escolar frequentam o jardim de infância part-time. No entanto, tem planos de os educar em casa para a primeira série.
Do you know what Scholarship means? What a school means? The original meaning of a scholar?
Leisure.
We talked of a scholar and a gentleman because a gentleman was a person who had a private income, and he could afford to be a scholar. He didn't have to earn a living. Therefore he could study the classics and poetry and things like that.
Today nothing is more busier than a school! They make you work work work work work because you've got to get through on schedule. They have expedited courses and you go to school so as to get a union card with PHD or something so that you can earn a living. So it's a whole contradiction of scholarship. Scholarship is to study everything that's unimportant. Not necessary for survival. All the charming irrelevancies of life.
But you see the thing is this. If you don't have a room in your life for the playful, life's not worth living. All work and no play makes Jack a dull boy. But if the only reason for which Jack plays is that he can work better afterwards he's not really playing. He's playing because it's good for him. He's not playing at all!
To be a true scholar you have to cultivate an attitude to life where you're not trying to get anything out of it. You pick up a pebble on the beach and look at it. It's beautiful. Don't try to get a sermon out of it. Sermons and Stones and God and everything be damned. Just enjoy it. Don't feel that you've got to salve your conscience by saying that this is for the advancement of your aesthetic understanding. Enjoy the pebble. If you do that you'll become healthy. You become able to be a loving helpful human being. But if you can't do that... If you can only do things because somehow you're going to get something out of it, you're a vulture."
Entre o léxico em constante expansão da educação alternativa encontramos a tendência para o unschooling.
Unschooling poderia ser melhor definido como homeschooling sem "schooling" (ou "a escola em casa" sem a parte da "escola"). Abstém-se da massificação do ensino a favor da personalização da aprendizagem. Os unschoolers não transformam as suas mesas da cozinha em "secretárias de salas de aula" atulhadas de livros didáticos de matemática e mapas da Ásia.
Em vez disso, unschoolers deixam os filhos tomar a liderança e decidir se querem estudar álgebra ou história. As crianças decidem se preferem passar um dia ou um mês jogando xadrez ou construindo uma catapulta.
Os unschoolers rejeitam testes, trabalhos de casa e fichas de trabalho, acreditando que um dia passado saltitando e correndo descalços por esses campos fora resulta em mais exploração científica do que cultivando uma planta no peitoril da janela.
Guru da e-aprendizagem e co-fundador da SimuLearn, Aldrich acredita que em vez de criticar os homeschoolers e unschoolers, a escola deveria aprender com eles.
Apresento-vos mais uma família de homeschoolers. Laura é argentina e vive no México. Tem duas filhas, Gaia (7) e Zyania (3), que nasceram em casa, de uma forma natural (mais aqui).
O vídeo mostra momentos do primeiro ano de ensino doméstico.
O vídeo mostra duas famílias francesas, a primeira a praticar a "escola em casa", a segunda o unschooling, uma forma de aprendizagem livre centrada nos interesses das crianças. O vídeo acaba abruptamente aos 3:30 (ignorem o resto, pois é uma repetição sem som da primeira metade).
Aqui estou eu, a partilhar mais umas fotos de outro passeio :-) O resto do texto foi retirado daqui.
Blaise Castle House é um palácio inglês do século XVIII, construido no interior de uma propriedade (Blaise Castle) nas proximidades de Henbury, Bristol.
A propriedade foi imortalizada por ser descrita como "o mais agradável lugar na Inglaterra" na novela Northanger Abbey de Jane Austen.
O castelo e os seus 2,6 km² de parque estão abertos ao público. [Conseguem ver o esquilo?]
Numa colina por cima do desfiladeiro fica um castelo fingido. O arquitecto foi Robert Mylne e a data de construção 1766. Apesar de referido como um edifício de jardim, foi habitado até ao século XX, com sumptuosas decorações interiores.
Estas "praias" daqui são uma tristeza. Até as cores são deprimentes. Tudo cinzento e lamacento!
Está onde a areia? Tá onde o mar? Quando a maré está vazia nem se vê!
Ah, está lá ao fundo!
E a "areia" está aqui.
Pois é, a praia rochosa e lamacenta do Severn, de difícil acesso e correntes perigosas, não é a mais bonita do mundo (nem do canal de Bristol). Encontra-se na parte estreita do estuário, daí a ponte a separar a Inglaterra do País de Gales, na outra margem.
Chatos, não-desportivos, anti-sociais, sem gosto no vestir, politicamente retrógrados, atrasados culturalmente, extremistas religiosos... a lista de estereótipos dos homeschoolers é quase interminável e quase toda negativa. Apesar da crescente popularidade do movimento do ensino doméstico nos Estados Unidos e no mundo, os homeschoolers continuam a ser vistos com desconfiança pela maioria.
Mas como mostra a nossa lista dos 15 homeschoolers mais extraordinários do mundo, eles são extraordinariamente diversificados, desafiando qualquer tentativa de encaixá-los num único molde. Os homeschoolers desta lista são gênios e atletas, conservadores e progressistas, fundamentalistas e hippies, cientistas e artistas. São rurais e urbanos, americanos e internacionais, deficientes e eficientes, negros, brancos, asiáticos e multirraciais.
Embora nem todos tenham o mesmo grau de fama ou notoriedade, cada um possui características e talentos que os levou a se destacarem no mundo e a desafiar as imagens estereotipadas que continuam a dominar a imaginação do público.
Os adultos recusam-se a ver. Muitos, sofrendo sem saber de adultismo, nem se apercebem do modo como perpetuam a opressão das crianças, pois fazem-no, claro, "para o seu bem".
Há uns tempos atrás deu-me para pesquisar a realidade escolar. Como na canção Amazing Grace, I was blind but now I see. E agora convido-vos a ver. Para esse fim, deixo alguns exemplos do sofrimento diário das crianças. Se quiserem mais, cliquem nos 3 primeiros links que iniciam este post.
Vila Real: Aluno de 6 anos alvo de bullying Agredido desde o início da escola - Uma criança de 6 anos tem sido alvo de várias agressões por parte dos colegas, sido atingido na cabeça e nas pernas, a soco e a pontapé. O pai não esconde a revolta: "Isto é uma vergonha. O meu filho anda a ser agredido há meio ano. Tem chegado a casa com hematomas nas pernas, feridas na barriga, ferimentos na cabeça e os professores não dizem nada".
Livre para aprender é um documentário de 70 minutos, que nos mostra os acontecimentos diários na Escola Livre de Albany, Nova York. Como em muitas escolas democráticas, na Escola Livre as crianças decidam por si mesmas como passar os dias.
A Escola Livre, num bairro do centro da cidade, é a única que conseguiu ultrapassar os obstáculos que impedem outras escolas semelhantes de acolher uma gama de alunos economica e racialmente diversa.
Há mais de 30 anos que esta escola alternativa oferece aos seus alunos a liberdade total na aprendizagem . Não há aulas obrigatórias, nem notas, exames ou trabalhos de casa, e as regras são geralmente evitadas. Como último recurso, regras são criadas democraticamente pelos alunos e professores, muitas vezes a pedido de um estudante.
Livre para aprender segue algumas destas crianças à medida que enfrentam os desafios diários e a tarefa de decidirem, por si mesmas, o que fazer a cada dia.
1. Educação de qualidade orientada para liberdade dos vossos filhos ou netos;
2. Resgatar as famílias da doutrinação do governo;
3. Criação de modelos educacionais sustentáveis a longo prazo para a comunidade e futuras gerações;
4. Modelar cooperação, instituições voluntárias e independência através das cooperativas de aprendizagem ou escolas comunitárias. Modelos:
A. Ensino doméstico com um currículo independente e actividades extra-curriculares;
B. Oportunidades de aprendizagem proporcionada por diversas famílias que colaboram para oferecer oportunidades educativas e actividades extra curriculares;
C. Cooperativa de aprendizagem formada por várias famílias que se reunem num único local;
D. Cooperativa de aprendizagem em que as várias famílias se reunem em várias "salas de aulas";
E. Outros modelos limitados apenas pela vossa criatividade, disponibilidade de tempo e disposição para trabalhar.
Estratégias:
i. Optem pelo ensino doméstico, o método histórico e tradicional de educar os filhos;
ii. Mobilizem indivíduos com talento e conhecimentos para expandir e enriquecer o vosso programa de ensino doméstico;
iii. Juntem-se a outros pais que praticam o ensino doméstico para tirarem proveito de recursos externos;
iv. Formem uma cooperativa de aprendizagem para partilhar currículos, ensino, instalações e recursos externos;
v. Recrutem famílias para se juntarem aos vossos esforços;
vi. Comecem uma comunidade de aprendizagem numa sala na vossa igreja, sinagoga, centro comunitário, ou qualquer sítio seguro, limpo e saudável;
vii. Descubram uma igreja com salas não utilizadas durante os dias de semana e mobilizem a Igreja para patrocinar o vosso projecto. Retornem o favor sendo activos nessa comunidade, ajudando com a limpeza e em outros projetos ligados à Igreja.
viii. Descubram um centro comunitário com espaço não utilizado e usem essas instalações para salas de aula, aulas, reuniões e talvez a eventual criação da vossa comunidade de aprendizagem, que irá crescer ou ser remodelada para ir ao encontro das necessidades educacionais da comunidade. Características do modelo:
1. Design Independente: lembrem-se que também podem incluir educação de adultos;
2. Esforcem-se para desenvolver um modelo e depois partilhem com outras pessoas, convidando-as para visitar e aprender;
3. Tomem nota do vosso desenvolvimento e compartilhem os vossos passos com outros;
4. Criem o vosso modelo com base na cooperação, associação voluntária, mínimo ou nenhum envolvimento do governo, sem estruturas de poder, conselho rotativo de directores;
5. Encorajem um alto nível de comprometimento a nível de tempo e energia de todas as famílias, incluindo reparos, manutenção, limpeza, levantamento de fundos, trabalho voluntário;
6. Angariem fundos para o vosso projecto;
7. Trabalhem no sentido de permanecerem livres de dívidas financeiras fazendo que este objectivo seja bem entendido por todos.
Resultados:
A. Crianças sadias e saudáveis com capacidade de pensamento crítico;
B. Crianças alfabetizadas, com capacidade de manter conversas com qualquer pessoa de qualquer idade;
C. Famílias coesas que sabem trabalhar em conjunto para alcançar objectivos comuns;
D. Introdução de modelos para a educação da comunidade baseados na cooperação voluntária;
E. A validação de modelos voluntários quando comparados com modelos de coacção;
F. A introdução do conceito de cooperação na comunidade em geral e a oportunidade de expressar a sua eficácia face à crescente coerção governamental;
G. Um senso de auto-governo, auto-responsabilidade e auto-realização;
H. A criação de uma comunidade baseada na cooperação em vez de coerção, pois o modelo será adoptado noutros paradigmas da existência humana. Divirtam-se! Original
Em Singapura, Jean transformou um dos quartos em sala de aulas e começou a educar os filhos em casa. A filha mais velha tem 6 anos e meio, e já aprende em regime de ensino doméstico há 4 anos. Jean optou pela aprendizagem fora da escola porque, como cristã, acredita que a responsabilidade pela educação dos filhos pertence aos pais. Diz-nos que se os mandasse para a escola não teria controlo nenhum sobre o ambiente escolar, as amizades, o currículos e os educadores dos filhos.
Até recentemente, a educação em casa era considerada um fenômeno marginal, algo praticado por famílias religiosas que procuravam controlar a educação moral e espiritual dos seus filhos.
Mas a verdade é que - das comunidades hip no Brooklyn às pequenas cidades rurais no sul -, são cada vez mais os pais que estão retirando os filhos das escolas públicas e assumindo o papel de professor a tempo inteiro.
Brian Ray, presidente do National Home Education Research Institute estima que mais de 2 milhões de crianças foram educadas em casa nos Estados Unidos em 2008. Em 1999, o número de alunos estudando em casa era apenas 850.000.
Brian Ray diz-nos que as crianças que aprendem em casa já não encaixam em determinado perfil. Tal como as crianças que frequentam a escola, as crianças educadas em casa vêm de diversos backgrounds religiosos, políticos, econômicos e acadêmicos.
O que leva tantos pais a optar pela aprendizagem fora da escola? Três mães partilham a sua história aqui.
Mas por que será que não se interrogam por que é que estes massacres acontecem em escolas e não em centros comerciais, estações de metro e comboio, estádios de futebol, etc?
E pensar que educar os nossos filhos fora do sistema escolar é considerado crime no Brasil! Crime seria obrigar as crianças e jovens a frequentar ambientes destes!
Quem é responsável por estas mortes? O Estado, que impõe a escolaridade obrigatória com promessas ocas de sucesso e ameaças de multa e prisão aos que optam pelo ensino domiciliar? Os pais que delegam a sua responsabilidade ao Estado? Todos nós que nos conformamos e implementamos um sistema violento que leva suas vítimas a cometer actos impensáveis? Dá que pensar...
Depois de muitos anos trabalhando em escolas, John Holt ficou profundamente desiludido com o sistema de ensino. Convencido que a reforma escolar não era possível, começou a advogar o homeschooling. Afirmava que seria inútil retirar as crianças da escola para em seguida recriar esse mesmo ambiente escolar em casa. Acreditava que as crianças que crescem num ambiente de aprendizagem rico e estimulante aprendem quando estão prontas para aprender. Holt acreditava que as crianças não deviam ser forçadas a aprender, uma vez que elas aprendem naturalmente quando lhes é dada a liberdade de seguirem os seus próprios interesses e uma rica variedade de recursos. Esta linha de pensamento passou a ser chamada unschooling.
Esta é a palestra de John Holt para professores de Gotemburgo, Suécia, em 1982. Ele estava revisando "Como as crianças aprendem" na altura em que estava fazendo sua turnê escandinava, e partilha novos pensamentos e ideias deflagrados pelo seu contacto com homeschoolers. Em 2010 a Suécia proibiu o homeschooling, alegando que o Estado oferece um sistema de educação e por isso as famílias não precisam de educar os filhos em casa. No entanto, como John Holt salienta, a verdade é que o ensino não-requisitado impede o aprendizado, especialmente nas crianças mais novas. Em sua opinião, as escolas deveriam funcionar como bibliotecas públicas, tanto em espírito como em organização.
O grupo de famílias homeschoolers galegas Educar na Casa lançou recentemente uma campanha contra a entrada do projeto de lei de apoio à família e à convivência no Parlamento Galego. Eis o texto aprovado pelo governo regional que faz do ensino doméstico uma situação de negligência:
Artigo 52. Situações de negligência. Consideram-se situações de negligência as seguintes:
j) A falta de escolarização habitual da criança ou adolescente com o consentimento ou tolerância dos pais ou pessoas que exerçam a guarda.
Como podem ver aqui, as famílias da Galiza que educam em casa receiam que se a lei for aplicada sem nenhum tipo de alteração, a Xunta poderá assumir a guarda e custódia das crianças educadas em casa.
A campanha começou com uma demonstração de blogs após a aprovação do projeto de lei.
As famílias insistem que educar em família não é desamparo e pedem o apoio de todos que acreditam que o homeschooling não deveria ser considerado como negligência mas como a decisão séria que é, tomada pelos pais que, afinal, estão exercendo a sua autoridade parental no interesse dos filhos. Além disso, estas famílias criaram uma página no Facebook, Colectivo Educar na Casa, a que se podem juntar todas s pessoas que, educadas em casa ou não, compreendem a preocupação destas famílias.
Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos." - artigo 26° da Declaração Universal dos Direitos Humanos
"Aqui não há ninguém a ensinar nem ninguém a ser ensinado - cada um de nós está a aprender." - Krishnamurti
"As crianças não são animais de estimação para serem domesticadas; não são barro para moldar, não são computadores para programar e, acima de tudo, não são vasos para se encher." - Alfie Khon
"As nossas escolas transformaram-se em fábricas enormes para a produção de robôs. Nós já não mandamos os nossos filhos para a escola para serem ensinados e para que lhes sejam dadas ferramentas para pensar; nem sequer para serem informados ou adquirirem conhecimentos, mas para serem "socializados" - o que, na semântica actual significa serem submetidos ao sistema e forçados a se conformar." Robert Lindner, (1956)
"Digo-vos, antes de mais, não deixem que as vossas casas se tornem cópias em miniatura das escolas. Não façam planos de aulas nem testes, não façam avaliações nem relatórios! Até deixarem os vossos filhos em paz e sossego seria melhor; pelo menos descobririam algumas coisas eles mesmos. Vivam juntos tão bem quanto puderem, e gozem a vida tanto quanto puderem." John Holt
"Não acredito no currículo, não acredito em notas, não acredito em avaliações feitas por professores. Acredito em crianças aprendendo, com o nosso apoio e encorajamento, as coisas que elas querem aprender, quando as querem aprender, da forma como as querem aprender e porque as querem aprender." John Holt
"A universidade ideal não teria formalizado sistemas de créditos nem disciplinas obrigatórias. Seria uma espécie de retiro educacional onde as pessoas poderiam explorar várias disciplinas, descobrir quem são, os seus verdadeiros interesses, e apreciar o prazer de aprender e a preciosidade da vida." Abraham Maslow
"Aprendemos para obter uma recompensa ou para evitar um castigo. Aprendemos a fazer qualquer coisa para ganhar a vida. Mas agora pergunto: há outro tipo de aprendizagem? Vocês têm de ir trabalhar para a fábrica ou para o escritório todos os dias das vossas vidas. Levantem-se às 6 horas, vão para o trabalho e depois trabalham, trabalham, um trabalho rotineiro, durante cinquenta anos, dão-vos chutos e pontapés, são insultados, mas continuam devotos ao sucesso. Essa é uma vida monstruosa. E é para isto que estamos educando os nossos filhos?" Krishnamurti
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Olá!
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Agradeço ...
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Budismo Tibetano: facilitadora de sessões de meditação, estudante do Lamrim Chenmo, tradutora de ensinamentos espirituais, patrocinadora de uma monja tibetana, e angariadora de fundos para crianças tibetanas refugiadas em Bylakuppe, na India.